Mostrando postagens com marcador Homem Lixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homem Lixo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Projeto Pancada: Músicos lançam single de estreia

No dia 04 de junho, dois nomes conhecidos do cenário musical catarinense, o vocalista e guitarrista Alex Cole, o baterista Gabriel Klein e o baixista Franck Vieira colocaram em prática, mais um trabalho mútuo, o Projeto Pancada.

Foto/Divulgação

A ideia desenvolvida no período da pandemia ganhou corpo e trouxe à tona, o intuito de convidar amigos a participar das canções. 

Para a difusão do projeto, nada melhor que um videoclipe. Surge assim então, o single “Pancada”, dirigido e editado por Doug Theiss. O clipe conta com as participações de Anie Pukal nos vocais, de Cícero nos solos e do icônico Quique Brown, ao término do vídeo.


Com uma sonoridade violenta, recheada de celeridade e peso, a banda ingressa no cenário catarinense, da forma que os músicos mais se identificam, com o Punk cru, o Hardcore Raiz e agora, com parcerias de figuras ilustres e importante do underground.

A canção “Pancada” estará inclusa no primeiro álbum do projeto, intitulado “Caos Geral”. O disco será lançado ainda nesse ano, pelo selo Velvet Discos.

 

Plataformas Virtuais:

Facebook

Instagram

YouTube


domingo, 1 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: A edição inédita de um gigante dos festivais catarinenses

Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.

Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido, trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.

A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no cenário catarinense.

Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big four catarinense (Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)” completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo público.


Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.

Divulgação

Sexta-Feira

A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público. Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de SC.

Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.

Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.

A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34 anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze anos.

O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada, o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente, por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.



Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde 2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo quatro faixas.

Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no Heavy/Thrash Metal.

O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.

Sábado

O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense. 


A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul. Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com oito faixas autorais.

Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.

Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100 Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”, além de um álbum Ao Vivo.

O litoral catarinense também produz som de peso! Prova disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em 1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum “Dark Victory Day”.

Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos. Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The Rapture of Undead's Bride”.


A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP “Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que também lançaram o álbum “Fronteira Final”.

A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e “Spirit of Light” (2015).

Advinda de São Paulo, a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP “Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).


Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia, anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”, “Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".

A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”, “Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes da capital paulista.


Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani, que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música, surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse” (2018).



Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.


Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum ao vivo.

Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco, intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de sofrimento.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos, uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.

A última banda a esse exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth, Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo

Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e algumas músicas autorais.

Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos, instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.

Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão o Hardcore/Trash.

A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente arrastada e sombria.


No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos. Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.

Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam) aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.

Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Turba Iracunda: A Resistência Antifascista Latino-Americana

Em setembro a Urussanga Rock Music esteve cobrindo o River Rock Festival e conhecemos a banda Turba Iracunda de Buenos Aires- ARG.


Os músicos estão na ativa há mais de 14 anos e trazem consigo a chama do HC/Metal de protesto, quebrando os pilares da burguesia. Inclusive os músicos na entrevista abaixo respondida por Cepe, nos contaram um pouco sobre a revolução latino-americana, a situação política atual no continente e sobre a sensação de tocar em um dos maiores festivais do Brasil. 


Primeiramente muito obrigado pela entrevista. Como foi o surgimento da banda?Turba Iracunda: Olá, a banda começou há quase 15 anos. O guitarrista Gedy tinha sido parte juntamente com Igal de uma banda de Hardcore (Confusão Mental) no início dos anos 90, quando este movimento surgiu aqui na Argentina. Com o fim da banda, Gedy, Oscar e Cepe iniciaram um novo projeto com Igal na bateria, Tincho na guitarra e um baixista. Nasce a Turba Iracunda.

Quais foram as principais influências musicais?
Turba Iracunda: A variedade de gostos musicais dentro da banda é vasta como Punk, Heavy Metal e Hardcore influenciado por bandas como Rage Against the Machine, Sepultura, The Exploited, Suicidal Tendencies, Madball, La Polla Records, The Ramones e muitos outros.

E sobre os discos. Quantos e quais trabalhos vocês já divulgaram nesses 14 anos de trajetória?
Turba Iracunda: Nós lançamos um álbum “Desde El Fondo Del Basurero”, dois Eps “Tu Eres La Antorcha” e “Canciones Para Oprimidos”, esse último em distribuição no Brasil. O grupo também participou de algumas compilações.

