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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Agosto Negro Rock Festival 2019: O Metal Sul Catarinense cada vez mais sólido

A cidade litorânea de Laguna, será palco de mais uma edição do Agosto Negro. O evento, que ocorre anualmente, será realizado nos dias 02, 03 e 04 de agosto no Clube de Campo. Com um cast de 30 bandas, o fest contará com nomes reconhecidos na cena do Sul e atrações de Minas Gerais e do Maranhão.

Foto 1: Facebook do Evento
Os hedbangers que estiverem presentes no festival serão congratulados por mais um dia de evento, visto que devido a pedidos abriu-se a sexta-feira para a apresentação das bandas e consequentemente no que tange a recepção ao público.

A Agosto Negro Produções tem como seu idealizador e produtor Danniel Bala, que também organiza o Laguna Metal Fest que movimenta o cenário catarinense há sete edições. O trabalho feito por Bala ganha uma característica que é evidenciada em suas respectivas produções, a de democratizar os estilos e ceder oportunidade a bandas de estados distintos.

Seguindo a marca registrada dos festivais catarinenses, possuirá uma área gratuita para camping, além de uma praça de alimentação no local. As excursões para prestigiar o festival estão saindo de toda Santa Catarina, e até mesmo de fora do estado.

Ficou interessado? Garanta seu ingresso no site www.minhaentrada.com ou vá até algum dos pontos de venda.

Foto 2: Facebook do Evento
A abertura dos portões irá ocorrer sexta-feira (02) às 16h, a banda Rastro de Pólvora será responsável por inaugurar os palcos dessa edição. Diretamente de Tubarão, os músicos iniciaram em 2017 o projeto de Crust Core que conta com influência de nomes de peso, como Brujeria e Napalm Death.

Logo em seguida a LasTTime inicia sua apresentação. A banda de Heavy Metal foi formada em 2018 inspirada nos clássicos do gênero. Surgem este ano com seu primeiro trabalho, o single “Priorities Upside Down”.

Representando o município de Braço do Norte, a Made In Porão foi formada em 2013 e interpreta músicas de nomes consagrados do Rock ‘n’ Roll e Heavy Metal além de possuírem material autoral.

A primeira atração de fora de SC é a Cerberus, de Torres - RS. Em atividade há dez anos, os músicos exibem um Heavy Metal clássico. O grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

Conhecida pelo público catarinense, a Red Razor está na estrada desde 2011 investindo em um Thrash Metal oldschool. Possuí dois trabalhos de estúdio (um EP e um disco), sendo a vencedora do prêmio de melhor banda independente pela Rock Hard Alemã. Atualmente trabalham na produção do seu segundo álbum.

Vindo da capital do estado, a banda Metal Gods será responsável por encerrar as atividades do primeiro dia do festival apresentando um tributo a Judas Priest.

No sábado, logo cedo, o cantor e instrumentista Little Joe Aaron chega de Garopaba- SC para sua exibição. O músico expõe releitura de clássicos do Blues e de suas ramificações.

A P115 de Tubarão- SC sobe aos palcos em seguida e explicita seu Punk Rock através de músicas autorais. O grupo tubaronense foi formado em 2015 e tem como seus trabalhos divulgados, a canção “O Palhaço” e “Se o Mundo Acabasse Hoje”.

Para quem é apaixonado por nostalgias não pode perder a Billie Jean, prata da casa. Os músicos exibem um Pop Rock com influências dos anos 70,80 e 90, apostando na versatilidade de suas releituras.

Com 34 anos de banda, a Reação promete incendiar o público lagunense. Através de músicas próprias como “Jogo da Morte”, “O Espiado”, “Só Na Maré”, “Dentro de Suas Cabeças”, entre outras, pretendem levar o Rock n Roll aos presentes.

Uma das representantes do RS, a Goaten foi formada há aproximadamente um ano e carrega consigo uma sonoridade que remete ao Heavy Metal. Com integrantes ligados ao Glam Metal e Hard Rock, os gaúchos divulgaram no início do ano, o single “Soul Decay”.

Proveniente de Florianópolis- SC, o projeto XEI & Sons In Black aos poucos se solidifica no cenário dos festivais catarinenses. A técnica, coesão e sincronia são elementos fundamentais para a composição dos materiais dos músicos e a versatilidade e presença de palco são características marcantes em sua performance. Uma das canções mais importantes para o grupo, é a baladinha “Believe What I Say”. 

