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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Iceberg Rock Festival: edição de 2022 será a mais grandiosa do evento

Comemorando o seu décimo ano de atividades, o Iceberg Rock Festival, tradicional evento que ocorre anualmente na cidade de Lontras, localizada no Alto Vale do Itajaí, ressurge os fests catarinenses depois de um momento marcado pela pandemia da Covid-19, no qual restringiu a possibilidade de realização dos mesmos.

Foto/Divulgação

Obviamente, ainda em um período de pandemia, com medidas cautelares e sanitárias vigentes, o festival gradativamente retorna, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro com todos os protocolos cumpridos. Inclusive no que tange a um amplo espaço, pois o Camping Paraíso, lugar que recebe o evento, tem uma enorme estrutura e o Iceberg será realizado de forma Open Air.

E falando no lugar que será idealizado o fest, o camping é simplesmente deslumbrante, pois possui várias trilhas, piscinas, fica localizado próximo às margens do Rio Itajaí-Açu e é caracterizado por ser detentor de uma estrutura ímpar, com um palco peculiar em cima de um morro, que proporciona moshes, rodas e diversões que engrandecem cada vez mais o evento. Seus organizadores já possuem um nome consolidado no cenário musical catarinense, Marcos Valério e Lu Oliveira sabem como ninguém, desenvolver shows e festivais. Desde as primeiras edições, promovidas através de um porão, em Rio do Sul, o Iceberg carrega em sua essência, o espirito Woodstock, seja pelo Paraíso, por sempre expor uma miscelânea de estilos e por receber pessoas de todas as raças, credos, orientações sexuais ou ideologias.

A Urussanga Rock Music está voltando à ativa ao cobrir novamente os festivais e deixar sempre o seu legado, de valorizar as iniciativas, contribuir com as bandas e ser um espaço necessário para a difusão da música autoral.

A headliner do fest é a Hillbilly Rawhide, tradicional banda curitibana que flerta com o Country Rock, o Bluegrass e com a música caipira. Junção de estilos que proporcionou ao grupo diversos álbuns, como os clássicos, “Ramblin' Primitive and Outlaw”, “Lost and Found” e “FNM”. Outro destaque da Hillbilly são seus videoclipes cinematográficos, como seu hit, “O Enxofre e a Cachaça”.

Lembrada por ser um cover da banda britânica Motorhead, a Motorbastards de Curitiba mudou sua denominação e passa a se chamar “Carttada” e com isso, estão apostando no autoral. Inclusive, relançaram recentemente os dois discos de canções próprias, “We Are Bastards” e “Divisão Rock n Roll”.

Com trinta e cinco anos de atividades, o Orquídea Negra é considerado uma das maiores bandas do Heavy Metal brasileiro. “Who’s Dead”, “Orquídea Negra” e “Blood Of Gods” são três obras-primas do estilo e seus clássicos, como “Surrender”, “True Soldier”, “Miss You” e “The Darkness” não podem faltar nas playlists dos que comparecerão ao Iceberg Rock 2022.

A Battalion, Heavy Metal de Itajaí também possui uma bela trajetória, pois o grupo está desde 2005 na ativa e seus dois discos, “Empire Of Dead” e “Bleeding Till Death” mostram porque é considerada uma das bandas mais respeitadas de SC.

Os amantes do Hard Rock também estão representados, uma vez que, os porto-alegrenses da Gueppardo estarão em terras catarinenses mais uma vez difundindo seus trabalhos, com destaque para o baita disco, o recente “I Am The Law” lançado esse ano.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, os músicos difundiram seu novo trabalho, o Ep “The Last Tree” divulgado em junho desse ano.

Desde 2014 na ativa, a Captain Cornelius de Rio do Sul – SC, diverte e encanta o público em cada show que se apresentam, seja através do visual irlandês, das músicas dançantes ou da versatilidade dos integrantes. Com uma sonoridade que remete ao Irish Punk, os músicos trazem como referências, The Dreadnoughts, Flogging Molly, Dropkick Murphys, Wolfe Tones, Korpiklaani, Alestorm, além das suas canções autorais lançadas recentemente.

