No próximo sábado (19) vai acontecer o Outubro Sombrio, no
Caverna Kilmister em Tubarão- SC. O evento contará com a participação de seis
bandas catarinenses de Black Metal, a Posthumous, Somberland BM, Obscurity
Vision, Malice Garden e Lord Amoth.
Cartaz
Proveniente de Capivari de Baixo- SC, a banda de Black Metal Lord
Amoth, foi formada em 2015 e tem como trabalho divulgado, o full length “The
Last Funeral”, o qual contém oito faixas.
A Malice Garden de Criciúma- SC carrega riffs agressivos
através de seu Death Metal característico. O grupo está na difusão o seu novo
Ep “Malice Garden”, que angaria regravações de quatro canções.
Depois de uma intensa apresentação no River Rock Festival,
a Obscurity Vision de Balneário Rincão- SC carrega os pilares do Metal Extremo.
Os músicos possuem dois trabalhos, o Ep “Obscurity Creation” e o álbum “Dark
Victory Day”, além de recentemente difundirem seu novo Lyric Vídeo “Imperivm”.
Um dos grupos mais expressivos do Black Metal catarinense,
a Somberland BM está no desenvolvimento de novos trabalhos. O grupo de
Criciúma- SC obtêm dois materiais, o Ep “Dark Silence Of Death” e o disco mais recente “Pest’OLoggy”.
A Posthumous de Criciúma- SC carrega 26 anos de estrada e
com isso traz a experiência e o peso de um Black Metal cru e ríspido. O grupo
exibe três materiais, as demos “Posthumous” e “Lost Upon The Altar Of Blasphemy”
e o clássico “My Eyes They Bleed”, um dos principais discos do Metal Extremo
catarinense.
A cidade litorânea de Laguna, será palco de mais uma
edição do Agosto Negro. O evento, que ocorre anualmente, será realizado nos
dias 02, 03 e 04 de agosto no Clube de Campo. Com um cast de 30 bandas, o
fest contará com nomes reconhecidos na cena do Sul e atrações de Minas Gerais e
do Maranhão.
Foto 1: Facebook do Evento
Os hedbangers que estiverem presentes no festival
serão congratulados por mais um dia de evento, visto que devido a pedidos
abriu-se a sexta-feira para a apresentação das bandas e consequentemente no que
tange a recepção ao público.
A Agosto Negro Produções tem como seu idealizador e
produtor Danniel Bala, que também organiza o Laguna Metal Fest que movimenta o
cenário catarinense há sete edições. O trabalho feito por Bala ganha uma
característica que é evidenciada em suas respectivas produções, a de
democratizar os estilos e ceder oportunidade a bandas de estados distintos.
Seguindo a marca registrada dos festivais
catarinenses, possuirá uma área gratuita para camping, além de uma praça de
alimentação no local. As excursões para prestigiar o festival estão saindo de
toda Santa Catarina, e até mesmo de fora do estado.
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ou vá até algum dos pontos de venda.
Foto 2: Facebook do Evento
A abertura dos portões irá ocorrer sexta-feira (02) às
16h, a banda Rastro de Pólvora será responsável por inaugurar os palcos dessa
edição. Diretamente de Tubarão, os músicos iniciaram em 2017 o projeto de Crust
Core que conta com influência de nomes de peso, como Brujeria e Napalm Death.
Logo em seguida a LasTTime inicia sua apresentação. A
banda de Heavy Metal foi formada em 2018 inspirada nos clássicos do gênero. Surgem
este ano com seu primeiro trabalho, o single “Priorities Upside Down”.
Representando o município de Braço do Norte, a Made In
Porão foi formada em 2013 e interpreta músicas de nomes consagrados do Rock ‘n’
Roll e Heavy Metal além de possuírem material autoral.
A primeira atração de fora de SC é a Cerberus, de
Torres - RS. Em atividade há dez anos, os músicos exibem um Heavy Metal
clássico. O grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além
de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.
Conhecida pelo público catarinense, a Red Razor está
na estrada desde 2011 investindo em um Thrash Metal oldschool. Possuí dois
trabalhos de estúdio (um EP e um disco), sendo a vencedora do prêmio de melhor
banda independente pela Rock Hard Alemã. Atualmente trabalham na produção do
seu segundo álbum.
