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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Delírio: relato póstumo é tema de novo single “O Último Adeus”

No dia 22 de julho, o projeto Delírio, de São Francisco do Sul – SC divulgou seu novo single, trata-se da canção “O Último Adeus”.

Foto/Divulgação

A música traz uma sonoridade única, evidenciada por riffs crus, que denotam influências do Pós-Punk ao Black Metal, em uma atmosfera ora carregada e ao mesmo tempo densa. A composição retrata o imediatismo relacionado a morte através de um relato póstumo.

O projeto Delírio é formado por Antonio Gonçalves (Guitarra e Vocal), Bia Cunha (Baixo) e Kelwin Grochowicz (Bateria). O grupo já difundiu as músicas, “Gaia”, “A Insanidade”, “Paradoxo Ortodoxo”, “Na Cena do Filme”, “Vírus Mortal” e a mais recente “O Último Adeus”.


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Amuro: banda de Black Metal lança single “Real”, primeiro trabalho desse ano

Há duas semanas, a banda florianopolitana de Black Metal, Amuro, difundiu seu novo single. A canção “Real” já disponível nas plataformas de streaming é a primeira a ser difundida pelo grupo no ano de 2022.

Foto/Divulgação

A música carrega em sua totalidade, um instrumental arrastado com riffs carregados e um vocal rasgado, característico nas bandas do estilo. A letra enfatiza o medo e o obscuro em uma ótica que predomina a realidade, ou seja, com o viés da literalidade.

A banda Amuro está na ativa desde 2017. Nos cinco anos de atividade, os músicos já difundiram cinco materiais, entre singles, demos e EPs.

Formação Atual:

Artur Cipriani (Vocal e Baixo)

Gabriel Porto (Bateria)

Daniel Rosick (Guitarra)

 

Plataformas Virtuais:

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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Slammer: celeridade e morbidez marcam o primeiro disco do grupo

No dia 28 de setembro de 2021, o Power Trio, Slammer de Curitiba – PR difundiu seu primeiro disco homônimo. Com onze faixas, o material consolida a banda como um dos grandes nomes do Metal Extremo brasileiro.

Foto/Divulgação

Ao dar play, já somos apresentados a “Storm From Las Palmeras” uma intro sinfônica, que através de uma sonoridade fúnebre, esboça a atmosfera que trará esse trabalho.

Logo em seguida, vem a faixa instrumental “1986”, que abre espaço para os riffs pesados e a bateria frenética de Hordak.

“Sons of Evil” é caracterizada por um refrão marcante e instrumental bem trabalhado. A composição trata da negação a fé, trazendo críticas a submissão imposta pela região.

A quarta faixa “Dominium” expõe uma sonoridade célere e evidencia os vocais graves de Urso, principalmente no verso “Dominium In The Name Of Satan”. Além disso, expõe a perspectiva de um cenário apocalíptico, em que a dor e a agonia prevalecem sob a humanidade.

“This Heaven Doesn’t Living in Me” possui um solo descomunal. A faixa flerta ao mesmo tempo com o primitivo Black Metal, mas também com o Heavy Metal oitentista em muitos de seus arranjos. A letra faz uma crítica ao tradicionalismo religioso, enfatizando a rejeição aos dogmas cristãos e a doutrinação da fé.

Uma de minhas preferidas, é a insaciável “Ignis Corporea” mais uma das quatro músicas inclusas no Ep “Passage Of Hell”, difundido no ano passado. A alternância entre os riffs e os incólumes versos de Urso protagonizam uma imersão surreal no instrumental. Em tradução livre do latim, o título da faixa significa “Corpos em Fogo”, a composição usa desse elemento como referência as chamas do inferno. Os corpos queimados criam um paralelo ao pecado e a negação divina.  

A sétima canção é “Throne In Flames”, um prato cheio para as rodas punks e moshes. É uma das mais rápidas do disco e é marcada pela presença sólida de Hordak nas baquetas, além do solo enérgico protagonizado por Zema no meio da mesma. A composição é recheada de alusões a símbolos cristãos, evidencia o desprezo pelo sagrado e a servidão de quem os segue.

