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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Otacílio Rock Festival: organização emite nota cancelando o evento devido ao crescimento de casos de Covid-19

A organização do Otacílio Rock Festival emitiu uma nota nesta quarta-feira (02), cancelando a décima quinta edição do evento. Com o crescimento da variante Ômicron e seu potencial de transmissibilidade, os produtores decidiram por adiar respeitando a integridade física dos seus frequentadores.

Foto/Divulgação

“Foi uma decisão difícil, mas muito discutida entre nós, infelizmente o risco ainda é alto pra um evento desse tamanho custeado com recursos próprios, não era o que queríamos, mas o cenário atual não tínhamos outra saída”, afirma a organização.

Obviamente que todos estamos ávidos por um festival e principalmente o OTA, que se tornou um dos maiores eventos do estado. Porém, ainda estamos em pandemia e os números relacionados a nova variante são assustadores, mesmo que não haja tanta letalidade. O festival mostrou consciência, responsabilidade, coerência e profissionalismo, ao expor cada item e serem transparentes na questão sanitária. Em respeito a todas às vítimas e pessoas que foram acometidas pela Covid-19 e pensando no bem-estar do público, o OTA decidiu por não realizar sua edição.

Para 2023, o Otacílio retornará com a qualidade de sempre, com um cast descomunal e trazendo os headbangers de volta à Fazenda Cambará, para aproveitar o evento da maneira mais intensa possível.


Confira a nota que a organização emitiu:

NOTA DE CANCELAMENTO DO OTACILIO ROCK FESTIVAL EDIÇÃO 2022

CONSIDERANDO a atual situação da pandemia com elevado número de infectados,

CONSIDERANDO um possível aumento de casos a curto e médio prazo,

CONSIDERANDO possibilidade de restrição de público e uma possível restrição de eventos;

CONSIDERANDO um aumento considerável nos custos do evento (equipe de fiscalização e infraestrutura),

CONSIDERANDO o curto espaço de tempo para divulgação, organização e execução do evento, com qualidade e responsabilidade para que o público sinta-se seguro;

CONSIDERANDO uma porcentagem significativa de pessoas não vacinadas;

CONSIDERANDO que sempre prezamos pela transparência e responsabilidade e, não será agora, neste momento tão incerto que agiremos de forma diferente.

Diante de todos estes fatores, vimos através deste anunciar o cancelamento da 15ª edição do OTA que se realizaria 05 e 06 de março do corrente ano.

Seguindo as recomendações e todos os protocolos da vigilância sanitária, convictos que estamos tomando a decisão correta, certamente nos encontraremos em 2023!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SC Metal Fest: Nasce Um Novo Monstro dos Fests (Parte II)

No domingo (19) se apresentarão oito bandas na Fazenda Cambará, a Curto Circuito, a Ódio Mensal, Balboa’s Punch, 355, Embrio, Fire Strike, Slasher e a recém confirmada Captain Cornelius.




A primeira banda a se exibir é a lageana Curto Circuito que trará um Hard Rock/Rock n Roll mesclando clássicos do estilo e músicas autorais como “Cerveja ou Gasolina” já reconhecida pelo público da região.



Inspiradas por Cólera, L7, Replicantes e Bulimia, a Ódio Mensal de Joinville irá expor o preciosíssimo Punk Rock. No ano de 2017 a banda lançou a demo “Contra o Sistema” o qual contou com três músicas, a homônima “Contra o Sistema”, “Leis Sujas” e “Prisioneiros da Fé” música esta que possui um videoclipe.



A banda riosulense de Thrash Metal Balboa’s Punch fincará suas raízes no SC Metal Fest. Os músicos enfatizam em suas letras questões político-sociais pelo caráter falho do ser humano, além de temáticas referenciadas ao folclore. O grupo possui duas músicas para audição no Soundcloud, trata-se de “Open Season” e “Portrait Of War”.



A psicodelia experimental estará presente no festival com a 355 se apresentando. O quarteto lageano mescla o Jazz, o Blues e o tradicionalíssimo Rock n Roll com influências de bandas como Cascavalletes, Mutantes, TNT, Raul Seixas, Di Melo entre outros artistas. Referências à parte, os músicos pretendem surpreender o público com suas respectivas canções autorais.



