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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Laguna Metal Fest: nona edição do evento coloca Laguna no mapa dos festivais

No dia 30 de setembro, Laguna recebe a nona edição do Laguna Metal Fest. O tradicional festival que ocorre no Clube de Campo contará com dez bandas e irá dispor de um amplo acesso de camping. O Sul do estado passa a ter representação no cenário dos festivais catarinenses. 

Foto/Divulgação

Uma das bandas mais esperadas do evento, é a banda de Heavy Metal, Rhestus. O clássico grupo catarinense comemora seu trigésimo aniversário. Mais sórdidos e agressivos do que nunca, a banda trará seus clássicos ao público sul-catarinense. Canções como “Bullet In Point”, “Insane War”, “Games Of Joy, Games Of War”, “Hate! Is What I Feel” e “Big Anesthesia” não faltarão no repertório dos músicos. 


Originária de Santa Maria – RS, a Finita possui resquícios do carregado e grave, Gothic Metal. Com letras inspiradas na misantropia em detrimento ao existencialismo, o grupo que já possui treze anos de estrada, traz a Laguna, o novo disco “Above Chaos”. Lembrando que no início do ano, o grupo fez um show eletrizante no Otacílio Rock Festival. 


“Open the bar, Open the bar…” que os curitibanos do Tandra prometem incendiar as estruturas do Clube de Campo. O grupo foi fundado em 2013, com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros grupos do estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em geral, a banda aposta na presença do acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas em uma sonoridade Folk/Viking Metal. 


A reformulação dos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente na Malice Garden, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico. 


Um dos maiores expoentes do Grindcore/Gore nacional, a Zombie Cookbook retorna ao Sul do estado mais podres do que nunca. Recentemente, o grupo joinvilense difundiu os singles “Formless... Twisted... Shapeless…” e “Beauty in the Eyes of the Dead”. Além disso, toda a sonoridade crua e “trash”, e estética que remete aos assassinatos dos filmes “slasher” irão se convergir às “baladinhas sangrentas” do grupo, como “Motel Hell”, “Feasting Human at Dusk”, “Buried Beneath The Leachate” e “I Sell The Dead”. 


Após uma turnê na Europa, a banda Syn TZ de Balneário Camboriú aposta na versatilidade de suas performances, remetendo aos clássicos do Heavy Metal e também pela originalidade imposta em suas músicas. Em 2014, os músicos difundiram seu primeiro trabalho, a demo homônima “Syn TZ”, que os inseriu no cenário do Metal Catarinense. Três anos depois, a banda lançou seu primeiro disco, “Heavy Load”, com muitas críticas positivas da imprensa especializada e também grande aceitação dos fãs. Além desse material, o grupo ainda obtêm os singles “Voiceless” e “The Wraith”, além do EP “The Quarantine Tapes”.


A Noctus Arcanus é outra banda proveniente de Curitiba - PR. A banda carrega uma sonoridade Death/Black Metal que impulsionam um peso descomunal, riffs céleres e agressivos e a misantropia como centro de seu enredo lírico. Neste ano, os músicos já divulgaram “1478” e o mais recente “Minute of Silence For Those Who Were Burned”. 


Oriunda de Laguna, a banda de Thrash Metal, Alkanza já possui quase 10 anos de história. Suas canções remetem a músicas de protesto que falam sobre desigualdade social, política e hipocrisia, enquanto sua sonoridade é uma miscelânea de estilos que vão desde o poderoso Thrash até o Groove Metal e Metal Moderno. 


A Phalme de Garopaba - SC é formada por jovens e adolescentes de 14/15 anos. O grupo mescla cover com músicas autorais por meio de um instrumental que remete às raízes do Heavy Metal. E falando em raiz do Heavy Metal, a The Wickerman levará o melhor dos hits e clássicos da banda britânica, Iron Maiden. O festival que será idealizado pela Agosto Negro Produções já está na finaeira do 1º lote e pronto para ir ao segundo. 



segunda-feira, 31 de julho de 2023

Meteoro Festival: Ratos de Porão retorna ao Sul do estado em evento organizado pelo estúdio

No próximo sábado (05), o Garden Gastropub, em Içara- SC recebe mais uma edição do Meteoro Festival. O evento protagonizado pelo Meteoro Estúdio vai trazer a banda Ratos de Porão novamente ao Sul do estado depois de 13 anos. Além disso, o fest contará com o maior tributo ao System Of a Down do Brasil, a Down The System e mais 21 bandas. 

Foto/Divulgação

Depois de se apresentar no 3º Festival da Cultura Independente, em Urussanga no ano de 2010, o Ratos de Porão está de volta às terrinhas da região. Mais ácidos do que nunca, o grupo retorna a Criciúma seus velhos clássicos e com o jeitinho brutal de fazer Punk/Metal. Com mais de 40 anos em atividade, o grupo carrega 13 discos, sendo o mais recente “Necropolítica”, difundido no ano passado.


A Down The System fará um tributo a uma das maiores bandas de New Metal, System Of a Down. Já conhecido pelo público criciumense, os músicos pretendem incendiar o Garden com suas releituras. A reformulação dos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente na Malice Garden, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico.