Vindo da capital do estado, a banda Metal Gods será
responsável por encerrar as atividades do primeiro dia do festival apresentando
um tributo a Judas Priest.
No sábado, logo cedo, o cantor e instrumentista Little
Joe Aaron chega de Garopaba- SC para sua exibição. O músico expõe releitura de
clássicos do Blues e de suas ramificações.
A P115 de Tubarão- SC sobe aos palcos em seguida e
explicita seu Punk Rock através de músicas autorais. O grupo tubaronense foi
formado em 2015 e tem como seus trabalhos divulgados, a canção “O Palhaço” e
“Se o Mundo Acabasse Hoje”.
Para quem é apaixonado por nostalgias não pode perder
a Billie Jean, prata da casa. Os músicos exibem um Pop Rock com influências dos
anos 70,80 e 90, apostando na versatilidade de suas releituras.
Com 34 anos de banda, a Reação promete incendiar o
público lagunense. Através de músicas próprias como “Jogo da Morte”, “O
Espiado”, “Só Na Maré”, “Dentro de Suas Cabeças”, entre outras, pretendem levar
o Rock n Roll aos presentes.
Uma das representantes do RS, a Goaten foi formada há
aproximadamente um ano e carrega consigo uma sonoridade que remete ao Heavy
Metal. Com integrantes ligados ao Glam Metal e Hard Rock, os gaúchos divulgaram
no início do ano, o single “Soul Decay”.
Proveniente de Florianópolis- SC, o projeto XEI &
Sons In Black aos poucos se solidifica no cenário dos festivais catarinenses. A
técnica, coesão e sincronia são elementos fundamentais para a composição dos
materiais dos músicos e a versatilidade e presença de palco são características
marcantes em sua performance. Uma das canções mais importantes para o grupo, é
a baladinha “Believe What I Say”.
Com uma bagagem de mais de 20 anos de estrada, a
Malice Garden exibe um Black Metal maduro, seguro e conciso através de riffs
agressivos e de uma atmosfera sombria. Os criciumenses possuem um repertório
autoral e trarão seus clássicos para o Agosto Negro.
A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências
extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências
para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.
A Nativity In Black fará uma apresentação com
releitura de clássicos da banda britânica, Black Sabbath.
Originária do estado do Maranhão, a Alchimist vem de
longe para fincar suas raízes no sul-brasileiro. Os maranhenses mantêm em sua
sonoridade, elementos progressivos, traços melódicos, um vocal forte e uma
atmosfera ímpar evidenciada nas suas músicas autorais. Dentre suas canções,
“The Wisher” e “Despair” são frequentemente pedidas em suas exibições.
A Somberland já é considerada uma das maiores bandas
do cenário brasileiro. Esse fato se deve a qualidade de suas apresentações, a
complexidade de suas letras e a maestria de um quarteto que explicita a heresia
habitual do Black Metal e consequentemente a simbologia por trás do estilo obscuro.
Os seus trabalhos “Dark Silence Of Death” e “Pest’o Loggy” são exemplos nítidos
de materiais consistentes.
Logo em seguida sobe ao palco uma lenda do Metal
gaúcho. A Leviaethan enfatiza um Thrash Metal há 36 anos e gradativamente
emerge através dos seus clássicos. O álbum “Disturbed Mind” é uma obra-prima,
nele está inclusa “Drinkin’ Death”, uma das canções mais lembradas. Com shows
importantes em seu portfólio, como abertura para Krisiun e Sepultura,
participação no Programa Radar TVE, os músicos consolidam-se através de riffs
rápidos e céleres.
De Lages- SC, a Orquídea Negra figura entre os ícones
da música catarinense. O grupo possui três full length, o “Who’s Dead”, o
homônimo “Orquídea Negra” e o recente “Blood Of The Gods”. Com um vocal marcante
de Boca, instrumental técnico e letras carregadas de histórias regionais, o
Orquídea expande o Heavy Metal clássico a traços cadenciados. Seus sucessos
“True Soldier”, “Surrender”, “Miss You” e “The Darkness” não poderão ficar fora
do repertório dos lageanos.
