Mostrando postagens com marcador John Liar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador John Liar. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Serra Catarinense: 10 Videoclipes Que Marcaram a Cena (Parte I)

Qual música vêm a sua cabeça quando você pensa na Serra Catarinense? Não só de Música Regionalista, vive a Amures!!!


Seja do rock rural incandescente do Expresso Rural, nos palcos alternativos da Festa do Pinhão ou nas noites do Fatboo Studios, a região serrana emana música com qualidade, desde Blues, Reggae, Rap, HC, Metal ou MPB, a versatilidade, criatividade e talento são explícitos nos seus respectivos trabalhos.

Por isso, a Urussanga Rock Music decidiu relembrar videoclipes que marcaram Lages e região. O quadro terá duas partes de dez materiais audiovisuais, de bandas distintas que tiveram/têm a sua importância no cenário musical catarinense. A ordem, foi feita de acordo com a data de lançamento dos clipes.

01. Expresso Rural - Nas Manhãs do Sul do Mundo (1983)


A banda Expresso Rural encantou o estado de SC nos anos 80, com clássicos como “Certos Amigos”, “Sol de Sonrisal” e “Tom Natural”, o grupo descentralizou a música, trazendo o interior para ser tocado na capital. “Nas Manhãs do Sul do Mundo” é sua obra mais conhecida e angaria um clipe nostálgico, divulgado no ano de 1983.

02. Orquídea Negra - The Darkness (1991)


Os amantes do Metal devem estar se perguntando, se o ícone do Heavy Metal catarinense também estaria, na referida matéria. É claro, que o Orquídea Negra não poderia faltar, já que sustenta e leva o nome da cidade para os quatro cantos do país. Ainda na ativa, os músicos possuem 34 anos de história e três discos lançados. Em 1991, a extinta TV Manchete de Joaçaba- SC, divulgou o vídeo de “The Darkness”.

03. Lenzi Brothers - Allana (2008)


“Atrás de uma viagem nova, que lhe faça compreender, sem rotas e marcar a volta, é nessa que Allana vai levar você...” Essa música com certeza marcou a consolidação de três irmãos que saíram da Serra rumo ao litoral. Há 12 anos, a banda Lenzi Brothers divulgou o videoclipe de “Allana” contendo uma estética divertida, com elementos visuais que remetem aos quadrinhos e uma sonoridade baseada no rock londrino. Ao todo, em sua discografia, o grupo dispõe de nove discos, participações na MTV e ShowLivre.com, além de uma vasta bagagem.

04. Genirê Z - O Vento (2014)


Com 3.500 visualizações, “O Vento” é a principal faixa da banda de Reggae, Genirê Z. A melodia calma, gostosa e simples se complementa ao visual de um clipe caseiro, com takes de apresentações dos integrantes, produção de músicas e um clima sinérgico. O grupo foi formado em 2011 e já esteve em grandes eventos da região, como a Festa do Pinhão.

05. John Liar - Hard Work (2015)


Ahh o HC... O Hardcore também está presente. E a John Liar, um dos maiores nomes do estilo na cidade, mostra que experiência, sincronia e técnica são fatores totalmente conectivos. “Hard Work” é a personificação disso, uma vez que através de uma GoPro, conseguiram capturar a energia dos músicos e a rapidez dos riffs. A banda obtém dois trabalhos, o Ep homônimo “John Liar” e o recente “Changeover”.

06. Megaluce - Lampião (2015)


Uma levada experimental, com resquícios de Shoegaze, MPB e Indie, a Megaluce expõe um som limpo e ímpar. Há cinco anos, os músicos difundiram “Lampião”, como o próprio nome já diz, ela traz referências ao casal Lampião e Maria Bonita. Recentemente, a banda lançou seu álbum “Cotidiano Abstrato”, último trabalho até então.

