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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Tandra: trama medieval marca videoclipe de estreia da banda

Na última sexta-feira (19), a banda curitibana de Folk metal, Tandra difundiu seu novo trabalho, trata-se do videoclipe da canção “Marching To Infinity”.

Foto/Divulgação

A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”.  Com alternações referentes à sonoridade, a música exprime um solo técnico e conceitual.

O videoclipe é o primeiro lançado pelos curitibanos, o trabalho teve sua estreia adiada devido a pandemia, mas com certeza, a espera valeu a pena. O resultado foi uma produção extraordinária, ambientada em um cenário deslumbrante. Além disso, o clipe, que acompanha a temática viking característica do grupo, conta com cenas de batalhas, takes da banda e uma dose extra de misticismo.


Sobre a banda

O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas.

Foto/Divulgação

Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio.

 

Formação atual:

Christopher Knop (Guitarra e Vocal)

Felipe Franco (Baixo e Vocal)

Max Waltrick (Bateria e Percussão)

Geferson Franco (Guitarra e Backing Vocal)

Felipe Ribeiro (Flauta e Backing Vocal)

Carlos Linzmeyer (Acordeom)

 

Plataformas digitais:

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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Slammer: celeridade e morbidez marcam o primeiro disco do grupo

No dia 28 de setembro de 2021, o Power Trio, Slammer de Curitiba – PR difundiu seu primeiro disco homônimo. Com onze faixas, o material consolida a banda como um dos grandes nomes do Metal Extremo brasileiro.

Foto/Divulgação

Ao dar play, já somos apresentados a “Storm From Las Palmeras” uma intro sinfônica, que através de uma sonoridade fúnebre, esboça a atmosfera que trará esse trabalho.

Logo em seguida, vem a faixa instrumental “1986”, que abre espaço para os riffs pesados e a bateria frenética de Hordak.

“Sons of Evil” é caracterizada por um refrão marcante e instrumental bem trabalhado. A composição trata da negação a fé, trazendo críticas a submissão imposta pela região.

A quarta faixa “Dominium” expõe uma sonoridade célere e evidencia os vocais graves de Urso, principalmente no verso “Dominium In The Name Of Satan”. Além disso, expõe a perspectiva de um cenário apocalíptico, em que a dor e a agonia prevalecem sob a humanidade.

“This Heaven Doesn’t Living in Me” possui um solo descomunal. A faixa flerta ao mesmo tempo com o primitivo Black Metal, mas também com o Heavy Metal oitentista em muitos de seus arranjos. A letra faz uma crítica ao tradicionalismo religioso, enfatizando a rejeição aos dogmas cristãos e a doutrinação da fé.

Uma de minhas preferidas, é a insaciável “Ignis Corporea” mais uma das quatro músicas inclusas no Ep “Passage Of Hell”, difundido no ano passado. A alternância entre os riffs e os incólumes versos de Urso protagonizam uma imersão surreal no instrumental. Em tradução livre do latim, o título da faixa significa “Corpos em Fogo”, a composição usa desse elemento como referência as chamas do inferno. Os corpos queimados criam um paralelo ao pecado e a negação divina.  

A sétima canção é “Throne In Flames”, um prato cheio para as rodas punks e moshes. É uma das mais rápidas do disco e é marcada pela presença sólida de Hordak nas baquetas, além do solo enérgico protagonizado por Zema no meio da mesma. A composição é recheada de alusões a símbolos cristãos, evidencia o desprezo pelo sagrado e a servidão de quem os segue.

“The Slammer” carrega riffs potenciais e os vocais novamente passam pelo crivo mórbido do grave. O refrão pegajoso, repete os versos homônimos à consonância de cada riff. A faixa surge como um hino ao triunfo da escuridão, a queda do divino e a consolidação do mal.

Com 06:20min, a mais longa do disco é “The Cursed Of Abbadon”. A faixa é a minha preferida, pois mantém uma pegada sólida de Heavy Metal ambientada por um instrumental agressivo e único. Assim como sua denominação explicita, a temática que a ronda, é baseada na história bíblica de Abaddon, anjo caído que merge de um abismo, evocando destruição e caos ao mundo.

