Na última sexta-feira (19), a banda curitibana de Folk
metal, Tandra difundiu seu novo trabalho, trata-se do videoclipe da canção
“Marching To Infinity”.
Foto/Divulgação
A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre
os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e
conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”.Com alternações referentes à sonoridade, a
música exprime um solo técnico e conceitual.
O videoclipe é o primeiro lançado pelos curitibanos, o
trabalho teve sua estreia adiada devido a pandemia, mas com certeza, a espera
valeu a pena. O resultado foi uma produção extraordinária, ambientada em um
cenário deslumbrante. Além disso, o clipe, que acompanha a temática viking
característica do grupo, conta com cenas de batalhas, takes da banda e uma dose
extra de misticismo.
Sobre a banda
O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um
projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do
estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em
geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra
de sete cordas.
Foto/Divulgação
Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full
length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado
por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio.
No dia 28 de setembro de 2021, o Power Trio, Slammer de
Curitiba – PR difundiu seu primeiro disco homônimo. Com onze faixas, o material
consolida a banda como um dos grandes nomes do Metal Extremo brasileiro.
Foto/Divulgação
Ao dar play, já somos apresentados a “Storm From Las
Palmeras” uma intro sinfônica, que através de uma sonoridade fúnebre, esboça a
atmosfera que trará esse trabalho.
Logo em seguida, vem a faixa instrumental “1986”, que abre
espaço para os riffs pesados e a bateria frenética de Hordak.
“Sons of Evil” é caracterizada por um refrão marcante e
instrumental bem trabalhado. A composição trata da negação a fé, trazendo
críticas a submissão imposta pela região.
A quarta faixa “Dominium” expõe uma sonoridade célere e
evidencia os vocais graves de Urso, principalmente no verso “Dominium In The
Name Of Satan”. Além disso, expõe a perspectiva de um cenário apocalíptico, em
que a dor e a agonia prevalecem sob a humanidade.
“This Heaven Doesn’t Living in Me” possui um solo
descomunal. A faixa flerta ao mesmo tempo com o primitivo Black Metal, mas
também com o Heavy Metal oitentista em muitos de seus arranjos. A letra faz uma
crítica ao tradicionalismo religioso, enfatizando a rejeição aos dogmas
cristãos e a doutrinação da fé.
Uma de minhas preferidas, é a insaciável “Ignis Corporea” mais
uma das quatro músicas inclusas no Ep “Passage Of Hell”, difundido no ano
passado. A alternância entre os riffs e os incólumes versos de Urso
protagonizam uma imersão surreal no instrumental. Em tradução livre do latim, o
título da faixa significa “Corpos em Fogo”, a composição usa desse elemento
como referência as chamas do inferno. Os corpos queimados criam um paralelo ao
pecado e a negação divina.
A sétima canção é “Throne In Flames”, um prato cheio para
as rodas punks e moshes. É uma das mais rápidas do disco e é marcada pela
presença sólida de Hordak nas baquetas, além do solo enérgico protagonizado por
Zema no meio da mesma. A composição é recheada de alusões a símbolos cristãos,
evidencia o desprezo pelo sagrado e a servidão de quem os segue.
“The Slammer” carrega riffs potenciais e os vocais
novamente passam pelo crivo mórbido do grave. O refrão pegajoso, repete os
versos homônimos à consonância de cada riff. A faixa surge como um hino ao
triunfo da escuridão, a queda do divino e a consolidação do mal.
Com 06:20min, a mais longa do disco é “The Cursed Of
Abbadon”. A faixa é a minha preferida, pois mantém uma pegada sólida de Heavy
Metal ambientada por um instrumental agressivo e único. Assim como sua
denominação explicita, a temática que a ronda, é baseada na história bíblica de
Abaddon, anjo caído que merge de um abismo, evocando destruição e caos ao
mundo.
