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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Saturno Alice: em disco repleto de esoterismos, banda transcende psicodelia

“Surgida na festa do solstício sob a égide das estrelas e da Via Láctea”, assim se denomina a banda lageana de Acid Rock, Saturno Alice. Formado há três anos, o grupo que lançou seu disco “Auro” no período da pandemia, se apresentará no Iceberg Rock Festival, em torno da fogueira. A banda traz como influências, Rival Sons, Radio Moscow, Neil Young e artistas brasileiros como Mutantes, Secos e Molhados e O Terno.

Foto: Divulgação

Com sete canções, o disco traz elementos psicodélicos e arranjos progressivos, além de trazer à tona a vicissitude de composições ora complexas, ora imersivas. “Europa”, é o pontapé inicial nesta transcendental viagem que os lageanos nos proporcionam. A composição traz a história da Deusa que encantara Zeus.

Com 01:53 min, “Ametista” é a canção mais curta disco. Nela, há riffs constantes e a letra faz uma brincadeira com as palavras em uma espécie de aliteração. Já “Pacto de Fausto” – uma de minhas preferidas – traz uma sonoridade setentista e um solo descomunal.  A essência remete a figuras místicas ao enfatizar a lenda alemã de que “Fausto” faz um pacto com um demônio e se torna servo dele.

A quarta faixa denominada “Anjo Caído” é mais lenta e cadenciada. A composição salienta elementos e signos da natureza que mostram sua intensidade através de “um anjo alado e calado caído na rua”. Uma das poucas canções escrita em inglês, “Pressure”, traz influências da banda lageana, Jambock Sul. Na letra, a Saturno Alice evidencia referências de “Darth Vader” e “Homer Simpsons”, em detrimento de uma vida pacata mas cercada de angústias.

Com 06:38 min, a música mais longa do disco é “Saturnismo”. Ela possui uma Introdução psicodélica e a letra narra um estado alucinógeno em que o protagonista aos poucos vai esmorecendo. “Morning Star” é o encerramento do material. Aqui é possível perceber, uma faixa mais provocativa, mais rápida e que flerta com a simbologia esotérica.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Vlad V: "Rush Catarinense" retorna aos palcos e traz clássicos ao Iceberg Rock Festival

A icônica banda blumenauense de Rock Setentista, Vlad V, retornou aos palcos no ano de 2022. Com uma história linda e uma bagagem extraordinária, o grupo comemora seus 36 anos de história, de Blues, Psicodelia e Rock n Roll. E esses são ingredientes de sobra do Iceberg Rock Festival, evento que os músicos estarão se apresentando no início de janeiro, na cidade de Lontras – SC.

Foto/Divulgação

Conhecido como “Rush Catarinense”, a Vlad V coleciona clássicos, shows, aparições e videoclipes, além de manter acesa a chama do Rock Progressivo. Desde o disco homônimo de 93, aquele que despertou a efervescência blumenauense nos palcos estado afora ou por meio do belo material “A Espada e o Dragão”, no qual consolida os músicos como grandes expoentes do Rock Brasileiro. Em 1999, no álbum “O Quinto Sol”, o grupo incorpora à sonoridade, resquícios do Folk, da MPB e com a presença de instrumentos como a flauta e o bandolim.

No novo século, em “Vol. IV”,os blumenauenses optam por trazer hits de seus outros materiais, tais como, “Doce Lar dos Malucos”, “Cavaleiros na Paisagem”, “Plantar Colher”, “Vento Sul”, também por contar com a participação de Celso Blues Boy e trazer versões das canções "Thick as a Brick”, “My God”, “Heavy Horses” do Jehtro Tull, além de Move Over da estadunidense Janis Joplin. No ano de 2005, por meio do disco “Viagens Acústicas”, os músicos difundem novas faixas e versões acústicas de seus hits, como é o caso de “Entre as Nuvens”.

