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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Agosto Negro 8: Ressurge um dos Maiores Festivais Catarinenses

O evento tradicional que já trouxe nomes como Matanza, Cachorro Grande, Dark Avenger, Os Replicantes, Tequila Baby, entre outros grupos retorna às suas atividades. O mesmo historicamente tem mostrado grande importância para a economia lagunense e da região, já que recebe centenas de headbangers vindo de vários cantos do Brasil que sedentos pelo estilo, se locomovem até o sul-catarinense.

A edição do fest ocorrerá no Clube de Campo nos dias 18 e 19 de agosto e contará com praça de alimentação, camping liberado, estacionamento gratuito, além da cobertura de cinco mídias independentes, Rifferama, O Subsolo, A Hora Hard, Cultura em Peso e Urussanga Rock Music.

A Agosto Negro Produções apostou em um repertório distinto, mantendo a pluralidade musical como critério apresentado para a escolha do cast. A partir disso foi confirmado a presença de 20 bandas.



Inicialmente haverá um acústico com Xandy que depois passará os microfones para o grupo Attitude HC que é prata da casa. Eles mantêm em sua sonoridade influência de Raimundos e Matanza. Os integrantes são Erik Quinsler (Voca), Edir Junior (Guitarra) e Fernando Garcia (Bateria).

A Montauk Project será a próxima a subir aos palcos. Com um projeto de Power Metal remetendo a bandas como Shaman, Avantasia, Dream Theater e Stratovarius os tubaronenses arriscam na versatilidade. O grupo é composto por Jhony Wernck, Realdo Fontana, Richard Bittencourt de Souza, Theo Steban e Victor Elias.

Uma das bandas regionais mais esperadas, a Redneck vem de Urussanga- SC e traz consigo o lema da “pior banda do mundo”. Só que a titulação não condiz com a música expressa pelo grupo da benedetta. Os urussanguenses que surgiram em 2013 personificam um Southern Rock com um estilo identitário, bebem das vertentes de Lynyrd Skynyrd, Almann Brothers e ZZ Top além de conter algumas canções autorais. A formação é composta por Henrique Preve (Guitarra/Vocal), Ricardo Spilere (Baixo/Vocal) e Fernando Jesus (Bateria).

O grupo de Thrash Metal Skombrus é originário de São José – SC e surgiu em 2010, a banda era inicialmente apenas um passatempo, mas essa proposta acabou se modificando. Em 2012 lançaram o Ep “Soco Na Cara”, seguido pelo “Crack Massacre”, de 2014. O primeiro álbum da banda foi lançado no início deste ano, intitulado “Betrayal of The Breed". Os integrantes são Luis Henrique (Guitarra e Vocal), Robson Echeli (Guitarra e Backing Vocal), Ronaldo Pereira (Baixo e Backing Vocal) e Luis Maddrumer (Bateria).

A The Undead Manz de Criciúma- SC mistura arte, visual sombrio e Modern Metal através de suas canções autorais que mesclam com influências de Rob Zombie e The 69 Eyes. O grupo divulgou em 2017 o primeiro material intitulado “The Rise Of The Undead” que contém oito faixas, “Deum Tempus”, “Seeds Of...”, “... Evil”, “OBM”, “Ad Clamor Clavium”, “Fearless”, “The Death” e “Destiny Out”. A banda é composta por Z (Vocal e Guitarra), Ravenge (Guitarra), A.K (Baixo) e Jaws (Bateria).

O Rock 'n roll e progressivo exibem a trajetória da Na Veia da Velha também provinda da cidade do carvão. Os músicos são André Cardozo (Bateria), Rob Brigido (Guitarra), Gustavo Cechinel (Vocal) e Fernando Back (Baixo) e pretendem incendiar os palcos lagunenses de 2018.

Mais um grupo de Rock 'n Roll dessa vez experimental se apresenta. A Red Wine é natural de Laguna e conta na sua formação com Léo (Vocal), Will (Guitarra), Tchacka (Baixo) e Macuco (Bateria).

A banda Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre caracterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais lançados, o “Destroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado ainda esse ano o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas. A banda é formada por Thiago Bonazza (Baixo e Vocal), Pedro Victor Souza (Guitarra), Artur Zamberlan Jr (Bateria) e Renato Lopes (Guitarra).

