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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: O Metal Nacional está mais vivo do que nunca

Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.


Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC, nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o Ratos de Porão fazia sua apresentação.


Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele, há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as edições anteriores.

Sexta-Feira

A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são suas principais características. 


Pogo Zero Zero (SC)
A noite iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.

Sábado

Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com referências de várias vertentes do Metal.


Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo videoclipe.

A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”, além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole (Homem Lixo).


100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico, na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.


Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas canções.


The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River Rock Festival.

As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio Tiberius com seu novo canal.

Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim, como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.


Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente, foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim, mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.


Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”, entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas apresentações.


Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.


Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival (Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).

Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock, mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência, conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos pilares do Metal gaúcho.


Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.


Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito peso e agressividade.


Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.

Domingo

O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau- SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label Society.


AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som. O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.


Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar. Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do .
grupo. 
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se referem a melancolia e a realidade.


Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela presença do violino.


No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda Pantera através de seu estilo marcante.


Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07 de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos maiores festivais do Sul Brasileiro. 


domingo, 1 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: A edição inédita de um gigante dos festivais catarinenses

Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.

Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido, trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.

A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no cenário catarinense.

Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big four catarinense (Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)” completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo público.


Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.

Divulgação

Sexta-Feira

A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público. Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de SC.

Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.

Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.

A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34 anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze anos.

O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada, o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente, por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.



Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde 2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo quatro faixas.

Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no Heavy/Thrash Metal.

O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.

Sábado

O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense. 


A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul. Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com oito faixas autorais.

Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.

Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100 Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”, além de um álbum Ao Vivo.

O litoral catarinense também produz som de peso! Prova disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em 1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum “Dark Victory Day”.

Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos. Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The Rapture of Undead's Bride”.


A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP “Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que também lançaram o álbum “Fronteira Final”.

A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e “Spirit of Light” (2015).

Advinda de São Paulo, a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP “Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).


Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia, anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”, “Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".

A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”, “Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes da capital paulista.


Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani, que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música, surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse” (2018).



Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.


Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum ao vivo.

Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco, intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de sofrimento.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos, uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.

A última banda a esse exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth, Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo

Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e algumas músicas autorais.

Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos, instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.

Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão o Hardcore/Trash.

A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente arrastada e sombria.


No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos. Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.

Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam) aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.

Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Rhestus: Banda chega ao fim, mas o legado continua

O grupo catarinense Rhestus divulgou na última sexta-feira (29), uma notícia que abalou as estruturas do Metal Catarinense e do cenário do underground nacional, o grupo em suas redes sociais, veio por nota divulgar o término das suas atividades.

Foto 1: Facebook da banda
Por 26 anos, SC cantou seus clássicos, “Bullet In Point”, “Games Of Joy, Games At War”, “Insane War”, “Hate, Is What I Feel”, “Eternal Sorrow”, “Paying With The Life”, que carinhosamente a banda Balboa’s Punch fez um videoclipe do tributo ou quaisquer outras canções que marcaram a ingressão dos headbangers no status de ícone do estilo.

As apresentações recheadas de manifestações artísticas, os riffs pesados, as turnês e festivais que estiveram presentes, além do carisma dos membros, hoje dá lugar a saudade. Diante de um cenário muitas vezes desafiador, que preconiza um nicho específico de estilo e oposto à predominantes estilos do mainstream, a Rhestus deixa seu legado como de dever cumprido.

Na nota, os músicos expõem essa escolha a uma série de fatores, como modificações na formação, a logística de shows e ensaios, dificuldades em manter uma estrutura para equipamentos, a relação com a vida pessoal e como consequência disso, a falta de apoio para o Heavy Metal.  No entanto, não é um adeus, pode ser um “até logo”, mas o encerramento do grupo exibe um assunto importantíssimo a ser debatido no espectro do Rock/Metal.