A noite voltará a ficar extrema, pois a Paradise In
Flames ingressará com seu respectivo Black Metal. A banda oriunda de Santa
Luzia- MG traz a chama do anticristianismo e da misantropia, com vocais mórbidos
e uma sonoridade fúnebre e arrastada. A banda possui dois álbuns, “Homus Morbus
Est” e “Labirinto das Metáforas”, além de obter um videoclipe da canção “Has
Never Seen a World Without Wars” que alcançou mais de 350 mil visualizações no
YouTube.
No período da meia-noite, a Bad Bebop acalmará os ânimos
dos Metalheads presentes. Os curitibanos provindos de bandas importantes do
cenário, como Necropsya e Semblant criaram o projeto no ano de 2015. A partir
disso, convites foram surgindo e os músicos puderam se apresentar na Argentina,
em festivais importantes e divulgaram o álbum “Prime Time Murder”, trabalho bem
elaborado com resquícios de experimentalismo e Heavy Metal.
A Breed será a encarregada de encerrar o sábado
trazendo cover de Rock n Roll e de clássicos do Grunge.
Para abrir o último dia
de festival, a Overblack sobe aos palcos. Formada em Blumenau em 2008, os
músicos expõem um Heavy/Thrash Metal de qualidade em seus trabalhos, que
consistem no EP “Dying to Fight” e álbum “Still Burn” que será lançado ainda
esse ano.
Em seguida, a Threzor vem
direto da ilha de Florianópolis para exibir um Thrash Metal oitentista.
Lançaram em 2017 o clipe da música "S.U.S", seguido pelo primeiro EP “Liberty
Denied”. No ano seguinte, foi divulgado o lyric vídeo da música “Silent
Execution”.
Com duas demos lançadas e
três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua
trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock
Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As
suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e
“Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.
Cada vez mais
estabilizados na cena catarinense, a Dark New Farm trás o New Metal para os
palcos do Agosto Negro. Marcando presença em mais um festival catarinense, os
músicos de Nova Fazenda possuem entre seus materiais lançados as músicas
“Madre”, “L.O.V.E” e “La Patria! La fábula!”.
O Death Metal da Silent
Empire não poderia ficar de fora do festival. Há oito anos em atividade, os
músicos fincam seu nome no metal nacional. Entre os trabalhos divulgados estão
o EP “Hail The Legions” e o álbum “Dethronement Of All Icons”, que obteve uma
resenha da URM.
Diretamente do litoral
catarinense, a Syn TZ marca presença em mais um evento, os músicos exibem uma
combinação de Heavy e Thrash Metal. Em 2018 lançaram o álbum Heavy Load, e este
ano, nos concederam uma entrevista no OTA.
Com 34 anos de carreira e
um nome consagrado, a banda paulistana MX trará todo peso do seu Thrash Metal
ao palco lagunense. Com cinco álbuns
lançados (incluindo o mais recente, “A Circus Called Brazil”), possuem também o
EP “Again” e a compilação “Headthrashers”.
Os paranaenses da Motörbastards
serão os responsáveis por encerrar essa edição do Agosto Negro. A banda que
iniciou como um cover de Motörhead, possui influencias da banda pra as
composições autorais que ganharam espaço nos trabalhos de estúdio.
Um dos
festivais mais tradicionais do sul de SC está de volta, ao reacender das luzes.
A Agosto Negro produções idealizada por Danniel Bala divulga a sexta edição do
Laguna Metal Fest.
O evento que já
trouxe nomes como Clasutrofobia, a lenda Blaze Bayley, Rhestus, Project 46,
Krucipha, Fuzilador, Distraught, Voodopriest e Symbolica vem com o mesmo legado
e com a conhecida estrutura. A cidade litorânea de Laguna recepcionará os
headbangers de toda a região Sul e em abril se tornará a capital do festival.
Para essa
edição, foram confirmadas oito bandas de diversas regiões do estado e uma de São
Paulo. O fest contará com a cobertura de quatro mídias independentes, sendo
elas, A Hora Hard, Cultura Em Peso, O Subsolo e Urussanga Rock Music.
Carregando seus
25 anos de atividade, a banda litorânea Khrophus (São José – SC) é uma das
atrações mais esperadas do festival. Os músicos que se consagraram como um dos
grandes expoentes do Death Metal brasileiro, realizando também turnês
internacionais, possuem diversos trabalhos lançados ao longo de suas carreiras.
