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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

14º Otacílio Rock Festival: O campo vira palco para o Metal

No último final de semana, a cidade de Otacílio Costa - SC recebeu a décima quarta edição do Otacílio Rock Festival, evento já consagrado no circuito brasileiro de festivais de Rock/Metal.

Cartaz
O OTA como é carinhosamente conhecido se conecta com o ambiente mágico proporcionado pelo quesito bandas, organização, mídias, funcionários e público em geral. Todos trabalhando de forma mútua para a realização de dois dias especiais.

Já na parte da manhã juntamente com alguns amigos, a Urussanga Rock Music se deslocou da cidade de Lages - SC para o fest. Pouco mais de 40 minutos separam os dois municípios que juntos estão inclusos, na gelada Serra Catarinense.

No entanto, ao chegar ao Otacílio Rock Festival foi possível se deparar com um clima bem ensolarado, perfeito para acampar e poder aproveitar o evento sem preocupação com chuvas. A Fazenda Cambará (local onde acontece o festival) já possuía um bom público, mesmo antes das apresentações. Isso também se deve ao fato de vários ônibus, que consigo traziam headbangers de todo o Brasil, sejam elas excursões de SC, RS, PR, SP ou MG.

Enquanto isso, o palco estava sendo preparado antecipadamente e de forma muito organizada por roadies e equipe técnica da Armored Dawn, que se apresentaria no sábado à noite. Em conversa com Phill Lima (tour manager e mentor do Over Metal), o produtor cedeu algumas dicas relacionadas a desenvolvimento de festivais. Além disso, ele também expôs sua visão sobre o OTA, que de acordo com Phill se figura entre os principais fests do Brasil e também mantém seu público a cada edição.

A Overblack pontualmente subiu ao palco do Otacílio Rock Festival, o grupo blumenauense fez um repertório apenas de canções autorais e exibiu seu álbum “Still Burns”. Muito peso, agressividade e a celeridade de sempre marcaram a exibição dos músicos.

Overblack (SC)
De Timbó - SC, a Volkmort extasiou os presentes no evento e fincou seu Doom com presença nítida do Death/Black Metal. Mesmo com alguns pequenos problemas de retorno, por parte da sonorização, os músicos esboçaram a obscuridade, solidez e o experimentalismo natural nas suas apresentações.

Volkmort (SC)
Mais de 1300 km separam Belo Horizonte - MG de Otacílio Costa, e mesmo assim juntamente com sua excursão, os amigos Romagno e Karlon se surpreenderam com a estrutura do evento, que os remeteu ao tradicional Roça in Roll.

A Suburban Bastards subiu ao palco com atraso devido a problemas relacionados à van que os locomoveu. Isso foi um aditivo para os paraguaios, que puderam dar o melhor de si e fazer do palco um caos, com suas músicas próprias e sua sonoridade recheada de estilos díspares, do Punk ao Thrash Metal.

Suburban Bastards (PAR)
A Slammer de Curitiba - PR também se atrasou, pois, o baterista acabou se perdendo no caminho para o fest. Com a chegada de Bruno, os curitibanos tocaram cinco músicas em trinta minutos, para respeitar rigorosamente o horário do OTA e não atrasar as demais bandas.

Outro ponto a destacar, é a grande quantidade de bandas presentes no evento. Nomes como Ossos e Leviaethan se locomoveram de Caxias do Sul para a cidade, mesmo não estando no cast. Além dos gaúchos, integrantes dos grupos Carcanhá, Dark New Farm, Escória, Goatpenis, Juggernaut, Motorbastards, Orquídea Negra, Posthumous, Rhestus, The Torment e Vomitoxina foram alguns que presenciaram o OTA 2020.

A criciumense As The Palaces Burn enfoca o Heavy Metal com características um tanto quanto diferentes, principalmente com o peso colocado em cada canção. Recentemente, os músicos divulgaram o disco “End’evour”, seu primeiro material.