Inspirada nas bandas grunge dos anos 90, a Fucking Project é um dos maiores expoentes do Rock autoral criciumense. Em 2021, os músicos lançaram o videoclipe “Sick This Way”, que está presente em seu novo material, a demo “Stop The World” que contém cinco faixas e está disponibilizada através das plataformas sociais e de streaming do grupo. Já a All Me, vem com uma proposta diferente, fazer um Emo com pinceladas de Hardcore, no qual há a presença do Pop Punk e o revival desses estilos mais melódicos. O grupo difundiu seu primeiro EP, recentemente. Denominado “Better Face The Fire”, o EP foi lançado em março de 2023 e conta com três faixas, “That Day”, “What If I Call” e “Decision”.


Uma das bandas mais antigas em atividade na cidade, a Nekrós formada em 2001, faz uma mescla entre as bandas setentistas e oitentistas do Heavy Metal. Em 2016, os músicos lançaram seu primeiro full length denominado “A Candle In The Dark”, produzido de maneira independente e que possui sete faixas, sendo elas, “The Candle”, “Brutal Corporation”, “Kind Of”, “Exodus”, “Blank Slate”, “Holocaust” e “The Base”. Caracterizada por fazer uma mistura de Rap com Metal, a Ponto Zero traz músicos experientes e a consolidação de uma nova proposta sonora, na qual possuem uma faixa intitulada “O Que eu Quis”. 


O clima emotivo volta a pairar nas noites do Garden, tudo isso porque a Sad Out vem com clássicos do Emocore e Hardcore para satisfazer os “adultos cansados” e também exibir clássicos que marcaram uma geração. E falando em HC, a Quatro Quartos será mais uma presente no line-up. Com diversos materiais divulgados, tais como os Eps, “Rolo Compressor” e “Sempre Enfrente”, os singles “Segredos”, “Nada Vai Mudar”, “Setembro” e o mais recente “Me dê a Mão”, os músicos pretendem surpreender o público presente.


Assídua banda nos bares da cidade, a Reverendo John Paul dá a cartada do Pop Rock através dos singles já conhecidos pelos roqueiros, como “Helena” e a mais recente “Estamos Vivos”. Movidos ora pelo Rock n Roll, ora pelo Reggae, a Dona Pirita é mais uma confirmada no cast do festival. O grupo possui um videoclipe, da canção “Paralisa”, na qual já alcançou a marca de duas mil visualizações. 


Com seu jeito extrovertido e também cômico, a Cherry Ramona leva letras regadas a aventuras e noitadas para a noite do Meteoro Festival. Em 2015, o grupo divulgou “Soco na Bixiga”, disco contendo seus principais clássicos, “Suíte do Quelemeu”, “Mulher Gato” e “Verão do Sul”. Belchior merece o melhor tributo e nada mais justo do que separar Cedrick Moraes e os Nômades do Éter para fazer tais releituras. O grupo pretende trazer os principais hits do latino americano que nos deixou há seis anos. 


A Hardent que começou suas atividades em 2018 é um dos nomes mais promissores do cenário, principalmente pelo disco “Colegial” com quatro canções, difundido no ano passado. Com uma proposta diferente, a Timball perambula pelos caminhos do Groove Metal e também do Metal Alternativo. 


A Rock Flanders separa o melhor do Pop Rock, seja nacional por meio de Rita Lee, Barão Vermelho, Titãs e Lulu Santos ou internacional, evidenciado por hits do R.E.M, Men At Work ou Dire Straits. Partindo do mesmo pressuposto e da mesma fonte obviamente, a Santo Rock é outra que vai trazer clássicos do Rock n Roll. 


Outro grupo conhecido por seu tradicional Pop Rock, a Good Times fará uma apresentação com a Três e Ela. Os amantes do Reggae também foram lembrados, pois a Brisa fará um show com o melhor do estilo que conquista cada vez mais adeptos no Sul Catarinense. 


A Last Romance irá separar um portfólio diferenciado do melhor do Indie Rock, mostrando dessa forma a miscelânea de estilos presentes no fest. Além dos músicos, no cast há ainda a banda The Grove’’s. Serão 21 bandas que se apresentarão em dois palcos e que começará a partir das 14h. É a volta dos festivais no Sul do estado. 




quarta-feira, 15 de março de 2023

Otacílio Rock Festival: 15ª edição reúne mais de mil pessoas na Fazenda Cambará

Otacílio Costa é uma cidade com aproximadamente 20 mil habitantes, economicamente estável, principalmente com a madeira sendo uma das principais fontes de renda do município. No entanto, há aproximadamente 15 edições, três amigos, Denilson Luis Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno desenvolveram a ideia de unir seus gostos mútuos pelo Rock/Metal e montar um evento em que pudessem, além de ouvir os respectivos estilos, dar vazão às bandas da Serra Catarinense. Assim se passaram 15 longínquas edições, trazendo bandas como Master (EUA), Whiplash (EUA), Ratos de Porão, Korzus, Violator, Attomica, Dr. Sin e fizeram a “Twin Peaks Catarinense” ser a capital do Metal no estado. Para esta edição, pensando no bem-estar de cada pessoa presente no OTA, trouxeram 19 bandas, muitas delas inéditas no estado, outras com um grande tempo de estrada e algumas que estão a todo o vapor movimentando o cenário underground catarinense. 

Saímos cedo de Tubarão em direção à BR 101. Juntamente com a excursão idealizada por Danniel Bala (Agosto Negro e Laguna Metal Fest), fomos juntamente com outras 25 pessoas ao som de músicas da bandas presentes no evento e de clássicos farofas - bem farofas mesmo - na minha playlist. Um sol para cada um, adentramos na belíssima Fazenda Cambará por volta das 15h30. 


