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terça-feira, 22 de novembro de 2022

Underground Extremo Festival: evento evidencia que o domingo não é mais santo, ele é profano

No último domingo (20), a mídia independente Underground Extremo realizou seu primeiro festival. Denominado como Underground Extremo Festival, o evento reuniu amantes do Hardcore e Metal, na Casa da Mãe Pub, em Tubarão. No line-up, quatro bandas de estilos diversificados fincaram seus pés no palco do bar.

Fotos: Divulgação/ Leandra Sartor/ Urussanga Rock Music

Com um espaço amplo, a casa é um dos novos destinos para o underground tubaronense, uma vez que dispõe de um local para fogueira, um clima rústico e ao mesmo tempo aconchegante, além de ser objeto de curiosidade por quem passava pela rodovia próxima ao pub. As mídias se fizeram presentes e mostraram a convergência do trabalho que já é realizado há anos no estado. A Hora Hard, O Subsolo, Underground Extremo e Urussanga Rock Music registraram os momentos e detalhes de cada canto ou acontecimento do festival.

Oriunda da Cidade Azul, a Vetor Unitário levou seu Hardcore Melódico ao público presente. Em um repertório com Ratos de Porão, Dead Fish e Chuva Negra, o grupo também trouxe suas canções autorais, com destaque para as novas músicas que estarão no próximo disco da banda, o qual está em desenvolvimento.

Peso descomunal e uma pitada de vocais ásperos a lá Gorefest marcou a apresentação da criciumense Silent Empire. O grupo transbordou riffs crus e trouxe em sua nova formação, linhas de baixo sólidas executadas por Harley e também evidenciou a celeridade de Aline nas baquetas. No setlist, “Unique and Primordial”, “Hail The Legions” e outras canções que farão parte do novo material dos criciumenses.

De volta aos palcos após a pandemia, a Rest In Chaos estava ávida por um show e toda essa ansiedade foi substituída por uma apresentação memorável. Com seu tradicional thrashcore, os músicos mostraram que a violência continua sendo um de seus principais aditivos, sem contar com a presença de palco e a interação com o público na canção “Ego Raiser”, uma das principais dos florianopolitanos.

Inseridos em uma turnê pelo RS, a Cäbränegrä deixou sua marca no Sul do estado. O Power Trio blumenauense mostrou que a miscelânea de estilos, tais como o Doom, Powerviolence e o Grindcore pode nos reservar gratas surpresas. Com uma sonoridade ora arrastada, ora agressiva, os músicos tornaram o evento um pandemônio de canções curtas, autorais e coesas das quais trazem como pano de fundo a chama do antifascismo e o momento inóspito atual.



sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Underground Extremo: mídia independente realiza festival no próximo domingo (20)

No próximo domingo (20), a mídia independente Underground Extremo realiza seu primeiro festival. O evento que acontece na Casa da Mãe Pub, localizado na cidade de Tubarão, contará com quatro bandas, Cäbränegrä, Silent Empire, Vetor Unitário e Rest In Chaos, com ingressos a apenas R$ 20,00. Para a mídia, “o evento trata da consolidação de um sonho, o de promover um festival voltado ao som extremo e que carrega no nome a nossa marca”.


Oriunda de Blumenau – SC e movida pelo PowerViolence e Grindcore, a Cäbränegrä é um dos destaques da música extrema catarinense. Além disso, a banda carrega como bandeira a chama do antifascismo e o combate ao movimento retrógrado evidenciado pela ascensão do conservadorismo. Com dois EPs na bagagem, o grupo trará um som cru, direto e agressivo aos tímpanos tubaronenses.

Com onze anos de atividade e considerado como um dos expoentes do Death Metal na região, a banda criciumense Silent Empire aposta na solidez dos riffs e na sonoridade brutal e ao mesmo tempo técnica. Com dois materiais divulgados, o EP “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons”, a banda conta com Ivan na guitarra e vocal, Aline na bateria, Harley no baixo e Guilherme na guitarra.

Prata da casa, a Vetor Unitário trará guitarras distorcidas e arranjos mais melódicos ao evento. Com dois Eps difundidos, “Produção em Série” e o homônimo lançado em 2015, os músicos apresentarão além de suas canções já conhecidas, músicas inéditas que estão no seu novo projeto, que atualmente está em desenvolvimento.

A florianopolitana Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo conta com os trabalhos “Worship Machines”, os singles “Look At Me” e “Ego Riser”, além do disco mais recente “Trapped By Yourself”.


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Agosto Negro Rock Festival 2019: O Metal Sul Catarinense cada vez mais sólido

A cidade litorânea de Laguna, será palco de mais uma edição do Agosto Negro. O evento, que ocorre anualmente, será realizado nos dias 02, 03 e 04 de agosto no Clube de Campo. Com um cast de 30 bandas, o fest contará com nomes reconhecidos na cena do Sul e atrações de Minas Gerais e do Maranhão.

