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quinta-feira, 21 de março de 2019

Spiritual Devastation: A qualidade se personifica em “Welcome To The War”


Na última quarta-feira (20), a banda lageana de Thrash Metal Spiritual Devastation divulgou “Welcome To The War”, o seu primeiro videoclipe.



O trabalho ingressa numa cadenciada introdução que cede lugar a solos harmônicos e então começa a pancadaria. O Thrash sem firulas é personificado nos vocais firmes e rápidos de Guilherme Alberge e na celeridade habitual do instrumental.

O vídeo foi feito no Otacílio Rock Festival pela DonMaker Filmes de Lages- SC e traz registros e fotos da apresentação dos músicos no evento. A canção ressalta críticas ao cristianismo e seus dogmas através de questionamentos como em “Welcome To The War, Inquisition Will Return?”, além de fomentar a guerra e destruição que isso causa.

Foto 1: Facebook da Banda
A banda Spiritual Devastation tem o som calcado nos pilares do Heavy metal tradicional e do Thrash oitentista, nomes como Iron Maiden, Exodus, Megadeth e Testament são referências para a sonoridade dos mesmos. A banda recentemente divulgou seu primeiro álbum “War And Peace” e anunciou o baixista Thiago Tigre como novo integrante.

Formação Atual:
Guilherme Alberge de Souza (Vocal/Guitarra)
Thiago Tigre (Baixo)
Marquinhos (Bateria)

Plataformas Virtuais:


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: O Metal Emerge do Interior Catarinense

O Festival

Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC no Planalto Serrano Catarinense, recebeu milhares de headbangers munidos pela ávida vontade de rever os amigos, ouvir uma boa música e encontrar-se com a essência da natureza.

A Urussanga Rock Music se locomoveu a partir de Lages com uma excursão “faca na bota” que traziam amantes do Metal, reincidentes do OTA e a harmonia de um caminho tranquilo até a cidade.



Ao chegar na Fazenda Cambará, lugar tradicional onde ocorre o fest nos deparamos com uma organização entre os seguranças e funcionários, além da hospitalidade dos organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno que vieram nos encontrar e recepcionar-nos.

Sexta-Feira

Então, com um festival um tanto quanto diferente, agora que abriu mais um dia para a difusão das atrações, a tão sonhada sexta-feira. Na fazenda, um público impressionante acompanhava música a música à banda riosulense Balboa’s Punch que gradativamente se mostra mais madura, sólida e traz consigo uma ambiência vasta de estilos musicais.

Balboa's Punch (SC)
Após o grupo, quem tomou conta do palco do OTA foi a Pain Of Soul. A banda blumenauense com 19 anos de história mostrou a competência, o lirismo de Dani, a sincronia aliada com o misticismo habitual que faz o grupo ser um dos mais importantes do estado.

Pain Of Soul (SC)
Com os ânimos à flor da pele, o Black Metal imperou no festival. A Conspiracy 666 foi a primeira representante de Lages- SC a se apresentar nessa edição. Os músicos trouxeram consigo a experiência, a arte e a heresia com suas músicas autorais e alguns covers como o preciosíssimo Emperor.

Conspiracy 666 (SC)
Ao conversar com Luciano Wolf (Ex Conspiracy 666), o músico destacou a organização do festival, a nova “cara” da banda e nostalgicamente através do público cantou músicas de sua autoria e prestigiou os amigos.

Quando a Raging War se dirigiu aos palcos, era nítido a curiosidade dos presentes, visto que o grupo atualmente é um dos que mais se destacam no cenário do estado. Com as músicas contidas no álbum homônimo “Raging War” que gerou diversas críticas positivas (inclusive uma resenha do nosso site) os brusquenses fizeram o caos no OTA, a cada riff e solo extasiavam ainda mais os metalheads que ocupavam os lugares na frente para acompanhar os músicos.

Raging War (SC)
O colaborador do Cultura Em Peso (CEP) Tamanini estava presente no OTA, assim como na maioria dos fests de SC e nos deu dicas de divulgação e difusão do canal. Além disso, o bate-papo passou pelo reconhecimento de festivais às mídias presentes, o trabalho mútuo entre os mesmos com as bandas e sobre o futuro do Metal Catarinense.

A correria incessante nos dividia em acompanhar as bandas, tirar fotos e gravar vídeos comumente registrar os mínimos detalhes do evento. A Tressultor foi a encarregada por fechar á noite. Os músicos de São Bento do Sul- SC não deram sossego para o público e impuseram seu Thrash Metal com riffs agressivos, céleres e rápidos.