Com uma bagagem de mais de 20 anos de estrada, a Malice Garden exibe um Black Metal maduro, seguro e conciso através de riffs agressivos e de uma atmosfera sombria. Os criciumenses possuem um repertório autoral e trarão seus clássicos para o Agosto Negro.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

A Nativity In Black fará uma apresentação com releitura de clássicos da banda britânica, Black Sabbath.

Originária do estado do Maranhão, a Alchimist vem de longe para fincar suas raízes no sul-brasileiro. Os maranhenses mantêm em sua sonoridade, elementos progressivos, traços melódicos, um vocal forte e uma atmosfera ímpar evidenciada nas suas músicas autorais. Dentre suas canções, “The Wisher” e “Despair” são frequentemente pedidas em suas exibições.

A Somberland já é considerada uma das maiores bandas do cenário brasileiro. Esse fato se deve a qualidade de suas apresentações, a complexidade de suas letras e a maestria de um quarteto que explicita a heresia habitual do Black Metal e consequentemente a simbologia por trás do estilo obscuro. Os seus trabalhos “Dark Silence Of Death” e “Pest’o Loggy” são exemplos nítidos de materiais consistentes.

Logo em seguida sobe ao palco uma lenda do Metal gaúcho. A Leviaethan enfatiza um Thrash Metal há 36 anos e gradativamente emerge através dos seus clássicos. O álbum “Disturbed Mind” é uma obra-prima, nele está inclusa “Drinkin’ Death”, uma das canções mais lembradas. Com shows importantes em seu portfólio, como abertura para Krisiun e Sepultura, participação no Programa Radar TVE, os músicos consolidam-se através de riffs rápidos e céleres.

De Lages- SC, a Orquídea Negra figura entre os ícones da música catarinense. O grupo possui três full length, o “Who’s Dead”, o homônimo “Orquídea Negra” e o recente “Blood Of The Gods”. Com um vocal marcante de Boca, instrumental técnico e letras carregadas de histórias regionais, o Orquídea expande o Heavy Metal clássico a traços cadenciados. Seus sucessos “True Soldier”, “Surrender”, “Miss You” e “The Darkness” não poderão ficar fora do repertório dos lageanos.

A noite voltará a ficar extrema, pois a Paradise In Flames ingressará com seu respectivo Black Metal. A banda oriunda de Santa Luzia- MG traz a chama do anticristianismo e da misantropia, com vocais mórbidos e uma sonoridade fúnebre e arrastada. A banda possui dois álbuns, “Homus Morbus Est” e “Labirinto das Metáforas”, além de obter um videoclipe da canção “Has Never Seen a World Without Wars” que alcançou mais de 350 mil visualizações no YouTube.



No período da meia-noite, a Bad Bebop acalmará os ânimos dos Metalheads presentes. Os curitibanos provindos de bandas importantes do cenário, como Necropsya e Semblant criaram o projeto no ano de 2015. A partir disso, convites foram surgindo e os músicos puderam se apresentar na Argentina, em festivais importantes e divulgaram o álbum “Prime Time Murder”, trabalho bem elaborado com resquícios de experimentalismo e Heavy Metal.

A Breed será a encarregada de encerrar o sábado trazendo cover de Rock n Roll e de clássicos do Grunge.      

Para abrir o último dia de festival, a Overblack sobe aos palcos. Formada em Blumenau em 2008, os músicos expõem um Heavy/Thrash Metal de qualidade em seus trabalhos, que consistem no EP “Dying to Fight” e álbum “Still Burn” que será lançado ainda esse ano.

Em seguida, a Threzor vem direto da ilha de Florianópolis para exibir um Thrash Metal oitentista. Lançaram em 2017 o clipe da música "S.U.S", seguido pelo primeiro EP “Liberty Denied”. No ano seguinte, foi divulgado o lyric vídeo da música “Silent Execution”.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Cada vez mais estabilizados na cena catarinense, a Dark New Farm trás o New Metal para os palcos do Agosto Negro. Marcando presença em mais um festival catarinense, os músicos de Nova Fazenda possuem entre seus materiais lançados as músicas “Madre”, “L.O.V.E” e “La Patria! La fábula!”.

O Death Metal da Silent Empire não poderia ficar de fora do festival. Há oito anos em atividade, os músicos fincam seu nome no metal nacional. Entre os trabalhos divulgados estão o EP “Hail The Legions” e o álbum “Dethronement Of All Icons”, que obteve uma resenha da URM.

