A banda carioca Gangrena Gasosa juntamente com os paulistas do Test estarão em turnê especial nos estados do Paraná e consequentemente Santa Catarina. Os grupos se apresentam em quatro municípios da região, Florianópolis, Pomerode e Joinville, em Santa Catarina, e em Curitiba, no Paraná.
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A turnê “Desgraça Pouca É Bobagem”, promove a união de bandas de diversos estilos, desde o Grindcore ao Saravá Metal.
As apresentações acontecem entre 24 e 27 de março e os ingressos estão disponíveis pela plataforma Bilheto, com valores a partir de apenas R$ 50, com a possibilidade de parcelamento.
Na última sexta-feira (19), a banda curitibana de Folk
metal, Tandra difundiu seu novo trabalho, trata-se do videoclipe da canção
“Marching To Infinity”.
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A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre
os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e
conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”.Com alternações referentes à sonoridade, a
música exprime um solo técnico e conceitual.
O videoclipe é o primeiro lançado pelos curitibanos, o
trabalho teve sua estreia adiada devido a pandemia, mas com certeza, a espera
valeu a pena. O resultado foi uma produção extraordinária, ambientada em um
cenário deslumbrante. Além disso, o clipe, que acompanha a temática viking
característica do grupo, conta com cenas de batalhas, takes da banda e uma dose
extra de misticismo.
Sobre a banda
O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um
projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do
estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em
geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra
de sete cordas.
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Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full
length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado
por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio.
No dia 28 de setembro de 2021, o Power Trio, Slammer de
Curitiba – PR difundiu seu primeiro disco homônimo. Com onze faixas, o material
consolida a banda como um dos grandes nomes do Metal Extremo brasileiro.
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Ao dar play, já somos apresentados a “Storm From Las
Palmeras” uma intro sinfônica, que através de uma sonoridade fúnebre, esboça a
atmosfera que trará esse trabalho.
Logo em seguida, vem a faixa instrumental “1986”, que abre
espaço para os riffs pesados e a bateria frenética de Hordak.
“Sons of Evil” é caracterizada por um refrão marcante e
instrumental bem trabalhado. A composição trata da negação a fé, trazendo
críticas a submissão imposta pela região.
A quarta faixa “Dominium” expõe uma sonoridade célere e
evidencia os vocais graves de Urso, principalmente no verso “Dominium In The
Name Of Satan”. Além disso, expõe a perspectiva de um cenário apocalíptico, em
que a dor e a agonia prevalecem sob a humanidade.
“This Heaven Doesn’t Living in Me” possui um solo
descomunal. A faixa flerta ao mesmo tempo com o primitivo Black Metal, mas
também com o Heavy Metal oitentista em muitos de seus arranjos. A letra faz uma
crítica ao tradicionalismo religioso, enfatizando a rejeição aos dogmas
cristãos e a doutrinação da fé.
Uma de minhas preferidas, é a insaciável “Ignis Corporea” mais
uma das quatro músicas inclusas no Ep “Passage Of Hell”, difundido no ano
passado. A alternância entre os riffs e os incólumes versos de Urso
protagonizam uma imersão surreal no instrumental. Em tradução livre do latim, o
título da faixa significa “Corpos em Fogo”, a composição usa desse elemento
como referência as chamas do inferno. Os corpos queimados criam um paralelo ao
pecado e a negação divina.
A sétima canção é “Throne In Flames”, um prato cheio para
as rodas punks e moshes. É uma das mais rápidas do disco e é marcada pela
presença sólida de Hordak nas baquetas, além do solo enérgico protagonizado por
Zema no meio da mesma. A composição é recheada de alusões a símbolos cristãos,
evidencia o desprezo pelo sagrado e a servidão de quem os segue.
“The Slammer” carrega riffs potenciais e os vocais
novamente passam pelo crivo mórbido do grave. O refrão pegajoso, repete os
versos homônimos à consonância de cada riff. A faixa surge como um hino ao
triunfo da escuridão, a queda do divino e a consolidação do mal.