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.  O grupo possui três videoclipes disponíveis através da plataforma do YouTube, “Crazy Night”, “Lonely Soul” e o mais recente “There Is No End”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. O grupo lançou em 2019 o disco “Auro”, composto por sete canções.

Os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Imagine uma banda que mescle Groove e Thrash Metal. Isso só pode resultar em peso e celeridade, e é que promete os joaçabenses do Pedrada. Atualmente, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de canções autorais, como a faixa “Torture Engineering”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao Iceberg e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

O líder, guitarrista e vocalista Jean Carlo,  da banda clássica Vlad V irá executar seu projeto solo acústico, com novas canções e hits que marcaram a vida do cantor blumenauense.

Jimi Jamieson é um cantor escocês que está morando em Blumenau e através do seu trabalho, Jimi Jamieson Band pretende tocar clássicos do Rock n Roll. A banda Jordan de Taió fará a conexão entre o Folk e o Stoner, enquanto Woesley Johann tocará o precioso Rock dos anos 80. 

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Serra Catarinense: 10 Videoclipes Que Marcaram a Cena (Parte I)

Qual música vêm a sua cabeça quando você pensa na Serra Catarinense? Não só de Música Regionalista, vive a Amures!!!


Seja do rock rural incandescente do Expresso Rural, nos palcos alternativos da Festa do Pinhão ou nas noites do Fatboo Studios, a região serrana emana música com qualidade, desde Blues, Reggae, Rap, HC, Metal ou MPB, a versatilidade, criatividade e talento são explícitos nos seus respectivos trabalhos.

Por isso, a Urussanga Rock Music decidiu relembrar videoclipes que marcaram Lages e região. O quadro terá duas partes de dez materiais audiovisuais, de bandas distintas que tiveram/têm a sua importância no cenário musical catarinense. A ordem, foi feita de acordo com a data de lançamento dos clipes.

01. Expresso Rural - Nas Manhãs do Sul do Mundo (1983)


A banda Expresso Rural encantou o estado de SC nos anos 80, com clássicos como “Certos Amigos”, “Sol de Sonrisal” e “Tom Natural”, o grupo descentralizou a música, trazendo o interior para ser tocado na capital. “Nas Manhãs do Sul do Mundo” é sua obra mais conhecida e angaria um clipe nostálgico, divulgado no ano de 1983.

02. Orquídea Negra - The Darkness (1991)


Os amantes do Metal devem estar se perguntando, se o ícone do Heavy Metal catarinense também estaria, na referida matéria. É claro, que o Orquídea Negra não poderia faltar, já que sustenta e leva o nome da cidade para os quatro cantos do país. Ainda na ativa, os músicos possuem 34 anos de história e três discos lançados. Em 1991, a extinta TV Manchete de Joaçaba- SC, divulgou o vídeo de “The Darkness”.

03. Lenzi Brothers - Allana (2008)


“Atrás de uma viagem nova, que lhe faça compreender, sem rotas e marcar a volta, é nessa que Allana vai levar você...” Essa música com certeza marcou a consolidação de três irmãos que saíram da Serra rumo ao litoral. Há 12 anos, a banda Lenzi Brothers divulgou o videoclipe de “Allana” contendo uma estética divertida, com elementos visuais que remetem aos quadrinhos e uma sonoridade baseada no rock londrino. Ao todo, em sua discografia, o grupo dispõe de nove discos, participações na MTV e ShowLivre.com, além de uma vasta bagagem.

04. Genirê Z - O Vento (2014)


Com 3.500 visualizações, “O Vento” é a principal faixa da banda de Reggae, Genirê Z. A melodia calma, gostosa e simples se complementa ao visual de um clipe caseiro, com takes de apresentações dos integrantes, produção de músicas e um clima sinérgico. O grupo foi formado em 2011 e já esteve em grandes eventos da região, como a Festa do Pinhão.

05. John Liar - Hard Work (2015)


Ahh o HC... O Hardcore também está presente. E a John Liar, um dos maiores nomes do estilo na cidade, mostra que experiência, sincronia e técnica são fatores totalmente conectivos. “Hard Work” é a personificação disso, uma vez que através de uma GoPro, conseguiram capturar a energia dos músicos e a rapidez dos riffs. A banda obtém dois trabalhos, o Ep homônimo “John Liar” e o recente “Changeover”.

