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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Cracked Skull Metal: Grupo mineiro grava “Rise Up Revolution” no acampamento do MST

A banda Cracked Skull de Itaúna- MG divulgou há um mês atrás, o videoclipe de “Rise Up Revolution”. O mesmo foi dirigido por Richardson Pontone e gravado no Acampamento do MST Maria da Conceição em Itatiaiuçu, no interior de Minas Gerais.


O vídeo ingressa um diálogo da banda, segue por imagens às estradas de chão próximas ao local e passa por vários takes. Neles, exibem moshes, logos e frases de movimentos sociais, a rotina dos colaboradores do acampamento e finaliza com um coro “MST, a Luta é Pra Valer”. A interação da banda com o público presente fez com que cada pessoa representasse uma revolução em potencial.

Já a letra é bem sugestiva e casa exatamente com o clipe proposto, uma vez que “Rise Up Revolution” é, além de uma crítica a sociedade capitalista contemporânea, um convite a contestação e revolta contra todo tipo de opressão e submissão causada pela mesma. O instrumental pesado e rápido e os riffs agressivos e céleres ganham um tom caótico que permeia durante toda a apresentação.

Formação
Clênio (Baixo e Vocal)
Tarciso (Guitarra)
Marco Túlio (Bateria)


terça-feira, 5 de março de 2019

Cracked Skull: A farsa norte-americana e o lucrativo terrorismo

O grupo mineiro de Thrash/Death Metal Cracked Skull divulgou seu mais recente trabalho, o lyric vídeo da canção “Terrorism”. O trabalho foi feito de forma independente e mesclou imagens do grupo, com takes de lugares abandonados e registros de shows.


Presente no disco “Social Disruption”, a canção “Terrorism” preserva um instrumental constante e rápido mantendo uma coesão entre ambos, a música recorre em sua composição a fatores relacionados ao pavor proeminente do poderio econômico estadunidense. Visto que o mesmo utiliza o terrorismo, como ferramenta de lucro e até mesmo de coesão social. 


 
Foto 1: Facebook da banda
A banda Cracked Skull foi formada em 2014 na cidade de Itaúna- MG e carrega consigo a chama antifascista. Através disso, traz composições que remetem a lutas sociais, a liberdade e à oposição a qualquer tipo de preconceito. Os mineiros praticamente “racham a cabeça” com essas temáticas e consequentemente com a valorização do Metal Antifascista no Brasil. Como trabalho, os músicos possuem o full length “Social Disruption” lançado em 2017.

Formação Atual:
Clênio (Baixo e Vocal)
Tarciso (Guitarra)
Marco Túlio (Bateria)

Plataformas Virtuais:


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

1° Resistência Underground Fest: O Extermínio do Fascismo

Que a cadela do fascismo está sempre no cio, não restam dúvidas. E o que poderia acontecer nessa ascensão desse conservadorismo?



No interior de São Paulo, Fabio Luiz Montanari (Nuna Fanzine) resolveu criar algo que pudesse ir contra essa onda neofascista atuante. Como já está presente no M.R.U (Movimento de Resistência Underground) o produtor conhece bem o cenário independente do Metal brasileiro.

E não há lugar melhor para a escolha do local, como o município de Itapira- SP, cidade berço de grandes festivais, renomados eventos e de uma cena unida. Lá já se apresentaram bandas nacionais e internacionais, inclusive com contingente grande de público, sendo um dos mais lembrados, um show com quase 800 pessoas.

A interação camping, natureza, fazenda traz um âmago singular e identitário para o fest visto que o mesmo localiza-se na divisa de Itapira com Mogi-Guaçu- SP.

Outro fator a ser destacado é a pluralidade de estilos e a abrangência de ritmos, fugindo da segregação musical. O espaço geográfico também é bem descentralizado já que agrega bandas de outros estados, como Minas Gerais. A escolha dos grupos se deu baseado no MRU com três bandas do coletivo e metade de fora, todavia com a mesma chama antifascista.

A Cracked Skull realmente racha a “cuca” dos metalheads, os mineiros oriundos de Itaúna- MG fazem um som com muitas referências de Death Metal, com destaque para álbum “Social Disruption” resenhado pela Urussanga Rock Music. Também mineira, a Deadliness é um grande nome do Metal Brasileiro. O grupo possui quase trinta anos de estrada, nove demos e EPs além do full length “Guerreiros do Metal”.