Em setembro, vocês tocaram no River Rock Festival em Indaial. Qual o feedback de vocês sobre o evento? Na Argentina, os festivais são semelhantes com o nosso?
Turba Iracunda: A verdade é que encontramos excelentes pessoas, como uma grande família. Além dos irmãos que fizeram a nossa participação, os organizadores do festival e as pessoas que estavam presentes nos trataram muito bem. Para nós foi uma experiência inesquecível, infelizmente na Argentina não acontece esse tipo de festival.

E falando no Brasil. Hoje em nosso país há uma ascensão do fascismo na política, militares surgem para pregar os pilares da extrema direita. E recentemente vocês passaram pelo mesmo problema na Argentina. De acordo com as composições que vocês possuem e pela ideologia que pregam, qual a opinião sobre essa ascensão do conservadorismo na América do Sul?
Turba Iracunda: Estamos muito mal, a Direita avançou na América Latina oprimindo a todos os povos, manipulando meios para seu interesse, reprimindo os protestos e censurando as pessoas que pensam diferente. Além disso estão fechando centros e espaços culturais e para nós resta ser a resistência e lutar contra isso novamente.

Pela proximidade geográfica entre os dois países, vocês acreditam que ainda há uma barreira de difusão de bandas entre Brasil e Argentina?
Turba Iracunda: Totalmente, ambos os países estão perdendo bandas excelentes. No entanto, isso nós podemos mudar ao convidar bandas brasileiras a tocar na Argentina e vice-versa.

Quais os novos projetos do grupo? Há algum material sendo desenvolvido?
Turba Iracunda: No momento estamos finalizando o nosso segundo disco, com 14 músicas em nosso estilo, a essência do furioso Hardcore Punk de protesto.

Formação Atual.
Turba Iracunda: A formação conta com Igal (Bateria), Jota (Baixo), Gedy e Tincho (Guitarras), Oscar e Cepe (Vocais).

Plataformas Virtuais.

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade para a entrevista. Se puder, deixe um recado para quem nos acompanha.
Turba Iracunda: Eternamente grato a todos os irmãos que tornaram a viagem em terras brasileiras possível, fortalecemos o laço com eles e conhecemos pessoas excelentes. Devemos mencionar as seguintes bandas parceiras: F.A.R.P.A, Homem Lixo e Chute no Rim, que fizeram isso acontecer. Também agradecemos imensamente a Urussanga Rock Music pela entrevista.


sexta-feira, 3 de março de 2017

Homem Lixo (Resenha)

Resenha do álbum “Homem Lixo” da banda homônima.



De Rio do Sul, surge um pessoal demasiadamente peculiar, com letras regadas a experiências pessoais, cachaça e abordagens anticapitalistas.

O grupo de hardcore Homem Lixo surgiu em 2010, com o intuito de apresentar músicas sarcásticas, irônicas e cômicas, sem ambições. O nome um tanto incomum da banda, surgiu através de um personagem que lhes chamava a atenção durante os ensaios, tratava-se de um mendigo que era invisível aos olhos da sociedade, que defasada exclui as pessoas marginalizadas.

Uma característica dos músicos é a apresentação nos palcos com sacos de lixo, o que torna o espetáculo mais ímpar. Os membros da banda são André [China] (Vocal), Franck (Baixo e Voz), Alex (Guitarra e Vocal) e Gabriel (Bateria).

Nestes sete anos, o grupo já lançou três Eps e um full length denominado “Homem Lixo”, no qual possui 15 músicas, obtendo duas faixas extra, “Cubatão” e “Gás Metano”.  O disco fora lançado no ano de 2016 de maneira independente. 
Abaixo está a resenha do mesmo:

A faixa de introdução do álbum, “Abre o Olho pra Vida”, já mostra a personalidade da banda, que traz uma sonoridade rápida e vocais fortes. A temática da letra, se forma em tom de aviso ao repetir majoritariamente o verso que dá nome à faixa “Abre o olho pra vida senão vai se fuder”.

