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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Iceberg Rock Festival: décima edição marca a volta dos festivais catarinenses

Nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, os roqueiros e amantes do Rock/Metal do Sul do país estiveram presentes no Iceberg Rock Festival - evento que comemorava seu décimo ano de atividades-, na cidade de Lontras, Alto Vale Catarinense. Juntamente com o canal Metal Valhalla, nos deslocamos ainda na sexta-feira em direção ao “Ice”, carinhosamente chamado pelos headbangers. 

Mais de 280 km, serras e condições climáticas diferentes marcaram seis horas de viagem. Chegamos ao tradicional Camping Paraíso, com o término da banda riosulense Captain Cornelius, que ávidos por uma diversão, contagiaram o público presente. Mesmo não estando presente nos shows das bandas anteriores, a atmosfera no festival, era só uma, a felicidade de acompanhar um evento depois de quase dois anos de pandemia. 

Com o amanhecer do dia, foi mais visível notar as modificações, seja no camping, com alterações precisas relacionadas ao palco, ao icônico morro, à piscina disponível e uma variedade de comidas e também de bebidas, podendo suprir a necessidade dos vegetarianos, abstêmios, bebuns profissionais, e de qualquer um que procurasse por um bom lanche. 

O organizador Marcos Valério, feliz e contagiado pelo clima do evento, conta que os resultados superaram as expectativas. “O Iceberg entrou com tudo no cenário dos festivais. O público comprou a ideia e houve venda recorde de ingressos, fato antes nunca ocorrido.”

Os atrativos naturais também foram um destaque desta edição. As trilhas regadas à conexão sinérgica com a natureza, os rios, cachoeiras e quedas d'águas nunca foram tão acionadas pelo público, que em estado de êxtase - e com muito calor- aproveitava as belezas do Camping Paraíso. 

Acostumado em realizar festivais, o organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest, Danniel Bala, lembrou da força dos eventos e da união dos mesmos. “Houve uma renovação do público. Um exemplo disso é o ICE, pois há muitos amantes do Death/Black Metal, dos estilos mais pesados que compareceram ao evento e retornarão nas próximas edições”. 

As barracas, gazebos, sacos de dormir e quiosques tinham pessoas que vieram de várias regiões do Sul, seja de Curitiba, Porto Alegre, ou cidades como Tubarão, Blumenau, Joinville e Brusque, que trouxeram muitos adeptos ao estilo. Além disso, bandas como Overblack, Soulthern, The Torment Horde, Juggernaut, Despair Shadow Void, Sodamned, Volkmort, Luciferiano e Apócrifos, mesmo sem se apresentarem, estiveram com alguns de seus integrantes presentes no evento. 

Cotado à primeira apresentação, o vocalista da Vlad V, Jean Carlo, por problemas pessoais não conseguiu comparecer, assim como a Saturno Alice de Lages (no qual um integrante testou positivo para Covid-19), e o músico escocês Jimi Jamieson Band, que também teve a apresentação cancelada. Mas nada abalou ou interferiu no andamento das atividades. 

A Pressure Gain de Blumenau foi o primeiro grupo a subir no palco do sábado. Com uma mescla de covers de Hard Rock e Classic Rock, a banda surpreendeu o público, ao apresentar suas canções autorais, Crazy Night, Lonely Soul e There Is No End com a presença de duas frontwomen. 

Enquanto isso, a garoa se instalava no Camping Paraíso, e a Battalion colocava seus 15 anos de atividades no palco, ao protagonizar uma catástrofe de riffs céleres e com o peso descomunal, que é característico da banda. 

A Carttada de Curitiba - PR fez um show surpreendente. Com suas músicas autorais, protagonizou rodas e moshes, que com a tradicional lama, turbinou ainda mais os metalheads. Como ninguém é de ferro, os integrantes que voltariam a se exibir com o Mortorbastards, deram espaço para uns riosulenses que a cada show estão melhores e mais síncronos, a Balboa’s Punch, que nocauteou os presentes com sua sonoridade agressiva. 

E mais agressivos do que nunca, a Motorbastards trouxe os clássicos do Motorhead. Como último show da banda, Carlos Nunes, evidenciou cada riff dos britânicos da maneira mais intensa possível, rendendo novamente, algumas rodas punks. 