Diretamente do litoral catarinense, a Syn TZ marca presença em mais um evento, os músicos exibem uma combinação de Heavy e Thrash Metal. Em 2018 lançaram o álbum Heavy Load, e este ano, nos concederam uma entrevista no OTA.



Com 34 anos de carreira e um nome consagrado, a banda paulistana MX trará todo peso do seu Thrash Metal ao palco lagunense.  Com cinco álbuns lançados (incluindo o mais recente, “A Circus Called Brazil”), possuem também o EP “Again” e a compilação “Headthrashers”.

Os paranaenses da Motörbastards serão os responsáveis por encerrar essa edição do Agosto Negro. A banda que iniciou como um cover de Motörhead, possui influencias da banda pra as composições autorais que ganharam espaço nos trabalhos de estúdio.


sábado, 6 de abril de 2019

Red Razor: O herói sul-americano não tem sangue europeu

Na última sexta-feira (05), a banda de Thrash Metal, Red Razor, divulgou seu novo trabalho, o single de “Born In South America”.



A música possui 06:11min e exibe um instrumental agressivo, com uma sonoridade célere, veloz e caótica. É notável, as mudanças constantes relacionadas ao contexto sonoro, já que em muitas partes exprime um solo denso e carregado. Ela estará inclusa no segundo álbum do grupo, "The Revolution Continues" que será divulgado no mês de julho. A produção, mixagem e masterização da mesma foi desenvolvida por Alexei Leão no AML Studios, em Florianópolis- SC.

Com a capa elaborada por Marcelo Dod (Surra, Desalmado e Manger Cadavre), a composição faz menção à obra “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano, trabalho este que regressa há 500 anos atrás ao relatar a exploração e as principais bases da época, seja de forma, social ou econômica.

A europeização é lembrada durante toda a canção, assim como a forma desigual da colonização portuguesa e espanhola, a escravização e dizimação dos povos nativos do continente e a implantação de valores cristãos aos habitantes. Os indígenas sul-americanos foram massacrados, dizimados e obtiveram suas tradições e costumes retirados, até mesmo de alguns livros que exaltam a figura do colonizador.

Aqui, cabe destaque a um paralelo com o cinema Western norte-americano, que sempre passou a imagem do nativo como uma forma demonizada e suas lutas e massacres eram “condecorados” pela população conservadora do país. Atualmente, no Brasil há um genocídio da população indígena, seus direitos estão sendo aos poucos exterminados e sua cultura está cada vez mais rechaçada pelo “bendito homem branco” (Aqui faço uma alusão à banda Brutal Mortícinio com a canção “Estúpido e Podre Homem Branco 
Cristão”). 

O grupo florianopolitano ainda expõe suas opiniões referente a um movimento separatista idealizado no sul do país denominado “O Sul é Meu País”. Esse tal coletivo de Extrema Direita, traz em seu discurso críticas vazias, remete práticas xenofóbicas de separação federativa e uma similaridade com alguns estados do sul dos Estados Unidos que mantém isso como política. A Red Razor se opõe a isso de maneira direta e enfatiza que o único Sul que os representa, é o da expressão América do Sul.

Ainda na letra, os músicos ressaltam o poder da manipulação midiática, a hipocrisia, a história escrita através do sangue dos nativos e citam algumas paisagens mais históricas e belas da América do Sul, que gradativamente são roubadas, extraídas e soterradas na lama por monarquias fracassadas.

Aquelas metáforas, ironias e sarcasmos regados à cerveja e pizza, com o novo trabalho dão lugar a um assunto sério, totalmente atual e que mesmo com sua carga histórica didática, têm resquícios na sociedade atual e no comportamento dos mesmos. O endeusamento do europeu, a ridicularização ao povo originário dessa terra e a valorização de morais cristãs personificam a imagem do “cidadão de bem”.


Foto 1: Nefhar Borck

Formação Atual:
Fabrício Valle (Guitarra/Vocal)
Daniel Rosick (Guitarra)
Gustavo Kretzer (Baixo)
Igor Thiesen (Bateria)


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quinta-feira, 22 de março de 2018

Otacílio Rock Festival: 12ª Edição do Monstro dos Fests Brasileiros


No último final de semana emergiu o caos na Fazenda Cambará. A 12° edição do OTA personificou o tamanho que o fest tem no cenário brasileiro. O evento inclusive, explicitou toda a força do underground catarinense e suas respectivas crias. O ar estava cheio, o público enfurecido e as excursões a todo vapor surgindo de várias regiões do Brasil.