A décima canção “La Oración de Los Hipócritas” é uma intro
que traz em seus poucos versos, críticas e o escárnio em relação a dogmática do
cristianismo. Ela antecede o fechamento do disco, a faixa “Father, Bastard and
Holy Devil”. Considerada como uma baladinha mais from hell, a música extrai - se
é que pode dizer isto aos 49 do segundo tempo, no término do álbum – em menos
de três minutos, a essência mórbida e os vocais ásperos de Urso, em sincronia com
riffs trabalhados e um instrumental que alterna ao passo de cada verso
proferido. O “Pai”, o “Bastardo” e o “Santo Diabo”, são figuras que surgem em oposição
a santíssima trindade católica, contrapondo o que eles representam e condenando
seu discurso.
O material foi gravado no Las Palmeras Studio, em Assunção
– PY e a arte feita por Thelma Roza.
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Sobre a banda:
Com 22 anos de banda, a Slammer dispensa comentários quando
o assunto é Metal Extremo. O grupo curitibano, conhecido por seus shows
artísticos e por letras que remetem a heresia mostra que o Death/Black Metal
está mais ativo do que nunca.
Em 2016, depois de um longo hiato Urso (Baixo e Vocal) e
Zema (Guitarra) resolveram se juntar novamente e resgatar aquele grupo que foi
um dos pioneiros do Metal paranaense. A ideia foi rapidamente colocada em
prática e com isso precisou-se de um baterista, de antemão decidiram por chamar
Bruno Hordak (Grimpha, Tripanossoma).
Na última quinta-feira (21), os curitibanos da She Is Dead
lançaram seu novo videoclipe, trata-se da canção “Sweet”. Assim como “Runaway Sun”,
a música será outra faixa presente no disco “First Day Of My Life”.
O clipe enfatiza a história de uma jovem garota que está
com transtornos psicológicos e enfrenta consigo, a passividade de uma família
tradicional e monótona que contrapõe a sua vida rebelde. Com takes de momentos
específicos, o audiovisual exibe plot twists e ajuda na imersão da narrativa.
O Punk Rock e o Garage flertam de maneira recíproca na
canção, uma vez que se convergem a um instrumental rápido e evidenciado pelos
vocais rasgados. A letra tem uma grande conexão com o vídeo, pois explicita a
vida de alguém que se cansou de repetir os mesmos erros cometidos pelas pessoas
ao seu redor e decidiu não ser mais um fantoche na maçante e entediante rotina.
Foto/Divulgação
Sobre a banda
A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com
referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e
Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário
do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.
No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois
materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is
Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos
divulgadas anteriormente.
Há aproximadamente uma semana, a banda curitibana She Is
Dead, divulgou o videoclipe da canção “Runaway”. A faixa estará inclusa no
disco “First Day Of My Life”.
A música remete aos anos 90, uma mistura entre o Garage
Punk e o Hardcore, com vocais ora rasgados, ora cadenciados e um instrumental célere,
evidenciado por alternância entre os riffs. Bebendo da mesma influência
noventista, o audiovisual exibe imagens pouco saturadas e efeitos que remetem à
fase. Já a composição é marcada por momentos icônicos protagonizados através da
amizade, toda a loucura e insensatez características da mesma.
A banda foi formada em 2019, na cidade de Curitiba- PR. Com
referências que vão de Tina Turner a Roy Orbison, passando por Radiohead e
Interpol até chegar à Pixies e Dead Kennedys, o grupo se consolida no cenário
do Rock, Punk, Dirty Rock e Hardcore.
No mesmo ano de surgimento, os músicos difundiram dois
materiais, os eps, “Living In My Hate” e “Forget Our Dreams”. Em 2021, a She Is
Dead lançou o full length denominado “Story Of Lies” que contém as duas demos
divulgadas anteriormente.
A banda curitibana de Ska Punk Abraskadabra lançou nesta
semana a música “Set Us Free”, última amostra do aguardado disco “Make Yourself
At Home”, que chega ao streaming e vinil, no dia 24 de setembro pelo selo
americano Bad Time Records.
“Foi uma das primeiras músicas que tínhamos para o álbum, e
acho que diz como o mundo está fodido agora, com absurdos e obscenidades
acontecendo todos os dias, a extrema direita, o obscurantismo e o negacionismo”,
fala o Abraskadabra.
Todos estes elementos, por outro lado, como comenta a
banda, evocam o poder popular e evidencia como temos a capacidade de mudar isso e ir
contra tais questões negativas ao país.
