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terça-feira, 23 de maio de 2023

All Me: EP “Better Face The Fire” traz o revival do Emo/Pop Punk

Em junho de 2022, quatro amigos, movidos a reacender a chama do Punk/Hardcore na região Sul Catarinense, decidiram de forma mútua desenvolver um projeto que remetesse à nostalgia dos anos 90 e início dos anos 2000 e dessa forma, fundaram a All Me. Carregando influências como Descendents, Bad Religion, NoFx e Midtown, são nítidos os acordes melódicos e riffs cadenciados, os quais, trazem uma atmosfera mais Emo e Pop Punk à sonoridade. 

Foto/Divulgação

O grupo criciumense difundiu seu primeiro EP, recentemente. Denominado “Better Face The Fire”, o EP foi lançado em março de 2023 e conta com três faixas, “That Day”, “What If I Call” e “Decision”. As canções retratam o peso das batalhas vivenciadas no cotidiano, amizade, amor e responsabilidades, além das dificuldades evidenciadas em uma rotina incessante. 


Formação atual: 

Alex “Ajex” Benedet (Lead Vocal/Guitarra)

Rodrigo “Digué” Garcia (Vocal/Guitarra)

Felipe “Pit” Aguiar (Baixo/Back Vocal)

Ramon “Coca” Araújo (Bateria/Back Vocal)


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quarta-feira, 17 de maio de 2023

Marinas Found: a nostalgia das amizades verdadeiras são evidenciadas em novo videoclipe “Amigos”

No último dia 04 de maio, a banda de Hardcore/Punk de Pelotas, Marinas Found, divulgou seu novo videoclipe “Amigos”. O audiovisual foi dirigido por Eduardo Walerko e Pedro Soler. 

Foto/Divulgação

O clipe é uma homenagem aos verdadeiros amigos que sempre estiveram juntos com o grupo e traz situações cotidianas de momentos experienciados por eles, que agora viraram apenas lembranças e restam apenas os cabelos grisalhos. A sonoridade da canção exibe um instrumental constante, cadenciado e em alguns momentos, riffs mais rápidos. 


Formada em 2014, a Marinas Found faz um som moderno, com pinceladas de Hardcore e Pop Punk. Com dois discos difundidos, o homônimo de 2017 e “Ansiolítico” de 2019, os gaúchos possuem outros singles, tais como, “Fudidaísmo”, “Tanto Faz”, “Tudo o Que Ela Tenta Fazer” e o mais recente “Amigos”. 


Formação Atual:

Pedro Soler (Vocal e Guitarra)

Eduardo Walerko (Vocal e Guitarra)

Murilo Uarth (Bateria)

Mike Pires (Baixo)


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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Scumbags: negacionismo e caos político são evidenciados em novo single “2020 Doesn’t Count”

Na última sexta-feira (29), a banda Scumbags divulgou o single  “2020 Doesn’t Count”, música que marca uma nova fase do quarteto após um período de hiato.

Foto/Divulgação

Trazendo o seu punk rock característico, o novo lançamento dos músicos carrega uma clara influência de bandas do gênero que marcaram o início dos anos 2000. Porém avançamos alguns anos quando se trata da letra, que possui como tema principal a frustração com o cenário atual. O caos político, social e a negação da ciência são alguns dos assuntos retratados na música. 

A mensagem de revolta não fica somente na composição, já que a capa do single conta com uma arte marcante, repleta de referências aos absurdos que encaramos nos últimos anos. O design é assinado pelo ilustrador Carlos Vinícius.

Nesta sexta-feira (05/08) a banda realizará um evento de lançamento do novo trabalho na Zeit Cervejaria em Joinville.


Sobre a banda:

A Scumbags é uma banda de punk rock que surgiu em 2017 na cidade de Joinville - SC. Em 2019 os músicos divulgaram os primeiros materiais autorais, os singles “On the Dread Street” e “The Kid’s Aren’t the Same”, mesmo ano de lançamento do seu álbum de estreia “Sour Days”. Após uma pausa devido a pandemia, a Scumbags volta aos palcos com o single “2020 Doesn’t Count”.

