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segunda-feira, 31 de julho de 2023

Meteoro Festival: Ratos de Porão retorna ao Sul do estado em evento organizado pelo estúdio

No próximo sábado (05), o Garden Gastropub, em Içara- SC recebe mais uma edição do Meteoro Festival. O evento protagonizado pelo Meteoro Estúdio vai trazer a banda Ratos de Porão novamente ao Sul do estado depois de 13 anos. Além disso, o fest contará com o maior tributo ao System Of a Down do Brasil, a Down The System e mais 21 bandas. 

Foto/Divulgação

Depois de se apresentar no 3º Festival da Cultura Independente, em Urussanga no ano de 2010, o Ratos de Porão está de volta às terrinhas da região. Mais ácidos do que nunca, o grupo retorna a Criciúma seus velhos clássicos e com o jeitinho brutal de fazer Punk/Metal. Com mais de 40 anos em atividade, o grupo carrega 13 discos, sendo o mais recente “Necropolítica”, difundido no ano passado.


A Down The System fará um tributo a uma das maiores bandas de New Metal, System Of a Down. Já conhecido pelo público criciumense, os músicos pretendem incendiar o Garden com suas releituras. A reformulação dos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente na Malice Garden, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico.


Inspirada nas bandas grunge dos anos 90, a Fucking Project é um dos maiores expoentes do Rock autoral criciumense. Em 2021, os músicos lançaram o videoclipe “Sick This Way”, que está presente em seu novo material, a demo “Stop The World” que contém cinco faixas e está disponibilizada através das plataformas sociais e de streaming do grupo. Já a All Me, vem com uma proposta diferente, fazer um Emo com pinceladas de Hardcore, no qual há a presença do Pop Punk e o revival desses estilos mais melódicos. O grupo difundiu seu primeiro EP, recentemente. Denominado “Better Face The Fire”, o EP foi lançado em março de 2023 e conta com três faixas, “That Day”, “What If I Call” e “Decision”.


Uma das bandas mais antigas em atividade na cidade, a Nekrós formada em 2001, faz uma mescla entre as bandas setentistas e oitentistas do Heavy Metal. Em 2016, os músicos lançaram seu primeiro full length denominado “A Candle In The Dark”, produzido de maneira independente e que possui sete faixas, sendo elas, “The Candle”, “Brutal Corporation”, “Kind Of”, “Exodus”, “Blank Slate”, “Holocaust” e “The Base”. Caracterizada por fazer uma mistura de Rap com Metal, a Ponto Zero traz músicos experientes e a consolidação de uma nova proposta sonora, na qual possuem uma faixa intitulada “O Que eu Quis”. 


O clima emotivo volta a pairar nas noites do Garden, tudo isso porque a Sad Out vem com clássicos do Emocore e Hardcore para satisfazer os “adultos cansados” e também exibir clássicos que marcaram uma geração. E falando em HC, a Quatro Quartos será mais uma presente no line-up. Com diversos materiais divulgados, tais como os Eps, “Rolo Compressor” e “Sempre Enfrente”, os singles “Segredos”, “Nada Vai Mudar”, “Setembro” e o mais recente “Me dê a Mão”, os músicos pretendem surpreender o público presente.


Assídua banda nos bares da cidade, a Reverendo John Paul dá a cartada do Pop Rock através dos singles já conhecidos pelos roqueiros, como “Helena” e a mais recente “Estamos Vivos”. Movidos ora pelo Rock n Roll, ora pelo Reggae, a Dona Pirita é mais uma confirmada no cast do festival. O grupo possui um videoclipe, da canção “Paralisa”, na qual já alcançou a marca de duas mil visualizações. 


Com seu jeito extrovertido e também cômico, a Cherry Ramona leva letras regadas a aventuras e noitadas para a noite do Meteoro Festival. Em 2015, o grupo divulgou “Soco na Bixiga”, disco contendo seus principais clássicos, “Suíte do Quelemeu”, “Mulher Gato” e “Verão do Sul”. Belchior merece o melhor tributo e nada mais justo do que separar Cedrick Moraes e os Nômades do Éter para fazer tais releituras. O grupo pretende trazer os principais hits do latino americano que nos deixou há seis anos. 


A Hardent que começou suas atividades em 2018 é um dos nomes mais promissores do cenário, principalmente pelo disco “Colegial” com quatro canções, difundido no ano passado. Com uma proposta diferente, a Timball perambula pelos caminhos do Groove Metal e também do Metal Alternativo. 


A Rock Flanders separa o melhor do Pop Rock, seja nacional por meio de Rita Lee, Barão Vermelho, Titãs e Lulu Santos ou internacional, evidenciado por hits do R.E.M, Men At Work ou Dire Straits. Partindo do mesmo pressuposto e da mesma fonte obviamente, a Santo Rock é outra que vai trazer clássicos do Rock n Roll. 