Foto 2: Facebook da banda
Alguns comentários trouxeram à tona experiências, vivências com os músicos, nostalgias e opiniões sobre o término do grupo:

“Parabéns Rhestus pelo grande legado e bela história na música de SC! Como amigo e admirador do trabalho e da postura da banda e dos amigos integrantes e ex-integrantes, parabenizo a todos, e espero que em breve possamos presenciar o ressurgimento da Rhestus! Foi uma honra e uma satisfação poder ter dividido o palco tantas vezes com vocês, e um legado de admiração, amizade e respeito que sempre estará presente! Muito obrigado, amigos! ” (Deny Rodrigo Bonfante, guitarrista da Perpetual Dreams)

“Putz, entendo bem os motivos, mas não deixo de ficar triste!!! Entram para a história e o legado permanece. ” (Alexei Leão, vocalista da Xei & Sons In Black)

“Amigos...uma grande perda, para todos, difícil, depois de todos esses anos acompanhando a banda, para mim algo muito triste...espero que retornem logo. ” (Tuka Hardt, baixista e vocalista da Volkmort).

“Neste momento que estou comentando esta notícia tem 47 compartilhamentos, se fosse divulgação de um show? Nem 5!” (Culver Yu, baterista da Steel Warrior)

“Ícone do metal nacional e catarinense, obrigado por todos esses maravilhosos álbuns, grandiosos shows, e a amizade de alguns componentes, quem sabe esse adeus, não seja um até logo, desejo a todos o melhor sempre Resthus” (Alexandre Ripper, vocalista da Witches Town)

“Cara, é uma grande perda não só para Cena Catarinense mas pro Brasil. O cenário apodrece e só ficam minhocas e sanguessugas.  Esperamos ver os membros ainda presentes nos roles e saber que muitas outras bandas que venham a surgir nesses próximos anos possam homenagear e segurar essa bandeira que vocês ergueram. ” (Bruno Jankauskas, guitarrista da Viletale)

A nós da Urussanga Rock Music fica a mais singela homenagem, a última entrevista que vocês concederam. O grande bate-papo que tivemos no 15° River Rock Festival, que renderam muitas risadas, brincadeiras, história sobre a trajetória e consequentemente o lema que vocês sempre nos deixaram. 




sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Fatal Encarnad: Em Terra de Festival, o Death Metal é a Lei


Com certeza o River Rock Festival foi berço de grandes bandas e impulsionador de muitas outras. A Fatal Encarnad de Indaial é uma dessa que em quase 10 anos de história explicita a chama do Metal Extremo.


O vocalista Marcelo nos concedeu uma entrevista e contou um pouco sobre a sua trajetória, sobre o futuro do metal catarinense, sobre a ascensão do conservadorismo e os novos projetos do grupo do Vale de SC.

Créditos: Perfil da Banda no Facebook


Primeiramente obrigado pela entrevista. A Fatal Encarnad propõe um Death metal cru e sólido. Através de bandas como o Vader, Sarcófago, Entombed, Sodom, Cannibal Corpse, Deicide como influência. De que forma vocês incorporam isso nas composições?
Marcelo: Um olá para todos! Sou Marcelo, baixista e vocal da Fatal Encarnad.
Temos uma forma própria de som, mas usamos mais como referência essas bandas, para se manter na mesma linha, já que é o tipo de música que gostamos de ouvir e tentamos passar o que gostamos em nossas músicas, mas de uma maneira nossa de tocar e compor.

Atualmente a banda possui dez anos de estrada e no ano passado difundiu o EP “Carnage Of War”. Como foi o procedimento de desenvolvimento do trabalho e se havia alguma canção dos primórdios do grupo presente no Ep?
 Marcelo: As músicas foram compostas no decorrer do tempo, algumas mais atuais outras mais do início. Queríamos ter gravado já há algum tempo mais houveram algumas mudanças na banda e tivemos que esperar o momento certo para gravar. Na gravação tentamos passar o máximo que podemos do Death Metal que sabemos fazer e também deixar com qualidade para que fosse um material bom de se ouvir e curtir.

Recentemente a banda se apresentou no River Rock Festival, evento protagonizado na cidade de Indaial- SC, onde vocês são originários. Pela proximidade com o fest, qual a análise sobre a edição desse ano e consequentemente qual sensação de dividir o palco com bandas como Sepultura e ReyToro?
 Marcelo: O River Rock Festival sempre teve edições muito boas, mas esse ano foi um novo passo para o festival com estrutura própria e um ambiente muito bom para curtir as bandas, na minha opinião um dos melhores que já fizeram e acredito que vai crescer cada vez mais. Os organizadores estão de parabéns!   Foi uma honra participar e dividir o palco não só com esses nomes, mas com todas as bandas que tocaram.