“The Slammer” carrega riffs potenciais e os vocais novamente passam pelo crivo mórbido do grave. O refrão pegajoso, repete os versos homônimos à consonância de cada riff. A faixa surge como um hino ao triunfo da escuridão, a queda do divino e a consolidação do mal.

Com 06:20min, a mais longa do disco é “The Cursed Of Abbadon”. A faixa é a minha preferida, pois mantém uma pegada sólida de Heavy Metal ambientada por um instrumental agressivo e único. Assim como sua denominação explicita, a temática que a ronda, é baseada na história bíblica de Abaddon, anjo caído que merge de um abismo, evocando destruição e caos ao mundo.

A décima canção “La Oración de Los Hipócritas” é uma intro que traz em seus poucos versos, críticas e o escárnio em relação a dogmática do cristianismo. Ela antecede o fechamento do disco, a faixa “Father, Bastard and Holy Devil”. Considerada como uma baladinha mais from hell, a música extrai - se é que pode dizer isto aos 49 do segundo tempo, no término do álbum – em menos de três minutos, a essência mórbida e os vocais ásperos de Urso, em sincronia com riffs trabalhados e um instrumental que alterna ao passo de cada verso proferido. O “Pai”, o “Bastardo” e o “Santo Diabo”, são figuras que surgem em oposição a santíssima trindade católica, contrapondo o que eles representam e condenando seu discurso.

O material foi gravado no Las Palmeras Studio, em Assunção – PY e a arte feita por Thelma Roza.

 

Foto/Divulgação


Sobre a banda:

Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal está mais ativo do que nunca.

Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).

 

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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Zalaam: “Nightmares Of Shadows” é marcado através do Black Metal ríspido e pela fotografia obscura

Na última terça-feira (31), o duo de Black Metal, Zalaam, divulgou seu primeiro videoclipe, “Nightmares Of Shadows”. A faixa está inclusa no Ep “Carnales”, que foi divulgado pelos músicos, em abril desse ano.

O videoclipe conta com a participação da dançarina, fotógrafa e produtora de festivais, Tailana Furni Torres, que durante o audiovisual faz uma performance obscura. Os integrantes Imperious Nockturno e Drakkar, emergem nas nuances da escuridão e do que mais de inóspito, ela sugere.

A música lembra muito o Dissection em sua fase mais crua. Vocais graves, monólogo e riffs com a devida rispidez, são características da mesma.

 

Foto/Divulgação

Formação Atual:

Imperius Nockturno (Vocal)

Alysson Drakkar (Todos os instrumentos)

 

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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Malice Garden: Banda divulga videoclipe de “Your Flesh, My Lust”

No dia 20/08, a banda criciumense Malice Garden divulgou seu novo videoclipe, “Your Flesh, My Lust”. A canção está inclusa no último material lançado pelos músicos, o Ep “Denying Creation”.


A faixa de forma inescrupulosa exibe riffs agressivos e um peso descomunal. A letra em sua essência preconiza a luxúria como centralizadora do enredo. E o vídeo produzido por Rhamon Soratto, expõe uma apresentação da banda no Meteoro Estúdios.

Foto/Divulgação

Sobre a banda

A banda de Black Metal, Malice Garden, foi formada em 1999, na cidade de Criciúma e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos. Recentemente, os músicos difundiram seu novo material, o Ep “Denying Creation”.

 

Formação Atual:

Spok (Guitarra)

Orland (Vocal)

Geison (Baixo)

Henrique (Guitarra)

João Vitor (Bateria)

 

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segunda-feira, 22 de março de 2021

Zalaam: “Carnales” esboça o Black Metal em seu sentido mais cru e primitivo

Uma junção de dois músicos, de duas regiões distintas do país fez emanar um projeto totalmente audacioso e que remetesse aos tempos áureos do Black Metal cru e inescrupulosamente mórbido dos anos 90.

"Carnales"

A Zalaam foi criada por dois grandes músicos. O primeiro representando, as frígidas terras da Serra Catarinense, Imperious Nokturno, frontman de bandas como The Torment Horde, Sarkasmos, Despair Shadow Void e também passagem como vocalista da Infernal War 666 e Drakkar, originário da cálida região do Centro Oeste brasileiro e mentor dos projetos Luxuria de Lilith e Lua Negra.