Um pouco mais pesado, “Sigo o Som” busca extrair mais as guitarras e com isso o material se torna mais denso. Logo de cara, a canção tema do disco é uma consequência disso, assim como “Borboletas da Noite” e a preciosa “Vinte e Poucos Anos”. Dois anos depois, o Rush Catarinense novamente nos surpreende, dessa vez com um álbum mais conciso, cru e com mais peso ainda, pois somos apresentados ao “Na Casa do Rock”.

Após um período de seis anos sem lançamentos, a Vlad V em 2017 difunde o conceitual “Stratovladis”. Com dez canções, o mesmo traz canções autorais, clássicos e uma releitura de “House Of The Rising Sun” da banda The Animals. Dois anos depois do full length o guitarrista e vocalista Jean Carlo decide focar na sua carreira solo e a banda entra em hiato. No entanto, recentemente, junto com Ralf Machado no Baixo, Irineu Lenzi nos teclados e Lucas Scoz na bateria, Jean – que continua com sua carreira acústica – trouxe a Vlad V de volta aos palcos.

O grupo além dos discos, mantém duas coletâneas, a primeira gravada em 2008 com a denominação “Coletânea Longe do Fim I” e a segunda intitulada “Longe do Fim II”, lançada em 2011.

Formação Atual:

Jean Carlo (Guitarra e Vocal)

Ralf Machado (Baixo)

Irineu Lenzi (Teclado)

Lucas Scoz (Bateria)


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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Balthazar: Os quatro quadrantes da magia são enfatizados em novo single

Há aproximadamente um mês, os músicos da Balthazar divulgaram seu novo trabalho, o lyric vídeo de “Cordel Dos Quatro Cantos”. O single é parte de um projeto futuro denominado “Memórias da Pandemia”.


Recheada de simbologias, a canção enfatiza a união entre os quatro elementos da natureza que mantém conexões relacionadas a magia. O fogo, a terra, a água e o ar se convergem a um espírito inserido no personagem central que ao proferir os versos, gera a abertura de um círculo na bruxaria. Além disso, outros elementos simbólicos ingressam na narrativa, a figura do carcará, do calango e do girassol.

A gente pensou nessa questão da psicodelia nordestina, do rock setentista que veio do movimento udigrudi, recifense também, e da influência que essa música exerceu e ainda exerce sobre a gente. Quando criei a letra, pensei nessa jornada que é feita, neste pensamento árido que temos quando passamos por dificuldades. Sempre conseguimos exaltar mais as belezas em momentos de dificuldades”, cita o compositor Guigo Cardoso.

Foto/Divulgação

Sobre a banda

O grupo foi formado no ano de 2014, em Criciúma, Sul de Santa Catarina com a proposta de trazer um Rock setentista, com influências de bandas como Pink Floyd, Black Sabbath e Led Zeppelin. O nome Balthazar foi ideia do antigo baterista Felipe Vier Zaccaron baseado em seu estudo da religião Wicca. Dois anos após o surgimento, os músicos divulgaram “Encantamento”, seu primeiro material, contendo dez faixas e abordando em sua essência, a magia, o psicodelismo e o misticismo.

Formação atual:

Raul Galli (Guitarra e Vocal)

Marcelo Mazzuco (Guitarra)

Cedrick Moraes (Baixo)

Guigo Cardoso (Bateria)


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quinta-feira, 25 de março de 2021

Balthazar: A conexão com o próprio eu é evidenciada em “Caminho do Eremita”

No dia 11 de março, a banda criciumense Balthazar difundiu sua nova canção de trabalho, “Caminho do Eremita”. A música possui 03:53 min e obteve a mixagem e captação de áudio por Lucas Rosso.

"Caminho do Eremita"

Depois de lançar a sinestésica “Quintessência”, o quarteto criciumense apostou na originalidade, na simplicidade e no cotidiano da vida de um eremita. A composição escrita por Cedrick Moraes e Raul Galli, personifica a ancestralidade, o empirismo e coloca a figura do druida, tradicional nas letras do grupo, como um ator solitário, mas em conexão com o próprio eu.

