Mostrando postagens com marcador Somberland BM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Somberland BM. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de outubro de 2019

Outubro Sombrio: A reunião das artes negras no Caverna Kilmister

No próximo sábado (19) vai acontecer o Outubro Sombrio, no Caverna Kilmister em Tubarão- SC. O evento contará com a participação de seis bandas catarinenses de Black Metal, a Posthumous, Somberland BM, Obscurity Vision, Malice Garden e Lord Amoth.

Cartaz
Proveniente de Capivari de Baixo- SC, a banda de Black Metal Lord Amoth, foi formada em 2015 e tem como trabalho divulgado, o full length “The Last Funeral”, o qual contém oito faixas.

A Malice Garden de Criciúma- SC carrega riffs agressivos através de seu Death Metal característico. O grupo está na difusão o seu novo Ep “Malice Garden”, que angaria regravações de quatro canções.

Depois de uma intensa apresentação no River Rock Festival, a Obscurity Vision de Balneário Rincão- SC carrega os pilares do Metal Extremo. Os músicos possuem dois trabalhos, o Ep “Obscurity Creation” e o álbum “Dark Victory Day”, além de recentemente difundirem seu novo Lyric Vídeo “Imperivm”.

Um dos grupos mais expressivos do Black Metal catarinense, a Somberland BM está no desenvolvimento de novos trabalhos. O grupo de Criciúma- SC obtêm dois materiais, o Ep “Dark Silence Of Death” e o disco mais recente “Pest’OLoggy”.

A Posthumous de Criciúma- SC carrega 26 anos de estrada e com isso traz a experiência e o peso de um Black Metal cru e ríspido. O grupo exibe três materiais, as demos “Posthumous” e “Lost Upon The Altar Of Blasphemy” e o clássico “My Eyes They Bleed”, um dos principais discos do Metal Extremo catarinense.

Dia: 19/10
Horário: 19h
Ingressos: 10 reais antecipados (15 reais na hora)
Local: Caverna Kilmister (Tubarão- SC)


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Agosto Negro Rock Festival 2019: O Metal Sul Catarinense cada vez mais sólido

A cidade litorânea de Laguna, será palco de mais uma edição do Agosto Negro. O evento, que ocorre anualmente, será realizado nos dias 02, 03 e 04 de agosto no Clube de Campo. Com um cast de 30 bandas, o fest contará com nomes reconhecidos na cena do Sul e atrações de Minas Gerais e do Maranhão.

Foto 1: Facebook do Evento
Os hedbangers que estiverem presentes no festival serão congratulados por mais um dia de evento, visto que devido a pedidos abriu-se a sexta-feira para a apresentação das bandas e consequentemente no que tange a recepção ao público.

A Agosto Negro Produções tem como seu idealizador e produtor Danniel Bala, que também organiza o Laguna Metal Fest que movimenta o cenário catarinense há sete edições. O trabalho feito por Bala ganha uma característica que é evidenciada em suas respectivas produções, a de democratizar os estilos e ceder oportunidade a bandas de estados distintos.

Seguindo a marca registrada dos festivais catarinenses, possuirá uma área gratuita para camping, além de uma praça de alimentação no local. As excursões para prestigiar o festival estão saindo de toda Santa Catarina, e até mesmo de fora do estado.

Ficou interessado? Garanta seu ingresso no site www.minhaentrada.com ou vá até algum dos pontos de venda.

Foto 2: Facebook do Evento
A abertura dos portões irá ocorrer sexta-feira (02) às 16h, a banda Rastro de Pólvora será responsável por inaugurar os palcos dessa edição. Diretamente de Tubarão, os músicos iniciaram em 2017 o projeto de Crust Core que conta com influência de nomes de peso, como Brujeria e Napalm Death.

Logo em seguida a LasTTime inicia sua apresentação. A banda de Heavy Metal foi formada em 2018 inspirada nos clássicos do gênero. Surgem este ano com seu primeiro trabalho, o single “Priorities Upside Down”.

Representando o município de Braço do Norte, a Made In Porão foi formada em 2013 e interpreta músicas de nomes consagrados do Rock ‘n’ Roll e Heavy Metal além de possuírem material autoral.