A Vulture também é considerada um ícone do Death Metal nacional já que tem trabalhos muito bem elaborados, técnicos, concisos e que gradativamente se tornam parte do acervo musical dos amantes do estilo. Imagina rodar o disco “Test Of Fire” no possante ou o “Through The Eyes Of Vulture” com a ensurdecedora “Abençoado Seja O Homem Ateu”. Com essa época da ascensão do cristianismo na política, a música expressa a revolta da laicidade do Metal.

O “DIY” (Do It Yourself) estará presente no Grindcore/Punk/Crust da Ratas Rabiosas. A banda surgiu em 2013 com a ideia de algumas amigas que movidas contra o descontentamento e revolta em meio a atividade preconceituosa contra as minorias, resolveram criar um projeto para dar um basta nessas atrocidades. Elas têm como material lançado, o homônimo “Ratas Rabiosas” e a coletânea divulgada pela Utero Punk, “Mulheres em Perigo”.

Com o recente trabalho difundido, o EP “Hellcat Empire” da banda homônima foi muito marcante para os músicos. A banda, uma das pratas da casa, trabalha sua sonoridade através do Street Punk e West Coast Hardcore que é personificado através das suas músicas onde aborda o cotidiano, a intolerância e ódio na sociedade. Também advinda da região, a Wartheria aposta nas músicas cantadas em português, o que torna um diferencial em relação ao seu som. Este caracterizado através de um Thrash/Death Metal.

Os ingressos estão disponibilizados por apenas 15 reais (Com nome no mural do evento) e 20 reais na porta do mesmo. Então, além do preço acessível, da qualidade das bandas, da união antifascista e do camping diferenciado, o festival vai marcar uma nova época para o Metal, de resistência ante as garras do reacionarismo.


domingo, 5 de agosto de 2018

Cracked Skull: Rachando o Crânio Contra as Mazelas do Fascismo


Os mineiros do Cracked Skull desde 2014 estão ativos na cena de Itaúna, representando através de um Death/Thrash Metal toda a revolta contra o estado burguês vigente e as mazelas determinadas pelo mesmo.



Inspirados por Voivod, Death, Rush, Morbid Angel, Sepultura, Led Zeppelin, Frank Zappa, Nevermore, Krisiun e Entombed resolveram difundir seu primeiro material, denominarado “Social Disruption”. O full length contém nove canções e fora masterizado e mixado por André Cabelo (Estúdio Engenho).

Apresentando um prelúdio composto de sirenes e gritos que antecedem a primeira música, o álbum deixa explícita a mensagem refutadora trazida pela banda. “Dark 1964” é um registro das atrocidades ocorridas com o golpe de 64 e a instauração da Ditadura Militar no país. Apresentando um instrumental técnico que varia entre riffs céleres e ritmados, a faixa trata do desespero e estado de coerção vivido na época.

“Rise Up Revolution” é, além de uma crítica a sociedade capitalista contemporânea, um convite a contestação e revolta contra todo tipo de opressão e submissão causada pela mesma. A temática se alia perfeitamente ao instrumental pesado e rápido, que solidifica a faixa.

O quarto título, “A Flame In The Dark Ages” faz alusão a Idade Média, conhecida como “Idade das Trevas”. A faixa menciona pensadores (tais como Galileu Galilei e Copérnico) que, através de questionamentos, foram capazes de se sobressair em um período de retrocesso científico. A sonoridade é determinada através de riffs sequenciais até a entrada dos vocais ásperos de Clênio, a partir desse momento os solos constantes personificam um refrão intenso.

A quinta canção “Misery Of Mind” é a mais longa do disco. Uma das mais bem trabalhadas, tem seu início mais cadenciado, e de maneira célere dá espaço a takes agressivos que mesclam por um compassado sonoro. A composição ressalta de uma maneira direta a criação da igreja e do sistema capitalista como falácias criadas para dominar o ser humano e determinar sua conduta.

“Fascism” é um clássico do grupo. A canção ganhou um clipe em 2016 que exibe com imagens e ilustrações tudo o que ocorre com a Ucrânia e Síria, e o que os moradores das respectivas nações enfrentam com o governo totalitário e austero. Esse chauvinismo é explícito na letra que exibe as consequências das marcas do fascismo e a ascensão dessa “Serpente Negra” que ganha forças com o apoio da mídia. O instrumental relembra resquícios de groove mas intensifica riffs agressivos e potenciais.