Um dos headliners, a paranaense Axecuter possui uma trajetória extensa no underground. Os músicos montaram o projeto em 2010 e já lançaram a demo “Bangers Prevail”, os Eps “Innocence Is Our Recuse”, “Raise The Axe” e “The Axecuter”, além disso a compilação “Anthology”, os splits “From Hell Comes The Storm Of The Axecuter”, “Headbanger After Life, o precioso Full Length “Metal Is Invincible” e o recente material “A Night Of Axecution”. Então levantem seus machados e compareçam ao inferno eu será feito por Daniel Danmented (Vocal), Victor Rascal (Baixo) e Jeff Verdani (Bateria).

A Rhestus novamente retorna para o sul do estado. O grupo do norte catarinense está presente há 25 anos no cenário independente e é considerada uma das maiores bandas brasileiras de Thrash Metal. Como trabalhos lançados, os músicos possuem o “Had a World”, “Heroes Of The Doomsday”, “Embryo Of The Endless Sands”, “Rest Of Old, New And Rare Of 15 Years”, o precioso “Games of Joy... Games of War” e “Heavy Metal” divulgado em 2013. A banda é composta por Fantasma (Vocal e Guitarra), Valda (Baixo), Gabriel Klein de Carvalho (Bateria) e Tiago A. Sestrem (Guitarra e Backing vocal).

Representada através de uma miscelânea, a Molitium vem gradativamente crescendo na cena catarinense. Formada em 2011 com o nome de Diemordinate, os músicos ingressaram no underground com o coeso Ep “Fight For Freedom” lançado dois anos após a criação do grupo. No entanto, houve um processo de transição, mudança de integrante e consequentemente firmado no primeiro full length “Progeny” recentemente difundido. A formação é Lucas Pavei (Baixo), João Kuntze (Bateria), Renato Campo (Guitarra) e Egvar Hermann (Vocal/Guitarra).



O encerramento das atividades do sábado fica pelo Especial The Doors que vai remeter clássicos da banda estadunidense.

A primeira banda a se apresentar no domingo é a Chicospell de Imbituba- SC, os músicos apresentam um Stoner Rock com letras contendo temáticas existenciais e comportamentais. Como música autoral destaca-se para “No One’s Happy”. A banda é formada por Rafael Freitas (Vocal e Guitarra), Andrei Garcia (Baixo) e Éder Freitas (Bateria).

Um dos melhores grupos criciumenses da atualidade, a Antítese destaca-se pela presença de Rock N Roll, Rock Clássico e Hard Rock através de composições que mantém um cunho sócio-político de descontentamento e revolta, isso é nítido no clipe de “Ser Igual” difundido em 2016 que traz em seu âmago o preconceito enfrentado por minorias. A banda já divulgou dois trabalhos, o full length “Ser Igual” e o recente “Despertar”. Os integrantes são Talita Oliveira (Voz), Leandro Oliveira (Guitarra), Fabrício Biava (Guitarra), Guilherme Oliveira (Teclado), Sandro Vidotto (Baixo) e Kevin Saviski (Bateria).

O projeto acústico Nós idealizado por Julia Maurício e Leandro Silveira fará sua apresentação na Praça de Alimentação. O duo exibe covers renomados de Nando Reis, The Beatles, Mallu Magalhães, Pitty, Nirvana, entre outros artistas.

Emergindo o Rock n Roll, a Muddy Boots de Florianópolis- SC visa o rock sessentista e setentista como Cream, Rush, Trapeze. Entretanto o grupo obtém duas canções próprias, são elas, “The Colour Out of Space” e “Empty Bottle”. O Power Trio é formado por Lucas Hilsendeger (Baixo e Vocal), Gabriel Fernandes (Guitarra) e Martin Vincent Bloedorn (Bateria e Backing Vocal).

A outra headliner do evento vem do Nordeste do país, mais precisamente São Luiz- MA, a Tanatron está realizando a turnê “The Machine Is On Tur” que passará por sete estados e também pela Argentina. Com 22 anos de trajetória, os maranhenses têm alguns trabalhos divulgados como as demos, “Primitive Behaviour” e “Trivial Chaos”, o single “Tanatron” e o full length homônimo. Tudo isso é somado a um Death Metal cru, agressivo e ríspido característico do quarteto que conta em sua formação com Nyelson Weber (Baixo e Vocal), Weeslem Lima (Bateria), Nynrod Weber (Guitarra) e Daniel Azevedo (Guitarra).