Há doze anos em atividade, a banda de Thrash Metal paranaense Embrio, marcará presença no segundo dia de fest. O grupo possui diversos trabalhos lançados, as demos “Earth in Flames” (2006), “We Made” e “Morbid Creation” (2007). Os álbuns “Prophets of Doom” (2008), “Corporation Is a Cancer” (2010), “Testify” (2012), “Revolt Against the System” (2013), “Karmadoom” (2017), além da compilação em comemoração aos dez anos de banda em 2015, intitulada “Déjà Vu”.



A paulistana Fire Strike trará todo vigor do Heavy Metal tradicional ao SC Metal Fest. Em atividade há treze anos e com forte influência oitentista, os músicos possuem duas demos, “Our Life Is the Heavy Metal” (2008) e “Fire Strike” (2009), em 2013 lançaram seu primeiro Ep “Lion and Tiger”. Além disso, em 2013 e 2014, lançaram respectivamente os splits “Panzer Fest” 2 e “Metal das Ruas Vol. II”, seguido pelo primeiro álbum “Slaves of Fate” (2017).



Reconhecida no cenário musical, a banda de Thrash Metal Slasher, originário de Itapira – SP, traz em suas letras temáticas sociais e políticas. Desde de 2008 nos palcos, possuem três trabalhos lançados, o Ep “Broken Faith” (2009) e os full-lengths Pray for the Dead (2011) e Katharsis (2014).



A última banda confirmada no domingo já é conhecida na região por sua sonoridade peculiar e letras características remetendo a cultura irlandesa e suas tradições alcoólicas. Se você pensou, a Captain Cornelius (os marujos e piratas bebuns riosulenses com histórias do alto mar e conselhos sobre a vida), a sua resposta foi correta. Então se apronte, traga seu chifre (opa, sua bebida), suas danças típicas e simbólicas e encontrem os bêbados de todo o estado lá em Otacílio Costa. 



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte II)

Depois de uma noite regada a muita chuva e episódios cômicos, como a barraca toda alagada, o segundo dia do festival deu as caras.




Acordamos ao som do grupo Jhonny Bus de Lages, a banda mostrou ao público a essência do Rock n Roll, Hard Rock e Heavy Metal através de covers de bandas consagradas do estilo. Contudo, devido ao horário, o público ainda estava um pouco disperso.



De Rio do Sul - SC, surgiu a segunda atração do dia. A Homem Lixo surpreendeu a todos com o som proposto e a caracterização com sacos de lixo. No show, os músicos tocaram clássicos como “Cubatão”, “Gás Metano” e no final do espetáculo, com a empolgante “Trabalho”. O espírito hardcore ascendeu no Otacílio Rock Festival e as pessoas puderam assistir a apresentação de uma das maiores bandas catarinense do estilo.



A terceira banda fora uma prata da casa, a “Atho” de Matheus Muniz trouxe toda a psicodelia possível para o evento. Os músicos são remanescentes da Angels Guardian e da Dr Fantasy. O grupo apresentou apenas canções autorais, inclusive “Anger”, “Lost My Voice” e “Free And Wild”. Porém a última música foi uma homenagem a uma das maiores bandas catarinenses de Metal, o Orquidea Negra com “Surrender”.



Em seguida subiu ao palco uma das bandas mais aguardadas do festival e também um prodígio do Rock n Roll/Metal catarinense. As canções exibidas foram as presentes no disco “Intacto” lançado em 2015, dentre elas destacam-se a “Intacto” e a saideira “Um Grito Na Noite” na qual levou os fãs a loucura e possibilitou a participação especial inusitada de Deca, guitarrista do Baranga. Vale ressaltar ainda um episódio incomum, donde os músicos solicitaram ajuda do público de uma maneira bem-humorada, devido a falhas mecânicas na Kombi que os locomovia.  O show foi simplesmente destruidor, apesar de um incidente no início da performance envolvendo a guitarra de Watson, porém logo se estabilizaram e o grupo mostrou novamente a força da música chapecoense.



A Baranga expôs seus principais sons, como “Três Oitão”, “Sexo e Rock n Roll”, “Filho Bastardo” e “Chute na Cara”.  A apresentação foi digna de um grupo de Rock n Roll, uma vez que todo o espetáculo dos músicos fora regado a cerveja, interação hílare com o público e exibição de qualidade denotando toda a experiência musical de cada membro.




Os paulistas da Ancesttral trouxeram o Thrash Old School provindo de muita velocidade, potencialidade e celeridade. Ao longo de toda a sua atuação puderam tocar notáveis canções, a banda abriu a apresentação com “What Will You Do?”, seguido por “The Famous Unknown”, “Demolition Man” e após um setlist eletrizante, encerraram a apresentação com a intensa “Bloodshed and Violence”.