“E realmente fazer a diferença, como podemos ver no Chile
agora, onde eles estão reescrevendo sua constituição depois de uma rebelião que
quase derrubou o presidente e fizeram um plebiscito, e foi um movimento feito
pelo povo. É lindo o que está acontecendo lá agora, e temos mais exemplos assim
no mundo, então é possível, e talvez tenhamos que enfrentar essa transição,
criação após destruição, assim esperamos”.
Sobre a sonoridade, a banda revela que é a primeira vez que
misturam Bubblegum Pop com Ska, o que dá uma vibração animada, vocal marcante e
trompetes melódicos.
O novo disco
“Make Yourself at Home” é o terceiro álbum de estúdio do
Abraskadabra após 18 anos de estrada, três demos, dois EPs e dois full-lengths.
Com o clima intimista, a banda quer que todos fiquem à vontade e sintam-se em
casa.
Foto: Capa do disco "Make Yourself At Home"
O processo de composição começou há um ano e meio, mas foi acelerado
durante a quarentena, quando o mundo parou. Sem bares, festas e shows, a música
serviu de companheira para muita gente, e assim foi surgindo o conceito de “Make
Yourself at home”.
“Queremos que o nosso público não apenas se sinta em casa,
mas se encontre em casa, e seja novamente bem-vindo, agora à nossa nova casa”,
diz o guitarrista e vocalista Eduardo “Du”.
A nova casa do Abraskadabra
E a nova casa do Abraskadabra agora se chama Bad Time
Records. Uma gravadora americana especializada em Ska-Punk, focada em artistas
que conversam com os novos tempos.
Serão 4 versões diferentes do disco em vinil colorido para
o lançamento de "Make Yourself at Home", com distribuição nos Estados Unidos,
Reino Unido, Japão, e é claro, no Brasil
O nome “Bad Time” faz piada com algo que o seu criador Mike
Sosinski sempre ouvia quando decidiu abrir uma gravadora de Ska em 2018: “é uma
má hora para esse gênero musical”.
Mike provou a todos que era possível mudar essa história e
fez a sua própria hora. Hoje, a Bad Time Records é a casa dos principais nomes
do Ska-Punk nos Estados Unidos, como We Are The Union, Bad Operation, Joystick,
Catbite e Kill Lincoln, banda do próprio Sosinski.
“O timing é ótimo. Esse é o melhor momento para se lançar
um disco de Ska desde o início da banda”, diz o guitarrista e vocal, Buga.
No final do ano passado, a banda curitibana de Folk Metal
Tandra divulgou seu primeiro trabalho, trata-se do álbum “Time And Eternity”.
Time And Eternity
O grupo foi formado em 2013, com a ideia de criar um
projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros nomes do
estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em
geral, os curitibanos apostam na presença do acordeom, da flauta e da guitarra
de sete cordas.
Em outubro de 2019, os paranaenses divulgaram seu full
length “Time and Eternity” contendo nove faixas e gravado, mixado e masterizado
por Ivan Pellicioti no O Beco Estúdio. A arte do álbum ficou por conta de Ewan
Donnovan e o design por Max Waltrick.
A primeira faixa “The Summoning To The New Age” é a
introdução do disco. Ela é instrumental e possui uma atmosfera única, com
mistérios pairando através de sua sonoridade.
Entretanto, “Thunder’s Calling” é um chamado para os seres
ancestrais e suas histórias gloriosas. O empirismo supera a força física, e a
carga da alma é fortificada através dos ensinamentos do Deus Trovão. O
instrumental da canção é um complemento à anterior, uma vez que em seu corpo sonoro
traz a flauta e o acordeom, além da celeridade dos riffs no meio da mesma.
A terceira música “Time And Eternity” foi uma das primeiras
a ser divulgadas, antecedendo o disco. Mais cadenciada, a faixa perambula
referências à Ensiferum e em alguns momentos Skyforger, ou seja, uma sonoridade
que vai desde os takes lentos até riffs mais crus com a inclusão de vocais
ríspidos e de um coro em seu refrão. A composição permeia através de batalhas
vencidas por guerreiros em busca da honra e do poder.
