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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

1° Resistência Underground Fest: O Extermínio do Fascismo

Que a cadela do fascismo está sempre no cio, não restam dúvidas. E o que poderia acontecer nessa ascensão desse conservadorismo?



No interior de São Paulo, Fabio Luiz Montanari (Nuna Fanzine) resolveu criar algo que pudesse ir contra essa onda neofascista atuante. Como já está presente no M.R.U (Movimento de Resistência Underground) o produtor conhece bem o cenário independente do Metal brasileiro.

E não há lugar melhor para a escolha do local, como o município de Itapira- SP, cidade berço de grandes festivais, renomados eventos e de uma cena unida. Lá já se apresentaram bandas nacionais e internacionais, inclusive com contingente grande de público, sendo um dos mais lembrados, um show com quase 800 pessoas.

A interação camping, natureza, fazenda traz um âmago singular e identitário para o fest visto que o mesmo localiza-se na divisa de Itapira com Mogi-Guaçu- SP.

Outro fator a ser destacado é a pluralidade de estilos e a abrangência de ritmos, fugindo da segregação musical. O espaço geográfico também é bem descentralizado já que agrega bandas de outros estados, como Minas Gerais. A escolha dos grupos se deu baseado no MRU com três bandas do coletivo e metade de fora, todavia com a mesma chama antifascista.

A Cracked Skull realmente racha a “cuca” dos metalheads, os mineiros oriundos de Itaúna- MG fazem um som com muitas referências de Death Metal, com destaque para álbum “Social Disruption” resenhado pela Urussanga Rock Music. Também mineira, a Deadliness é um grande nome do Metal Brasileiro. O grupo possui quase trinta anos de estrada, nove demos e EPs além do full length “Guerreiros do Metal”.

A Vulture também é considerada um ícone do Death Metal nacional já que tem trabalhos muito bem elaborados, técnicos, concisos e que gradativamente se tornam parte do acervo musical dos amantes do estilo. Imagina rodar o disco “Test Of Fire” no possante ou o “Through The Eyes Of Vulture” com a ensurdecedora “Abençoado Seja O Homem Ateu”. Com essa época da ascensão do cristianismo na política, a música expressa a revolta da laicidade do Metal.

O “DIY” (Do It Yourself) estará presente no Grindcore/Punk/Crust da Ratas Rabiosas. A banda surgiu em 2013 com a ideia de algumas amigas que movidas contra o descontentamento e revolta em meio a atividade preconceituosa contra as minorias, resolveram criar um projeto para dar um basta nessas atrocidades. Elas têm como material lançado, o homônimo “Ratas Rabiosas” e a coletânea divulgada pela Utero Punk, “Mulheres em Perigo”.

Com o recente trabalho difundido, o EP “Hellcat Empire” da banda homônima foi muito marcante para os músicos. A banda, uma das pratas da casa, trabalha sua sonoridade através do Street Punk e West Coast Hardcore que é personificado através das suas músicas onde aborda o cotidiano, a intolerância e ódio na sociedade. Também advinda da região, a Wartheria aposta nas músicas cantadas em português, o que torna um diferencial em relação ao seu som. Este caracterizado através de um Thrash/Death Metal.

Os ingressos estão disponibilizados por apenas 15 reais (Com nome no mural do evento) e 20 reais na porta do mesmo. Então, além do preço acessível, da qualidade das bandas, da união antifascista e do camping diferenciado, o festival vai marcar uma nova época para o Metal, de resistência ante as garras do reacionarismo.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Ódio Mensal: Punk Rock Originário de Rio Negrinho – SC

A cena Punk/HC brasileira emerge cada vez mais nomes, bandas como Manger Cadavre?, Charlotte Matou Um Cara, Ratas Rabiosas e Mau Sangue são exemplos de grupos que estão desenvolvendo um grande trabalho no cenário underground.



A catarinense Ódio Mensal surgiu em meados de 2012 e 2013 por três amigas, Aline (Baixo), Haney (Guitarra/Vocal) e Kioma (Bateria) que mantinham o intuito de reunir-se, juntar os gostos mútuos e desenvolver um projeto autoral.

As músicas possuem referências musicais dentro do próprio cenário, nomes como L7, Bulimia, Replicantes, Cólera, entre outros grupos.

A designação “Ódio Mensal” inicialmente se deu pelo motivo do grupo ter só mulheres na formação e remeter a TPM. Entretanto toda a ideia por trás da cognominação personifica, o cotidiano do trabalhador que frequentemente é explorado e tratado como escravo por suas atividades laborais excessivas, extremas e desigual.

No início de 2017 a banda lançou seu primeiro trabalho, denominado “Contra o Sistema”. O material foi produzido pela Marmota Records (Rio Negrinho) e conta com três canções, sendo elas, a homônima “Contra o Sistema”, “Leis Sujas” e “Prisioneiros da Fé”.



Em junho do mesmo ano, as músicas divulgaram o videoclipe da música “Prisioneiros da Fé” (3° faixa do disco). O clipe foi produzido por Rodrigo Scholze e traz em sua essência, a hipocrisia religiosa na sociedade. O mesmo angaria 2.600 visualizações no YouTube.