Representante de Canoas – RS, a Horror Chamber exibirá o poderoso e árduo Death Metal. O grupo está na ativa desde 2004 e obtém um grande reconhecimento no cenário do Metal Extremo devido as duas demos lançadas e ao seu álbum “Eternal Torment” divulgado o ano passado. A banda é formada por Guilherme Lannig (Baixo/Vocal), Felipe Pujol (Guitarra), Paulo Hendler (Guitarra) e Rafael Machado Kniest (Bateria).

Em seguida entrará em palco a banda Texas Blues, originária da cidade de Tubarão o grupo busca inspiração nos clássicos do Rock n' Roll e Blues. Com seus 12 anos de estrada e um nome reconhecido no cenário musical, possuem em sua discografia o EP “Harley Davidson” e Full Length “Hoje eu vou beber”, além da demo “Garota Rock n Roll”. A formação atual conta com Andboy (Guitarra), Paulista (Vocal), Ratão (Baixo) e Chubaca (Bateria).

Para os amantes de Heavy Metal, em especial Iron Maiden ficarão congratulados com a exibição da banda Children Of The Beast que trará grandes sucessos dos ingleses e encerrará os shows do Agosto Negro 2018.

Compareçam e apoiem o cenário de sua região, todos nós precisamos de você!


quinta-feira, 22 de março de 2018

Otacílio Rock Festival: 12ª Edição do Monstro dos Fests Brasileiros


No último final de semana emergiu o caos na Fazenda Cambará. A 12° edição do OTA personificou o tamanho que o fest tem no cenário brasileiro. O evento inclusive, explicitou toda a força do underground catarinense e suas respectivas crias. O ar estava cheio, o público enfurecido e as excursões a todo vapor surgindo de várias regiões do Brasil.



Aproximadamente 1000 pessoas compareceram ao festival. Dentre elas, três mídias independentes, a Cultura Em Peso, o Underground Extremo e nós da Urussanga Rock Music, além de organizadores influentes de festivais como Lu Oliveira e Marcos Valério (Iceberg Rock), Thiago Correa (Winter Knights), Danniel Bala (Agosto Negro, Laguna Metal Fest e Tubarão Metal Fest), Adriano Ribeiro e Ariel Frenzel (River Rock Festival), Tailana e Falcãozinho (Rock In Hell Do Campo), Dorneles Pereira (Um Dia Livre Rock Festival) e Thomas Michel Antunes (Santana’s Sunday).

Outro ponto a destacar foi a presença de integrantes de várias bandas que não tocaram, porém prestigiaram, como a Somberland, Blood Eyes, Spiritus Diaboli, Dark New Farm, Brokken, Spiritual Devastion, Silent Empire, Lacrimae Tenebris, Infernal War 666, entre outros.

Todo o público presente pode desfrutar de vários moshes, rodas punks e reencontro com velhos amigos. Tudo isso somado a uma ampla estrutura, um vasto camping, gastronomia vegana, lojas de merchs, camisetas, cervejas artesanais e a apresentação de 19 bandas de cinco estados no pavilhão.



Infelizmente por conta de um pequeno atraso com nossa excursão, não foi possível acompanhar a John Liar, primeira banda que subiu ao palco pontualmente e trouxe o hardcore para o Otacílio Rock Festival.

A Legado Frontal, prata da casa, ressurgiu para esse show trazendo o seu característico Metalcore. O setlist do grupo mesclou músicas do EP “A Guerra Não Tem Fim”, além de alguns covers, incluindo dois da banda Glória.

De Curitibanos – SC, a Warhell trouxe um Death/Thrash Metal sem firulas. Diversas rodas brutais no show dos músicos apenas caracterizaram a qualidade técnica dos curitibanenses. Clássicos como “Dawn Of The Dead”, “Die For Thrash” e “The Lawn Mower” marcaram a exibição deles no OTA.