07. Nona Avenida - Meras Indagações (2018)


 “Você já se escondeu quando esteve frio? Já tomou mágoas num copo vazio? ” Esses versos conseguiram me prender, tanto pela simplicidade quanto pela intensidade. E “Meras Indagações”, considero uma das principais músicas feitas nessa segunda década, na cidade. O vídeo mescla cenas cotidianas com imagens de cunho nostálgico e de extremo valor sentimental (sendo dedicado a memória de Edson Euclides Rosa). A letra enfatiza a melancolia caracterizada pela fotografia em preto e branco, a qual se molda à sonoridade lenta, técnica e cadenciada indo de encontro à sensibilidade casual presente nas letras da Nona Avenida.

08. Raccoon Club - Flicker (2018)


A banda Raccoon Club de Lages- SC traz a irreverência e o experimentalismo através de releituras de clássicos e covers. Em novembro de 2018, o grupo divulgou seu primeiro trabalho, denominado “Flicker” e contou com a participação de muitos amigos e colegas dos músicos. Com uma intro melancólica de um diálogo, exprimiram os primeiros acordes, de maneira lenta e cadenciada mas permanecendo numa linearidade síncrona. No vídeo, a sinestesia galgava por caminhos díspares até se unir a atmosfera íntima com traços de epifania.

09. AbomiNação - Sermo Serpentum (2019)




A AbomiNação é um dos principais nomes do Grindcore/Crossover catarinense. “Sermo Serpentum” foi o último material a ser lançado. O trabalho exibe a qualidade e principalmente o crescimento do grupo. No videoclipe, Mateus Biazotto (Vocalista e Baixista) é tido como padre, enquanto Miro Wagner (Guitarrista) e Ruan Rudieri (Baterista) são seus súditos. Com um altar remetendo a templos cristãos, o grupo ingressa críticas à misoginia, a intolerância e ao preconceito expresso através de discursos morais religiosos.

10. Arit - Lobo do Mar (2019)


O rapper Thiago Arit já entrou para a história da música lageana. Há quase um ano, o músico divulgou o primeiro audiovisual de Rap do município, através da canção “Lobo do Mar”. Nela, Arit expõe suas visões sobre a sociedade, referências atuais e versos distópicos e futuristas.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Otacílio Rock Festival: 12ª Edição do Monstro dos Fests Brasileiros


No último final de semana emergiu o caos na Fazenda Cambará. A 12° edição do OTA personificou o tamanho que o fest tem no cenário brasileiro. O evento inclusive, explicitou toda a força do underground catarinense e suas respectivas crias. O ar estava cheio, o público enfurecido e as excursões a todo vapor surgindo de várias regiões do Brasil.



Aproximadamente 1000 pessoas compareceram ao festival. Dentre elas, três mídias independentes, a Cultura Em Peso, o Underground Extremo e nós da Urussanga Rock Music, além de organizadores influentes de festivais como Lu Oliveira e Marcos Valério (Iceberg Rock), Thiago Correa (Winter Knights), Danniel Bala (Agosto Negro, Laguna Metal Fest e Tubarão Metal Fest), Adriano Ribeiro e Ariel Frenzel (River Rock Festival), Tailana e Falcãozinho (Rock In Hell Do Campo), Dorneles Pereira (Um Dia Livre Rock Festival) e Thomas Michel Antunes (Santana’s Sunday).

Outro ponto a destacar foi a presença de integrantes de várias bandas que não tocaram, porém prestigiaram, como a Somberland, Blood Eyes, Spiritus Diaboli, Dark New Farm, Brokken, Spiritual Devastion, Silent Empire, Lacrimae Tenebris, Infernal War 666, entre outros.

Todo o público presente pode desfrutar de vários moshes, rodas punks e reencontro com velhos amigos. Tudo isso somado a uma ampla estrutura, um vasto camping, gastronomia vegana, lojas de merchs, camisetas, cervejas artesanais e a apresentação de 19 bandas de cinco estados no pavilhão.



Infelizmente por conta de um pequeno atraso com nossa excursão, não foi possível acompanhar a John Liar, primeira banda que subiu ao palco pontualmente e trouxe o hardcore para o Otacílio Rock Festival.

A Legado Frontal, prata da casa, ressurgiu para esse show trazendo o seu característico Metalcore. O setlist do grupo mesclou músicas do EP “A Guerra Não Tem Fim”, além de alguns covers, incluindo dois da banda Glória.