“Open The Bar” é uma das mais contagiantes do disco, já que
a mesma fora criada no calor de um festival e enfatiza como tema principal a
diversão e o fato de beber sem preocupações desnecessárias. No início é quase
impossível não se remeter à Alestorm e o decorrer mantém certa influência, com
gritos ásperos nos vocais, acordeom a todo vapor, e com o coro “Open The Bar, Open
the Bar, Open The Bar...”a música se torna uma espécie de celebração para quem
a ouve.
A canção “Marching To Infinity” trata em sua essência sobre
os empecilhos que podem prejudicar a caminhada dos destinados às lutas e
conflitos, que os enfrenta com gana e “olhos de fogo”. Com alternações referentes à sonoridade, a
música exprime um solo técnico e conceitual.
Simbólica e agitada, “The Forest Dance” é uma das melhores
executadas pelos paranaenses. Com 04:21min, ela expõe um instrumental rápido,
coeso e bem trabalhado. Sua letra remete ás criaturas da floresta que dançam e
convidam a todos a ingressar numa magia, que de forma síncrona se ambienta ao
esoterismo da natureza.
Definida como um prelúdio, “Last War Sacrifice” novamente
faz alusão à clássicos do Folk, como é possível compará-la ao Manegarm e ao
Skyforger quando os mesmos convergem suas músicas às raízes do estilo.
Com 08:24 min, “Winter Days” é a oitava faixa. A canção
explicita a coesão, vocais graves, um instrumental agressivo e ao mesmo tempo
cadenciado, além da atmosfera dançante peculiar no grupo. A magia da música
evidencia, quando o acordeom assim como a flauta, complementam os riffs
céleres. A composição é rica e traz uma história recheada de guerras e lutas
contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no período,
além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com sangue e
suor terá deixado o seu legado.
Encerrando o disco, “Tears Of Sorrow” fecha de forma
clínica com maestria. Depois de uma batalha vencida, vem a redenção. A música
que é totalmente instrumental e possui riffs cadenciados conecta os ouvintes a
um espectro de paz, proporcionado depois de todas as batalhas ocorridas.
Conceitual, original, mas ao mesmo tempo bebendo referência
de bandas clássicas, o Tandra impressiona pela qualidade musical e compositora, e
consequentemente pela criatividade do layout do encarte, o qual expõe cada
música e sua figura artística.
Com cinco anos de estrada e com um nome fincado no cenário
do underground brasileiro, a Black Days carrega consigo a solidez e a
experiência através dos seus respectivos trabalhos.
Foto Divulgação
O grupo nos concedeu uma entrevista e explanou sobre sua
nova tour no Sul do Brasil, que com o apoio da Brasa Produtora, Trececompany e Monster Energy passará por
quatro cidades.
A
banda iniciou no final de 2014 e reuniu integrantes de grandes nomes do cenário
underground atual, como o Gloria, o Savant Inc. e o Every Man is an Island.
Quais os principais aditivos que cada um trouxe desses outros grupos para o
projeto?
Black
Days: O que mais conta na nossa nova pegada de som, é que cada um
carrega consigo não só um gênero musical, mas sim muitos, todos na banda são
muito versáteis e isso nos possibilita uma perspectiva maior sobre o assunto
música.
O
disco “Entidade” personificou o amadurecimento do trabalho de vocês, mais peso,
mais coesão e bem diferente do Ep. Como foi o desenvolvimento da produção do
material?
Black
Days: Esse momento de criação e produção é maravilhoso e nos
uniu muito, a maioria dos sons tipo (todos) fomos nós que produzimos, mas a
visão final foi dada pelo Joao Milliet que deu a vida para cada faixa.
Em
2018, vocês juntamente do Bullet Bane deram início ao Coletivo Rajada que
depois obteve a ingressão do Bayside Kings, do Manual e da Ponto Nulo No Céu.
Quais são os principais resultados obtidos dessa parceria?
Black
Days: Tocar para o público de outras bandas é muito bom para
nós, porque aprendemos como cada rolê
funciona, o Coletivo veio de uma conversa inicial das bandas e prosperou até o
evento que aconteceu, no final de dezembro 2018/2019.