A décima canção “La Oración de Los Hipócritas” é uma intro que traz em seus poucos versos, críticas e o escárnio em relação a dogmática do cristianismo. Ela antecede o fechamento do disco, a faixa “Father, Bastard and Holy Devil”. Considerada como uma baladinha mais from hell, a música extrai - se é que pode dizer isto aos 49 do segundo tempo, no término do álbum – em menos de três minutos, a essência mórbida e os vocais ásperos de Urso, em sincronia com riffs trabalhados e um instrumental que alterna ao passo de cada verso proferido. O “Pai”, o “Bastardo” e o “Santo Diabo”, são figuras que surgem em oposição a santíssima trindade católica, contrapondo o que eles representam e condenando seu discurso.

O material foi gravado no Las Palmeras Studio, em Assunção – PY e a arte feita por Thelma Roza.

 

Foto/Divulgação


Sobre a banda:

Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal está mais ativo do que nunca.

Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).

 

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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

She Is Dead: O videoclipe “Sweet” esboça a passividade da família tradicional

Na última quinta-feira (21), os curitibanos da She Is Dead lançaram seu novo videoclipe, trata-se da canção “Sweet”. Assim como “Runaway Sun”, a música será outra faixa presente no disco “First Day Of My Life”.

O clipe enfatiza a história de uma jovem garota que está com transtornos psicológicos e enfrenta consigo, a passividade de uma família tradicional e monótona que contrapõe a sua vida rebelde. Com takes de momentos específicos, o audiovisual exibe plot twists e ajuda na imersão da narrativa.

O Punk Rock e o Garage flertam de maneira recíproca na canção, uma vez que se convergem a um instrumental rápido e evidenciado pelos vocais rasgados. A letra tem uma grande conexão com o vídeo, pois explicita a vida de alguém que se cansou de repetir os mesmos erros cometidos pelas pessoas ao seu redor e decidiu não ser mais um fantoche na maçante e entediante rotina.

Foto/Divulgação

Sobre a banda

A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.

No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos divulgadas anteriormente.

 

Formação Atual:

Kim Tonietto (Baixo e Backing Vocal)

Ricky Volpato (Bateria)

Mau Carlakoski (Vocal e Guitarra)

 

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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

She Is Dead: Atmosfera noventista é enfatizada em videoclipe “Runaway Sun”

Há aproximadamente uma semana, a banda curitibana She Is Dead, divulgou o videoclipe da canção “Runaway”. A faixa estará inclusa no disco “First Day Of My Life”.

A música remete aos anos 90, uma mistura entre o Garage Punk e o Hardcore, com vocais ora rasgados, ora cadenciados e um instrumental célere, evidenciado por alternância entre os riffs. Bebendo da mesma influência noventista, o audiovisual exibe imagens pouco saturadas e efeitos que remetem à fase. Já a composição é marcada por momentos icônicos protagonizados através da amizade, toda a loucura e insensatez características da mesma.

A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.

No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos divulgadas anteriormente.

Foto/Divulgação

Formação Atual:

Kim Tonietto (Baixo e Backing Vocal)

Ricky Volpato (Bateria)

Mau Carlakoski (Vocal e Guitarra)

 

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Abraskadabra: Banda lança Set Us Free, 3º e último single do disco Make Yourself at Home

A banda curitibana de Ska Punk Abraskadabra lançou nesta semana a música “Set Us Free”, última amostra do aguardado disco “Make Yourself At Home”, que chega ao streaming e vinil, no dia 24 de setembro pelo selo americano Bad Time Records.

Foto: Roberto Gasparro

Ouça aqui: https://abraskadabra.com/

“Foi uma das primeiras músicas que tínhamos para o álbum, e acho que diz como o mundo está fodido agora, com absurdos e obscenidades acontecendo todos os dias, a extrema direita, o obscurantismo e o negacionismo”, fala o Abraskadabra.

Todos estes elementos, por outro lado, como comenta a banda, evocam o poder popular e evidencia como temos a capacidade de mudar isso e ir contra tais questões negativas ao país.

