A banda blumenauense 100 Dogmas divulgou no último sábado
(20), o seu novo trabalho, denominado “Corpo Fechado”. O videoclipe foi gravado
pela Lambreta Films e a música estará inclusa no Ep homônimo, que está sendo
desenvolvido, e tem previsão de lançamento para novembro desse ano.
Cena extraída do videoclipe "Corpo Fechado"
Digno de uma peça audiovisual de destaque, o clipe emerge em
uma atmosfera mística, no que tange aos seus simbolismos, pois traz em seus
takes uma alusão ao vodu e aos elementos de água e fogo. Além disso, o vocalista
Rafha se introduz com uma capa, Choco com pinturas faciais toma conta dos batuques, e uma figura feminina, fazendo referência aos esoterismos, que são os
diferenciais das culturas de matriz africana e indígenas.
A mixagem e a masterização da música ficou por conta de
Adair Daufembach, renomado produtor que é o responsável por trabalhar com
bandas, como Ponto Nulo No Céu e Project 46. A canção é técnica, se desprende
da linearidade sonora e exibe um instrumental agressivo e célere, com os vocais
rasgados de Rafhael. Enquanto a letra, enfatiza um ritual de proteção, fazendo
uma metáfora com a deturpação do valor humano.
Sobre
a banda
O grupo formado em 2012 carrega um Groove Metal com
referências de grandes nomes do estilo, como Pantera, Down e referências de
outras bandas como Sepultura e Black Label Society. Os músicos têm em sua discografia, dois trabalhos, “A Caixa de Pandora”
e o Ep “aMALdiçoado Seja”, além de possuir o single “Sic Mundus Creatus Est”.
Foto/Divulgação
Em 2019, no River Rock Festival, os blumenauenses foram entrevistados por nós em parceria com a mídia independente Underground Extremo.
No dia 15 de setembro, a banda blumenauense 100 Dogmas
divulgou “Genética”, seu primeiro videoclipe. A música faz parte do segundo Ep
do grupo, “aMALdiçoado Seja” que foi lançado em abril desse ano.
A produção ocorreu de forma independente e a captação de
voz foi elaborada através da Mansão Wayne. Já o clipe foi produzido por Lucca
Diniz e é ambientado em um lugar abandonado, o qual tem Ivan Luchini como ator.
“Genética” mantém uma sonoridade habitual proposta pelo
grupo, riffs rápidos, solos intensos e uma atmosfera ímpar que é complementada
aos vocais rasgados de Rafhael Jorge. A composição possui uma temática existencial
que enfatiza a intolerância e a ignorância enrustida no ser humano.
Divulgação
Sobre a banda
O grupo formado em 2012 carrega um Groove Metal com
referências de grandes nomes do estilo, como Pantera, Down e referências de
outras bandas como Sepultura e Black Label Society. Os músicos têm em sua
discografia, dois trabalhos, “A Caixa de Pandora” e o recente ep “aMALdiçoado
Seja”.
A banda Obscurity Vision recentemente divulgou seu novo
trabalho, o lyric vídeo de “Imperivm”.
O single foi gravado no estúdio A Todo Volume e contou com
a produção de Marcelo Silva (MS Design). A arte do vídeo ficou por conta de Valter DoomRiff, enquanto o release fora feito por Leonardo Brauna (Brauna Music Productions).
A música mantém uma sonoridade ímpar, uma vez que a
sincronia é um fator determinante na banda. O instrumental se alterna em vários
momentos da mesma e intensifica com um solo bem trabalhado no meio da canção,
que por sua vez ingressa os vocais graves e densos de Rafael Vicente.
A parte artística foi um dos destaques na difusão, já que
ao complemento da letra exibem a hipocrisia cristã e suas dogmáticas
retrógradas que atravancam a liberdade individual. O audiovisual explicita
Baphomet (simbólico ídolo pagão) se sobressaindo em detrimento ao deus cristão.
Sobre a Banda
A banda Obscurity Vision é um dos principais expoentes do
Death/Black Metal do sul catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de
22 anos, dois materiais divulgados, sendo a demo “Obscurity Creation” de 2002 e
o disco “Dark Victory Day” divulgado há dois anos. O show no River Rock Festival
mostrou a evolução do grupo e personificou o desenvolvimento de um grande trabalho,
que vem sendo feita há tempos.
Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de
Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do
Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação
de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura
diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade
gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos
propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.
Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC,
nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal
Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do
vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o
Ratos de Porão fazia sua apresentação.
Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia
numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço
carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele,
há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel
Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o
festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as
edições anteriores.
Sexta-Feira
A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero
de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são
suas principais características.
Pogo Zero Zero (SC)
A noite
iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os
paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e
trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.
Sábado
Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o
dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A
Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com
referências de várias vertentes do Metal.
Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário
catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da
banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo
videoclipe.
A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas
autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”,
além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole
(Homem Lixo).
100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os
criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de
estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico,
na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de
suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.
Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz
impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas
muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern
Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas
canções.
The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o
mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do
single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River
Rock Festival.
As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam
suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o
Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de
Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio
Tiberius com seu novo canal.
Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim,
como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos
às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.
Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente,
foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim,
mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar
para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com
sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.
Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para
trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no
palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”,
entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas
apresentações.
Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns
divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de
São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima
ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado
pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul
e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de
palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas
línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao
mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu
para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.
Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais
catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos
projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone
In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival
(Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano
Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).
Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a
Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do
disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock,
mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada
música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência,
conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos
pilares do Metal gaúcho.
Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus
pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na
exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo
que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.
Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou
com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O
grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito
peso e agressividade.
Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.
Domingo
O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau-
SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de
interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label
Society.
AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som.
O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez
mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a
naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de
Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.
Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar.
Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse
pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais
faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram
presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da
música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação
especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do . grupo.
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma
banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma
sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se
referem a melancolia e a realidade.
Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de
Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou
um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam
estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela
presença do violino.
No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a
Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a
Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda
Pantera através de seu estilo marcante.
Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação
mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso
mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07
de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque
essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos
maiores festivais do Sul Brasileiro.
Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima
sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de
shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.
Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido,
trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível
mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos
headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest
se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.
A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou
de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma
forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias
partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no
cenário catarinense.
Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big
four catarinense(Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)”
completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano
Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo
público.
Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão
pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos
os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área
para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e
uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.
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Sexta-Feira
A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa
edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público.
Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito
gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo
dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de
SC.
Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a
Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.
Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário
paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e
o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para
os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.
A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34
anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua
sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de
destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e
dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas
Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze
anos.
O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é
um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada,
o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa
Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente,
por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que
virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.
Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero
Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde
2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde
passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo
quatro faixas.
Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator
e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no
Heavy/Thrash Metal.
O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O
grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.
Sábado
O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da
Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com
forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu
primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense.
A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e
Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge
em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul.
Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com
oito faixas autorais.
Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem
ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em
atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição
do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.
Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100
Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em
português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já
possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”,
além de um álbum Ao Vivo.
O litoral catarinense também produz som de peso! Prova
disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um
Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em
1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum
“Dark Victory Day”.
Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz
aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos.
Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela
teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The
Rapture of Undead's Bride”.
A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy
Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu
início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP
“Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que
também lançaram o álbum “Fronteira Final”.
A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O
guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu
trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no
festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e
“Spirit of Light” (2015).
Advinda de São Paulo,
a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de
qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo
possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP
“Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).
Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário
musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses
nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia,
anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”,
“Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".
A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do
River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”,
“Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes
da capital paulista.
Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa
concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade
dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani,
que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música,
surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo
estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê
Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse”
(2018).
Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em
seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos
músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se
o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.
Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição
sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais
esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu
Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve
seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual
denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três
splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum
ao vivo.
Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de
Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das
letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento
de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco,
intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de
sofrimento.
A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no
underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War”
bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos,
uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.
A última banda a esse
exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência
de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth,
Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas
autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo
Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de
deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth
cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e
algumas músicas autorais.
Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o
público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos,
instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.
Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A
Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a
situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão
o Hardcore/Trash.
A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos
caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem
sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar
é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente
arrastada e sombria.
No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de
Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda
compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos.
Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.
Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam)
aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao
existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.
Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o
evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.
Em fevereiro de 2018, os
amigos André Luis e Rafhael Jorge se reuniram para elaborar uma proposta, pelo qual seria frisado os
estilos do Stoner e do Groove com a peculiaridade de ser escrito em português. Para o projeto 100 Dogmas, seletivaram o baixista Maycon Souza que era amigo de
André.
Foto 1: Facebook da banda
As referências musicais praticamente
rondam pelo Groove Metal e New Metal, nomes como Black Label Society, Down e
Pantera são influências lembrada pelos integrantes que consequentemente incluem
ao seu estilo de compor, resquícios dessas renomadas bandas.
A designação 100 Dogmas
reflete diretamente na ideia inicial do grupo, que era discutir sobre quaisquer
assuntos e através disso, ter a liberdade para expor suas respectivas opiniões.
É claro que casa muito bem com a temática apresentada às composições, que se
baseiam através de um determinado personagem que enfrentada a rotina da vida e
não se deixa levar pelos obstáculos frequentes que a mesma oferece.
No mesmo ano de criação, os
músicos difundiram seu primeiro trabalho, denominado “A Caixa de Pandora”, que
é um EP com quatro canções, sendo elas “Viajante”, “Desconectado”, “Catarse” e “Bury
me Smoke (Cover de Down”. No mesmo período, o grupo divulgou um álbum Ao Vivo,
o qual incluía as músicas da sua demo com uma faixa adicional, da canção “Ansiedade”.
Foto 2: Metal Archives
Como trabalho audiovisual, os
blumenauenses obtêm uma apresentação na Flambo em Blumenau pela 92 FM, o qual
exibem quatro canções autorais e algumas representações de Sepultura, Down,
Rage Against The Machine e Pantera. O vídeo trouxe uma boa visibilidade à banda
e mostrou que gradativamente estão galgando o caminho para ingressar no cenário
do Metal Catarinense.
Atualmente, o grupo divulgou o seu segundo material, o EP “Amaldiçoado Seja” que foi difundido no YouTube e nas plataformas virtuais da banda. O material foi produzido, masterizado e mixado por André Luís, com design gráfico de Bruno Jankauskas e captação de voz por Ivan Luchini. O trabalho conta com cinco canções, "Intro", "Genética", "Ansiedade", "Resistência & Emílio Calandra" e "Rancor", ao qual enfatiza questões comportamentais através de uma sonoridade mais encorpada, técnica e sólida.
Recentemente, os músicos foram congratulados por estarem no
cast de um dos maiores festivais do Brasil, o River Rock Festival. A banda
dividirá o palco com renomados clássicos da música brasileira, como Ratos de
Porão e Arandu Arakuaa, além de outros grupos.
Foto 3: River Rock Festival
A 100 Dogmas em sua curta
trajetória já participou vários eventos e festivais, como o Paredão Festival no
Ahoy Club em Blumenau- SC, o FKN HLL Fest realizado pelos próprios membros e
como consequência disso, estão no cast dos eventos produzidos pela VP
Produtora.
“Para galera que quiser ficar
por dentro das novidades segue a gente nas nossas redes sociais e acompanhem as
novidades, a principal delas no momento é o lançamento do nosso 2º EP
Amaldiçoado Seja”.
A Reytoro hoje é considerada um dos maiores nomes do Metal
Uruguaio, os músicos estão há 20 anos no cenário musical do Heavy Metal.
Recentemente tocaram na 15° edição do River Rock Festival em Indaial- SC e
fizeram um show extraordinário.
Primeiramente
obrigado pela disponibilidade pela entrevista. Hoje já são 20 anos de banda,
quatro álbuns lançados e um enorme reconhecimento na América do Sul. Como vocês
avaliam a evolução do som de vocês?
Reytoro: Olá.
Gratos somos nós por terem aberto às portas e nos recebidos tão bem. Nós vemos
a evolução como um processo natural, porque durante esses 20 anos de trajetória
aprendemos ao máximo aproveitar o tempo e as oportunidades para continuar com a
música.
Em toda essa trajetória já passaram outros
três integrantes pelo grupo, sendo eles Francisco Fratoruso, Walter Revella,
Giampaolo Giaimo. Por qual motivo houveram essas modificações?