De Curitibanos – SC, a Warhell trouxe um Death/Thrash Metal sem firulas. Diversas rodas brutais no show dos músicos apenas caracterizaram a qualidade técnica dos curitibanenses. Clássicos como “Dawn Of The Dead”, “Die For Thrash” e “The Lawn Mower” marcaram a exibição deles no OTA.

Benedito Novo – SC também tem Metal e a Cerebral Canibal que aos poucos figura-se ainda mais na cena underground fez por merecer. Outro quesito a destacar é o fato dos músicos exporem majoritariamente letras em português e difundir a catástrofe brutal dos riffs. Novamente os bangers bateram cabeça e “devoraram o putrefato” ambiente do evento.

A Misanthrope (Death Tribute) mostrou a preciosidade de um tributo a uma das maiores bandas de Death Metal. Muitas músicas do lado b foram executadas e a desgraceira rolou solta.

Pela primeira vez na serra catarinense, os orleanenses da Don Capone trouxeram o rock ‘n’ roll com pitadas de stoner, alternativo e blues aos ouvidos do público. Os músicos tocaram canções conhecidas como “Enquanto Tudo Acontece”, “Que Seja No Bar” e “Bastardo” além das novas canções do novo álbum, “Corpo Fechado” e “Não Vou Me Entregar”. Os ritmos se anestesiaram e os riffs rápidos deram lugar aos solos cadenciados.

O primeiro grupo de fora do estado a se apresentar na noite foi o pessoal do AttracthA de São Paulo que estabeleceu uma grande conexão com os metalheads presentes. O show foi marcado por celeridade no instrumental nos clássicos “Unmasked Files” e “Payback Times” e toda a potencialidade advinda de um dos prodígios do Hard Rock/Heavy Metal nacional.

Uma das mais aguardadas foi o grupo Justabeli que regressa novamente a serra catarinense depois de um show realizado juntamente do NervoChaos no Macaco Astronauta em Lages. Os paulistas mostraram que o Metal Extremo ainda exibe as raízes da heresia e do ocultismo. As canções executadas expuseram a qualidade musical e a destruição sonora. É claro que as músicas “Cause The War Never Ends”, “Soldiers Of Satan” e a polêmica “Satan’s Whore” estiveram no setlist.

“Bangers Veneram o Puro Metal” e assim se sucedeu no show do Selvageria. Realmente a exibição do grupo foi memorável, mas é claro juntando qualidade, técnica, entrosamento e conhecimento de Heavy Metal, o resultado não poderia ser diferente de um verdadeiro estrondo. Os headbangers mostraram toda a fúria contida em sua essência a cada canção tocada pelos músicos. Aos poucos surgiam mais moshes avassaladores e músicas clássicas como “Hino do Mal”, “Selvageria” e “Trovão de Aço” foram algumas apresentadas. 

A canoense Horror Chamber gradativamente se destaca na cena do sul do Brasil e aos poucos seu trabalho torna-se mais conhecido no underground de SC. Com seus 14 anos de trajetória, a banda personifica experiência e evolução. Quando os músicos subiram ao palco, veio a certeza que o show também seria inesquecível, não só pela brutalidade advinda dos riffs rápidos de Felipe Pujol, mas também pelo vocal encorpado de Guilherme Lannig. Várias músicas do full length “Eternal Torment” foram executadas.

Considerada uma das headliners do festival, o fenômeno do metal brasilense Miasthenia provou que um Power Trio com teclado consegue alçar uma sonoridade surreal e singular. Mesmo com alguns problemas técnicos, os músicos mantiveram seu profissionalismo ao exibir canções clássicas do Metal Extremo brasileiro, como “Entronizados Na Morte” e “13 Ahaú Katun”, as faixas do novo álbum, “Antípodas” e “Coniupuyaras” e toda sua energia advinda da herege ancestralidade latino-americana.

A Gestos Grosseiros tocou pela primeira vez no Otacílio Rock Festival e logo já conquistou seu espaço entre os presentes. Novamente um Power Trio um pouco diferente, com um vocalista e baterista com vocais mórbidos e sólidos mantendo uma conexão com as guitarras de Kleber Hora e o baixo de Eduardo Ossuko. Os músicos possuem 20 anos de estradas e vários discos lançados, para a sua apresentação mesclaram algumas músicas dos mesmos e difundiram toda a sordidez de um Metal sem escrúpulos. A cada canção reproduzida, a interação tomava mais conta dos metalheads, tal como “The Antichrist”, “Slaves Of Imagination” entre outros.