Uma das headliners, a Hillbilly Rawhide ingressou no palco em um momento mágico para o evento, com o acendimento da fogueira e uma a quebra do clima, possibilitando uma atmosfera mais cadenciada, executada pelo Country Rock, Bluegrass e Psychobilly dos paranaenses. No show, os músicos tocaram seus maiores sucessos, “Vida de Bandoleiro”, “Caramuru Calibre 32”, “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “O Enxofre e a Cachaça” e canções do novo álbum. 

O domingo amanheceu com “um sol para cada um”, e a Pedrada que não tinha nada a ver com isso, acordou os headbangers e trouxe os menos acalorados para frente do palco, com a execução de seu Thrash Metal potencial. Logo em seguida, a Raging War deu continuidade na desgraceira, se consolidando como uma das maiores bandas de Santa Catarina. Durante a apresentação dos brusquenses, o vocalista Rudi Vetter dedicou a canção “Strength for Better Days” em homenagem ao headbanger Diego Luz, morto no ano passado, vítima de acidente de trabalho. Diego era um ávido frequentador dos festivais em SC, e nesse Iceberg com certeza estaria participando. 

A Gueppardo estava na divulgação do seu novo trabalho “I Am The Law”. Sempre bem técnicos e postados, os gaúchos trouxeram os metalheads para frente do palco através de seu Heavy Metal/Hard Rock. A última a se apresentar carregava consigo 36 anos de estrada e clássicos como “Surrender”, “Christmas Night”, “Miss You”, “The Darkness” e tantos outros que se situam entre os hits do Heavy Metal brasileiro até os dias de hoje. Oscilando entre os vocais de Boca e Felipe Holmack, o Orquídea Negra finalizou o festival com chave de ouro. 

Em março, nos dias 05 e 06 será a vez de mais um grande dos festivais de Santa Catarina. O Otacílio Rock Festival fará sua 15ª edição, e o line-up está cada vez mais completo e recheado de música de qualidade.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Iceberg Rock Festival: edição de 2022 será a mais grandiosa do evento

Comemorando o seu décimo ano de atividades, o Iceberg Rock Festival, tradicional evento que ocorre anualmente na cidade de Lontras, localizada no Alto Vale do Itajaí, ressurge os fests catarinenses depois de um momento marcado pela pandemia da Covid-19, no qual restringiu a possibilidade de realização dos mesmos.

Foto/Divulgação

Obviamente, ainda em um período de pandemia, com medidas cautelares e sanitárias vigentes, o festival gradativamente retorna, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro com todos os protocolos cumpridos. Inclusive no que tange a um amplo espaço, pois o Camping Paraíso, lugar que recebe o evento, tem uma enorme estrutura e o Iceberg será realizado de forma Open Air.

E falando no lugar que será idealizado o fest, o camping é simplesmente deslumbrante, pois possui várias trilhas, piscinas, fica localizado próximo às margens do Rio Itajaí-Açu e é caracterizado por ser detentor de uma estrutura ímpar, com um palco peculiar em cima de um morro, que proporciona moshes, rodas e diversões que engrandecem cada vez mais o evento. Seus organizadores já possuem um nome consolidado no cenário musical catarinense, Marcos Valério e Lu Oliveira sabem como ninguém, desenvolver shows e festivais. Desde as primeiras edições, promovidas através de um porão, em Rio do Sul, o Iceberg carrega em sua essência, o espirito Woodstock, seja pelo Paraíso, por sempre expor uma miscelânea de estilos e por receber pessoas de todas as raças, credos, orientações sexuais ou ideologias.

A Urussanga Rock Music está voltando à ativa ao cobrir novamente os festivais e deixar sempre o seu legado, de valorizar as iniciativas, contribuir com as bandas e ser um espaço necessário para a difusão da música autoral.

A headliner do fest é a Hillbilly Rawhide, tradicional banda curitibana que flerta com o Country Rock, o Bluegrass e com a música caipira. Junção de estilos que proporcionou ao grupo diversos álbuns, como os clássicos, “Ramblin' Primitive and Outlaw”, “Lost and Found” e “FNM”. Outro destaque da Hillbilly são seus videoclipes cinematográficos, como seu hit, “O Enxofre e a Cachaça”.

