O músico Johnny Duluti aos poucos se destaca no cenário
catarinense por seus trabalhos prestados. O baterista do Califaliza, participou
dos álbuns “Califaliza” de 2011 e “Nada Contra Quem” de 2013. Como videomaker,
criou o canal Ferradura, em que satiriza de forma bem-humorada, os
videoclipes lançados por bandas do estado.
No entanto, com o término da banda, Duluti se aventurou em
novos caminhos. A carreira solo fomentou a ideia da criação de materiais
diferentes, com temáticas díspares relacionados às suas bandas anteriores. Há
seis anos atrás, era divulgado o álbum “Invasivo” que deu seguimento ao disco “Quadrilha”
e a um “Acústico”, difundido em 2016.
Com tantos materiais expostos, experiência e uma forma
característica de trabalhar, o músico ainda participou de uma coletânea da A
Hora Hard, de uma reprodução da música “Ela Não Me Notou” da Capitão Bala,
participação ao lado de artistas como Antonio Rossa e Felipe Mello e canções
divulgadas separadamente, como “Casus Behli”, “Kahlo”, “Errado o Bastante” e “Vilhalva”.
No entanto, com a crescente evolução do cenário catarinense,
Johnny lançou seu novo single “Instinto Animal”. A música divulgada no dia 21
de março, foi mixada por Duda Medeiros e masterizada por Alexei Leão. Em nota
divulgada pelo site Rifferama, a mídia o denominou como uma Ópera Punk que foi
lançado em forma de zine com um CD.
A canção possui simbólicos 12 min e uma atmosfera
totalmente diferente dos lançados anteriormente. Primeiramente, porque ela
explicita riffs sólidos, uma sonoridade harmônica e condensada, momentos de
instrumental cadenciado e participação especial de vários nomes da música de
SC, como Guilherme Coutinho (Califaliza), Marcelo Mancha (Eutha), Rafael Ronchi
(O Mundo Analógico) e Nando Brites na guitarra solo.
A composição possui uma pluralidade de temáticas. Inicialmente,
ela enfatiza sobre Giovanni Bragolin, um renomado pintor italiano que utilizava
a melancolia através de ilustrações de crianças chorando. Além disso, as letras
abordam a questão existencial, comportamental, ressalta sobre algumas
características existentes em SC, como a reprodução barata na beira do mar,
toda a propriedade destruída e a liberdade interrompida. E ao se tratar disso,
a mesma configura-se através das palavras de Marcelo Mancha questionamentos acerca de
assuntos de cunho social, como nos versos “Defina sexo. Defina amor. Defina
preconceito. Defina Credo. Defina Cor...”
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