Tuatha de Danann no OTA 2023

Estima-se que mais de mil pessoas passaram pelo fest. E o público renovado foi uma das primeiras características que presenciei nesta volta do OTA depois de 3 anos sem edições - tudo devido ao período de pandemia -, no entanto outro fato me surpreendeu, a quantidade de novos fotógrafos e imprensa no evento, que foram tratados com muito respeito e suporte - como de praxe - pelos organizadores, bandas, seguranças e públicos em geral. Lá era possível ver Sidney Oss Emer, Thiago Habeck e Aline Silva (O Subsolo), Carina Langa e Luiz Harley Caires (Underground Extremo), Heidi Luiza (Cultura em Peso), Priscila Ramos e Junior Dellabeneta (Agenda Metal), ao meu amigo fotógrafo Robson Siqueira e a nós, Guigo e Leandra da Urussanga Rock Music. 


Além da imprensa, organizadores de festivais e bandas que não tocaram nesta edição se faziam presentes no Fest. Além do Bala representando os festivais do Sul de SC, Laura Castegnaro e Liziane Castegnaro (Maniacs Metal Meeting), Marcos Valério e Lu Oliveira (Iceberg Rock Festival), Thomas Antunes e Cyro Wolff (Santana’s Sunday), Thiago Correa (Winter Knights), Leandro Brugnago (Deathkult Warfest) e Sandoval Batista (Maquinaria Rock Fest) estavam nesta edição. Integrantes de bandas como: Alocer, Agony Voices, Atlantis, Balboa’s Punch, Barba Rala, Captain Cornelius, Imago Mortis, Overblack, Posthumous, Rhestus, Saturno Alice, Spiritus Diaboli, Tandra, The Torment e muitas outras, também prestigiaram o OTA como público. 


Chegamos a Otacílio Costa com uns paranaenses fazendo o terror no palco do OTA. A banda Royal Rage de Curitiba exibiu um som rápido, com a ferocidade dos riffs, mas também evidenciou uma pluralidade de ritmos ao remeter ao Baião Nordestino na canção “Lampião”. Além disso, os músicos bradaram em seus discursos contra qualquer tipo de conspiracionismo e acerca do terraplanismo. 


Banda que tradicionalmente é figura carimbada nos festivais de Santa Catarina, a Goaten mostrou solidez, com um show sensacional e que me impressionou do início ao fim. Inclusive com “Bells”, a qual levou headbangers (eu me incluo nisso) a cantarem juntos e realizarem moshes. Em poucas palavras, um power trio violento que tem como autenticidade sua estética e as suas composições. 


O Orquídea Negra foi simplesmente avassalador, fizeram os metalheads se emocionarem com as clássicas baladinhas, “Surrender”, “Christmass Night” e “Miss You”, além de relembrar canções como “Touch Your Dreams”, “Rainbow in The Dark” e mostrar que santo da casa faz milagre sim. E mais uma grande performance do Boca, o qual tem uma das melhores presenças de palco do Metal Catarinense. 


O Icon Of Sin despertou curiosidade em muitas pessoas, primeiramente por ser o primeiro show do grupo que foi fundado em 2020, início da pandemia, porém também pelo fato de ter Raphael Mendes nos vocais, músico conhecido por fazer releituras de músicas do Iron Maiden. No setlist, seu novo disco, o homônimo lançado em 2021, full length este que traz resquícios de um Heavy Metal oitentista, mas com a identidade e versatilidade de Mendes. 


Um dos mais esperados da noite, o The Mist subiu ao palco com uma certeza, de que os presentes no OTA iriam cantar a plenos pulmões, “God Of Black and White Images”, “Flying Saucers In The Sky” e “Scarecrow”. E realmente foi isso que aconteceu, mas evidenciou ainda mais que Vladimir Korg é uma lenda nos vocais do Metal Nacional. 


The Mist

A Mawashi Geri de Passo Fundo trouxe consigo uma proposta totalmente diferente, inspirada naqueles filmes orientais e esboçadas através de canções em japonês que denotam sobre o folclore do país. Além disso, o grupo mostrou ser uma mescla do Metal Moderno, com o Death Metal. 


Após o show dos gaúchos, o ar sombrio e de carnificina se convergiram em um só, e a Ossos de Caxias do Sul literalmente fez um massacre nos palcos do Otacílio, uma vez que, trouxeram uma infinidade de riffs agressivos e céleres, letras que permeiam a maldade e podridão humana e uma estética sanguinária. Como destaque, friso as canções “Igor”, que transpassa a história de um serial killer macabro que ficava insistentemente assobiando, enquanto suas vítimas entravam em estado de desespero, as mensagens para as “tias da igreja” e a baladinha “Imagens do Horror”, que eu mesmo rouco e com tosse, cantava juntamente com Pezzi, porém do outro lado da grade. 


Mas esse seria só o começo da blasfêmia deste sábado/madrugada de domingo. A Malice Garden oriunda da terrinha, aqui de Criciúma fez um show surreal, isso através dos solos de bateria descomunais de João Victor Accordi ou pelos riffs pesados e densos de Spok. Cada canção trazia o clima soturno aos palcos do OTA, que finalizou de maneira única por meio da participação de Otávio Schonhofen nos vocais de "Revenge Against Jesus Christ” ao lado de Orland. 