Obviamente que algumas pessoas já caiam de bêbadas nos cantos do camping, porém alguns bangers tiveram a oportunidade de presenciar a banda de Thrash Metal catarinense Red Razor que desencadeou um colapso no evento. Mesmo com o cansaço e com a manhã quase surgindo, os florianopolitanos mantiveram rodas e cabeças batendo durante toda a sua exibição. “Revolution Beer”, “Wish You Were Beer”, “Napalm Pizza”, a homônima “Red Razor” e a canção “Born South America” (essa presente no novo disco) foram algumas das músicas difundidas pelos mesmos. Em alguns momentos do show, o vocalista Fabrício fez discursos contra a onda separatista presente no Sul do Brasil e também relembrando a execução da ativista Mariele Franco.

Depois de um intenso sábado, o domingo deu suas caras com uma reunião da Up Rock (Organização dos Festivais de Rock/Metal catarinense) onde os organizadores compartilharam várias opiniões, expuseram sugestões e ideias acerca do futuro dos festivais catarinenses e sobre essa nova união que tem o intuito de fortalecer a cena, tornando Santa Catarina o estado do Rock/Metal.

Com alguns minutos de atraso, a Atho iniciou as atividades do segundo dia. O grupo otaciliense de Prog/Heavy Metal executou 100% do repertório autoral e tocou músicas como “Free & Wild”, “Lost In My Voices” e “Lazyness”.

A Captain Cornelius de Rio Do Sul – SC marcou presença em mais um festival. A partir de releituras de clássicos e de músicas celtas e irlandesas, os músicos levaram o público presente a dançar e se divertir regado a muita cerveja.

Um dos melhores shows do evento ficou por conta da banda Bad Bebop de Curitiba – PR. Os músicos advindos de grupos como Necropsya e Semblant se apresentaram pela primeira vez com o novo projeto no OTA. O seu estilo peculiar ao mesclar Stoner, Grunge e Metal Alternativo configurou-os a difundir um som encorpado, coeso e técnico com pitadas de New Metal, cabendo aqui um destaque para a canção “Trouble” bem trabalhada e célere. Em uma parte da apresentação o guitarrista desceu e foi de encontro ao público e deixou-os extasiados com a performance.

Outro grupo proveniente do estado de SP, a Válvera deu rapidez e agressividade aos tons de Heavy Metal ao evento. Com a mudança de canções antes em português para em inglês, os músicos expuseram hits como “Extinção”, “Pra Baixo dos Pneus”, “Cidade em Caos” e a recente “Demons Of War”.

Logo em seguida, os paranaenses da Jailor assumiram os olhares para si e com um repertório mesclado aos dois últimos full lengths exemplificaram todos os seus 20 anos de bagagem, sendo elas “Jesus Crisis”, “Human Unbeing”, “Stats Of Tragedy”, a clássica “Jailor”, “Six Six Sinners” entre outros sons conhecidos. A apresentação contou com vários fatores relevantes, como a presença de palco diferenciada do vocal Flavio, das baquetadas rápidas de Jeff Verdani e da potencialidade das guitarras de Marcos Araújo.

No encerramento do festival, nada mais justo que uma grande headliner, a Taurus advinda do RJ com seus 33 anos de estrada ainda mantém viva a chama do Heavy Metal Tradicional. Com headbangers eufóricos e ansiosos, a banda fez um show extenso e enérgico divulgando suas principais músicas “Massacre”, “Batalha Final”, “Mundo em Alerta” e a nova canção “Desordem e Regresso” presente no novo disco. Com grandes elogios tecidos pelo vocalista Otavio Augusto sobre a organização do fest, o referido encerrou-se de forma brutal e destruidora.