As The Palaces Burn (SC)
Seguindo a linha, porém com um viés mais tradicional, a Syn TZ de Balneário Camboriú - SC vêm tomando um grande espaço no cenário catarinense. Com canções bem trabalhadas, refrões fáceis de ser compreendidos e por uma presença de palco ímpar, o grupo trouxe um grande público a frente do palco do OTA.

Syn Tz (SC)
No evento, havia também muitos organizadores de festivais, como o Agosto Negro, Iceberg Rock Festival, Laguna Metal Fest, River Rock Festival, Rock in Hell do Campo, Rock in Santa, Rock no Lago e Um Dia Livre Rock Festival. Todos mostrando que a união tem que ser colocada na prática.

Uma das bandas mais aguardadas, a Drowned com seu Thrash Metal, estremeceu as estruturas do evento.  Pesado, rápido e coeso, os mineiros perambularam pelos seus álbuns clássicos, e a cada música uma catástrofe diferente, como o caso de “Bio-violence” que levou a um mosh literalmente violento.

Drowned (MG)
Com um mistério pairando o ar, as cortinas foram fechadas para o show do Armored Dawn. O fã-clube da banda denominado “Sou Dragon Club” tomou à frente do palco e cantavam a cada canção que os paulistas reproduziam. O frenesi ecoava na Fazenda Cambará e o Power Metal misturado a pinceladas de Heavy Metal eram executados no evento.

Armored Dawn (SP)
Durante a apresentação, a banda Armored Dawn em parceria com a Rádio Cidade cedeu uma guitarra a um jovem garoto chamado Murilo. O rapaz de 21 anos é otaciliense e tem uma vida humilde trabalhando na agricultura, ele precisa fazer uma cirurgia no joelho e não possui condições de pagar. Então, os organizadores do Headbangers Otacílio (Grupo de metalheads da cidade) estão no desenvolvimento de uma rifa para ajudar nos custos da locomoção de Murilo para São Paulo - SP. Enquanto na capital paulista, o jovem estará sob cuidados do vocalista da banda e também médico Eduardo Parras.

As mídias independentes também demonstravam seu trabalho no OTA 2020, além da Urussanga Rock Music, o Underground Extremo (Luiz Harley Caires e Carina Langa), O Subsolo (Sidney Oss Emer), Cultura em Peso (Heide Luiza, Jonathan Dino e Paloma Melzzi), Metal Com Batata (Cristiano Souza), Sinners Rock Beer (Julio Cesar), Acesso Music (Clovis Roman), Valhala Metal (Rhamon Soratto Pedro e Thalia Soares) trabalhavam para registrar o que acontecia no evento.

A Hollow de Garibaldi - RS fez uma apresentação surpreendente, com os ingredientes certos para o Thrash Metal, a celeridade e a agressividade, além de resquícios de Groove. Com um setlist autoral, os músicos expuseram as músicas presentes nos seus dois trabalhos, “Spirit Soldier” e “Downfall”.

Hollow (RS)
Enquanto o evento acontecia, a Urussanga Rock Music em parceria também com o Underground Extremo realizava entrevistas com as bandas que se apresentavam. Em virtude disso, das fotos que eram tiradas e vídeos, algumas bandas não foram possíveis de acompanhar, tais como Carcinosi, Deadnation, Saturno Alice e Skyline. Por isso, caso alguma banda tenha gravado algum vídeo, podemos anexar com os devidos créditos ao vídeo oficial do Otacílio Rock Festival 2020.

No domingo, a Alkanza de Laguna - SC fez os headbangers baterem cabeça cedo. Com suas músicas em português, o grupo lagunense metralhou a todos com seus riffs rápidos.

Alkanza (SC)
A redatora do Cultura em Peso, Heide Luiza, definiu o festival em poucas palavras, como um “grande evento, com uma ótima estrutura, qualidade de som, preços acessíveis e uma admiração a todos os envolvidos”.

A Isla de La Muerte de Blumenau - SC, contagiou todo o público presente com a sua atmosfera pirata. O Folk apresentando pelos músicos se personifica também pelo espectro visual e artístico de sua performance. O elixir dos sete mares passava de mão em mão, enquanto os marujos e marujas se deliciavam com danças típicas do além-mar. Além das canções próprias que vão estar no Ep “Vagas Abertas Para Capitão”, o grupo encerrou a exibição com “Vodka” do Korpiklaani.