Lembrada por ser um cover da banda britânica Motorhead, a Motorbastards de Curitiba mudou sua denominação e passa a se chamar “Carttada” e com isso, estão apostando no autoral. Inclusive, relançaram recentemente os dois discos de canções próprias, “We Are Bastards” e “Divisão Rock n Roll”.

Com trinta e cinco anos de atividades, o Orquídea Negra é considerado uma das maiores bandas do Heavy Metal brasileiro. “Who’s Dead”, “Orquídea Negra” e “Blood Of Gods” são três obras-primas do estilo e seus clássicos, como “Surrender”, “True Soldier”, “Miss You” e “The Darkness” não podem faltar nas playlists dos que comparecerão ao Iceberg Rock 2022.

A Battalion, Heavy Metal de Itajaí também possui uma bela trajetória, pois o grupo está desde 2005 na ativa e seus dois discos, “Empire Of Dead” e “Bleeding Till Death” mostram porque é considerada uma das bandas mais respeitadas de SC.

Os amantes do Hard Rock também estão representados, uma vez que, os porto-alegrenses da Gueppardo estarão em terras catarinenses mais uma vez difundindo seus trabalhos, com destaque para o baita disco, o recente “I Am The Law” lançado esse ano.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, os músicos difundiram seu novo trabalho, o Ep “The Last Tree” divulgado em junho desse ano.

Desde 2014 na ativa, a Captain Cornelius de Rio do Sul – SC, diverte e encanta o público em cada show que se apresentam, seja através do visual irlandês, das músicas dançantes ou da versatilidade dos integrantes. Com uma sonoridade que remete ao Irish Punk, os músicos trazem como referências, The Dreadnoughts, Flogging Molly, Dropkick Murphys, Wolfe Tones, Korpiklaani, Alestorm, além das suas canções autorais lançadas recentemente.

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.  O grupo possui três videoclipes disponíveis através da plataforma do YouTube, “Crazy Night”, “Lonely Soul” e o mais recente “There Is No End”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. O grupo lançou em 2019 o disco “Auro”, composto por sete canções.

Os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Imagine uma banda que mescle Groove e Thrash Metal. Isso só pode resultar em peso e celeridade, e é que promete os joaçabenses do Pedrada. Atualmente, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de canções autorais, como a faixa “Torture Engineering”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao Iceberg e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

O líder, guitarrista e vocalista Jean Carlo,  da banda clássica Vlad V irá executar seu projeto solo acústico, com novas canções e hits que marcaram a vida do cantor blumenauense.

Jimi Jamieson é um cantor escocês que está morando em Blumenau e através do seu trabalho, Jimi Jamieson Band pretende tocar clássicos do Rock n Roll. A banda Jordan de Taió fará a conexão entre o Folk e o Stoner, enquanto Woesley Johann tocará o precioso Rock dos anos 80. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Araucária Metal Fest: A catástrofe se incendeia em terras paranaenses

Nos dias 08 e 09 de fevereiro de 2020, a cidade paranaense de Araucaria vai ser a capital do Metal nacional. Com a realização de Marcos Schneider, o evento que acontece no Clube de Campo reunirá headbangers e metalheads de todo o sul-brasileiro.

Cartaz
Com uma atmosfera regada aos festivais antigos, disponibilizando uma ampla estrutura, espaço para camping e piscina, o Araucaria Metal Fest vem para se fixar e deixar seu nome no tradicional circuito dos festivais brasileiros.


Ordem das bandas
Com uma mistura peculiar do Crust ao Folk, a Decadência abrirá os portões do fest com sua performance única e totalmente díspar, que faz um duo se utilizar de elementos experimentais para expor os podres do homem e da sociedade hipócrita.

Logo em seguida, a Chubasa também personifica seu diferencial, o fato de não haver guitarra no instrumental e apenas baixo. O primeiro disco “Obscenário Necrológico” está no processo de desenvolvimento e em breve será lançado pelos curitibanos.

De Campina Grande do Sul- PR, a Atrocitus mescla entre o DeathCore e o Thrash. Em 2018, a banda divulgou seu primeiro single “Epitaph” e mostra um pouco do peso de suas canções.

Com 20 anos de estrada, a Unholy Outlaw de Mogi das Cruzes- SP será a quarta banda a se apresentar. Os músicos têm em sua discografia dois materiais divulgados, “Dark Wings” de 2016 e o recente “Kingdom Of Lost Souls”, considerado um dos maiores discos de 2019.