Inspirados por bandas clássicas do Black Metal, como Venom, Bathory, Darkthrone e Mayhem, o duo desenvolveu a ideia, que já estava pleiteada há tempos, de se unir e mutuamente colocar seus sentimentos mais sombrios em forma de música.

No ano de 2019, Drakkar se locomoveu de Goiânia- GO para Lages- SC, afim de dar continuidade ao projeto. Com isso, foi feita uma entrevista conosco, no estúdio da Despair Shadow Void. Lá, o grupo pode explicitar todo o desenrolar, do projeto, que até então, ganhava corpo.

Mais de um ano após o encontro, chegou a vez de Imperius Nokturno conhecer a capital goiana, e no município puderam gravar e lançar materiais para a difusão. Recentemente, a Zalaam divulgou em seu canal no YouTube, uma série de três episódios sobre o desenvolvimento do primeiro Ep, o encontro dos músicos em ambas as cidades e as características que cada um pode conhecer, para levar como aprendizado.

Com uma capa que remete totalmente ao estilo primitivo, sombrio e uma peculiaridade de esboçar ao preto e branco, a natureza em seu âmago mais inóspito, o Ep “Carnales” foi lançado. Com quatro canções, o material foi produzido de forma independente.

A homônima “Carnales” abre o disco e insere tudo aquilo que fora prometido, na proposta inicial, um som sujo, sem firulas e devastador. A segunda faixa “Nightmares Of Shadows”, lembra muito o Dissection em sua fase mais ríspida. Vocais graves, monólogo e riffs com a devida rispidez, são características da mesma. A canção “Strengthened in Unholy Darkness” é a mais longa e carrega, uma sonoridade mais trabalhada, porém com a adição de um instrumental mais agressivo, em seu decorrer. A última faixa é “The Black Cold Of a Foggy Winter”, um prato cheio para os amantes do estilo, pois os riffs são mais densos e carregados de peso.

As letras do álbum carregam vários significados, enquanto algumas perambulam as sensações mais soturnas possíveis, como a blasfêmia e a heresia, outras esboçam o mundo obscuro e o poder com que a atmosfera gélida tem, na composição das canções de Black Metal, o que nesse ponto com muita criatividade, o projeto fecha ao exibir o clima frio e sombrio das terras do Planalto Serrano catarinense.

Formação 

Imperius Nockturno (Vocal)

Alysson Drakkar (Todos os instrumentos)

 

Zalaam

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Malice Garden: A luxúria e o pecado estão explícitos em “Denying Creation”, seu novo Ep

 A banda criciumense de Black Metal, Malice Garden, divulgou seu novo material, trata-se do Ep “Denying Creation”, que possui três músicas e foi produzido de maneira independente.

Capa do Ep

A primeira faixa é denominada “Your Flesh My Lust” e de forma inescrupulosa exibe riffs agressivos e um peso descomunal. A letra em sua essência preconiza a luxúria como centralizadora do enredo.

“Denying Creation” é mais carregada, traz mistérios, principalmente no que tange ao seu instrumental. Ela é ríspida, mas ao mesmo tempo lenta, indo do Doom Metal ao Black Metal, em questão de segundos. No seu decorrer, há ainda um solo que deixa a sonoridade ainda mais ímpar. A composição complementa o âmago do disco, a satisfação carnal e a chama anticristã.

“S.I.N” encerra o trabalho e possui 05:04min. A canção exibe o amadurecimento dos criciumenses. Com um estrondo inicial, o instrumental carrega uma sequência de riffs crus e agressivos, destacando-se para a bateria e para os vocais rasgados de Orland Junior. Com o intuito de exibir o pecado, não como uma culpa ou punição e sim como uma forma de prazer, a banda fecha o ciclo das letras, denunciando a falácia moralista e a dogmática clériga.

A reformulação nos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente no grupo, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novas solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico.  

Sobre a banda

Foto/Divulgação

A banda de Black Metal, Malice Garden, foi formada em 1999, na cidade de Criciúma e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos. Recentemente, os músicos difundiram seu novo material, o Ep “Denying Creation”.