Outro grupo conhecido por seu tradicional Pop Rock, a Good Times fará uma apresentação com a Três e Ela. Os amantes do Reggae também foram lembrados, pois a Brisa fará um show com o melhor do estilo que conquista cada vez mais adeptos no Sul Catarinense. 


A Last Romance irá separar um portfólio diferenciado do melhor do Indie Rock, mostrando dessa forma a miscelânea de estilos presentes no fest. Além dos músicos, no cast há ainda a banda The Grove’’s. Serão 21 bandas que se apresentarão em dois palcos e que começará a partir das 14h. É a volta dos festivais no Sul do estado. 




quarta-feira, 11 de março de 2020

Velvet Discos: Produtora traz workshop de Boka (Ratos de Porão) e Test no mesmo dia

Na próxima sexta-feira (13), o baterista Boka do Ratos de Porão fará um workshop, na Velvet Discos, em Rio do Sul- SC. A noite no Tortuga Underground Bar, a banda paulista Test, irá se apresentar juntamente com as bandas riosulenses Malasia e A.S.C.A.


Cartaz
O baterista Maurício Alves Fernandes (Boka) toca no Ratos de Porão desde 1991 e é considerado um dos principais em atividade no Brasil. O músico fará uma palestra e dará dicas de técnicas para os bateristas riosulenses.

A banda Test está na ativa há dez anos e está na difusão de sua “última tour no Sul”, que passa por quinze cidades de SC, RS e PR. Os músicos exibem um Grindcore com pinceladas de Death Metal, isso é característico nas suas músicas, as quais contém muito peso e riffs céleres. O grupo recentemente divulgou seu terceiro disco, “O Jogo Humano”.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: O Metal Nacional está mais vivo do que nunca

Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.


Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC, nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o Ratos de Porão fazia sua apresentação.


Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele, há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as edições anteriores.

Sexta-Feira

A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são suas principais características. 


Pogo Zero Zero (SC)
A noite iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.

Sábado

Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com referências de várias vertentes do Metal.


Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo videoclipe.

A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”, além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole (Homem Lixo).


100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico, na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.


Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas canções.


The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River Rock Festival.

As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio Tiberius com seu novo canal.

Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim, como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.


Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente, foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim, mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.


Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”, entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas apresentações.


Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.


Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival (Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).

Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock, mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência, conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos pilares do Metal gaúcho.


Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.


Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito peso e agressividade.


Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.

Domingo

O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau- SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label Society.


AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som. O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.


Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar. Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do .
grupo. 
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se referem a melancolia e a realidade.


Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela presença do violino.


No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda Pantera através de seu estilo marcante.


Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07 de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos maiores festivais do Sul Brasileiro. 


domingo, 1 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: A edição inédita de um gigante dos festivais catarinenses

Um dos festivais mais tradicionais em SC chega a sua décima sexta edição. O River Rock Festival sempre foi marcado pela versatilidade de shows, pela pluralidade de ideias e pela miscelânea de estilos.

Divulgação
Durante sua trajetória, o River assim carinhosamente conhecido, trouxe as maiores lendas do Metal Nacional e grandes nomes do estilo a nível mundial, fato este que proporcionou ser um evento obrigatório na agenda dos headbangers de todo o Brasil. Com vários membros compondo a organização, o fest se destaca pela originalidade de seu público e peculiaridade de suas atrações.

A cidade de Indaial possui quase 70 mil habitantes e abraçou de maneira hospitaleira e consequentemente receptiva, a ideia da criação de uma forma de economia diferente, que traz amantes do metal independente de várias partes do país. Com isso, o River há dezesseis eventos crava sua tradição no cenário catarinense.

Em 2018, a edição foi deveras especial, uma vez que trouxe “big four catarinense (Rhestus, Khrophus, Flesh Grinder e Brasil Papaya)” completando 25 anos, a banda Sepultura, poesia, arte, o casamento de Adriano Ribeiro e mais aditivos que fizeram do festival, um dos mais queridos pelo público.


Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, um total de 32 bandas passarão pelo evento, todavia, um fator característico dessa exibição, é o fato de todos os grupos presentes no cast serem inéditos. Lá no local, haverá uma ampla área para camping, serviços de bar e alimentação, espaço kids, merchs de bandas e uma vasta infraestrutura para atender os metalheads presentes.

Divulgação

Sexta-Feira

A Anal Vomitation de Timbó será a encarregada de abrir essa edição do festival. Os músicos metralharão os ouvidos “inocentes” do público. Então o Porngrind característico trará nojo, ânsia e aflição, ao melhor jeito gore, como o grupo mesmo se denomina. Com quatro materiais divulgados, sendo dois álbuns e duas splits, os timboenses aos poucos fincam seu nome no Metal de SC.

