segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Motherwood: "Motherwood" (2017)

A Heavy Metal Rock nos disponibilizou mais um material para a elaboração da resenha e trata-se da obra prima “Motherwood” da banda de Atmospheric Black Metal homônima Motherwood de Americana –SP. O grupo é composto por apenas dois integrantes, Guilherme e Yuri, isso mesmo um duo que influenciados pela chama tradicional do Black Metal (nomes como Gorgoroth, Emperor, Corporate Death, Burzum, Katatonia, Desdominus, entre outros), transformaram os seus gostos musicais em um projeto peculiar.



O disco foi produzido de maneira independente pelos integrantes, Guilherme Malosso e Yuri Camargo além é claro de ser masterizado e mixado no Estúdio RG. A arte da capa foi elaborada por Pablo Ardito e o álbum possui sete músicas, dentre elas, “Sadness”, “Despair”, “Solitude”, “Coldness”, “Trauma”, “Faithlessness” e “Fear”.

A primeira faixa “Sadness” mostra-se como carro chefe dos músicos. Com o início bem cadenciado, ela aos poucos alterna e traz as características de um instrumental técnico e rápido. A sua letra exibe o desprendimento de crenças e o ápice à loucura ao expressar a morbidez da natureza existencial de um louco.

“Despair” já ingressa um caos, a sua sonoridade lembra um pouco Marduk e Dark Funeral devido a constante agressividade nos riffs e a solidez de cada nota. Em sua letra há uma exibição de toda a atmosfera sombria e do desespero, e da agonia. No meio da canção, o piano surge como algo fúnebre de transposição para o tormento.

Dessa vez, algo eu remeti essa canção "Solitude" aos clássicos Darkthrone e Nargaroth. Toda a estética da mesma carrega vocais rasgados, instrumental brutal e conciso e uma melodia totalmente herege. A composição ressalta o lado escuro existencial caracterizado pela melancolia, pelo clima soturno e por explanar abstrações adoradas pelas sombras. Realmente os 06:05min passam extremamente rápido e ao término quebra-se uma barreira.

Barreira essa desmontada, porque a parte final lenta da música anterior choca-se com a rispidez e celeridade de “Coldness”, que é outra música muito lembrada pela crítica. A sequência de riffs velozes, da bateria desenfreada e do baixo marcante expõe um verdadeiro colapso. A canção por sua vez em sua essência enfatiza lugares frígidos como a escuridão e as montanhas de gelo e todo o contexto histórico de guerra situado nessas regiões.

A quinta faixa é brutal, “Trauma” agrega traços crus do Black Metal, toda aquela chama áspera característica dos anos 90. O instrumental alterna em vários pontos e nota-se uma sintonia incomum entre os riffs e o vocal, além é claro da inclemente sonoridade reproduzida diante disso. A letra da canção é curta, porém direta, já que ela denota o “Oblitus Diaboli” (O Diabo Esquecido em latim).

A penúltima faixa denominada “Faithlessness”, se inicia com toda agressividade característica da banda, conciliada com uma atmosfera sombria. A música ganha destaque pelos vocais crus que clamam de forma agressiva ausência da fé.

Arrepiante? Assustadora? “Fear” é classificada da maneira mais obscura possível, em suas fagulhas iniciais, a mesma mostra uma sonoridade aterradora complementada a uma queda d’agua e barulhos insanos e repetitivos da natureza.

A banda é:
Guilherme Malosso (Vocal, Guitarra, Baixo e Bateria)
Yuri Camargo (Syntz, drums, ambience and chaos)

Plataformas Virtuais:


Heavy Metal Rock:

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