Isla de La Muerte (SC)
Comemorando 20 anos de estrada, a Rhasalon simplesmente dispensa comentários. Os riosulenses avançam num Heavy Metal com moldes totalmente tradicionais e num clima perfeito para os metalheads ingressarem nas rodas punks.

Rhasalon (SC)
Encerrando o Otacílio Rock Festival 2020, a headliner Korzus se apresentou pela segunda vez no evento. Depois de nove anos, o grupo paulista retorna à cidade com a sua pancadaria habitual, seus riffs técnicos e sólidos e em uma performance que dá inveja a muitas bandas. No show dos mesmos, não poderiam faltar “Legion”, “Discipline Of Hate”, “Guerreiros do Metal” “Truth”, além de “Correria” que possibilitou um mosh destruidor e com direito aos músicos descendo do palco para tocar com os headbangers.

Korzus (SP)
O editor e redator do Sinners Rock Beer de Curitiba - PR, Júlio César também deixou a sua impressão sobre seu primeiro Otacílio: “O OTA foi uma grande surpresa, o festival mostra um fôlego incomum, se levarmos em conta a dificuldade para se manter viva a chama do underground. Com uma seleção de bandas qualificadas, tais como o Korzus, o Suburban Bastards, a Slammer, além das bandas catarinenses e gaúchas, o OTA também se destacou pela organização. ”

Pela terceira vez no Otacílio Rock Festival, a headbanger Thatieli Heinzen se deslocou de Campos Novos - SC com sua excursão e definiu o OTA como um local ímpar. “O que mais me chama a atenção é o fato de sempre fazer novas amizades, o público simplesmente é o melhor, totalmente receptivos. E para fechar com chave de ouro esse ano, o Korzus, muita pancadaria envolvida no mosh, estou voltando para casa com vários hematomas e um gosto de quero mais”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

14° Otacílio Rock Festival: O interior catarinense respira Metal

Nos dias 15 e 16 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC vai receber a 14ª edição do Otacílio Rock Festival, tradicional evento do Rock/Metal brasileiro.

Cartaz
Sempre presente no calendário do início do ano dos metalheads, o OTA como é carinhosamente conhecido, explicita os sinônimos de trabalho, profissionalismo, dedicação e coragem, uma vez que o Metal gradativamente vem sofrendo críticas por parte de fundamentalistas religiosos.

E nessa edição, Denilson Luiz Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno trouxeram uma pluralidade de estilos, de bandas que aos poucos estão se fixando no cenário atual, sejam elas do estado, regionais ou de outras regiões do Brasil. Os clássicos também tiveram seu lugar lembrado, assim como os grupos que prestigiam outros festivais como público.

E com esses ingredientes somados a uma ampla estrutura, um vasto espaço para camping, barracas de merchs e toda a magia da Fazenda Cambará, os amantes do Metal se desfrutarão de um evento único e ímpar.

As mídias também se farão presentes para registrar os momentos, fotos, resenhas, vídeos e tudo aquilo que é proporcionado num festival. Os veículos independentes Cultura em Peso, Heavy Metal Online, Makila Crowley, O Subsolo, Over Metal TV, Underground Extremo e nós, estaremos valorizando cada detalhe sobre o fest.

O gigante Korzus retorna ao Otacílio depois de nove anos. O grupo paulista carrega em sua bagagem 37 anos de carreira, 14 materiais entre álbuns, eps, demos e splits. As suas obras-primas são o “Sonho Maníaco”, o “Mass Illusion” e o “Ties Of Blood”, esses discos auxiliaram a colocar os paulistanos num patamar de destaque, sendo uma das bandas mais expressivas do Metal nacional.


A Armored Dawn também é proveniente de São Paulo e recentemente se apresentou no Rock in Rio. Os músicos estão na ativa, desde 2011 e já possuem três discos, sendo o mais aclamado, o “Viking Zombie”, lançado no ano passado. O grupo se destaca na imersão de um Heavy/Power Metal com traços da cultura viking e pagã.