Depois da brutalidade, a calma permeia o Rota KM 66, já que a Tengu de Florianópolis exibirá um Rock Alternativo com pinceladas de Post-Rock.

Composta por músicos conhecidos e experientes do cenário paranaense, a Legacy Of Kain formou-se em 2016 e mescla entre o Groove Metal e o Thrash Metal. A banda já tem vários trabalhos difundidos, cabe destaque para os dois discos, o “I.N.V.E.R.S.O” e mais recente “Paralelo XI”.

A quarta banda a se apresentar, carrega uma bagagem de 34 anos. A Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze anos.

O Ratos de Porão é um dos headliners do evento. A banda é um dos maiores grupos de Punk/Metal brasileiro. Comemorando 38 anos na estrada, o grupo mostrará sua força e divulgará seus hits como “Beber Até Morrer”, “Farsa Nacionalista”, “Ódio”, “Expresso da Escravidão” e muitos outros. Infelizmente, por motivos de saúde, o vocalista João Gordo não se exibirá com os músicos, que virão em Power Trio e farão uma catástrofe no palco.



Forte influente do underground catarinense, a PZZ (Pogo Zero Zero) intermediará entre o Punk e o Metal, no melhor estilo crossover. Desde 2003 na ativa, os joseenses são um rolo compressor que causa danos por onde passa. Com essa atmosfera brutal, já difundiram o Ep homônimo “PZZ” contendo quatro faixas.

Com influências de Destruction, Slayer, Metallica, Kreator e outros clássicos do Metal, a High Butcher de Paranaguá- PR aposta no Heavy/Thrash Metal.

O encerramento da noite ficará por conta da Cosmic Soul. O grupo prata da casa fará um tributo ao Death, tradicional banda estadunidense.

Sábado

O segundo dia já começara agitado com os fazendeiros da Dark New Farm trazendo aos palcos músicas que já são queridinha do público. Com forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda lançou em agosto seu primeiro álbum “Farm News”, consolidando ainda seu nome no cenário catarinense. 


A combinação de remanescentes das bandas Luciferiano e Heryn Dae não poderia acarretar em outra coisa senão qualidade. Com isso surge em 2017 a banda de Doom Metal, Apócrifos, proveniente de São Francisco do Sul. Os músicos possuem em sua discografia um álbum homônimo, lançado esse ano com oito faixas autorais.

Em seguida é vez dos rio sulenses da Balboa’s Punch subirem ao palco levando seu característico Thrash Metal. Há quase dez anos em atividade, os músicos mesclam um repertório autoral e de covers (incluindo umahomenagem a banda Rhestus). A banda nos cedeu uma entrevista na última edição do Otacílio Rock Festival, evento em que também marcaram presença.

Direto do Vale do Itajaí vêm os blumenauenses da 100 Dogmas, banda que mescla Stoner e Groove Metal em suas composições em português. Mesmo com o pouco tempo de estrada (formada em 2018), os músicos já possuem em sua discografia os EPs “A Caixa de Pandora” e “Amaldiçoado Seja”, além de um álbum Ao Vivo.

O litoral catarinense também produz som de peso! Prova disso é a Obscurity Vision, advinda de Balneário Rincão que produz um Death/Black Metal. Entre idas e vindas, os músicos deram inicio a banda em 1997. Em 2002 lançaram a demo “Obscurity Creation” e em 2017 divulgaram o álbum “Dark Victory Day”.

Mesclando Metal Alternativo com horror, a The Undead Manz aposta na originalidade do som e no visual singular para subir aos palcos. Formada em 2014 na cidade de Criciúma, o projeto que chama a atenção pela teatralidade possui em sua discografia os álbum “The Rise of the Undead” e “The Rapture of Undead's Bride”.


A Gueppardo será responsável por trazer o Hard Rock e Heavy Metal oitentista ao festival. Proveniente de Porto Alegre, a banda teve seu início em 2007 e dois anos depois produziu seu primeiro trabalho, o EP “Instinto Animal”. Após um hiato, voltou às atividades em 2015, ano em que também lançaram o álbum “Fronteira Final”.

A música instrumental tomara conta da tarde de sábado. O guitarrista e produtor musical blumenauense Deny Bonfante é conhecido por seu trabalho na Perpetual Dreams, mas é com seu novo projeto que se apresentará no festival. O músico possui dois álbuns lançados, o “The Midnight Star” (2011) e “Spirit of Light” (2015).