Ainda sobre o cenário independente, como vocês enxergam o Metal Catarinense atual? Quais as principais dificuldades enfrentadas?
 Marcelo: Em Santa Catarina atualmente temos ótimas bandas, sempre segue forte. Mas as maiores dificuldades são poucos shows e eventos.Temos ótimos festivais, mas pouca casa de show reservado para o metal, e quando tem vai pouca gente.

Vocês disponibilizaram um webclipe da música “Genocide Mass” que contêm cenas de guerras e conflitos. Hoje nós vivemos uma situação totalmente indelicada, onde há políticos que pregam valores e morais cristãs e ameaçam a democracia. Essa música é um petardo direto nos ouvidos de quem ouve. Como vocês enfatizam essa crescente ascensão do movimento cristão-conservadorismo?
Marcelo: Bom, fui vítima do conservadorismo, o Webclip foi interessante que logo que postei alguém me denunciou e foi bloqueado no YouTube por algum tempo por excitar a violência sendo que no real apenas mostramos a verdade das guerras e conflitos, a verdadeira face humana. Mas postei na página da banda, até bloquearem está lá e logo vou tentar postar no YouTube novamente, assim que desbloquearem minha conta ou postarei em outra conta.

Sou contra qualquer movimento que repreenda a liberdade de escolha, coisa que qualquer pessoa que conhece um pouco da história humana vai saber que nosso bem mais precioso é a liberdade. Os próprios conservadores serão vítimas do que eles mesmos defendem quando tiverem uma opinião diferente das maiorias.

Atualmente, há produção de algum material novo para a difusão?
Marcelo: Estamos compondo, assim que puder iniciaremos as gravações, mas no momento estamos vendo como vai ser, porque o Gabriel que era nosso baterista provavelmente não vai seguir com a banda, está com compromissos e estudando, se aparecer algum show importante ele até faz a batera por enquanto, mas provavelmente teremos que achar um outro batera.

Formação Atual.
Marcelo (Baixo e Vocal)
Marlon (Guitarras)

Plataformas Virtuais.
Marcelo: Temos músicas no YouTube, na minha página Marcelo Leatherface e na da banda. Logo estará à disposição no Spotify ,Deezer, Google Play, Soudcloud entre outros, só estou esperando o prazo de liberação que essas plataformas dão para liberar aí divulgarei nas mídias sociais.

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade da entrevista de vocês. Se puderem, deixem um recado para quem nos acompanha.
Marcelo: Quero agradecer a equipe da Urussanga Rock Music pela atenção com a banda, e a todos que seguem a Urussanga,,. continuem assim, vejam as publicações, comente e divulguem por que são essas mídias que fazem a diferença, são elas que dão ênfase as bandas e ajudando a conhecer um pouco delas, essas mídias que ajudam a divulgar os festivais e fortalecer a cena. Abraço a todos “Death Metal Rules!”


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 3)

Depois de um sábado muito agitado, o domingo ressurge com o cantar dos pássaros, com a poesia de Hugo Deigman, com o ronco dos metalheads e com aquela cara de ressaca pós porre. Mas é o último dia, então é sempre bom guardar aquela energia extra para os moshes e shows.



Com um viés artístico complementado à musica, a florianopolitana Paraverso perambula por caminhos teatrais e por uma atmosfera peculiar, esses fatores trazem a aproximação do público com o artista.

De Jaraguá do Sul origina-se um dos grupos mais alternativos. A Rec On Mute formada em 2012 busca referências musicais no estilo shoegaze e pós-punk, na playlist dos músicos é comum a presença de Sonic Youth, Joy Division, Placebo, entre outros artistas. A banda tem um trabalho lançado, o Ep “Hereafter” difundido em 2014.

A banda Velvet Lips é totalmente formada por mulheres e fazem um Rock n Roll com pinceladas de Punk. O grupo surgiu em 2013 na cidade de Florianópolis e gradativamente está desenvolvendo materiais autorais para difusão, inclusive há nove meses atrás acabaram divulgando o videoclipe “Disfarce”.



Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC regressa ao River Rock Festival. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas, solitárias e que retrata o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full length, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual e agregará todos presentes aos riffs fúnebres.

A segunda representante internacional será a Turba Iracunda da Argentina. O grupo antifascista carrega consigo influências como Sick It Of All, The Exploited, Rage Against The Machine, entre outras bandas. Umdestaque que vale ressaltar é o álbum “Desde El Fondo Del Basurero” divulgado de forma independente em 2008.  Em seu lema deixam claro “Luchamos contra el burgues!, Luchamos contra la domesticacion de nuestros corpos y mentes!!!

Sobe aos palcos a blumenauense Agony Voices e com eles treze anos de história. Em toda a trajetória o grupo lançou três materiais, o single “Forest Of Tears” e os álbuns “The Sin” e “Mankind’s Glory”. O som deles é destacado basicamente pela técnica e coesão do instrumental e justamente pela abrangência de estilos na formação das composições como o Doom, o Djent, o Death e o Prog, além das letras que fomentam os sentimentos agonizantes.

A última banda a se apresentar no festival, a encarregada de fechar as cortinas, é um dos maiores nomes do Blues Sul-Americano. A Blues Etílicos vem para fazer alguns shows em SC, com destaque para Urussanga e para o River. Os cariocas já angariam mais de 30 anos na cena brasileira e possuem clássicos como “Cerveja”, “Misty Mountain”, “Canceriano Sem Lar”, “O Louco da Cidade” entre outros hits conhecidos entre os amantes do blues. Prepare-se para um show épico, com o melhor da originalidade que os músicos ainda dispõe.

Anote na agenda os dias 07, 08 e 09 de setembro e venham comparecer esse bombardeamento de cultura, música, arte e teatro através do River Rock Festival, um dos maiores festivais brasileiros. Apoie o cenário independente e prestigie os grupos de sua região.


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 2)

Continuando a saga da divulgação das bandas presentes no River Rock Festival, o sábado começará cedo para os headbangers. Carlos Fernandes (Baterista da Khrophus) fará o seu workshop de bateria expondo técnicas e formas de utilizar o instrumento.




O teatro ingressará no palco e a arte em meio ao momento caótico em que vivemos dará sua resposta. A Casa de Orates mistura música, dança, performances únicas através do conceito Art-Rock. Os itajaienses possuem três álbuns, sendo eles o “Artesão dos Sonhos”, “Luaria” e o recente “Sr Orates”. Preparem-se para uma viagem psicodélica que percorrerá o seu existencial.

A banda Alkanza é a terceira a exibir no dia. O grupo surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre caracterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais lançados, o “Destroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado em 2017, o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas.

O projeto Xei & Sons In Black é de autoria do produtor, compositor e vocalista Alexei Leão (Ex Stormental). O trabalho exibe uma roupagem a temas acústicos com uma aposta no instrumental diferenciado através de uma miscelânea de estilos.

A banda Escória é originária da cidade vizinha, Timbó e traz consigo desde 1991 um Punk Rock, cru com letras autorais mescladas a cover. A banda é formada por Davi (Bateria), Nilson (Vocal), Paul (Guitarra) e Valda (Baixo). Os músicos em 2015 gravaram o single “Vida Vulgar” e para esse ano pretendem preparar novas músicas.

Formada em 2008, a Fatal Encarnad é a prata da casa. O grupo possui influências de Morbid Angel, Cannibal Corpse, Entombed, Sarcofago e Sodom além de outros renomados grupos. A banda de Death Metal aposta na versatilidade, na agressividade de riffs e em letras que fomentam a temática comportamental.

Os cariocas da Cervical serão os sétimos a se apresentar. Com a junção do Hardcore, do Metal e do Crossover, os músicos têm em sua discografia, o álbum “Caminhos de Dor”, “Arquetipo” e canções como “Dar o Sangue” e a recente “Guerra”. Realmente a sonoridade traz resquícios céleres, sólidos e rápidos.