Tressultor (SC)
Antes de acabar a noite, pudemos encontrar o idealizador do Heavy Metal Online, Clinger Carlos Teixeira que saiu de Minas Gerais para fazer a cobertura do evento. O mineiro amante do Metal Brasileiro estava muito contente pela recepção, surpreso pela qualidade das bandas e ansioso para divulgar seu projeto sobre “Fascismo e Nazismo na Cena”.

Sábado

Após imprevistos como “perder o colchão inflável” tivemos uma mudança de planos e chegamos atrasados ao evento, impossibilitando de acompanhar os workshops de bateria de Carlão Fernandes (Khrophus) e João Ortiz (Frade Negro).

No entanto, a primeira banda a se apresentar no sábado, foi a lageana Jhonny Bus que trouxe releituras de clássicos, músicas autorais como “Shadow Walker” e a experiência de mais um OTA na bagagem.

Jhonny Bus (SC)
Com a abertura da sala de entrevistas, havia mais um motivo para o desdobramento entre o pavilhão e o Jeep Clube (Espaço de imprensa preparado para receber às bandas que se apresentavam no evento). Lá no palco, a Rest In Chaos impressionava, seja pelos excelentes equipamentos, pelo entrosamento e principalmente pela mescla entre o Hardcore, o Thrash e o Death Metal, totalmente sem estereótipos fazendo com quem o ouvisse criasse sua própria percepção.

Rest In Chaos (SC)
A fotógrafa Vanessa Boettcher estava na cobertura pelo CEP e também pôde dividir experiências de festivais, do cenário e das mídias. Além disso, apresentou-nos o frontman da Opus Tenebrae, Roberto Opus com que gentilmente concedeu um adesivo do grupo e um disco para resenha.

Enquanto isso, a Spiritual Devastation trazia na íntegra o álbum “War And Peace” no setlist. O grupo de Lages- SC deu abertura às primeiras rodas e do início ao fim exibiu a velha chama do Thrash Metal oitentista. Com uma formação diferente, Thiago Tigre (Ex Neófito) pôde complementar à sonoridade linhas de baixo densas e técnicas.

Spiritual Devastation (SC)
A Frade Negro foi a quarta banda a se apresentar. A banda sul jaraguaense com 15 anos de estrada retornava ao Otacílio, e nesse reencontro personificou-se o peso, a coesão, e os vocais energéticos de Rodrigo Santos.  É claro que não faltaram os clássicos, uma vez que os músicos mesclaram faixas do “Black Souls In The Abbys” e do mais recente “The Attack Of Damned”.

Frade Negro (SC)
Lá do Jeep Clube podemos ouvir uma espécie de destruição, riffs com uma velocidade surreal e no momento que chegamos ao pavilhão, a Chaos Synopsis era quem presenteava com esses aditivos. O grupo paulista fez uma catástrofe no fest, a partir disso foram feitos vários moshes e rodas que levantavam quem estava próximo.

Chaos Synopsis (SP)
Dessa vez, quem assumiu o palco do OTA foram as mídias independentes e a imprensa especializada do fest. Além de nós, o CEP estava lá com Jonathan Dino e Vanessa Boettcher e o Heavy Metal Online pelo Clinger Carlos Teixeira.

A Posthumous que nada tem a ver com isso foi a sexta se exibir no sábado. A banda de Death/Black Metal praticamente fincou suas raízes, mesmo com alguns problemas técnicos. A cada música, uma sensação díspar, pois ali estavam gerações diferentes que reproduziam as canções do renomado disco “My Eyes They Bleed” e faixas do novo trabalho em desenvolvimento. Os criciumenses conseguiram atrair a atenção dos metalheads que ajudavam R.Satan a cantar os clássicos do grupo, como “Final Sacrifice”, “Fuckhrist” e “Crowley Hordes Attack”.

Posthumous (SC)
Em virtude da realização das entrevistas, organização das fotos e vídeos através do computador, perdemos boa parte do show da Genocídio. Entretanto, pudemos acompanhar uma grande presença do público, praticamente lotando o pavilhão e rodas incessantes ao longo das últimas canções.

Genocídio (SP)
A hora mais esperada chegou, a primeira apresentação da banda norte-americana no Brasil, e exclusivamente para Otacílio Costa- SC. Com um pequeno atraso, o Whiplash subiu ao palco da Fazenda Cambará. O show do grupo foi marcado pela preservação dos clássicos, por algumas faixas do “lado b” e principalmente pelo carisma dos músicos que durante a exibição, presenteavam os seus fãs com camisetas e palhetas. O frisson exalava no fest e o enigmático Tony Portaro mostrava que ainda estava em forma ao fazer solos descomunais e movidos a celeridade habitual.