 

Formação Atual:

Spok (Guitarra)

Orland (Vocal)

Geison (Baixo)

Henrique (Guitarra)

João Vitor (Bateria)

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Posthumous: Banda criciumense revive as raízes do Black Metal em seu novo trabalho

Há aproximadamente um mês, a banda criciumense de Black Metal, Posthumous, divulgou seu novo trabalho, a canção “The Crown Belongs ToThe Bravest Knight”. A música estará inclusa no novo material do grupo denominado “Unholy Ceremony”, que contará com nove músicas e será lançado pela Hammer Of Damnation. 

Arte: Marcelo Vasco

A faixa divulgada recentemente personifica o amadurecimento do grupo, que com 28 anos de trajetória consegue exprimir o melhor do Metal noventista e suas especificidades, os riffs rústicos, os vocais encorpados e timbrosos, além de características que vão da fase mais pesada do Borknagar aos tempos áureos do Emperor.

A capa elaborada por Marcelo Vasco emite por si só, a mais pura das heresias, que aliadas ao clima medieval e sombrio da letra ratifica ainda mais a qualidade da canção apresentada. 

Sobre a banda

A Posthumous está na ativa desde 1993, passou por algumas reformulações e ficou um período em hiato. Durante seu tempo ativa, difundiu duas demos, a homônima “Posthumous” e “Lust Upon The Altars Of Blasphemy”, além de apresentar ao cenário do Metal brasileiro, o precioso disco “My Eyes They Bleed” e participar de uma Split de tributo a banda Bathory.

Foto/Divulgação

Em 2020, os criciumenses atenderam aos mais ávidos fãs e divulgaram “The Frightening Cold Tomb”, uma compilação de edição comemorativa dos 20 anos do seu disco. O material ainda incluía demos, covers e músicas inéditas. 

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segunda-feira, 16 de março de 2020

II Metal Negro: O ponto de encontro das lendas do Black Metal Catarinense

No próximo sábado (21), a cidade de Tubarão- SC vai receber os amantes da arte negra. O II Metal Negro vai reunir clássicos do Black Metal catarinense, no Caverna Kilmister Underground & Cult Bar.

Cartaz
Originária de Lages- SC, a The Torment Horde volta com dois de seus integrantes antigos, Diabolous Insanous e Lord Mayhem. Mais ávidos do que nunca, expondo aquele Black Metal Cru recheado de blasfêmia e heresia, o grupo vem de uma caótica apresentação no Araucaria Metal Fest.

Representante criciumense no evento e uma das hordas mais antigas catarinenses, a Posthumous traz consigo a experiência e o peso de um Metal Extremo cru e ríspido. Seu full length “My Eyes They Bleed” é considerado uma obra-prima para o Black Metal de SC. Em 2019, os músicos participaram de uma Split em homenagem ao Bathory, com a canção “Reaper”.

A Infernal War 666 vem das terras frígidas e obscuras da Serra Catarinense. A banda lageana mais antiga de Metal Extremo, surge para destruir os pilares tradicionais e conservadores da sociedade atual e dos políticos fundamentalistas.  Envolvendo seu público a uma heresia ímpar, o grupo carrega dois grandes clássicos, “Hail To The Gods Of That World” e “Satanic Truth/Venomous Eternally”.

Criada em 2000, a Alocer de Jaraguá do Sul- SC mescla o Black Metal Cru com o paganismo. Se temática medieval e seu inconfundível estrondo sonoro, a colocam como um dos principais grupos ainda em atividade. Das profundezas de 2001, emanou seu disco “By Triumph Of The Eternal Conquest” e recentemente, os músicos estão na difusão do seu novo álbum “The Victory Of The Darkness Riders”.

A Luciferiano é mais um ícone extremo a se apresentar no Caverna. Um dos grupos mais expoentes do estado, chega com sua nova formação, Bia Cunha no baixo e Luciano nos vocais. A banda que já possui uma trajetória de 20 anos, é lembrada pelos grandes discos “A Face do Cão” e “O Opositor”, no entanto, mais firmes do que nunca, no ano passado, os joinvilenses divulgaram sua nova música de trabalho, “Esmegmática Teofania” que os deixou ainda mais obscuros e anticristãos.