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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Hipertensos: Punk Rock atemporal carimba o novo disco “Tenho a Chance”

A banda Hipertensos de Balneário Camboriú - SC, em atividade desde o ano de 2008 carrega em sua essência, a chama vívida do Punk Rock. Os músicos que possuem um EP intitulado “A União Faz a Força” (2017), um disco denominado “Lealdade” (2018) acaba de lançar o álbum “Tenho a Chance”, o qual conta com dez canções.

Foto/Divulgação

O disco contou a mixagem e masterização de Lucas Guerra e captação de Rafael Fau. “Terremoto”, “Salário Alado”, “Não Tô Sozinho”, “Alcides”, “Sabe de Tudo”, “Resistir”, “Nada Disso Vai Mudar”, “Faça o Que Puder”, “Vou Continuar” e a homônima “Tenho a Chance”, carimbam o script do bom, velho e atemporal Punk Rock. As composições trazem consigo questões relacionadas às críticas sociais e situações embaraçosas do cotidiano, por meio de um Punk, ora mais cru, ora com pinceladas de Pop.


Formação atual:

José Adriano Deon (Vocal e Baixo)

Rodrigo Assi (Guitarra)

Rafusko (Bateria)

 

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Banda catarinense de Punk Rock, Scumbags, retorna com o single "Dreadlocks in the Alley"

Recentemente, a banda joinvilense de Punk Rock, Scumbags difundiu seu novo trabalho “Dreadlocks in the Alley”. A música que já estava presente em sua discografia, porém somente em versão ao vivo, agora foi lançada em estúdio. Assim, pode-se dizer que este foi um lançamento simbólico, pois ele marcou um ponto de transição para a banda, já que os músicos tiveram uma pausa devido a pandemia.

Foto/Divulgação

A Scumbags é uma banda de punk rock da cidade de Joinville/SC fundada no ano de 2017. Apoiando-se forte em suas referências, que vão desde o punk clássico como NOFX e Ramones, até algo mais “recente” como Green Day e Blink-182, a banda produziu um repertório rápido e direto que conduz o seu show. A Scumbags estreou oficialmente o seu material autoral com o lançamento de dois singles, ‘On the Dread Street’ e ‘The Kid’s Aren’t the Same’ que foram logo seguidos do primeiro álbum intitulado ‘Sour Days’, lançado em maio de 2019.

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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Carcanhá: Banda blumenauense de hardcore lança EP “Dois Mil e Vinte e Um”

Na última sexta-feira (15), a banda blumenauense de hardcore, Carcanhá divulgou o EP, denominado “Dois Mil e Vinte Um”, lançado de forma digital.

Foto/Divulgação

A pandemia do Covid-19, que resultou no cancelamento de eventos, assolou todos que já eram acostumados a estar nos palcos. Essa situação fez com que muitas bandas colocassem um ponto final na sua história, mas o caminho foi totalmente inverso com a Carcanhá.

Após um breve hiato, os músicos resolveram voltar às atividades em 2020, e foram pegos de surpresa pela pandemia. Porém, esse motivo não foi suficiente para interrompê-los.

A banda contou com a ingressão de Nano Henning na guitarra, que concretizou a nova formação do grupo. Ainda no mesmo ano, ocorreu o lançamento do single “Fúria!”, trabalho que precedeu o EP “Dois Mil e Vinte e Um”.

A inspiração dos músicos foi um reflexo da angústia enfrentada por quem estava isolado em casa. As cinco faixas inéditas, demonstram a revolta com o cenário sócio-político, e o peso do cotidiano. O EP foi produzido por Nano Henning, e a capa foi assinada pela artista Camila Firmo.


Sobre a Banda:

A Carcanhá é uma banda de Blumenau – SC, formada em 2015, que mantém a chama e o ideal do Punk Rock totalmente ativo através de suas letras bem-humoradas, de crítica social e revolta. Em 2018 lançaram o EP “(Não Tenha) Políticos de Estimação”, seguido pelo EP ao vivo deste mesmo trabalho.

