domingo, 5 de novembro de 2017

Dinossauro: 09 anos do disco "Á Galope"

Desde 2013 fora dos palcos, a Dinossauro sempre levou centenas de fãs às apresentações que faziam. O quarteto Luiz Roque, Alison Ronsani, Beto Roque e Lucas Ronsani estabilizou a formação do grupo que já contou com o baixista Marcos Keller. Shows ao lado de Cachorro Grande, Cartolas e Identidade personificaram a trajetória profissional do grupo criciumense.



O EP “Á Galope” lançado em 2008 traz sete músicas incluindo, a bônus “Sóbria Melodia” e dois vídeos sendo um da mesma e também da canção “I’ve Tried To Hear It”. Dos mais de sete anos de banda, que começara em 2016, a Urussanga Rock Music foi um veículo midiático que sempre divulgou os respectivos trabalhos dos dinossauros criciumenses. E através disso, fizemos uma homenagem ao resenhar, faixa a faixa, o disco que marcou o indie criciumense:

A rápida “Sem Anos de Perdão” segue um instrumental constante perambulando caminhos britânicos da sonoridade. Em sua canção expressa-se uma inconformidade relacionada a dúvidas e questionamentos cotidianos sobre a vida (o fato de ela ser dura para alguns).

Uma das melhores na minha opinião é a queridinha “Queen Bee”. O instrumental possui um solo frenético e alternado com uma atmosfera diferente da primeira faixa.  A composição é marcada por traços de um relacionamento amoroso e suas respectivas conturbações além das indagações do sujeito a respeito da apatia mundial.

Estilo remetido ao clássico Rock n Roll, “Criaturas” adentra numa mescla musical com o precioso Indie. A sonoridade exposta de maneira mais rápida ganha uma peculiaridade a mais na canção. A mesma caminha para um lado romântico distópico da vida com o qual exibe-se em forma de inconfidências, mentiras e enganações.

Cadenciada em grande parte, a homônima “Á Galope” possui um refrão célere e intenso. O enredo dela busca enfatizar o trabalho e a vida de uma pessoa que não aguenta mais a jornada laboral fatigante, a hipocrisia da sociedade e acha uma maneira para ludibriar esses tais obstáculos como “trocar aquele disco que você já ouviu, milhões de vezes”. Isso evidencia a rotina de muitas pessoas no meio musical underground.

Com 01:49 min, a única instrumental “6:42” tem uma sonoridade incomum devido a sólida alternância de riffs.

Outra faixa destaque nos shows “Au-Uau” marca um ritmo dançante, com solos distintos e uma vasta musicalidade abrangendo vertentes diferentes. A sua letra é caracterizada por buscas frequentes de ideias que deram erradas no passado, contudo estão a se desenvolver novamente no futuro.

O hit do grupo, a bônus “Sóbria Melodia” sempre foi uma das mais pedidas do público. Com um instrumental lento, técnico e alternado, a música personifica a qualidade musical da banda. A metáfora da melodia com a vida sobressalta com uma bela história de amor baseada em nostalgias, emoções e desprendimento de opiniões de terceiros.


O disco foi gravado no Estúdio TNS por Lucas Storer, mixado por Adair Daufembach, com fotografia por Alice Linck e arte por Eloisa Honorato.

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