Dia: 21/03
Horário: 20h
Ingressos: 20,00
Local: Caverna Kilmister (Tubarão- SC)

sábado, 14 de março de 2020

Obscurity Vision: “Dark Victory Day” é o resultado do amadurecimento e da solidez do grupo

A banda de Black Metal Obscurity Vision foi fundada há 23 anos, na cidade de Balneário Rincão, litoral sul catarinense. Em 2002, o grupo divulgou seu primeiro material, a demo “Obscurity Creation”, produzido de forma independente.

Depois de algumas reformulações e um período em hiato, os músicos retornaram às atividades em 2016, com o lançamento do single “I Can See”. Porém, logo no ano seguinte, a banda lançou o disco “Dark Victory Day” que teve sua gravação executada no Estúdio A Todo Volume, em Forquilhinha - SC. O material foi mixado e masterizado pelo guitarrista Luiz Rodrigues Jr e possui 13 faixas, sendo três presentes no primeiro Ep.

Dark Victory Day
A primeira faixa é a introdutória “IE.KAE” que resvala resquícios do que o material vai conter. No entanto, “Living A Suicidal Dream” surge com um estrondo sonoro através dos riffs rápidos e sequenciais. A letra aborda questões de um pensamento suicida e a também a maldição da vida de uma pessoa que antecede ao ato.

“Obscurity Creation” já traz uma sonoridade crua, advinda do primeiro material da banda. Ela ingressa o peso do Death/Black Metal com sua sonoridade célere. Na canção, a figura do senhor das sombras atormenta toda dogmática cristã eliminando-os e implantando a supremacia obscura.

A quarta faixa “Benefit Of Evil” é uma das melhores, a qual é muito nítida os guturais graves de Rafael Vicente e o instrumental completamente agressivo. A composição enfatiza a forma como o conhecimento profano é culpado, por simplesmente abordar ritos e seitas pagãos, se opondo ao cristianismo.

A homônima “Dark Victory Day” explicita um caos sonoro, com riffs rápidos e um peso descomunal em sua composição sonora. Em sua essência, a mesma trata da misantropia e de uma realidade sombria.

Uma das poucas cantadas em português, “Apodrecendo” traz realmente no sentido literal da palavra, a podridão do instrumental, com riff sórdidos e crus fazendo uma atmosfera obscura em seus 03:10 min. A letra exibe as incoerências do Cristianismo através da bíblia e seu pensamento vazio exprimido por uma salvação invisível.

Logo em seguida, “Slow Agony” expõe uma sociedade doente que vive num mundo cruel, sarcástico e marcado pelo lento sofrimento. O instrumental também é agonizante e cru, possuindo riffs céleres e constantes.

“I Can See” obtém um lyric vídeo evidenciado através de guerras. A música é rápida e possui riffs crus cheios de peso. A composição expressa um monólogo de alguém que anseia pela sabedoria, pela força, que defende a liberdade e está cansado das hipocrisias que enxerga.

A nona faixa é “The Silence Is Painful”. Ela é bem sólida, esboça vocais rasgados e uma das mais cadenciadas do disco. Sua letra enfatiza a dor e o desespero causados pela mente atormentada pelo silêncio.

“Sick Minds” já começa catastrófica e aos poucos são introduzidos riffs constantes, porém com a potencialidade habitual da Obscurity Visionl. O âmago da canção explora as mazelas criadas a partir da riqueza, da dor e da vaidade.

Também executada em português, “Violência” é um dos carros-chefes dos catarinenses. A música predomina uma atmosfera única e mantém uma sonoridade célere. Já, sua letra mostra todo o momento conturbado vivenciado atualmente, seja de forma política, social ou psicológica.

“Black Funeral” lembra muito os primórdios do Tormentor e o Black Metal raiz. Ausência de firulas, instrumental agressivo e vocais sombrios são as principais características para a penúltima música do material. A composição caminha os pilares da blasfêmia e da heresia detentora de toda a maldição contra o cristianismo.

Encerrando o disco, “Dark Truth” é a mais longa e em seu início ingressa uma sonoridade lenta e bem cadenciada. No entanto, ao decorrer da canção os riffs passam a tomar corpo, dando um novo significado à canção. A letra enfatiza as guerras entre nações criadas a partir da religião e do poder. Complementado à música, o prelúdio “Storm” dá continuidade à composição, esboçando toda a destruição.