O encerramento do festival fora com um fenômeno do Metal Nacional. Com quase 32 anos de carreira, nove álbuns lançados e um nome enraizado na história musical, a Attomica mostrou para o que veio e similarmente ao início do grupo, desmantelaram Otacílio Costa.  A banda apresentou clássicos como “The Last Samurai”, “Children Assassins”, “Deathraiser” entre outros. E em cada riff de Marcelo Souza sentia a alma brutal complementada aos vocais ríspidos de Andre, dando todas as qualidades e técnicas possíveis. De acordo com o grupo, se depender deles, estarão sempre em SC.




Os números do festival foram satisfatórios já que atingiu números esplêndidos. Ou seja, 1500 headbangers puderam se divertir e desfrutar das atrações musicais, gastronomia diversificada, venda de materiais físicos, camping e diversões radicais que o festival disponibiliza. Esse será o primeiro de muitos que nós da Urussanga Rock Music esperamos assistir.

Créditos na Foto: Cena Livre


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte I)

No último final de semana, aconteceu o Otacílio Rock Festival. A décima primeira edição contou com dezenove bandas do RS, PR, MG, DF, SP e de SC. Foram divididos por dois dias e em ambos notou-se uma grande quantidade de pessoas além de apresentações memoráveis de várias bandas.



A Urussanga Rock Music juntamente com a excursão que saiu de Criciúma chegou por volta das onze horas na Fazenda Cambará. Ao desenrolar do fest, conseguimos acompanhar a maioria das bandas. Perante a isso vamos cobrir aquelas em que assistimos durante toda a apresentação.



A cidade de Otacílio Costa com pouco mais de 16.000 habitantes está se figurando no Metal Catarinense. A 11° edição do Otacílio Rock Festival trouxe a tona uma ampla estrutura, tanto público quanto banda puderam aproveitar-se das atrações que o fest trouxe, como Open Air, gastronomia vegana, brindes e claro de muito Metal.

A primeira apresentação foi do grupo Legado Frontal que estava vindo de um hiato. A banda de Metalcore formada no município já conhece muito bem o festival. Em seu show expuseram alguns materiais próprios mesclando com cover de bandas conhecidas pelo público presente.





Logo depois entrou no palco a Sagrav de Chapecó. O show simplesmente foi destruidor. O grupo que se apresentou pela primeira vez no evento mostrou que gradativamente se perpetuará no Metal Catarinense. Zauza e companhia conseguiram mostrar a todos a força de Chapecó, e na temática da música The Lynching expor a história sangrenta marcada pelo domínio da Igreja Católica e atrocidades da mesma no município.





A Vermouth subiu no palco em seguida. O grupo de Lages-SC deu vida a grandes clássicos do Rock n Roll e Hard Rock.




Uma das mais esperadas foi a Axecuter. O grupo paranaense começou com “Attack” fazendo os headbanger baterem cabeça logo no início. “Raise The Axe” possibilitou uma grande roda, e nela os músicos mostraram a essência incitando todos a levantar o machado. Além desses clássicos, a Axecuter na música homônima chamou o “The Axecuter” para a apresentação artística. No set list não poderiam faltar ainda clássicos como “In For The Kill” e a “No God No Devil (Worship Metal) ”. Brutalidade de riffs, seguidos a um vocal cru de Danmented e linhas rápidas na batera foi um atrativo à parte.



A quinta banda veio de Porto Alegre-RS. A Losna, subiu ao palco as 17:50 e exibiu o melhor do Thrash Metal Old School.  Clássicos como “Slowness” e a recente “Back to The Grotto” não deixaram de faltar. As meninas Fernanda Gomes e Debora Gomes mostraram que o Metal não é um lugar exclusivamente masculino.



Outra estreante no evento foi a Older Jack de Pomerode. A banda que possui suas letras em alemão fez o público cantar junto e tornar a apresentação um verdadeiro espetáculo, pois misturou os diversos gêneros do Metal. Letras regadas a cerveja e aventuras, instrumental técnico e vocal afinadíssimo foram características marcantes no show.



Carregando 30 anos de banda, a Orquídea Negra realmente fez um estrago no OTA. Sua apresentação fora memorável.  Boca, Robson e companhia relembraram clássicos como “Blood Of The Gods”, “Rainbow Of The Dark” e “Surrender”. O grupo é emblemático, avassalador e principalmente de uma qualidade surreal. Tudo isso foi notado perante a movimentação do público.