A primeira atração de fora de SC é a Cerberus, de Torres - RS. Em atividade há dez anos, os músicos exibem um Heavy Metal clássico. O grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

Conhecida pelo público catarinense, a Red Razor está na estrada desde 2011 investindo em um Thrash Metal oldschool. Possuí dois trabalhos de estúdio (um EP e um disco), sendo a vencedora do prêmio de melhor banda independente pela Rock Hard Alemã. Atualmente trabalham na produção do seu segundo álbum.

Vindo da capital do estado, a banda Metal Gods será responsável por encerrar as atividades do primeiro dia do festival apresentando um tributo a Judas Priest.

No sábado, logo cedo, o cantor e instrumentista Little Joe Aaron chega de Garopaba- SC para sua exibição. O músico expõe releitura de clássicos do Blues e de suas ramificações.

A P115 de Tubarão- SC sobe aos palcos em seguida e explicita seu Punk Rock através de músicas autorais. O grupo tubaronense foi formado em 2015 e tem como seus trabalhos divulgados, a canção “O Palhaço” e “Se o Mundo Acabasse Hoje”.

Para quem é apaixonado por nostalgias não pode perder a Billie Jean, prata da casa. Os músicos exibem um Pop Rock com influências dos anos 70,80 e 90, apostando na versatilidade de suas releituras.

Com 34 anos de banda, a Reação promete incendiar o público lagunense. Através de músicas próprias como “Jogo da Morte”, “O Espiado”, “Só Na Maré”, “Dentro de Suas Cabeças”, entre outras, pretendem levar o Rock n Roll aos presentes.

Uma das representantes do RS, a Goaten foi formada há aproximadamente um ano e carrega consigo uma sonoridade que remete ao Heavy Metal. Com integrantes ligados ao Glam Metal e Hard Rock, os gaúchos divulgaram no início do ano, o single “Soul Decay”.

Proveniente de Florianópolis- SC, o projeto XEI & Sons In Black aos poucos se solidifica no cenário dos festivais catarinenses. A técnica, coesão e sincronia são elementos fundamentais para a composição dos materiais dos músicos e a versatilidade e presença de palco são características marcantes em sua performance. Uma das canções mais importantes para o grupo, é a baladinha “Believe What I Say”. 

Com uma bagagem de mais de 20 anos de estrada, a Malice Garden exibe um Black Metal maduro, seguro e conciso através de riffs agressivos e de uma atmosfera sombria. Os criciumenses possuem um repertório autoral e trarão seus clássicos para o Agosto Negro.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

A Nativity In Black fará uma apresentação com releitura de clássicos da banda britânica, Black Sabbath.

Originária do estado do Maranhão, a Alchimist vem de longe para fincar suas raízes no sul-brasileiro. Os maranhenses mantêm em sua sonoridade, elementos progressivos, traços melódicos, um vocal forte e uma atmosfera ímpar evidenciada nas suas músicas autorais. Dentre suas canções, “The Wisher” e “Despair” são frequentemente pedidas em suas exibições.

A Somberland já é considerada uma das maiores bandas do cenário brasileiro. Esse fato se deve a qualidade de suas apresentações, a complexidade de suas letras e a maestria de um quarteto que explicita a heresia habitual do Black Metal e consequentemente a simbologia por trás do estilo obscuro. Os seus trabalhos “Dark Silence Of Death” e “Pest’o Loggy” são exemplos nítidos de materiais consistentes.

Logo em seguida sobe ao palco uma lenda do Metal gaúcho. A Leviaethan enfatiza um Thrash Metal há 36 anos e gradativamente emerge através dos seus clássicos. O álbum “Disturbed Mind” é uma obra-prima, nele está inclusa “Drinkin’ Death”, uma das canções mais lembradas. Com shows importantes em seu portfólio, como abertura para Krisiun e Sepultura, participação no Programa Radar TVE, os músicos consolidam-se através de riffs rápidos e céleres.

De Lages- SC, a Orquídea Negra figura entre os ícones da música catarinense. O grupo possui três full length, o “Who’s Dead”, o homônimo “Orquídea Negra” e o recente “Blood Of The Gods”. Com um vocal marcante de Boca, instrumental técnico e letras carregadas de histórias regionais, o Orquídea expande o Heavy Metal clássico a traços cadenciados. Seus sucessos “True Soldier”, “Surrender”, “Miss You” e “The Darkness” não poderão ficar fora do repertório dos lageanos.