O álbum “Dark Victory Day” foi o resultado do amadurecimento da Obscurity Vision, seja por composição e também pela sonoridade que passou a ter mais aditivos, como a solidez dos riffs e os vocais mais encorpados.

Banda

Sobre a banda

A banda atualmente passou por algumas reformulações, como a saída do vocalista Rafael Vicente, passando a ter quatro integrantes. Depois da divulgação do lyric vídeo “Impervm”, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de novos trabalhos.

Formação Atual:
Luiz Rodriguez (Guitarra)
João Rodriguez (Guitarra)
Luiz Trentin (Bateria)
Thiago Junglaus (Vocal e Baixo)

Plataformas Virtuais:

quarta-feira, 11 de março de 2020

Malice Garden: Banda criciumense divulga “S.I.N”, seu novo single

No último sábado (07), a banda criciumense de Death/Black Metal, Malice Garden, lançou seu novo single “S.I.N”. A canção estará inclusa no próximo álbum do grupo, que ainda não teve seu nome divulgado.

Facebook da banda
Com 05:04min, a canção exibe o amadurecimento dos criciumenses. Com um estrondo inicial, o instrumental carrega uma sequência de riffs crus e agressivos, destacando-se para a bateria e para os vocais rasgados de Orland Junior. A música foi produzida e mixada por Orland em seu próprio estúdio.




Sobre a banda
A Malice Garden foi formada em 1999 e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos.

Formação Atual:
Spok (Guitarra)
Orland (Vocal)
Geison (Baixo)
Henrique (Guitarra)
João Vitor (Bateria)

Plataformas Virtuais:

domingo, 1 de março de 2020

Deathkult Warfest: Caos e a heresia são marcas da sexta edição do festival

No próximo sábado (07), vai acontecer na cidade de Pomerode- SC, um dos maiores festivais de Metal Extremo catarinense, trata-se do Deathkult Warfest. O evento organizado por Leandro Brugnago chega a sua sexta edição e se consolida como um dos mais obscuros fests do estado.


Com dez bandas de vários estilos distintos, como Black Metal, Death Metal e Grindcore, o Deathkult é a personificação da celebração do Metal Negro. Todas as suas características tendem as incumbências da liberdade individual, ausência de qualquer dogma ou doutrina, estrondos de riffs agressivos e preservação do caos como meio de transformação sociocultural.    

Um dos nomes mais influentes da Bolívia, a Kulto Maldito se apresenta pela primeira vez em terras catarinenses e promete incendiar as estruturas do Wox Club. O grupo carrega o âmago da luxuria e suas especificidades através de 13 materiais divulgados, cabendo destaque aos clássicos “Kulto a La Bestia” e “Diaboliko”.


Com sete anos de atividade e proveniente de Ciudad Del Este- Paraguai, a banda Verthebral esboça um Death Metal com pinceladas da velha fúria noventista e com riffs totalmente crus. O grupo mantém em sua discografia três trabalhos, sendo dois discos, “Regeneration” e “Abysmal Decay”.

A Grave Desecrator do Rio de Janeiro- RJ carrega 22 anos de história e mescla o peso habitual, a blasfêmia e a potencialidade do seu instrumental. Um dos mais notáveis grupos do underground nacional, a banda já lançou treze materiais, entre demos, eps, splits e full length. A sua obra-prima “Sign Of Doom” divulgada em 2006 tem os ingredientes corretos para a catástrofe extrema.


Originária de Goiânia- GO, a horda Heia exibe um Black Metal cru, sem firulas com a presença de riffs incômodos e agressivos. Os músicos trazem consigo a misantropia, tanto no visual totalmente performático, quanto a cada verso proferido pelo vocalista Místico. Seus discos “Magia Negra” e “Ritos Noturnas” a colocaram em um patamar de destaque entre outros grupos do estilo. Recentemente, os goianos difundiram um live álbum denominado “Maldicion De La Serpiente”.

Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário extremo, a The Black Spade de São Paulo- SP se considera “não uma banda, mas uma manifestação de seres pela qual a magia noturna e antiga prevalece...” O grupo referencia as raízes do Black Metal e toda a sua atmosfera caótica, sombria e fúnebre. Em 2018, os paulistanos divulgaram “Sangvis et Honor”, seu primeiro Ep.

Mais Gore do que nunca, a Offal de Curitiba- PR volta à SC com toda a perversão e brutalidade possível. A cada música reproduzida pelos paranaenses, a certeza de um estrondo sonoro, de um vocal grave rasgado e de um instrumental célere. O grupo já divulgou três álbuns, “Offal”, “Macabre Rampages And Splatter Savages” e o último “Horrorfield”, de 2015.


A sul-mato-grossense Totemtabu exibe um Death/Black Metal com composições totalmente anticristãs e hereges. Em 2012, o grupo lançou a demo “Novena das Quimeras”, quatro anos depois a split “Oráculo de Fezes/Pentáculo de Crânio” e no ano passado o Ep “Não”.

A Sacrilegium é uma das três representantes catarinenses. A banda de Death Metal formada em Rio Negrinho é um Power Trio, que enfatiza o peso e o caos. Há quatorze anos, os músicos difundiam o Ep “Blasphemy Forever”.

A Infernal War 666 vem das terras frígidas e obscuras da Serra Catarinense. A banda lageana mais antiga de Metal Extremo, surge para destruir os pilares tradicionais e conservadores da sociedade atual e dos políticos fundamentalistas.  Envolvendo seu público a uma heresia ímpar, o grupo carrega dois grandes clássicos, “Hail To The Gods Of That World” e “Satanic Truth/Venomous Eternally”.


Também quebrando as mazelas do fascismo e suas vertentes, a Sengaya de São José- SC é única, brutal e totalmente violenta. Os músicos mostram que o Grindcore e o Death Metal podem se convergir e formar uma verdadeira explosão, de riffs agressivos e dos vocais rasgados e ríspidos. Em sua discografia, o grupo já possui dois full length “Grindcore Attack” e “Tempos Sombrios”. 

Dia: 07 de Março
Ingressos: 150,00
Local: Wox, Pomerode - SC

domingo, 13 de outubro de 2019

Outubro Sombrio: A reunião das artes negras no Caverna Kilmister

No próximo sábado (19) vai acontecer o Outubro Sombrio, no Caverna Kilmister em Tubarão- SC. O evento contará com a participação de seis bandas catarinenses de Black Metal, a Posthumous, Somberland BM, Obscurity Vision, Malice Garden e Lord Amoth.

Cartaz
Proveniente de Capivari de Baixo- SC, a banda de Black Metal Lord Amoth, foi formada em 2015 e tem como trabalho divulgado, o full length “The Last Funeral”, o qual contém oito faixas.

A Malice Garden de Criciúma- SC carrega riffs agressivos através de seu Death Metal característico. O grupo está na difusão o seu novo Ep “Malice Garden”, que angaria regravações de quatro canções.

Depois de uma intensa apresentação no River Rock Festival, a Obscurity Vision de Balneário Rincão- SC carrega os pilares do Metal Extremo. Os músicos possuem dois trabalhos, o Ep “Obscurity Creation” e o álbum “Dark Victory Day”, além de recentemente difundirem seu novo Lyric Vídeo “Imperivm”.

Um dos grupos mais expressivos do Black Metal catarinense, a Somberland BM está no desenvolvimento de novos trabalhos. O grupo de Criciúma- SC obtêm dois materiais, o Ep “Dark Silence Of Death” e o disco mais recente “Pest’OLoggy”.

A Posthumous de Criciúma- SC carrega 26 anos de estrada e com isso traz a experiência e o peso de um Black Metal cru e ríspido. O grupo exibe três materiais, as demos “Posthumous” e “Lost Upon The Altar Of Blasphemy” e o clássico “My Eyes They Bleed”, um dos principais discos do Metal Extremo catarinense.

Dia: 19/10
Horário: 19h
Ingressos: 10 reais antecipados (15 reais na hora)
Local: Caverna Kilmister (Tubarão- SC)


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Luciferiano: Grupo joinvilense divulga seu novo single, “Esmegmática Teofania”

Uma das bandas mais influentes do cenário do Metal Catarinense divulgou seu novo trabalho, trata-se de “Esmegmática Teofania”, canção lançada em homenagem aos 20 anos de história. 

