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terça-feira, 23 de março de 2021

100 Dogmas: “Corpo Fechado” transcende esoterismos, simbologias e o valor humano

A banda blumenauense 100 Dogmas divulgou no último sábado (20), o seu novo trabalho, denominado “Corpo Fechado”. O videoclipe foi gravado pela Lambreta Films e a música estará inclusa no Ep homônimo, que está sendo desenvolvido, e tem previsão de lançamento para novembro desse ano.

Cena extraída do videoclipe "Corpo Fechado"

Digno de uma peça audiovisual de destaque, o clipe emerge em uma atmosfera mística, no que tange aos seus simbolismos, pois traz em seus takes uma alusão ao vodu e aos elementos de água e fogo. Além disso, o vocalista Rafha se introduz com uma capa, Choco com pinturas faciais toma conta dos batuques, e uma figura feminina, fazendo referência aos esoterismos, que são os diferenciais das culturas de matriz africana e indígenas.

A mixagem e a masterização da música ficou por conta de Adair Daufembach, renomado produtor que é o responsável por trabalhar com bandas, como Ponto Nulo No Céu e Project 46. A canção é técnica, se desprende da linearidade sonora e exibe um instrumental agressivo e célere, com os vocais rasgados de Rafhael. Enquanto a letra, enfatiza um ritual de proteção, fazendo uma metáfora com a deturpação do valor humano.

Sobre a banda

O grupo formado em 2012 carrega um Groove Metal com referências de grandes nomes do estilo, como Pantera, Down e referências de outras bandas como Sepultura e Black Label Society. Os músicos têm em sua discografia, dois trabalhos, “A Caixa de Pandora” e o Ep “aMALdiçoado Seja”, além de possuir o single “Sic Mundus Creatus Est”.

Foto/Divulgação

Em 2019, no River Rock Festival, os blumenauenses foram entrevistados por nós em parceria com a mídia independente Underground Extremo.

 

Formação Atual:

Rafhael Jorge (Vocal)

André Luis (Guitarra)

Maycon Souza (Baixo)

Thiago Alves “Chocolate” (Bateria)

 

Plataformas Virtuais

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

100 Dogmas: O Groove Metal se consolida em "Genética"

No dia 15 de setembro, a banda blumenauense 100 Dogmas divulgou “Genética”, seu primeiro videoclipe. A música faz parte do segundo Ep do grupo, “aMALdiçoado Seja” que foi lançado em abril desse ano.


A produção ocorreu de forma independente e a captação de voz foi elaborada através da Mansão Wayne. Já o clipe foi produzido por Lucca Diniz e é ambientado em um lugar abandonado, o qual tem Ivan Luchini como ator.

“Genética” mantém uma sonoridade habitual proposta pelo grupo, riffs rápidos, solos intensos e uma atmosfera ímpar que é complementada aos vocais rasgados de Rafhael Jorge. A composição possui uma temática existencial que enfatiza a intolerância e a ignorância enrustida no ser humano.

Divulgação

Sobre a banda
O grupo formado em 2012 carrega um Groove Metal com referências de grandes nomes do estilo, como Pantera, Down e referências de outras bandas como Sepultura e Black Label Society. Os músicos têm em sua discografia, dois trabalhos, “A Caixa de Pandora” e o recente ep “aMALdiçoado Seja”.

Formação Atual:
Rafhael Jorge (Vocal)
André Luis (Guitarra)
Maycon Souza (Baixo)
Thiago Alves “Chocolate” (Bateria)


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Obscurity Vision: A farsa religiosa é evidenciada em “Imperivm”

A banda Obscurity Vision recentemente divulgou seu novo trabalho, o lyric vídeo de “Imperivm”.


O single foi gravado no estúdio A Todo Volume e contou com a produção de Marcelo Silva (MS Design). A arte do vídeo ficou por conta de Valter DoomRiff, enquanto o release fora feito por Leonardo Brauna (Brauna Music Productions).