Durante
a última passagem por Santa Catarina, vocês dividiram palco com o Ponto Nulo No
Céu. E depois de um ano retorna para o Sul do Brasil, novamente com a parceria
do Brasa Prods. Qual a expectativa para a nova mini tour?
Black
Days: Nós fazemos esse trajeto para o Sul desde 2016 e a cada
ida, nós sentimos cada vez mais o envolvimento da galera conosco e isso é
incrível! De verdade.
Cartaz
Nessa
tour o ânimo está ó...lááá em cima! Estamos sendo respaldados com a produção do
BrasaProds e Trececompany + Monster, que dão todo apoio e suporte para que essa
tour aconteça da melhor forma
possível, criando uma experiência massa para quem vai nos shows.
Sabemos
que São Paulo é um forte eixo da música nacional e as novas turnês tem se
estendido para muito além do estado. Quais as principais diferenças entre o
cenário underground pelas regiões que têm passado?
Black
Days: É muito louco como cada rolê acontece de forma diferente. Em cada cidade que vamos, tipo
interior de SP, na verdade no interior em geral, tudo é mais tranquilo (só não
o bate cabeça rs) já em SP a gente precisa divulgar muito! Porque é certeza de
outro evento no dia hahaha
Diferentemente,
Floripa sempre teve a galera mais paz possível dentro da casa de show, a gente
acaba se envolvendo com eles antes mesmo do show acontecer, criando assim um
laço forte que cria o clima perfeito para quando entramos no palco.
Uma
das peculiaridades do Black Days, é o fato do grupo investir em produção
audiovisual. Vocês possuem vários videoclipes e trabalhos no YouTube, tais como
a recente “Saturado”. Como vocês avaliam a difusão dos respectivos materiais
audiovisuais? Qual a importância disso para o portfólio da banda?
Black
Days: Imaginem só vocês que tocam, terem uma banda com quem faz
foto, vídeo, mídias sociais, produção musical e produção para audiovisual?
Perfeito né? Nós temos a felicidade de trabalharmos em paralelo à banda, com o
digamos “audiovisual e produção” nós sentimos a necessidade de sempre
vincularmos nossas músicas com os vídeos e outros materiais, tipo nosso merch.
Isso
vem natural da gente e o melhor, temos muitos amigos que acreditam no nosso
trampo e dão a maior força! Acreditamos também que todas as bandas devem
mostrar suas músicas, através de bons vídeos (mesmo que de baixo custo).
Para
os novos projetos, há algo concreto em desenvolvimento?
Black
Days: Sim! Gravamos um single em dezembro de 2019, no estúdio do
Dudu Borges, que grava vários artistas mainstream
da atualidade em um projeto chamado “Start”. O single é intitulado como
“Sorriso Falso”.
Atualmente
estamos em produção de mais videoclipes e lives
do “Entidade” e bem possível de subirmos um, até o final de março!
A Brasa Produtora idealizada pela designer Nathalia Neiva trará ao
Sul, uma das maiores bandas de HC, a Bullet Bane que recentemente se apresentou
no Palco Supernova do Rock in Rio. Os shows acontecerão em quatro cidades,
sendo elas, Balneário Camboriú- SC, Florianópolis- SC, Blumenau- SC e Curitiba-
PR.
Cartaz
Nos eventos do dia 14, 15 e 17 além dos paulistas, os shows
contarão com as bandas regionais Polen, Arconde e Escalpo. Complementando a
tour, os grupos Imbimbo e Valeiras acompanharão os músicos na Tour.
A banda Bullet Bane carrega 10 anos de trajetória e soma
três álbuns, sendo eles “New World Broadcast”, “Impavid Colussus” e o recente
“Continental”. Esse último álbum personifica ainda mais o peso, a técnica e a
potencialidade dos músicos, além é claro da aposta de fazer canções em
português. Atualmente o grupo está no desenvolvimento de um novo material, que
será intitulado “Ponto”, será o primeiro com o novo vocalista Arthur Mutanen.
Foto: Bruno Figueiredo
Em sua última passagem por SC, os músicos concederam uma
entrevista para a Urussanga Rock Music e contaram um pouco do cenário
paulistano, do álbum “Continental e da sensação de tocar no Sul do Brasil.