Whiplash (EUA)
A Final Disaster de São Paulo- SP teve a difícil tarefa de segurar os metalheads depois do show dos norte-americanos. O que se pôde ver no show dos paulistanos foi uma qualidade única, uma notória presença de palco de Laura Borssatti, a interação de Kito Vallim e um hermetismo de elementos visuais, sonoros e consequentemente da difusão do hidromel do grupo.

Final Disaster (SP)
Com a parceria de Rubens Silva (Acidemia e Maquinários), contamos com a ajuda para registrar o show da Krucipha. De acordo com o músico, o show dos paranaenses foi mais rápido que os demais em relação à duração, obteve algumas falhas técnicas no início da performance, mas que rapidamente foram sanadas e deram lugar à pancadaria, a riffs velozes e a um brutal “Wall Of Death”.

Krucipha (PR)
A Carniça se apresentou pela segunda vez em SC. O grupo originário de Novo Hamburgo - RS mostrou que o Death Metal consegue ter várias facetas, seja pela similaridade com o Kreator em certas canções, em outras pela forte característica de Slayer ou até mesmo pela presença de um Heavy Metal Clássico. No entanto, o que funde ao instrumental são as letras que abordam assuntos ligados ao RS como na canção Carniça e elementos sociais nas restantes. Obviamente, não poderia deixar de citar a reprodução do clássico “Midnight Queen” responsável por um coro e um grande mosh no fim da apresentação.

Carniça (RS)
A Angry encerrou às atividades do sábado, quem estava presente no show dos paulistas notou que o horário, o cansaço e o público mais escasso não foram fatores que atrapalhassem a performance dos músicos. Foi um “descarrego” de potencialidades, riffs rápidos e de clássicos como “Future Chaos”.

Angry (SP)

Domingo

A primeira banda a se exibir foi a XEI & Sons In Black de Florianópolis, infelizmente não conseguimos acompanhar a apresentação dos músicos. No entanto, a segunda banda do dia foi a criciumense Silent Empire que fez o seu Death Metal tomar conta de quem acordava. A sonoridade ia de encontro com Gorefest e Massacre, vocais mórbidos, instrumental sólido e cru e claro as baquetadas descomunais de Israel Horstmann. Cabe destacar às canções “Among The Wolves”, “Hail The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”.

Silent Empire (SC)
O Subsolo também marcou presença através de Sidney Oss Emer da banda OmniFarious. No intervalo dos shows, o blumenauense nos levou até seu acampamento e lá juntamente com Thiago Correa (Festival Winter Knights) falamos a respeito do cenário do Oeste Catarinense, das edições anteriores do fest de Campos Novos- SC e sobre os principais empecilhos enfrentados em um evento.

Todavia, a Witches Town estava na metade de sua exibição. O grupo composto por músicos conhecidos e provenientes de outras bandas como Fuzilador, Mr Fear e Reggrety fizeram com que o Heavy Metal predominasse do início ao fim através das suas músicas autorais.

Witches Town (SC)
Quando a Syn Tz surgiu no palco, os metalheads pouco a pouco surgiam para assistir à apresentação dos balneariocamboriuenses. O grupo é um dos mais notáveis de SC, em sua forte característica tem a intensa presença de palco de Jay, os riffs agressivos de Marcos Aurélio Girardi e a sincronia entre baixo e bateria. Os fãs presentes, a cada canção cantavam os clássicos do grupo, principalmente “Louder”, “Mirror” e “The Decline”.

Syn Tz (SC)
A Metal Gods foi a única representante de tributo/cover. O grupo florianopolitano fez uma ótima performance com canções da banda inglesa Judas Priest.

Tinha que ter “prata da casa” e teve. A Legado Frontal de Otacílio Costa- SC mostrou que o Metalcore ainda está vivo no âmago dos músicos. A banda mesclou músicas autorais e covers de grupos referências para os mesmos.

Legado Frontal (SC)
Uma das apresentações mais esperadas, a Hillbilly Rawhide era uma das headliners do evento. Os músicos paranaenses trouxeram o Country Rock para catalisar os nervos dos já cansados headbangers. Com direito a banjo e a violino exibiram seus hits “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “Vida de Bandoleiro” e com gritos contínuos do público, a preciosa “O Enxofre e a Cachaça”. O encerramento do OTA fez com que a multiculturalidade estivesse presente durante todo o fest e a pluralidade de ritmos personificasse a essência que mantém 13 anos viva no underground do Sul Brasileiro.