A segunda faixa, intitulada “Apagão”, apresenta vocais mais limpos concomitantes à sonoridade sólida e ágil. A temática da letra, assim como o título expõe, trata de forma bem-humorada as situações propiciadas pelo colapso de energia.

“Drogas Legais”, a terceira faixa do disco, segue com vocais predominantemente limpos e instrumental rápido durante os breves 1:15 min de música. A canção surge como uma crítica ao intenso comércio de medicamentos que causam dependência, porém são distribuídos de forma lícita, já que servem para nutrir a indústria farmacêutica.

Os vocais timbrosos dão o ar inicial de “Cachaça”. Predominantemente, a letra ressalta os benefícios da aguardente que na música é mencionada de maneira icônica e como uma forma de sanar os problemas. A canção possui um videoclipe com a participação das bandas Leptospirose e Invasores de Cérebros, o mesmo obtém sete mil visualizações no Youtube. Tal clipe foi gravado em torno de um bar na cidade de Rio do Sul-SC.



A quinta faixa “Úteros Malditos” trata-se de uma intro da canção seguinte “Empadinha de gente”. Ela traz trechos de uma reportagem de 2012 que noticiava o esquartejamento por parte de uma seita, que pregava “a purificação e diminuição populacional”.

Continuando com a mesma temática da intro, a sétima canção ressalta o ato de canibalismo propagado por pessoas que se apresentavam de forma inocente, através de atitudes clérigas, todavia se revelaram verdadeiros psicopatas. O instrumental é uma junção de riffs brutais complementado de um vocal cru, mais intenso que os outros.

Uma das mais conteudistas é “Homem Lixo”, a homônima em seus instrumentos é marcada de forma ríspida e brutal. A letra embasa a triste realidade dos moradores de rua e a exclusão social notável da sociedade que oculta a existência de tais.

A oitava faixa “Mais Um No Mundo” é uma metáfora com o atual cenário político nacional. A música mostra um descontentamento de um típico cidadão brasileiro pobre, sem esperança de futuro. A potencialidade e a agressividade são características marcantes com a sonoridade da mesma.

“Boqueteira” é uma canção cômica onde expõe, de forma autoexplicativa, os desejos sexuais de uma mulher que é viciada em sexo oral.  A música é mais lenta e mantém trechos de sexo em grande parte dela.

A décima faixa é intitulada “Gás Metano”. Ela aborda questões sobre o meio ambiente, tratando a emissão de gases soltados pelos gados e os danos que causam à atmosfera.  O instrumental é linear, pesado e árduo.

Um clássico que não pode faltar nos shows do grupo, é a faixa “Trabalho”. A mesma exibe traços nítidos de desigualdade social e má distribuição de renda. O trabalhador citado na canção é a personificação da exploração frequente, enraizada na sociedade. A sonoridade é singular e agressiva fazendo com que o ouvinte se aproxime da realidade expressada. Ela possui duas mil visualizações no YouTube.



“Sai Que Vou Vomitar” recria uma situação rotineira dos bares, onde a pessoa bebe demais misturando várias bebidas e no fim regurgita e passa mal.  O instrumental é caracterizado pela celeridade e rapidez que a música se sucede.

A décima terceira canção é denominada “Mula Manca”. A faixa mostra resquícios de zoofilia caracterizados por um rapaz entorpecido que não conseguia controlar seus impulsos sexuais. Os riffs são ágeis e intensos, alternando em vários momentos da música.

A faixa seguinte “Morte Não Tem Nome” denota a inevitabilidade da morte e sua imprevisibilidade como nos versos “Não tente correr, não tente rezar”.  São 02:02 min de petardos sonoros e brutalidade do instrumental.

A décima quinta música trata de uma doença transmitida pelo Aedes aegypti, a “Chikungunya”. A canção é instrumental e interliga com a próxima faixa do disco, “Cubatão”.



A primeira canção bônus, “Cubatão”, é um cover de Psychic Possessor. Ela ressalta um problema ambiental, que é o descarte indevido do lixo urbano na cidade, a qual é conhecida por já ter sido considerada a mais poluída do mundo. A banda fez um videoclipe com restos de lixo e entulhos advindo da catástrofe ambiental, que ocorreu devido as enchentes em Santa Catarina, no ano de 2011.  O clipe obtém a marca de nove mil visualizações.