06. Megaluce - Lampião (2015)


Uma levada experimental, com resquícios de Shoegaze, MPB e Indie, a Megaluce expõe um som limpo e ímpar. Há cinco anos, os músicos difundiram “Lampião”, como o próprio nome já diz, ela traz referências ao casal Lampião e Maria Bonita. Recentemente, a banda lançou seu álbum “Cotidiano Abstrato”, último trabalho até então.

07. Nona Avenida - Meras Indagações (2018)


 “Você já se escondeu quando esteve frio? Já tomou mágoas num copo vazio? ” Esses versos conseguiram me prender, tanto pela simplicidade quanto pela intensidade. E “Meras Indagações”, considero uma das principais músicas feitas nessa segunda década, na cidade. O vídeo mescla cenas cotidianas com imagens de cunho nostálgico e de extremo valor sentimental (sendo dedicado a memória de Edson Euclides Rosa). A letra enfatiza a melancolia caracterizada pela fotografia em preto e branco, a qual se molda à sonoridade lenta, técnica e cadenciada indo de encontro à sensibilidade casual presente nas letras da Nona Avenida.

08. Raccoon Club - Flicker (2018)


A banda Raccoon Club de Lages- SC traz a irreverência e o experimentalismo através de releituras de clássicos e covers. Em novembro de 2018, o grupo divulgou seu primeiro trabalho, denominado “Flicker” e contou com a participação de muitos amigos e colegas dos músicos. Com uma intro melancólica de um diálogo, exprimiram os primeiros acordes, de maneira lenta e cadenciada mas permanecendo numa linearidade síncrona. No vídeo, a sinestesia galgava por caminhos díspares até se unir a atmosfera íntima com traços de epifania.

09. AbomiNação - Sermo Serpentum (2019)




A AbomiNação é um dos principais nomes do Grindcore/Crossover catarinense. “Sermo Serpentum” foi o último material a ser lançado. O trabalho exibe a qualidade e principalmente o crescimento do grupo. No videoclipe, Mateus Biazotto (Vocalista e Baixista) é tido como padre, enquanto Miro Wagner (Guitarrista) e Ruan Rudieri (Baterista) são seus súditos. Com um altar remetendo a templos cristãos, o grupo ingressa críticas à misoginia, a intolerância e ao preconceito expresso através de discursos morais religiosos.

10. Arit - Lobo do Mar (2019)


O rapper Thiago Arit já entrou para a história da música lageana. Há quase um ano, o músico divulgou o primeiro audiovisual de Rap do município, através da canção “Lobo do Mar”. Nela, Arit expõe suas visões sobre a sociedade, referências atuais e versos distópicos e futuristas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Parceiros do Underground #3: Maykon Kjellin (O Subsolo)

O terceiro episódio do Parceiros do Underground emerge de Imbituba - SC, cidade onde reside o escritor e designer Maykon Kjellin. Ele é idealizador e fundador da imprensa O Subsolo e também integrante das mídias A Hora Hard e Urussanga Rock Music, além de atuar como baterista no grupo Dark New Farm.


O músico nos contou um pouco sobre experiências no meio independente, as artimanhas para a elaboração das matérias e muito mais o que se envolve em colocar em prática uma mídia. 




Quando foi o primeiro contato que você teve com o Rock/Metal?

Maykon: Foi bem pequeno, não sei que idade deveria ter, mas lembro que fiquei chocado quando o Mamonas Assassinas faleceram, meu pai tinha me dado uma fita dos caras e eu andava com aquilo para cima e para baixo. Era minha "fita da sorte" hahahaha. Meu pai me apresentou muita coisa boa, clássicos como Nirvana, Scorpions, CBJr, Zé Ramalho e o amor só foi aumentando.

O que o levou a montar uma mídia independente?

Maykon: Eu queria cooperar mais fora dos palcos. Minha antiga banda (Doctor Jimmy), fez um show foda uma vez e eu fiquei chateado por não ter nenhum registro, muito menos escrito e eu queria criar algo que fosse como um arquivo da região sul catarinense, no fim, se tornou algo bem mais extenso, hoje O SubSolo atende o Brasil inteiro.