Aproximadamente 1000 pessoas compareceram ao festival. Dentre elas, três mídias independentes, a Cultura Em Peso, o Underground Extremo e nós da Urussanga Rock Music, além de organizadores influentes de festivais como Lu Oliveira e Marcos Valério (Iceberg Rock), Thiago Correa (Winter Knights), Danniel Bala (Agosto Negro, Laguna Metal Fest e Tubarão Metal Fest), Adriano Ribeiro e Ariel Frenzel (River Rock Festival), Tailana e Falcãozinho (Rock In Hell Do Campo), Dorneles Pereira (Um Dia Livre Rock Festival) e Thomas Michel Antunes (Santana’s Sunday).

Outro ponto a destacar foi a presença de integrantes de várias bandas que não tocaram, porém prestigiaram, como a Somberland, Blood Eyes, Spiritus Diaboli, Dark New Farm, Brokken, Spiritual Devastion, Silent Empire, Lacrimae Tenebris, Infernal War 666, entre outros.

Todo o público presente pode desfrutar de vários moshes, rodas punks e reencontro com velhos amigos. Tudo isso somado a uma ampla estrutura, um vasto camping, gastronomia vegana, lojas de merchs, camisetas, cervejas artesanais e a apresentação de 19 bandas de cinco estados no pavilhão.



Infelizmente por conta de um pequeno atraso com nossa excursão, não foi possível acompanhar a John Liar, primeira banda que subiu ao palco pontualmente e trouxe o hardcore para o Otacílio Rock Festival.

A Legado Frontal, prata da casa, ressurgiu para esse show trazendo o seu característico Metalcore. O setlist do grupo mesclou músicas do EP “A Guerra Não Tem Fim”, além de alguns covers, incluindo dois da banda Glória.

De Curitibanos – SC, a Warhell trouxe um Death/Thrash Metal sem firulas. Diversas rodas brutais no show dos músicos apenas caracterizaram a qualidade técnica dos curitibanenses. Clássicos como “Dawn Of The Dead”, “Die For Thrash” e “The Lawn Mower” marcaram a exibição deles no OTA.

Benedito Novo – SC também tem Metal e a Cerebral Canibal que aos poucos figura-se ainda mais na cena underground fez por merecer. Outro quesito a destacar é o fato dos músicos exporem majoritariamente letras em português e difundir a catástrofe brutal dos riffs. Novamente os bangers bateram cabeça e “devoraram o putrefato” ambiente do evento.

A Misanthrope (Death Tribute) mostrou a preciosidade de um tributo a uma das maiores bandas de Death Metal. Muitas músicas do lado b foram executadas e a desgraceira rolou solta.

Pela primeira vez na serra catarinense, os orleanenses da Don Capone trouxeram o rock ‘n’ roll com pitadas de stoner, alternativo e blues aos ouvidos do público. Os músicos tocaram canções conhecidas como “Enquanto Tudo Acontece”, “Que Seja No Bar” e “Bastardo” além das novas canções do novo álbum, “Corpo Fechado” e “Não Vou Me Entregar”. Os ritmos se anestesiaram e os riffs rápidos deram lugar aos solos cadenciados.

O primeiro grupo de fora do estado a se apresentar na noite foi o pessoal do AttracthA de São Paulo que estabeleceu uma grande conexão com os metalheads presentes. O show foi marcado por celeridade no instrumental nos clássicos “Unmasked Files” e “Payback Times” e toda a potencialidade advinda de um dos prodígios do Hard Rock/Heavy Metal nacional.

Uma das mais aguardadas foi o grupo Justabeli que regressa novamente a serra catarinense depois de um show realizado juntamente do NervoChaos no Macaco Astronauta em Lages. Os paulistas mostraram que o Metal Extremo ainda exibe as raízes da heresia e do ocultismo. As canções executadas expuseram a qualidade musical e a destruição sonora. É claro que as músicas “Cause The War Never Ends”, “Soldiers Of Satan” e a polêmica “Satan’s Whore” estiveram no setlist.

“Bangers Veneram o Puro Metal” e assim se sucedeu no show do Selvageria. Realmente a exibição do grupo foi memorável, mas é claro juntando qualidade, técnica, entrosamento e conhecimento de Heavy Metal, o resultado não poderia ser diferente de um verdadeiro estrondo. Os headbangers mostraram toda a fúria contida em sua essência a cada canção tocada pelos músicos. Aos poucos surgiam mais moshes avassaladores e músicas clássicas como “Hino do Mal”, “Selvageria” e “Trovão de Aço” foram algumas apresentadas. 