Foto 1: Facebook do Evento
Os hedbangers que estiverem presentes no festival serão congratulados por mais um dia de evento, visto que devido a pedidos abriu-se a sexta-feira para a apresentação das bandas e consequentemente no que tange a recepção ao público.

A Agosto Negro Produções tem como seu idealizador e produtor Danniel Bala, que também organiza o Laguna Metal Fest que movimenta o cenário catarinense há sete edições. O trabalho feito por Bala ganha uma característica que é evidenciada em suas respectivas produções, a de democratizar os estilos e ceder oportunidade a bandas de estados distintos.

Seguindo a marca registrada dos festivais catarinenses, possuirá uma área gratuita para camping, além de uma praça de alimentação no local. As excursões para prestigiar o festival estão saindo de toda Santa Catarina, e até mesmo de fora do estado.

Ficou interessado? Garanta seu ingresso no site www.minhaentrada.com ou vá até algum dos pontos de venda.

Foto 2: Facebook do Evento
A abertura dos portões irá ocorrer sexta-feira (02) às 16h, a banda Rastro de Pólvora será responsável por inaugurar os palcos dessa edição. Diretamente de Tubarão, os músicos iniciaram em 2017 o projeto de Crust Core que conta com influência de nomes de peso, como Brujeria e Napalm Death.

Logo em seguida a LasTTime inicia sua apresentação. A banda de Heavy Metal foi formada em 2018 inspirada nos clássicos do gênero. Surgem este ano com seu primeiro trabalho, o single “Priorities Upside Down”.

Representando o município de Braço do Norte, a Made In Porão foi formada em 2013 e interpreta músicas de nomes consagrados do Rock ‘n’ Roll e Heavy Metal além de possuírem material autoral.

A primeira atração de fora de SC é a Cerberus, de Torres - RS. Em atividade há dez anos, os músicos exibem um Heavy Metal clássico. O grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

Conhecida pelo público catarinense, a Red Razor está na estrada desde 2011 investindo em um Thrash Metal oldschool. Possuí dois trabalhos de estúdio (um EP e um disco), sendo a vencedora do prêmio de melhor banda independente pela Rock Hard Alemã. Atualmente trabalham na produção do seu segundo álbum.

Vindo da capital do estado, a banda Metal Gods será responsável por encerrar as atividades do primeiro dia do festival apresentando um tributo a Judas Priest.

No sábado, logo cedo, o cantor e instrumentista Little Joe Aaron chega de Garopaba- SC para sua exibição. O músico expõe releitura de clássicos do Blues e de suas ramificações.

A P115 de Tubarão- SC sobe aos palcos em seguida e explicita seu Punk Rock através de músicas autorais. O grupo tubaronense foi formado em 2015 e tem como seus trabalhos divulgados, a canção “O Palhaço” e “Se o Mundo Acabasse Hoje”.

Para quem é apaixonado por nostalgias não pode perder a Billie Jean, prata da casa. Os músicos exibem um Pop Rock com influências dos anos 70,80 e 90, apostando na versatilidade de suas releituras.

Com 34 anos de banda, a Reação promete incendiar o público lagunense. Através de músicas próprias como “Jogo da Morte”, “O Espiado”, “Só Na Maré”, “Dentro de Suas Cabeças”, entre outras, pretendem levar o Rock n Roll aos presentes.

Uma das representantes do RS, a Goaten foi formada há aproximadamente um ano e carrega consigo uma sonoridade que remete ao Heavy Metal. Com integrantes ligados ao Glam Metal e Hard Rock, os gaúchos divulgaram no início do ano, o single “Soul Decay”.

Proveniente de Florianópolis- SC, o projeto XEI & Sons In Black aos poucos se solidifica no cenário dos festivais catarinenses. A técnica, coesão e sincronia são elementos fundamentais para a composição dos materiais dos músicos e a versatilidade e presença de palco são características marcantes em sua performance. Uma das canções mais importantes para o grupo, é a baladinha “Believe What I Say”. 

Com uma bagagem de mais de 20 anos de estrada, a Malice Garden exibe um Black Metal maduro, seguro e conciso através de riffs agressivos e de uma atmosfera sombria. Os criciumenses possuem um repertório autoral e trarão seus clássicos para o Agosto Negro.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

A Nativity In Black fará uma apresentação com releitura de clássicos da banda britânica, Black Sabbath.