Com um feedback positivo, essa edição do Otacílio Rock Festival cravou ainda mais seu nome na cena do Metal brasileiro. A nós da Urussanga Rock Music, o agradecimento especial ao Denilson Luis Padilha, Eienai Souza e Nani Poluceno por toda a confiança em nosso trabalho, receptividade e hospitalidade. Também um adendo ao Luiz Harley Caires e a Carina Langa do Underground Extremo que dividiram conosco algumas entrevistas e parcerias, além é claro de todo o público, dos amigos, organizadores, nossos leitores, seguidores e a todos que acompanham nosso trabalho. Vocês fazem a cena acontecer, o Metal precisa de nós para a chama nunca se apagar. Valorize o Underground e compareça aos eventos!


sábado, 3 de março de 2018

John Liar: Changeover (2018)


A banda lageana de Hardcore John Liar lançou no mês de fevereiro seu novo Ep denominado “Changeover” que possui quatro músicas. Os músicos estão na ativa desde 2014 e já angariam um trabalho de estúdio intitulado “John Liar”, além de dois videoclipes das músicas “Hard Work” e “All The Things Right”.

A visibilidade na cena underground proporcionou aos lageanos, a ingressão em um dos maiores festivais de SC, o Otacílio Rock Festival. Para o evento, o grupo pretende surpreender em sua primeira apresentação no fest.



Confiram abaixo, o novo trabalho “Changeover”:

A primeira faixa “Empire And Politics” evidencia as manobras políticas e sua massificação que retrata a realidade social e seus efeitos a longo prazo. A música começa com um coro com a participação especial de Vinicius Poli, Leo Araldi e Guigo Romagna (Criador e redator do Urussanga Rock Music) e ingressa em riffs caóticos, céleres e rápidos.

A segunda canção é denominada “Exceeded Expectations” e como o próprio nome diz, trata de forma objetiva a busca pelo crescimento pessoal que é caracterizado por conter vários obstáculos e dificuldades. A sonoridade remete às linhas do tradicional hardcore melódico, guitarras que alternam, os vocais enxutos de Caique Agustini e um instrumental técnico.

“The Drunk Guy” traz uma reflexão acerca de questões comportamentais por ressaltar vícios cotidianos, tal como o álcool, além de propor uma análise sobre o tema. A faixa é a mais extensa do EP e denota riffs cadenciados, harmônicos e é considerada a mais leve do trabalho.

Para encerrar o disco, “Turd” é um estrondo, já que os músicos alternam diversas vezes a sonoridade e intensificam um instrumental encorpado, sólido e distinto referente às outras canções presentes no “Changeover”. Nos backing vocals, há a participação especial de Thiago “Trosso” do Abraskadabra. Em relação a letra, a mesma enfatiza a união e a forma com que a honestidade se torna cada vez mais escassa.

A demo foi produzida de maneira independente por Steffan Duarte no Fatboo Studios. Ela foi mixada e masterizada por Thiago “Trosso” no Brother’s Room Audio Recordings em Londres.

A banda John Liar é composta por:
Caique Agustini (Baixo e Vocal)
Guego Anselmo (Guitarra e Backing Vocal)
Steffan Duarte (Guitarra e Backing Vocal)
Diogo Silva (Bateria)

Plataformas Virtuais:


terça-feira, 6 de junho de 2017

1° Flex Your Head Festival (Resenha)

No último final de semana aconteceu o 1° Flex Your Head Festival no Fatboo Studios em Lages.



O evento fora idealizado por Rafael Stauffenberg com apoio de Lana Quevedo e Steffan Duarte. Durante à noite quatro bandas puderam se apresentar, as pratas da casa, Abominação e John Liar e as estreantes no município, Time and Distance de SP e DxLxM de Não Me Toque - RS.

Além das apresentações musicais, o fest foi marcado pela exposição de materiais libertários, comidas veganas, sorteio de brindes da loja Bear Skate Shop e venda de cds/acessórios dos grupos presentes. Os lageanos deslocaram-se de suas respectivas casas em um bom número e foram congratulados com as atrações do espetáculo.

O Fatboo Studios é um pub/bar/estúdio que tem uma atmosfera peculiar, todas as artes estampadas nas paredes, a sonorização impecável de qualidade, ambiente underground e a facilidade do acesso, são grandes características do lugar.