Pela primeira vez em Santa Catarina, a terceira headliner vêm de mais longe. A Drowned é originária de Belo Horizonte- MG e carrega consigo o âmago do Thrash/Death Metal e seus aditivos, o peso, a rapidez e a celeridade. A banda possui sete full lengths, sendo todos eles gravados pela Cogumelo Records, uma das maiores gravadoras do Brasil.


Oriunda de terras internacionais, a banda paraguaia Suburban Bastards traz a pegada oldscholl do MetalPunk e pretende surpreender o público presente com muito caos.

Com quase 20 anos de estrada, a Slammer mescla a experiência, heresia e a sede pelo Black/Death Metal dos anos 80, época auge para o estilo. Toda essa catástrofe sonora é evidenciada no seu Ep “Rage”, divulgado em 2018.

Os camboriuenses da Syn TZ são a sensação do Thrash Metal catarinense. Os músicos que compõem a banda são experientes e provenientes de outras bandas de SC, então com esse entrosamento e com o disco “Heavy Loud”, o grupo do litoral novamente sobe aos palcos da Fazenda Cambará.


Depois de um ano ímpar com a divulgação do primeiro disco “Resumption”, com passagem pela a Argentina e apresentações no River Rock Festival e no True Metal Fest, a Carcinosi volta ao estado.  O grupo de Porto Alegre- RS mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento de um grande projeto.

De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 16 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do Sul, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, além de “Batlle Desolation”, disco lançado no ano passado.

A Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna- SC e desde o início, os músicos sempre caracterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto, com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem quatro materiais lançados, com destaque para o último álbum “Caos Codificado” difundido recentemente.

Um dos nomes mais fortes do Thrash Metal Catarinense atual, a Overblack de Blumenau- SC está com uma formação nova, uma vez que César Rahn assumiu o baixo. A banda se caracteriza por manter riffs rápidos e um instrumental agressivo. A sonoridade está personificada no novo disco do grupo “Still Burns”.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

Lembrados por elaborarem um som que remete à velha escola do Heavy Metal, a Hollow de Garibaldi- RS nesses 12 anos de atividade possui dois materiais divulgados, o “Spirit Soldier” e o “Downfall”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao OTA e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

Com uma sonoridade diferenciada, influências diversas e músicos experientes na cena, a banda As The Palaces Burn de Criciúma- SC, se apresenta pela primeira vez na Serra Catarinense. No ano passado, o grupo divulgou o seu primeiro material, “End’evour”, o qual possui doze faixas.


Com uma proposta única e inovadora, a Isla de La Muerte de Blumenau- SC retrata o folk e sua respectiva mitologia através de canções bem-humoradas. Os piratas possuem um material para difusão, o álbum “Vagas Abertas Para Capitão”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. Outro nome da princesinha catarinense, é a banda de Hard Rock Skyline.

A Cosmic Soul trará ao evento clássicos da lendária banda de Death Metal, Death.

Confirmar Presença:
Dia: 15 e 16 de fevereiro
Ingressos: 150,00
Local: Fazenda Cambará, Otacílio Costa- SC

domingo, 3 de novembro de 2019

Rock in Helloween: A magia habitual do evento se uniu á renovação do público

No último dia 19, a cidade de Pouso Redondo- SC recebeu a primeira edição do Rock in Helloween.

Cartaz
O festival antes conhecido por Rock in Hell do Campo foi idealizado por Cleiton Falcãozinho e Tailana Furni Torres. O evento contou com a participação de seis bandas, do PR e SC, além de reunir centenas de headbangers.

Com uma paisagem natural surreal, o fest atraiu os amantes Metal e os ingressou a uma atmosfera ímpar, proporcionada através de uma bela cachoeira e o encanto do Camping Pombinha.  Depois de uma jornada de 90km, a Urussanga Rock Music saiu de Lages- SC com mais dois amigos e chegou ao local do evento antes da primeira apresentação. 