O Subsolo atualmente é uma das principais mídias underground brasileiras e há uma gradativa evolução. Quais são os principais fatores para esse crescimento?

Maykon: Cara, acho exagerado dizer que somos uma das principais mídias, pois somos uma mídia pequena. Mas confesso que estamos em crescimento e isso se deve a união e a boa escolha da equipe, todos tem minha admiração, até os ex-membros da equipe.

Em todo esse tempo como imprensa, quais matérias você destacaria?

Maykon: Eu fiz uma matéria que me orgulho muito, foi com a Aline Iladi, guitarrista do Silent Empire, foi uma que quando terminei de editar saiu lágrima dos meus olhos e me senti um jornalista de verdade, e sem querer ofender ninguém, foi nesse momento que vi que o talento dessa profissão vem do coração e foi isso que fiz com essa matéria, para mim é a mais especial feita por mim. Fica o link (http://www.osubsolo.com/2017/05/especial-superacoes-do-underground-02.html).

Fora isso, não tem como não destacar a entrevista com Andreas Kisser (Sepultura / De La Tierra) realizada por Vinicius Saints. Entrevista do Pedro Poney (Violator) feito pela Thabata Solazzo. Entrevista com Mauricio Nogueira (Matanza) feita pelo Marcel Caldeira e mais uma do menino Vinicius, a resenha do "MachineMessiah", elogiada pelo próprio Sepultura.

Como se sucedeu a ideia da criação do Subsolo Rock Festival?

Maykon: Eu sou um cara teimoso, que adoro me ferrar no underground, pode ser isso hahaha. Acho que faltava um "a mais", acho que toda iniciativa tem que ter um toque especial e o nosso foi o festival, fora as coletâneas físicas que vale lembrar.

Atualmente a mídia conta com quantos integrantes?

Maykon: O SubSolo conta com nove redatores.

Como se dá o procedimento de escolha para a elaboração das matérias?
Há algum pré-requisito?

Maykon: O pré-requisito é simples, não ser chato e ficar cobrando no privado (sério, isso é muito chato caras, não façam) e mandar material completo, uma banda que não tem release nos dias de hoje é inadmissível, por favor né. As bandas hoje faltam com profissionalismo e querem ainda cobrar cachê alto. Tenham de início, logo, release e fotos, e claro, um bom trabalho gravado.

E como você trabalha para organizar o tempo entre banda, organizador e imprensa?

Maykon: Ainda tenho minha assessoria, coopero para o Underground Extremo, Metal Etílico e as vezes até Urussanga Rock, né patrão Guigo? hahaha. Não é fácil, a tarefa é dificil e isso me esgota, principalmente pela falta de reciprocidade. Ultimamente abro a plataforma de criação de matérias e fico pensando se devo realmente perder tempo escrevendo, não tenho mais o mesmo tesão de antes. E a falta de cooperação das bandas de divulgarem os próprios links que são mencionados, vai enchendo o saco.

Quais são as principais dificuldades enfrentadas no desenvolvimento das matérias?

Maykon: como citei lá em cima, falta de profissionalismo das bandas que não tem nem material, sem material não sei nem por onde começar.

Qual sua visão sobre o cenário catarinense atual e o que pode ser melhorado?

Maykon: Comecei a acreditar que o tal "união" é balela mesmo, infelizmente cai na real. Eu batia no peito e brigava para dizer que existia, mas não existe. Banda da nossa região precisou de mim e eu ajudei, no fim, lançaram ou ainda vão lançar, não sei, o clipe por uma mídia lá da puta que pariu, aí desanima né? Falta de consideração. Acho que falta consciência, humildade, é muito músico comendo sardinha e arrotando salmão. Falta tirar o rabo do sofá e participar mais dos eventos, não ficar do lado de fora, não tentar burlar para não pagar a entrada, existe tantos problemas a serem corrigidos...

Há união entre as mídias?

Maykon: Entre as mídias sim e é surpreendente como todas as mídias que conheço se ajudam sem frescura. É um prazer estar entre elas com certeza.

O que motivou o fim da Web Rádio do O Subsolo?