Advinda de São Paulo, a banda Sinaya agitará o palco do River Rock trazendo um Death Metal de qualidade e letras conteudistas. Formada majoritariamente por mulheres, o grupo possui quase dez anos de estrada. Durante essa trajetória, lançaram o EP “Obscure Raids” (2013), seguido pelo álbum “Maze of Madness” (2018).


Com dezoito anos de história e um nome fincado no cenário musical. A banda do ABC paulista Justabeli retorna aos palcos catarinenses nessa edição do River Rock. A banda traz em seu âmago toda blasfêmia, anticristianismo e heresia através dos seus trabalhos, “Eternal War”, “Justabeli”, “Total Destruction”, “Hell War”, “Cause The War Never Ends”, “Blast The Defector” e o mais recente "Intense Heavy Clash".

A King Bird ousará ao trazer o Hard Rock aos palcos do River. O grupo paulista formado em 2002, possui três full length, “Sunshine”, “Beyond The Rainbow” e “Got Newz”. Atualmente é uma das bandas mais expoentes da capital paulista.


Formada na capital brasileira, a banda Arandu Arakuaa concebe o verdadeiro significado do Metal Folclórico nacional. A singularidade dos músicos se expressa no visual e no lirismo das composições em Tupi Guarani, que deixa explicito o apego a ancestralidade indígena. Muito além de música, surgem como uma expressão cultural, o que se reflete em seus trabalhos. Sendo estes o EP “Arandu Arakuaa” (2012), os álbuns “Kó Yby Oré” (2013), “Wdê Nnãkrda” (2015) e “Mrã Waze” (2018), além do split “True American Pulse” (2018).



Originária de Santa Maria- RS, a Serpent Rise carrega em seu âmago musical, a tristeza e a melancolia. O Doom Metal é o carro chefe dos músicos gaúchos que obtêm 26 anos de carreira e seis materiais divulgados, destacando-se o disco “Gathered By” lançado em 1998 contendo sete canções.


Logo em seguida, o River Rock será palco da destruição sonora causada pelos holandeses da Legion of the Damned! Uma das atrações mais esperadas dessa edição, os músicos prometem incendiar o público com seu Thrash/Death Metal de qualidade e, consequentemente, muito peso. A banda teve seu pontapé inicial em 1990 (como Occult), mas em 2006 já adotaram a atual denominação. Os músicos possuem mais de quinze trabalhos, entre eles estão três splits, três compilações e sete álbuns de estúdio. Além de singles e um álbum ao vivo.

Caótica, pesada e coesa são características da Carcinosi de Porto Alegre- RS. O grupo mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento de um grande projeto. A banda divulgou há pouco tempo, seu primeiro disco, intitulado “Resumption” e que faixa a faixa enfatiza um mundo apocalíptico e de sofrimento.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos, uma vez que, frequentemente estão presentes nos festivais do estado.

A última banda a esse exibir no sábado é a Overblack de Blumenau- SC. Os músicos bebem de referência de grupos icônicos dos anos 80 e 90, bandas como Sepultura, Megadeth, Metallica, entre outros. Para o show, os blumenauenses apostam em suas músicas autorais que foram gravadas no Ep “Dying To Fight” de 2012.
Domingo

Que me perdoe Marcelo Siqueira, mas o domingo (08) é dia de deixar o futebol de lado e acompanhar o terceiro dia de festival. A Vermouth cedinho estará no palco apresentando clássicos de Hard Rock/Rock n Roll e algumas músicas autorais.

Também proveniente de Lages- SC, a Plunder conquistará o público com seu Heavy Metal tradicional com pitadas de riffs rápidos, instrumental técnico e baquetadas descomunais de Decão Braga.

Que tal comer uma “Coxinha de Gente” em pleno meio dia? A Homem Lixo irá a aprovar seu paladar requisitado. Com letras remetendo a situações cotidianas engraçadas e críticas sociais, os riosulenses desgraçarão o Hardcore/Trash.

A quarta banda do dia é a curitibana Lacrimae Tenebris. Os músicos caracterizam-se por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artísticos. O Doom Metal peculiar é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente arrastada e sombria.


No One Spoke é um grupo de Symphonic Metal de Florianópolis- SC. Com integrantes experientes e conhecidos no estado, a banda compete um instrumental sólido, presença de lirismo e solos bem trabalhos. Recentemente, os músicos lançaram “High”, seu primeiro single.

Desprendida de estereótipos, a AAV (Animus Ad Vindctam) aposta somente no Rock Pesado. Com influências vastas, letras que remetem ao existencialismo e a misantropia humana, o grupo blumenauense pretende surpreender os riverianos.

Com o nome bem sugestivo, a Cowboys From Rio vai encerrar o evento fazendo releituras de músicas da banda Pantera.


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