A Lacrimae Tenebris se caracteriza por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artístico. O Doom Metal é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente arrastada e sombria.

Proveniente de Lages- SC, a The Torment Horde volta com dois de seus integrantes antigos, Diabolous Insanous e Lord Mayhem e mais ávidos do que nunca expondo aquele Black Metal Cru recheado de blasfêmia e heresia.

Uma lenda do Doom Metal brasileiro de 24 anos, a HellLight retorna ao Sul do país trazendo toda a melancolia e o ocultismo habitual. Detentor de seis discos, tais como os clássicos “In Memory Of Old Spirits” e “Funeral Doom”, o trio paulistano está cada vez mais sombrio e técnico, provado isso também no último álbum “As We Slowly Fade”.


Continuando a catástrofe e ingressando riffs crus, rapidez e vocais sólidos, a Great Vast Forest exibirá suas batalhas ancestrais e o paganismo através do seu habitual Black Metal. O último trabalho do grupo foi “From The Dark Times To The Black Metal Legions”, divulgado em 2017.



De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 16 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do Sul, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”, além de “Batlle Desolation”, disco lançado no ano passado.

Com um nome destacado no Black Metal paranaense, a Profane Souls vai encerrar as atividades da noite de sábado. A sua demo “Na Terra de Satã” é um dos carros chefes da horda, que preconiza suas canções em português, difundindo assim ainda mais sua misantropia.



No domingo, a prata da casa Damn Lies subirá aos palcos às 14:00h. O grupo de New Metal é recente, se formou em meados de 2019 mas pretende surpreender no evento.

O Heavy Metal ganhará corpo através da Hell Gun. O grupo de São José dos Pinhais- PR, explicita riffs céleres e solos rápidos, evidente na canção “Pride To The Nations”, presente no primeiro Ep “Southern Hell”.

Terceira a se exibir, a Tandra aposta no Folk Metal com presença de acordeom, flauta e guitarra de sete cordas. Essa peculiaridade se caracteriza nos seus singles já divulgados, “Open The Bar”, “Time to Eternity” e “Winter Days”. Todas as faixas estarão inclusas em seu primeiro full length “Time to Eternity”.

A banda caxiense de Infected Sphere explicita um caótico Death Metal. Os músicos em seu âmago, caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Em 2018, o grupo divulgou seu primeiro material, o álbum “Abbys Ov Flesh”.

Com quinze de estrada levando o Heavy Metal para os palcos, a Battalion será mais uma banda catarinense marcando presença no cast. Os itajaienses somam em sua discografia, o Ep “Empire of Dead” seguido pelo álbum de mesmo nome lançado um ano depois. O trabalho mais recente do grupo é o Ep “Tyrants of Evil”, divulgado em 2015.



A Axecuter possui uma trajetória extensa no underground. Os músicos montaram o projeto em 2010 e possuem oito trabalhos, divididos entre demos, eps, splits e discos. O precioso full length “Metal Is Invincible” é um clássico e o novo álbum “Surrounded By Decay” expõe a evolução musical dos curitibanos.  Então levantem seus machados e compareçam ao inferno qeu será feito por Daniel Danmented (Vocal), Victor Rascal (Baixo) e Jeff Verdani (Bateria).

Encerrando o Araucária Metal Fest e carregando uma bagagem de 35 anos, a Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze anos.



Dia: 08 e 09 de fevereiro de 2020
Ingressos: 3°Lote (70 reais)
Local: Clube de Campo, Araucária- PR

domingo, 24 de dezembro de 2017

Tubarão Metal Fest II (Resenha)

          
         A Segunda Edição do Tubarão Metal Fest aconteceu no sábado (16) no Congas Music & Beer, evento o qual chegou mostrando todo o seu peso em um cast formado por 9 bandas da região. O apoio à cena ficou evidente, sendo que o festival contou com a presença de vários membros de outras bandas que foram prestigiar o som.
            