Com 06:20min, a mais longa do disco é “The Cursed Of
Abbadon”. A faixa é a minha preferida, pois mantém uma pegada sólida de Heavy
Metal ambientada por um instrumental agressivo e único. Assim como sua
denominação explicita, a temática que a ronda, é baseada na história bíblica de
Abaddon, anjo caído que merge de um abismo, evocando destruição e caos ao
mundo.
A décima canção “La Oración de Los Hipócritas” é uma intro
que traz em seus poucos versos, críticas e o escárnio em relação a dogmática do
cristianismo. Ela antecede o fechamento do disco, a faixa “Father, Bastard and
Holy Devil”. Considerada como uma baladinha mais from hell, a música extrai - se
é que pode dizer isto aos 49 do segundo tempo, no término do álbum – em menos
de três minutos, a essência mórbida e os vocais ásperos de Urso, em sincronia com
riffs trabalhados e um instrumental que alterna ao passo de cada verso
proferido. O “Pai”, o “Bastardo” e o “Santo Diabo”, são figuras que surgem em oposição
a santíssima trindade católica, contrapondo o que eles representam e condenando
seu discurso.
O material foi gravado no Las Palmeras Studio, em Assunção
– PY e a arte feita por Thelma Roza.
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Sobre a banda:
Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando
o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows
artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal
está mais ativo do que nunca.
Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e
Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi
um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em
prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar
Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).
Na última quinta-feira (21), os curitibanos da She Is Dead
lançaram seu novo videoclipe, trata-se da canção “Sweet”. Assim como “Runaway Sun”,
a música será outra faixa presente no disco “First Day Of My Life”.
O clipe enfatiza a história de uma jovem garota que está
com transtornos psicológicos e enfrenta consigo, a passividade de uma família
tradicional e monótona que contrapõe a sua vida rebelde. Com takes de momentos
específicos, o audiovisual exibe plot twists e ajuda na imersão da narrativa.
O Punk Rock e o Garage flertam de maneira recíproca na
canção, uma vez que se convergem a um instrumental rápido e evidenciado pelos
vocais rasgados. A letra tem uma grande conexão com o vídeo, pois explicita a
vida de alguém que se cansou de repetir os mesmos erros cometidos pelas pessoas
ao seu redor e decidiu não ser mais um fantoche na maçante e entediante rotina.
Foto/Divulgação
Sobre a banda
A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com
referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e
Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário
do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.
No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois
materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is
Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos
divulgadas anteriormente.
Há aproximadamente uma semana, a banda curitibana She Is
Dead, divulgou o videoclipe da canção “Runaway”. A faixa estará inclusa no
disco “First Day Of My Life”.
A música remete aos anos 90, uma mistura entre o Garage
Punk e o Hardcore, com vocais ora rasgados, ora cadenciados e um instrumental célere,
evidenciado por alternância entre os riffs. Bebendo da mesma influência
noventista, o audiovisual exibe imagens pouco saturadas e efeitos que remetem à
fase. Já a composição é marcada por momentos icônicos protagonizados através da
amizade, toda a loucura e insensatez características da mesma.
A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com
referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e
Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário
do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.
No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois
materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is
Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos
divulgadas anteriormente.
A banda curitibana de Ska Punk Abraskadabra lançou nesta
semana a música “Set Us Free”, última amostra do aguardado disco “Make Yourself
At Home”, que chega ao streaming e vinil, no dia 24 de setembro pelo selo
americano Bad Time Records.
“Foi uma das primeiras músicas que tínhamos para o álbum, e
acho que diz como o mundo está fodido agora, com absurdos e obscenidades
acontecendo todos os dias, a extrema direita, o obscurantismo e o negacionismo”,
fala o Abraskadabra.