Hillbilly Rawhide

Up Rock

O estado de SC tem como característica a difusão de festivais e eventos com camping, ampla estrutura e a conexão com a natureza. No entanto, uma ideia surgida a partir de Adriano Ribeiro (Khrophus, River Rock) fez com que organizadores de festivais se reunissem para manter um elo, estruturar e ampliar a imagem de SC no Metal Brasileiro.

Up Rock (SC)
Com isso, na noite de sábado integrantes do coletivo subiram ao palco do OTA e lá expuseram seus projetos, suas ideias e um pouco sobre o futuro dessa reunião. Estiveram presentes, Danniel Bala (Agosto Negro e Laguna Metal Fest), Denilson Luís Padilha (Otacílio Rock Festival), Ivan Fabio Agliatti (United Forces Fest), Cleiton Falcaozinho e Tailana Furni (Rock In Hell Do Campo), Adilson Frenzel (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Fest) e Ana Carla Gabriel e Karen Schneider (Um Dia Livre Rock Festival).

Bandas presentes

Hoje para se fazer um festival, são necessários muitos fatores e um deles é o de público. E para ser justo, tem que lembrar as bandas presentes no evento que mesmo sem ter se apresentado, estiveram apoiando trazendo integrantes para contribuir com o evento.

Algumas das bandas são Acidemia, Cerebral Cannibal, Imago Mortis, Jelly Shots, Lacrimae Tenebris, Malice Garden, Maquinários, OminiFarious, Opus Tenebrae, Overblack, Red Razor, Rhestus, Simphony Draconis, Somberland, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort e Vultorn. (se sua banda esteve no evento, nos contate que divulgaremos)

Experiências

Na 13° edição do Otacílio Rock Festival, uniu diversas tribos, distintos costumes, variados sotaques e uma única similaridade, o amor ao Rock/Metal e aos tradicionais eventos de camping.

Em conversa com um motociclista de Rio Claro- SP, o mesmo explicitou a honra de viajar 1000 km até o festival. Com um grupo de amigos do moto clube, ele veio pela primeira vez e se surpreendeu com a quantidade de pessoas, com as bandas que se apresentaram e pela simplicidade e acolhimento dos otacilienses.

Outras cidades como São Carlos- SP, São Paulo- SP, Santos- SP, Macaé- RJ, interior do Paraná, interior do RS, e lugares distintos de SC fizeram parte do OTA 2019. Cada um com sua experiência, sua forma de contar para seus amigos e consequentemente a sensação de pegar a estrada para valorizar o underground. Isso com certeza não tem preço!

domingo, 17 de junho de 2018

Rock In Hell Do Campo IV: A Chama do Metal Cada Vez Mais Acesa

A quarta edição do Rock In Hell Do Campo já trazia em seu o lema, o bordão “Eu Vou Descongelar” e foi o que aconteceu com as centenas de pessoas que puderam presenciar um dos maiores festivais de Santa Catarina. O estado tem diversos festivais e eventos que possuem em sua essência o velho espírito do underground e do Rock/Metal, e assim foi o RHC.



Com uma ampla estrutura e áreas destinadas para o camping, espaço kids, gastronomia diversificada, exposição de vinis, vestuário, materiais e utensílios antigos, o evento consolidou-se como um dos mais artísticos. Além desse quesito, vale ressaltar o FutChop (torneio de headbangers bebuns afim do profissionalismo choppeano), às excursões de cidades como Arroio Trinta, Lages e Curitiba e a presença de novas pessoas.

Ah, e falando na excursão de Lages, se realmente existe parceria, ela está no Planalto Serrano. Quase trinta pessoas que novamente lotaram um micro-ônibus e foram apoiar o underground catarinense. Nós estivemos juntos registrando, curtindo e pegando a estrada com os “faca na bota” e sábado à tarde estacionamos na cidade do Alto Vale do Itajaí.

Em virtude de não coincidir os horários de chegada com o das apresentações da sexta-feira à noite, ficamos impossibilitados de registrar as bandas Pragas do Paiol de Dona Emma - SC e Overblack de Blumenau - SC que deram o pontapé inicial ao evento.

Outro ponto a ser devidamente lembrado e exposto são bandas que não estavam no cast e presenciaram o Rock In Hell. Grupos como Acidemia, Juggernaut, Plunder, Blood Eyes, Balboa’s Punch e Extrusora mostraram a união e coletividade, fatores que deveriam estar presentes em todas as bandas.