Maykon: Bandas que mandam músicas e não tiram dez minutos do dia para ouvir, programas ao vivo d'O SubSolo aos domingos para 2 ou 3 ouvintes, mesmo com divulgação pegando fogo. O pessoal só quer e não quer ajudar, quer se apoiar mas não quer apoiar, é complicado. Isso é triste, foi bem frustante para mim anunciar o fim da rádio. Estou incomodado até hoje!

Cinco bandas catarinenses.

Maykon: AlkanzA, Eletromotriz, Orquídea Negra, Viletale, Vlad V.

Cinco bandas da região de Tubarão.

Maykon: DeadNation, AlkanzA, Dark New Farm, Distressed, Alucinia.

Cinco mídias independentes.

Maykon: Rifferama, A Hora Hard, Underground Extremo, Urussanga Rock Music e Cultura em Peso.

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade para a entrevista. Se puder, deixe um recado para os leitores que nos acompanham.

Maykon: O que o Guigo e a Leandra fazem, é coisa de outro mundo. Resenha em escrita, vídeo entrevista e ainda batem foto. E tem cuzão que não dá valor e quando a gente cansa, dá as costas e não se dedica mais, começa o mimimi e o arrependimento, isso não é só com mídia, é com bares, festivais, projetos e tudo o que podemos imaginar. Temos que APOIAR SIM, temos que tentar a balela de união SIM, temos que nos ajudar SIM e temos que ser um só, ou se não, o barco afunda. Vamos ser menos babacas e mais família. Obrigado pelo espaço Urussanga Rock!


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Frai'n Hell Rock Festival: Reacendendo a Chama dos Festivais Lageanos (Parte II)

Depois de um sábado bem agitado, com bandas de várias vertentes do Metal, com pirofagias, moshs, rodas punks e destruição, o Frain’ Hell Rock Festival despertou o seu púbico com a beleza exuberante da paisagem do Refúgio do Lago.



A primeira banda a se apresentar no domingo foi uma surpresa, já que a Jhonny Bus (grupo que estava no cast) cancelou a participação depois de um problema grave na coluna de um dos guitarristas, impossibilitando o mesmo de tocar. Então diretamente de Lages, a Curto Circuito trouxe o Hard Rock/Rock n Roll através de clássicos e da música “Cerveja Ou Gasolina”.

Também lageana, a Blood Eyes expôs o Metal autoral em português. Essa peculiaridade propiciou aos músicos grandes elogios vindos do público que começava a se movimentar ao entorno do palco. As canções próprias “Minha História”, “Olhos de Sangue” e “Seres da Mente” foram algumas das nove reproduzidas pelo grupo.

O Xakol propôs o Power Metal aos headbangers. Músicas como “Restless Hunter”, “Dawn Of Insanity” e “Rise Of A New Sun, Part 2: Sunrise” não deixaram de faltar no repertório dos florianopolitanos.

Com 24 anos de estrada, diversos álbuns, demos e splits lançadas, a Khrophus era um dos headliners do evento. O grupo era um dos três provenientes da primeira edição em Fraiburgo. Com a formação sólida e entrosada na entrada de Hugo Deigman nos vocais, a banda de Death Metal colocou o Refúgio do Lago abaixo com a ferocidade e técnica nos riifs céleres de Adriano Ribeiro. As músicas expostas foram “Smoke Screen”, “Master Of Shadows”, “Dead Face”, “Lost Iniciations”, “Testimony Of Illusions”, “Statues”, “Interposition”, entre outras.  

O Orquídea Negra fez um show grandioso, sendo uma das bandas mais reconhecidas do estado, trouxe à tona clássicos como “Surrender” e “Miss You” o que deixou o público extasiado.

Representando o cenário Crossover/Grindcore no evento, a AbomiNação de Lages praticamente acelerou os ânimos dos Metalheads. Munidos pelo som rápido e veloz intercalado com discursos revoltosos e de descontentamento sociopolítico exibiram a fúria musical. As canções “Tradicional Família Brasileira”, “Heróis Sem Capa”, “Deus Diligit Hominem” e “País de Tolos” (donde o vocalista Mateus Biazoto discursou contra o separatismo e a influência conservadora que isso tem na sociedade) estavam presentes no setlist.