Originária do estado do Maranhão, a Alchimist vem de longe para fincar suas raízes no sul-brasileiro. Os maranhenses mantêm em sua sonoridade, elementos progressivos, traços melódicos, um vocal forte e uma atmosfera ímpar evidenciada nas suas músicas autorais. Dentre suas canções, “The Wisher” e “Despair” são frequentemente pedidas em suas exibições.

A Somberland já é considerada uma das maiores bandas do cenário brasileiro. Esse fato se deve a qualidade de suas apresentações, a complexidade de suas letras e a maestria de um quarteto que explicita a heresia habitual do Black Metal e consequentemente a simbologia por trás do estilo obscuro. Os seus trabalhos “Dark Silence Of Death” e “Pest’o Loggy” são exemplos nítidos de materiais consistentes.

Logo em seguida sobe ao palco uma lenda do Metal gaúcho. A Leviaethan enfatiza um Thrash Metal há 36 anos e gradativamente emerge através dos seus clássicos. O álbum “Disturbed Mind” é uma obra-prima, nele está inclusa “Drinkin’ Death”, uma das canções mais lembradas. Com shows importantes em seu portfólio, como abertura para Krisiun e Sepultura, participação no Programa Radar TVE, os músicos consolidam-se através de riffs rápidos e céleres.

De Lages- SC, a Orquídea Negra figura entre os ícones da música catarinense. O grupo possui três full length, o “Who’s Dead”, o homônimo “Orquídea Negra” e o recente “Blood Of The Gods”. Com um vocal marcante de Boca, instrumental técnico e letras carregadas de histórias regionais, o Orquídea expande o Heavy Metal clássico a traços cadenciados. Seus sucessos “True Soldier”, “Surrender”, “Miss You” e “The Darkness” não poderão ficar fora do repertório dos lageanos.

A noite voltará a ficar extrema, pois a Paradise In Flames ingressará com seu respectivo Black Metal. A banda oriunda de Santa Luzia- MG traz a chama do anticristianismo e da misantropia, com vocais mórbidos e uma sonoridade fúnebre e arrastada. A banda possui dois álbuns, “Homus Morbus Est” e “Labirinto das Metáforas”, além de obter um videoclipe da canção “Has Never Seen a World Without Wars” que alcançou mais de 350 mil visualizações no YouTube.



No período da meia-noite, a Bad Bebop acalmará os ânimos dos Metalheads presentes. Os curitibanos provindos de bandas importantes do cenário, como Necropsya e Semblant criaram o projeto no ano de 2015. A partir disso, convites foram surgindo e os músicos puderam se apresentar na Argentina, em festivais importantes e divulgaram o álbum “Prime Time Murder”, trabalho bem elaborado com resquícios de experimentalismo e Heavy Metal.

A Breed será a encarregada de encerrar o sábado trazendo cover de Rock n Roll e de clássicos do Grunge.      

Para abrir o último dia de festival, a Overblack sobe aos palcos. Formada em Blumenau em 2008, os músicos expõem um Heavy/Thrash Metal de qualidade em seus trabalhos, que consistem no EP “Dying to Fight” e álbum “Still Burn” que será lançado ainda esse ano.

Em seguida, a Threzor vem direto da ilha de Florianópolis para exibir um Thrash Metal oitentista. Lançaram em 2017 o clipe da música "S.U.S", seguido pelo primeiro EP “Liberty Denied”. No ano seguinte, foi divulgado o lyric vídeo da música “Silent Execution”.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Cada vez mais estabilizados na cena catarinense, a Dark New Farm trás o New Metal para os palcos do Agosto Negro. Marcando presença em mais um festival catarinense, os músicos de Nova Fazenda possuem entre seus materiais lançados as músicas “Madre”, “L.O.V.E” e “La Patria! La fábula!”.

O Death Metal da Silent Empire não poderia ficar de fora do festival. Há oito anos em atividade, os músicos fincam seu nome no metal nacional. Entre os trabalhos divulgados estão o EP “Hail The Legions” e o álbum “Dethronement Of All Icons”, que obteve uma resenha da URM.

Diretamente do litoral catarinense, a Syn TZ marca presença em mais um evento, os músicos exibem uma combinação de Heavy e Thrash Metal. Em 2018 lançaram o álbum Heavy Load, e este ano, nos concederam uma entrevista no OTA.



Com 34 anos de carreira e um nome consagrado, a banda paulistana MX trará todo peso do seu Thrash Metal ao palco lagunense.  Com cinco álbuns lançados (incluindo o mais recente, “A Circus Called Brazil”), possuem também o EP “Again” e a compilação “Headthrashers”.

