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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Eutha: Banda divulga “Kobrasol Rulezzz”, seu novo material

Recentemente, a banda divulgou “Kobrasol Rulezzz: Outro dia em Chaoszoonopolis”, seu terceiro disco de trabalho. Produzido por Marlon Joy Ramos no Undercave Studio, o material contém 10 faixas e foi lançado em Fita K7 por diversos selos, como Tamborete Entertainment, Velvet Discos e Relutância Records & Distro, além de ser disponibilizado em CD através de vários parceiros dos músicos.

Kobrasol Rulezzz... Outro dia em Chaoszonopolis
A primeira faixa "Chaoszonopolis Firebus" começa de forma cadenciada e introduz um vocal grave e a pancadaria passa a ingressar nos arranjos. “O Carnaval de Satã” é bem densa e foi lançada em agosto de 2017 nas plataformas virtuais.


“Made In Desterro” é célere, porém ao decorrer da mesma, passa a uma atmosfera mais suave, com a entrada do violino de Fernando Sulzbacher. “Férias no Asilo Arkham” é agressiva e possui um instrumental caótico e catastrófico.

A quinta canção “Eu Sou Eu, Você é Você” (The Power Of The Bira) possui um refrão repetitivo que permeia a inquietação intencionalmente causada pelos músicos. Ela é simples, referencial e bruta ao mesmo tempo, fazendo com que “Antipatia” continue o estardalhaço antes iniciado, mas agora com um instrumental constante.

“A Partir Daqui” (Califaliza) é o Hardcore tradicional, vocais rasgados, sonoridade crua e riffs melódicos, possuinte de uma coesão ímpar. Todavia, “Falso Injusto Podre” é mais veloz e pesada, enquanto “Kobrasol Rulezzz” é apenas uma história introdutória.

Encerrando o material, “Qual é o Seu Nome”, traz a celeridade como elemento principal. A música foi cedida para o renomado rapper BNegão (Funk Fuckers, Planet Hemp) que a utilizou no seu disco “Enxugando o Gelo” no ano de 2001. Mais tarde, já em 2006, a referida canção ingressou na trilha sonora do filme “Achados e Perdidos”, do diretor José Joffily.

Um material cru, agressivo e desolador. Bem conceitual e conexo, retrata o “manezinhês” e sua árdua rotina. Sendo assim, a marca clara da Eutha que carrega nas letras, o cotidiano, a vida em uma cidade de médio porte, seus problemas estruturais e sociais, além da parte comportamental.

Sobre a banda

Um dos maiores expoentes do HC/Metal catarinense, a Eutha foi fundada em São José- SC, no Carnaval de 1992 com o nome de Euthanasia. Inspirados por uma mistura de Hip Hop, Thrash Metal, Death Metal, Reggae, Funk e Grindcore, os músicos resolveram se unir e colocar seus gostos mútuos através de um projeto.

Divulgação
Em 2000, os josefenses lançam através da Tamborete Records seu primeiro full length, trata-se de “Estileira Core Music Tarja Preta”. O material gravado e mixado por Alexei Leão e masterizado por Alexandre Griva conta com 21 músicas e carrega em sua essência elementos característicos do grupo, como o Mangue Beat, Rap, gritaria e a distorção.


Estileira Core Music Tarja Preta
Com isso, o grupo passou a adentrar em várias cidades como Joinvile, Guaramirim, Blumenau, Jaraguá do Sul, Criciúma, entre outras. E com isso abrindo grandes shows como Dog Eat Dog, Good Ridance, Ratos de Porão, Sepultura, Garotos Podres, Cólera, Marcelo D2 e muito mais.

Em 2008, a denominação Euthanasia fora abreviada, e então Eutha soava mais forte e de forma intensa. Com isso, a banda passou por algumas reformulações, no entanto, manteve-se na ativa.

“Segundo Disco de Plasticore ou Temporada no L.I.M.B.O” é difundido em 2013 e com ele também vinha a dúvida por parte dos fãs, que se perguntavam como haveria se sucedido o disco depois de 13 anos do lançamento do anterior. Então, o velho âmago continuou inserido nos arranjos dos josefenses, que desse disco expuseram “Fique Longe de Mim”, música que ganhara um videoclipe.

Segundo Disco de Plástico ou a Temporada no L.I.M.B.O
São 27 anos de estrada e mais escrotos do que nunca, mesmo em outros tempos, representam muito bem o som da região de Floripa. Os músicos atualmente contam com Marcelo Mancha (Baixo e Voz), Jean Martins (Guitarra e Voz), Herax (Percussão, Sampler e Voz) e Johnny Dulutti (Bateria e Voz).



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Johnny Duluti: O “Instinto Animal” desperto em cada um de nós

O músico Johnny Duluti aos poucos se destaca no cenário catarinense por seus trabalhos prestados. O baterista do Califaliza, participou dos álbuns “Califaliza” de 2011 e “Nada Contra Quem” de 2013. Como videomaker, criou o canal Ferradura, em que satiriza de forma bem-humorada, os videoclipes lançados por bandas do estado.

No entanto, com o término da banda, Duluti se aventurou em novos caminhos. A carreira solo fomentou a ideia da criação de materiais diferentes, com temáticas díspares relacionados às suas bandas anteriores. Há seis anos atrás, era divulgado o álbum “Invasivo” que deu seguimento ao disco “Quadrilha” e a um “Acústico”, difundido em 2016.

Com tantos materiais expostos, experiência e uma forma característica de trabalhar, o músico ainda participou de uma coletânea da A Hora Hard, de uma reprodução da música “Ela Não Me Notou” da Capitão Bala, participação ao lado de artistas como Antonio Rossa e Felipe Mello e canções divulgadas separadamente, como “Casus Behli”, “Kahlo”, “Errado o Bastante” e “Vilhalva”.

No entanto, com a crescente evolução do cenário catarinense, Johnny lançou seu novo single “Instinto Animal”. A música divulgada no dia 21 de março, foi mixada por Duda Medeiros e masterizada por Alexei Leão. Em nota divulgada pelo site Rifferama, a mídia o denominou como uma Ópera Punk que foi lançado em forma de zine com um CD.


A canção possui simbólicos 12 min e uma atmosfera totalmente diferente dos lançados anteriormente. Primeiramente, porque ela explicita riffs sólidos, uma sonoridade harmônica e condensada, momentos de instrumental cadenciado e participação especial de vários nomes da música de SC, como Guilherme Coutinho (Califaliza), Marcelo Mancha (Eutha), Rafael Ronchi (O Mundo Analógico) e Nando Brites na guitarra solo.

A composição possui uma pluralidade de temáticas. Inicialmente, ela enfatiza sobre Giovanni Bragolin, um renomado pintor italiano que utilizava a melancolia através de ilustrações de crianças chorando. Além disso, as letras abordam a questão existencial, comportamental, ressalta sobre algumas características existentes em SC, como a reprodução barata na beira do mar, toda a propriedade destruída e a liberdade interrompida. E ao se tratar disso, a mesma configura-se através das palavras de Marcelo Mancha questionamentos acerca de assuntos de cunho social, como nos versos “Defina sexo. Defina amor. Defina preconceito. Defina Credo. Defina Cor...”




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