 

Formação Atual:

Edenilson (Vocal)

Nano Henning (Guitarra)

William (Baixo e Vocal)

Guilherme (Bateria).

 

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Dezapropriados: videoclipe “Cafera” exibe uma disputa entre a cafeína e a adrenosina

Há aproximadamente um mês, a banda paulistana de hardcore, Dezapropriados divulgou seu novo videoclipe, “Cafera”. O single é curto e rápido e mantém influências de bandas como, Lagwagon, Black Flag e Descendents.

A composição fala do gosto universal das pessoas pelo café, bebida que une os brasileiros e é um dos aditivos da jornada intensa de trabalho. O audiovisual foi lançado de forma independente através de uma animação. “O clipe, traz uma animação mostrando uma disputa entre a cafeína e a adenosina (substâncias com estrutura molecular parecida, mas com efeitos diferentes no organismo). A cabeça dos integrantes aparece rapidamente no refrão, junto à plaquinhas com referências diversas, e frases soltas”, cita o grupo.

A banda foi formada em 2016, na capital paulista por quatro amigos que mantinham gosto mutuo pelo HC/Punk. A essência das letras do grupo é evidenciada pelo cotidiano, esperando que as pessoas possam se identificar com o enredo presente nas mesmas. Em 2018, os músicos difundiram seu primeiro material, o Ep “Diskorde”.

Foto: Mary Moretti Fotografia

Formação Atual:

Daniel (Bateria)

Smith (Vocal)

Higor (Guitarra/Backing Vocal)

Danilo (Baixo)

 

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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

She Is Dead: Atmosfera noventista é enfatizada em videoclipe “Runaway Sun”

Há aproximadamente uma semana, a banda curitibana She Is Dead, divulgou o videoclipe da canção “Runaway”. A faixa estará inclusa no disco “First Day Of My Life”.

A música remete aos anos 90, uma mistura entre o Garage Punk e o Hardcore, com vocais ora rasgados, ora cadenciados e um instrumental célere, evidenciado por alternância entre os riffs. Bebendo da mesma influência noventista, o audiovisual exibe imagens pouco saturadas e efeitos que remetem à fase. Já a composição é marcada por momentos icônicos protagonizados através da amizade, toda a loucura e insensatez características da mesma.

A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.

No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos divulgadas anteriormente.

Foto/Divulgação

Formação Atual:

Kim Tonietto (Baixo e Backing Vocal)

Ricky Volpato (Bateria)

Mau Carlakoski (Vocal e Guitarra)

 

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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Projeto Pancada: Músicos lançam single de estreia

No dia 04 de junho, dois nomes conhecidos do cenário musical catarinense, o vocalista e guitarrista Alex Cole, o baterista Gabriel Klein e o baixista Franck Vieira colocaram em prática, mais um trabalho mútuo, o Projeto Pancada.

Foto/Divulgação

A ideia desenvolvida no período da pandemia ganhou corpo e trouxe à tona, o intuito de convidar amigos a participar das canções. 

Para a difusão do projeto, nada melhor que um videoclipe. Surge assim então, o single “Pancada”, dirigido e editado por Doug Theiss. O clipe conta com as participações de Anie Pukal nos vocais, de Cícero nos solos e do icônico Quique Brown, ao término do vídeo.


Com uma sonoridade violenta, recheada de celeridade e peso, a banda ingressa no cenário catarinense, da forma que os músicos mais se identificam, com o Punk cru, o Hardcore Raiz e agora, com parcerias de figuras ilustres e importante do underground.

A canção “Pancada” estará inclusa no primeiro álbum do projeto, intitulado “Caos Geral”. O disco será lançado ainda nesse ano, pelo selo Velvet Discos.

 

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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Fucking Project: O Grunge e o Rock Noventista são a essência de uma banda F*%# de Criciúma

Recentemente, a banda criciumense Fucking Project divulgou “Sick This Way”, seu primeiro videoclipe. A canção está inclusa no Ep “Stop The World”, gravado entre novembro e dezembro de 2020, no Estúdio André Bresiani, em Tubarão e lançado nessa semana nas plataformas de streaming.