Entre estes estão as demos “Khrophus” (1993) e “Tribulations” (1998), os álbuns
“God from the Dead Images” (2003), “Presages” (2009) e “Eyes of Madness”
(2013). Além do Ep “Symbols from Death” (2008) e a compilação “Presages / Eyes
of Madness” (2016). Os integrantes são Hugo Deigman (Vocal/Baixo), Adriano
Ribeiro (Guitarra) e Carlos Fernandes (Bateria).
A única banda
de fora do estado é a Inherence que será uma das headliners. O grupo paulista formado
em 2016 irá trazer seu peculiar Metal/Hardcore com influências nova-iorquinas
de bandas como Hatebreed e Aborted. Recentemente os músicos divulgaram o álbum “Dogma”
que enfatiza toda a brutalidade através de seus riffs rápidos. Ela é formada
por Thiago Castor (Vocal), Marcelo Liam (Guitarra), B2 (Baixo) e João Limeira
(Bateria).
A banda Dark
New Farm (Nova Fazenda – SC) vem conquistando seu espaço no cenário musical
catarinense. O grupo possui uma forte influência do New Metal, trazendo em seu
repertório covers de bandas como Drowning Pool, Korn, Linkin Park e Sepultura.
No final de 2017 o grupo lançou um lyric vídeo da faixa autoral “La Patria, La
Fabula”. Os integrantes são Luiz Harley Caires (Vocal), Maykon Kjellin
(Bateria), Fabiano Hamed (Baixo) e Sol Portela (Guitarra).
O power trio
criciumense Somberland (que recentemente concedeu uma entrevista ao UrussangaRock Music), trará ao palco do Laguna Metal Fest um Black Metal cru referente a
sonoridade típica do estilo nos anos 90. Desde 2015 na estrada, os músicos
possuem dois trabalhos lançados, o Ep “Dark Silence Of Death” (2016) e o
full-length “Pest’Ology” (2017). A banda é composta por E.Nargoth( Baixo e
Vocal), Diavolous (Guitarra), DMortest (Guitarra) e W.A.G (Bateria)
A prata da casa
#Figure é a estreante nos palcos. A banda foi formada no final de 2017 e
carrega em sua essência o Death Metal Melódico feito por cinco amigos que
decidiram juntar seus gostos em comum, referências como Soilwork, In Flames,
At The Gates, Arch Enemy, Testament e incluir ao projeto. É composta por Renato
Lopes (Vocal), André Medeiros (Guitarra), Jaison Junior (Guitarra) e Gustavo
Oliveira (Bateria).
De Tubarão, a Deadnation finca seu Death Metal técnico ao evento. O grupo que surgiu em 2016
divulgou no final do ano passado seu primeiro single “Redrum”. A banda é
composta por Fabrício Wronski (Vocal), Rafael Spilere (Guitarra), Jefferson
Pereira (Guitarra), Jadson Falchetti (Baixo) e Gustavo Oliveira (Bateria).
Outro ícone do
metal catarinense é a banda de Power Metal itajaiense Steel Warrior que já
carrega 22 anos em sua trajetória. Os músicos possuem seis trabalhos, dentre
eles estão o homônimo “Steel Warrior”, “Visions From The Mistland”, “Beyond The
Twillight Hills”, “Army Of The Time”, “Vodu” e “Legends”. A formação do grupo é
André (Guitarra e Vocal), Culver Yu (Bateria e Vocal), Murilo Soares (Guitarra)
e Anderson Agostinho (Baixo e Vocal).
A banda
Mechanix vem diretamente da cidade de Florianópolis, e será responsável por
trazer ao festival um tributo ao Megadeth. O grupo, que está na ativa desde
2016 conta com os músicos Giuliano Schmidt no vocal e guitarra (Syn TZ, Still
Life), Gabriel Barreto (Selvagens da Monareta) no baixo, Gabriel Porto
(Enarmonika, M26, Matriarca, Exception) na bateria e Diogo Mafra (Almah,
Dynahead) na guitarra.
Então prepare
sua jaqueta, monte seus patches, junte seus amigos e pegue o rumo do Clube de
Campo em Laguna, onde por apenas 30 reais antecipados você irá desfrutar de
oito grandes bandas do cenário underground. Laguna te espera para mais um
LAGUNA METAL FEST.
