sábado, 28 de outubro de 2017

Krucipha: Inhuman Nature (2017)

A banda Krucipha está fazendo a turnê do álbum “Inhuman Nature” que conta com onze músicas que estão disponíveis através de plataformas virtuais. Nós da Urussanga Rock Music fizemos uma resenha sobre o segundo álbum dos curitibanos:



A canção “Hateful” abre o álbum com seus riffs céleres, além de vocais limpos intercalados com guturais. A temática da letra consiste em ressaltar o ódio e fúria que se espalham entre nós.

“Victimia”, a segunda faixa do disco, nos demonstra que somos os responsáveis por nossos atos, os únicos que possuem controle de nossa própria vida. Os vocais se apresentam de maneira densa, combinados com o instrumental compassado.

O instrumental pesado aliados as questões existenciais tornam a terceira faixa uma das mais impactantes do álbum.  A sigla “FOMO” é advinda da expressão “fear of missing out” que se caracteriza como um fenômeno em que o indivíduo possui “medo de ficar por fora” de algum evento ou oportunidade que possa ocorrer.

A quarta canção “Acceptance” traz uma temática caracterizada por questionar dogmas e verdades ditas “incontestáveis” que nos impõe a cada dia, a faixa ainda traz a evolução do ser humano dando valor simbólico apenas para a condição comportamental antagonizando a hipocrisia espiritual. Os riffs são agressivos alternando em grande parte da canção, proporcionando uma potencialidade, sincronia e harmonia entre os instrumentos, ascendendo gradativamente os vocais de Fabiano.

Carregada de críticas sociais e enfatizando a necessidade de união, a quinta faixa, intitulada com o termo em latim “Non Efficiens Non Decorus”, possui um instrumental firme com refrão marcante, além de riffs carregados.

“Alter The Image”, sexta canção do álbum, traz uma sonoridade diferente das demais, sendo incrementadas batidas de tambor em seu início, que logo são incorporadas ao instrumental típico da banda.

A sétima música é “Bureaucrap” que é a mais rápida do disco. Ela difunde uma atmosfera mesclada ao Rock n Roll com solos compridos de guitarra no meio da mesma e enfatiza em tom icônico a porcaria de trabalhar em departamentos ou escritórios.

“Mass Opression” tem elementos distintos em sua sonoridade uma vez que alterna em diversos momentos da canção, indo do precioso Groove ao Thrash. A composição logo questiona o fato da pessoa “não conhecer o melhor de si mesma” ressaltando questões como o controle e a opressão em massa.

A nona faixa “Mass Catharsis” caminha lados mais árduos, pesados e destrutivos do instrumental. Com um singelo coro no início, ela se desenrola através de uma crítica social ao retratar a desordem e confusão humana.

Ao som do berimbau e de tambores, a música “Unwilling” chega de forma mais cadenciada para prender o ouvinte ao personificar em sua temática uma oposição às normas e ao pensamento padronizado.


A brutalidade do álbum se encerra com a poderosa e sólida “Reason Lost MMXVI” que possui riffs técnicos através de petardos céleres. A canção que angaria um videoclipe com mais de 4000 mil visualizações busca em sua composição expor todo o egocentrismo presente na sociedade que fecha os olhos para demasiados assuntos e mostra toda a corrosão psicológica de uma pessoa egoísta e os danos que a mesma afeta a seu espaço.


As plataformas virtuais do grupo estão abaixo:


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