“E realmente fazer a diferença, como podemos ver no Chile agora, onde eles estão reescrevendo sua constituição depois de uma rebelião que quase derrubou o presidente e fizeram um plebiscito, e foi um movimento feito pelo povo. É lindo o que está acontecendo lá agora, e temos mais exemplos assim no mundo, então é possível, e talvez tenhamos que enfrentar essa transição, criação após destruição, assim esperamos”.

Sobre a sonoridade, a banda revela que é a primeira vez que misturam Bubblegum Pop com Ska, o que dá uma vibração animada, vocal marcante e trompetes melódicos.


O novo disco

“Make Yourself at Home” é o terceiro álbum de estúdio do Abraskadabra após 18 anos de estrada, três demos, dois EPs e dois full-lengths. Com o clima intimista, a banda quer que todos fiquem à vontade e sintam-se em casa.

Foto: Capa do disco "Make Yourself At Home"

O processo de composição começou há um ano e meio, mas foi acelerado durante a quarentena, quando o mundo parou. Sem bares, festas e shows, a música serviu de companheira para muita gente, e assim foi surgindo o conceito de “Make Yourself at home”.

“Queremos que o nosso público não apenas se sinta em casa, mas se encontre em casa, e seja novamente bem-vindo, agora à nossa nova casa”, diz o guitarrista e vocalista Eduardo “Du”.


A nova casa do Abraskadabra

E a nova casa do Abraskadabra agora se chama Bad Time Records. Uma gravadora americana especializada em Ska-Punk, focada em artistas que conversam com os novos tempos.

Serão 4 versões diferentes do disco em vinil colorido para o lançamento de "Make Yourself at Home", com distribuição nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, e é claro, no Brasil

O nome “Bad Time” faz piada com algo que o seu criador Mike Sosinski sempre ouvia quando decidiu abrir uma gravadora de Ska em 2018: “é uma má hora para esse gênero musical”.

Mike provou a todos que era possível mudar essa história e fez a sua própria hora. Hoje, a Bad Time Records é a casa dos principais nomes do Ska-Punk nos Estados Unidos, como We Are The Union, Bad Operation, Joystick, Catbite e Kill Lincoln, banda do próprio Sosinski.

“O timing é ótimo. Esse é o melhor momento para se lançar um disco de Ska desde o início da banda”, diz o guitarrista e vocal, Buga.

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segunda-feira, 9 de março de 2020

Tandra: A magia por trás do seu disco “Time And Eternity”

No final do ano passado, a banda curitibana de Folk Metal Tandra divulgou seu primeiro trabalho, trata-se do álbum “Time And Eternity”.

Time And Eternity
O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas.

Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio. A arte do álbum ficou por conta de Ewan Donnovan e o design por Max Waltrick.

A primeira faixa “The Summoning To The New Age” é a introdução do disco. Ela é instrumental e possui uma atmosfera única, com mistérios pairando através de sua sonoridade.

Entretanto, “Thunder’s Calling” é um chamado para os seres ancestrais e suas histórias gloriosas. O empirismo supera a força física, e a carga da alma é fortificada através dos ensinamentos do Deus Trovão. O instrumental da canção é um complemento à anterior, uma vez que em seu corpo sonoro traz a flauta e o acordeom, além da celeridade dos riffs no meio da mesma.

A terceira música “Time And Eternity” foi uma das primeiras a ser divulgadas, antecedendo o disco. Mais cadenciada, a faixa perambula referências à Ensiferum e em alguns momentos Skyforger, ou seja, uma sonoridade que vai desde os takes lentos até riffs mais crus com a inclusão de vocais ríspidos e de um coro em seu refrão. A composição permeia através de batalhas vencidas por guerreiros em busca da honra e do poder.

“Open The Bar” é uma das mais contagiantes do disco, já que a mesma fora criada no calor de um festival e enfatiza como tema principal a diversão e o fato de beber sem preocupações desnecessárias. No início é quase impossível não se remeter à Alestorm e o decorrer mantém certa influência, com gritos ásperos nos vocais, acordeom a todo vapor, e com o coro “Open The Bar, Open the Bar, Open The Bar...”a música se torna uma espécie de celebração para quem a ouve.



A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”.  Com alternações referentes à sonoridade, a música exprime um solo técnico e conceitual.