Para a elaboração da tour, a Brasa Produtora contou com o
apoio de alguns parceiros, tais como Open Music Bar, iRock Produções e
Southwind Records.
Shows:
14/11 (quinta-feira): Balneário Camboriú/SC no Open Music
Bar;
15/11 (sexta-feira): Florianópolis/SC no Espaço Cultural
605;
A banda paranaense de Folk Metal, Tandra, divulgou no dia
12 de setembro, seu novo single “Winter Days”. A música estará inclusa no disco
“Time and Eternity” e está disponibilizada nas plataformas virtuais e de
streaming.
Com 08:24 min, a canção explicita a coesão, vocais graves,
um instrumental agressivo e ao mesmo tempo cadenciado, além da atmosfera
dançante peculiar no estilo. A magia da música evidencia quando o acordeom
assim como a flauta complementa os riffs céleres.
A composição é rica e traz uma história recheada de guerras
e lutas contra os pregadores psicóticos, contra toda a escravidão presente no
período, além de fomentar a honra e o orgulho de um respectivo povo que com
sangue e suor terá deixado o seu legado.
Sobre a banda
Os vikings brasileiros do Tandra começaram o grupo em 2013,
com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani,
Equilibrium, entre outros grupos do estilo. Com uma proposta referenciada através
do Folclore e das culturas em geral, os curitibanos apostam na presença do
acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas.
Divulgação
A banda já possui dois singles divulgados, “Open The Bar” e
“Time To Eternity”, inclusive com a intitulação da última que será lançado o
álbum dos músicos, o qual contará com nove faixas.
O grupo estará se apresentando no dia 19 de outubro no Rock In Helloween, em Pouso Redondo- SC.
A
banda Hillbilly Rawhide foi criada em 2003 na cidade de Curitiba- PR e carrega
em sua bagagem diversos álbuns, videoclipes e histórias para contar. Recentemente, os músicos se apresentaram no 13° Otacílio
Rock Festival.
O
vocalista e guitarrista Mutant Cox nos concedeu uma entrevista sobre a
trajetória, experiência, cenário e novos projetos.
Foto 1: Facebook da Banda
Primeiramente, agradeço pela
disponibilidade pela entrevista. Vocês estão na estrada há 16 anos e carregam
consigo a posição de banda precursora do Country Rock no Brasil. Como vocês
avaliam o crescimento durante esse período? Mutant
Cox:
Nós é que agradecemos pelo espaço! Sim, acho que pode se dizer que fomos os
primeiros a fazer essa mistura do Country com Rock n Roll no Brasil, dessa
forma como fazemos.
Começamos
de uma maneira bem crua, na raça, tocando basicamente versões de Country Music,
Psychobilly, Rock n Roll e fomos desenvolvendo aos poucos o estilo da banda e
cada um no seu instrumento. E o que mais ajudou realmente foi a estrada, a
constância de shows que sempre fizemos muito desde o começo da banda, sempre
viajamos muito e tocamos fixo toda semana por uns 15 anos em Curitiba. Então,
isso acho que é a melhor forma de firmar uma banda, entrosamento e tudo mais!
Sobre
o estilo em questão, quais foram as principais dificuldades que vocês tiveram
para expandir o Country Rock no país?
Mutant
Cox:
Dificuldade maior para nós, talvez seja um pouco de preconceito que algumas
pessoas tenham pelo fato de tocarmos de chapéu, ou de sermos muito pesados...
aquela história, muito Country para ser Rock, ou muito Rock pra ser Country! (risos)
Mas no
fundo mesmo para mim, acho que isso não importa. Geralmente, as pessoas gostam
da gente por se sentirem bem com nossa música ou se identificarem, independente
de estilo, ou não, no caso tem várias pessoas que apreciam e vivem
especialmente o nosso estilo de vida ou algo parecido. E isso também é muito
legal! Mas respeitamos a todos, e sempre tivemos em vários tipos de ambientes,
cena, etc.
Isso
sempre fez parte de nossa história, a diversidade. E quanto ao estilo acho até
que conseguimos expandir bastante. Criamos uma certa leva de pessoas, de várias
tribos e estilos, que segue a gente sempre que podem, e várias bandas também
que começaram a tocar algo próximo ao nosso estilo pelo país todo. E isso é
muito bacana. Ainda vamos tocar muito por esse país também!
