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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SC Metal Fest: Nasce Um Novo Monstro dos Fests (Parte II)

No domingo (19) se apresentarão oito bandas na Fazenda Cambará, a Curto Circuito, a Ódio Mensal, Balboa’s Punch, 355, Embrio, Fire Strike, Slasher e a recém confirmada Captain Cornelius.




A primeira banda a se exibir é a lageana Curto Circuito que trará um Hard Rock/Rock n Roll mesclando clássicos do estilo e músicas autorais como “Cerveja ou Gasolina” já reconhecida pelo público da região.



Inspiradas por Cólera, L7, Replicantes e Bulimia, a Ódio Mensal de Joinville irá expor o preciosíssimo Punk Rock. No ano de 2017 a banda lançou a demo “Contra o Sistema” o qual contou com três músicas, a homônima “Contra o Sistema”, “Leis Sujas” e “Prisioneiros da Fé” música esta que possui um videoclipe.



A banda riosulense de Thrash Metal Balboa’s Punch fincará suas raízes no SC Metal Fest. Os músicos enfatizam em suas letras questões político-sociais pelo caráter falho do ser humano, além de temáticas referenciadas ao folclore. O grupo possui duas músicas para audição no Soundcloud, trata-se de “Open Season” e “Portrait Of War”.



A psicodelia experimental estará presente no festival com a 355 se apresentando. O quarteto lageano mescla o Jazz, o Blues e o tradicionalíssimo Rock n Roll com influências de bandas como Cascavalletes, Mutantes, TNT, Raul Seixas, Di Melo entre outros artistas. Referências à parte, os músicos pretendem surpreender o público com suas respectivas canções autorais.



Há doze anos em atividade, a banda de Thrash Metal paranaense Embrio, marcará presença no segundo dia de fest. O grupo possui diversos trabalhos lançados, as demos “Earth in Flames” (2006), “We Made” e “Morbid Creation” (2007). Os álbuns “Prophets of Doom” (2008), “Corporation Is a Cancer” (2010), “Testify” (2012), “Revolt Against the System” (2013), “Karmadoom” (2017), além da compilação em comemoração aos dez anos de banda em 2015, intitulada “Déjà Vu”.



A paulistana Fire Strike trará todo vigor do Heavy Metal tradicional ao SC Metal Fest. Em atividade há treze anos e com forte influência oitentista, os músicos possuem duas demos, “Our Life Is the Heavy Metal” (2008) e “Fire Strike” (2009), em 2013 lançaram seu primeiro Ep “Lion and Tiger”. Além disso, em 2013 e 2014, lançaram respectivamente os splits “Panzer Fest” 2 e “Metal das Ruas Vol. II”, seguido pelo primeiro álbum “Slaves of Fate” (2017).



Reconhecida no cenário musical, a banda de Thrash Metal Slasher, originário de Itapira – SP, traz em suas letras temáticas sociais e políticas. Desde de 2008 nos palcos, possuem três trabalhos lançados, o Ep “Broken Faith” (2009) e os full-lengths Pray for the Dead (2011) e Katharsis (2014).



A última banda confirmada no domingo já é conhecida na região por sua sonoridade peculiar e letras características remetendo a cultura irlandesa e suas tradições alcoólicas. Se você pensou, a Captain Cornelius (os marujos e piratas bebuns riosulenses com histórias do alto mar e conselhos sobre a vida), a sua resposta foi correta. Então se apronte, traga seu chifre (opa, sua bebida), suas danças típicas e simbólicas e encontrem os bêbados de todo o estado lá em Otacílio Costa. 



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Frai'n Hell Rock Festival: Reacendendo a Chama dos Festivais Lageanos (Parte II)

Depois de um sábado bem agitado, com bandas de várias vertentes do Metal, com pirofagias, moshs, rodas punks e destruição, o Frain’ Hell Rock Festival despertou o seu púbico com a beleza exuberante da paisagem do Refúgio do Lago.



A primeira banda a se apresentar no domingo foi uma surpresa, já que a Jhonny Bus (grupo que estava no cast) cancelou a participação depois de um problema grave na coluna de um dos guitarristas, impossibilitando o mesmo de tocar. Então diretamente de Lages, a Curto Circuito trouxe o Hard Rock/Rock n Roll através de clássicos e da música “Cerveja Ou Gasolina”.

Também lageana, a Blood Eyes expôs o Metal autoral em português. Essa peculiaridade propiciou aos músicos grandes elogios vindos do público que começava a se movimentar ao entorno do palco. As canções próprias “Minha História”, “Olhos de Sangue” e “Seres da Mente” foram algumas das nove reproduzidas pelo grupo.

O Xakol propôs o Power Metal aos headbangers. Músicas como “Restless Hunter”, “Dawn Of Insanity” e “Rise Of A New Sun, Part 2: Sunrise” não deixaram de faltar no repertório dos florianopolitanos.

Com 24 anos de estrada, diversos álbuns, demos e splits lançadas, a Khrophus era um dos headliners do evento. O grupo era um dos três provenientes da primeira edição em Fraiburgo. Com a formação sólida e entrosada na entrada de Hugo Deigman nos vocais, a banda de Death Metal colocou o Refúgio do Lago abaixo com a ferocidade e técnica nos riifs céleres de Adriano Ribeiro. As músicas expostas foram “Smoke Screen”, “Master Of Shadows”, “Dead Face”, “Lost Iniciations”, “Testimony Of Illusions”, “Statues”, “Interposition”, entre outras.  

O Orquídea Negra fez um show grandioso, sendo uma das bandas mais reconhecidas do estado, trouxe à tona clássicos como “Surrender” e “Miss You” o que deixou o público extasiado.

Representando o cenário Crossover/Grindcore no evento, a AbomiNação de Lages praticamente acelerou os ânimos dos Metalheads. Munidos pelo som rápido e veloz intercalado com discursos revoltosos e de descontentamento sociopolítico exibiram a fúria musical. As canções “Tradicional Família Brasileira”, “Heróis Sem Capa”, “Deus Diligit Hominem” e “País de Tolos” (donde o vocalista Mateus Biazoto discursou contra o separatismo e a influência conservadora que isso tem na sociedade) estavam presentes no setlist.

A última de Black Metal a se apresentar foi a Somberland de Criciúma. Desde a entrada dos músicos ao palco foi notória a qualidade e técnica instrumentais presentes. O grupo que recém havia chegado de um show em Joinville incendiou o Refúgio do Lago. Com um som herege, blasfemo e antirreligioso, foram reproduzidas músicas do Ep “Dark Silence Of Death” como “Forever Dark Wood”, a homônima “Dark Silence Of Death” e “Into The Front” e também as novas canções, “Here As No Place For God”, “Fallen Angel”, “Pest’ oLogy”, “Sadistic Instinct Arise”, “Their Suffering, My Pleasure”, “When The Future No Matter” e “Wrath Of The Tyrant”.

Mesclada a Orleans e Criciúma, a They Come Crawling surpreendeu o Frai’n Hell Rock Festival com seu respectivo Death/Thrash Metal. Os músicos mantiveram a velocidade e rispidez constantes nas músicas tocadas, “Rapture”, “CBE”, “Live Fast, Die Faster”, “If It Kills You”, “David Lynch Sucks”, “Ignorance”, “Shape Of Things To Come” e “Guilty Conscience”.


A The Four Horsemen ficou responsável pelo encerramento do festival. O grupo paulistano tocou músicas bem conhecidas do Metallica e o público em meio ao cansaço ainda fez moshs e rodas personificando o sucesso do festival. 

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