O vídeo feito de maneira independente, traz cada integrante em sua respectiva residência, respeitando as medidas de segurança e se apresentando de maneira individual. Já a faixa possui um instrumental cadenciado, síncrono, com uma melodia gostosa de se ouvir.

Sobre a banda

O grupo foi formado no ano de 2014, em Criciúma, Sul de Santa Catarina com a proposta de trazer um Rock setentista, com influências de bandas como Pink Floyd, Black Sabbath e Led Zeppelin. O nome Balthazar foi ideia do antigo baterista Felipe Vier Zaccaron baseado em seu estudo da religião Wicca. Dois anos após o surgimento, os músicos divulgaram “Encantamento”, seu primeiro material, contendo dez faixas e abordando em sua essência, a magia, o psicodelismo e o misticismo.

Foto/Divulgação

Formação atual

Raul Galli (Guitarra e Vocal)

Marcelo Mazzuco (Guitarra)

Cedrick Moraes (Baixo)

Guigo Cardoso (Bateria)

 

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Brigadeiro Espacial

Psicodelia advinda do Alto Vale



A banda Brigadeiro Espacial fora formada no final de 2016 decorrente de vários ensaios realizados no município de Donna Emma - SC. O projeto surgiu a partir do baterista Daniel Zink que logo convidou o vocalista e guitarrista César de Oliveira para fazer jams e compor músicas autorais, sem muito compromisso. Para enraizar a ideia, teve a ingressão do baixista Ewerton Darosceki.

O primeiro show realizado pelos músicos aconteceu no Rock Da Praça em Ibirama – SC, em dezembro do mesmo ano de surgimento. O evento foi um grande passo para o amadurecimento sonoro o qual proporcionou mais solidez e qualidade nos ensaios realizados. Em 2017 o guitarrista Rafael Bittencourt chego para complementar e dar mais corpo ao grupo.

A cognominação Brigadeiro Espacial se deu perante as referências sonoras personificadas entre os integrantes. “Brigadeiro” é um doce típico brasileiro e faz menção brasilidade musical mesclando a “Espacial” que seria uma alusão ao existencialismo providos de grupos como The Doors, The Beatles entre outras, ou seja, isso muito bem casaria com o cosmos e a música independente e livre que a banda expressa.

As influências musicais dos músicos são similares à designação, artistas como Novos Baianos, Os Mutantes, The Beatles, Gorillaz, Ventania, Boogarins e O Terno, realmente há uma pluralidade esotérica através de imagens, sons e palavras originárias de outros estados.

Recentemente a banda divulgou o primeiro single, trata-se da canção “Madrugada”. A música tem 06:07 min, sua letra é carregada por um desmembramento do material e por uma análise comportamental desse período onde se obtém as melhores ideias e reflexões. A canção foi gravada no Flat Hall Studio em Rio do Sul - SC e está disponibilizada para download no Soundcloud.


O grupo atualmente está no processo de desenvolvimento de arranjos para o primeiro EP que ainda não tem data de lançamento definida.

As temáticas abordadas nas músicas ressaltam dilemas existenciais, viagens, sensações, distúrbios e confusões além de agregar assuntos relacionados a um estilo de vida libertário e peculiar abrangendo. Outra forte característica presente nas letras é a sinestesia interligada ao sexo e amor, vertentes quentes da paixão de forma simplista.

O grupo já participou de grandes festivais como EMMancipa Rock em Dona Emma e Grito Rock em Rio do Sul – SC.

Agenda:
02/06 Rock ao Leite em Presidente Getúlio – SC
16, 17 e 18/07 Rock In Hell Do Campo em Ibirama – SC

Formação:
Daniel Zink (Bateria)
Ewerton Darosceski (Baixo)
Rafael Bittencourt (Guitarra)
César de Oliveira (Vocal e Guitarra)

A banda tem um recado:
“Agradecemos demais a reciprocidade e a parceria da galera genial que vem acompanhando o nosso trampo! E para todos que curtem uma boa trip no mundo do “roquenrou” e da psicodelia, fiquem ligados no EP que está por vir! ” 

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