segunda-feira, 18 de junho de 2018

Bullet Bane em Lages: Tour do “Continental” no Fatboo Studios

Na última quarta-feira (13), o grupo paulista de hardcore Bullet Bane se apresentou pela terceira vez na cidade de Lages – SC. A tour do álbum “Continental” passou por várias cidades de SC como Balneário Camboriú, Florianópolis e Criciúma e teve início da princesinha do Planalto Catarinense.



O Fatboo Studios, pub administrado por Steffan Duarte trouxe mais de 60 pessoas para a noite fria do meio da semana. Todavia, o frio não foi motivo de afastar o público do evento, que diante de todos esses quesitos, se mostrou contagiante e apoiou o cenário underground.

É claro que vale ressaltar as bancas de merchs expostas por artistas independentes, os rangos veganos de Leo Araldi e a atmosfera do Do It Yourself dos mesmos.
Para a abertura da noite, o grupo de Crossover/Grindcore AbomiNação apostou num repertório com suas novas canções, inclusive uma que fala sobre suicídio e outra que conta com a participação de Lana Quevedo a qual trata sobre assuntos relacionados a estupro. No mais, os lageanos como de praxe incendiaram o palco com riffs agressivos e céleres ao executar as já conhecidas “Tradicional Família Brasileira”, “Deus Deligit Hominem” e a breve “Música Decrescente”.

Depois de nos conceder uma entrevista, os paulistanos da Bullet Bane subiram aos palcos totalmente remodelados do Fatboo. O show dos músicos foi praticamente avassalador, agressivo, técnico e com uma vibe que só quem está no HC consegue sentir. O grupo recentemente divulgou um novo trabalho, “Continental” e fruto deste material, a gig pode acontecer e a cada canção a energia passava a um grau ainda maior. Com um repertório bem mesclado, entre as canções da Coletânea do Flecha Discos e algumas dos seus álbuns anteriores.  

No entanto, o que pode ser notável foi a evolução e execução dos novos sons, a cadenciada “Amparo”, a arrastada “Curimatá”, a caótica “Gangorra” e a potencial e surreal “Fôlego” além de outros presentes no último full length. A catástrofe estava gerada e as rodas descomunais, música a música com moshes agressivos e com o público cantando junto.

O evento representou toda a coletividade e união existente no underground serrano, obviamente que existe falhas e abstrações, entretanto aos poucos muitas pessoas estão trabalhando para corrigir isso para regressar uma das maiores cenas de Hardcore de Santa Catarina, cena esta que nunca morreu, está longe de se apagar e está viva nos porões do submundo serrano. Venha apoiar o independente, o HC, o cenário, compareça, divulgue e ajude a fortalecer ainda mais o som autoral da sua região!


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