Divulgação
Em forma de lyric vídeo, o single consolida a formação atual, dá a nova “cara” do grupo em relação à sonoridade e a composição, que ganha novas referências nos seus arranjos.



Tida como um dos principais nomes do Black Metal brasileiro, a Luciferiano carrega em sua notável trajetória três trabalhos, sendo a demo homônima “Luciferiano” de 2001 que introduzi-os no mundo autoral e outros dois álbuns.


Luciferiano
O primeiro full length dos músicos foi “A Face do Cão”, sendo uma obra-prima do estilo, possibilitou a ingressão dos músicos nos principais festivais do Sul do Brasil. O disco contêm seis canções, sendo “O Luciferiano”, “A Glória de Gabriel”, “A Manifestação do Mal e as Faces da Virtude”, “No Ritual da Felação”, “A Face do Cão” e “Tributo ao Inferno”.


A Face do Cão
A Luciferiano era um destaque na música catarinense, uma vez que a cada apresentação mantinha um público fiel aos seus princípios e amante das artes negras. Em 2010, infelizmente Geovani “Zortis” (vocalista e um dos membros-fundador da banda) veio a falecer por complicações relacionadas a uma infecção.

Três anos após o acontecido, o grupo novamente entra em estúdio e lança “O Opositor”, disco cultuado por boa parte dos headbangers que acompanham os joinvilenses. O material assim como o anterior, possui seis faixas, “Guerreiro de Mim”, “Irmão da Noite”, “Minha Lei”, “Oferenda”, “O Opositor” e “Voluptuosa Rainha dos Meus Sonhos. Totalmente inédito, o mesmo possibilitou um peso a mais na sonoridade, ficando assim cada vez mais sombrio. Já, no encarte, uma dedicatória homenageando o ex-vocalista.


O Opositor
A Luciferiano passou por algumas reformulações até chegar na formação atual que conta com Fernando Atanazio (Vocal), Antonio Gonçalves (Guitarra), Bia Cunha (Baixo) e Alessandro Marques (Bateria).

No ano de 2016, a Preludium Produções divulgou duas novas músicas “Rebelião” e “Monturo de Cristo”. Os singles foram os últimos trabalhos da Luciferiano desde então, que entrou no desenvolvimento de novas canções e participou de alguns festivais como o preciosíssimo “Ícones do Metal Catarinense”.





quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Obscurity Vision: A farsa religiosa é evidenciada em “Imperivm”

A banda Obscurity Vision recentemente divulgou seu novo trabalho, o lyric vídeo de “Imperivm”.


O single foi gravado no estúdio A Todo Volume e contou com a produção de Marcelo Silva (MS Design). A arte do vídeo ficou por conta de Valter DoomRiff, enquanto o release fora feito por Leonardo Brauna (Brauna Music Productions).

A música mantém uma sonoridade ímpar, uma vez que a sincronia é um fator determinante na banda. O instrumental se alterna em vários momentos da mesma e intensifica com um solo bem trabalhado no meio da canção, que por sua vez ingressa os vocais graves e densos de Rafael Vicente.

A parte artística foi um dos destaques na difusão, já que ao complemento da letra exibem a hipocrisia cristã e suas dogmáticas retrógradas que atravancam a liberdade individual. O audiovisual explicita Baphomet (simbólico ídolo pagão) se sobressaindo em detrimento ao deus cristão.

Sobre a Banda

A banda Obscurity Vision é um dos principais expoentes do Death/Black Metal do sul catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos, dois materiais divulgados, sendo a demo “Obscurity Creation” de 2002 e o disco “Dark Victory Day” divulgado há dois anos. O show no River Rock Festival mostrou a evolução do grupo e personificou o desenvolvimento de um grande trabalho, que vem sendo feita há tempos.

Divulgação

Formação:
Rafael Vicente (Vocal)
Luiz Rodriguez (Guitarra)
João Rodriguez (Guitarra)
Luiz Trentin (Bateria)
Thiago Junglaus (Baixo)

Plataformas Virtuais:

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