A música mantém uma sonoridade ímpar, uma vez que a sincronia é um fator determinante na banda. O instrumental se alterna em vários momentos da mesma e intensifica com um solo bem trabalhado no meio da canção, que por sua vez ingressa os vocais graves e densos de Rafael Vicente.

A parte artística foi um dos destaques na difusão, já que ao complemento da letra exibem a hipocrisia cristã e suas dogmáticas retrógradas que atravancam a liberdade individual. O audiovisual explicita Baphomet (simbólico ídolo pagão) se sobressaindo em detrimento ao deus cristão.

Sobre a Banda

A banda Obscurity Vision é um dos principais expoentes do Death/Black Metal do sul catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos, dois materiais divulgados, sendo a demo “Obscurity Creation” de 2002 e o disco “Dark Victory Day” divulgado há dois anos. O show no River Rock Festival mostrou a evolução do grupo e personificou o desenvolvimento de um grande trabalho, que vem sendo feita há tempos.

Divulgação

Formação:
Rafael Vicente (Vocal)
Luiz Rodriguez (Guitarra)
João Rodriguez (Guitarra)
Luiz Trentin (Bateria)
Thiago Junglaus (Baixo)

Plataformas Virtuais:

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: O Metal Nacional está mais vivo do que nunca

Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.


Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC, nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o Ratos de Porão fazia sua apresentação.


Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele, há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as edições anteriores.

Sexta-Feira

A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são suas principais características. 


Pogo Zero Zero (SC)
A noite iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.

Sábado

Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com referências de várias vertentes do Metal.


Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo videoclipe.

A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”, além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole (Homem Lixo).


100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico, na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.


Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas canções.


The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River Rock Festival.

As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio Tiberius com seu novo canal.

Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim, como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.


Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente, foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim, mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.


Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”, entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas apresentações.


Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.


Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival (Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).

Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock, mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência, conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos pilares do Metal gaúcho.


Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.


Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito peso e agressividade.


Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.

Domingo

O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau- SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label Society.


AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som. O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.


Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar. Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do .
grupo. 
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se referem a melancolia e a realidade.


Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela presença do violino.


No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda Pantera através de seu estilo marcante.


Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07 de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos maiores festivais do Sul Brasileiro. 


domingo, 1 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: A edição inédita de um gigante dos festivais catarinenses

Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.

Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido, trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.

A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no cenário catarinense.

Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big four catarinense (Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)” completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo público.


Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.

Divulgação

Sexta-Feira

A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público. Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de SC.

Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.

Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.

A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34 anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze anos.

O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada, o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente, por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.



Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde 2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo quatro faixas.

Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no Heavy/Thrash Metal.

O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.

Sábado

O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense. 


A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul. Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com oito faixas autorais.

Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.

Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100 Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”, além de um álbum Ao Vivo.

O litoral catarinense também produz som de peso! Prova disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em 1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum “Dark Victory Day”.

Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos. Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The Rapture of Undead's Bride”.


A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP “Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que também lançaram o álbum “Fronteira Final”.

A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e “Spirit of Light” (2015).

Advinda de São Paulo, a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP “Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).


Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia, anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”, “Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".

A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”, “Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes da capital paulista.


Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani, que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música, surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse” (2018).



Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.


Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum ao vivo.

Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco, intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de sofrimento.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos, uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.

A última banda a esse exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth, Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo

Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e algumas músicas autorais.

Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos, instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.

Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão o Hardcore/Trash.

A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente arrastada e sombria.


No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos. Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.

Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam) aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.

Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.


domingo, 31 de março de 2019

100 Dogmas: O Groove/Stoner Metal presente no 16° River Rock Festival

Em fevereiro de 2018, os amigos André Luis e Rafhael Jorge se reuniram para elaborar uma proposta, pelo qual seria frisado os estilos do Stoner e do Groove com a peculiaridade de ser escrito em português. Para o projeto 100 Dogmas, seletivaram o baixista Maycon Souza que era amigo de André.


Foto 1: Facebook da banda
As referências musicais praticamente rondam pelo Groove Metal e New Metal, nomes como Black Label Society, Down e Pantera são influências lembrada pelos integrantes que consequentemente incluem ao seu estilo de compor, resquícios dessas renomadas bandas.