As mídias se encontraram e mutuamente registraram todos os momentos, ocasiões, apresentações e manifestações artísticas contidas nessa edição. O Cultura em Peso com Vanessa Boettcher, O Subsolo com Maykon Kjellin e nós da Urussanga Rock Music fomos congratulados com a acessibilidade habitual dos organizadores Tailana Furni Torres e Cleiton Falcãozinho que nos disponibilizaram grandes condições para a realização do trabalho.

Enfim, a destruição começou pontualmente com o Punk Rock da blumenauense Carcanhá que relembrou clássicos do Replicantes, Gritando HC e Garotos Podres, todavia reproduziram todas as músicas contidas no EP “(Não Tenha) Políticos de Estimação”, o qual vale destacar a música “É de Maracujá” muito bem aceita e cantada pelo público presente.

Com um repertório apenas de músicas cover, a Walkmen veio de Curitibanos – SC para fazer releituras de grandes nomes do Rock noventista e oitentista.

A Jhonny Bus de Lages incendiou o evento com Motorhëad, Iron Maiden e outros grupos, porém a canção “Shadow Walker” foi uma das mais contagiantes, marcante na exibição dos músicos que contou com grandes moshes e rodas a cada riff.

Antes do próximo grupo subir aos palcos, os organizadores de festivais que compõe o UP Rock se reuniram para prestigiar o evento e divulgar os seus respectivos projetos. Lá estavam Denilson Luis Padilha e Nani Poluceno(Otacílio Rock Festival), Dorneles Pereira (Um Dia Livre Rock Festival), Larissa Giovanella (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Festival) e Falcaozinho (Rock In Hell Do Campo)

Uma das mais esperadas para essa edição foi a feed THE FREAK de Blumenau – SC, um Metal apenas FREAK carregado de um visual sombrio e obscuro característico de vilões anos 50 e 60. O repertório dos blumenauenses continha canções arrastadas, mas ao mesmo tempo agressivas e uma performance sensacional. Mesmo diante de alguns problemas relacionados com o técnico de som, puderam exprimir toda a crueza e potencialidade através de suas canções autorais.

A Tandra de Curitiba – PR recheou o evento de musicalidade nórdica, músicas comuns entre os bebuns da Europa foram executadas, além do cover da canção “Vodka” com participação de Douglas Sieves da Captain Cornelius. Os músicos expuseram “Open The Bar”, canção própria que foi a abertura do Maniacs Metal Meeting e que rendeu moshes e danças típicas.

O grupo The Undead Manz investiu na estética e no visual, o que rendeu um figurino gore e um som autoral singular recheado de Metal Industrial e Horror Metal, a fusão dos dois estilos impressionou os headbangers e metalheads presentes. Os criciumenses fizeram um repertório autoral notável, com destaque para “Fearless”.

No horário da 00:00, todos estavam presentes na Super Fogueira e lá viram uma apresentação surreal de Tailana com pirofagias e danças à narração da história aterrorizante de Dance Of Death do Iron Maiden. Aos poucos com o decorrer da peça, Cleiton Falcãozinho ingressou e também movido pelo fogo deu início à queima da grande cabeça de gado feita por madeiras e galhos que logo se inflamaram e personificaram toda a magia por trás da melhor edição do festival.

Porém o caos continuou no palco, a headliner Carniça com mais de 27 anos se apresentava pela primeira vez no estado. O show foi destruidor do início ao fim, a cada canção um riff com mais intensidade, solidez e celeridade. Os músicos reproduziram músicas de todos os full lengths, porém focaram no último lançado, o homônimo “Carniça” que expuseram seis canções e nelas puderam exibir toda a evolução do grupo.

A Hon-Ra de Caxias do Sul – RS seria a próxima a entrar em cena, todavia houve um imprevisto com o baterista Rodrigo Zanella e isso impossibilitou o mesmo de estar em Rio do Campo. Entretanto, é notável o profissionalismo dos músicos que mesmo com as dificuldades de contato perante às linhas telefônicas, estiveram presentes e divulgaram seus materiais e singles numa banca de merchs, além de mostrarem todo o aparato e suporte para os organizadores.

A Spiritual Devastion foi a segunda de Lages – SC a desgraçar o RHC, o power trio divulgou diversas canções autorais e nelas facilmente deu para identificar o Thrash e Speed Metal dos anos 80 e como consequência disso, as rodas e moshes monstruosos eram de descongelar qualquer pessoa no evento, principalmente quando executaram “Welcome To The War”.