E uma palavra define a apresentação da Profane Souls de Curitiba - PR, heresia. Profanação esta que mostrou que uma banda de 27 anos ainda permanece com o instinto primitivo e voraz dos primórdios do Black Metal no Paraná. O excelente disco “Ritual de Blasfêmia” foi apresentado aos presentes, principalmente por canções como, “Almas Profanas” e “Na Terra de Satã”. 


A Pressure Gain de Blumenau - SC, executou alguns covers e também apresentou sua nova música autoral, “Woman”, uma canção que fala sobre o empoderamento feminino e acerca da força da mulher na sociedade. Outro ponto a se destacar é pelo grupo ter duas frontwoman, fortalecendo ainda mais o discurso apresentado na composição. A faixa estará incluída no novo álbum, que está sendo produzido por Tiago Della Vega, o guitarrista mais rápido do mundo, que esteve no festival e inclusive tocou guitarra na referida música. 


A Finita apresentou uma mescla de reações e sentimentos, tudo aquilo que era evidenciado no palco era transpassado para o público. Cada performance, dança, gutural, lamúria ou grito se convergia em curiosidade dos headbangers ao olhar uma banda técnica, coesa e que aposta esteticamente em uma imagem, ora sombria, ora inesperada. Um dos principais momentos da apresentação foi na inserção da canção “Valsa dos Exumados”, a qual difundiram um lyric vídeo há seis dias. 


Original, autêntica e de uma celeridade sem tamanhos. Essas são as principais características da banda paulistana, The Damnation. O Power Trio feminino de Thrash Metal fez com que o palco do Otacílio Rock Festival virasse uma catástrofe de riffs e berros, peculiaridade marcante em cada composição. 


Cülpadö de Curitiba é mais um projeto do talentosíssimo e experiente multi instrumentista, Jeff Verdani (Jailor, Axecuter, Murdeath, Sad Theory) que teve uma ideia sensacional de fazer uma banda que contasse histórias sangrentas e macabras que ocorreram no país e ainda estão vívidas no imaginário coletivo. Além disso, o peso descomunal e a sincronia do fundador com os integrantes, Kevin (Guitarra) e Alan (Bateria) trouxeram uma atmosfera ainda mais densa à sonoridade. 


A Selvageria fez um dos melhores shows possíveis de uma banda de Speed Metal. Com a reformulação na formação, diferente daquela que se já havia se apresentado no OTA em 2018, os paulistas elevaram o instrumental a algo ainda mais cru e ao mesmo tempo brutal, não dando espaço para firulas e incluindo a potencialidade de cada arranjo como diferencial. As suas canções mais notáveis, “Hino do Mal” e “Trovão de Aço” renderam inúmeros moshes e fizeram o público cantar cada verso. 


Selvageria
“Believe, It’s True” logo de cara foi a primeira canção apresentada pelo Tuatha de Danann que realizou um dos maiores shows que eu já pude presenciar, seja pela questão sonora, na inclusão de flautas, mandolin e pela sincronia única de cada integrante, principalmente pela inserção dos vocais do baixista Giovani aos do vocalista Bruno Maia. Pela primeira vez na Serra Catarinense, o ambiente foi propício para os músicos ingressarem suas mitologias próprias, o folclore celta e a fantasia de cada show do grupo. Há quem diga, por aquelas searas, que viu no público a figura de Leprechaun ou de algum troll inebriado pela atmosfera mística que os mineiros nos proporcionaram. Entre as clássicas tocadas pelo Tuatha, estavam “Tan Pinga Ra Tan”, “We’re Back”, “Turn”, “Land Of Youth” e  “The Last Words” que se encerrou de uma maneira mágica o evento. 


Tuatha de Danann

Como o foco do nosso portal são músicas autorais, priorizamos aqueles que possuem músicas próprias. No entanto, o fest ainda contou com Vintage Valda Vinil, Diabolus Intervention (Cover de Slayer), Filhas do Velho e banda Os Kuatro. 


As fotos do restante das bandas e dos festivais serão postadas aos poucos, assim como os vídeos e o audiovisual sobre a décima quinta edição do evento.


*Não poderíamos deixar de citar um fato ocorrido na noite de sábado, primeiro dia do evento. Pois, uma moça que estava presente no público, Hagata Christie, foi vítima de falas racistas proferidas por um homem que também tentou atacar com um canivete um amigo da vítima. Como ele estava visivelmente transtornado, os seguranças do OTA foram rápidos para tirá-lo do evento e evitar que algo mais grave pudesse acontecer. A Urussanga Rock Music se compadece com a Hagata e se opõe a toda e qualquer manifestação racista, intolerante ou preconceituosa.


quinta-feira, 9 de março de 2023

Palaces Festival: evento protagoniza retorno dos festivais na região Sul do estado

 No dia 25 de fevereiro, a região Sul de Santa Catarina voltou a ser anfitriã de um festival, dessa vez do postulante Palaces Festival, evento organizado pela banda As The Palaces Burn. O local para a realização do fest era bem sugestivo, uma vez que, tem tradição em receber grandes bandas e no que tange a apoiar o underground regional. O Garden Gastropub em Içara - SC, antigo Colher de Chá, mostra que em suas paredes, a música independente e autoral está mais presente do que nunca. 