A designação 100 Dogmas reflete diretamente na ideia inicial do grupo, que era discutir sobre quaisquer assuntos e através disso, ter a liberdade para expor suas respectivas opiniões. É claro que casa muito bem com a temática apresentada às composições, que se baseiam através de um determinado personagem que enfrentada a rotina da vida e não se deixa levar pelos obstáculos frequentes que a mesma oferece.

No mesmo ano de criação, os músicos difundiram seu primeiro trabalho, denominado “A Caixa de Pandora”, que é um EP com quatro canções, sendo elas “Viajante”, “Desconectado”, “Catarse” e “Bury me Smoke (Cover de Down”. No mesmo período, o grupo divulgou um álbum Ao Vivo, o qual incluía as músicas da sua demo com uma faixa adicional, da canção “Ansiedade”.

Foto 2: Metal Archives
Como trabalho audiovisual, os blumenauenses obtêm uma apresentação na Flambo em Blumenau pela 92 FM, o qual exibem quatro canções autorais e algumas representações de Sepultura, Down, Rage Against The Machine e Pantera. O vídeo trouxe uma boa visibilidade à banda e mostrou que gradativamente estão galgando o caminho para ingressar no cenário do Metal Catarinense.


Atualmente, o grupo divulgou o seu segundo material, o EP “Amaldiçoado Seja” que foi difundido no YouTube e nas plataformas virtuais da banda. O material foi produzido, masterizado e mixado por André Luís, com design gráfico de Bruno Jankauskas e captação de voz por Ivan Luchini. O trabalho conta com cinco canções, "Intro", "Genética", "Ansiedade", "Resistência & Emílio Calandra" e "Rancor", ao qual enfatiza questões comportamentais através de uma sonoridade mais encorpada, técnica e sólida. 


Recentemente, os músicos foram congratulados por estarem no cast de um dos maiores festivais do Brasil, o River Rock Festival. A banda dividirá o palco com renomados clássicos da música brasileira, como Ratos de Porão e Arandu Arakuaa, além de outros grupos.

Foto 3: River Rock Festival
A 100 Dogmas em sua curta trajetória já participou vários eventos e festivais, como o Paredão Festival no Ahoy Club em Blumenau- SC, o FKN HLL Fest realizado pelos próprios membros e como consequência disso, estão no cast dos eventos produzidos pela VP Produtora.

Formação Atual:
Rafhael Jorge (Vocal)
André Luis (Guitarra)
Maycon Souza (Baixo)
Thiago Alves “Chocolate” (Bateria)

Plataformas Virtuais:

A banda tem um recado:
“Para galera que quiser ficar por dentro das novidades segue a gente nas nossas redes sociais e acompanhem as novidades, a principal delas no momento é o lançamento do nosso 2º EP Amaldiçoado Seja”.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Reytoro: A clássica banda uruguaia que se apresentou no River Rock Festival 2018

A Reytoro hoje é considerada um dos maiores nomes do Metal Uruguaio, os músicos estão há 20 anos no cenário musical do Heavy Metal. Recentemente tocaram na 15° edição do River Rock Festival em Indaial- SC e fizeram um show extraordinário. 


Primeiramente obrigado pela disponibilidade pela entrevista. Hoje já são 20 anos de banda, quatro álbuns lançados e um enorme reconhecimento na América do Sul. Como vocês avaliam a evolução do som de vocês?

Reytoro: Olá. Gratos somos nós por terem aberto às portas e nos recebidos tão bem. Nós vemos a evolução como um processo natural, porque durante esses 20 anos de trajetória aprendemos ao máximo aproveitar o tempo e as oportunidades para continuar com a música.