O encerramento da noite ficou por conta da Lacrimae Tenebris, assim como na última edição, os curitibanos ficaram encarregados de extasiar os presentes na madrugada com um Doom arrastado e técnico mesclando lirismo em suas canções autorais, como “Casa dos Espelhos” em que recentemente foi divulgado um videoclipe.  

O domingo começou cedo com um grande café da manhã, e o melhor, tudo de forma gratuita. A Captain Cornelius que depois de uma refeição reforçada subiu ao palco e apresentou novas releituras de canções clássicas irlandesas e celtas, além de retribuir o favor e convidar para uma participação especial de uma música do Alestorm, o vocalista da banda Tandra, Christopher Knop.

A Dark New Farm veio de longe, lá do litoral sul para expor seu New Metal. O quinteto reproduziu alguns covers, porém executaram as canções autorais “La Patria, La Fabula” e “Madre” música esta que o baterista Maykon Kjellin fez um discurso sobre a composição da letra que traz resquícios de uma agressão grave a mulher. A apresentação dos músicos foi marcada pela evolução sonora, vocais mais ásperos de Harley e por um backing vocal mais clean de Sol Portella.  

De Lages – SC, a AbomiNação colocou tudo o que tinha e fez com que cada música executada fosse uma catástrofe de empurrões, rodas e muvucas por parte dos metalheads. As músicas já são conhecidas, destaque para “Tradicional Família Brasileira”, “Cavalo de Troia” e “Deus Deligit Hominem” que trazem um Crossover descomunal e para uma nova música que contém alguns beats de Rap.

A Norium fechou o evento e os criciumenses tocaram clássicos do Power Metal, além de apresentar sua música autoral “Sign Of The Times” lançada recentemente que conta com a participação de Z (The Undead Manz).


terça-feira, 5 de junho de 2018

Rock In Hell Do Campo Festival IV: Evento Promete Incendiar o Alto Vale

Nesse final de semana, a pequena cidade de Rio do Campo – SC de apenas 7 mil habitantes promete acolher e recepcionar os headbangers e metalheads advindos de várias regiões do Brasil. O festival que já é tradicional no Sul-Brasileiro dá as caras novamente com sua forte característica de juntar bandas, apresentações artísticas, encontro de carros antigos e muitas surpresas.


Com uma divulgação ampla, organizada e sistematizada, Cleiton Falcãozinho e Tailana Furni Torres realmente uniram esforços para que essa edição ficasse marcada de forma histórica, foi mais de um ano de difusão e lançamentos de atrações, contando com o apoio de parceiros, mídias e amigos relacionados com o fest. A partir disso instituíram-se treze excursões de diversas cidades e estados, como Goiânia e São Paulo, Novo Hamburgo – RS, Caxias do Sul – RS, Curitiba – PR e municípios catarinenses como Blumenau, Criciúma, Curitibanos, Florianópolis, Lages, Rio do Sul, Salto Veloso e Timbó.

Essa edição do evento trará atrativos, como presença dos maiores motoclubes da região, panificadora ao entorno do evento, Super Fogueira, Buffet (Gastronomia da Cidade), Serviço de Bar 24 horas, Espaço Kids, Camping, Expositores e Food Truck. Outro adicional que cabe destacar é o fato de acontecer o 1° Torneio de FutChop, onde as pessoas poderão se inscrever para juntar as paixões de beber e jogar futebol, além de consequentemente gerar várias risadas para o público presente.

As mídias que farão as coberturas, entrevistas e vídeos serão o Cultura em Peso, O SubSolo e nós da Urussanga Rock Music.

O Rock In Hell Do Campo nesse ano vai abrir novamente suas portas na sexta-feira e contará com 15 bandas:

Diretamente do singelo município de Dona Emma vem os músicos da banda Pragas do Paiol, que ficarão responsáveis por iniciar o festival. Formada por Valdemiro Fritz Batista (Bateria), Wilian Schurt e Edigar Debatin (Guitarra), “Binho” (Baixo) e Luiz Fernando Chiodini (Vocal), o grupo é influenciado pela música nacional, trazendo em seu setlist tributos de bandas de Punk Rock ao Heavy Metal.

O segundo grupo é originário de Blumenau – SC, a Overblack irá expor o Heavy/Thrash Metal através de riffs rápidos e de influências como Motörhead, Sepultura e Metallica. Os músicos já lançaram um Ep intitulado “Dying To Fight” que contém três canções, “Spitfire”, a homônima “Dying To Fight” e “Fear In Your Face”. A banda é composta por Paulo Henrique (Vocal e Guitarra), Gabriel Roberto (Guitarra Solo), Charles Dondoni (Baixo) e Jonathan Muniz (Bateria).