A canoense Horror Chamber gradativamente se destaca na cena do sul do Brasil e aos poucos seu trabalho torna-se mais conhecido no underground de SC. Com seus 14 anos de trajetória, a banda personifica experiência e evolução. Quando os músicos subiram ao palco, veio a certeza que o show também seria inesquecível, não só pela brutalidade advinda dos riffs rápidos de Felipe Pujol, mas também pelo vocal encorpado de Guilherme Lannig. Várias músicas do full length “Eternal Torment” foram executadas.

Considerada uma das headliners do festival, o fenômeno do metal brasilense Miasthenia provou que um Power Trio com teclado consegue alçar uma sonoridade surreal e singular. Mesmo com alguns problemas técnicos, os músicos mantiveram seu profissionalismo ao exibir canções clássicas do Metal Extremo brasileiro, como “Entronizados Na Morte” e “13 Ahaú Katun”, as faixas do novo álbum, “Antípodas” e “Coniupuyaras” e toda sua energia advinda da herege ancestralidade latino-americana.

A Gestos Grosseiros tocou pela primeira vez no Otacílio Rock Festival e logo já conquistou seu espaço entre os presentes. Novamente um Power Trio um pouco diferente, com um vocalista e baterista com vocais mórbidos e sólidos mantendo uma conexão com as guitarras de Kleber Hora e o baixo de Eduardo Ossuko. Os músicos possuem 20 anos de estradas e vários discos lançados, para a sua apresentação mesclaram algumas músicas dos mesmos e difundiram toda a sordidez de um Metal sem escrúpulos. A cada canção reproduzida, a interação tomava mais conta dos metalheads, tal como “The Antichrist”, “Slaves Of Imagination” entre outros.

Obviamente que algumas pessoas já caiam de bêbadas nos cantos do camping, porém alguns bangers tiveram a oportunidade de presenciar a banda de Thrash Metal catarinense Red Razor que desencadeou um colapso no evento. Mesmo com o cansaço e com a manhã quase surgindo, os florianopolitanos mantiveram rodas e cabeças batendo durante toda a sua exibição. “Revolution Beer”, “Wish You Were Beer”, “Napalm Pizza”, a homônima “Red Razor” e a canção “Born South America” (essa presente no novo disco) foram algumas das músicas difundidas pelos mesmos. Em alguns momentos do show, o vocalista Fabrício fez discursos contra a onda separatista presente no Sul do Brasil e também relembrando a execução da ativista Mariele Franco.

Depois de um intenso sábado, o domingo deu suas caras com uma reunião da Up Rock (Organização dos Festivais de Rock/Metal catarinense) onde os organizadores compartilharam várias opiniões, expuseram sugestões e ideias acerca do futuro dos festivais catarinenses e sobre essa nova união que tem o intuito de fortalecer a cena, tornando Santa Catarina o estado do Rock/Metal.

Com alguns minutos de atraso, a Atho iniciou as atividades do segundo dia. O grupo otaciliense de Prog/Heavy Metal executou 100% do repertório autoral e tocou músicas como “Free & Wild”, “Lost In My Voices” e “Lazyness”.

A Captain Cornelius de Rio Do Sul – SC marcou presença em mais um festival. A partir de releituras de clássicos e de músicas celtas e irlandesas, os músicos levaram o público presente a dançar e se divertir regado a muita cerveja.

Um dos melhores shows do evento ficou por conta da banda Bad Bebop de Curitiba – PR. Os músicos advindos de grupos como Necropsya e Semblant se apresentaram pela primeira vez com o novo projeto no OTA. O seu estilo peculiar ao mesclar Stoner, Grunge e Metal Alternativo configurou-os a difundir um som encorpado, coeso e técnico com pitadas de New Metal, cabendo aqui um destaque para a canção “Trouble” bem trabalhada e célere. Em uma parte da apresentação o guitarrista desceu e foi de encontro ao público e deixou-os extasiados com a performance.

Outro grupo proveniente do estado de SP, a Válvera deu rapidez e agressividade aos tons de Heavy Metal ao evento. Com a mudança de canções antes em português para em inglês, os músicos expuseram hits como “Extinção”, “Pra Baixo dos Pneus”, “Cidade em Caos” e a recente “Demons Of War”.

Logo em seguida, os paranaenses da Jailor assumiram os olhares para si e com um repertório mesclado aos dois últimos full lengths exemplificaram todos os seus 20 anos de bagagem, sendo elas “Jesus Crisis”, “Human Unbeing”, “Stats Of Tragedy”, a clássica “Jailor”, “Six Six Sinners” entre outros sons conhecidos. A apresentação contou com vários fatores relevantes, como a presença de palco diferenciada do vocal Flavio, das baquetadas rápidas de Jeff Verdani e da potencialidade das guitarras de Marcos Araújo.