O clipe foi produzido de forma independente por Nelson Nascimento, que com maestria captou cada take da apresentação dos músicos. Com uma sonoridade, intercalada entre o Hardcore e o Grunge, o instrumental alterna ora entre riffs mais harmônicos, ora mais agressivos. Já, em relação a composição, há resquícios de uma mente transtornada, assustada e doentia.

Sobre a banda

A Fucking Project iniciou suas atividades no ano de 2018 inspirada por bandas Grunge, do cenário de Seatlle dos anos 90, pelo Rock Alternativo e pela fúria do Punk Rock. Rapidamente o grupo se entrosou e um ano depois do surgimento, os criciumenses difundiram o Ep homônimo contendo três faixas.

Foto/Divulgação

Em 2021, os músicos lançaram o videoclipe “Sick This Way”, que está presente em seu novo material, a demo “Stop The World” que contém cinco faixas e está disponibilizada através das plataformas sociais e de streaming do grupo.

Formação Atual:

Miguel Nietto (Vocal/Guitarra)

Eduardo Ghisi (Guitarra/Vocal)

Rafael Toldo (Baixo)

Rafael Ortolan (Bateria)


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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Rotores: A banda que colocou chicletes na cabeça de Joey Ramone

Em 2019, no interior paulista, mais precisamente entre Avaré e Cerqueira César, um trio de amigos resolveu juntar toda a experiência e influências, e colocar isso em prática. Assim nasceu, a banda de Punk Rock Bubblegum, Rotores.

Divulgação
Com referências de Ramones, Screeching Weasel, Riverdales, The Manges, Social Distortion, Carbona, Rotentix e muitas outras bandas, o grupo apontou no cenário trazendo uma vertente peculiar e original.

Logo no mesmo ano de surgimento, o grupo divulgou seu primeiro trabalho, o Ep “Gum In My Head”. O material foi produzido de forma independente e contém cinco faixas (todas em inglês). Outro destaque, é a capa do mesmo, feita por Paulo Rocker (Gramofocas), ela traz Joey Ramone com chicletes em sua cabeça.


A primeira faixa “I Don’t Wanna Be Tonight With You” é a mais longa do disco. Ela possui uma melodia mais cadenciada e riffs harmônicos. A letra trata sobre desilusões amorosas e os traumas que um relacionamento pode ocasionar.

“Hey Girl” é a baladinha da Rotores, pois é bem dançante e fácil de cantar. A sua sonoridade é bem trabalhada e exibe arranjos bem síncronos. A composição ressalta as bebedeiras, diversões, os moldes do Punk Rock Melódico.

A mais curta do Ep é “My Baby Was So Good”. Instantaneamente, a partir do momento que a ouve, você começa a cantar junto. Cada riff da canção passa uma nostalgia diferente e a letra casa com isso, pois trata-se de um romance com leves devaneios.

“I Want You” começa rápida e sua sonoridade adquire alternâncias de riffs, cabendo destaque para a nitidez de cada baquetada. Com versos curtos e repetitivos, a essência da faixa exibe uma paixão sem preconceitos.  

Encerrando o material, “She’s Gone” enfatiza riffs mais céleres que as demais, o solo durante a reprodução também é marcante, pois traz mais solidez a música. Como a letra bem diz, “ela foi embora” enquanto, o personagem principal quer a solidão e os prazeres da vida.

Formação Atual:
Marcelo Romero (Baixo e Vocal)
Junior Damasceno (Guitarra)
Caio Oliveira (Bateria)

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Display em Lages: Banda se apresenta sábado no Fatboo Studios


No próximo sábado (12), a banda Display de Balneário Camboriú- SC se apresentará pela segunda vez no Fatboo Studios, na cidade de Lages- SC. O show que faz parte da tour "Display Festas de Outubro" contará com mais três bandas, Cártamo, Arconde e Havana Hookers.