Todos estes elementos, por outro lado, como comenta a
banda, evocam o poder popular e evidencia como temos a capacidade de mudar isso e ir
contra tais questões negativas ao país.
“E realmente fazer a diferença, como podemos ver no Chile
agora, onde eles estão reescrevendo sua constituição depois de uma rebelião que
quase derrubou o presidente e fizeram um plebiscito, e foi um movimento feito
pelo povo. É lindo o que está acontecendo lá agora, e temos mais exemplos assim
no mundo, então é possível, e talvez tenhamos que enfrentar essa transição,
criação após destruição, assim esperamos”.
Sobre a sonoridade, a banda revela que é a primeira vez que
misturam Bubblegum Pop com Ska, o que dá uma vibração animada, vocal marcante e
trompetes melódicos.
O novo disco
“Make Yourself at Home” é o terceiro álbum de estúdio do
Abraskadabra após 18 anos de estrada, três demos, dois EPs e dois full-lengths.
Com o clima intimista, a banda quer que todos fiquem à vontade e sintam-se em
casa.
Foto: Capa do disco "Make Yourself At Home"
O processo de composição começou há um ano e meio, mas foi acelerado
durante a quarentena, quando o mundo parou. Sem bares, festas e shows, a música
serviu de companheira para muita gente, e assim foi surgindo o conceito de “Make
Yourself at home”.
“Queremos que o nosso público não apenas se sinta em casa,
mas se encontre em casa, e seja novamente bem-vindo, agora à nossa nova casa”,
diz o guitarrista e vocalista Eduardo “Du”.
A nova casa do Abraskadabra
E a nova casa do Abraskadabra agora se chama Bad Time
Records. Uma gravadora americana especializada em Ska-Punk, focada em artistas
que conversam com os novos tempos.
Serão 4 versões diferentes do disco em vinil colorido para
o lançamento de "Make Yourself at Home", com distribuição nos Estados Unidos,
Reino Unido, Japão, e é claro, no Brasil
O nome “Bad Time” faz piada com algo que o seu criador Mike
Sosinski sempre ouvia quando decidiu abrir uma gravadora de Ska em 2018: “é uma
má hora para esse gênero musical”.
Mike provou a todos que era possível mudar essa história e
fez a sua própria hora. Hoje, a Bad Time Records é a casa dos principais nomes
do Ska-Punk nos Estados Unidos, como We Are The Union, Bad Operation, Joystick,
Catbite e Kill Lincoln, banda do próprio Sosinski.
“O timing é ótimo. Esse é o melhor momento para se lançar
um disco de Ska desde o início da banda”, diz o guitarrista e vocal, Buga.
No final do ano passado, a banda curitibana de Folk Metal
Tandra divulgou seu primeiro trabalho, trata-se do álbum “Time And Eternity”.
Time And Eternity
O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um
projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do
estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em
geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra
de sete cordas.
Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full
length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado
por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio. A arte do álbum ficou por conta de Ewan
Donnovan e o design por Max Waltrick.
A primeira faixa “The Summoning To The New Age” é a
introdução do disco. Ela é instrumental e possui uma atmosfera única, com
mistérios pairando através de sua sonoridade.
Entretanto, “Thunder’s Calling” é um chamado para os seres
ancestrais e suas histórias gloriosas. O empirismo supera a força física, e a
carga da alma é fortificada através dos ensinamentos do Deus Trovão. O
instrumental da canção é um complemento à anterior, uma vez que em seu corpo sonoro
traz a flauta e o acordeom, além da celeridade dos riffs no meio da mesma.
A terceira música “Time And Eternity” foi uma das primeiras
a ser divulgadas, antecedendo o disco. Mais cadenciada, a faixa perambula
referências à Ensiferum e em alguns momentos Skyforger, ou seja, uma sonoridade
que vai desde os takes lentos até riffs mais crus com a inclusão de vocais
ríspidos e de um coro em seu refrão. A composição permeia através de batalhas
vencidas por guerreiros em busca da honra e do poder.