Benedito Novo – SC também tem Metal e a Cerebral Canibal que aos poucos figura-se ainda mais na cena underground fez por merecer. Outro quesito a destacar é o fato dos músicos exporem majoritariamente letras em português e difundir a catástrofe brutal dos riffs. Novamente os bangers bateram cabeça e “devoraram o putrefato” ambiente do evento.

A Misanthrope (Death Tribute) mostrou a preciosidade de um tributo a uma das maiores bandas de Death Metal. Muitas músicas do lado b foram executadas e a desgraceira rolou solta.

Pela primeira vez na serra catarinense, os orleanenses da Don Capone trouxeram o rock ‘n’ roll com pitadas de stoner, alternativo e blues aos ouvidos do público. Os músicos tocaram canções conhecidas como “Enquanto Tudo Acontece”, “Que Seja No Bar” e “Bastardo” além das novas canções do novo álbum, “Corpo Fechado” e “Não Vou Me Entregar”. Os ritmos se anestesiaram e os riffs rápidos deram lugar aos solos cadenciados.

O primeiro grupo de fora do estado a se apresentar na noite foi o pessoal do AttracthA de São Paulo que estabeleceu uma grande conexão com os metalheads presentes. O show foi marcado por celeridade no instrumental nos clássicos “Unmasked Files” e “Payback Times” e toda a potencialidade advinda de um dos prodígios do Hard Rock/Heavy Metal nacional.

Uma das mais aguardadas foi o grupo Justabeli que regressa novamente a serra catarinense depois de um show realizado juntamente do NervoChaos no Macaco Astronauta em Lages. Os paulistas mostraram que o Metal Extremo ainda exibe as raízes da heresia e do ocultismo. As canções executadas expuseram a qualidade musical e a destruição sonora. É claro que as músicas “Cause The War Never Ends”, “Soldiers Of Satan” e a polêmica “Satan’s Whore” estiveram no setlist.

“Bangers Veneram o Puro Metal” e assim se sucedeu no show do Selvageria. Realmente a exibição do grupo foi memorável, mas é claro juntando qualidade, técnica, entrosamento e conhecimento de Heavy Metal, o resultado não poderia ser diferente de um verdadeiro estrondo. Os headbangers mostraram toda a fúria contida em sua essência a cada canção tocada pelos músicos. Aos poucos surgiam mais moshes avassaladores e músicas clássicas como “Hino do Mal”, “Selvageria” e “Trovão de Aço” foram algumas apresentadas. 

A canoense Horror Chamber gradativamente se destaca na cena do sul do Brasil e aos poucos seu trabalho torna-se mais conhecido no underground de SC. Com seus 14 anos de trajetória, a banda personifica experiência e evolução. Quando os músicos subiram ao palco, veio a certeza que o show também seria inesquecível, não só pela brutalidade advinda dos riffs rápidos de Felipe Pujol, mas também pelo vocal encorpado de Guilherme Lannig. Várias músicas do full length “Eternal Torment” foram executadas.

Considerada uma das headliners do festival, o fenômeno do metal brasilense Miasthenia provou que um Power Trio com teclado consegue alçar uma sonoridade surreal e singular. Mesmo com alguns problemas técnicos, os músicos mantiveram seu profissionalismo ao exibir canções clássicas do Metal Extremo brasileiro, como “Entronizados Na Morte” e “13 Ahaú Katun”, as faixas do novo álbum, “Antípodas” e “Coniupuyaras” e toda sua energia advinda da herege ancestralidade latino-americana.

A Gestos Grosseiros tocou pela primeira vez no Otacílio Rock Festival e logo já conquistou seu espaço entre os presentes. Novamente um Power Trio um pouco diferente, com um vocalista e baterista com vocais mórbidos e sólidos mantendo uma conexão com as guitarras de Kleber Hora e o baixo de Eduardo Ossuko. Os músicos possuem 20 anos de estradas e vários discos lançados, para a sua apresentação mesclaram algumas músicas dos mesmos e difundiram toda a sordidez de um Metal sem escrúpulos. A cada canção reproduzida, a interação tomava mais conta dos metalheads, tal como “The Antichrist”, “Slaves Of Imagination” entre outros.