Cartaz
A Cártamo vai representar a cidade de Lages- SC. O grupo tem em sua discografia, o Ep “Poesias do Cárcere” que contém quatro músicas, “Outras Maneiras”, “Colateral”, "Tormento” e “Prisioneiro”.

A Arconde de Florianópolis- SC mescla o Reggae, o Progressivo, o Pop e o HC. O grupo formado em 2014 já possui dois trabalhos divulgados, o álbum “Multiverso” e o mais recente “A Chama da Vela” lançado em 2018.

Provenientes de Timbó, a Havana Hookers é um dos principais nomes do Punk/HC catarinense. A banda exibe dois materiais para difusão, o full length “Assemble” e o mais recente, o Ep “Blanka”.

O Display carrega em sua trajetória, 15 anos de estrada. O grupo é um dos expoentes da música catarinense e também a nível nacional. Através de um Pop Punk com pinceladas de HC e Emocore, os músicos apostam na versatilidade de suas apresentações e também na apresentação das músicas inclusas no último disco “A Marcha do Mundo” lançado em 2017. É claro que não se pode esquecer dos primeiros trabalhos dos camboriuenses, o “Lados Opostos” e o clássico “Um Dia Para Sonhar”.


12/10: Feriado de Sábado
Horário: 20hrs
Ingresso: 10 reais

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Sapataria: A Resistência Contra a Lesbofobia

No final de 2016 na cidade de São Paulo- SP, algumas amigas depois de assistir a shows da banda Charlotte Matou Um Cara, resolveram se unir para criar um projeto que frisasse a representatividade lésbica e a vazão a tais assuntos. O grupo passou por algumas reformulações, Clara e Thamires ambas deram lugar à baterista Isabelle que ao lado de Marina (Guitarra), Zu (Vocal) e Dan (Baixo) formam a Sapataria.





As influências musicais são vastas, nomes citados por Marina como Anti-Flag, Pennywise, Teu Pai Já Sabe?  e Dominatrix são algumas lembradas pela guitarrista. No entanto, para a construção da sonoridade da banda, as demais integrantes buscam referências desde o Rap, Hip Hop, até a música alternativa.

A designação do grupo é uma ideia de expressar e de incluir mais lésbicas no cenário musical. A lesbofobia era pautada por poucas bandas, já que a maioria dos grupos com integrantes mulheres traziam o enfoque do assédio e do machismo. Visto pela necessidade e importância por tratar de um assunto que abrange o preconceito sofrido pelas mesmas, a Sapataria surgiu como um ato de resistência a um universo musical predominantemente intolerante. As músicas tiveram outras ideias para a cognominação, nomes como Tesouraria, Dedo de Moça, Velcro e Caminhoneiras foram alguns exemplos até chegarem no nome atual.

Recentemente, a banda divulgou o Ep homônimo “Sapataria” que contém seis músicas, “Intro”, “Carta aos Pais”, “AA Lourdes”, “Texto”, “Muito Tarde” e “M.S.B (Movimento das Sem-Banheiro). O trabalho foi gravado no Estúdio GR em São Paulo- SP e está disponível no Spotify, Deezer, BandCamp e YouTube.




“M.S.B. foi a primeira música da banda e eu escrevi ela logo após ser expulsa do banheiro feminino, na ocasião eu estava bastante angustiada e pensar na música me ajudou ter mais calma”, cita Marina. A cada música composta surgia a necessidade de transpassar as situações vivenciadas pelas músicas no cotidiano. Outras canções como “Carta aos Pais” e “Lourdes” esboçam sobre o preconceito dentro de casa e da não- aceitação da sogra, momento lembrado por uma das integrantes.

Atualmente o grupo se encontra no desenvolvimento de três novas faixas que incluirão no segundo matéria do grupo. Além disso, estão focadas na idealização de Eps físicos e camisetas para reforçar a identidade visual.

Os principais festivais e eventos que a Sapataria esteve presente foram No God, No Master Fest, Apoia Mutua Fest, Desviantes, Resistência Transviada, Pogadoras, Underground Street Fest, Zona Punk Gigs e lançamento do Ep da Charlotte Matou um Cara.