Em toda essa trajetória já passaram outros três integrantes pelo grupo, sendo eles Francisco Fratoruso, Walter Revella, Giampaolo Giaimo. Por qual motivo houveram essas modificações?
Reytoro: Com o Walter era o começo e sabíamos que era algo temporário. E logo com o Fernando (Baterista), ele ficou encarregado de trabalhar com as faixas, mas somente naquele período. Giampaolo e Francisco eram membros do grupo bem antes de obter a designação. Com essa formação, estamos juntos há 20 anos.

O som de vocês preconiza um Heavy Metal com fortes influências de Thrash Metal. Em relação à composição e finalização de riffs, como que vocês organizam a criação de novas canções?
Reytoro: A criação própria é baseada em ideias coletivas que rapidamente passam para os ensaios. E a partir dessas reuniões nascem novas canções e é algo tão natural e sempre funcionou.

Em 2009 vocês participaram da compilação “Tributo Al Metal Uruguayo” com a música “Solo Quiero A Salir De Aquí”. Qual a experiência de participar de uma coletânea e de fortalecer o Metal do seu país?
Reytoro: Foi uma experiência gratificante porque foi o primeiro compilado, e tiveram várias bandas. Nisso, o resultado foi excelente porque tocávamos nossas músicas e músicas de outros grupos presentes no material. É uma gradativa forma de evolução e uma grande valorização ao cenário.

Um dos shows que trouxe mais visibilidade para vocês foi a “Chinese Democracy World Tour” que participaram como banda de apoio ao Sebastian Bach. O que isso agregou para vocês como músicos?
Reytoro: Nós tocamos em muitos eventos com presenças de grupos mundiais, nomes como Deep Purple, Megadeth, Kreator, Exodus, Sepultura (Diversas vezes e recentemente no River Rock Festival) e isso sempre fez crescermos em técnica e produção. Porém, o que mais nos motiva é poder tocar no Estádio Centenário, como foi o caso do evento com Guns ‘N’ Roses e Sebastian Bach, ou então no Velódromo Municipal o qual Deep Purple e Sepultura já fizera suas apresentações conosco. Isso é muito significante para o nosso público!

Recentemente vocês estiveram no 15° River Rock Festival em Indaial- SC. Pela primeira vez no Brasil, como foi a receptividade do público e qual o feedback sobre a estrutura do festival.
Reytoro: A sensação foi incrível, todos nos acolheram como se fosse a nossa casa, antes e depois do evento pessoas vinham ao nosso encontro para demonstrar carinho e reconhecimento, o que é muito importante para nós porque permite-nos a continuar em na trajetória e seguir no caminho que estamos trilhando. Adoramos o Brasil!!!

No Uruguai, há festivais como os que acontecem aqui no Brasil com camping, diversas bandas e estilos? Quais as principais diferenças no Metal entre os dois países?
Reytoro: Sim, no Uruguai há pelo menos um, que é feito no Departamento de Durazno. O festival movimenta mais de 40 mil pessoas e por três vezes já conseguimos estar no cast do mesmo e recentemente, no dia 27 de outubro voltamos a participar. Creio que agora depois de conhecer o cenário brasileiro há muitas diferenças, no entanto, a linguagem do Metal é universal.

Para o futuro do grupo, há novos materiais em desenvolvimento?
Reytoro: Neste momento, estamos no processo de composição de um novo trabalho que esperamos terminar em 2019.

Formação Atual.
Reytoro: Fernando Alfaro (Bateria), Norberto Arriola (Guitarra), Fabian Furtado (Vocal) e Enzo Broglia (Baixo e Backing Vocal).

Mídias virtuais para quem quer conhecer a ReyToro.
Reytoro: Podem nos encontrar no Facebook, Instagram, Twitter por reytoro.uy ou em nosso canal do YouTube, ReyToro TV.

Em nome da Urussanga Rock Music agradeço a entrevista. Se puder, deixe um recado para quem nos acompanha.
Reytoro: Como lhe falei anteriormente, nós ficamos muito gratos pela oportunidade e pela recepção que tivemos em nossa primeira visita a Indaial e Porto Alegre. Esperamos vê-los em dezembro pois estaremos tocando em São Paulo. Obrigado!!!!




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