Após o
lançamento do EP “Dark Silence Of Death” em 2016, a banda de Black Metal
Somberland divulga seu primeiro álbum, intitulado “Pest’Ology”. Há dois anos na
estrada, a banda já marcou presença em festivais como Otacílio Rock Festival e
Frai'n Hell Rock Festival. O full-length, produzido, masterizado e mixado por Orland Junior possui nove faixas, as quais foram resenhadas individualmente pela Urussanga
Rock Music!
A faixa de
abertura do álbum é a que dá nome ao mesmo. Contando com uma introdução densa
somada com os guturais de E. Nargoth, a homônima “Pest’Ology”Trata dos
malefícios propagados pelos dogmas cristãos que contaminam a raça humana como
uma espécie de praga que se alastra na Terra.
Seguindo a
temática anticristã, a segunda faixa é intitulada “Here Has No Place For God”
(Aqui Não Há Lugar Para Deus). A música traz à tona questionamentos sobre as
ilusões vendidas pelas religiões, se opondo às doutrinações divinas. O
instrumental conta com riffs cadenciosos que dão um tom característico a
canção.
“Fallen Angel”, a terceira faixa, trata
simbolicamente do retorno do “anjo caído” para que este possa conquistar o
mundo. A sonoridade obscura prevalece na canção, que conta com uma premissa
lenta, trazendo um tom fúnebre e sólido para faixa.
A quarta faixa
do álbum, intitulada de “Forever Dark Wood”, descreve de forma poética o
misticismo presente no cenário belo e sombrio da noite que envolve os bosques.
Dessa forma, mescla de forma harmoniosa o conteúdo profundo com a sonoridade
pesada e rítmica da faixa, a qual é um dos trabalhos mais reconhecidos da
Somberland.
A quinta faixa “Dark
Silence Of Death” é catastrófica, nela é possível remeter a muitas bandas europeias
do final dos anos 90. O instrumental coeso, sólido e brutal toma corpo durante
toda a composição enquanto a letra aborda as questões ligadas a hipocrisia
religiosa e exibe o fim de maneira analítica, todo o lado escuro, gélido e
negro da morte.
“Wrath Of The
Tyrant” traz batalhas ao fronte da Somberland. E.Nargoth em seus vômitos
blasfemos nos vocais transpassa berros rígidos roucos complementados aos riffs
bem trabalhados e técnicos de DMortest. A canção exibe de uma forma explícita
todo ódio e ira do tirano que atormenta os sonhos sangrentos de seus
adversários.
De uma melodia
surreal, sonoridade incomum e gritos destrutivos, a “Into The Front”, música
que esteve no último Ep e que ganhara um videoclipe, é a sétima faixa do disco.
Há nela características em comum com o Marduk, toda a sequência de riffs e a
composição que remete ao saldo trágico de uma guerra.
Conhecer a
faixa “Sadistic Instincts Arise” e não se surpreender com seu início é
impossível. O começo é bem plausível a obter questionamentos ao desenrolar da
mesma já que possui uma sonoridade diferente com os vinte segundos de
baquetadas de W.A.G. A partir daí o caos reina e os luxuriantes versos dela expõem
uma atmosfera sádica que perambula nos sentimentos mais pútridos de cada um.
Baladinha? A
última faixa “...When Future No Matter” é apenas mais cadenciada perante as
outras. Nela o instrumental se encontra em profundas alternações já que se
intensifica com os berros de E.Nargoth onde reproduz uma temática relacionada
ao fim e ao significado da jornada depois de momentos subversivos e escuros remetidos
a peste.
Depois de um
sábado bem agitado, com bandas de várias vertentes do Metal, com pirofagias,
moshs, rodas punks e destruição, o Frain’ Hell Rock Festival despertou o seu
púbico com a beleza exuberante da paisagem do Refúgio do Lago.
A primeira
banda a se apresentar no domingo foi uma surpresa, já que a Jhonny Bus (grupo
que estava no cast) cancelou a participação depois de um problema grave na coluna
de um dos guitarristas, impossibilitando o mesmo de tocar. Então diretamente de
Lages, a Curto Circuito trouxe o Hard Rock/Rock n Roll através de clássicos e
da música “Cerveja Ou Gasolina”.