Fotos: Leandra Sartor/Urussanga Rock Music

O público deu seu espetáculo, já que lotou as dependências do bar e trouxe velhos rostos conhecidos a se inebriarem rememorando as nostalgias, amantes do Rock/Metal de regiões fora da Amrec e jovens sedentos pelo som pesado, sem firulas e totalmente idôneo. Além disso, as barracas de merchan explicitaram que ainda há colecionadores e apoiadores e que um evento como o Palaces, pode de certa forma ser um impulso para o resgate desses festivais pela região. 


No palco de baixo, a banda Milagro trouxe sua experiência e os 18 anos de atividade. Com uma sonoridade que flerta, ora com o New Metal, ora com o Metal Moderno, ora com elementos do Hardcore. Os músicos expuseram para todos ali presentes, vocais rasgados, uma bela sincronia e o peso descomunal, destaque para as canções, “Tripa de Porco” e “St Louis Harmonic”. 


Milagro


Outra originária da cidade de Criciúma, a banda Norium representou e mostrou na prática como mesclar o Heavy Metal ao Metal Melódico. O grupo contagiou o público com suas canções do álbum “A Journey in The Soul” e também com uma releitura da canção “Hearts On Fire” do John Cafferty. 


Norium


A Alkila sempre dispensou apresentações e nesse evento não foi nada diferente. A primeira canção, “Territory” da banda Sepultura fez com que os headbangers e metalheads protagonizassem momentos de moshes. Com um Death/Thrash Metal, a banda exibiu suas canções autorais, além dos covers apresentados. 


Alkila


E lá estávamos em uma sombria noite de sábado, quando nossos tímpanos são acertados com um som conhecido, nostálgico e simplesmente… assustador. A banda Murdock, veio de Tijucas, mas deixou toda a atmosfera “good vibes” no litoral, já que em plena introdução emendaram um monólogo do Zé do Caixão. Em seu show, riffs carregados e pesados auxiliaram no clima soturno. 


Murdock

Quando dizem que o Krisiun é a maior banda nacional, acredite essa afirmação é verídica e pode ser comprovada no Garden. Os três irmãos, em plena difusão de sua turnê do disco “Mortem Solis”, sem adornos quaisquer, proporcionaram uma imersão de riffs rápidos, agressivos e sustentados pela brutalidade já característica. Alex em uma de suas músicas, trouxe mensagens fortes, pesadas e falou que o Metal não é lugar para preconceitos e sim um ambiente comumente tratado, por pessoas que levam suas vidas sem dogmáticas religiosas e suas morais tão retrógradas para os dias atuais. Desde “Combustion Inferno”, “Blood Of Lions”, “Serpent Messiah” e até um cover de “Ace Of Spades” do Motorhead, os gaúchos concluíram sua apresentação de maneira caótica. 


Krisiun


Já que a atmosfera estava pesada, densa e propícia para um som ainda mais carregado, a Malice Garden no palco debaixo, trouxe o Black Metal em sua face mais crua, alternando dessa forma com inserções do Death Metal. As músicas do seu EP “Denying Creation” foram os destaques dos criciumenses que estarão se apresentando no Otacílio Rock Festival 2023. 


Malice Garden


Anfitriã e também prata da casa, a As The Palaces Burn parece com o vinho, cada dia que passa fica ainda melhor. Um som absurdamente técnico, com músicos experientes oriundos de grandes bandas do estado e também com a qualidade das letras presentes no disco, “End’evour”, os músicos prepararam uma apresentação atípica movida pelo Groove Metal, Metal Alternativo e pinceladas de Progressivo. 


As The Palaces Burn


A Losna com seu novo baterista, Mateus Michelon, abriu a caixa de pandora, pois ao começar a performance, as irmãs Fernanda e Débora, fizeram com que a noite sucumbisse aos violentos ataques de riffs. Além disso, uma passada aos clássicos do grupo e uma homenagem merecida a banda do atual baterista, Inheritours, na qual o grupo fez uma releitura. 


Losna


Com 27 anos em atividade e com a inclusão do guitarrista Vicente Telles, o Hibria fez um dos melhores shows da noite e encerrou o festival. Isso se deve pelo fato da sincronia única entre os membros e também pela preciosidade das músicas do seu novo disco, “Me7amorphosis”. Surreal, assim foi definida a apresentação do grupo porto alegrense.


Hibria



terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Palaces Festival: Sul do estado volta a ter protagonismo no cenário dos festivais

No próximo sábado (25), ocorre a primeira edição do Palaces Festival, evento que finca seus pés no cenário underground e que surge com o intuito de resgatar as raízes dos festivais de Metal do Sul do estado. A ideia é fomentar e criar um círculo de eventos que tem como propósito, a valorização da cultura headbanger e a difusão do estilo para mais pessoas. 

Foto/Divulgação

Após oito anos longe dos palcos sul catarinenses, o fenômeno do Death Metal mundial, Krisiun retorna com o peso descomunal que já lhe é característico, com a sincronia do Power Trio e com clássicos que se tornaram frequentes a cada show dos gaúchos, seja “Combustion Inferno”, “Blood Of Lions”, “The Will To Potency”, “Extinção Em Massa”, “Black Force Domain” ou “Devouring Faith”, o grupo mostra que Metal Extremo e Técnica podem caminhar juntos e ser um elo devastador. Ao todo, o Power Trio possui 12 álbuns de estúdio, em especial o novo disco, “Mortem Solis”, difundido ano passado. 