Devido a alguns problemas relacionados ao transporte e equipamentos de camping, 
perdemos a abertura do Rock In Helloween, mas conseguimos acompanhar uma parte do show da prata da casa, a banda Vírus HC. O grupo trouxe suas músicas autorais presentes no Ep “Respirando Vingança”, alguns covers como “Papai Noel Velho Batuta” do Garotos Podres que rendeu uma roda punk com o bom velhinho, além é claro de emocionar o público no término de sua exibição, ao grupo fazer uma homenagem ao baixista Marlon Venturi.



A segunda banda a subir aos palcos seria a Magnetica (Cover de Metallica), no entanto devido a alguns problemas pertinentes a horário, os camboriuenses não se apresentaram e com isso, os blumenauenses da Overblack começaram a tocar.  O grupo expôs um repertório totalmente autoral, com músicas inclusas no seu novo disco “Still Burns” e levou um Thrash Metal agressivo e ao mesmo tempo síncrono entre o Power Trio. Cabe destaque para a canção “Violent Mosh” que ocasionou um paredão e um mosh violento.


E por falar em rodas caóticas, a curitibana Krucipha, novamente em SC enfatizou seu precioso Groove Metal. Nem a demora e nem os perrengues com a banda cover que tocaria anteriormente atrapalharam o público, que fiel aos paranaenses os aguardou ansiosos pelo peso, celeridade e técnica característica nos shows da banda. Com um setlist próprio, a Krucipha detonou os pilares do Hell 2019, principalmente quando expuseram “F.O.M.O”.




Última banda autoral a se exibir, a Tandra explicitou o Folk Metal e suas derivações. Com uma introdução surpresa aos shows dos paranaenses, onde o diabo se apresentou em um monólogo com o público presente, o grupo exibiu a sua primeira faixa “Summoning To The New Age”, casando-se muito bem com a performance artística antecedida. Durante seu show, os músicos expuseram seus singles divulgados “Open The Bar”, “Winter Days” e “Time And Eternity”, além das outras faixas presentes no disco homônimo a esta. O show foi enérgico, dançante e ainda contou com três covers, Tuatha de Dannan, Equilibrium e Korpiklaani.



O encerramento da noite ficou por conta de duas bandas tributos. A Cowboys From Rio relembrou clássicos da banda estadunidense Pantera, enquanto o último grupo, formado por membros do Krucipha trouxeram a tona hits do Cavalera Conspiracy, Sepultura e do Soulfly.

No evento os organizadores Tailana e Falcãozinho se casaram com direito a um cerimonial from hell. Além disso, brindes, camisas, cds foram sorteados e os metalheads foram congratulados pela ótima estrutura, tanto sonora quanto de camping. 

Em sua primeira exibição “fora de casa”, o Rock In Helloween conseguiu renovar seu público, manter uma parte que é fiel ao evento e trouxe novas pessoas a uma sensação única, que é de participar de um evento no estado dos festivais.  

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Rock In Helloween: O Dia das Bruxas ao som de muito Metal e chopp gelado

Um dos eventos mais queridos dos metalheads catarinenses, o Rock in Hell Do Campo terá sua exibição de um modo peculiar, diferente das habituais edições de junho.

Cartaz
No dia 19 de outubro, na cidade de Pouso Redondo- SC vai ocorrer o Rock In Helloween. O fest juntará o Hell (inferno) ao período mais macabro do ano, o Halloween e com isso vai arrastar os headbangers fantasiados ou não, a uma atmosfera sombria e obscura.

Com uma proposta diferenciada, o evento vai presentear o público com uma infraestrutura ímpar (contendo amplo espaço para camping, espaço kids, wi-fi disponível e muito mais), uma paisagem exuberante com cachoeira, exposição fotográfica “Olhares da Seca”, feira das bandas, sete atrações e uma surpresa extra que ainda não fora divulgada.

A primeira banda a se apresentar é ‘prata da casa’, a Vírus HC que está na difusão do seu primeiro material, o Ep “Respirando Vingança” divulgado em agosto desse ano. O grupo possui referências de grandes nomes do cenário Punk/Metal, como Ratos de Porão, Calibre 12 e Sepultura.