         Quando chegamos no Congas, atrasados devido à obras na estrada (pedimos desculpas à Underdog), Threzor, a segunda banda da noite, já estava no palco exibindo, com sua presença de palco impecável, todo o Thrash Metal oitentista influenciado por bandas que todos amamos, acompanhado de uma platéia cheia de headbangers batendo cabeça.
A próxima banda foi a criciumense They Come Crawling, que já subiu no palco trazendo equipamento diferenciado, o que souberam aproveitar muito bem, mostrando todo seu peso e mistura de influências, como Death Metal antigo e moderno, além de um tempero de Black Metal.
Depois veio a Shadow of Sadness, aquele Death Metal melódico com a pontinha do pé no Heavy Metal, que conseguiu facilmente envolver o público e transmitir a energia das músicas através de suas letras repletas de emoções e sentimentos. Todos ali presentes ficaram vidrados no palco enquanto o clima melancólico ia tomando conta do festival.
Aclamada na região, Alkanza subiu aos palcos, com o seu Thrash/Groove Metal, reunindo mais uma vez os bangers em sua frente prontos para começar a bateção de cabeça. As letras das músicas caracterizadas principalmente por críticas à sociedade levaram todos à loucura, e, em meio a banhos de cerveja e cotoveladas no mosh, o instrumental cru não decepcionou a quem o ouviu.
        Indo na onda das bandas oitentistas, tivemos também a presença da Battalion, que hoje no Brasil é uma das grandes promessas do Heavy/Speed Metal. O som sem nenhum tipo de modernismo joga a mente de quem o ouve direto para os primórdios do metal. As influências  das bandas de Speed com aquela mistura básica de Power dos anos 1980 fazem da Battalion uma banda extremamente promissora no uderground.
     Distressed chama a atenção por seu som, que primeiramente, se define em uma mistura de Death e Thrash Metal, o que o transforma em música pesada e rápida, atingindo todos os desejos dos presentes e deixando o ambiente perfeito para aquele mosh.
        Conforme o evento ia chegando ao fim, muitas das pessoas da platéia foram debandando de volta aos seus refúgios, o que nos leva à um final de festival quase vazio. A penúltima banda a se apresentar foi a Red Razor, que não se deixou levar pelo disperso de headbangers e detonou em mais um show da Beer Revolutour, nos trazendo aquele Thrash Metal Old School com o qual já estamos todos acostumados, tanto pela história que a banda escreve atualmente na cena underground, quanto pelas influências clássicas de bandas como Metallica, Exodus e Testament.
         A última banda foi a Norium, de Criciúma, que infelizmente foi vítima de atrasos acumulados e horário, mas até com seu tempo extremamente reduzido, conseguiu subir o tom e atingir o público com clássicos do Power Metal, mesmo tendo muitos membros na banda, foi claro o entrosamento e a sinergia no palco.

         E naquela madrugada quente e abafada, mais um Tubarão Metal Fest chegou ao fim, a escolha cuidadosa do cast serviu pra nos deixar ainda mais ansiosos por uma edição futura.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tubarão Metal Fest II: Evento Reacende a Chama Headbanger do Sul do estado

Sábado vai acontecer a segunda edição do Tubarão Metal Fest, evento este organizado por Danniel Bala (Antigo Organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest). O festival que em sua primeira apresentação já se consolidou na cena do Metal catarinense devido a mescla de estilos dentro do mesmo e pela organizada estrutura.



Para esse dia foram confirmadas nove bandas, tal como a Underdog, Threzor, They Come Crawling, Shadow Of Sadness, Alkanza, Battalion, Distressed, Red Razor e Norium. O preço dos ingressos é bem simbólico, 30 golpes. O evento contará com as mídias independentes A Hora Hard, Cultura em Peso e O Subsolo além é claro de nosso suporte.

A primeira banda a se apresentar é a Underdog idealizada em julho de 2017 na cidade de Laguna. As influências musicais dos lagunenses são Stoned Jesus, Kyuss, Black Sabbath entre outras. O grupo tem como sua formação Arthur Eufrázio (Bateria), Handel Silveira (Guitarra) e Leoberto Bittencourt (Baixo e Voz).

No entanto a segunda já traz resquícios do Thrash Metal envolta de suas canções autorais. Cabe destacar o videoclipe da canção “S.U.S” lançada em setembro como crítica ao Sistema Único de Saúde. Os integrantes são Lucas Souza (Guitarra e Vocal), Gabriel Theofelo (Guitarra e Vocal), Matt Prusse (Baixo e Vocal) e John Kuntze (Bateria).