Simbólica e agitada, “The Forest Dance” é uma das melhores executadas pelos paranaenses. Com 04:21min, ela expõe um instrumental rápido, coeso e bem trabalhado. Sua letra remete ás criaturas da floresta que dançam e convidam a todos a ingressar numa magia, que de forma síncrona se ambienta ao esoterismo da natureza.

Definida como um prelúdio, “Last War Sacrifice” novamente faz alusão à clássicos do Folk, como é possível compará-la ao Manegarm e ao Skyforger quando os mesmos convergem suas músicas às raízes do estilo.

Com 08:24 min, “Winter Days” é a oitava faixa. A canção explicita a coesão, vocais graves, um instrumental agressivo e ao mesmo tempo cadenciado, além da atmosfera dançante peculiar no grupo. A magia da música evidencia, quando o acordeom assim como a flauta, complementam os riffs céleres. A composição é rica e traz uma história recheada de guerras e lutas contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no período, além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com sangue e suor terá deixado o seu legado.

Encerrando o disco, “Tears Of Sorrow” fecha de forma clínica com maestria. Depois de uma batalha vencida, vem a redenção. A música que é totalmente instrumental e possui riffs cadenciados conecta os ouvintes a um espectro de paz, proporcionado depois de todas as batalhas ocorridas.

Conceitual, original, mas ao mesmo tempo bebendo referência de bandas clássicas, o Tandra impressiona pela qualidade musical e compositora, e consequentemente pela criatividade do layout do encarte, o qual expõe cada música e sua figura artística.

Facebook da banda
Formação Atual:
Christopher Knop (Guitarra e Vocal)
Felipe Franco (Baixo e Vocal)
Max Waltrick (Bateria e Percussão)
Geferson Franco (Guitarra e Backing Vocal)
Felipe Ribeiro (Flauta e Backing Vocal)
Carlos Linzmeyer (Acordeom)

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Black Days: Em sua nova tour, banda retorna ao Sul para quatro shows

Com cinco anos de estrada e com um nome fincado no cenário do underground brasileiro, a Black Days carrega consigo a solidez e a experiência através dos seus respectivos trabalhos.

Foto Divulgação
O grupo nos concedeu uma entrevista e explanou sobre sua nova tour no Sul do Brasil, que com o apoio da Brasa Produtora, Trececompany e Monster Energy passará por quatro cidades.

A banda iniciou no final de 2014 e reuniu integrantes de grandes nomes do cenário underground atual, como o Gloria, o Savant Inc. e o Every Man is an Island. Quais os principais aditivos que cada um trouxe desses outros grupos para o projeto?
Black Days: O que mais conta na nossa nova pegada de som, é que cada um carrega consigo não só um gênero musical, mas sim muitos, todos na banda são muito versáteis e isso nos possibilita uma perspectiva maior sobre o assunto música.

O disco “Entidade” personificou o amadurecimento do trabalho de vocês, mais peso, mais coesão e bem diferente do Ep. Como foi o desenvolvimento da produção do material?
Black Days: Esse momento de criação e produção é maravilhoso e nos uniu muito, a maioria dos sons tipo (todos) fomos nós que produzimos, mas a visão final foi dada pelo Joao Milliet que deu a vida para cada faixa.

Em 2018, vocês juntamente do Bullet Bane deram início ao Coletivo Rajada que depois obteve a ingressão do Bayside Kings, do Manual e da Ponto Nulo No Céu. Quais são os principais resultados obtidos dessa parceria?
Black Days: Tocar para o público de outras bandas é muito bom para nós, porque aprendemos como cada rolê funciona, o Coletivo veio de uma conversa inicial das bandas e prosperou até o evento que aconteceu, no final de dezembro 2018/2019.

Durante a última passagem por Santa Catarina, vocês dividiram palco com o Ponto Nulo No Céu. E depois de um ano retorna para o Sul do Brasil, novamente com a parceria do Brasa Prods. Qual a expectativa para a nova mini tour?
Black Days: Nós fazemos esse trajeto para o Sul desde 2016 e a cada ida, nós sentimos cada vez mais o envolvimento da galera conosco e isso é incrível! De verdade.