Os paranaenses da Motörbastards serão os responsáveis por encerrar essa edição do Agosto Negro. A banda que iniciou como um cover de Motörhead, possui influencias da banda pra as composições autorais que ganharam espaço nos trabalhos de estúdio.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: O Metal Emerge do Interior Catarinense

O Festival

Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC no Planalto Serrano Catarinense, recebeu milhares de headbangers munidos pela ávida vontade de rever os amigos, ouvir uma boa música e encontrar-se com a essência da natureza.

A Urussanga Rock Music se locomoveu a partir de Lages com uma excursão “faca na bota” que traziam amantes do Metal, reincidentes do OTA e a harmonia de um caminho tranquilo até a cidade.



Ao chegar na Fazenda Cambará, lugar tradicional onde ocorre o fest nos deparamos com uma organização entre os seguranças e funcionários, além da hospitalidade dos organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno que vieram nos encontrar e recepcionar-nos.

Sexta-Feira

Então, com um festival um tanto quanto diferente, agora que abriu mais um dia para a difusão das atrações, a tão sonhada sexta-feira. Na fazenda, um público impressionante acompanhava música a música à banda riosulense Balboa’s Punch que gradativamente se mostra mais madura, sólida e traz consigo uma ambiência vasta de estilos musicais.

Balboa's Punch (SC)
Após o grupo, quem tomou conta do palco do OTA foi a Pain Of Soul. A banda blumenauense com 19 anos de história mostrou a competência, o lirismo de Dani, a sincronia aliada com o misticismo habitual que faz o grupo ser um dos mais importantes do estado.

Pain Of Soul (SC)
Com os ânimos à flor da pele, o Black Metal imperou no festival. A Conspiracy 666 foi a primeira representante de Lages- SC a se apresentar nessa edição. Os músicos trouxeram consigo a experiência, a arte e a heresia com suas músicas autorais e alguns covers como o preciosíssimo Emperor.

Conspiracy 666 (SC)
Ao conversar com Luciano Wolf (Ex Conspiracy 666), o músico destacou a organização do festival, a nova “cara” da banda e nostalgicamente através do público cantou músicas de sua autoria e prestigiou os amigos.

Quando a Raging War se dirigiu aos palcos, era nítido a curiosidade dos presentes, visto que o grupo atualmente é um dos que mais se destacam no cenário do estado. Com as músicas contidas no álbum homônimo “Raging War” que gerou diversas críticas positivas (inclusive uma resenha do nosso site) os brusquenses fizeram o caos no OTA, a cada riff e solo extasiavam ainda mais os metalheads que ocupavam os lugares na frente para acompanhar os músicos.

Raging War (SC)
O colaborador do Cultura Em Peso (CEP) Tamanini estava presente no OTA, assim como na maioria dos fests de SC e nos deu dicas de divulgação e difusão do canal. Além disso, o bate-papo passou pelo reconhecimento de festivais às mídias presentes, o trabalho mútuo entre os mesmos com as bandas e sobre o futuro do Metal Catarinense.

A correria incessante nos dividia em acompanhar as bandas, tirar fotos e gravar vídeos comumente registrar os mínimos detalhes do evento. A Tressultor foi a encarregada por fechar á noite. Os músicos de São Bento do Sul- SC não deram sossego para o público e impuseram seu Thrash Metal com riffs agressivos, céleres e rápidos.

Tressultor (SC)
Antes de acabar a noite, pudemos encontrar o idealizador do Heavy Metal Online, Clinger Carlos Teixeira que saiu de Minas Gerais para fazer a cobertura do evento. O mineiro amante do Metal Brasileiro estava muito contente pela recepção, surpreso pela qualidade das bandas e ansioso para divulgar seu projeto sobre “Fascismo e Nazismo na Cena”.

Sábado

Após imprevistos como “perder o colchão inflável” tivemos uma mudança de planos e chegamos atrasados ao evento, impossibilitando de acompanhar os workshops de bateria de Carlão Fernandes (Khrophus) e João Ortiz (Frade Negro).

No entanto, a primeira banda a se apresentar no sábado, foi a lageana Jhonny Bus que trouxe releituras de clássicos, músicas autorais como “Shadow Walker” e a experiência de mais um OTA na bagagem.

Jhonny Bus (SC)
Com a abertura da sala de entrevistas, havia mais um motivo para o desdobramento entre o pavilhão e o Jeep Clube (Espaço de imprensa preparado para receber às bandas que se apresentavam no evento). Lá no palco, a Rest In Chaos impressionava, seja pelos excelentes equipamentos, pelo entrosamento e principalmente pela mescla entre o Hardcore, o Thrash e o Death Metal, totalmente sem estereótipos fazendo com quem o ouvisse criasse sua própria percepção.

Rest In Chaos (SC)
A fotógrafa Vanessa Boettcher estava na cobertura pelo CEP e também pôde dividir experiências de festivais, do cenário e das mídias. Além disso, apresentou-nos o frontman da Opus Tenebrae, Roberto Opus com que gentilmente concedeu um adesivo do grupo e um disco para resenha.