A primeira banda a tocar foi a Abominação. Como já era esperado, os músicos destroçaram o palco com o seu singular Crossover, trazendo apenas canções autorais, nas bases de riffs céleres e agressivos de Miro. “País de Tolos”, “Ódio” e “Deputados Decrépitos” não faltaram no setlist dos mesmos.



Única banda do RS a se apresentar, a DxLxM ou Depósito de Lixo Municipal deu o ar catastrófico do Crust/Grindcore através de canções recheadas de temáticas sociais e de descontentamento com o senso comum. O grupo executou a canção “Genocídio Negro” e “Zumbis”, além de outras contidas no EP “Fúria Infinita”.



Alternando entre Blumenau (lugar onde o vocalista reside) e São Paulo, a Time And Distance foi outra estreante na cidade. Os músicos são lembrados por exibirem um Hardcore com ideologia Vegan Streight Edge. Em sua exibição, a banda mesclou a ferocidade e potencialidade, com petardos sonoros complementados pelos takes em cada música donde o vocalista Luis trazia questões existenciais, de inclusão social e comportamentais em suas frases de protestos.



O encerramento da noite ficou por conta da John Liar com seu HC melódico tradicional nos fests do planalto catarinense. O show simplesmente foi devastador e levantou o público, que ainda estava de pé e em grande quantidade para acompanhar a apresentação dos lageanos. As já conhecidas “Hard Work” e “All The Things Right” estiveram presentes dentre as executadas pelo grupo.



O saldo final do evento foi positivo uma vez que as bandas expostas, foram excelentes, conseguiram manter-se em poucos erros e o mais importante, apoiaram mutuamente os shows de cada respectivo grupo. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

1° Flex Your Head Festival

Sábado no Fatboo Studio em Lages rolará o 1° Flex Your Head Festival



O evento contará com quatro bandas, Time And Distance, Depósito de Lixo Municipal, Abominação e John Liar. Durante o fest, serão sorteados brindes da Bear Skate Shop, terá rango vegano, materiais libertários e galera bem ativista. Então junte os amigos e acompanhe a cena autoral da cidade.

A Urussanga Rock Music tem o prazer de estar vinculada a projetos como este, vale ressaltar que durante a noite não será tolerado a ingressão de pessoas cujo cunho seja racista, homofóbico, machista, transfóbico, misógino ou de qualquer vertente preconceituosa. Pois somos totalmente contra essas escórias impregnadas no Underground.

Dia 31/05 divulgarão a ordem das apresentações, todavia vamos expor uma síntese sobre cada grupo que apresentará o material. Obs: Essa não é a ordem!

A banda Time And Distance realiza pela primeira vez a sua apresentação nas terras lageanas. O grupo paulista traz um Vegan Straight Edge Punk, com dois EPs lançados, os músicos pretendem fazer uma destruição em massa no dia 03. O grupo é composto por Luis, Mudo, Bruno, Zoio e Piá. 



Do RS, vem a DXLXM, ou Depósito de Lixo Municipal, a banda traz o seu EP de 2015, “Fúria Infinita”, o mesmo é recheado de riffs crus e agressivos com letras de descontentamento sociopolítico. A banda é formada por Eduardo (Baixo e Vocal), Evandro (Guitarra) e Alexandre (Bateria).



A John Liar é prata da casa e irá expor seu hardcore melódico através do EP homônimo divulgado em 2015. Clássicos como “Hard Work” e “All The Things Right” não faltarão. O grupo é composto por Caique Agustini (Vocal e Baixo), Steffan Duarte (Guitarra e Vocal), Diego Anselmo (Guitarra e Voz) e Diogo Silva (Bateria).



Frequente nos shows da região, a Abominação mostrará seu Crossover/Grindcore personificado nas composições de cunho social e favorável a minorias. Os músicos possuem dois materiais, o “Ódio” difundido em 2015 e o “País de Tolos”, EP mais recente divulgado em 2016. A canção “País de Tolos” e “Homem (Animal Irracional )” são sempre pedidas pela galera. A banda é formada por Mateus (Vocal e Baixo), Miro (Guitarra) e Ruan (Bateria).