Cartaz
Nessa tour o ânimo está ó...lááá em cima! Estamos sendo respaldados com a produção do BrasaProds e Trececompany + Monster, que dão todo apoio e suporte para que essa tour aconteça da melhor forma possível, criando uma experiência massa para quem vai nos shows.

Sabemos que São Paulo é um forte eixo da música nacional e as novas turnês tem se estendido para muito além do estado. Quais as principais diferenças entre o cenário underground pelas regiões que têm passado?
Black Days: É muito louco como cada rolê acontece de forma diferente. Em cada cidade que vamos, tipo interior de SP, na verdade no interior em geral, tudo é mais tranquilo (só não o bate cabeça rs) já em SP a gente precisa divulgar muito! Porque é certeza de outro evento no dia hahaha

Diferentemente, Floripa sempre teve a galera mais paz possível dentro da casa de show, a gente acaba se envolvendo com eles antes mesmo do show acontecer, criando assim um laço forte que cria o clima perfeito para quando entramos no palco.

Uma das peculiaridades do Black Days, é o fato do grupo investir em produção audiovisual. Vocês possuem vários videoclipes e trabalhos no YouTube, tais como a recente “Saturado”. Como vocês avaliam a difusão dos respectivos materiais audiovisuais? Qual a importância disso para o portfólio da banda?
Black Days: Imaginem só vocês que tocam, terem uma banda com quem faz foto, vídeo, mídias sociais, produção musical e produção para audiovisual? Perfeito né? Nós temos a felicidade de trabalharmos em paralelo à banda, com o digamos “audiovisual e produção” nós sentimos a necessidade de sempre vincularmos nossas músicas com os vídeos e outros materiais, tipo nosso merch.

Isso vem natural da gente e o melhor, temos muitos amigos que acreditam no nosso trampo e dão a maior força! Acreditamos também que todas as bandas devem mostrar suas músicas, através de bons vídeos (mesmo que de baixo custo).

Para os novos projetos, há algo concreto em desenvolvimento?
Black Days: Sim! Gravamos um single em dezembro de 2019, no estúdio do Dudu Borges, que grava vários artistas mainstream da atualidade em um projeto chamado “Start”. O single é intitulado como “Sorriso Falso”.


Atualmente estamos em produção de mais videoclipes e lives do “Entidade” e bem possível de subirmos um, até o final de março!

Formação Atual.
Bruno Figueiredo (Vocal)
João Bonafé (Baixo e Vocal)
Murilo Amancio (Guitarra)
Vitor Peracetta (Bateria)

Plataformas Virtuais.

Um recado para quem acompanha a Urussanga Rock Music.
Black Days: Muito legal esse espaço que vocês dão para as bandas nacionais, é isso que faz a cena continuar!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Bullet Bane: Banda paulistana retorna ao Sul do Brasil para quatro shows

A Brasa Produtora idealizada pela designer Nathalia Neiva trará ao Sul, uma das maiores bandas de HC, a Bullet Bane que recentemente se apresentou no Palco Supernova do Rock in Rio. Os shows acontecerão em quatro cidades, sendo elas, Balneário Camboriú- SC, Florianópolis- SC, Blumenau- SC e Curitiba- PR.

Cartaz
Nos eventos do dia 14, 15 e 17 além dos paulistas, os shows contarão com as bandas regionais Polen, Arconde e Escalpo. Complementando a tour, os grupos Imbimbo e Valeiras acompanharão os músicos na Tour.

A banda Bullet Bane carrega 10 anos de trajetória e soma três álbuns, sendo eles “New World Broadcast”, “Impavid Colussus” e o recente “Continental”. Esse último álbum personifica ainda mais o peso, a técnica e a potencialidade dos músicos, além é claro da aposta de fazer canções em português. Atualmente o grupo está no desenvolvimento de um novo material, que será intitulado “Ponto”, será o primeiro com o novo vocalista Arthur Mutanen.

Foto: Bruno Figueiredo
Em sua última passagem por SC, os músicos concederam uma entrevista para a Urussanga Rock Music e contaram um pouco do cenário paulistano, do álbum “Continental e da sensação de tocar no Sul do Brasil.


Para a elaboração da tour, a Brasa Produtora contou com o apoio de alguns parceiros, tais como Open Music Bar, iRock Produções e Southwind Records.