A noite voltará a ficar extrema, pois a Paradise In Flames ingressará com seu respectivo Black Metal. A banda oriunda de Santa Luzia- MG traz a chama do anticristianismo e da misantropia, com vocais mórbidos e uma sonoridade fúnebre e arrastada. A banda possui dois álbuns, “Homus Morbus Est” e “Labirinto das Metáforas”, além de obter um videoclipe da canção “Has Never Seen a World Without Wars” que alcançou mais de 350 mil visualizações no YouTube.



No período da meia-noite, a Bad Bebop acalmará os ânimos dos Metalheads presentes. Os curitibanos provindos de bandas importantes do cenário, como Necropsya e Semblant criaram o projeto no ano de 2015. A partir disso, convites foram surgindo e os músicos puderam se apresentar na Argentina, em festivais importantes e divulgaram o álbum “Prime Time Murder”, trabalho bem elaborado com resquícios de experimentalismo e Heavy Metal.

A Breed será a encarregada de encerrar o sábado trazendo cover de Rock n Roll e de clássicos do Grunge.      

Para abrir o último dia de festival, a Overblack sobe aos palcos. Formada em Blumenau em 2008, os músicos expõem um Heavy/Thrash Metal de qualidade em seus trabalhos, que consistem no EP “Dying to Fight” e álbum “Still Burn” que será lançado ainda esse ano.

Em seguida, a Threzor vem direto da ilha de Florianópolis para exibir um Thrash Metal oitentista. Lançaram em 2017 o clipe da música "S.U.S", seguido pelo primeiro EP “Liberty Denied”. No ano seguinte, foi divulgado o lyric vídeo da música “Silent Execution”.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Cada vez mais estabilizados na cena catarinense, a Dark New Farm trás o New Metal para os palcos do Agosto Negro. Marcando presença em mais um festival catarinense, os músicos de Nova Fazenda possuem entre seus materiais lançados as músicas “Madre”, “L.O.V.E” e “La Patria! La fábula!”.

O Death Metal da Silent Empire não poderia ficar de fora do festival. Há oito anos em atividade, os músicos fincam seu nome no metal nacional. Entre os trabalhos divulgados estão o EP “Hail The Legions” e o álbum “Dethronement Of All Icons”, que obteve uma resenha da URM.

Diretamente do litoral catarinense, a Syn TZ marca presença em mais um evento, os músicos exibem uma combinação de Heavy e Thrash Metal. Em 2018 lançaram o álbum Heavy Load, e este ano, nos concederam uma entrevista no OTA.



Com 34 anos de carreira e um nome consagrado, a banda paulistana MX trará todo peso do seu Thrash Metal ao palco lagunense.  Com cinco álbuns lançados (incluindo o mais recente, “A Circus Called Brazil”), possuem também o EP “Again” e a compilação “Headthrashers”.

Os paranaenses da Motörbastards serão os responsáveis por encerrar essa edição do Agosto Negro. A banda que iniciou como um cover de Motörhead, possui influencias da banda pra as composições autorais que ganharam espaço nos trabalhos de estúdio.


quarta-feira, 7 de março de 2018

Laguna Metal Fest VI: A Chama Nunca se Apaga

Um dos festivais mais tradicionais do sul de SC está de volta, ao reacender das luzes. A Agosto Negro produções idealizada por Danniel Bala divulga a sexta edição do Laguna Metal Fest.



O evento que já trouxe nomes como Clasutrofobia, a lenda Blaze Bayley, Rhestus, Project 46, Krucipha, Fuzilador, Distraught, Voodopriest e Symbolica vem com o mesmo legado e com a conhecida estrutura. A cidade litorânea de Laguna recepcionará os headbangers de toda a região Sul e em abril se tornará a capital do festival.

Para essa edição, foram confirmadas oito bandas de diversas regiões do estado e uma de São Paulo. O fest contará com a cobertura de quatro mídias independentes, sendo elas, A Hora Hard, Cultura Em Peso, O Subsolo e Urussanga Rock Music.

