segunda-feira, 12 de março de 2018

O Mundo Analógico: O Recomeço de Tudo (2018)


Os criciumenses do O Mundo Analógico lançaram no dia 23 de fevereiro seu segundo disco de estúdio. O álbum intitulado de “O Recomeço de Tudo” possui 12 faixas que mesclam o Ska característico da banda com Reggae e Rap.

A arte do álbum se destaca pelo excelente trabalho gráfico, retratando um Lampião do Século XXI através de elementos que exibem o caos social, como notas de dinheiro, queima de igrejas e o Palácio do Planalto. A simbologia da capa pode ser lida como a destruição da sociedade atual, para que assim seja possível um recomeço.



O material contou com a gravação e produção no estúdio Pé do Morro e IMGN, sendo mixado e masterizado por Lucas Taboada. Acompanhe a baixo a resenha de cada uma das faixas:

“El Temido Pistolero Mustafah” é a faixa introdutória do álbum. Em sua curta duração, a mesma traz elementos díspares entre o instrumental e seus poucos versos.

A canção “Uma Só Voz” transpassa uma conexão com a clássica “SkaCity”, visto que ambas possuem similaridades, que vão desde alguns versos até seu âmago nostálgico. Além disso, a segunda faixa estinga a coletividade e a perseverança através de versos que fomentam a união. Em sua sonoridade há uma presença constante dos metais com riffs puramente cadenciados.

“O Muro”, primeiro single lançado, questiona a dualidade representada por um Muro que nos afasta, e faz com que as pessoas se desviem e contentam-se com a destruição mútua. A canção é totalmente diferente em relação à sonoridade das demais músicas conhecidas do grupo, devido ao instrumental alternar entre riffs lentos, arrastados, ritmado ao Rap, Ska e Reggae e apresentando celeridade no refrão.

“Hora de Mudar” traz a participação do rapper Cal Will (que já trabalhou com o grupo na canção “Nostalgia”). O instrumental, assim como a faixa anterior, abrange Reggae e Hip Hop alternando com batidas de big beat. Carregada de críticas sociais, faz analogia ao atual sistema político, a culpabilização da classe baixa e aponta como alternativa a esse cenário a ação popular.

Com menos de três minutos de música, “Não se Prenda” traz um ritmo dançante e frenético ao álbum. Possuindo instrumentais harmônicos, a composição frisa a intensidade cotidiana e o desprendimento de opiniões alheias.

A sexta faixa “Siga”, mescla o Ska tradicional e o Roots, já que os mesmos possuem instrumental rítmico. A letra possui um teor sentimental ao ressaltar o aprendizado adquirido através das experiências cotidianas, como é citado no trecho “...nos olhos de quem me ensinou a ser o melhor de mim”.

Considerada uma das melhores do disco, “A Paz Que Abraçou o Amor” se destaca pela leveza da sua sonoridade, evidenciada na sutileza do instrumental. A sétima faixa enfatiza um romance através de analogias a elementos da natureza que catalisam uma ausência.  

Personificada pela celeridade de seu instrumental “Plante Uma Ideia” traz à tona o Reggae típico do grupo. Contando com a participação de Leonardo Cardoso Maciel a composição da faixa trata sobre liberdades individuas e emancipação mental.
Introduzida através de um monólogo, a faixa “Rema” alterna entre o Reggae e riffs mais agitados intensificados no refrão. A letra da mesma carrega o otimismo habitual presente nos sons da banda, enfatizando os ensejos que a vida proporciona.

Uma das mais pesadas do álbum, “Adiante” intercala entre o Ska do O Mundo Analógico e o Metal Alternativo da Ponto Nulo No Céu. Através dessa mescla, o instrumental alcança uma singularidade rítmica somada a composição que traz críticas ao comodismo ao expor versos de revolta. E a partir disso “sobre os escombros na reconstrução” emerge a esperança.

“Deixa O Sol Se Pôr”, assim como próprio título explicita, traz em sua letra uma mensagem de liberdade, carregada de positividade e amor. O instrumental tranquilo combinado com os metais característicos, faz com que a música apresente uma singularidade ao abordar de forma cativante temas corriqueiros. Como, por exemplo, deixar o sol se pôr para que "o vento traga de novo a alegria de estarmos juntos num momento bom", como é citado no refrão. O tom de tranquilidade presente na canção se acentua na doce voz de Karoline Calegari, que faz uma participação nos vocais.

O álbum é encerrado pela faixa “D.F.B” que reforça a mensagem de união, derrubando fronteiras através da música que tem como proposito tratar uníssona a voz popular. A sonoridade se destaca pelos batuques e transformações sonoras, indo desde o Reggae Roots ao Pop, com riffs ricos, técnicos e encorpados.


“O Recomeço de Tudo” já está disponível nas plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Itunes e YouTube).

O Mundo Analógico é:
Rafael Ronchi (Vocal), Jonas Roque (Guitarra), Victor Rafael (Baixo), Gilson Naspolini (Bateria), Marc Furtado (Guitarra) e Rodinei Albano (Trompete).

Plataformas Virtuais:
Facebook: https://www.facebook.com/omundoanalogico/
Soundcloud: https://soundcloud.com/omundoanalogico
YouTube: https://www.youtube.com/user/omundoanalogico/featured


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