Shows:
14/11 (quinta-feira): Balneário Camboriú/SC no Open Music Bar;
15/11 (sexta-feira): Florianópolis/SC no Espaço Cultural 605;
16/11 (sábado) Blumenau/SC na Music Box;
17/11 (domingo) Curitiba/PR na Casinha.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Tandra: "Winter Days" é o novo trabalho dos vikings paranaenses

A banda paranaense de Folk Metal, Tandra, divulgou no dia 12 de setembro, seu novo single “Winter Days”. A música estará inclusa no disco “Time and Eternity” e está disponibilizada nas plataformas virtuais e de streaming.


Com 08:24 min, a canção explicita a coesão, vocais graves, um instrumental agressivo e ao mesmo tempo cadenciado, além da atmosfera dançante peculiar no estilo. A magia da música evidencia quando o acordeom assim como a flauta complementa os riffs céleres.

A composição é rica e traz uma história recheada de guerras e lutas contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no período, além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com sangue e suor terá deixado o seu legado.


Sobre a banda
Os vikings brasileiros do Tandra começaram o grupo em 2013, com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros grupos do estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas.

Divulgação
A banda já possui dois singles divulgados, “Open The Bar” e “Time To Eternity”, inclusive com a intitulação da última que será lançado o álbum dos músicos, o qual contará com nove faixas.

O grupo estará se apresentando no dia 19 de outubro no Rock In Helloween, em Pouso Redondo- SC. 

Formação:
Carlos Henrique Linzmeyer (Acordeon)
Christopher Schmitt Knop (Guitarra/Vocal)
Felipe Ribeiro (Flauta/Backing vocal)
Felipe Franco (Baixo/Vocal)
Gefferson Franco (Guitarra/Backing Vocal)
Max Waltrick (Bateria)


quarta-feira, 27 de março de 2019

Hillbilly Rawhide: O Country Rock enraizado na cultura paranaense

A banda Hillbilly Rawhide foi criada em 2003 na cidade de Curitiba- PR e carrega em sua bagagem diversos álbuns, videoclipes e histórias para contar.  Recentemente, os músicos se apresentaram no 13° Otacílio Rock Festival.

O vocalista e guitarrista Mutant Cox nos concedeu uma entrevista sobre a trajetória, experiência, cenário e novos projetos.

Foto 1: Facebook da Banda
 Primeiramente, agradeço pela disponibilidade pela entrevista. Vocês estão na estrada há 16 anos e carregam consigo a posição de banda precursora do Country Rock no Brasil. Como vocês avaliam o crescimento durante esse período?
Mutant Cox: Nós é que agradecemos pelo espaço! Sim, acho que pode se dizer que fomos os primeiros a fazer essa mistura do Country com Rock n Roll no Brasil, dessa forma como fazemos.

Começamos de uma maneira bem crua, na raça, tocando basicamente versões de Country Music, Psychobilly, Rock n Roll e fomos desenvolvendo aos poucos o estilo da banda e cada um no seu instrumento. E o que mais ajudou realmente foi a estrada, a constância de shows que sempre fizemos muito desde o começo da banda, sempre viajamos muito e tocamos fixo toda semana por uns 15 anos em Curitiba. Então, isso acho que é a melhor forma de firmar uma banda, entrosamento e tudo mais!

Sobre o estilo em questão, quais foram as principais dificuldades que vocês tiveram para expandir o Country Rock no país?
Mutant Cox: Dificuldade maior para nós, talvez seja um pouco de preconceito que algumas pessoas tenham pelo fato de tocarmos de chapéu, ou de sermos muito pesados... aquela história, muito Country para ser Rock, ou muito Rock pra ser Country! (risos)

Mas no fundo mesmo para mim, acho que isso não importa. Geralmente, as pessoas gostam da gente por se sentirem bem com nossa música ou se identificarem, independente de estilo, ou não, no caso tem várias pessoas que apreciam e vivem especialmente o nosso estilo de vida ou algo parecido. E isso também é muito legal! Mas respeitamos a todos, e sempre tivemos em vários tipos de ambientes, cena, etc.