No encerramento do festival, nada mais justo que uma grande headliner, a Taurus advinda do RJ com seus 33 anos de estrada ainda mantém viva a chama do Heavy Metal Tradicional. Com headbangers eufóricos e ansiosos, a banda fez um show extenso e enérgico divulgando suas principais músicas “Massacre”, “Batalha Final”, “Mundo em Alerta” e a nova canção “Desordem e Regresso” presente no novo disco. Com grandes elogios tecidos pelo vocalista Otavio Augusto sobre a organização do fest, o referido encerrou-se de forma brutal e destruidora.

Com um feedback positivo, essa edição do Otacílio Rock Festival cravou ainda mais seu nome na cena do Metal brasileiro. A nós da Urussanga Rock Music, o agradecimento especial ao Denilson Luis Padilha, Eienai Souza e Nani Poluceno por toda a confiança em nosso trabalho, receptividade e hospitalidade. Também um adendo ao Luiz Harley Caires e a Carina Langa do Underground Extremo que dividiram conosco algumas entrevistas e parcerias, além é claro de todo o público, dos amigos, organizadores, nossos leitores, seguidores e a todos que acompanham nosso trabalho. Vocês fazem a cena acontecer, o Metal precisa de nós para a chama nunca se apagar. Valorize o Underground e compareça aos eventos!


domingo, 24 de dezembro de 2017

Tubarão Metal Fest II (Resenha)

          
         A Segunda Edição do Tubarão Metal Fest aconteceu no sábado (16) no Congas Music & Beer, evento o qual chegou mostrando todo o seu peso em um cast formado por 9 bandas da região. O apoio à cena ficou evidente, sendo que o festival contou com a presença de vários membros de outras bandas que foram prestigiar o som.
            
         Quando chegamos no Congas, atrasados devido à obras na estrada (pedimos desculpas à Underdog), Threzor, a segunda banda da noite, já estava no palco exibindo, com sua presença de palco impecável, todo o Thrash Metal oitentista influenciado por bandas que todos amamos, acompanhado de uma platéia cheia de headbangers batendo cabeça.
A próxima banda foi a criciumense They Come Crawling, que já subiu no palco trazendo equipamento diferenciado, o que souberam aproveitar muito bem, mostrando todo seu peso e mistura de influências, como Death Metal antigo e moderno, além de um tempero de Black Metal.
Depois veio a Shadow of Sadness, aquele Death Metal melódico com a pontinha do pé no Heavy Metal, que conseguiu facilmente envolver o público e transmitir a energia das músicas através de suas letras repletas de emoções e sentimentos. Todos ali presentes ficaram vidrados no palco enquanto o clima melancólico ia tomando conta do festival.
Aclamada na região, Alkanza subiu aos palcos, com o seu Thrash/Groove Metal, reunindo mais uma vez os bangers em sua frente prontos para começar a bateção de cabeça. As letras das músicas caracterizadas principalmente por críticas à sociedade levaram todos à loucura, e, em meio a banhos de cerveja e cotoveladas no mosh, o instrumental cru não decepcionou a quem o ouviu.
        Indo na onda das bandas oitentistas, tivemos também a presença da Battalion, que hoje no Brasil é uma das grandes promessas do Heavy/Speed Metal. O som sem nenhum tipo de modernismo joga a mente de quem o ouve direto para os primórdios do metal. As influências  das bandas de Speed com aquela mistura básica de Power dos anos 1980 fazem da Battalion uma banda extremamente promissora no uderground.
     Distressed chama a atenção por seu som, que primeiramente, se define em uma mistura de Death e Thrash Metal, o que o transforma em música pesada e rápida, atingindo todos os desejos dos presentes e deixando o ambiente perfeito para aquele mosh.
        Conforme o evento ia chegando ao fim, muitas das pessoas da platéia foram debandando de volta aos seus refúgios, o que nos leva à um final de festival quase vazio. A penúltima banda a se apresentar foi a Red Razor, que não se deixou levar pelo disperso de headbangers e detonou em mais um show da Beer Revolutour, nos trazendo aquele Thrash Metal Old School com o qual já estamos todos acostumados, tanto pela história que a banda escreve atualmente na cena underground, quanto pelas influências clássicas de bandas como Metallica, Exodus e Testament.
         A última banda foi a Norium, de Criciúma, que infelizmente foi vítima de atrasos acumulados e horário, mas até com seu tempo extremamente reduzido, conseguiu subir o tom e atingir o público com clássicos do Power Metal, mesmo tendo muitos membros na banda, foi claro o entrosamento e a sinergia no palco.