Carregando seus 25 anos de atividade, a banda litorânea Khrophus (São José – SC) é uma das atrações mais esperadas do festival. Os músicos que se consagraram como um dos grandes expoentes do Death Metal brasileiro, realizando também turnês internacionais, possuem diversos trabalhos lançados ao longo de suas carreiras. Entre estes estão as demos “Khrophus” (1993) e “Tribulations” (1998), os álbuns “God from the Dead Images” (2003), “Presages” (2009) e “Eyes of Madness” (2013). Além do Ep “Symbols from Death” (2008) e a compilação “Presages / Eyes of Madness” (2016). Os integrantes são Hugo Deigman (Vocal/Baixo), Adriano Ribeiro (Guitarra) e Carlos Fernandes (Bateria).



A única banda de fora do estado é a Inherence que será uma das headliners. O grupo paulista formado em 2016 irá trazer seu peculiar Metal/Hardcore com influências nova-iorquinas de bandas como Hatebreed e Aborted. Recentemente os músicos divulgaram o álbum “Dogma” que enfatiza toda a brutalidade através de seus riffs rápidos. Ela é formada por Thiago Castor (Vocal), Marcelo Liam (Guitarra), B2 (Baixo) e João Limeira (Bateria).



A banda Dark New Farm (Nova Fazenda – SC) vem conquistando seu espaço no cenário musical catarinense. O grupo possui uma forte influência do New Metal, trazendo em seu repertório covers de bandas como Drowning Pool, Korn, Linkin Park e Sepultura. No final de 2017 o grupo lançou um lyric vídeo da faixa autoral “La Patria, La Fabula”. Os integrantes são Luiz Harley Caires (Vocal), Maykon Kjellin (Bateria), Fabiano Hamed (Baixo) e Sol Portela (Guitarra).



O power trio criciumense Somberland (que recentemente concedeu uma entrevista ao UrussangaRock Music), trará ao palco do Laguna Metal Fest um Black Metal cru referente a sonoridade típica do estilo nos anos 90. Desde 2015 na estrada, os músicos possuem dois trabalhos lançados, o Ep “Dark Silence Of Death” (2016) e o full-length “Pest’Ology” (2017). A banda é composta por E.Nargoth( Baixo e Vocal), Diavolous (Guitarra), DMortest (Guitarra) e W.A.G (Bateria)



A prata da casa #Figure é a estreante nos palcos. A banda foi formada no final de 2017 e carrega em sua essência o Death Metal Melódico feito por cinco amigos que decidiram juntar seus gostos em comum, referências como Soilwork, In Flames, At The Gates, Arch Enemy, Testament e incluir ao projeto. É composta por Renato Lopes (Vocal), André Medeiros (Guitarra), Jaison Junior (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).



De Tubarão, a Deadnation finca seu Death Metal técnico ao evento. O grupo que surgiu em 2016 divulgou no final do ano passado seu primeiro single “Redrum”. A banda é composta por Fabrício Wronski (Vocal), Rafael Spilere (Guitarra), Jefferson Pereira (Guitarra), Jadson Falchetti (Baixo) e Gustavo Oliveira (Bateria).



Outro ícone do metal catarinense é a banda de Power Metal itajaiense Steel Warrior que já carrega 22 anos em sua trajetória. Os músicos possuem seis trabalhos, dentre eles estão o homônimo “Steel Warrior”, “Visions From The Mistland”, “Beyond The Twillight Hills”, “Army Of The Time”, “Vodu” e “Legends”. A formação do grupo é André (Guitarra e Vocal), Culver Yu (Bateria e Vocal), Murilo Soares (Guitarra) e Anderson Agostinho (Baixo e Vocal).



A banda Mechanix vem diretamente da cidade de Florianópolis, e será responsável por trazer ao festival um tributo ao Megadeth. O grupo, que está na ativa desde 2016 conta com os músicos Giuliano Schmidt no vocal e guitarra (Syn TZ, Still Life), Gabriel Barreto (Selvagens da Monareta) no baixo, Gabriel Porto (Enarmonika, M26, Matriarca, Exception) na bateria e Diogo Mafra (Almah, Dynahead) na guitarra.



Então prepare sua jaqueta, monte seus patches, junte seus amigos e pegue o rumo do Clube de Campo em Laguna, onde por apenas 30 reais antecipados você irá desfrutar de oito grandes bandas do cenário underground. Laguna te espera para mais um LAGUNA METAL FEST.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Somberland: "Pest'Ology" (2017)

Após o lançamento do EP “Dark Silence Of Death” em 2016, a banda de Black Metal Somberland divulga seu primeiro álbum, intitulado “Pest’Ology”. Há dois anos na estrada, a banda já marcou presença em festivais como Otacílio Rock Festival e Frai'n Hell Rock Festival. O full-length, produzido, masterizado e mixado por Orland Junior possui nove faixas, as quais foram resenhadas individualmente pela Urussanga Rock Music!