Depois de fazer uma grande atuação no Frain Hell Rock Festival, a They Come Crawling de Orleans/Criciúma volta a subir aos palcos. O grupo formado em 2017 carrega consigo influências de várias vertentes da música pesada, sempre mantendo a sonoridade coesa, crua e agressiva. A banda de Death/Thrash Metal é composta por Igor Pereira (Vocal), Wagner Barros (Baixo), Geison Frasson (Baixo) e Douglas Mattos (Guitarra).

Um clássico do Metal catarinense regressa ao sul do estado, a Shadow Of Sadness vem expor o Power/Heavy Metal peculiar característico. O grupo já lançou dois full length, sendo o primeiro em 2004 denominado “Way To Hell” que contém doze canções autorais e o álbum com as iniciais “SOS (Shadow Of Sadness) divulgado em 2015 o qual obtém onze faixas. Além desses trabalhos, os itapemenses angariam dois videoclipes das músicas “Suicide – (Open Solution)” e “Summoning Ocean’s Son”. A banda é Christian Avon (Vocal), Daniel Lahn (Baixo), Thiago Diniz (Bateria) e Rafael Schirrmann (Guitarra).

A banda Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre carcaterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais  lançados, o “Desytroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado ainda esse ano o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas. A banda é formada por Thiago Bonazza (Baixo e Vocal), Pedro Victor Souza (Guitarra), Ramon Scheper (Bateria) e o convidado Renato Lopes (Guitarra)

A Battalion, há 12 anos na estrada é um dos grandes nomes do Heavy Metal clássico catarinense, trazendo influência como Grave Digger, Iron Angel, Pile Driver e outros clássicos. A banda possui uma demo “Battalion”, três coletâneas “Underground Collection Vol.I e Vol II e Maximus Metallus, o renomado full length “Empire Of Dead” e o Ep “Tyrant Of Evil”. Os itajaienses também estiveram presentes na última edição do SC Metal Fest. Os integrantes são Marcelo Fagundes (Baixo e Vocal), Alvaro Santana (Guitarra) e Fabiano Barbosa (Bateria).

A banda Distressed, originária da cidade de Tubarão, surgiu em 2008 com o intuito de trazer uma sonoridade agressiva ao palco, mesclando Death e Thrash Metal. Eles possuem influências de grandes nomes da música, como Kreator, Carcass e Sepultura. Após uma pausa, os músicos voltaram a atividade esse ano. A formação atual conta com Andre Wendhausen (Vocal e Baixo), Daniel Rosick (Guitarra e Backing Vocal), Rafael Spilere (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).

A florianopolitana Red Razor surgiu em 2011 com o intuito de resgatar as raízes do Thrash Metal dos anos 80 e 90. Suas influencias são grandes nomes do cenário musical, como Slayer, Anthrax, Exodus e Kreator. Os músicos lançaram em 2013 o Ep ““Shark Attack” e no final de 2015 o full length “Beer Revolution”. A banda também participou da segunda edição do Frai’n Hell Rock Festival. Os integrantes são Fabrício Valle (Guitarra/Vocal), Felipe Ferreira (Guitarra), Gustavo Kretzer (Baixo) e Igor Thiesen (Bateria).


A última banda, a criciumense Norium, relembra os melhores clássicos do Power Metal Melódico. O grupo pretende iniciar suas próprias composições e possivelmente lança-las no ano que vem. A banda é formada por Saimon Domingos (Bateria), Rhamon Soratto (Teclados), Diego Francisco (Baixo), Davi Martins (Vocal), Vagner dos Passos (Guitarra) e André Medeiros (Guitarra).

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SC Metal Fest: Nasce um Novo Monstro dos Fests (Parte 1)

O município de Otacílio Costa reconhecido pelo consagrado Otacílio Rock Festival será palco de mais um grande festival. A primeira edição do SC Metal Fest ocorrerá nos dias 18 e 19 de novembro no Parque Cambará, e contará com 20 bandas. A organização ficou por conta de Nani Poluceno e Cleberson Oliveira, os quais recentemente cederam uma entrevista para Urussanga Rock Music.



No sábado a banda otaciliense Legado Frontal abrirá o festival com seu Metalcore. Há sete anos na estrada os músicos lançaram em 2015 seu primeiro trabalho, o EP intitulado “A Guerra Não tem Fim”.