Uma sonoridade catastrófica expõe “Selfish Gene” que mostra a velocidade característica do grupo. Nela há de perceber uma crítica veemente às pessoas que de maneira narcisista e egocêntrica buscam modificar a própria natureza visando a imortalidade.

A oitava faixa “Time Of Ignorance” enfatiza a estupidez como fruto de uma sociedade guiada pelo capital e altamente influenciada pelo sistema clérigo. Ela é mais curta, mantendo 02:54 min e possui riffs mais harmônicos e técnicos, o que a tornam uma das mais lentas do “Social Disruption”.

Encerrando o disco, “Terrorism” traz o desfecho da desgraça. Com um instrumental constante e rápido mantendo uma coesão entre ambos, ela recorre em sua composição a fatores relacionados ao pavor proeminente do poderio econômico estadunidense. Visto que o mesmo utiliza o terrorismo, como ferramenta de lucro e até mesmo de coesão social.  

A banda é composta por:
Clênio (Baixo e Vocal)
Tarciso (Guitarra)
Marco Túlio (Bateria)

Plataformas Virtuais:


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Cena Mineira: A Fúria do Underground

Nessa semana concretizamos mais uma parceria, dessa vez com o vocalista e baixista da banda Cracked Skull, Clênio Skull. O músico é colunista da mídia independente cultural Horizonte Paralelo e frequentemente estará divulgando seus textos aqui na Urussanga Rock Music. Confiram abaixo o texto escrito por ele:



Sem serem idealistas, os produtores de eventos e programas de entrevista estão fazendo acontecer. Eles não estão esperando a data ideal, o momento econômico ideal, a aceitação ideal… e estão fazendo acontecer. Sem grandes empresas por trás, sem grande mídia por trás, sem grandes selos por trás.

Nós, da banda Cracked Skull, estivemos no programa Papo Pesado, na cidade de Divinópolis/MG, no dia 20 de Janeiro, para uma entrevista, onde foi falado sobre a musicalidade da banda, sobre as ideias das letras, sobre a crítica ao conservadorismo, sobre a construção do álbum e sobre cervejas artesanal. Matheus Mihavecz e Kenderson Tadeu, fazem uma produção muito profissional e sempre focam as bandas independentes, underground e cervejas de verdade.

No dia 26 de Janeiro, a banda Cracked Skull se deslocou até a capital mineira, pra compor o cast do Circuito Panela Lisérgica, idealizado por Pedro Cataldo, que faz na raça, pouca grana e muita vontade, eventos que reúnem vários estilos de bandas autorais. O evento foi realizado na casa de shows Saramandaia, na avenida do contorno, Sta Efigênia. Local próximo à estação de metrô, de vários pontos de ônibus e muito bem localizada.

O cast contou com as bandas: Volac, Last Conscious, Scalped e Cracked Skull. O evento foi uma mistura de vários estilos do gênero Metal. Volac mandou um Black Metal direto, com timbres de guitarras ligadas no distortion no talo, vocal estilo black metal finlandês e bateria na metranca.

Cracked Skull mandou um Death/Thrash cadenciado, com vários arranjos na guitarra, bateria em contra tempos, hora rápida, hora em levadas compassadas e rica em arranjos nos pratos. O baixo é na palhetada, no ritmo dos quiques dos bumbos. Vocal gutural, com timbre cavernoso e furioso. O público agitava nos compassos cadenciados de forma insana. A banda está na estrada divulgando o disco Social Disruption, disco que clama a ruptura social, que trata do materialismo histórico, da dialética, da tragédia humana resultante entre as relações de força, entre dominados e dominantes.

Scalped, mandou um Death brutal, bateria acelerada, em alto volume, com um timbre de caixa impecável, fez a galera bater cabeça freneticamente. Com uma guitarra falando alto, em rifes matadores, solos bem harmônicos, o ritmo era sempre acelerado. O baixo da banda, desenha escalas agressivas e segura o grave de forma magistral. O vocal é impressionante, muitas variações de gutural, com sons que saem das entranhas e expressa bem a fúria do Scalped. A banda está divulgando o recém lançado Álbum Synchronicity of Autophagic Hedonism. O álbum é a expressão do caos político- social vivido no Brasil, a capa e contra capa expressam muito bem a sonoridade do disco divulgado no Panela Lisérgica.