“Open The Bar” é uma das mais contagiantes do disco, já que
a mesma fora criada no calor de um festival e enfatiza como tema principal a
diversão e o fato de beber sem preocupações desnecessárias. No início é quase
impossível não se remeter à Alestorm e o decorrer mantém certa influência, com
gritos ásperos nos vocais, acordeom a todo vapor, e com o coro “Open The Bar, Open
the Bar, Open The Bar...”a música se torna uma espécie de celebração para quem
a ouve.
A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre
os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e
conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”. Com alternações referentes à sonoridade, a
música exprime um solo técnico e conceitual.
Simbólica e agitada, “The Forest Dance” é uma das melhores
executadas pelos paranaenses. Com 04:21min, ela expõe um instrumental rápido,
coeso e bem trabalhado. Sua letra remete ás criaturas da floresta que dançam e
convidam a todos a ingressar numa magia, que de forma síncrona se ambienta ao
esoterismo da natureza.
Definida como um prelúdio, “Last War Sacrifice” novamente
faz alusão à clássicos do Folk, como é possível compará-la ao Manegarm e ao
Skyforger quando os mesmos convergem suas músicas às raízes do estilo.
Com 08:24 min, “Winter Days” é a oitava faixa. A canção
explicita a coesão, vocais graves, um instrumental agressivo e ao mesmo tempo
cadenciado, além da atmosfera dançante peculiar no grupo. A magia da música
evidencia, quando o acordeom assim como a flauta, complementam os riffs
céleres. A composição é rica e traz uma história recheada de guerras e lutas
contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no período,
além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com sangue e
suor terá deixado o seu legado.
Encerrando o disco, “Tears Of Sorrow” fecha de forma
clínica com maestria. Depois de uma batalha vencida, vem a redenção. A música
que é totalmente instrumental e possui riffs cadenciados conecta os ouvintes a
um espectro de paz, proporcionado depois de todas as batalhas ocorridas.
Conceitual, original, mas ao mesmo tempo bebendo referência
de bandas clássicas, o Tandra impressiona pela qualidade musical e compositora, e
consequentemente pela criatividade do layout do encarte, o qual expõe cada
música e sua figura artística.
Nos dias 08 e 09 de fevereiro de 2020, a cidade paranaense
de Araucaria vai ser a capital do Metal nacional. Com a realização de Marcos
Schneider, o evento que acontece no Clube de Campo reunirá headbangers e
metalheads de todo o sul-brasileiro.
Cartaz
Com uma atmosfera regada aos festivais antigos, disponibilizando
uma ampla estrutura, espaço para camping e piscina, o Araucaria Metal Fest vem
para se fixar e deixar seu nome no tradicional circuito dos festivais
brasileiros.
Ordem das bandas
Com uma mistura peculiar do Crust ao Folk, a Decadência abrirá
os portões do fest com sua performance única e totalmente díspar, que faz um
duo se utilizar de elementos experimentais para expor os podres do homem e da
sociedade hipócrita.
Logo em seguida, a Chubasa também personifica seu
diferencial, o fato de não haver guitarra no instrumental e apenas baixo. O
primeiro disco “Obscenário Necrológico” está no processo de desenvolvimento e em
breve será lançado pelos curitibanos.
De Campina Grande do Sul- PR, a Atrocitus mescla entre o
DeathCore e o Thrash. Em 2018, a banda divulgou seu primeiro single “Epitaph” e
mostra um pouco do peso de suas canções.
Com 20 anos de estrada, a Unholy Outlaw de Mogi das Cruzes-
SP será a quarta banda a se apresentar. Os músicos têm em sua discografia dois
materiais divulgados, “Dark Wings” de 2016 e o recente “Kingdom Of Lost Souls”,
considerado um dos maiores discos de 2019.
A Lacrimae Tenebris
se caracteriza por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem
sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artístico. O Doom Metal é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente
arrastada e sombria.