A faixa de abertura do álbum é a que dá nome ao mesmo. Contando com uma introdução densa somada com os guturais de E. Nargoth, a homônima “Pest’Ology”Trata dos malefícios propagados pelos dogmas cristãos que contaminam a raça humana como uma espécie de praga que se alastra na Terra.

Seguindo a temática anticristã, a segunda faixa é intitulada “Here Has No Place For God” (Aqui Não Há Lugar Para Deus). A música traz à tona questionamentos sobre as ilusões vendidas pelas religiões, se opondo às doutrinações divinas. O instrumental conta com riffs cadenciosos que dão um tom característico a canção.

“Fallen Angel”, a terceira faixa, trata simbolicamente do retorno do “anjo caído” para que este possa conquistar o mundo. A sonoridade obscura prevalece na canção, que conta com uma premissa lenta, trazendo um tom fúnebre e sólido para faixa.

A quarta faixa do álbum, intitulada de “Forever Dark Wood”, descreve de forma poética o misticismo presente no cenário belo e sombrio da noite que envolve os bosques. Dessa forma, mescla de forma harmoniosa o conteúdo profundo com a sonoridade pesada e rítmica da faixa, a qual é um dos trabalhos mais reconhecidos da Somberland.

A quinta faixa “Dark Silence Of Death” é catastrófica, nela é possível remeter a muitas bandas europeias do final dos anos 90. O instrumental coeso, sólido e brutal toma corpo durante toda a composição enquanto a letra aborda as questões ligadas a hipocrisia religiosa e exibe o fim de maneira analítica, todo o lado escuro, gélido e negro da morte.

“Wrath Of The Tyrant” traz batalhas ao fronte da Somberland. E.Nargoth em seus vômitos blasfemos nos vocais transpassa berros rígidos roucos complementados aos riffs bem trabalhados e técnicos de DMortest. A canção exibe de uma forma explícita todo ódio e ira do tirano que atormenta os sonhos sangrentos de seus adversários.  

De uma melodia surreal, sonoridade incomum e gritos destrutivos, a “Into The Front”, música que esteve no último Ep e que ganhara um videoclipe, é a sétima faixa do disco. Há nela características em comum com o Marduk, toda a sequência de riffs e a composição que remete ao saldo trágico de uma guerra.

Conhecer a faixa “Sadistic Instincts Arise” e não se surpreender com seu início é impossível. O começo é bem plausível a obter questionamentos ao desenrolar da mesma já que possui uma sonoridade diferente com os vinte segundos de baquetadas de W.A.G. A partir daí o caos reina e os luxuriantes versos dela expõem uma atmosfera sádica que perambula nos sentimentos mais pútridos de cada um.


Baladinha? A última faixa “...When Future No Matter” é apenas mais cadenciada perante as outras. Nela o instrumental se encontra em profundas alternações já que se intensifica com os berros de E.Nargoth onde reproduz uma temática relacionada ao fim e ao significado da jornada depois de momentos subversivos e escuros remetidos a peste.  

Plataformas Virtuais:

Loja Virtual da Heavy Metal Rock: https://hmrock.com.br/

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Frai'n Hell Rock Festival: Reacendendo a Chama dos Festivais Lageanos (Parte II)

Depois de um sábado bem agitado, com bandas de várias vertentes do Metal, com pirofagias, moshs, rodas punks e destruição, o Frain’ Hell Rock Festival despertou o seu púbico com a beleza exuberante da paisagem do Refúgio do Lago.



A primeira banda a se apresentar no domingo foi uma surpresa, já que a Jhonny Bus (grupo que estava no cast) cancelou a participação depois de um problema grave na coluna de um dos guitarristas, impossibilitando o mesmo de tocar. Então diretamente de Lages, a Curto Circuito trouxe o Hard Rock/Rock n Roll através de clássicos e da música “Cerveja Ou Gasolina”.