Então habitantes da Lajaica, compareçam ao evento, é só 10 golpes, vocês terão todo o aparato ideológico e de conhecimento, o aprendizado é gratificante, e como o intuito do festival, apoie as bandas da cidade, compareçam nos shows, comprem materiais, divulguem, tenha mídias independentes como a Urussanga Rock Music, escrevam zines e boicotem os fascistas. Como diz o Damadera, “Chega e Dale”!

terça-feira, 23 de maio de 2017

John Liar

Hardcore proveniente do planalto serrano



Em 2014 no município de Lages, três amigos Diego Anselmo (Guitarra e Voz), Caique Agustini (Baixo e Voz) e Diogo Silva (Bateria) advindos da extinta banda Mauro Almeida se reuniram para colocar em prática o projeto John Liar ao propósito de compor músicas autorais e expô-las.

O grupo traz um Hardcore Melódico e dessa vertente surge influências como NOFX, Pennywise, Rise Against, Strung Out, Dead Fish, Garage Fuzz, Reffer entre outras referências sonoras do estilo.

A cognominação “John Liar” é simbólica para os integrantes uma vez que a escolha se deu depois de algumas cervejas em um ensaio, os músicos quiseram fazer menção ao amigo pessoal “João Migué” e homenageá-lo, a partir disso fora desenvolvido a designação atual em inglês.

Em 2015 a banda lançou o primeiro EP intitulado “John Liar”, o qual conta com quatro faixas, “Hard Work”, “A New World To Begin”, “Gangster Sunday  Love” e “All The Things Right”. O material foi gravado no Fatboo Estúdio por Steffan Duarte.



Com o sucesso do trabalho, os músicos divulgaram o videoclipe de “Hard Work”. O mesmo foi filmado de forma independente e por Steffan Duarte além de contar com a edição de William Tigre. O vídeo contabiliza 1.595 visualizações no YouTube.



No mesmo ano, novamente a John Liar grava um clipe, dessa vez da canção “All The Things Right” que se tornou um clássico para os fãs e ouvintes do grupo. Ela foi filmada durante as gravações do primeiro material e teve sua edição pelo vocalista Caique Agustini. A música possui 668 exibições no YouTube.



Um ano depois das difusões, a banda lança um novo single denominado “A Place Called Home” onde conta com a produção de Steffan Duarte e masterização de Thiago de Sá (Abraskadabra) no Estúdio Brother’s Room em Londres, Reino Unido.

Atualmente o grupo está no processo de elaborações de canções e focados na produção do primeiro álbum. O mesmo tem previsão para ser lançado no final do ano. Aos poucos os músicos foram diminuindo a quantidade de shows para dar mais atenção a pré-produção que terá uma faixa divulgada no segundo semestre.

As temáticas personificadas e abrangidas nas composições são caracterizadas por questões comportamentais e existenciais ressaltando as indagações e questionamentos sobre a vida em sociedade além de agregar fatores políticos, sociais e de problemas como o alcoolismo.

Em pouco tempo de estrada, a John Liar está enraizando o nome no cenário do HC tal fato proporcionou aos mesmos, abrir shows para bandas de renomes nacionais e mundiais como No Fun At All, Bullet Bane, Aditive e Statues On Fire. A peculiaridade do instrumental e dos riffs exibidos faz com que o grupo acabe sendo muito bem reconhecido e visibilizado pelo Underground.

Agenda:
03/06 1° Flex Your Head – Macaco Astronauta em Lages – SC (Abominação, DXLXM e Time And Distance)
09/07 Gas Station em Balneário Camboriú

Formação atual:
Steffan Duarte (Guitarra e Voz)
Diego Anselmo (Guitarra e Voz)
Caique Agustine (Baixo e Vocal)
Diogo Silva (Bateria)



A banda tem um recado:
“Queremos agradecer a todos que gostam do nosso som e que nos apoiam e dizer que vai vim muita coisa legal nos próximos meses. Pedimos para continuar curtindo nosso som, comparecendo aos shows, apoiando também toda a cena lageana. ”

Plataformas Virtuais:


DEIXE SEU LIKE

ESTATÍSTICAS