         E naquela madrugada quente e abafada, mais um Tubarão Metal Fest chegou ao fim, a escolha cuidadosa do cast serviu pra nos deixar ainda mais ansiosos por uma edição futura.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tubarão Metal Fest II: Evento Reacende a Chama Headbanger do Sul do estado

Sábado vai acontecer a segunda edição do Tubarão Metal Fest, evento este organizado por Danniel Bala (Antigo Organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest). O festival que em sua primeira apresentação já se consolidou na cena do Metal catarinense devido a mescla de estilos dentro do mesmo e pela organizada estrutura.



Para esse dia foram confirmadas nove bandas, tal como a Underdog, Threzor, They Come Crawling, Shadow Of Sadness, Alkanza, Battalion, Distressed, Red Razor e Norium. O preço dos ingressos é bem simbólico, 30 golpes. O evento contará com as mídias independentes A Hora Hard, Cultura em Peso e O Subsolo além é claro de nosso suporte.

A primeira banda a se apresentar é a Underdog idealizada em julho de 2017 na cidade de Laguna. As influências musicais dos lagunenses são Stoned Jesus, Kyuss, Black Sabbath entre outras. O grupo tem como sua formação Arthur Eufrázio (Bateria), Handel Silveira (Guitarra) e Leoberto Bittencourt (Baixo e Voz).

No entanto a segunda já traz resquícios do Thrash Metal envolta de suas canções autorais. Cabe destacar o videoclipe da canção “S.U.S” lançada em setembro como crítica ao Sistema Único de Saúde. Os integrantes são Lucas Souza (Guitarra e Vocal), Gabriel Theofelo (Guitarra e Vocal), Matt Prusse (Baixo e Vocal) e John Kuntze (Bateria).

Depois de fazer uma grande atuação no Frain Hell Rock Festival, a They Come Crawling de Orleans/Criciúma volta a subir aos palcos. O grupo formado em 2017 carrega consigo influências de várias vertentes da música pesada, sempre mantendo a sonoridade coesa, crua e agressiva. A banda de Death/Thrash Metal é composta por Igor Pereira (Vocal), Wagner Barros (Baixo), Geison Frasson (Baixo) e Douglas Mattos (Guitarra).

Um clássico do Metal catarinense regressa ao sul do estado, a Shadow Of Sadness vem expor o Power/Heavy Metal peculiar característico. O grupo já lançou dois full length, sendo o primeiro em 2004 denominado “Way To Hell” que contém doze canções autorais e o álbum com as iniciais “SOS (Shadow Of Sadness) divulgado em 2015 o qual obtém onze faixas. Além desses trabalhos, os itapemenses angariam dois videoclipes das músicas “Suicide – (Open Solution)” e “Summoning Ocean’s Son”. A banda é Christian Avon (Vocal), Daniel Lahn (Baixo), Thiago Diniz (Bateria) e Rafael Schirrmann (Guitarra).

A banda Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre carcaterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais  lançados, o “Desytroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado ainda esse ano o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas. A banda é formada por Thiago Bonazza (Baixo e Vocal), Pedro Victor Souza (Guitarra), Ramon Scheper (Bateria) e o convidado Renato Lopes (Guitarra)

A Battalion, há 12 anos na estrada é um dos grandes nomes do Heavy Metal clássico catarinense, trazendo influência como Grave Digger, Iron Angel, Pile Driver e outros clássicos. A banda possui uma demo “Battalion”, três coletâneas “Underground Collection Vol.I e Vol II e Maximus Metallus, o renomado full length “Empire Of Dead” e o Ep “Tyrant Of Evil”. Os itajaienses também estiveram presentes na última edição do SC Metal Fest. Os integrantes são Marcelo Fagundes (Baixo e Vocal), Alvaro Santana (Guitarra) e Fabiano Barbosa (Bateria).

A banda Distressed, originária da cidade de Tubarão, surgiu em 2008 com o intuito de trazer uma sonoridade agressiva ao palco, mesclando Death e Thrash Metal. Eles possuem influências de grandes nomes da música, como Kreator, Carcass e Sepultura. Após uma pausa, os músicos voltaram a atividade esse ano. A formação atual conta com Andre Wendhausen (Vocal e Baixo), Daniel Rosick (Guitarra e Backing Vocal), Rafael Spilere (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).