A Magneticca Metallica Tribute fará sua exibição baseada em clássicos da banda norte-americana Metallica.

Um dos nomes mais fortes do Thrash Metal Catarinense atual, a Overblack de Blumenau- SC se caracteriza por manter riffs rápidos e um instrumental agressivo. A sonoridade está personificada no novo disco do grupo “Still Burns”, disponibilizados nas plataformas virtuais e de streaming.

A Krucipha de Curitiba-PR traz elementos do Groove, do Hardcore e do Death Metal sincronizados através de um Thrash Metal caótico.  A banda é um dos principais nomes do cenário headbanger paranaense e carrega consigo três trabalhos, o Ep “Preemptive Uproars”, o debut álbum “Hindsight Square One” e o mais recente, o disco “Inhuman Nature” divulgado em 2017.

Também originária da capital paranaense, a Tandra aposta no Folk Metal com presença de acordeom, flauta e guitarra de sete cordas. Essa peculiaridade se caracteriza nos seus singles já divulgados, “Open The Bar”, “Time to Eternity” e “Winter Days”. Todas as faixas estarão inclusas em seu primeiro full length “Time to Eternity” que será lançado no dia 26 de outubro em Curitiba- PR.

O encerramento do festival ficará por conta da banda Cowboys From Rio que fará um tributo ao Pantera e em seguida subirá aos palcos um cover das bandas Sepultura e Cavalera Inc.

No evento ainda terão expositores, serviço de bar 24 horas com chopp de qualidade, buffet, presença de alguns motos clubes regionais e sorteio de brindes nos intervalos das apresentações.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

16° River Rock Festival: O Metal Nacional está mais vivo do que nunca

Nos dias 06, 07 e 08 de setembro, aconteceu na cidade de Indaial- SC o River Rock Festival. O evento tradicional nos calendários do Metal Catarinense contou com a presença de mais de 500 pessoas e participação de trinta bandas, diversas mídias credenciadas, amplo espaço para camping, infraestrutura diferenciada (chuveiros quentes, limpeza rotineira dos banheiros, diversidade gastronômica, lojas de merchs) e uma paisagem natural que vai de encontro aos propósitos do fest, “A Festa das Tribos”.


Divulgação
Com a companhia de uma mini excursão advinda de Lages- SC, nós embarcamos para mais uma aventura nos festivais catarinenses. De Metal Extremo, a Folk e a um Sertanejão Antigo, fomos conhecendo os municípios do vale e nos deslocando para o evento. Às 00:00 min chegamos no Rota KM 66 e o Ratos de Porão fazia sua apresentação.


Ratos de Porão (SP)
Lá no River, conhecemos nossas instalações, que consistia numa sala de imprensa, com vários cartazes e divulgações do evento, além de um espaço carinhosamente destinado pelo Adilson Frenzel para nos acomodarmos. Com dele, há outros cinco integrantes da organização, sendo Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda que durante o festival cuidaram de todos os detalhes para que o mesmo fosse marcante, como as edições anteriores.

Sexta-Feira

A primeira banda que vimos nos palcos foi a Pogo Zero Zero de São José- SC. O grupo tem 'bala na agulha', já que celeridade e rapidez são suas principais características. 


Pogo Zero Zero (SC)
A noite iria contar com a High Butcher, mas infelizmente por motivos pessoais os paranaenses não puderam se apresentar. Com isso, a Cosmic Soul se exibiu e trouxe um tributo à lendária banda de Metal, Death.

Sábado

Depois de duas entrevistas realizadas na noite de sexta, com Ratos de Porão e com PZZ, o dia se encerrou e as atividades começaram por volta das 11 horas da manhã. A Apócrifos reuniu músicos experientes, uma sonoridade díspar e um doom com referências de várias vertentes do Metal.


Apócrifos (SC)
A Balboa’s Punch cada vez mais se consolida no cenário catarinense. Os riosulenses apresentaram “Payng With The Life, um clássico da banda Rhestus, suas músicas autorais e estão no desenvolvimento de um novo videoclipe.