A última de Black Metal a se apresentar foi a Somberland de Criciúma. Desde a entrada dos músicos ao palco foi notória a qualidade e técnica instrumentais presentes. O grupo que recém havia chegado de um show em Joinville incendiou o Refúgio do Lago. Com um som herege, blasfemo e antirreligioso, foram reproduzidas músicas do Ep “Dark Silence Of Death” como “Forever Dark Wood”, a homônima “Dark Silence Of Death” e “Into The Front” e também as novas canções, “Here As No Place For God”, “Fallen Angel”, “Pest’ oLogy”, “Sadistic Instinct Arise”, “Their Suffering, My Pleasure”, “When The Future No Matter” e “Wrath Of The Tyrant”.

Mesclada a Orleans e Criciúma, a They Come Crawling surpreendeu o Frai’n Hell Rock Festival com seu respectivo Death/Thrash Metal. Os músicos mantiveram a velocidade e rispidez constantes nas músicas tocadas, “Rapture”, “CBE”, “Live Fast, Die Faster”, “If It Kills You”, “David Lynch Sucks”, “Ignorance”, “Shape Of Things To Come” e “Guilty Conscience”.


A The Four Horsemen ficou responsável pelo encerramento do festival. O grupo paulistano tocou músicas bem conhecidas do Metallica e o público em meio ao cansaço ainda fez moshs e rodas personificando o sucesso do festival. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte I)

No último final de semana, aconteceu o Otacílio Rock Festival. A décima primeira edição contou com dezenove bandas do RS, PR, MG, DF, SP e de SC. Foram divididos por dois dias e em ambos notou-se uma grande quantidade de pessoas além de apresentações memoráveis de várias bandas.



A Urussanga Rock Music juntamente com a excursão que saiu de Criciúma chegou por volta das onze horas na Fazenda Cambará. Ao desenrolar do fest, conseguimos acompanhar a maioria das bandas. Perante a isso vamos cobrir aquelas em que assistimos durante toda a apresentação.



A cidade de Otacílio Costa com pouco mais de 16.000 habitantes está se figurando no Metal Catarinense. A 11° edição do Otacílio Rock Festival trouxe a tona uma ampla estrutura, tanto público quanto banda puderam aproveitar-se das atrações que o fest trouxe, como Open Air, gastronomia vegana, brindes e claro de muito Metal.

A primeira apresentação foi do grupo Legado Frontal que estava vindo de um hiato. A banda de Metalcore formada no município já conhece muito bem o festival. Em seu show expuseram alguns materiais próprios mesclando com cover de bandas conhecidas pelo público presente.





Logo depois entrou no palco a Sagrav de Chapecó. O show simplesmente foi destruidor. O grupo que se apresentou pela primeira vez no evento mostrou que gradativamente se perpetuará no Metal Catarinense. Zauza e companhia conseguiram mostrar a todos a força de Chapecó, e na temática da música The Lynching expor a história sangrenta marcada pelo domínio da Igreja Católica e atrocidades da mesma no município.





A Vermouth subiu no palco em seguida. O grupo de Lages-SC deu vida a grandes clássicos do Rock n Roll e Hard Rock.




Uma das mais esperadas foi a Axecuter. O grupo paranaense começou com “Attack” fazendo os headbanger baterem cabeça logo no início. “Raise The Axe” possibilitou uma grande roda, e nela os músicos mostraram a essência incitando todos a levantar o machado. Além desses clássicos, a Axecuter na música homônima chamou o “The Axecuter” para a apresentação artística. No set list não poderiam faltar ainda clássicos como “In For The Kill” e a “No God No Devil (Worship Metal) ”. Brutalidade de riffs, seguidos a um vocal cru de Danmented e linhas rápidas na batera foi um atrativo à parte.



A quinta banda veio de Porto Alegre-RS. A Losna, subiu ao palco as 17:50 e exibiu o melhor do Thrash Metal Old School.  Clássicos como “Slowness” e a recente “Back to The Grotto” não deixaram de faltar. As meninas Fernanda Gomes e Debora Gomes mostraram que o Metal não é um lugar exclusivamente masculino.