Proveniente de Lages- SC, a The Torment Horde volta com
dois de seus integrantes antigos, Diabolous Insanous e Lord Mayhem e mais ávidos
do que nunca expondo aquele Black Metal Cru recheado de blasfêmia e heresia.
Uma lenda do Doom Metal brasileiro de 24 anos, a HellLight retorna
ao Sul do país trazendo toda a melancolia e o ocultismo habitual. Detentor de
seis discos, tais como os clássicos “In Memory Of Old Spirits” e “Funeral Doom”,
o trio paulistano está cada vez mais sombrio e técnico, provado isso também no
último álbum “As We Slowly Fade”.
Continuando a catástrofe e ingressando riffs crus, rapidez
e vocais sólidos, a Great Vast Forest exibirá suas batalhas ancestrais e o
paganismo através do seu habitual Black Metal. O último trabalho do grupo foi “From
The Dark Times To The Black Metal Legions”, divulgado em 2017.
De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal
Catarinense. Com 16 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos
grandes festivais do Sul, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente
crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia,
dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”, além de “Batlle
Desolation”, disco lançado no ano passado.
Com um nome destacado no Black Metal paranaense, a Profane Souls
vai encerrar as atividades da noite de sábado. A sua demo “Na Terra de Satã” é
um dos carros chefes da horda, que preconiza suas canções em português,
difundindo assim ainda mais sua misantropia.
No domingo, a prata da casa Damn Lies subirá aos palcos às
14:00h. O grupo de New Metal é recente, se formou em meados de 2019 mas
pretende surpreender no evento.
O Heavy Metal ganhará corpo através da Hell Gun. O grupo de
São José dos Pinhais- PR, explicita riffs céleres e solos rápidos, evidente na
canção “Pride To The Nations”, presente no primeiro Ep “Southern Hell”.
Terceira a se exibir, a Tandra aposta no Folk Metal com
presença de acordeom, flauta e guitarra de sete cordas. Essa peculiaridade se
caracteriza nos seus singles já divulgados, “Open The Bar”, “Time to Eternity”
e “Winter Days”. Todas as faixas estarão inclusas em seu primeiro full length
“Time to Eternity”.
A banda caxiense de Infected Sphere explicita um caótico
Death Metal. Os músicos em seu âmago, caminham entre as vertentes de Krisiun,
Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma
linha. Em 2018, o grupo divulgou seu primeiro material, o álbum “Abbys Ov
Flesh”.
Com quinze de estrada levando o Heavy Metal para os palcos,
a Battalion será mais uma banda catarinense marcando presença no cast. Os
itajaienses somam em sua discografia, o Ep “Empire of Dead” seguido pelo álbum
de mesmo nome lançado um ano depois. O trabalho mais recente do grupo é o Ep “Tyrants of Evil”, divulgado em 2015.
A Axecuter possui uma trajetória extensa no underground. Os
músicos montaram o projeto em 2010 e possuem oito trabalhos, divididos entre
demos, eps, splits e discos. O precioso full length “Metal Is Invincible” é um
clássico e o novo álbum “Surrounded By Decay” expõe a evolução musical dos
curitibanos.Então levantem seus
machados e compareçam ao inferno qeu será feito por Daniel Danmented (Vocal),
Victor Rascal (Baixo) e Jeff Verdani (Bateria).
Encerrando o Araucária Metal Fest e carregando uma bagagem
de 35 anos, a Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua
sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de
destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e
dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas
Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze
anos.
A banda paranaense de Folk Metal, Tandra, divulgou no dia
12 de setembro, seu novo single “Winter Days”. A música estará inclusa no disco
“Time and Eternity” e está disponibilizada nas plataformas virtuais e de
streaming.
Com 08:24 min, a canção explicita a coesão, vocais graves,
um instrumental agressivo e ao mesmo tempo cadenciado, além da atmosfera
dançante peculiar no estilo. A magia da música evidencia quando o acordeom
assim como a flauta complementa os riffs céleres.