Também lageana,
a Blood Eyes expôs o Metal autoral em português. Essa peculiaridade propiciou
aos músicos grandes elogios vindos do público que começava a se movimentar ao
entorno do palco. As canções próprias “Minha História”, “Olhos de Sangue” e “Seres
da Mente” foram algumas das nove reproduzidas pelo grupo.
O Xakol propôs
o Power Metal aos headbangers. Músicas como “Restless Hunter”, “Dawn Of
Insanity” e “Rise Of A New Sun, Part 2: Sunrise” não deixaram de faltar no
repertório dos florianopolitanos.
Com 24 anos de
estrada, diversos álbuns, demos e splits lançadas, a Khrophus era um dos
headliners do evento. O grupo era um dos três provenientes da primeira edição
em Fraiburgo. Com a formação sólida e entrosada na entrada de Hugo Deigman nos
vocais, a banda de Death Metal colocou o Refúgio do Lago abaixo com a
ferocidade e técnica nos riifs céleres de Adriano Ribeiro. As músicas expostas
foram “Smoke Screen”, “Master Of Shadows”, “Dead Face”, “Lost Iniciations”, “Testimony
Of Illusions”, “Statues”, “Interposition”, entre outras.
O Orquídea
Negra fez um show grandioso, sendo uma das bandas mais reconhecidas do estado,
trouxe à tona clássicos como “Surrender” e “Miss You” o que
deixou o público extasiado.
Representando o
cenário Crossover/Grindcore no evento, a AbomiNação de Lages praticamente
acelerou os ânimos dos Metalheads. Munidos pelo som rápido e veloz intercalado
com discursos revoltosos e de descontentamento sociopolítico exibiram a fúria
musical. As canções “Tradicional Família Brasileira”, “Heróis Sem Capa”,
“Deus Diligit Hominem” e “País de Tolos” (donde o vocalista Mateus Biazoto
discursou contra o separatismo e a influência conservadora que isso tem na
sociedade) estavam presentes no setlist.
A última de
Black Metal a se apresentar foi a Somberland de Criciúma. Desde a entrada dos
músicos ao palco foi notória a qualidade e técnica instrumentais presentes. O
grupo que recém havia chegado de um show em Joinville incendiou o Refúgio do
Lago. Com um som herege, blasfemo e antirreligioso, foram reproduzidas músicas
do Ep “Dark Silence Of Death” como “Forever Dark Wood”, a homônima “Dark
Silence Of Death” e “Into The Front” e também as novas canções, “Here As No
Place For God”, “Fallen Angel”, “Pest’ oLogy”, “Sadistic Instinct Arise”, “Their
Suffering, My Pleasure”, “When The Future No Matter” e “Wrath Of The Tyrant”.
Mesclada a
Orleans e Criciúma, a They Come Crawling surpreendeu o Frai’n Hell Rock
Festival com seu respectivo Death/Thrash Metal. Os músicos mantiveram a
velocidade e rispidez constantes nas músicas tocadas, “Rapture”, “CBE”, “Live
Fast, Die Faster”, “If It Kills You”, “David Lynch Sucks”, “Ignorance”, “Shape
Of Things To Come” e “Guilty Conscience”.
A The Four
Horsemen ficou responsável pelo encerramento do festival. O grupo paulistano
tocou músicas bem conhecidas do Metallica e o público em meio ao cansaço ainda
fez moshs e rodas personificando o sucesso do festival.
No último final
de semana, aconteceu o Otacílio Rock Festival. A décima primeira edição contou
com dezenove bandas do RS, PR, MG, DF, SP e de SC. Foram divididos por dois dias e em
ambos notou-se uma grande quantidade de pessoas além de apresentações
memoráveis de várias bandas.
A Urussanga
Rock Music juntamente com a excursão que saiu de Criciúma chegou por volta das onze horas na Fazenda Cambará. Ao desenrolar do fest, conseguimos acompanhar a maioria
das bandas. Perante a isso vamos cobrir aquelas em que assistimos durante toda
a apresentação.
A cidade de
Otacílio Costa com pouco mais de 16.000 habitantes está se figurando no Metal
Catarinense. A 11° edição do Otacílio Rock Festival trouxe a tona uma ampla
estrutura, tanto público quanto banda puderam aproveitar-se das atrações que o
fest trouxe, como Open Air, gastronomia vegana, brindes e claro de muito Metal.