A florianopolitana Red Razor surgiu em 2011 com o intuito de resgatar as raízes do Thrash Metal dos anos 80 e 90. Suas influencias são grandes nomes do cenário musical, como Slayer, Anthrax, Exodus e Kreator. Os músicos lançaram em 2013 o Ep ““Shark Attack” e no final de 2015 o full length “Beer Revolution”. A banda também participou da segunda edição do Frai’n Hell Rock Festival. Os integrantes são Fabrício Valle (Guitarra/Vocal), Felipe Ferreira (Guitarra), Gustavo Kretzer (Baixo) e Igor Thiesen (Bateria).


A última banda, a criciumense Norium, relembra os melhores clássicos do Power Metal Melódico. O grupo pretende iniciar suas próprias composições e possivelmente lança-las no ano que vem. A banda é formada por Saimon Domingos (Bateria), Rhamon Soratto (Teclados), Diego Francisco (Baixo), Davi Martins (Vocal), Vagner dos Passos (Guitarra) e André Medeiros (Guitarra).

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Red Razor


A Red Razor é uma banda de Thrash Metal que surgiu no ano de 2011 na cidade de Florianópolis com o intuito de resgatar elementos musicais dos anos 80 e 90. Influenciados por grades nomes da música, como Slayer, Metallica, Megadeth, Anthrax, Exodus, Kreator, Destruction, Sepultura, Overkill, Annihilator, Testament, Exodus e Tankard, mesclaram elementos musicais destas bandas para criar um estilo musical singular.

O projeto surgiu a partir de remanescentes da banda Monster Truck.  No final do ano de 2011, os ex-integrantes Leonardo Ripoll, Felipe A. Ferreira, e Leo Grave, junto com Fabrício Valle formaram a Red Razor. Após as mudanças de formação, com a saída de Leo Grave e Leonardo Ripoll (substituídos por Gustavo Kretze e Thiesen), a Red Razor reiniciou suas atividades trazendo novo conteúdo para banda.

A origem do nome “Red Razor” surgiu pela sonoridade e agressividade que o nome traz condizendo muito bem com o som proposto pelos músicos.

Em 2013 a banda lançou um EP intitulado “Shark Attack” que contou com três músicas. Apesar de ter poucas músicas, a demo teve boa recepção do público e crítica positiva pela mídia.


 Em 2014 foi lançado o primeiro clipe do grupo com a música ”Napalm Pizza”, a letra trata sobre as batalhas, sejam essas físicas ou morais, indo do campo de batalha até a própria guerra existencial. Além disso, de certa forma ironiza a seriedade das guerras substituindo a substância líquida Napalm, pela Pizza. O vídeo já conta com mais de 10.000 visualizações no YouTube.



No início de 2015 a banda divulgou seu novo videoclipe denominado “Wish You Were Beer”, a música traz em sua temática uma raiva ou um ódio a alguém. Seu instrumental lembra muito o Thrash Metal old school. A canção já obtém mais de 19.000 visualizações no Youtube.



No final do mesmo ano a banda lançou seu primeiro álbum Full Length, intitulado “Beer Revolution”. Este possui 10 faixas, foi lançado de forma independente, gravado no AML Studios em Florianópolis, mixado e masterizado por Alexei Leão. A arte da capa do álbum foi feita por Ed Repka, artista norte-americano famoso pelas suas ilustrações. Ele foi o responsável pela criação de Vic Rattlehead (mascote da banda Megadeth), além de criar capas para as bandas Death, Venom, Whiplash e etc.




 O potencial do grupo já proporcionou para os músicos a oportunidade de dividir palcos com bandas como Havok, Skull Fist, Alma Matter, Korzus e Cólera.

O primeiro CD da banda pode ser adquirido entrando em contato com os músicos pelo e-mail redrazor@redrazor.com.br, na loja Die Hard (na Galeria do Rock ou pelo site www.diehard.com.br) ou na Roots Records, em Florianópolis.

Atualmente a banda está desenvolvendo um novo videoclipe que será divulgado no segundo semestre do ano. Por enquanto o grupo se concentra em finalizar as músicas para seu segundo álbum.


As plataformas virtuais da banda são as seguintes:

Os integrantes são Fabrício Valle(Guitarra/Vocal), Felipe Ferreira(Guitarra), Gustavo Kretzer(Baixo) e Igor Thiesen(Bateria).

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