A banda tem um recado:
“Galera, fortalece nossa banda seguindo a gente nas redes sociais, ouvindo nosso som e divulgando, temos camiseta para vender por só 25 reais, adesivo, zine e mais! Valeu por divulgar e pelo espaço! ”

Formação Atual:
Zu (Vocal)
Marina (Guitarra)
Dan (Baixo)
Isa (Bateria)

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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Carcanhá: Prodígio do Punk Rock Blumenauense

Originário de Blumenau, o grupo surgiu em 2015 a partir de conversas entre amigos e de gostos em comum. O projeto de Punk Rock que em sua essência traz a chama setentista e oitentista foi criado por Edenilson (hoje vocalista atual) que reuniu colegas para firmar uma formação.



Gradativamente como em qualquer outra banda, aos poucos os músicos foram tocando covers, mesclando às próprias e por fim chegando na parte autoral e assim solidificando-se. Durante sua trajetória, houveram algumas modificações entre seus integrantes até estabilizar a configuração atual.

No ano de 2017, a banda gravou seu primeiro Ep intitulado “(Não Tenha) Políticos de Estimação”, trabalho este contendo quatro canções, sendo elas “Discurso Abafado”, “Passa a Grana”, “É de Maracujá” e a homônima “(Não Tenha) Políticos de Estimação”. O material foi lançado nas plataformas virtuais esse ano e contou com a difusão do videoclipe “É de Maracujá”.



O grupo tem influências musicais vastas como Punk Rock, Hardcore, Crossover, Thrash Metal, Rock n Roll entre outras ramificações. E as bandas que são referências para os músicos são Replicantes, Plebe Rude, Garotos Podres, Inocentes, Olho Seco, Cólera e Gritando HC.

A designação “Carcanhá” se deu baseada em nome de bandas Punks, frequentemente associada com nomes de doença. E então com a junção da doença “Calcanhar de Maracujá” se deu a atual cognominação da banda. “Calcanhar” seria o nome ideal senão fosse pelo fato de um amigo do vocalista Edenilson não conseguir pronunciar a palavra. O que fez com que os músicos adotassem a escrita diferenciada “Carcanhá”.

As composições do grupo são frequentemente de desigualdade social, problemas climáticos e letras que abordam de forma imparcial a situação atual do país.

Os músicos marcaram presença em diversos eventos do estado. Em 2017 participaram do Porcalhada e Encontro de motos Urupema. Já esse ano, se apresentaram no Paredão Festival, Quero Uma Festa Punk, e no Green Place com o lançamento do EP (Não Tenha!) Político de Estimação.

A banda tem um recado:
“Não deixem o punk rock e a música autoral da sua região morrer! Vá a eventos prestigiar e dar força ao movimento”.

Agenda:
09/06 - Rock in Hell do Campo
14/08 - Porcalhada
10/11 - Um Dia Livre Rock Festival


Formação Atual:
Edenilson (Vocal)
William (Guitarra e vocal)
Fábio (Baixo e vocal)
Guilherme (Bateria)

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Subsolo Rock Festival (Resenha)

No último sábado aconteceu a primeira edição do O Subsolo Rock Festival. O evento ocorreu no Congas Pub em Tubarão e foi idealizado e organizado pelo fundador da mídia independente O Subsolo, Maykon Kjellin.



O festival contou com a participação de oito bandas, South Park, Vetor Unitário, Decolle, Turn Off, Doctor Jimmy, Dust Commando, Alkanza Thrash Metal e Blood Eyes além disso, o mesmo contou com opções gastronômicas rentáveis, bebidas baratas e bancas de camisas e cds.

O Congas obtém um espaço amplo e se destaca principalmente por sua decoração, já que possui em seu interior quadros e desenhos nas paredes dando um tom mais alternativo e peculiar ao âmbito.

A primeira banda a tocar seria a Decolle, porém devido a alguns imprevistos, o grupo South Park de Içara se apresentou expondo seu Punk Rock/HC depois de um hiato. Contudo, perante a um engarrafamento na Serra do Rio do Rastro em Lauro Müller fomos impossibilitados de acompanharmos a apresentação dos içarenses.