Uma das bandas mais destacadas atualmente do cenário brasileiro, a Affront volta para Santa Catarina. O grupo carioca foi formado em 2016 e logo no ano de estreia, difundiram “Angry Voices”, primeiro material autoral. A receptividade foi notória e a característica do Thrash/Death Metal deles propiciou alavancarem um som identitário, ríspido e coeso.

O Centro Oeste também tem seu representante, a Armum lida com o Death Metal oldschool com referências de Nile, Vader, Krisiun, Suffocation entre outros grupos. A banda fora formada em 2011 e possui a demo “Infernal Domain” divulgada em 2016.

Outro grupo a se exibir de forma com que a teatralidade possa ser um agente agregador ao espetáculo é a gaúcha Cartel da Cevada. Com 13 anos de estrada, a banda mescla a característica forte do estilo gauchesco, do rock setentista e de contos inusitados que complementam-se a um Rock n Roll com riff enfurecidos. Os músicos possuem dois discos lançados e um Ep para divulgação.

A imagem da morte resplandecerá o evento e a Imago Mortis entrará nos palcos como uma das headliners do fest de 2018. O grupo carioca carrega em sua bagagem 23 anos de carreira e com isso personifica a quantidade de materiais difundidos, são duas demos, quatro singles, um Ep e quatro full lengths com destaque para o novo “LSD” recentemente exposto. O Doom Metal característico, a filosofia, a literatura, o oculto e o esotérico entrarão em estado sinestésico em Indaial.

Uma das bandas mais influentes do Uruguai fará seu primeiro show em palcos catarinenses. Formada em 1998 a ReyToro tem suas músicas regadas a bebidas, política, drogas e cotidiano, os mesmos obtêm um live álbum três full lengths, o homônimo “ReyToro”, “ReyToro II” e “III”. Consequentemente com seu Heavy Metal, os uruguaios incendiaram o festival e exibirão a qualidade respectiva conhecida em toda a América do Sul.

Ás 21:00h o guitarrista Adriano Ribeiro da banda Khrophus e também um dos organizadores do festival fará seu casamento com Ana Cláudia com a presença dos metalheads e headbangers presentes. Em seguida terá o Baile Debutante.  Para a arte exalar nos âmbitos do River, Clara Domingues e Thiago Gonçalves farão um Recital Metal com muitas surpresas.




A atração mais esperada do fest traz seu peso na grandiosidade do nome. Formada em 1984, o Sepultura está cravado no Metal brasileiro. Fruto da capital mineira, o grupo conquistou palcos internacionais, angariando discos de ouro na França, Austrália e Estados Unidos. Com uma extensa discografia que conta com 17 álbuns, cinco Eps e quatro coletâneas, os músicos se encontram na turnê de “Machine Messiah”. Lançado em janeiro de 2017 pela renomada gravadora alemã Nuclear Blast, o último álbum dos músicos traz uma crítica a ascensão desenfreada da tecnologia. É claro, sem deixar para trás a mistura de Groove e Thrash Metal que consolidou o som da banda como algo tão particular.

O talentoso artista e compositor Heriberto Werner estará exibindo seu portfólio musical através do projeto Cadaveric Hotel. Com influências vastas e referências um tanto quanto díspar que vão desde o Grindcore até o Rockabilly, o músico estará mostrando todo o talento das suas músicas que ressaltam histórias de terror, ironias, cemitérios e protestos.

Para o festival ficar ainda mais vasto, é claro que não podia faltar o preciosíssimo Gothic Metal e a Save Our Souls de Porto Alegre- RS sabe executar muito bem. O grupo originou-se em 2006 e tem lançado em seus 12 anos de estrada, três materiais, o Ep “Find The Way”, o single “Soul Domination” e o disco “The Otherside” divulgado em 2015.

O encerramento da noite ficará com o duo Cassandra que carrega um esoterismo através de um som diferenciado, o instrumental é caracterizado por mesclas de Stoner, Dark Ambient e Metal Experimental além de agregar em suas composições, temática ímpar evidenciadas de forma catastrófica. O grupo já lançou uma demo ao vivo em 2014, e um Full Length intitulado “Antumbra”. O projeto é composto por Karine D’alessandre (Bateria) e Daniel Silveira (Vocal e Baixo).


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