Oriunda das terras gaúchas, a banda Hibria traz a potencialidade do Speed Metal com traços convergentes do Power Metal. O grupo que recentemente contou com a inserção de Vicente Telles nas guitarras da banda vive uma nova era, principalmente com o lançamento do disco “Me7amorfosis”, full length cuja temática gira em torno de questões de autoconhecimento e superação de si mesmo. 


O Rio Grande do Sul está bem representado no evento, pois além das duas headliners, a banda portoalegrense Losna enfatiza a celeridade do Crossover e a intensidade do Thrash Metal. As irmãs mais headbangers do Sul do país irão exibir sem firulas, músicas que a tornaram referência no estilo nesses 25 anos em atividade. Tudo isso marcado por quatro discos desoladores e que de forma crua, exibem a rispidez do Power Trio. 


Considerada uma das bandas mais promissoras do Metal Alternativo/Groove Metal, a As The Palaces Burn carrega em sua bagagem diversos materiais, tais como, o disco “End'evour”, álbum lembrado por obter uma miscelânea de estilos e por abordar o existencialismo através das composições. Em maio do ano passado, o grupo criciumense difundiu “Offer The Gods”, um EP especial que homenageia Sepultura com a versão de “Mass Hypnosis”, Angra através de “Streets Of Tomorrow” e Dr.Sin por meio de “Fire”. 


Rock Setentista, Hard Rock, Doom e Stoner passam no crivo instrumental e lírico da banda Murdock de Tijucas. O grupo possui sete materiais, dentre eles, o EP “Entre Tigres e Lobos”. O quarteto aposta em músicas que abordam problemas comportamentais e consequentemente, batalhas mentais. 


Depois de um bom tempo em hiato, a banda Alkila de Tubarão retorna às atividades e aos poucos volta a se consolidar nos festivais do estado. Seja pelo Death e Thrash Metal, com influências específicas de Sepultura, Cavalera Conspiracy e Soulfly, os tubaronenses trazem singles autorais, contando com a sua demo homônima lançada em 2004, na qual  contém as músicas 'Hated by the Hate', 'Soldiers (Disturbed Minds)', 'Dying for the Master' e 'Mental Violence'.


A reformulação dos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente na Malice Garden, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico. E em 2021, o grupo nos entrega o precioso EP, Denying Creation. Última obra difundida dos criciumenses, que pretendem trazer o peso ao evento. 


Formada em 2018, outra prata da casa é a banda de Power Metal, Norium. O grupo investe em videoclipes e recentemente divulgou seu primeiro disco de estúdio, “A Journey Through The Soul”. A quarta representante da Cidade do Carvão, é a Milagro, banda esta que surgiu em 2005, passou por alguns hiatos e em 2020 voltou a ativa. A sua sonoridade é lembrada pela mescla do New Metal ao Stoner. 


Além das bandas, o evento se preocupou em fornecer gastronomia diversificada e que lembrasse a região, disponibilizou oficinas e contará com exposições. O festival começa às 14h (fique atento no cartaz de apresentações, não é pela ordem da matéria) e acontece no antigo Colher de Chá em Içara, agora com o nome de Garden Gastro Pub. 


segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

De duendes a folclore japonês: Otacílio Rock Festival retorna com edição insana em comemoração aos 15 anos

Após o período sabático da pandemia, um dos maiores festivais do Brasil, o Otacílio Rock Festival, retornará. O evento que reúne milhares de headbangers e metalheads na Fazenda Cambará em Otacílio Costa – SC, tem data e line-up definidos. Dias 11 e 12 de março, a belíssima Serra Catarinense é caminho dos grandes.

O ano de 2020 ficou marcado principalmente pela disseminação em massa da pandemia do Covid-19, mas no início daquele fatídico ano, o OTA (carinhosamente denominado pelos fãs) recebia roqueiros de várias regiões do país para assistir Armored Dawn, Korzus e os paraguaios do Suburban Bastards. Porém, os organizadores Denilson Luiz Padilha, Nani Poluceno e Elienai de Souza mal sabiam que outra edição demoraria três anos. No entanto, a sede pelo bom e velho metal, a saudade do camping e a nostalgia dos amigos falaram mais alto e hoje o Otacílio ressurge em grande estilo.

Foto/Divulgação

Para firmar essa parceria, a icônica banda de Folk Metal de Varginha - MG, Tuatha de Danann retornará a Santa Catarina. Com letras inspiradas em histórias da mitologia celta, o grupo fará espetáculo recheado de fantasias, espíritos ancestrais, misticismo e danças folclóricas. A banda carrega em sua discografia, cinco discos de estúdio, “Tingaralatingadun”, “The Delirium Has Just Began...”, o precioso “Trova di Danú”, “Dawn of a New Sun” e o mais recente “In Nomine Éireann”.

Representando o Thrash Metal, o The Mist, é considerado por muitos, uma das maiores bandas nacionais. São 34 anos de trajetória e uma história recheada de riffs sólidos e céleres que nos renderam as obras-primas: “Phantasmagoria” e “The Hangman Tree”. Com a reformulação do grupo, os mineiros estão ávidos ao divulgar seu mais novo EP, “The Circle of the Crow”.