Em sua trajetória, a Ódio Mensal já passou por diversas cidades como Joinvile- SC, São Bento do Sul- SC, Blumenau- SC, Otacílio Costa- SC, São Paulo, na última onde tocaram no “A Beira do Caos” produzido pelo coletivo Maria Bonita, o qual consistia em benefício da coletânea em tributo ao Bulimia onde será lançado em 2018. Lá puderam dividir o palco com grandes nomes como Charlotte Matou Um Cara, Obstinée, MOITA e Naomi Rita. Além desse respectivo evento, o grupo perambulou outros grandes fests, com destaque pata o show juntamente com a Periferia S/A em Blumenau – SC.

Em relação à temática das composições, a banda enfatiza os problemas rotineiros que assola a camada mais pobre da sociedade, o preconceito estrutural, toda a cegueira, decadência política e hipocrisia que caminham e atravancam o desenvolvimento social.

Formação Atual:
Aline Pereira (Baixo e Vocal)
Kamilla Lin (Guitarra e Vocal)
Kioma Martins (Bateria e Vocal)

O grupo tem um recado:
“Agradecemos a todas as pessoas que nos apoiam e tiram um tempinho para a Ódio Mensal, quem nos acompanha sabe que nosso corre é verdadeiro em prol de estar passando nossa mensagem e mostrar que o faça você mesmo ainda existe, todos podemos nos expressar, seja na música, teatro, palestra, o que for, o importante é dar sua contribuição para a cena ter cada vez mais cultura, informação e interação social. Obrigada a todos os amigos que nos chamam para tocar em seus eventos, nos dão um espaço para estar mandando nosso som, estamos de pé pelos verdadeiros que caminham lado a lado com a gente, só temos a agradecer! ”

Plataformas Virtuais:
Instagram: @odiomensalband


terça-feira, 4 de julho de 2017

Ratas Rabiosas

Representatividade feminina no Punk/HC



Em julho de 2013 na cidade de São Paulo, amigas se reuniram para elaborar um projeto que frisasse o descontentamento e a revolta em relação a qualquer atividade preconceituosa contra os negros, as mulheres, os homossexuais, os indígenas, os imigrantes ou qualquer tipo de minoria, assim fora formada a Ratas Rabiosas.

A banda possui influências de várias ramificações da música, desde o tradicional Samba Raiz, Rap, Hardcore, Punk Rock, Grind, Crust e Metal Punx. Elas classificariam o trabalho feito como uma mescla entre essas peculiares vertentes.

O nome “Ratas Rabiosas” se deu ao fato da relevância da palavra, ou seja, os ratos assim como os punks são marginalizados e excluídos da sociedade, além de viver no submundo, nos esgotos e nas vielas. Portanto, por essa situação caótica, as meninas usam da respectiva raiva/som para usar como protesto e como uma ferramenta de guerrilha. Então toda a crueza e rispidez do som personificam o desagrado das mesmas com a situação social onde estão inseridos. Contudo, a outra referência do nome advém de uma música do grupo Eskorbuto.

No mesmo ano de formação do grupo, lançaram a primeira demo gravada de maneira independente e DIY, intitulada “Ratas Rabiosas” o qual contém quatro faixas, “A Minoria é a Maioria”, “O Punk Vai Morrendo”, “Quem Aperta o Gatilho? ” e “Anti–Capitalista”.



Em 2014 participara de uma coletânea produzida pela banda paulista Útero Punk denominada “Mulheres Em Perigo” donde a Ratas Rabiosas duas canções inéditas, “A Culpa Não É Minha” e “Kings É O Caralho”. Vale ainda ressaltar, o Tributo ao SUB gravando a música “Buracos Suburbanos” da banda Psykóze.


O primeiro videoclipe difundido foi do single “A Culpa Não É Minha”. A mesma traz 02:03 min de ferocidade e pressão no instrumental rápido. A letra é um grito contra o machismo e misoginia enrustido na sociedade que culpa a vítima de estupro ao invés do praticante do ato.



Recentemente divulgaram o clipe da canção “Larguei Meu Marido” que traz novamente riffs céleres e gritos incessantes no vocal, além é claro da forte mensagem do empoderamento feminino.



Atualmente a banda está em estúdio no desenvolvimento de mais sons.

As características das composições são marcadas por questões sobre o feminismo, violência policial, desigualdade social, corrupção, imigração e todas as pendências que o homem gera perante o pensamento e ações de desequilíbrio que ele mesmo causa. Contudo, o grupo explicita a visão das mulheres da periferia de uma grande metrópole que passam essas situações diariamente. O som é isso, sem conto de fadas, sem romantização, apenas o punk cru e árduo, a ideologia a favor das minorias que cotidianamente sofrem com esses demasiados preconceitos enraizados na sociedade hipócrita que estamos inseridos.

A Ratas Rabiosas lida com evento de maneira igual, seja os de maior notoriedade ou mais os mais undergrounds. Tudo é na base “Faça Você Mesmo”, e cada manifestação de festivais ou shows ajuda a transpassar ainda mais as ideologias expressas do grupo.

Formação Atual:
Amanda (Guitarra e Voz)
Angelita (Baixo e Voz)
Lary (Bateria e Voz)

A banda tem um recado:
“Apoie as mulheres do undergroud, mas apoie verdadeiramente, sem distinguir, descriminar ou restringir. Unidas somos mais fortes! ”

Plataformas Virtuais:


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