Também lageana, a Blood Eyes expôs o Metal autoral em português. Essa peculiaridade propiciou aos músicos grandes elogios vindos do público que começava a se movimentar ao entorno do palco. As canções próprias “Minha História”, “Olhos de Sangue” e “Seres da Mente” foram algumas das nove reproduzidas pelo grupo.

O Xakol propôs o Power Metal aos headbangers. Músicas como “Restless Hunter”, “Dawn Of Insanity” e “Rise Of A New Sun, Part 2: Sunrise” não deixaram de faltar no repertório dos florianopolitanos.

Com 24 anos de estrada, diversos álbuns, demos e splits lançadas, a Khrophus era um dos headliners do evento. O grupo era um dos três provenientes da primeira edição em Fraiburgo. Com a formação sólida e entrosada na entrada de Hugo Deigman nos vocais, a banda de Death Metal colocou o Refúgio do Lago abaixo com a ferocidade e técnica nos riifs céleres de Adriano Ribeiro. As músicas expostas foram “Smoke Screen”, “Master Of Shadows”, “Dead Face”, “Lost Iniciations”, “Testimony Of Illusions”, “Statues”, “Interposition”, entre outras.  

O Orquídea Negra fez um show grandioso, sendo uma das bandas mais reconhecidas do estado, trouxe à tona clássicos como “Surrender” e “Miss You” o que deixou o público extasiado.

Representando o cenário Crossover/Grindcore no evento, a AbomiNação de Lages praticamente acelerou os ânimos dos Metalheads. Munidos pelo som rápido e veloz intercalado com discursos revoltosos e de descontentamento sociopolítico exibiram a fúria musical. As canções “Tradicional Família Brasileira”, “Heróis Sem Capa”, “Deus Diligit Hominem” e “País de Tolos” (donde o vocalista Mateus Biazoto discursou contra o separatismo e a influência conservadora que isso tem na sociedade) estavam presentes no setlist.

A última de Black Metal a se apresentar foi a Somberland de Criciúma. Desde a entrada dos músicos ao palco foi notória a qualidade e técnica instrumentais presentes. O grupo que recém havia chegado de um show em Joinville incendiou o Refúgio do Lago. Com um som herege, blasfemo e antirreligioso, foram reproduzidas músicas do Ep “Dark Silence Of Death” como “Forever Dark Wood”, a homônima “Dark Silence Of Death” e “Into The Front” e também as novas canções, “Here As No Place For God”, “Fallen Angel”, “Pest’ oLogy”, “Sadistic Instinct Arise”, “Their Suffering, My Pleasure”, “When The Future No Matter” e “Wrath Of The Tyrant”.

Mesclada a Orleans e Criciúma, a They Come Crawling surpreendeu o Frai’n Hell Rock Festival com seu respectivo Death/Thrash Metal. Os músicos mantiveram a velocidade e rispidez constantes nas músicas tocadas, “Rapture”, “CBE”, “Live Fast, Die Faster”, “If It Kills You”, “David Lynch Sucks”, “Ignorance”, “Shape Of Things To Come” e “Guilty Conscience”.


A The Four Horsemen ficou responsável pelo encerramento do festival. O grupo paulistano tocou músicas bem conhecidas do Metallica e o público em meio ao cansaço ainda fez moshs e rodas personificando o sucesso do festival. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte I)

No último final de semana, aconteceu o Otacílio Rock Festival. A décima primeira edição contou com dezenove bandas do RS, PR, MG, DF, SP e de SC. Foram divididos por dois dias e em ambos notou-se uma grande quantidade de pessoas além de apresentações memoráveis de várias bandas.



A Urussanga Rock Music juntamente com a excursão que saiu de Criciúma chegou por volta das onze horas na Fazenda Cambará. Ao desenrolar do fest, conseguimos acompanhar a maioria das bandas. Perante a isso vamos cobrir aquelas em que assistimos durante toda a apresentação.



A cidade de Otacílio Costa com pouco mais de 16.000 habitantes está se figurando no Metal Catarinense. A 11° edição do Otacílio Rock Festival trouxe a tona uma ampla estrutura, tanto público quanto banda puderam aproveitar-se das atrações que o fest trouxe, como Open Air, gastronomia vegana, brindes e claro de muito Metal.

A primeira apresentação foi do grupo Legado Frontal que estava vindo de um hiato. A banda de Metalcore formada no município já conhece muito bem o festival. Em seu show expuseram alguns materiais próprios mesclando com cover de bandas conhecidas pelo público presente.





