domingo, 5 de agosto de 2018

Cracked Skull: Rachando o Crânio Contra as Mazelas do Fascismo


Os mineiros do Cracked Skull desde 2014 estão ativos na cena de Itaúna, representando através de um Death/Thrash Metal toda a revolta contra o estado burguês vigente e as mazelas determinadas pelo mesmo.



Inspirados por Voivod, Death, Rush, Morbid Angel, Sepultura, Led Zeppelin, Frank Zappa, Nevermore, Krisiun e Entombed resolveram difundir seu primeiro material, denominarado “Social Disruption”. O full length contém nove canções e fora masterizado e mixado por André Cabelo (Estúdio Engenho).

Apresentando um prelúdio composto de sirenes e gritos que antecedem a primeira música, o álbum deixa explícita a mensagem refutadora trazida pela banda. “Dark 1964” é um registro das atrocidades ocorridas com o golpe de 64 e a instauração da Ditadura Militar no país. Apresentando um instrumental técnico que varia entre riffs céleres e ritmados, a faixa trata do desespero e estado de coerção vivido na época.

“Rise Up Revolution” é, além de uma crítica a sociedade capitalista contemporânea, um convite a contestação e revolta contra todo tipo de opressão e submissão causada pela mesma. A temática se alia perfeitamente ao instrumental pesado e rápido, que solidifica a faixa.

O quarto título, “A Flame In The Dark Ages” faz alusão a Idade Média, conhecida como “Idade das Trevas”. A faixa menciona pensadores (tais como Galileu Galilei e Copérnico) que, através de questionamentos, foram capazes de se sobressair em um período de retrocesso científico. A sonoridade é determinada através de riffs sequenciais até a entrada dos vocais ásperos de Clênio, a partir desse momento os solos constantes personificam um refrão intenso.

A quinta canção “Misery Of Mind” é a mais longa do disco. Uma das mais bem trabalhadas, tem seu início mais cadenciado, e de maneira célere dá espaço a takes agressivos que mesclam por um compassado sonoro. A composição ressalta de uma maneira direta a criação da igreja e do sistema capitalista como falácias criadas para dominar o ser humano e determinar sua conduta.

“Fascism” é um clássico do grupo. A canção ganhou um clipe em 2016 que exibe com imagens e ilustrações tudo o que ocorre com a Ucrânia e Síria, e o que os moradores das respectivas nações enfrentam com o governo totalitário e austero. Esse chauvinismo é explícito na letra que exibe as consequências das marcas do fascismo e a ascensão dessa “Serpente Negra” que ganha forças com o apoio da mídia. O instrumental relembra resquícios de groove mas intensifica riffs agressivos e potenciais.



Uma sonoridade catastrófica expõe “Selfish Gene” que mostra a velocidade característica do grupo. Nela há de perceber uma crítica veemente às pessoas que de maneira narcisista e egocêntrica buscam modificar a própria natureza visando a imortalidade.

A oitava faixa “Time Of Ignorance” enfatiza a estupidez como fruto de uma sociedade guiada pelo capital e altamente influenciada pelo sistema clérigo. Ela é mais curta, mantendo 02:54 min e possui riffs mais harmônicos e técnicos, o que a tornam uma das mais lentas do “Social Disruption”.

Encerrando o disco, “Terrorism” traz o desfecho da desgraça. Com um instrumental constante e rápido mantendo uma coesão entre ambos, ela recorre em sua composição a fatores relacionados ao pavor proeminente do poderio econômico estadunidense. Visto que o mesmo utiliza o terrorismo, como ferramenta de lucro e até mesmo de coesão social.  

A banda é composta por:
Clênio (Baixo e Vocal)
Tarciso (Guitarra)
Marco Túlio (Bateria)

Plataformas Virtuais:


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