Obviamente que algumas pessoas já caiam de bêbadas nos cantos do camping, porém alguns bangers tiveram a oportunidade de presenciar a banda de Thrash Metal catarinense Red Razor que desencadeou um colapso no evento. Mesmo com o cansaço e com a manhã quase surgindo, os florianopolitanos mantiveram rodas e cabeças batendo durante toda a sua exibição. “Revolution Beer”, “Wish You Were Beer”, “Napalm Pizza”, a homônima “Red Razor” e a canção “Born South America” (essa presente no novo disco) foram algumas das músicas difundidas pelos mesmos. Em alguns momentos do show, o vocalista Fabrício fez discursos contra a onda separatista presente no Sul do Brasil e também relembrando a execução da ativista Mariele Franco.

Depois de um intenso sábado, o domingo deu suas caras com uma reunião da Up Rock (Organização dos Festivais de Rock/Metal catarinense) onde os organizadores compartilharam várias opiniões, expuseram sugestões e ideias acerca do futuro dos festivais catarinenses e sobre essa nova união que tem o intuito de fortalecer a cena, tornando Santa Catarina o estado do Rock/Metal.

Com alguns minutos de atraso, a Atho iniciou as atividades do segundo dia. O grupo otaciliense de Prog/Heavy Metal executou 100% do repertório autoral e tocou músicas como “Free & Wild”, “Lost In My Voices” e “Lazyness”.

A Captain Cornelius de Rio Do Sul – SC marcou presença em mais um festival. A partir de releituras de clássicos e de músicas celtas e irlandesas, os músicos levaram o público presente a dançar e se divertir regado a muita cerveja.

Um dos melhores shows do evento ficou por conta da banda Bad Bebop de Curitiba – PR. Os músicos advindos de grupos como Necropsya e Semblant se apresentaram pela primeira vez com o novo projeto no OTA. O seu estilo peculiar ao mesclar Stoner, Grunge e Metal Alternativo configurou-os a difundir um som encorpado, coeso e técnico com pitadas de New Metal, cabendo aqui um destaque para a canção “Trouble” bem trabalhada e célere. Em uma parte da apresentação o guitarrista desceu e foi de encontro ao público e deixou-os extasiados com a performance.

Outro grupo proveniente do estado de SP, a Válvera deu rapidez e agressividade aos tons de Heavy Metal ao evento. Com a mudança de canções antes em português para em inglês, os músicos expuseram hits como “Extinção”, “Pra Baixo dos Pneus”, “Cidade em Caos” e a recente “Demons Of War”.

Logo em seguida, os paranaenses da Jailor assumiram os olhares para si e com um repertório mesclado aos dois últimos full lengths exemplificaram todos os seus 20 anos de bagagem, sendo elas “Jesus Crisis”, “Human Unbeing”, “Stats Of Tragedy”, a clássica “Jailor”, “Six Six Sinners” entre outros sons conhecidos. A apresentação contou com vários fatores relevantes, como a presença de palco diferenciada do vocal Flavio, das baquetadas rápidas de Jeff Verdani e da potencialidade das guitarras de Marcos Araújo.

No encerramento do festival, nada mais justo que uma grande headliner, a Taurus advinda do RJ com seus 33 anos de estrada ainda mantém viva a chama do Heavy Metal Tradicional. Com headbangers eufóricos e ansiosos, a banda fez um show extenso e enérgico divulgando suas principais músicas “Massacre”, “Batalha Final”, “Mundo em Alerta” e a nova canção “Desordem e Regresso” presente no novo disco. Com grandes elogios tecidos pelo vocalista Otavio Augusto sobre a organização do fest, o referido encerrou-se de forma brutal e destruidora.

Com um feedback positivo, essa edição do Otacílio Rock Festival cravou ainda mais seu nome na cena do Metal brasileiro. A nós da Urussanga Rock Music, o agradecimento especial ao Denilson Luis Padilha, Eienai Souza e Nani Poluceno por toda a confiança em nosso trabalho, receptividade e hospitalidade. Também um adendo ao Luiz Harley Caires e a Carina Langa do Underground Extremo que dividiram conosco algumas entrevistas e parcerias, além é claro de todo o público, dos amigos, organizadores, nossos leitores, seguidores e a todos que acompanham nosso trabalho. Vocês fazem a cena acontecer, o Metal precisa de nós para a chama nunca se apagar. Valorize o Underground e compareça aos eventos!


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