segunda-feira, 9 de julho de 2018

Bisho Extreme Fest: A Heresia no Litoral Sul Catarinense

O Urussanga Rock Music esteve presente no 'Bisho Extreme Fest', na presença do colaborador Maykon Kjellin da mídia O SubSolo, e dessa forma, vamos demonstrando que a união no cenário não precisa ser apenas das bandas e sim, tudo o que engloba o cenário de forma positiva.



O Bisho é um evento único e de muita criatividade, não era visto evento desse porte na região sul catarinense a muito tempo e foi isso que diferenciou este de outros eventos, parabéns Gustavo Mendes.

A decoração do local com lampadas avermelhadas dava um ar de profanação, talvez por pedido da organização as luzes nos palcos eram todos de cores escuras, principalmente vermelho, claro. Provavelmente isso deu bem mais do que simples decoração e deve ter registros de fotos de alta qualidade com tal iluminação, o diferencial do evento já começa ai, mais um ponto a produção.

 A primeira banda foi Distressed que a um bom tempo estava fora do cenário e voltou com todo o gás. Guitarras afiadas, baixo massacrante e bateria pulsando como um coração, mas os vocais roubam a cena com total visceralidade e peso. Desde já aguardamos o disco que está em fase de gravação, pois as músicas autorais são muito melhores que as covers.

Os gaúchos do Lethal Sense chegaram cedo, montaram sua banquinha e assistiram da primeira a última banda, sempre com um carisma ao receber pessoas que gostaram da sua apresentação. A minha única critica que também fiz n'O SubSolo, é que uma banda com vinte anos de carreira não precisa mais tocar covers e talvez isso seja culpa nossa. Mas nesse caso a Lethal teve maior resposta com suas autorais e é isso que queremos ouvir. Tirando os covers, as autorais do grupo beira a perfeição, algumas lapidações e o som fica fino. Pois pesado, profano e visceral, já é. Soco na orelha!

Música não é competição, mas Viletale foi de longe a melhor banda da noite. Diferencial nas roupas e nas lentes de cor branca, as guitarras pareciam estar em um duelo, mas ao contrário de cada uma querer somar para si, elas se somavam juntas. A bateria faz um trabalho sério, focado e coeso, ótimos grooves e pegadas e as músicas autorais trazem pitadas de outros gêneros fora do Death Metal, o que acrescenta com muita qualidade na música dos caras. Mas ainda estou boquiaberto com a qualidade técnica de Filipe Oliveira, o baixista do grupo acarícia o baixo com timbres pesados, dando todo corpo a música enquanto as guitarras ficam livres "para se divertirem".

Antes de fechar o cast, uma fogueira foi acesa fora do local com uma cruz invertida, o que levou o público a loucura e nisso quando a apresentação do Impiedoso começou a galera estava no auge de sua insanidade. Guitarras com riffs pesados, baixo descontrolado e bateria um vulcão entrando em erupção, todos os elementos do Black Metal estavam presentes. Cada vez mais a galera ia chegando na frente do palco e batendo cabeça insanamente e assim juntos em perfeita harmonia entre banda e publico, o evento foi finalizado com chave de ouro.



Excelente estrutura disponibilizada as bandas, recepção ímpar e a nova geração de produção de eventos catarinenses, começa com o pé direito. Gustavo Mendes no auge de seus 21 aninhos, começa dar baile em marmanjo que já faz eventos a anos, foi um evento tipico de pegar o gurizão e jogar pra cima, pois o que o cara fez não é brincadeira!

Ficamos na espera de uma próxima edição e que o evento só tenha vida longa.
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