Advinda de Tubarão, a Vetor Unitário trouxe o seu característico Hardcore de protesto. Canções como “Fardas”, “Nova Um”, “Impulso”, “Produção de Série” e “Remissão da Culpa” foram as autorais divulgadas no setlist. Michel e companhia destruíram e fizeram Tubarão tremer com suas canções rápidas e ideológicas. Cabe aqui outro detalhe, a participação de Russo (A Hora Hard) no backing vocal da canção cover, “Zero E Um” do Dead Fish.



Enfim como terceira atração, subiu aos palcos a Decolle de Orleans. Recentemente o baterista André foi pai e nas bateras quem ingressou para esse show foi Maykon Kjellin (Doctor Jimmy e O Subsolo). A exibição dos orleanenses ocorreu de maneira improvisada com os novos integrantes, o qual saíram-se muito bem assim como o vocal de Henrique. Claro que as autorais não faltaram, destaque para “Utopia Reversa” e “Travessia Urbana”, e alguns cover, inclusive da música "Será" com a atuação especial de Karlus Valga (CreedOut).



A Turn Off de Criciúma – SC mostrou todo o potencial do Hardcore Melódico, já bem conhecido pelo público da região sul de SC. Com a nova formação, agora incluindo Ismael Pedroso nas guitarras e Lucas Correa no baixo, os músicos nos expuseram clássicos como “Encantada”, “Chuva”, “Cada Um Por Sí” e “Razão” que frequentemente são pedidas nos shows, além do novo trabalho “Opressor de Ideias”. 



Originária de Imbituba – SC, a Doctor Jimmy inflamou a galera com seu Rock n Roll. Durante a apresentação exibiram alguns covers e canções autorais como “Não Tenho Pressa” lançada em 2016 e “Homens Fardados” carro chefe da banda que aborda o abuso de autoridade como temática. Os músicos mostraram uma celeridade e rapidez misturando elementos de Hard Rock e Punk.



Apresentada como headliner, a banda Dust Commando de Stoner Metal oriunda de Taquari – RS foi a sexta a se apresentar. O show dos músicos foi sensacional, técnico e simplesmente absurdo, com o repertorio imenso de treze músicas autorais, destacando-se as poderosas “Nero”, “This Is Passion”, “She Is a Saint” inclusas no álbum “Chaos Live In Fur”, além das recentes “P.O.T.U.S” e “No Grudge” do novo álbum “Between The Chaos And Grace” o qual fomos congratulados com uma cópia. Literalmente desmoronaram o Congas com o som evidenciado.



A brutalidade tomou conta de tudo, quando a Alkanza Thrash Metal começou o espetáculo. De forma frenética e catastrófica os lagunenses expuseram seus petardos sonoros, clássicos como “Residente do Caos”, “Foda-se o Sistema” e “Brasil” ingressaram nos tímpanos dos presentes no evento. Recentemente a banda divulgou o segundo material, “O Céu Da Boca do Inferno” onde exibiram “Em Coma”, “Com Força”, “Sorria” entre outras contidas no mesmo.



Para encerrar, o grandioso evento, a Blood Eyes de Lages – SC ingressou ao palco no horário previsto das 23:30. Durante toda a apresentação, os músicos tocaram apenas sons autorais como as conhecidas “Olhos de Sangue”, "Minha História" e “Seres da Mente” inclusas na primeira demo homônima e canções do segundo EP “Vol II”. O show inteiro foi caracterizado por riffs potenciais com letras de Metal compostas em português.



Vale ressaltar que o festival contou a presença ilustre de cinco mídias independentes sendo representadas por mim Guigo Romagna (Urussanga Rock Music), Daniel Russo Teixeira Jerônimo (A Hora Hard), Letícia Piazza (Cultura em Peso) e Luiz Harley Caires (Underground Extremo e Esporro Sonoro) além de contar com as escritoras Jordana Aguiar e Thabata Solazzo ambas da mídia organizadora do festival, O Subsolo. As fotografias e vídeos ficaram por conta de Ananda Silveira, João de Bem e Karlus Valga. Essas pessoas representam, valorizam e ajudam a cada vez mais evoluir o cenário Underground. Por isso é de extrema importância reconhecer o trabalho desses pilares da divulgação.