A 100 Dogmas fez uma apresentação recheada de músicas autorais, tais como “Ansiedade”, “Genética”, “Resistência & Emilio Calandra”, além de tocar “Walk” da banda Pantera, com participação especial de Alex Cole (Homem Lixo).


100 Dogmas (SC)
A Obscurity Vision é um ícone do Metal Catarinense. Os criciumenses carregam uma bagagem de 22 anos de carreira e o seu disco de estreia “Dark Victory Day”. Além disso, os músicos apostam no visual artístico, na sincronia das duas guitarras e no Black Metal cru, evidenciado através de suas músicas próprias e de seu cover de Rotting Christ.


Obscurity Vision (SC)
Também proveniente do sul catarinense, a The Undead Manz impressiona pela qualidade sonora, pelo visual peculiar e por suas temáticas muito bem trabalhadas. O grupo permeia entre o Horror, o Industrial e o Modern Metal, fugindo dos estereótipos e mesclando influências diversas a suas canções.


The Undead Manz (SC)
Em uma conversa com Paulo Ricardo Silva (Imago Mortis), o mesmo nos informou sobre os novos projetos do grupo, acerca do lançamento do single “Black Widow” e da aventura de encarar 1200km para acompanhar o River Rock Festival.

As mídias pouco a pouco se estabeleciam no evento e faziam suas devidas coberturas, o Agenda Metal com Priscila Ramos e Raul Noering, o Underground Extremo com Luiz Harley Caires, o Cultura em Peso através de Jonathan Dino, O Subsolo com Sidney Oss Emer, o Som Pesado por Vagner Aguiar e Claudio Tiberius com seu novo canal.

Ao decorrer do evento, as entrevistas foram acontecendo. Assim, como as fotos e vídeos que fomos desenvolvendo, isso impossibilitou de acompanharmos às bandas Gueppardo e o artista blumenauense Deny Bonfante.


Gueppardo (RS)
Uma das bandas que mais impressionou o público presente, foi a Sinaya. O grupo de Death Metal agitou os headbangers do início ao fim, mantendo intensidade, ferocidade e riffs rápidos a cada música. Não tinha lugar para ficar parado e isso é uma das peculiaridades do grupo paulista, que com sua nova formação mantiveram a mesma pegada e originalidade.


Sinaya (SP)
A Justabeli em sua entrevista já mencionava, “viemos para trazer o caos, a guerra” e isso evidenciou em seu show. A banda bem postada no palco reproduziu seus clássicos, “Cause the War Never Ends”, “Satan’s Whore”, entre outros clássicos, além de manter o peso e agressividade habitual em suas apresentações.


Justabeli (SP)
Com uma bagagem de 17 anos de estrada, três álbuns divulgados, “Got Newz”, “Beyond The Rainbow” e “Sunshine”, a banda King Bird de São Paulo trouxe o Hard Rock e o Rock n Roll tradicional, isso fez o clima ficar mais cadenciado e os hits tomaram conta do público.
Um dos principais shows do River Rock 2019 foi protagonizado pela Arandu Arakuaa. O grupo brasiliense mostrou que há Folk na América do Sul e a representação disso, são suas apresentações icônicas. Com uma presença de palco ímpar, com traços pintados no rosto e no corpo, músicas escritas em distintas línguas nativas, a banda conquistou os metalheads. A sonoridade natural que ao mesmo tempo, ingressa Metal Extremo e outras especificidades do estilo, contribuiu para que quem ouvisse seu show criasse sua própria visão instrumental musical.


Arandu Arakuaa (DF)
O Up Rock (Coletivo de organizadores de festivais catarinenses independentes) fora chamado ao palco para exporem seus respectivos projetos e trabalhos. Lá estavam inclusos, o Agosto Negro (Danniel Bala), Demone In Hell (Simone Demone), Iceberg Rock (Marcos Valério), Otacílio Rock Festival (Nani Poluceno), River Rock Festival (Adilson Frenzel Bernardes e Adriano Ribeiro) e Rock No Lago (Thomas Michel Antunes).