A composição é rica e traz uma história recheada de guerras
e lutas contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no
período, além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com
sangue e suor terá deixado o seu legado.
Sobre a banda
Os vikings brasileiros do Tandra começaram o grupo em 2013,
com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani,
Equilibrium, entre outros grupos do estilo. Com uma proposta referenciada através
do Folclore e das culturas em geral, os curitibanos apostam na presença do
acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas.
Divulgação
A banda já possui dois singles divulgados, “Open The Bar” e
“Time To Eternity”, inclusive com a intitulação da última que será lançado o
álbum dos músicos, o qual contará com nove faixas.
O grupo estará se apresentando no dia 19 de outubro no Rock In Helloween, em Pouso Redondo- SC.
A
banda Hillbilly Rawhide foi criada em 2003 na cidade de Curitiba- PR e carrega
em sua bagagem diversos álbuns, videoclipes e histórias para contar. Recentemente, os músicos se apresentaram no 13° Otacílio
Rock Festival.
O
vocalista e guitarrista Mutant Cox nos concedeu uma entrevista sobre a
trajetória, experiência, cenário e novos projetos.
Foto 1: Facebook da Banda
Primeiramente, agradeço pela
disponibilidade pela entrevista. Vocês estão na estrada há 16 anos e carregam
consigo a posição de banda precursora do Country Rock no Brasil. Como vocês
avaliam o crescimento durante esse período? Mutant
Cox:
Nós é que agradecemos pelo espaço! Sim, acho que pode se dizer que fomos os
primeiros a fazer essa mistura do Country com Rock n Roll no Brasil, dessa
forma como fazemos.
Começamos
de uma maneira bem crua, na raça, tocando basicamente versões de Country Music,
Psychobilly, Rock n Roll e fomos desenvolvendo aos poucos o estilo da banda e
cada um no seu instrumento. E o que mais ajudou realmente foi a estrada, a
constância de shows que sempre fizemos muito desde o começo da banda, sempre
viajamos muito e tocamos fixo toda semana por uns 15 anos em Curitiba. Então,
isso acho que é a melhor forma de firmar uma banda, entrosamento e tudo mais!
Sobre
o estilo em questão, quais foram as principais dificuldades que vocês tiveram
para expandir o Country Rock no país?
Mutant
Cox:
Dificuldade maior para nós, talvez seja um pouco de preconceito que algumas
pessoas tenham pelo fato de tocarmos de chapéu, ou de sermos muito pesados...
aquela história, muito Country para ser Rock, ou muito Rock pra ser Country! (risos)
Mas no
fundo mesmo para mim, acho que isso não importa. Geralmente, as pessoas gostam
da gente por se sentirem bem com nossa música ou se identificarem, independente
de estilo, ou não, no caso tem várias pessoas que apreciam e vivem
especialmente o nosso estilo de vida ou algo parecido. E isso também é muito
legal! Mas respeitamos a todos, e sempre tivemos em vários tipos de ambientes,
cena, etc.
Isso
sempre fez parte de nossa história, a diversidade. E quanto ao estilo acho até
que conseguimos expandir bastante. Criamos uma certa leva de pessoas, de várias
tribos e estilos, que segue a gente sempre que podem, e várias bandas também
que começaram a tocar algo próximo ao nosso estilo pelo país todo. E isso é
muito bacana. Ainda vamos tocar muito por esse país também!
No
Paraná, há uma espécie de Nashville brasileira. Bandas como vocês, Old Them
Crap, Fabulous Bandits e Tiregrito são alguns nomes que surgiram com o estilo
em comum. Há algum contato entre vocês e parceria?