Last Conscious me fez lembrar as levadas Thrash do antigo Entombed. A banda fechou a noite do Saramandaia e fez a galera já bêbada, cansada, com dores pelo corpo dos Mosh anteriores, agitar ainda mais, pois a levada da bateria é contagiante, incita o bate cabeça e rodas de mosh. O vocal é cavernoso, denso, no velho estilo Death Metal Old School. Guitarras com um timbre muito agressivos, seco e drive no talo, o baixo ainda fez uma boa cobertura com graves por trás dessas duas metralhadoras. A banda está divulgando seu EP Damn thoughts de 2017.

A cena vive, ferve, e a noite está sendo pequena nesses eventos independentes. Muitos amigos se encontram ali nos eventos underground, pra curtir, beber e dar aquela relaxada. É uma luta constante pra resistir a todas as dificuldades que a música independente underground vive. O final de noite é uma mistura de realização, de dever cumprido, com embriaguez, felicidade e longos papos de novas e velhas amizades que se encontram pra fazer ou curtir música sincera.

Clênio Skull- vocalista e baixista da banda Cracked Skull.

Matéria publicada no site independente horizonte paralelo.



domingo, 2 de julho de 2017

Cracked Skull

Metal originário de Itaúna – MG



Em abril de 2014, no interior mineiro os amigos Marco Túlio Costantin (Baterista) e Tarciso Guimarães (Guitarra) convidaram Clênio (Baixo e Vocal) para montar um projeto autoral intitulado Cracked Skull.

Os músicos possuem influências como Voivod, Death, Rush, Morbid Angel, Sepultura, Led Zeppelin, Frank Zappa, Nevermore, Krisiun e Entombed. Os integrantes possuem referências sonoras comuns, o que torna ainda mais peculiar o grupo.

Em relação à designação Cracked Skull, o nome foi escolhido devido ao intuito de “rachar a cabeça” para a compreensão de assuntos relacionados a questões comportamentais e existenciais. Para um aprofundamento essencial, é necessário entender o sistema, a sociedade e a história se desprendendo de idolatrias, subjetividade, mitos, e valores de submissão que nos estereotipam e nos impõe a hierarquias desumanas.

No início de 2016 os mineiros divulgaram o primeiro videoclipe, “Fascism” onde mostra com imagens o que acontece na Ucrânia e na Síria com seus governos austeros e ditadores.



Em novembro do mesmo ano, a banda difunde o seu novo clipe, trata-se de “Dark 1964”.



Recentemente o grupo lançou o primeiro álbum denominado “Social Disruption” contendo nove faixas, “Forge The Fury (Intro)”, “Dark 1964”, “Rise Up Revolution”, “A Flame In The Dark Ages”, “Misery Of Mind”, “Fascism”, “Selfish Gene”, “Time Of Ignorance” e “Terrorism”. Todo o material fora produzido de maneira independente no Estúdio Engenho (Estúdio pertencente de André Cabelo da banda Chakal). A arte ficou por conta de Matheus Pinheiro.



Atualmente os músicos estão no desenvolvimento do seu novo trabalho que sucederá a ruptura social e ingressará na ruptura com o estado burguês.

O som proposto pela banda é conciso, mescla Progressivo, Thrash e Death Metal. As suas respectivas composições são caracterizadas por um materialismo histórico, leitura concreta, fugindo de viagens astrais e subjetividades. Em suas abordagens traz a tona assuntos como a dominação de classe e toda a intensa desigualdade e o resultado devastador e sangrento da mesma. Além dessas questões, há ainda resquícios de maneira poética, a mudança, a transformação social, derrotar o fascismo e o nazismo, extinguir o racismo e homofobia, opor e romper com dogmas religiosos ou qualquer manifestação cristã e propor uma sociedade igual e humana.

19/07/17 – Lançamento do disco ao lado das renomadas bandas Nervochaos, Coldblood e Bloodshed.

Mesmo com a curta trajetória, o grupo já participou de grandes eventos e festivais como o Rise Up Rock n Roll, Porão do Rock em Betim – MG, Motorock Bar, Motoshow de Itaúna – MG, além de dividir palco com grandes nomes como Sexthrash, Sagrado Inferno, Scalped e DeadLiness.

Formação Atual:
Clênio (Baixo e Vocal)
Tarciso (Guitarra)
Marco Túlio (Bateria)

A banda tem um recado:
“Música não se limita a ser apenas mero cosmético, mas uma poderosa marreta para forjar a si mesmo e a sociedade para rumos progressistas e emancipador. “
Plataformas Virtuais:


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