No
Paraná, há uma espécie de Nashville brasileira. Bandas como vocês, Old Them
Crap, Fabulous Bandits e Tiregrito são alguns nomes que surgiram com o estilo
em comum. Há algum contato entre vocês e parceria?
Mutant
Cox:
Há sim, claro! Conhecemos todos eles. E tocamos junto várias das vezes que
vamos tocar pela região deles e vice-versa. Sempre nos encontramos por essas
estradas da vida! O Eduardo Ribeiro inclusive, que é do Them Old Crap, está
tocando banjo e violão com a gente há mais de um ano. E já recrutou nosso
baixista Osmar Cavera para tocar com eles também!
O
primeiro material “High On The Road” divulgado em 2005 marcou o início do grupo
com composições autorais difundidas. O que esse trabalho trouxe para a continuidade
do projeto?
Mutant
Cox:
Esse é nosso primeiro lançamento, o famoso EP da latinha. Pois fazíamos as
cópias numa forma bem caseira e cada um vinha numa latinha de ferro verde, com
alguns brindes dentro dela, além do CD é claro, que sempre vinha adesivado como
se fosse um vinil.
E
contém nele, a faixa título "High on the Road", nossa primeira música
autoral com letra (pois a instrumental "Fugindo com a Pacoteira" foi
nossa primeira música própria), uma versão para o clássico de George Jones
"White Lightning".
Essa canção
foi a nossa primeira gravação, que entrou na época também num tributo que saiu
na Alemanha ao Frantic Flintstones, banda inglesa de Psychobilly dos anos 80. Inclusive
poucos anos depois, toquei baixo acústico com eles por alguns anos e o último
com parte do Hillbilly Rawhide na formação, chegamos até a gravar um álbum com
essa formação aqui em Curitiba e lançar em uma turnê na Europa.
E esse
primeiro lançamento foi o impulso e também início de trabalhos de gravação e
mixagem do nosso primeiro full album!
Em
2007, fora lançado o álbum “Ramblin' Primitive Outlaws”, o qual misturavam
canções em português e inglês com tons humorísticos do cotidiano. Qual a
experiência de ter em seu primeiro registro a difusão de um selo alemão?
Mutant
Cox:
Esse disco foi fundamental na nossa história! Pois estávamos já tocando com a
banda a uns 3 anos e ainda não tínhamos um álbum. Também não tínhamos tantas
músicas próprias, por isso até que ele além de misturar português com inglês,
também mistura próprias e versões, como Johnny Cash, George Jones, Tall Boys,
ou a clássica Rawhide! E foi lançado antes na Alemanha pelo selo de Psychobilly
e Rockabilly: Crazy Love Records.
E
pouco tempo depois no Brasil pela Funeral Music, que era na época o selo do
Vladimir Urban, meu parceiraço de mais de 20 anos em outras duas bandas minhas,
Os Catalépticos e Sick Sick Sinners! Lançamos em um show histórico no Psycho
Carnival na época. Festival que acabamos de completar 20 anos todo carnaval em
Curitiba! Ele também é organizado pelo Vladimir junto com o batera do Sick Sick
Sinners, o Neri (Orleone Recz). Que também lançou nosso segundo lançamento, o
EP "F.N.M.", o famoso "fenemê", que contém talvez nosso
maior clássico, "O Enxofre e a Cachaça"!
Um
dos maiores sucessos do grupo, “O Enxofre e a Cachaça” foi lançado em 2008 no
Ep “FNM”. A música rapidamente ganhou notoriedade e levou grupo a ser
reconhecido em todo o país. Como foi o procedimento de criação da mesma?
Mutant
Cox:
Essa música foi composta na verdade por outro parceiraço meu e da banda por
toda nossa história também, o Ademir Tortato, vocalista e compositor do grande
Ovos Presley, banda lendária do Psychobilly curitibano.
E eu
na verdade ajudei ele com uma coisa ou outra só para finalizar a música. E
assim que tocamos no primeiro ensaio dela, já saiu do jeito que ela é! E desde
então sempre foi uma das músicas mais fortes e mais pedidas nos nossos shows,
já era um 'clássico' desde o começo!