Outra estreante no evento foi a Older Jack de Pomerode. A banda que possui suas letras em alemão fez o público cantar junto e tornar a apresentação um verdadeiro espetáculo, pois misturou os diversos gêneros do Metal. Letras regadas a cerveja e aventuras, instrumental técnico e vocal afinadíssimo foram características marcantes no show.



Carregando 30 anos de banda, a Orquídea Negra realmente fez um estrago no OTA. Sua apresentação fora memorável.  Boca, Robson e companhia relembraram clássicos como “Blood Of The Gods”, “Rainbow Of The Dark” e “Surrender”. O grupo é emblemático, avassalador e principalmente de uma qualidade surreal. Tudo isso foi notado perante a movimentação do público.



A banda Rhestus fez o fest tremer. Clássicos como “Fuck Off”, “Cancer” e “Guerras Insanas” não deixaram de faltar. Além dessas canções, a banda apresentou novos sons que farão parte do novo álbum. O grupo manteve a mesma pegada brutal em quase todas as canções e com toda a experiência fez o que esperava da banda ícone catarinense.



A brasiliense Violator era a atração mais esperada da noite e eletrizou o público ao trazer não apenas o Thrash Metal de qualidade clássico da banda, mas também um cativante discurso sobre agregação. O show foi embalado por clássicos, como “Respect Existence Or Expect Resistance”, “Futurephobia” e “Endless Tyrannies”. Os músicos fizeram questão de expor a ideologia do grupo, frisando que a Violator sempre apoiará qualquer tipo de minoria. Além disso, o discurso político feito por Poney (Vocal e Baixo) deixou o público tão extasiado que logo emergiu um coro em forma de vaias e protestos contra o Deputado Jair Bolsonaro.

Apesar do grande setlist e das mensagens admiráveis passadas pela banda o que chamou a atenção foram eventos isolados entre alguns seguranças e o público. Diversas pessoas da plateia tentaram pular a grade em frente ao palco, porém foram impedidas pelos seguranças. A banda, que sempre exalta a necessidade da união, se mostrou contrária a tal atitude e alertou isso aos seguranças do local. Porém mesmo após as reclamações os seguranças não recuaram, e o mesmo aconteceu com o público que ao fim do show destruiu a grade. Essa foi a premissa necessária para que o vocalista descesse do palco e se juntasse a plateia, que sucumbiu a uma explosão de harmonia e amor à música. O show foi finalizado em meio a abraços e com direto a crowd surfing.



De Caratinga-MG surge outra estreante, um Death Metal mesclado ao Thrash. A Venereal Sickness fez os headbangers se quebrarem com sua potencialidade sonora, o grupo mineiro começou a apresentação com a nova música “Burning The Laws”, que acabara de ganhar um videoclipe e estará no próximo disco dos músicos. O cast de oito faixas, ainda contou com os clássicos “Useless Commanders”, “The Path Of Execution” e “Human Plague”.  A peculiaridade exibida pela Venereal Sickness fez os fãs mesmo cansados, buscar energia e disposição das forças mais obscuras possíveis.



Após a apresentação da banda Veneral Sickness foi a hora da curitibana Imperious Malevolence entrar em palco. O grupo de Death Metal apresentou um setlist composto por 10 faixas, sendo iniciado pela homônima “Imperious Malevolence”, seguidas por “Nihilisticon”, “No Return”, “Priest Of Pestilence”, “Seek For Mephisto”, “Arquiteto da Destruição” um dos maiores sucessos da banda juntamente com “Doomwitness” a faixa tocada na sequência. As últimas músicas apresentadas foram “Where Demons Dwell”, “Ascending Holocaust” e “Perpetuação da Ignorância”, música que encerrou o show.  A banda mostrou que os 21 anos de estrada só corroboraram com a ideologia e com a particularidade do som apresentado. O público cantou do início ao fim, principalmente seu maior clássico, a música “Arquiteto Da Destruição”.