No sábado depois das apresentações e atividades culturais, a partir das 18 horas a Carcanhá também de Blumenau – SC sobe aos palcos. O grupo formado em 2015 mantém a chama e o ideal do Punk Rock totalmente ativo através de suas letras bem-humoradas, de crítica social e de revolta. Recentemente difundiram o EP “(Não Tenha) Políticos de Estimação”, trabalho este que abrange quatro faixas, “Discurso Abafado”, “Passa a Grana”, “É de Maracujá” e a homônima “(Não Tenha) Políticos de Estimação”. A formação atual é Edenilson (Vocal), William (Guitarra e Voz), Fabio (Baixo e Vocal) e Guilherme (Bateria).

Os músicos da Walkmen são originários de Curitibanos e estão na atividade desde 2014. Os músicos apresentarão clássicos do Rock dos anos 80 e 90, priorizando as músicas nacionais. A formação atual conta com Luciano Magagnin (Vocal e Guitarra), Ricardo Rodrigues (Baixo) e Rafael Rodrigues (Bateria).

A primeira banda lageana a se exibir será a Jhonny Bus. Os lageanos trazem a tona o Rock N Roll, Heavy Metal e Hard Rock com referências a AC/DC, Whitesnake, Guns ‘n Roses e outros nomes do estilo. Obviamente os músicos também apostam no autoral, em virtude disso recentemente divulgaram o álbum “Empowered Darkness”. O grupo é composto por Gabriel "Stay Puft" Giotti (Vocal), Antonio "Maria Bethânia" Pereira (Bateria), Fernando "Bigorna" de Liz (Guitarra), Eclair "Mun-Rá" Lins (Guitarra) e Eduardo "Sucrilhos" Tripoli (Baixo).

Mais uma representante de Blumenau, a feed the FREAK aposta no Freak Rock, um ritmo peculiar carregado de obscuridade, nostalgia e um visual diferente. Os músicos apostam na versatilidade e no rock alternativo carregado. A banda que se formou em 2007 tem como trabalho o disco homônimo “Feed The Freak” contendo oito faixas, sendo elas “B.U.T.C.H.E.R”, “Libertine”, “Mentorship”, “Articulating The Vice”, “No Sin, No Pleasure”, “Euthanasia” e “Honey & Milk”. Os integrantes são Haunting Joey (Guitarra e Vocal), Skul Smuggler (Baixo e Backing Vocal) e John Ripper (Bateria).

Advinda de Curitiba, a banda paranaense Tandra será responsável por trazer o Folk Metal aos palcos do Rock In Hell do Campo. Formada em 2012, o grupo possui como referências musicais, nomes como Korpiklaani, Tuatha de Danann e Equilibrium. Trazendo um repertório recheado de covers, os músicos estão focando na composição de músicas autorais, sendo que lançaram no final de 2017 a faixa “Open The Bar”.  A Tandra é formada por: Carlos Henrique Linzmeyer (Acordeão), Christopher Schmitt Knop (Guitarra e Vocal), Felipe Ribeiro (Flauta e Vocal), Felipe Franco (Baixo e Vocal), Gefferson Franco (Guitarra e Vocal) e Max Waltrick (Bateria).

A The Undead Manz de Criciúma- SC mistura arte, visual sombrio e Modern Metal através de suas canções autorais que mesclam com influências de Rob Zombie e The 69 Eyes. O grupo divulgou em 2017 o primeiro material intitulado “The Rise Of The Undead” que contém oito faixas, “Deum Tempus”, “Seeds Of...”, “... Evil”, “OBM”, “Ad Clamor Clavium”, “Fearless”, “The Death” e “Destiny Out”. A banda é composta por Z (Vocal e Guitarra), Jericrow (Guitarra), Plague (Baixo) e Jaws (Bateria).

A Super Fogueira inicia na meia noite e é seguida pela entrega do troféu “Banda Destaque”. Após essas atividades, a lendária Carniça vai mostrar o porquê é considerada um dos maiores grupos do Sul. Os músicos são originários de Novo Hamburgo e fundaram a banda no ano de 1991, de lá pra cá foram 27 anos e 10 materiais divulgados, sendo cinco demos, uma Split e quatro full length, “Rotten Flesh”, “Temple’s Fall... Time To Reborn”, “Nations Of Few” e o recente “Carniça”. Eles misturam em suas composições temas sociopolíticos e obscuros mantendo em sua formação Mauriano Lustosa (Vocal), Parahim Neto (Guitarra e Backing Vocal), Marlo Lustosa (Bateria) e Vinicius Durli (Baixo).