Enquanto isso, a Spiritual Devastation trazia na íntegra o álbum “War And Peace” no setlist. O grupo de Lages- SC deu abertura às primeiras rodas e do início ao fim exibiu a velha chama do Thrash Metal oitentista. Com uma formação diferente, Thiago Tigre (Ex Neófito) pôde complementar à sonoridade linhas de baixo densas e técnicas.

Spiritual Devastation (SC)
A Frade Negro foi a quarta banda a se apresentar. A banda sul jaraguaense com 15 anos de estrada retornava ao Otacílio, e nesse reencontro personificou-se o peso, a coesão, e os vocais energéticos de Rodrigo Santos.  É claro que não faltaram os clássicos, uma vez que os músicos mesclaram faixas do “Black Souls In The Abbys” e do mais recente “The Attack Of Damned”.

Frade Negro (SC)
Lá do Jeep Clube podemos ouvir uma espécie de destruição, riffs com uma velocidade surreal e no momento que chegamos ao pavilhão, a Chaos Synopsis era quem presenteava com esses aditivos. O grupo paulista fez uma catástrofe no fest, a partir disso foram feitos vários moshes e rodas que levantavam quem estava próximo.

Chaos Synopsis (SP)
Dessa vez, quem assumiu o palco do OTA foram as mídias independentes e a imprensa especializada do fest. Além de nós, o CEP estava lá com Jonathan Dino e Vanessa Boettcher e o Heavy Metal Online pelo Clinger Carlos Teixeira.

A Posthumous que nada tem a ver com isso foi a sexta se exibir no sábado. A banda de Death/Black Metal praticamente fincou suas raízes, mesmo com alguns problemas técnicos. A cada música, uma sensação díspar, pois ali estavam gerações diferentes que reproduziam as canções do renomado disco “My Eyes They Bleed” e faixas do novo trabalho em desenvolvimento. Os criciumenses conseguiram atrair a atenção dos metalheads que ajudavam R.Satan a cantar os clássicos do grupo, como “Final Sacrifice”, “Fuckhrist” e “Crowley Hordes Attack”.

Posthumous (SC)
Em virtude da realização das entrevistas, organização das fotos e vídeos através do computador, perdemos boa parte do show da Genocídio. Entretanto, pudemos acompanhar uma grande presença do público, praticamente lotando o pavilhão e rodas incessantes ao longo das últimas canções.

Genocídio (SP)
A hora mais esperada chegou, a primeira apresentação da banda norte-americana no Brasil, e exclusivamente para Otacílio Costa- SC. Com um pequeno atraso, o Whiplash subiu ao palco da Fazenda Cambará. O show do grupo foi marcado pela preservação dos clássicos, por algumas faixas do “lado b” e principalmente pelo carisma dos músicos que durante a exibição, presenteavam os seus fãs com camisetas e palhetas. O frisson exalava no fest e o enigmático Tony Portaro mostrava que ainda estava em forma ao fazer solos descomunais e movidos a celeridade habitual.

Whiplash (EUA)
A Final Disaster de São Paulo- SP teve a difícil tarefa de segurar os metalheads depois do show dos norte-americanos. O que se pôde ver no show dos paulistanos foi uma qualidade única, uma notória presença de palco de Laura Borssatti, a interação de Kito Vallim e um hermetismo de elementos visuais, sonoros e consequentemente da difusão do hidromel do grupo.

Final Disaster (SP)
Com a parceria de Rubens Silva (Acidemia e Maquinários), contamos com a ajuda para registrar o show da Krucipha. De acordo com o músico, o show dos paranaenses foi mais rápido que os demais em relação à duração, obteve algumas falhas técnicas no início da performance, mas que rapidamente foram sanadas e deram lugar à pancadaria, a riffs velozes e a um brutal “Wall Of Death”.

Krucipha (PR)
A Carniça se apresentou pela segunda vez em SC. O grupo originário de Novo Hamburgo - RS mostrou que o Death Metal consegue ter várias facetas, seja pela similaridade com o Kreator em certas canções, em outras pela forte característica de Slayer ou até mesmo pela presença de um Heavy Metal Clássico. No entanto, o que funde ao instrumental são as letras que abordam assuntos ligados ao RS como na canção Carniça e elementos sociais nas restantes. Obviamente, não poderia deixar de citar a reprodução do clássico “Midnight Queen” responsável por um coro e um grande mosh no fim da apresentação.