O encerramento do disco e a última faixa bônus é “Gás Metano”, música esta que repete, porém possui a participação especial do ex guitarrista Márcio Schwinden que faleceu em 2012.

A arte foi elaborada por Renan Alves e a foto pelo ex baterista Doug Theiss.

As plataformas virtuais da banda estão abaixo:



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte II)

Depois de uma noite regada a muita chuva e episódios cômicos, como a barraca toda alagada, o segundo dia do festival deu as caras.




Acordamos ao som do grupo Jhonny Bus de Lages, a banda mostrou ao público a essência do Rock n Roll, Hard Rock e Heavy Metal através de covers de bandas consagradas do estilo. Contudo, devido ao horário, o público ainda estava um pouco disperso.



De Rio do Sul - SC, surgiu a segunda atração do dia. A Homem Lixo surpreendeu a todos com o som proposto e a caracterização com sacos de lixo. No show, os músicos tocaram clássicos como “Cubatão”, “Gás Metano” e no final do espetáculo, com a empolgante “Trabalho”. O espírito hardcore ascendeu no Otacílio Rock Festival e as pessoas puderam assistir a apresentação de uma das maiores bandas catarinense do estilo.



A terceira banda fora uma prata da casa, a “Atho” de Matheus Muniz trouxe toda a psicodelia possível para o evento. Os músicos são remanescentes da Angels Guardian e da Dr Fantasy. O grupo apresentou apenas canções autorais, inclusive “Anger”, “Lost My Voice” e “Free And Wild”. Porém a última música foi uma homenagem a uma das maiores bandas catarinenses de Metal, o Orquidea Negra com “Surrender”.



Em seguida subiu ao palco uma das bandas mais aguardadas do festival e também um prodígio do Rock n Roll/Metal catarinense. As canções exibidas foram as presentes no disco “Intacto” lançado em 2015, dentre elas destacam-se a “Intacto” e a saideira “Um Grito Na Noite” na qual levou os fãs a loucura e possibilitou a participação especial inusitada de Deca, guitarrista do Baranga. Vale ressaltar ainda um episódio incomum, donde os músicos solicitaram ajuda do público de uma maneira bem-humorada, devido a falhas mecânicas na Kombi que os locomovia.  O show foi simplesmente destruidor, apesar de um incidente no início da performance envolvendo a guitarra de Watson, porém logo se estabilizaram e o grupo mostrou novamente a força da música chapecoense.



A Baranga expôs seus principais sons, como “Três Oitão”, “Sexo e Rock n Roll”, “Filho Bastardo” e “Chute na Cara”.  A apresentação foi digna de um grupo de Rock n Roll, uma vez que todo o espetáculo dos músicos fora regado a cerveja, interação hílare com o público e exibição de qualidade denotando toda a experiência musical de cada membro.




Os paulistas da Ancesttral trouxeram o Thrash Old School provindo de muita velocidade, potencialidade e celeridade. Ao longo de toda a sua atuação puderam tocar notáveis canções, a banda abriu a apresentação com “What Will You Do?”, seguido por “The Famous Unknown”, “Demolition Man” e após um setlist eletrizante, encerraram a apresentação com a intensa “Bloodshed and Violence”.





O encerramento do festival fora com um fenômeno do Metal Nacional. Com quase 32 anos de carreira, nove álbuns lançados e um nome enraizado na história musical, a Attomica mostrou para o que veio e similarmente ao início do grupo, desmantelaram Otacílio Costa.  A banda apresentou clássicos como “The Last Samurai”, “Children Assassins”, “Deathraiser” entre outros. E em cada riff de Marcelo Souza sentia a alma brutal complementada aos vocais ríspidos de Andre, dando todas as qualidades e técnicas possíveis. De acordo com o grupo, se depender deles, estarão sempre em SC.




Os números do festival foram satisfatórios já que atingiu números esplêndidos. Ou seja, 1500 headbangers puderam se divertir e desfrutar das atrações musicais, gastronomia diversificada, venda de materiais físicos, camping e diversões radicais que o festival disponibiliza. Esse será o primeiro de muitos que nós da Urussanga Rock Music esperamos assistir.

Créditos na Foto: Cena Livre


DEIXE SEU LIKE

ESTATÍSTICAS