Reytoro: Com o
Walter era o começo e sabíamos que era algo temporário. E logo com o Fernando
(Baterista), ele ficou encarregado de trabalhar com as faixas, mas somente
naquele período. Giampaolo e Francisco eram membros do grupo bem antes de obter
a designação. Com essa formação, estamos juntos há 20 anos.
O som de vocês preconiza um Heavy Metal
com fortes influências de Thrash Metal. Em relação à composição e finalização
de riffs, como que vocês organizam a criação de novas canções?
Reytoro: A
criação própria é baseada em ideias coletivas que rapidamente passam para os
ensaios. E a partir dessas reuniões nascem novas canções e é algo tão natural e
sempre funcionou.
Em 2009 vocês participaram da compilação
“Tributo Al Metal Uruguayo” com a música “Solo Quiero A Salir De Aquí”. Qual a
experiência de participar de uma coletânea e de fortalecer o Metal do seu país?
Reytoro: Foi
uma experiência gratificante porque foi o primeiro compilado, e tiveram várias
bandas. Nisso, o resultado foi excelente porque tocávamos nossas músicas e
músicas de outros grupos presentes no material. É uma gradativa forma de
evolução e uma grande valorização ao cenário.
Um dos shows que trouxe mais visibilidade
para vocês foi a “Chinese Democracy World Tour” que participaram como banda de
apoio ao Sebastian Bach. O que isso agregou para vocês como músicos?
Reytoro: Nós
tocamos em muitos eventos com presenças de grupos mundiais, nomes como Deep
Purple, Megadeth, Kreator, Exodus, Sepultura (Diversas vezes e recentemente no
River Rock Festival) e isso sempre fez crescermos em técnica e produção. Porém,
o que mais nos motiva é poder tocar no Estádio Centenário, como foi o caso do
evento com Guns ‘N’ Roses e Sebastian Bach, ou então no Velódromo Municipal o
qual Deep Purple e Sepultura já fizera suas apresentações conosco. Isso é muito
significante para o nosso público!
Recentemente vocês estiveram no 15° River
Rock Festival em Indaial- SC. Pela primeira vez no Brasil, como foi a
receptividade do público e qual o feedback sobre a estrutura do festival.
Reytoro: A
sensação foi incrível, todos nos acolheram como se fosse a nossa casa, antes e
depois do evento pessoas vinham ao nosso encontro para demonstrar carinho e
reconhecimento, o que é muito importante para nós porque permite-nos a
continuar em na trajetória e seguir no caminho que estamos trilhando. Adoramos o
Brasil!!!
No Uruguai, há festivais como os que
acontecem aqui no Brasil com camping, diversas bandas e estilos? Quais as
principais diferenças no Metal entre os dois países?
Reytoro: Sim,
no Uruguai há pelo menos um, que é feito no Departamento de Durazno. O festival
movimenta mais de 40 mil pessoas e por três vezes já conseguimos estar no cast
do mesmo e recentemente, no dia 27 de outubro voltamos a participar. Creio que
agora depois de conhecer o cenário brasileiro há muitas diferenças, no entanto,
a linguagem do Metal é universal.
Para o futuro do grupo, há novos materiais
em desenvolvimento?
Reytoro: Neste
momento, estamos no processo de composição de um novo trabalho que esperamos
terminar em 2019.
Formação Atual.
Reytoro:
Fernando Alfaro (Bateria), Norberto Arriola (Guitarra), Fabian Furtado (Vocal)
e Enzo Broglia (Baixo e Backing Vocal).
Mídias virtuais para quem quer conhecer a
ReyToro.
Reytoro: Podem
nos encontrar no Facebook, Instagram, Twitter por reytoro.uy ou em nosso canal
do YouTube, ReyToro TV.
Em nome da Urussanga Rock Music agradeço a
entrevista. Se puder, deixe um recado para quem nos acompanha.
Reytoro: Como
lhe falei anteriormente, nós ficamos muito gratos pela oportunidade e pela
recepção que tivemos em nossa primeira visita a Indaial e Porto Alegre. Esperamos
vê-los em dezembro pois estaremos tocando em São Paulo. Obrigado!!!!