Atho, prata da casa, será a segunda atração do cast. A banda de Hard e Havy Metal foi formada a partir de remanescentes das bandas Angels Guardian e da Dr Fantasy e atualmente possui diversas músicas gravadas.



Atlantis, a banda de Heavy Metal proveniente de Jaraguá do Sul, será a terceira atração. No cenário musical desde 2013 os músicos já possuem dois EPs gravados, “Summoning the Witch” (2014) e “Hotter Than A Burning Church” (2015).



Os tubaronenses da Alkanza também marcarão presença do fest com seu Thrash Metal típico. Caracterizado pelas críticas sociais, os músicos lançaram em 2014 o EP “Destroyed The System”, seguido pelo CD “Colonizado Pelo Sistema” (2015) e seu trabalho atual “O Céu da Boca do Inferno”.



A AbomiNação, banda lageana de Crossover e Grindcore, será a quinta atração a subir aos palcos. Em 2015 os músicos lançaram seu primeiro trabalho autoral, o EP “Ódio”, que conta com oito músicas.



Direto de São Bento do Sul a banda de Thrash Metal, Violent Curse, está há seis anos na atividade. Os músicos lançaram seu primeiro trabalho, uma Demo, em 2014. Seguido do EP “Total Extermínio” de 2016.



Direto da capital paulista, a Skinlepsy chega aos palcos com um Brutal Thrash Metal. Com toda agressividade caraterística, os músicos possuem a demo “Reign of Chaos” (2003), e os álbuns “Condemning The Empty Souls” (2014) e “Dissolved” (2017).



 Uma das bandas mais expoentes de SC se apresentará no SC Metal Fest, a Battalion carrega mais de 12 anos de estrada, possui influências de Grave Digger, Iron Angel, Pile Driver e outros clássicos além de trazerem ao festival seu respectivo Heavy Metal clássico, o que já proporcionou aos músicos lançarem, uma demo “Battalion”, três coletâneas “Underground Collection Vol.I e Vol II e Maximus Metallus, o renomado full length “Empire Of Dead” e o Ep “Tyrant Of Evil”.



O fenômeno do Heavy Metal paulistano Screams Of Hate retorna ao Sul do Brasil. E os músicos influenciados pelo HC e Metal vem divulgar o seu último álbum lançado em 2016 “Neorganic”, trabalho este que contém onze faixas, “Introorganic”, “Evil”, “Depression”, “Concept”, “Insane”, “Remorse”, a homônima “Neorganic”, “Follow”, “Spilling Hate”, “Your Soul Will Pay” e “Revenge”. O grupo é um dos headliners e incendiará o palco da Fazenda Cambará.



A Crucifixion é uma das maiores bandas brasileiras de Death Metal e os gaúchos originários de Rio Grande - RS trarão a heresia e destruição através de riffs céleres, rápidos e agressivos com seus mais de 21 anos. A banda possui sete trabalhos, entre eles demos, EPs, lives, splits e o caótico álbum “Destroying The Fucking Disciples Of Christ”. Em 2015 fizeram uma turnê europeia divulgando o mesmo.



Formada em 2010 a banda Black/Death Metal Revogar exibirá a crueza e rispidez de seu blasfemo instrumental. O quarteto já abriu para bandas renomadas como Marduk, Malevolent Creation, Krisiun, Vital Remains entre outros grupos. Uma das peculiaridades do grupo é o fato de cantarem a maioria de suas músicas em português e possuírem os seguintes materiais, “Vale dos Suicidas”, “Behind The Throne Of God” e “Astral Resosution Of The Inner Conflicts”.



Com 12 anos de surgimento, a “Soul Torment” advinda de Campo Bom – RS exibem um Thrash Metal com referências musicais de Accept, Motorhead, Exodus, Slayer, Black Sabbath entre outros nomes. Atualmente a banda está no desenvolvimento de músicas autorais e modificou sua formação, ingressando a vocalista Deise Wolff.



O encerramento do sábado ficará por conta da Lacrima Mortis de Blumenau. A horda de Death/Doom Metal formada em 2016 acabara de divulgar seu primeiro material, a demo “Optare Mortem”, a qual agrega três faixas, “Instrospectum”, “... Of Desolation” e “Optare Mortem”.  




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