Mutant
Cox:
Há sim, claro! Conhecemos todos eles. E tocamos junto várias das vezes que
vamos tocar pela região deles e vice-versa. Sempre nos encontramos por essas
estradas da vida! O Eduardo Ribeiro inclusive, que é do Them Old Crap, está
tocando banjo e violão com a gente há mais de um ano. E já recrutou nosso
baixista Osmar Cavera para tocar com eles também!
O
primeiro material “High On The Road” divulgado em 2005 marcou o início do grupo
com composições autorais difundidas. O que esse trabalho trouxe para a continuidade
do projeto?
Mutant
Cox:
Esse é nosso primeiro lançamento, o famoso EP da latinha. Pois fazíamos as
cópias numa forma bem caseira e cada um vinha numa latinha de ferro verde, com
alguns brindes dentro dela, além do CD é claro, que sempre vinha adesivado como
se fosse um vinil.
E
contém nele, a faixa título "High on the Road", nossa primeira música
autoral com letra (pois a instrumental "Fugindo com a Pacoteira" foi
nossa primeira música própria), uma versão para o clássico de George Jones
"White Lightning".
Essa canção
foi a nossa primeira gravação, que entrou na época também num tributo que saiu
na Alemanha ao Frantic Flintstones, banda inglesa de Psychobilly dos anos 80. Inclusive
poucos anos depois, toquei baixo acústico com eles por alguns anos e o último
com parte do Hillbilly Rawhide na formação, chegamos até a gravar um álbum com
essa formação aqui em Curitiba e lançar em uma turnê na Europa.
E esse
primeiro lançamento foi o impulso e também início de trabalhos de gravação e
mixagem do nosso primeiro full album!
Em
2007, fora lançado o álbum “Ramblin' Primitive Outlaws”, o qual misturavam
canções em português e inglês com tons humorísticos do cotidiano. Qual a
experiência de ter em seu primeiro registro a difusão de um selo alemão?
Mutant
Cox:
Esse disco foi fundamental na nossa história! Pois estávamos já tocando com a
banda a uns 3 anos e ainda não tínhamos um álbum. Também não tínhamos tantas
músicas próprias, por isso até que ele além de misturar português com inglês,
também mistura próprias e versões, como Johnny Cash, George Jones, Tall Boys,
ou a clássica Rawhide! E foi lançado antes na Alemanha pelo selo de Psychobilly
e Rockabilly: Crazy Love Records.
E
pouco tempo depois no Brasil pela Funeral Music, que era na época o selo do
Vladimir Urban, meu parceiraço de mais de 20 anos em outras duas bandas minhas,
Os Catalépticos e Sick Sick Sinners! Lançamos em um show histórico no Psycho
Carnival na época. Festival que acabamos de completar 20 anos todo carnaval em
Curitiba! Ele também é organizado pelo Vladimir junto com o batera do Sick Sick
Sinners, o Neri (Orleone Recz). Que também lançou nosso segundo lançamento, o
EP "F.N.M.", o famoso "fenemê", que contém talvez nosso
maior clássico, "O Enxofre e a Cachaça"!
Um
dos maiores sucessos do grupo, “O Enxofre e a Cachaça” foi lançado em 2008 no
Ep “FNM”. A música rapidamente ganhou notoriedade e levou grupo a ser
reconhecido em todo o país. Como foi o procedimento de criação da mesma?
Mutant
Cox:
Essa música foi composta na verdade por outro parceiraço meu e da banda por
toda nossa história também, o Ademir Tortato, vocalista e compositor do grande
Ovos Presley, banda lendária do Psychobilly curitibano.
E eu
na verdade ajudei ele com uma coisa ou outra só para finalizar a música. E
assim que tocamos no primeiro ensaio dela, já saiu do jeito que ela é! E desde
então sempre foi uma das músicas mais fortes e mais pedidas nos nossos shows,
já era um 'clássico' desde o começo!
Depois
disso, fora divulgado o álbum “Lost And Found” que trouxe à tona outro hit dos
paranaenses, “Cavaleiros da Morte”, música que enfatiza histórias do estado do
Paraná e sua cultura em geral. A inspiração para elaboração dela e de outras
canções com a mesma temática partem de qual pressuposto?