Há seis anos nas estradas, a banda caxiense Hon-Ra trará aos palcos um Death Metal influenciado por nomes como Behemoth, Death e Slayer. O grupo possui seis singles colecionáveis lançados, além dos clipes “From The Shadows Of The Depths”, “Ronin” e “Evil Shadows”. Além de marcar presença em diversos festivais, os músicos realizaram recentemente uma série de apresentações na Argentina. A banda conta com Jener Milani (Guitarra e Vocal), Wagner De Moraes (Guitarra) e Rodrigo Zanella (Bateria).

Proveniente de Lages, a Spiritual Devastation banda de Heavy/Thrash Metal formada em 2016, se apresentará na madrugada de domingo. Os músicos realizaram recentemente o pré-lançamento do primeiro trabalho do grupo, o álbum, intitulado War and Peace. Entre as faixas já divulgadas pela banda estão “This Is Our World”, “Age Of Terror” e Welcome To The War”. A formação conta com Guilherme Alberge (Vocal e Guitarra), Marco Antônio (Bateria) e Henrique Pereira Soares (Baixo e Backing Vocal).

Inspirados por Katatonia, Samael, Paradise Lost, Swallow The Sun entre outros grupos, os paranaenses da Lacrimae Tenebris exibirão o seu respectivo Doom no sábado/domingo. Com um som arrastado e carregado lembrando um Djent, o grupo traz letras personificadas por depressão, conflito com o ser humano e ódio. Os músicos tocarão pela segunda vez no evento. A banda é formada por Timóteo (Baixo e Vocal), Max (Bateria) e Felipe Franco (Baixo).

A primeira banda confirmada no domingo já é conhecida na região por sua sonoridade peculiar e letras características remetendo a cultura irlandesa e suas tradições alcoólicas. Se você pensou, a Captain Cornelius (os marujos e piratas bebuns riosulenses com histórias do alto mar e conselhos sobre a vida), a sua resposta foi correta. Então se apronte, traga seu chifre (opa, sua bebida), suas danças típicas e simbólicas e encontrem os bêbados de todo o estado lá em Rio do Campo - SC. O grupo é formado por Douglas (Vocal, Banjo e Bandolim), Tamiris (Violino), Julio (Baixo) Anotny (Guitarra), Thomas (Bateria e Churrasqueira) e Camila (Teclado).

A banda originária do litoral do estado, Dark New Farm estará no cast de mais um festival. Com pouco mais de um ano, os músicos já estabelecem seu nome no cenário musical. O grupo possui vasta influência e conta com um repertório composto de covers de bandas como Drowning Pool, Korn e Sepultura. Porém, destacam-se pelos singles “La Patria! La Fábula!” e mais recente “Madre”, faixas já admiradas pelo público. Dark New Farm é: Luiz Harley (Vocal), Sol Portella (Guitarra e Vocais), Vinicius Saints (Guitarra), Fabiano Hamed (Baixo) e Maykon Kjellin (Bateria).

Lages está em peso no festival e a banda de Crossover, AbomiNação se apresentará pela primeira vez em Rio do Campo - SC. Formada em 2014 pelos músicos Mateus Biazoto (Vocal e Baixo), Miro Wagner (Guitarra) e Ruan Rudieri (Bateria), a banda traz influências vastas, tais como Krisiun, Nevermore, Parkway e Hatebreed. O grupo lançou seu primeiro trabalho em 2015, o EP “Ódio” contendo oito faixas, seguido da Demo “País de Tolos” com cinco músicas.  Como fruto desse último trabalho, foi produzido em 2016 o clipe da faixa que dá nome a Demo, além do lyric video de “Homem Animal Irracional”, lançado no início 2017.

Para o encerramento do festival, mais um grupo originário de Criciúma. A banda de Prog Power Metal, Norium foi formada em 2017 e desde então trabalha na composição de seu primeiro trabalho. O primeiro álbum dos músicos, ainda sem título, será disponibilizado pela MS Metal Records, com distribuição da Voice Music. Os músicos lançaram recentemente o web clipe da música “Sign Of The Times”, que conta com a participação de Z (The Undead Manz). A formação é: Davi Martins (Vocal), Lucas Souza na (Guitarra), Diego Francisco (Baixo) e Saimon Domingos (Bateria).


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