O público presente pode conferir um evento com uma organização surreal e receptiva, qualidade dos grupos apresentados e uma mescla de vertentes do Rock/Metal.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ratas Rabiosas

Representatividade feminina no Punk/HC



Em julho de 2013 na cidade de São Paulo, amigas se reuniram para elaborar um projeto que frisasse o descontentamento e a revolta em relação a qualquer atividade preconceituosa contra os negros, as mulheres, os homossexuais, os indígenas, os imigrantes ou qualquer tipo de minoria, assim fora formada a Ratas Rabiosas.

A banda possui influências de várias ramificações da música, desde o tradicional Samba Raiz, Rap, Hardcore, Punk Rock, Grind, Crust e Metal Punx. Elas classificariam o trabalho feito como uma mescla entre essas peculiares vertentes.

O nome “Ratas Rabiosas” se deu ao fato da relevância da palavra, ou seja, os ratos assim como os punks são marginalizados e excluídos da sociedade, além de viver no submundo, nos esgotos e nas vielas. Portanto, por essa situação caótica, as meninas usam da respectiva raiva/som para usar como protesto e como uma ferramenta de guerrilha. Então toda a crueza e rispidez do som personificam o desagrado das mesmas com a situação social onde estão inseridos. Contudo, a outra referência do nome advém de uma música do grupo Eskorbuto.

No mesmo ano de formação do grupo, lançaram a primeira demo gravada de maneira independente e DIY, intitulada “Ratas Rabiosas” o qual contém quatro faixas, “A Minoria é a Maioria”, “O Punk Vai Morrendo”, “Quem Aperta o Gatilho? ” e “Anti–Capitalista”.



Em 2014 participara de uma coletânea produzida pela banda paulista Útero Punk denominada “Mulheres Em Perigo” donde a Ratas Rabiosas duas canções inéditas, “A Culpa Não É Minha” e “Kings É O Caralho”. Vale ainda ressaltar, o Tributo ao SUB gravando a música “Buracos Suburbanos” da banda Psykóze.


O primeiro videoclipe difundido foi do single “A Culpa Não É Minha”. A mesma traz 02:03 min de ferocidade e pressão no instrumental rápido. A letra é um grito contra o machismo e misoginia enrustido na sociedade que culpa a vítima de estupro ao invés do praticante do ato.



Recentemente divulgaram o clipe da canção “Larguei Meu Marido” que traz novamente riffs céleres e gritos incessantes no vocal, além é claro da forte mensagem do empoderamento feminino.



Atualmente a banda está em estúdio no desenvolvimento de mais sons.

As características das composições são marcadas por questões sobre o feminismo, violência policial, desigualdade social, corrupção, imigração e todas as pendências que o homem gera perante o pensamento e ações de desequilíbrio que ele mesmo causa. Contudo, o grupo explicita a visão das mulheres da periferia de uma grande metrópole que passam essas situações diariamente. O som é isso, sem conto de fadas, sem romantização, apenas o punk cru e árduo, a ideologia a favor das minorias que cotidianamente sofrem com esses demasiados preconceitos enraizados na sociedade hipócrita que estamos inseridos.

A Ratas Rabiosas lida com evento de maneira igual, seja os de maior notoriedade ou mais os mais undergrounds. Tudo é na base “Faça Você Mesmo”, e cada manifestação de festivais ou shows ajuda a transpassar ainda mais as ideologias expressas do grupo.

Formação Atual:
Amanda (Guitarra e Voz)
Angelita (Baixo e Voz)
Lary (Bateria e Voz)

A banda tem um recado:
“Apoie as mulheres do undergroud, mas apoie verdadeiramente, sem distinguir, descriminar ou restringir. Unidas somos mais fortes! ”

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