Uma das bandas mais importantes do Rio Grande Do Sul, a Carcinosi foi uma das mais gratas surpresas do evento. Na tour de divulgação do disco “Resumption”, o grupo fez uma catástrofe nos palcos do River Rock, mostrando que os brasileiros são referências no assunto Death Metal e a cada música tocada era um novo estrondo. Do início ao fim, percebi que experiência, conhecimento técnico, humildade e brutalidade a personificam como um dos pilares do Metal gaúcho.


Carcinosi (RS)
Em Santa Catarina, a Raging War cada vez mais finca seus pés no cenário musical. Os brusquenses são experts em riffs rápidos, coesos e na exposição do Thrash Metal sem firulas. “The Meaning” é a obra-prima do grupo que carrega a solidez e a sonoridade ímpar que se intensifica no refrão.


Raging War (SC)
Encerrando a noite de sábado, a Overblack não se importou com o horário e possibilitou alguns moshes de guerreiros à frente do palco. O grupo blumenauense continuou com o Thrash Metal e finalizou o dia com muito peso e agressividade.


Overblack (SC)
Vale ressaltar que muitas bandas compareceram, mesmo não estando no cast, tal fato personifica o profissionalismo e a valorização ao cenário independente. Alguns exeplos foram as bandas Alocer, Flesh Grinder, Imago Mortis, Impiedoso, Juggernaut, Rhestus, Somberland, Tandra, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort, entre outros grupos.

Domingo

O domingo começou cedo e a Animus Ad Vindctam de Blumenau- SC surpreendeu-nos, pois a cada música tocada, uma maneira diferente de interpretar o som, como a canção “Iron Heart” que lembra muito Black Label Society.


AAV (SC)
Em seguida, os lageanos da Plunder puderam exibir seu som. O grupo conhecido pelo Heavy Metal com pitadas de Thrash se mostra cada vez mais entrosado. Os vocais de Will Anjos caminham entre a coesão e a naturalidade, assim como os riffs sólidos de Thomas, a sincronia no baixo de Max e a brutalidade de Decão nas baquetas.


Plunder (SC)
A Dark New Farm foi a terceira banda a se apresentar. Originários de Nova Fazenda- SC, o grupo fez com que seu New Metal entrasse pelos tímpanos dos headbangers, de maneira clara e precisa. Suas principais faixas,“L.O.V.E”, “Madre”, “La Patria, La Fabula” e “Hushaby” estiveram presentes no setlist, além de outras inseridas no seu novo Ep e um cover da música “Blind” do Korn. No show, os músicos contaram com a participação especial de Sidney Oss Emer (Isla de La Muerte) que é amigo de longa data do .
grupo. 
Dark New Farm (SC)
Quando se fala de Doom com qualidade e experimental, uma banda vem à mente, a Lacrimae Tenebris de Curitiba- PR. Um som calcado em uma sonoridade arrastada, em um visual estético peculiar e nas músicas que se referem a melancolia e a realidade.


Lacrimae Tenebris (PR)
Enquanto estávamos almoçando, a No One Spoke de Florianópolis- SC entrou no palco. O grupo contendo seis integrantes ingressou um Rock Sinfônico clássico, o que reflete na postura dos membros, já que adotam estilos característicos do gênero, e chama a atenção principalmente pela presença do violino.


No One Spoke (SC)
O encerramento ficou por conta de duas bandas covers, a Vermouth que mescla Hard Rock e Rock n Roll que trouxe clássicos do estilo e a Cowboys From Rio, com um nome um tanto quanto sugestivo, esboçou hits da banda Pantera através de seu estilo marcante.


Vermouth (SC)
Após o evento, os organizadores expuseram a confirmação mais esperada. O River Rock Festival de 2020 contará com mais um dia. Isso mesmo, “A Festa das Tribos” vai durar até segunda-feira, uma vez que o dia 07 de setembro cairá na respectiva data. Então, amante do Metal se prepare, marque essa data na agenda, ajeite uma excursão, caia na estrada e venha para um dos maiores festivais do Sul Brasileiro. 


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