Isso sempre fez parte de nossa história, a diversidade. E quanto ao estilo acho até que conseguimos expandir bastante. Criamos uma certa leva de pessoas, de várias tribos e estilos, que segue a gente sempre que podem, e várias bandas também que começaram a tocar algo próximo ao nosso estilo pelo país todo. E isso é muito bacana. Ainda vamos tocar muito por esse país também!

No Paraná, há uma espécie de Nashville brasileira. Bandas como vocês, Old Them Crap, Fabulous Bandits e Tiregrito são alguns nomes que surgiram com o estilo em comum. Há algum contato entre vocês e parceria?
Mutant Cox: Há sim, claro! Conhecemos todos eles. E tocamos junto várias das vezes que vamos tocar pela região deles e vice-versa. Sempre nos encontramos por essas estradas da vida! O Eduardo Ribeiro inclusive, que é do Them Old Crap, está tocando banjo e violão com a gente há mais de um ano. E já recrutou nosso baixista Osmar Cavera para tocar com eles também!

O primeiro material “High On The Road” divulgado em 2005 marcou o início do grupo com composições autorais difundidas. O que esse trabalho trouxe para a continuidade do projeto?
Mutant Cox: Esse é nosso primeiro lançamento, o famoso EP da latinha. Pois fazíamos as cópias numa forma bem caseira e cada um vinha numa latinha de ferro verde, com alguns brindes dentro dela, além do CD é claro, que sempre vinha adesivado como se fosse um vinil.

E contém nele, a faixa título "High on the Road", nossa primeira música autoral com letra (pois a instrumental "Fugindo com a Pacoteira" foi nossa primeira música própria), uma versão para o clássico de George Jones "White Lightning".

Essa canção foi a nossa primeira gravação, que entrou na época também num tributo que saiu na Alemanha ao Frantic Flintstones, banda inglesa de Psychobilly dos anos 80. Inclusive poucos anos depois, toquei baixo acústico com eles por alguns anos e o último com parte do Hillbilly Rawhide na formação, chegamos até a gravar um álbum com essa formação aqui em Curitiba e lançar em uma turnê na Europa.

E esse primeiro lançamento foi o impulso e também início de trabalhos de gravação e mixagem do nosso primeiro full album!

Em 2007, fora lançado o álbum “Ramblin' Primitive Outlaws”, o qual misturavam canções em português e inglês com tons humorísticos do cotidiano. Qual a experiência de ter em seu primeiro registro a difusão de um selo alemão?
Mutant Cox: Esse disco foi fundamental na nossa história! Pois estávamos já tocando com a banda a uns 3 anos e ainda não tínhamos um álbum. Também não tínhamos tantas músicas próprias, por isso até que ele além de misturar português com inglês, também mistura próprias e versões, como Johnny Cash, George Jones, Tall Boys, ou a clássica Rawhide! E foi lançado antes na Alemanha pelo selo de Psychobilly e Rockabilly: Crazy Love Records.

E pouco tempo depois no Brasil pela Funeral Music, que era na época o selo do Vladimir Urban, meu parceiraço de mais de 20 anos em outras duas bandas minhas, Os Catalépticos e Sick Sick Sinners! Lançamos em um show histórico no Psycho Carnival na época. Festival que acabamos de completar 20 anos todo carnaval em Curitiba! Ele também é organizado pelo Vladimir junto com o batera do Sick Sick Sinners, o Neri (Orleone Recz). Que também lançou nosso segundo lançamento, o EP "F.N.M.", o famoso "fenemê", que contém talvez nosso maior clássico, "O Enxofre e a Cachaça"!

Um dos maiores sucessos do grupo, “O Enxofre e a Cachaça” foi lançado em 2008 no Ep “FNM”. A música rapidamente ganhou notoriedade e levou grupo a ser reconhecido em todo o país. Como foi o procedimento de criação da mesma?
Mutant Cox: Essa música foi composta na verdade por outro parceiraço meu e da banda por toda nossa história também, o Ademir Tortato, vocalista e compositor do grande Ovos Presley, banda lendária do Psychobilly curitibano.


E eu na verdade ajudei ele com uma coisa ou outra só para finalizar a música. E assim que tocamos no primeiro ensaio dela, já saiu do jeito que ela é! E desde então sempre foi uma das músicas mais fortes e mais pedidas nos nossos shows, já era um 'clássico' desde o começo!

