A banda Cracked Skull de Itaúna- MG divulgou há um mês
atrás, o videoclipe de “Rise Up Revolution”. O mesmo foi dirigido por
Richardson Pontone e gravado no Acampamento do MST Maria da Conceição em
Itatiaiuçu, no interior de Minas Gerais.
O vídeo ingressa um diálogo da banda, segue por imagens às
estradas de chão próximas ao local e passa por vários takes. Neles, exibem
moshes, logos e frases de movimentos sociais, a rotina dos colaboradores do
acampamento e finaliza com um coro “MST, a Luta é Pra Valer”. A interação da
banda com o público presente fez com que cada pessoa representasse uma
revolução em potencial.
Já a letra é bem sugestiva e casa exatamente com o clipe
proposto, uma vez que “Rise Up Revolution” é, além de uma crítica a sociedade
capitalista contemporânea, um convite a contestação e revolta contra todo tipo
de opressão e submissão causada pela mesma. O instrumental pesado e rápido e os
riffs agressivos e céleres ganham um tom caótico que permeia durante toda a
apresentação.
O grupo mineiro de Thrash/Death
Metal Cracked Skull divulgou seu mais recente trabalho, o lyric vídeo da canção
“Terrorism”. O trabalho foi feito de forma independente e mesclou imagens do
grupo, com takes de lugares abandonados e registros de shows.
Presente no disco “Social
Disruption”, a canção “Terrorism” preserva um instrumental constante e rápido
mantendo uma coesão entre ambos, a música recorre em sua composição a fatores
relacionados ao pavor proeminente do poderio econômico estadunidense. Visto que
o mesmo utiliza o terrorismo, como ferramenta de lucro e até mesmo de coesão
social.
Foto 1: Facebook da banda
A banda Cracked Skull foi
formada em 2014 na cidade de Itaúna- MG e carrega consigo a chama antifascista.
Através disso, traz composições que remetem a lutas sociais, a liberdade e à
oposição a qualquer tipo de preconceito. Os mineiros praticamente “racham a
cabeça” com essas temáticas e consequentemente com a valorização do Metal
Antifascista no Brasil. Como trabalho, os músicos possuem o full length “Social
Disruption” lançado em 2017.
Os mineiros do Cracked Skull
desde 2014 estão ativos na cena de Itaúna, representando através de um
Death/Thrash Metal toda a revolta contra o estado burguês vigente e as mazelas
determinadas pelo mesmo.
Inspirados por Voivod, Death,
Rush, Morbid Angel, Sepultura, Led Zeppelin, Frank Zappa, Nevermore, Krisiun e
Entombed resolveram difundir seu primeiro material, denominarado “Social
Disruption”. O full length contém nove canções e fora masterizado e mixado por
André Cabelo (Estúdio Engenho).
Apresentando um prelúdio
composto de sirenes e gritos que antecedem a primeira música, o álbum deixa
explícita a mensagem refutadora trazida pela banda. “Dark 1964” é um registro
das atrocidades ocorridas com o golpe de 64 e a instauração da Ditadura Militar
no país. Apresentando um instrumental técnico que varia entre riffs céleres e
ritmados, a faixa trata do desespero e estado de coerção vivido na época.
“Rise Up Revolution” é, além
de uma crítica a sociedade capitalista contemporânea, um convite a contestação
e revolta contra todo tipo de opressão e submissão causada pela mesma. A
temática se alia perfeitamente ao instrumental pesado e rápido, que solidifica a faixa.
O quarto título, “A Flame In The
Dark Ages” faz alusão a Idade Média, conhecida como “Idade das Trevas”. A faixa
menciona pensadores (tais como Galileu Galilei e Copérnico) que, através de
questionamentos, foram capazes de se sobressair em um período de retrocesso
científico. A sonoridade é determinada através de riffs sequenciais até a
entrada dos vocais ásperos de Clênio, a partir desse momento os solos
constantes personificam um refrão intenso.
A quinta canção “Misery Of Mind”
é a mais longa do disco. Uma das mais bem trabalhadas, tem seu início mais
cadenciado, e de maneira célere dá espaço a takes agressivos que mesclam por
um compassado sonoro. A composição ressalta de uma maneira direta a criação da
igreja e do sistema capitalista como falácias criadas para dominar o ser humano
e determinar sua conduta.
“Fascism” é um clássico do
grupo. A canção ganhou um clipe em 2016 que exibe com imagens e ilustrações
tudo o que ocorre com a Ucrânia e Síria, e o que os moradores das respectivas
nações enfrentam com o governo totalitário e austero. Esse chauvinismo é
explícito na letra que exibe as consequências das marcas do fascismo e a
ascensão dessa “Serpente Negra” que ganha forças com o apoio da mídia. O
instrumental relembra resquícios de groove mas intensifica riffs agressivos e
potenciais.