Carniça (RS)
A Angry encerrou às atividades do sábado, quem estava presente no show dos paulistas notou que o horário, o cansaço e o público mais escasso não foram fatores que atrapalhassem a performance dos músicos. Foi um “descarrego” de potencialidades, riffs rápidos e de clássicos como “Future Chaos”.

Angry (SP)

Domingo

A primeira banda a se exibir foi a XEI & Sons In Black de Florianópolis, infelizmente não conseguimos acompanhar a apresentação dos músicos. No entanto, a segunda banda do dia foi a criciumense Silent Empire que fez o seu Death Metal tomar conta de quem acordava. A sonoridade ia de encontro com Gorefest e Massacre, vocais mórbidos, instrumental sólido e cru e claro as baquetadas descomunais de Israel Horstmann. Cabe destacar às canções “Among The Wolves”, “Hail The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”.

Silent Empire (SC)
O Subsolo também marcou presença através de Sidney Oss Emer da banda OmniFarious. No intervalo dos shows, o blumenauense nos levou até seu acampamento e lá juntamente com Thiago Correa (Festival Winter Knights) falamos a respeito do cenário do Oeste Catarinense, das edições anteriores do fest de Campos Novos- SC e sobre os principais empecilhos enfrentados em um evento.

Todavia, a Witches Town estava na metade de sua exibição. O grupo composto por músicos conhecidos e provenientes de outras bandas como Fuzilador, Mr Fear e Reggrety fizeram com que o Heavy Metal predominasse do início ao fim através das suas músicas autorais.

Witches Town (SC)
Quando a Syn Tz surgiu no palco, os metalheads pouco a pouco surgiam para assistir à apresentação dos balneariocamboriuenses. O grupo é um dos mais notáveis de SC, em sua forte característica tem a intensa presença de palco de Jay, os riffs agressivos de Marcos Aurélio Girardi e a sincronia entre baixo e bateria. Os fãs presentes, a cada canção cantavam os clássicos do grupo, principalmente “Louder”, “Mirror” e “The Decline”.

Syn Tz (SC)
A Metal Gods foi a única representante de tributo/cover. O grupo florianopolitano fez uma ótima performance com canções da banda inglesa Judas Priest.

Tinha que ter “prata da casa” e teve. A Legado Frontal de Otacílio Costa- SC mostrou que o Metalcore ainda está vivo no âmago dos músicos. A banda mesclou músicas autorais e covers de grupos referências para os mesmos.

Legado Frontal (SC)
Uma das apresentações mais esperadas, a Hillbilly Rawhide era uma das headliners do evento. Os músicos paranaenses trouxeram o Country Rock para catalisar os nervos dos já cansados headbangers. Com direito a banjo e a violino exibiram seus hits “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “Vida de Bandoleiro” e com gritos contínuos do público, a preciosa “O Enxofre e a Cachaça”. O encerramento do OTA fez com que a multiculturalidade estivesse presente durante todo o fest e a pluralidade de ritmos personificasse a essência que mantém 13 anos viva no underground do Sul Brasileiro.

Hillbilly Rawhide

Up Rock

O estado de SC tem como característica a difusão de festivais e eventos com camping, ampla estrutura e a conexão com a natureza. No entanto, uma ideia surgida a partir de Adriano Ribeiro (Khrophus, River Rock) fez com que organizadores de festivais se reunissem para manter um elo, estruturar e ampliar a imagem de SC no Metal Brasileiro.

Up Rock (SC)
Com isso, na noite de sábado integrantes do coletivo subiram ao palco do OTA e lá expuseram seus projetos, suas ideias e um pouco sobre o futuro dessa reunião. Estiveram presentes, Danniel Bala (Agosto Negro e Laguna Metal Fest), Denilson Luís Padilha (Otacílio Rock Festival), Ivan Fabio Agliatti (United Forces Fest), Cleiton Falcaozinho e Tailana Furni (Rock In Hell Do Campo), Adilson Frenzel (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Fest) e Ana Carla Gabriel e Karen Schneider (Um Dia Livre Rock Festival).

Bandas presentes

Hoje para se fazer um festival, são necessários muitos fatores e um deles é o de público. E para ser justo, tem que lembrar as bandas presentes no evento que mesmo sem ter se apresentado, estiveram apoiando trazendo integrantes para contribuir com o evento.

Algumas das bandas são Acidemia, Cerebral Cannibal, Imago Mortis, Jelly Shots, Lacrimae Tenebris, Malice Garden, Maquinários, OminiFarious, Opus Tenebrae, Overblack, Red Razor, Rhestus, Simphony Draconis, Somberland, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort e Vultorn. (se sua banda esteve no evento, nos contate que divulgaremos)

Experiências

Na 13° edição do Otacílio Rock Festival, uniu diversas tribos, distintos costumes, variados sotaques e uma única similaridade, o amor ao Rock/Metal e aos tradicionais eventos de camping.