Depois disso, fora divulgado o álbum “Lost And Found” que trouxe à tona outro hit dos paranaenses, “Cavaleiros da Morte”, música que enfatiza histórias do estado do Paraná e sua cultura em geral. A inspiração para elaboração dela e de outras canções com a mesma temática partem de qual pressuposto?
Mutant Cox: O "Lost and Found" foi lançado numa época em que estávamos a algum tempo sem lançar algo novo, mas tínhamos algumas músicas e repertório novo para gravar, então fizemos uma gravação ao vivo em parceria com o estúdio Audio Ataque em Curitiba.


E contém também a primeira gravação de outro 'clássico' nosso, "Cavaleiros da Morte". Que é inspirada na história do Cerco da Lapa, uma guerra que aconteceu por aqui na região dos Campos Gerais no final dos anos de 1.800. E foi uma guerra muito sangrenta, que poucos sabem da história no resto do país. Achamos um tema muito forte também e importante de relembrar. Então nosso violinista Mark Cleverson veio com a ideia e a composição dessa música.

De 2012 para cá, três novos discos e algumas músicas inéditas, além da menção honrosa para o videoclipe de “O Enxofre e a Cachaça”. Isso proporcionou uma rápida ascensão ao patamar de ser um dos grupos mais respeitados do PR. Como foi a sensação de tocar pela primeira vez no Otacílio Rock Festival?
Mutant Cox: Exatamente, depois de tudo que lançamos, lugares que tocamos depois disso, a banda só ganhou mais respeito, e acho que merecido, pois a gente batalha demais! Estamos sempre tocando, viajando e lançando nosso material aonde podemos! Acho muito importante o reconhecimento e respeito que estamos tendo! Só nos dá mais força e inspiração pra seguir em frente e fazer muito mais!

E tocar no Otacílio Rock Festival foi como mais uma dessas etapas, desses passos que damos, pois era um festival que já conhecíamos pelo nome, primeiro porque sei que algumas outras bandas de Curitiba já tocaram antes e porque também somos fãs do bom e velho Metal! Então para nós foi além de um prazer, uma grande honra fazer parte de um festival basicamente de Metal! Nos sentimos em casa também!

Quais os novos projetos da banda.
Mutant Cox: A meta no momento é continuar divulgando nosso sétimo álbum "My name is Rattlesnake" por onde pudermos! E temos tocado bastante, muitos lugares pelo país afora, e agora em julho e agosto desse ano estaremos lançando ele numa turnê na Europa, passando por quase 10 países, começando no festival Psychobilly Meeting.

Foto 2: Facebook da banda
Um dos maiores festivais de Psychobilly que acontece todo ano no litoral espanhol, próximo à Barcelona. E nessa edição tocaremos numa noite especial 'brasileira' em homenagem aos 20 anos do Psycho Carnival! Inclusive eu também estarei tocando na mesma noite com minhas outras duas bandas, Sick Sick Sinners e Os Catalépticos, junto também com nossos comparsas do Mullet Monster Mafia, de Piracicaba/SP, que também estarão em turnê pela Europa na mesma época! Também pretendemos expandir mais as turnês!

Formação Atual.
Mutant Cox: Hoje contamos com Juliano Cocktail na bateria, Eduardo Ribeiro no banjo, violão e voz, e o mesmo trio base que originou o Hillbilly Rawhide final de 2002, Osmar Cavera no baixo acústico, Mark Cleverson no violino, e eu Ricardo "Mutant Cox" Huczok na voz, guitarra e violão.

Plataformas Virtuais:
Mutant Cox:                                                                        

Contato para shows pode ser com Orleone Recz no Facebook ou pelo email: sentaaporva@gmail.com. Ou com nossos contatos mesmo.

Um recado para quem nos acompanha.
Mutant Cox: Muito obrigado a todos da Urussanga Rock Music e do Otacílio Rock Festival! Principalmente por manter a cena viva! Longa vida e espero poder voltar tanto com o Hillbilly Rawhide como também com minhas outras bandas! Será sempre uma honra!


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