A banda Rhestus fez o fest tremer. Clássicos como “Fuck Off”, “Cancer” e “Guerras Insanas” não deixaram de faltar. Além dessas canções, a banda apresentou novos sons que farão parte do novo álbum. O grupo manteve a mesma pegada brutal em quase todas as canções e com toda a experiência fez o que esperava da banda ícone catarinense.



A brasiliense Violator era a atração mais esperada da noite e eletrizou o público ao trazer não apenas o Thrash Metal de qualidade clássico da banda, mas também um cativante discurso sobre agregação. O show foi embalado por clássicos, como “Respect Existence Or Expect Resistance”, “Futurephobia” e “Endless Tyrannies”. Os músicos fizeram questão de expor a ideologia do grupo, frisando que a Violator sempre apoiará qualquer tipo de minoria. Além disso, o discurso político feito por Poney (Vocal e Baixo) deixou o público tão extasiado que logo emergiu um coro em forma de vaias e protestos contra o Deputado Jair Bolsonaro.

Apesar do grande setlist e das mensagens admiráveis passadas pela banda o que chamou a atenção foram eventos isolados entre alguns seguranças e o público. Diversas pessoas da plateia tentaram pular a grade em frente ao palco, porém foram impedidas pelos seguranças. A banda, que sempre exalta a necessidade da união, se mostrou contrária a tal atitude e alertou isso aos seguranças do local. Porém mesmo após as reclamações os seguranças não recuaram, e o mesmo aconteceu com o público que ao fim do show destruiu a grade. Essa foi a premissa necessária para que o vocalista descesse do palco e se juntasse a plateia, que sucumbiu a uma explosão de harmonia e amor à música. O show foi finalizado em meio a abraços e com direto a crowd surfing.



De Caratinga-MG surge outra estreante, um Death Metal mesclado ao Thrash. A Venereal Sickness fez os headbangers se quebrarem com sua potencialidade sonora, o grupo mineiro começou a apresentação com a nova música “Burning The Laws”, que acabara de ganhar um videoclipe e estará no próximo disco dos músicos. O cast de oito faixas, ainda contou com os clássicos “Useless Commanders”, “The Path Of Execution” e “Human Plague”.  A peculiaridade exibida pela Venereal Sickness fez os fãs mesmo cansados, buscar energia e disposição das forças mais obscuras possíveis.



Após a apresentação da banda Veneral Sickness foi a hora da curitibana Imperious Malevolence entrar em palco. O grupo de Death Metal apresentou um setlist composto por 10 faixas, sendo iniciado pela homônima “Imperious Malevolence”, seguidas por “Nihilisticon”, “No Return”, “Priest Of Pestilence”, “Seek For Mephisto”, “Arquiteto da Destruição” um dos maiores sucessos da banda juntamente com “Doomwitness” a faixa tocada na sequência. As últimas músicas apresentadas foram “Where Demons Dwell”, “Ascending Holocaust” e “Perpetuação da Ignorância”, música que encerrou o show.  A banda mostrou que os 21 anos de estrada só corroboraram com a ideologia e com a particularidade do som apresentado. O público cantou do início ao fim, principalmente seu maior clássico, a música “Arquiteto Da Destruição”.




A criciumense Somberland foi a última atração da noite e representou muito bem o sul do estado. Mesmo sendo a última banda, boa parte do público se manteve fiel e o grupo com toda certeza não decepcionou. Este foi o segundo show da banda de War Black Metal, que deixou claro todo seu profissionalismo somado ao som de qualidade. Foram apresentadas as músicas do “Dark Silence Of Death” (primeiro EP lançado pela Somberland) juntamente com algumas das faixas que estarão no novo álbum. A banda também apostou na teatralidade, em meio a apresentação subiu ao palco uma pessoa trajada de um hábito negro que esmagou um punhado de hóstias e jogou-as no chão.  O show foi finalizado com chave de ouro ao som de “Into The Front”, a música mais conhecida da banda. Consequentemente os músicos mostraram toda a atmosfera oculta, sombria e maldita que carregam desde o início da horda. E com certeza se perpetuarão no cenário do Metal Extremo Catarinense. 





Obs: Foram perdidas a maioria das fotos do festival. E para sermos imparciais optamos por divulgar a logo ou foto de cada banda. Ao final publicaremos as fotos que conseguimos recuperar.

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