Em conversa com um motociclista de Rio Claro- SP, o mesmo explicitou a honra de viajar 1000 km até o festival. Com um grupo de amigos do moto clube, ele veio pela primeira vez e se surpreendeu com a quantidade de pessoas, com as bandas que se apresentaram e pela simplicidade e acolhimento dos otacilienses.

Outras cidades como São Carlos- SP, São Paulo- SP, Santos- SP, Macaé- RJ, interior do Paraná, interior do RS, e lugares distintos de SC fizeram parte do OTA 2019. Cada um com sua experiência, sua forma de contar para seus amigos e consequentemente a sensação de pegar a estrada para valorizar o underground. Isso com certeza não tem preço!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: A Serra é caminho dos grandes


Um dos festivais mais queridos do Sul do país chega a sua 13° edição. O Otacílio Rock Festival tem como costume proporcionar para seu público fiel, a grata hospitalidade e receptividade do povo de Otacílio Costa, na Serra Catarinense.

Com um nome consagrado, o evento já trouxe bandas como Master (EUA), Krisiun, Miasthenia, Ratos de Porão, Shadowside, Violator, MX, Rhesthus além de outros grupos importantíssimos para o cenário underground brasileiro.

O local para que isso aconteça é a tradicional Fazenda Cambará, que por sua beleza, fácil acesso e ampla área de camping, promove uma conexão ímpar com a natureza.  Os organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno mostram que é preciso determinação, coragem e garra para continuar a transpassar a mensagem do Metal/Rock ‘n’ Roll.



Para essa edição, os headbangers foram contemplados com mais um dia de festival, a tão sonhada “sexta-feira” passou a entrar no calendário do evento. Além disso, os presentes acompanharão 23 bandas nacionais e uma banda internacional, os norte-americanos do Whiplash.



Sexta-Feira

Já na sexta, os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC é a segunda a se apresentar. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas e solitárias que retratam o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full lengths, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual regado de riffs fúnebres.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos.

A lageana Conspiracy 666 agrega vários fatores, ou seja, traz um Black Metal com músicos experientes e conhecidos do meio musical. O grupo tem como seu carro chefe, a música “My Soul In Dressed In Ice”, a qual possibilitou um Ep de mesmo nome.

Ao encerrar da noite, a Tressultor vem com um Thrash Metal carregado de letras de cunho de revolta e contestatório. O grupo de São Bento do Sul possui dois materiais, as demos “Epidemia” e “Cartel de Juarez”.

Sábado

No sábado, as atividades começarão cedo, já que os bateristas Carlão Fernandes (Khrophus) e João Olivo (Frade Negro) exibirão um workshop mostrando algumas técnicas de bateria. Porém, logo em seguida, a Jhonny Bus de Lages- SC volta ao OTA para apresentar o Rock ‘n’ Roll habitual com algumas releituras de clássicos e com seu repertório autoral, com destaque para a já conhecida, “Shadow Walker”.

A Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo florianopolitano conta com os trabalhos “Worship Machines” e recentemente com o single “Look At Me”.

O terceiro grupo a subir ao palco da Fazenda Cambará, é a Spiritual Devastation de Lages- SC. O grupo recentemente divulgou o álbum “War And Peace” e contou com uma modificação em sua formação, o baixista Henrique Pereira Nunes dá lugar à Thiago Tigre (Mercenary Tales e Neófito).

São 15 anos de estrada com dois full lengths divulgados, os renomados “Black Souls In The Abbys” e “The Attack Of Damned”, assim a Frade Negro de Jaraguá do Sul - SC se mostra para os presentes. O grupo de Heavy Metal é um dos mais notórios do estado e carrega consigo a agressividade nos riffs e a potencialidade nos solos.

Formada em São José dos Campos- SP, a Chaos Synopsis manterá os níveis de adrenalina dos headbangers nas alturas. O Death/Thrash Metal será nítido nos moshes e rodas enquanto os músicos estiverem no palco. Os paulistas já lançaram nove trabalhos, sendo quatro full lengths, “Kvlt OV Dementia”, “Art Of Killing”, “Seasons Of Red” e recentemente “Gods Of Chaos”.

A Posthumous é um dos grupos mais antigos de SC. A banda foi formada em 1993 na cidade de Criciúma- SC e aos poucos tomou conta do cenário de Death/Black Metal da época. Como consequência disso, vieram duas demos e o preciosíssimo “My Eyes They Bleed”, eleito como um dos melhores discos nacionais de 1999. No entanto, a banda passou por um hiato e por algumas reformulações, e agora ao lado de R. Satan e R. Mutilator, estão os novos integrantes João Vitor Accordi, Otávio Schönhofen e Duda Alves (Somberland).