A criciumense Somberland foi a última atração da noite e representou muito bem o sul do estado. Mesmo sendo a última banda, boa parte do público se manteve fiel e o grupo com toda certeza não decepcionou. Este foi o segundo show da banda de War Black Metal, que deixou claro todo seu profissionalismo somado ao som de qualidade. Foram apresentadas as músicas do “Dark Silence Of Death” (primeiro EP lançado pela Somberland) juntamente com algumas das faixas que estarão no novo álbum. A banda também apostou na teatralidade, em meio a apresentação subiu ao palco uma pessoa trajada de um hábito negro que esmagou um punhado de hóstias e jogou-as no chão.  O show foi finalizado com chave de ouro ao som de “Into The Front”, a música mais conhecida da banda. Consequentemente os músicos mostraram toda a atmosfera oculta, sombria e maldita que carregam desde o início da horda. E com certeza se perpetuarão no cenário do Metal Extremo Catarinense. 





Obs: Foram perdidas a maioria das fotos do festival. E para sermos imparciais optamos por divulgar a logo ou foto de cada banda. Ao final publicaremos as fotos que conseguimos recuperar.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Inferno Metal Fest

Mais uma edição de um dos melhores eventos de Metal da região.
O evento atrai pessoas de todo o sul catarinense, e em suas edições anteriores trouxe as consagradas bandas nacionais Nervosa e Krisiun, as tradicionais bandas catarinenses como  Khrophus, Steel Warrior, Red Razor, e as "Pratas da Casa" V8 Corporation, Sinnerator, Nekrós, além de muitas outras bandas. Será no dia 09/04/2016 e abrirá os portões às 20:00h no União Mineira em Criciúma.

Dessa vez contará com cinco bandas, onde iremos apresentá-las cada uma, fazendo uma breve síntese:

A banda de hardcore Worst vem de São Paulo trazer suas músicas com letras pesadas e um instrumental brutal. Os músicos fundaram a banda no ano de 2011 com influências de Hatebreed, Madball, e muitas outras. Lançaram três álbums, o primeiro denominado "Te Desejo Todo Mal Do Mundo", o segundo "Cada Vez Pior", e recentemente "Instinto Ruim".

Também de São Paulo a tradicionalíssima Torture Squad se apresentando mais uma vez em Criciúma. A banda está ativa há 26 anos e são possuintes de 10 álbuns contando com Eps, álbuns em estúdio, Ao vivo e demos. Uma espécie de Thrash Metal misturado com o bom e velho Heavy Metal. Dentre suas principais canções destacam-se "Raise Your Horns", "Pátria Livre", e "No Escape From Hell".
Recentemente os músicos lançaram o álbum "Return Of Evil", que volta a pegada Death Metal, mas agora com a voz de Mayara Puertas(Necromensis).

A banda Symphony Draconis de Porto Alegre vem com seu Black Metal se apresentar no Inferno. Com apresentação muito elogiada no Otacílio Rock Festival, desta vez os músicos migraram do RS para o sul catarinense. Surgiram em 2006 com o intuito de criar ideologias, se manter contra o tradicionalismo e fazer tudo isso através da música. Já abriram para o Marduk em São Leopoldo.
Lançaram os álbum "Supreme Art Renunciation" que foi elogiadíssimo pelo público e uma demo de 2008 denominada "Inside The Horned Pentagram".

De Lages vem a clássica Orquídea Negra, banda de Heavy Metal que foi formada no ano de 1986, e adquiriu prestígio na Cena do Metal Catarinense. Os músicos lançaram três discos. O pioneiro foi o "Who's Dead" lançado em 1992. Já em 1994 lançaram o homônimo  "Orquídea Negra", onde contém um dos maiores sucessos da banda, a música "The Darkness". No ano de 2003 gravaram Ao Vivo o álbum "More Live Than Never", bem aceito pela crítica, e seu último álbum fora denominado "Blood Of The Gods", que foi lançado em 2013.

E por fim a The Motorcocks  de Criciúma que influenciados por Chrome Division, The Carburetors, Motorhead, V8 Wankers, são movidos a álcool, mulheres e velocidade. Sua vertente Rock And Roll psicodélica propiciaram a banda gravar um álbum autoral virtualmente denominado "Blood Drive" que nele há uma forte pegada de Speed Metal, e Rock And Roll. Os músicos já são bem conhecidos da região e com certeza farão um show memorável.

Abaixo há um link onde estará disponibilizado os valores dos ingressos.
Vá, compareça, a região e o Metal precisam de sua contribuição e presença.



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