Logo depois entrou no palco a Sagrav de Chapecó. O show simplesmente foi destruidor. O grupo que se apresentou pela primeira vez no evento mostrou que gradativamente se perpetuará no Metal Catarinense. Zauza e companhia conseguiram mostrar a todos a força de Chapecó, e na temática da música The Lynching expor a história sangrenta marcada pelo domínio da Igreja Católica e atrocidades da mesma no município.





A Vermouth subiu no palco em seguida. O grupo de Lages-SC deu vida a grandes clássicos do Rock n Roll e Hard Rock.




Uma das mais esperadas foi a Axecuter. O grupo paranaense começou com “Attack” fazendo os headbanger baterem cabeça logo no início. “Raise The Axe” possibilitou uma grande roda, e nela os músicos mostraram a essência incitando todos a levantar o machado. Além desses clássicos, a Axecuter na música homônima chamou o “The Axecuter” para a apresentação artística. No set list não poderiam faltar ainda clássicos como “In For The Kill” e a “No God No Devil (Worship Metal) ”. Brutalidade de riffs, seguidos a um vocal cru de Danmented e linhas rápidas na batera foi um atrativo à parte.



A quinta banda veio de Porto Alegre-RS. A Losna, subiu ao palco as 17:50 e exibiu o melhor do Thrash Metal Old School.  Clássicos como “Slowness” e a recente “Back to The Grotto” não deixaram de faltar. As meninas Fernanda Gomes e Debora Gomes mostraram que o Metal não é um lugar exclusivamente masculino.



Outra estreante no evento foi a Older Jack de Pomerode. A banda que possui suas letras em alemão fez o público cantar junto e tornar a apresentação um verdadeiro espetáculo, pois misturou os diversos gêneros do Metal. Letras regadas a cerveja e aventuras, instrumental técnico e vocal afinadíssimo foram características marcantes no show.



Carregando 30 anos de banda, a Orquídea Negra realmente fez um estrago no OTA. Sua apresentação fora memorável.  Boca, Robson e companhia relembraram clássicos como “Blood Of The Gods”, “Rainbow Of The Dark” e “Surrender”. O grupo é emblemático, avassalador e principalmente de uma qualidade surreal. Tudo isso foi notado perante a movimentação do público.



A banda Rhestus fez o fest tremer. Clássicos como “Fuck Off”, “Cancer” e “Guerras Insanas” não deixaram de faltar. Além dessas canções, a banda apresentou novos sons que farão parte do novo álbum. O grupo manteve a mesma pegada brutal em quase todas as canções e com toda a experiência fez o que esperava da banda ícone catarinense.



A brasiliense Violator era a atração mais esperada da noite e eletrizou o público ao trazer não apenas o Thrash Metal de qualidade clássico da banda, mas também um cativante discurso sobre agregação. O show foi embalado por clássicos, como “Respect Existence Or Expect Resistance”, “Futurephobia” e “Endless Tyrannies”. Os músicos fizeram questão de expor a ideologia do grupo, frisando que a Violator sempre apoiará qualquer tipo de minoria. Além disso, o discurso político feito por Poney (Vocal e Baixo) deixou o público tão extasiado que logo emergiu um coro em forma de vaias e protestos contra o Deputado Jair Bolsonaro.

Apesar do grande setlist e das mensagens admiráveis passadas pela banda o que chamou a atenção foram eventos isolados entre alguns seguranças e o público. Diversas pessoas da plateia tentaram pular a grade em frente ao palco, porém foram impedidas pelos seguranças. A banda, que sempre exalta a necessidade da união, se mostrou contrária a tal atitude e alertou isso aos seguranças do local. Porém mesmo após as reclamações os seguranças não recuaram, e o mesmo aconteceu com o público que ao fim do show destruiu a grade. Essa foi a premissa necessária para que o vocalista descesse do palco e se juntasse a plateia, que sucumbiu a uma explosão de harmonia e amor à música. O show foi finalizado em meio a abraços e com direto a crowd surfing.