A primeira
apresentação foi do grupo Legado Frontal que estava vindo de um hiato. A banda
de Metalcore formada no município já conhece muito bem o festival. Em seu show
expuseram alguns materiais próprios mesclando com cover de bandas conhecidas
pelo público presente.
Logo depois
entrou no palco a Sagrav de Chapecó. O show simplesmente foi destruidor. O
grupo que se apresentou pela primeira vez no evento mostrou que gradativamente
se perpetuará no Metal Catarinense. Zauza e companhia conseguiram mostrar a
todos a força de Chapecó, e na temática da música The Lynching expor a história
sangrenta marcada pelo domínio da Igreja Católica e atrocidades da mesma no
município.
A Vermouth
subiu no palco em seguida. O grupo de Lages-SC deu vida a grandes clássicos do
Rock n Roll e Hard Rock.
Uma das mais
esperadas foi a Axecuter. O grupo paranaense começou com “Attack” fazendo os
headbanger baterem cabeça logo no início. “Raise The Axe” possibilitou uma
grande roda, e nela os músicos mostraram a essência incitando todos a levantar
o machado. Além desses clássicos, a Axecuter na música homônima chamou o “The
Axecuter” para a apresentação artística. No set list não poderiam faltar ainda
clássicos como “In For The Kill” e a “No God No Devil (Worship Metal) ”.
Brutalidade de riffs, seguidos a um vocal cru de Danmented e linhas rápidas na
batera foi um atrativo à parte.
A quinta banda
veio de Porto Alegre-RS. A Losna, subiu ao palco as 17:50 e exibiu o melhor do
Thrash Metal Old School. Clássicos como
“Slowness” e a recente “Back to The Grotto” não deixaram de faltar. As meninas
Fernanda Gomes e Debora Gomes mostraram que o Metal não é um lugar
exclusivamente masculino.
Outra estreante
no evento foi a Older Jack de Pomerode. A banda que possui suas letras em
alemão fez o público cantar junto e tornar a apresentação um verdadeiro
espetáculo, pois misturou os diversos gêneros do Metal. Letras regadas a
cerveja e aventuras, instrumental técnico e vocal afinadíssimo foram
características marcantes no show.
Carregando 30
anos de banda, a Orquídea Negra realmente fez um estrago no OTA. Sua
apresentação fora memorável. Boca,
Robson e companhia relembraram clássicos como “Blood Of The Gods”, “Rainbow Of
The Dark” e “Surrender”. O grupo é emblemático, avassalador e principalmente de
uma qualidade surreal. Tudo isso foi notado perante a movimentação do público.
A banda Rhestus
fez o fest tremer. Clássicos como “Fuck Off”, “Cancer” e “Guerras Insanas” não
deixaram de faltar. Além dessas canções, a banda apresentou novos sons que
farão parte do novo álbum. O grupo manteve a mesma pegada brutal em quase todas
as canções e com toda a experiência fez o que esperava da banda ícone
catarinense.
A brasiliense
Violator era a atração mais esperada da noite e eletrizou o público ao trazer
não apenas o Thrash Metal de qualidade clássico da banda, mas também um
cativante discurso sobre agregação. O show foi embalado por clássicos, como
“Respect Existence Or Expect Resistance”, “Futurephobia” e “Endless Tyrannies”.
Os músicos fizeram questão de expor a ideologia do grupo, frisando que a
Violator sempre apoiará qualquer tipo de minoria. Além disso, o discurso
político feito por Poney (Vocal e Baixo) deixou o público tão extasiado que
logo emergiu um coro em forma de vaias e protestos contra o Deputado Jair
Bolsonaro.
Apesar do grande setlist e das mensagens admiráveis passadas pela banda
o que chamou a atenção foram eventos isolados entre alguns seguranças e o
público. Diversas pessoas da plateia tentaram pular a grade em frente ao palco,
porém foram impedidas pelos seguranças. A banda, que sempre exalta a
necessidade da união, se mostrou contrária a tal atitude e alertou isso aos
seguranças do local. Porém mesmo após as reclamações os seguranças não
recuaram, e o mesmo aconteceu com o público que ao fim do show destruiu a
grade. Essa foi a premissa necessária para que o vocalista descesse do palco e
se juntasse a plateia, que sucumbiu a uma explosão de harmonia e amor à música.