Tidas como uma das headliners do evento, a Genocídio carrega uma trajetória enorme de conquistas e reconhecimento no Metal Brasileiro. Os paulistanos possuem 17 materiais divulgados, sendo oito discos, os quais cabe destaque os clássicos, Depression de 1990 “Posthumous” de 1996 e o último “Under Heaven None”.

Ás 21:00h, pela primeira vez no Brasil, a Whiplash se apresentará. Os nervos dos metalheads estarão à flor da pele porque os norte-americanos trarão seus maiores hits, como “Burning Of Atlanta”, “Red Bomb”, “Stage Dive”, “Spit On Your Grave” e outras já conhecidas pelos thrashers. Recentemente os músicos anunciaram contrato com a gravadora Metal Blade Records e em breve estarão divulgando mais um trabalho, com a velha agressividade, celeridade e brutalidade de sempre.

Inspirados na literatura, em filmes de terror e em lendas urbanas, a Final Disaster de São Paulo – SP pretende surpreender o público presente. Nessa semana os músicos divulgaram o hidromel da banda, “a bebida dos deuses”, além dessa doce novidade, o grupo também difundiu o clipe de “Dark Passenger”.

A Krucipha faz do seu som uma mescla de elementos, seja no seu instrumental rico, no Groove Metal ou nas composições recheadas de metáforas, revolta social e questões comportamentais. O álbum “Inhuman Nature” foi lançado em 2017 e obteve críticas positivas, várias resenhas e feedbacks acerca da técnica presente no mesmo.

A Carniça voltará pela segunda vez em SC. Os músicos são originários de Novo Hamburgo e fundaram a banda no ano de 1991, de lá pra cá foram 27 anos e 10 materiais divulgados, sendo cinco demos, uma split e quatro full lengths, “Rotten Flesh”, “Temple’s Fall... Time To Reborn”, “Nations Of Few” e o recente “Carniça”. Eles misturam em suas composições temas sociopolíticos e obscuros mantendo em sua formação Mauriano Lustosa (Vocal), Parahim Neto (Guitarra e Backing Vocal), Marlo Lustosa (Bateria) e Vinicius Durli (Baixo).

Para encerrar a noite de sábado, mais uma proveniente dos caminhos do Thrash Metal. A Angry de Mauá- SP carrega em sua sonoridade influências de Slayer, Anthrax, Sepultura, Razor, Coroner, Sodom, entre outros grupos. Com essas referências tangem um instrumental rápido e célere, os quais é possível evidenciar no álbum “Future Chaos” de 2014.

Domingo

Depois de um longo sábado, os headbangers vão conferir Xei & Sons In Black que será a primeira banda a se exibir. O projeto é de autoria do produtor, compositor e vocalista Alexei Leão (Stormental). O trabalho exibe uma roupagem a temas acústicos com uma aposta no instrumental diferenciado através de uma miscelânea de estilos.

Com vasta experiência em festivais, a Silent Empire é outra banda que regressa ao Otacílio Rock Festival. O grupo já possui oito anos de estrada e carrega consigo dois trabalhos, o Ep “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons” divulgado no início de 2018. Um Death Metal sem firulas com gratas influências de Gorefest, Terrorizer e Kreator.

A Witches Town é um projeto que surgiu de músicos conhecidos, como Alexandre Ripper e Bruno Baldessari, Rafael Rau e Wellington Conte que juntaram as influências de várias vertentes do Metal e resolvera colocar em um projeto. A banda tem referências de Grave Digger, Accept, Judas Priest, entre outros grupos.

Os camboriuenses da Syn TZ são a sensação do Thrash Metal catarinense. Os músicos que compõem a banda são experientes e provenientes de outras bandas de SC, então com esse entrosamento e com o disco “Heavy Loud”, o grupo do litoral pretende surpreender os headbangers.

Diretamente da capital de SC, a Metal Gods fará um cover da lendária banda inglesa Judas Priest, trazendo aquele gostinho do tradicional Heavy Metal ao evento.

A Legado Frontal irá expor seu Metalcore, com suas referências vastas, indo de bandas nacionais a grupos internacionais. Em seu repertório, o grupo mescla composições autorais e covers e mostrará sua identidade no OTA.

Encerrando a edição de 2019 e outra headliner do evento, a Hillbilly Rawhide representará o estado do Paraná no fest. O grupo de Country Rock está na estrada há mais de 25 anos e traz músicas que remetem a cultura local e a tradições de seus conterrâneos e antepassados. A banda já tem lançado, vários trabalhos, mas consequentemente os mais pedidos são do disco “Ramblin, Primitive and Outlaws” e do “F.N.M”.



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