Depois
disso, fora divulgado o álbum “Lost And Found” que trouxe à tona outro hit dos
paranaenses, “Cavaleiros da Morte”, música que enfatiza histórias do estado do
Paraná e sua cultura em geral. A inspiração para elaboração dela e de outras
canções com a mesma temática partem de qual pressuposto?
Mutant
Cox:
O "Lost and Found" foi lançado numa época em que estávamos a algum
tempo sem lançar algo novo, mas tínhamos algumas músicas e repertório novo para
gravar, então fizemos uma gravação ao vivo em parceria com o estúdio Audio
Ataque em Curitiba.
E
contém também a primeira gravação de outro 'clássico' nosso, "Cavaleiros
da Morte". Que é inspirada na história do Cerco da Lapa, uma guerra que
aconteceu por aqui na região dos Campos Gerais no final dos anos de 1.800. E
foi uma guerra muito sangrenta, que poucos sabem da história no resto do país.
Achamos um tema muito forte também e importante de relembrar. Então nosso
violinista Mark Cleverson veio com a ideia e a composição dessa música.
De
2012 para cá, três novos discos e algumas músicas inéditas, além da menção
honrosa para o videoclipe de “O Enxofre e a Cachaça”. Isso proporcionou uma
rápida ascensão ao patamar de ser um dos grupos mais respeitados do PR. Como
foi a sensação de tocar pela primeira vez no Otacílio Rock Festival?
Mutant
Cox:
Exatamente, depois de tudo que lançamos, lugares que tocamos depois disso, a
banda só ganhou mais respeito, e acho que merecido, pois a gente batalha
demais! Estamos sempre tocando, viajando e lançando nosso material aonde
podemos! Acho muito importante o reconhecimento e respeito que estamos tendo!
Só nos dá mais força e inspiração pra seguir em frente e fazer muito mais!
E
tocar no Otacílio Rock Festival foi como mais uma dessas etapas, desses passos
que damos, pois era um festival que já conhecíamos pelo nome, primeiro porque
sei que algumas outras bandas de Curitiba já tocaram antes e porque também
somos fãs do bom e velho Metal! Então para nós foi além de um prazer, uma
grande honra fazer parte de um festival basicamente de Metal! Nos sentimos em
casa também!
Quais
os novos projetos da banda.
Mutant
Cox:
A meta no momento é continuar divulgando nosso sétimo álbum "My name is
Rattlesnake" por onde pudermos! E temos tocado bastante, muitos lugares
pelo país afora, e agora em julho e agosto desse ano estaremos lançando ele
numa turnê na Europa, passando por quase 10 países, começando no festival
Psychobilly Meeting.
Foto 2: Facebook da banda
Um dos
maiores festivais de Psychobilly que acontece todo ano no litoral espanhol,
próximo à Barcelona. E nessa edição tocaremos numa noite especial 'brasileira'
em homenagem aos 20 anos do Psycho Carnival! Inclusive eu também estarei
tocando na mesma noite com minhas outras duas bandas, Sick Sick Sinners e Os
Catalépticos, junto também com nossos comparsas do Mullet Monster Mafia, de
Piracicaba/SP, que também estarão em turnê pela Europa na mesma época! Também
pretendemos expandir mais as turnês!
Formação
Atual.
Mutant
Cox:
Hoje contamos com Juliano Cocktail na bateria, Eduardo Ribeiro no banjo, violão
e voz, e o mesmo trio base que originou o Hillbilly Rawhide final de 2002,
Osmar Cavera no baixo acústico, Mark Cleverson no violino, e eu Ricardo
"Mutant Cox" Huczok na voz, guitarra e violão.
Contato
para shows pode ser com Orleone Recz no Facebook ou pelo email:
sentaaporva@gmail.com. Ou com nossos contatos mesmo.
Um
recado para quem nos acompanha.
Mutant
Cox:
Muito obrigado a todos da Urussanga Rock Music e do Otacílio Rock Festival!
Principalmente por manter a cena viva! Longa vida e espero poder voltar tanto
com o Hillbilly Rawhide como também com minhas outras bandas! Será sempre uma
honra!