Mutant
Cox:
O "Lost and Found" foi lançado numa época em que estávamos a algum
tempo sem lançar algo novo, mas tínhamos algumas músicas e repertório novo para
gravar, então fizemos uma gravação ao vivo em parceria com o estúdio Audio
Ataque em Curitiba.
E
contém também a primeira gravação de outro 'clássico' nosso, "Cavaleiros
da Morte". Que é inspirada na história do Cerco da Lapa, uma guerra que
aconteceu por aqui na região dos Campos Gerais no final dos anos de 1.800. E
foi uma guerra muito sangrenta, que poucos sabem da história no resto do país.
Achamos um tema muito forte também e importante de relembrar. Então nosso
violinista Mark Cleverson veio com a ideia e a composição dessa música.
De
2012 para cá, três novos discos e algumas músicas inéditas, além da menção
honrosa para o videoclipe de “O Enxofre e a Cachaça”. Isso proporcionou uma
rápida ascensão ao patamar de ser um dos grupos mais respeitados do PR. Como
foi a sensação de tocar pela primeira vez no Otacílio Rock Festival?
Mutant
Cox:
Exatamente, depois de tudo que lançamos, lugares que tocamos depois disso, a
banda só ganhou mais respeito, e acho que merecido, pois a gente batalha
demais! Estamos sempre tocando, viajando e lançando nosso material aonde
podemos! Acho muito importante o reconhecimento e respeito que estamos tendo!
Só nos dá mais força e inspiração pra seguir em frente e fazer muito mais!
E
tocar no Otacílio Rock Festival foi como mais uma dessas etapas, desses passos
que damos, pois era um festival que já conhecíamos pelo nome, primeiro porque
sei que algumas outras bandas de Curitiba já tocaram antes e porque também
somos fãs do bom e velho Metal! Então para nós foi além de um prazer, uma
grande honra fazer parte de um festival basicamente de Metal! Nos sentimos em
casa também!
Quais
os novos projetos da banda.
Mutant
Cox:
A meta no momento é continuar divulgando nosso sétimo álbum "My name is
Rattlesnake" por onde pudermos! E temos tocado bastante, muitos lugares
pelo país afora, e agora em julho e agosto desse ano estaremos lançando ele
numa turnê na Europa, passando por quase 10 países, começando no festival
Psychobilly Meeting.
Foto 2: Facebook da banda
Um dos
maiores festivais de Psychobilly que acontece todo ano no litoral espanhol,
próximo à Barcelona. E nessa edição tocaremos numa noite especial 'brasileira'
em homenagem aos 20 anos do Psycho Carnival! Inclusive eu também estarei
tocando na mesma noite com minhas outras duas bandas, Sick Sick Sinners e Os
Catalépticos, junto também com nossos comparsas do Mullet Monster Mafia, de
Piracicaba/SP, que também estarão em turnê pela Europa na mesma época! Também
pretendemos expandir mais as turnês!
Formação
Atual.
Mutant
Cox:
Hoje contamos com Juliano Cocktail na bateria, Eduardo Ribeiro no banjo, violão
e voz, e o mesmo trio base que originou o Hillbilly Rawhide final de 2002,
Osmar Cavera no baixo acústico, Mark Cleverson no violino, e eu Ricardo
"Mutant Cox" Huczok na voz, guitarra e violão.
Contato
para shows pode ser com Orleone Recz no Facebook ou pelo email:
sentaaporva@gmail.com. Ou com nossos contatos mesmo.
Um
recado para quem nos acompanha.
Mutant
Cox:
Muito obrigado a todos da Urussanga Rock Music e do Otacílio Rock Festival!
Principalmente por manter a cena viva! Longa vida e espero poder voltar tanto
com o Hillbilly Rawhide como também com minhas outras bandas! Será sempre uma
honra!