O show foi finalizado em meio a abraços e com direto a crowd surfing.
De Caratinga-MG
surge outra estreante, um Death Metal mesclado ao Thrash. A Venereal Sickness
fez os headbangers se quebrarem com sua potencialidade sonora, o grupo mineiro
começou a apresentação com a nova música “Burning The Laws”, que acabara de
ganhar um videoclipe e estará no próximo disco dos músicos. O cast de oito
faixas, ainda contou com os clássicos “Useless Commanders”, “The Path Of
Execution” e “Human Plague”. A
peculiaridade exibida pela Venereal Sickness fez os fãs mesmo cansados, buscar
energia e disposição das forças mais obscuras possíveis.
Após a
apresentação da banda Veneral Sickness foi a hora da curitibana Imperious
Malevolence entrar em palco. O grupo de Death Metal apresentou um setlist
composto por 10 faixas, sendo iniciado pela homônima “Imperious Malevolence”,
seguidas por “Nihilisticon”, “No Return”, “Priest Of Pestilence”, “Seek For
Mephisto”, “Arquiteto da Destruição” um dos maiores sucessos da banda
juntamente com “Doomwitness” a faixa tocada na sequência. As últimas músicas
apresentadas foram “Where Demons Dwell”, “Ascending Holocaust” e “Perpetuação
da Ignorância”, música que encerrou o show.
A banda mostrou que os 21 anos de estrada só corroboraram com a
ideologia e com a particularidade do som apresentado. O público cantou do
início ao fim, principalmente seu maior clássico, a música “Arquiteto Da Destruição”.
A criciumense
Somberland foi a última atração da noite e representou muito bem o sul do
estado. Mesmo sendo a última banda, boa parte do público se manteve fiel e o
grupo com toda certeza não decepcionou. Este foi o segundo show da banda de War
Black Metal, que deixou claro todo seu profissionalismo somado ao som de
qualidade. Foram apresentadas as músicas do “Dark Silence Of Death” (primeiro
EP lançado pela Somberland) juntamente com algumas das faixas que estarão no
novo álbum. A banda também apostou na teatralidade, em meio a apresentação
subiu ao palco uma pessoa trajada de um hábito negro que esmagou um punhado de
hóstias e jogou-as no chão. O show foi
finalizado com chave de ouro ao som de “Into The Front”, a música mais
conhecida da banda. Consequentemente os músicos mostraram toda a atmosfera
oculta, sombria e maldita que carregam desde o início da horda. E com certeza
se perpetuarão no cenário do Metal Extremo Catarinense.
Obs: Foram perdidas a maioria das fotos do festival. E para sermos imparciais optamos por divulgar a logo ou foto de cada banda. Ao final publicaremos as fotos que conseguimos recuperar.
Os músicos
acabaram de lançar um vídeo da música “Into The Front” que está em seu álbum de
estreia “Dark Silence Of Death”. Um som totalmente técnico, com uma letra onde
aborda o contexto de guerra e destruição.
O vídeo da
música é composto a partir de colagens individuais de vídeos que representam os
eventos de terror que ocorreram durante as guerras.
A banda de
black metal criciumense Somberland BM acaba de lançar seu ep virtual,
intitulado “Dark Silence Of Death”. O álbum contém três músicas, são elas “Forever
Dark Wood”, “Fallen Angel” e “Into The Front”. A difusão do material, se deu
por meio do perfil da banda.
”...para a gloria de todos os homens que vivem suas vidas de
acordo com sua própria vontade, sem curva-se a divindades ou ideologias fracas
e inúteis...” (Banda
Somberland)
Abaixo estão as
plataformas virtuais para ouvir e baixar o Ep:
O Power Trio
Somberland BM iniciou suas atividades no final do ano de 2015 na cidade de
Criciúma.
Na próxima
semana o grupo lançará online o primeiro EP denominado “Dark Silence Of Death”,
o qual contará com três músicas. Os shows de divulgação deste trabalho têm
previsão para serem iniciados no próximo semestre deste ano.
No momento a
banda está trabalhando na composição de letras, e pretendem até o final deste
ano lançar um álbum completo.