Uma sonoridade catastrófica
expõe “Selfish Gene” que mostra a velocidade característica do grupo. Nela há
de perceber uma crítica veemente às pessoas que de maneira narcisista e
egocêntrica buscam modificar a própria natureza visando a imortalidade.
A oitava faixa “Time Of
Ignorance” enfatiza a estupidez como fruto de uma sociedade guiada pelo capital
e altamente influenciada pelo sistema clérigo. Ela é mais curta, mantendo 02:54
min e possui riffs mais harmônicos e técnicos, o que a tornam uma das mais
lentas do “Social Disruption”.
Encerrando o disco, “Terrorism”
traz o desfecho da desgraça. Com um instrumental constante e rápido mantendo
uma coesão entre ambos, ela recorre em sua composição a fatores relacionados ao
pavor proeminente do poderio econômico estadunidense. Visto que o mesmo utiliza
o terrorismo, como ferramenta de lucro e até mesmo de coesão social.
Em abril de
2014, no interior mineiro os amigos Marco Túlio Costantin (Baterista) e Tarciso
Guimarães (Guitarra) convidaram Clênio (Baixo e Vocal) para montar um projeto
autoral intitulado Cracked Skull.
Os músicos
possuem influências como Voivod, Death, Rush, Morbid Angel, Sepultura, Led
Zeppelin, Frank Zappa, Nevermore, Krisiun e Entombed. Os integrantes possuem
referências sonoras comuns, o que torna ainda mais peculiar o grupo.
Em relação à
designação Cracked Skull, o nome foi escolhido devido ao intuito de “rachar a
cabeça” para a compreensão de assuntos relacionados a questões comportamentais
e existenciais. Para um aprofundamento essencial, é necessário entender o
sistema, a sociedade e a história se desprendendo de idolatrias, subjetividade,
mitos, e valores de submissão que nos estereotipam e nos impõe a hierarquias desumanas.
No início de
2016 os mineiros divulgaram o primeiro videoclipe, “Fascism” onde mostra com
imagens o que acontece na Ucrânia e na Síria com seus governos austeros e
ditadores.
Em novembro do
mesmo ano, a banda difunde o seu novo clipe, trata-se de “Dark 1964”.
Recentemente o
grupo lançou o primeiro álbum denominado “Social Disruption” contendo nove
faixas, “Forge The Fury (Intro)”, “Dark 1964”, “Rise Up Revolution”, “A Flame
In The Dark Ages”, “Misery Of Mind”, “Fascism”, “Selfish Gene”, “Time Of
Ignorance” e “Terrorism”. Todo o material fora produzido de maneira
independente no Estúdio Engenho (Estúdio pertencente de André Cabelo da banda
Chakal). A arte ficou por conta de Matheus Pinheiro.
Atualmente os
músicos estão no desenvolvimento do seu novo trabalho que sucederá a ruptura
social e ingressará na ruptura com o estado burguês.
O som proposto
pela banda é conciso, mescla Progressivo, Thrash e Death Metal. As suas respectivas
composições são caracterizadas por um materialismo histórico, leitura concreta,
fugindo de viagens astrais e subjetividades. Em suas abordagens traz a tona
assuntos como a dominação de classe e toda a intensa desigualdade e o resultado
devastador e sangrento da mesma. Além dessas questões, há ainda resquícios de maneira
poética, a mudança, a transformação social, derrotar o fascismo e o nazismo,
extinguir o racismo e homofobia, opor e romper com dogmas religiosos ou
qualquer manifestação cristã e propor uma sociedade igual e humana.
19/07/17 –
Lançamento do disco ao lado das renomadas bandas Nervochaos, Coldblood e
Bloodshed.
Mesmo com a
curta trajetória, o grupo já participou de grandes eventos e festivais como o
Rise Up Rock n Roll, Porão do Rock em Betim – MG, Motorock Bar, Motoshow de
Itaúna – MG, além de dividir palco com grandes nomes como Sexthrash, Sagrado
Inferno, Scalped e DeadLiness.
Formação Atual:
Clênio (Baixo e
Vocal)
Tarciso
(Guitarra)
Marco Túlio (Bateria)
A banda tem um
recado:
“Música não se limita a ser apenas mero cosmético, mas uma poderosa marreta para forjar a
si mesmo e a sociedade para rumos progressistas e emancipador. “