De Caratinga-MG surge outra estreante, um Death Metal mesclado ao Thrash. A Venereal Sickness fez os headbangers se quebrarem com sua potencialidade sonora, o grupo mineiro começou a apresentação com a nova música “Burning The Laws”, que acabara de ganhar um videoclipe e estará no próximo disco dos músicos. O cast de oito faixas, ainda contou com os clássicos “Useless Commanders”, “The Path Of Execution” e “Human Plague”.  A peculiaridade exibida pela Venereal Sickness fez os fãs mesmo cansados, buscar energia e disposição das forças mais obscuras possíveis.



Após a apresentação da banda Veneral Sickness foi a hora da curitibana Imperious Malevolence entrar em palco. O grupo de Death Metal apresentou um setlist composto por 10 faixas, sendo iniciado pela homônima “Imperious Malevolence”, seguidas por “Nihilisticon”, “No Return”, “Priest Of Pestilence”, “Seek For Mephisto”, “Arquiteto da Destruição” um dos maiores sucessos da banda juntamente com “Doomwitness” a faixa tocada na sequência. As últimas músicas apresentadas foram “Where Demons Dwell”, “Ascending Holocaust” e “Perpetuação da Ignorância”, música que encerrou o show.  A banda mostrou que os 21 anos de estrada só corroboraram com a ideologia e com a particularidade do som apresentado. O público cantou do início ao fim, principalmente seu maior clássico, a música “Arquiteto Da Destruição”.




A criciumense Somberland foi a última atração da noite e representou muito bem o sul do estado. Mesmo sendo a última banda, boa parte do público se manteve fiel e o grupo com toda certeza não decepcionou. Este foi o segundo show da banda de War Black Metal, que deixou claro todo seu profissionalismo somado ao som de qualidade. Foram apresentadas as músicas do “Dark Silence Of Death” (primeiro EP lançado pela Somberland) juntamente com algumas das faixas que estarão no novo álbum. A banda também apostou na teatralidade, em meio a apresentação subiu ao palco uma pessoa trajada de um hábito negro que esmagou um punhado de hóstias e jogou-as no chão.  O show foi finalizado com chave de ouro ao som de “Into The Front”, a música mais conhecida da banda. Consequentemente os músicos mostraram toda a atmosfera oculta, sombria e maldita que carregam desde o início da horda. E com certeza se perpetuarão no cenário do Metal Extremo Catarinense. 





Obs: Foram perdidas a maioria das fotos do festival. E para sermos imparciais optamos por divulgar a logo ou foto de cada banda. Ao final publicaremos as fotos que conseguimos recuperar.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Confira o novo vídeo da Somberland BM

A banda Somberland BM veio com mais uma pedrada!

Os músicos acabaram de lançar um vídeo da música “Into The Front” que está em seu álbum de estreia “Dark Silence Of Death”. Um som totalmente técnico, com uma letra onde aborda o contexto de guerra e destruição.

O vídeo da música é composto a partir de colagens individuais de vídeos que representam os eventos de terror que ocorreram durante as guerras.

Confira abaixo:





segunda-feira, 6 de junho de 2016

Lançamento do Ep da Somberland BM


A banda de black metal criciumense Somberland BM acaba de lançar seu ep virtual, intitulado “Dark Silence Of Death”. O álbum contém três músicas, são elas “Forever Dark Wood”, “Fallen Angel” e “Into The Front”. A difusão do material, se deu por meio do perfil da banda.

” ...para a gloria de todos os homens que vivem suas vidas de acordo com sua própria vontade, sem curva-se a divindades ou ideologias fracas e inúteis...” (Banda Somberland)

Abaixo estão as plataformas virtuais para ouvir e baixar o Ep: 

sábado, 4 de junho de 2016

Somberland BM

   O Power Trio Somberland BM iniciou suas atividades no final do ano de 2015 na cidade de Criciúma.

Na próxima semana o grupo lançará online o primeiro EP denominado “Dark Silence Of Death”, o qual contará com três músicas. Os shows de divulgação deste trabalho têm previsão para serem iniciados no próximo semestre deste ano.

No momento a banda está trabalhando na composição de letras, e pretendem até o final deste ano lançar um álbum completo.

Para adquirir os produtos da banda é só entrar em contato pelo Facebook do grupo ou pelo e-mail somberland@hotmail.com


Os integrantes são:
W.A.G. (Bateria)
Orland (Guitarra)

E. Nargoth (Baixo e Vocal)




DEIXE SEU LIKE

ESTATÍSTICAS