Se o assunto é agressividade, nada melhor que uma banda de Speed Metal. Com o espírito inescrupuloso do Metal e vestimentas que remetem ao Glam Metal, a Selvageria retorna a Otacílio Costa, lugar onde instauraram o caos em 2018. Os paulistanos possuem dois discos de estúdio, o homônimo lançado em 2009 e o “Ataque Selvagem”, sua última produção.

Lembrado pelos vídeos de imitações de Bruce Dickinson, Raphael Mendes, traz um novo projeto à tona. Intitulado “Icon Of Sin”, o grupo possui como referência o Heavy Metal. Em 2021, o quinteto curitibano lançou o disco “Icon of Sin”, no qual evidenciou inspirações distintas, de Accept a Helloween em versos que trazem o saudosismo dos anos 80.

Formada apenas por mulheres, a The Damnation aposta no Thrash/Death Metal em seu primeiro disco, “Way Of Perdition”. Com dez canções, o full length foi considerado um dos melhores lançamentos nacionais de 2022.

Originária de Santa Maria – RS, a Finita possui resquícios do carregado e grave, Gothic Metal. Com letras inspiradas na misantropia em detrimento ao existencialismo, o grupo que já possui treze anos de estrada, traz o novo disco “Above Chaos”. 

Provenientes também do estado vizinho, a banda Mawashi Geri traz uma nova proposta, inserir o folclore japonês nos meandros do Progressive Death Metal e fazem isso com maestria, podendo ser evidenciado pelo disco “Yomi Yokai” de 2018.

Os amantes do Black Metal também não ficarão órfãos nessa edição, uma vez que, diretamente de Curitiba, a Profane Souls traz o que de mais herege e blasfemo contém no estilo. A chama corrosiva se faz presente no disco “Ritual de Blasfêmia”, difundido em 2021.

Já a Cülpado é um projeto recente do multi-instrumentista, Jeff Verdani. Ele juntou todas as referências e criou uma maneira ímpar de criar suas músicas, sendo em português e contendo histórias de seriais killers.

Formada em 2018, a Goaten do Vale dos Sinos – RS, já possui diversos trabalhos em sua discografia, seja pelos singles “Soul Decay”, “Mistress Of Illusion”, “Bells”, “Sacrifice” ou através dos EPS, “The Following” e “Crimsom Moonlight”. Peso, coesão e arranjos técnicos são presentes em ambos materiais, o que proporciona aos músicos, a solidificação no cenário do Metal Gaúcho.

Com trinta e cinco anos de atividade, o Orquídea Negra é considerado uma das maiores bandas do Heavy Metal brasileiro. “Who’s Dead”, “Orquídea Negra” e “Blood Of Gods” são três obras-primas do estilo e seus clássicos, como “Surrender”, “True Soldier”, “Miss You” e “The Darkness” não podem faltar nas playlists dos que comparecerão ao OTA 2023.

Aquele Black Metal mais primitivo, sujo, também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico. Essas são características da nova roupagem da banda criciumense Malice Garden. Os músicos mostram que a atual formação e as novas referências contribuíram e muito para seu recente material, “Denying Creation”.

Quando o Thrash Metal e o Crossover se fundem, rola aquela catástrofe. E disso a Ossos de Caxias do Sul – RS entende. Em seu vigésimo quarto ano em atividade, os músicos exibem a pura celeridade por meio dos discos, “O Caos em Mim” e “Contos do Necrotério”.

Frequentemente nos eventos e fests catarinenses, a Pressure Gain de Blumenau -SC se destaca pelo Rock n Roll, por meio do enérgico Hard Rock e também apostando em pinceladas do Heavy Metal. O grupo conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman e de possuir três videoclipes disponíveis através da plataforma do YouTube, “Crazy Night”, “Lonely Soul” e “There Is No End”. Recentemente os blumenauenses estão no desenvolvimento de um novo material.

A Royal Rage mostra que o Thrash Metal está mais vivo do que nunca. O grupo paranaense possui o disco “Conquer”, no qual contém 10 faixas. 

De volta aos palcos, a banda lageana Filhas do Velho retorna ao OTA. Com uma nova formação contando com Jay no vocal, Mayte no baixo, Dhenifer na bateria, Vivi e Ana Flávia nas guitarras, as meninas pretendem trazer clássicos do Rock n Roll e Heavy Metal. O evento ainda contará com a Diabolous Intervention trará um tributo ao Slayer, com a Os Kuatro e também com a participação do Valda Vintage Culture na discotecagem tocando hits do Rock.

Excursões estão sendo feitas de várias regiões, tais como Caçador, Criciúma, Curitiba, Laguna, Passo Fundo, entre outras cidades. Sabendo que os valores do ingresso para as excursões são do primeiro lote, R$ 120,00 + 1kg de alimento não perecível. O underground precisa cada vez mais de força e o OTA resiste ao tempo e as adversidades, por isso, arrume a barraca, o colchão, a lona, a churrasqueira e se prepare para mais uma edição.


terça-feira, 31 de agosto de 2021

Malice Garden: Banda divulga videoclipe de “Your Flesh, My Lust”

No dia 20/08, a banda criciumense Malice Garden divulgou seu novo videoclipe, “Your Flesh, My Lust”. A canção está inclusa no último material lançado pelos músicos, o Ep “Denying Creation”.


A faixa de forma inescrupulosa exibe riffs agressivos e um peso descomunal. A letra em sua essência preconiza a luxúria como centralizadora do enredo. E o vídeo produzido por Rhamon Soratto, expõe uma apresentação da banda no Meteoro Estúdios.

Foto/Divulgação

Sobre a banda

A banda de Black Metal, Malice Garden, foi formada em 1999, na cidade de Criciúma e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos. Recentemente, os músicos difundiram seu novo material, o Ep “Denying Creation”.

 

Formação Atual:

Spok (Guitarra)

Orland (Vocal)

Geison (Baixo)

Henrique (Guitarra)

João Vitor (Bateria)

 

Plataformas Virtuais:

Facebook

Instagram

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Malice Garden: A luxúria e o pecado estão explícitos em “Denying Creation”, seu novo Ep

 A banda criciumense de Black Metal, Malice Garden, divulgou seu novo material, trata-se do Ep “Denying Creation”, que possui três músicas e foi produzido de maneira independente.

Capa do Ep

A primeira faixa é denominada “Your Flesh My Lust” e de forma inescrupulosa exibe riffs agressivos e um peso descomunal. A letra em sua essência preconiza a luxúria como centralizadora do enredo.

“Denying Creation” é mais carregada, traz mistérios, principalmente no que tange ao seu instrumental. Ela é ríspida, mas ao mesmo tempo lenta, indo do Doom Metal ao Black Metal, em questão de segundos. No seu decorrer, há ainda um solo que deixa a sonoridade ainda mais ímpar. A composição complementa o âmago do disco, a satisfação carnal e a chama anticristã.

“S.I.N” encerra o trabalho e possui 05:04min. A canção exibe o amadurecimento dos criciumenses. Com um estrondo inicial, o instrumental carrega uma sequência de riffs crus e agressivos, destacando-se para a bateria e para os vocais rasgados de Orland Junior. Com o intuito de exibir o pecado, não como uma culpa ou punição e sim como uma forma de prazer, a banda fecha o ciclo das letras, denunciando a falácia moralista e a dogmática clériga.

A reformulação nos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente no grupo, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novas solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico.  

Sobre a banda

Foto/Divulgação

A banda de Black Metal, Malice Garden, foi formada em 1999, na cidade de Criciúma e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos. Recentemente, os músicos difundiram seu novo material, o Ep “Denying Creation”.

 

Formação Atual:

Spok (Guitarra)

Orland (Vocal)

Geison (Baixo)

Henrique (Guitarra)

João Vitor (Bateria)

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quarta-feira, 11 de março de 2020

Malice Garden: Banda criciumense divulga “S.I.N”, seu novo single

No último sábado (07), a banda criciumense de Death/Black Metal, Malice Garden, lançou seu novo single “S.I.N”. A canção estará inclusa no próximo álbum do grupo, que ainda não teve seu nome divulgado.

Facebook da banda
Com 05:04min, a canção exibe o amadurecimento dos criciumenses. Com um estrondo inicial, o instrumental carrega uma sequência de riffs crus e agressivos, destacando-se para a bateria e para os vocais rasgados de Orland Junior. A música foi produzida e mixada por Orland em seu próprio estúdio.




Sobre a banda
A Malice Garden foi formada em 1999 e ficou na ativa até 2003. Quinze anos depois, os músicos com uma nova reformulação retornaram às atividades e divulgaram logo no ano seguinte sua demo homônima, a qual traz canções regravadas de suas antigas demos.

Formação Atual:
Spok (Guitarra)
Orland (Vocal)
Geison (Baixo)
Henrique (Guitarra)
João Vitor (Bateria)

Plataformas Virtuais:

domingo, 13 de outubro de 2019

Outubro Sombrio: A reunião das artes negras no Caverna Kilmister

No próximo sábado (19) vai acontecer o Outubro Sombrio, no Caverna Kilmister em Tubarão- SC. O evento contará com a participação de seis bandas catarinenses de Black Metal, a Posthumous, Somberland BM, Obscurity Vision, Malice Garden e Lord Amoth.

Cartaz
Proveniente de Capivari de Baixo- SC, a banda de Black Metal Lord Amoth, foi formada em 2015 e tem como trabalho divulgado, o full length “The Last Funeral”, o qual contém oito faixas.

A Malice Garden de Criciúma- SC carrega riffs agressivos através de seu Death Metal característico. O grupo está na difusão o seu novo Ep “Malice Garden”, que angaria regravações de quatro canções.

Depois de uma intensa apresentação no River Rock Festival, a Obscurity Vision de Balneário Rincão- SC carrega os pilares do Metal Extremo. Os músicos possuem dois trabalhos, o Ep “Obscurity Creation” e o álbum “Dark Victory Day”, além de recentemente difundirem seu novo Lyric Vídeo “Imperivm”.

Um dos grupos mais expressivos do Black Metal catarinense, a Somberland BM está no desenvolvimento de novos trabalhos. O grupo de Criciúma- SC obtêm dois materiais, o Ep “Dark Silence Of Death” e o disco mais recente “Pest’OLoggy”.

A Posthumous de Criciúma- SC carrega 26 anos de estrada e com isso traz a experiência e o peso de um Black Metal cru e ríspido. O grupo exibe três materiais, as demos “Posthumous” e “Lost Upon The Altar Of Blasphemy” e o clássico “My Eyes They Bleed”, um dos principais discos do Metal Extremo catarinense.

Dia: 19/10
Horário: 19h
Ingressos: 10 reais antecipados (15 reais na hora)
Local: Caverna Kilmister (Tubarão- SC)


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