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domingo, 22 de março de 2020

Volkmort: Agonizante e obscuro, “Battle Desolation” é o primeiro disco do grupo

Em 2019, a banda Volkmort de Timbó- SC, divulgou seu primeiro full length “Battle Desolation” e quinto trabalho do grupo. O material produzido de forma independente contou com a masterização e mixagem de José Fernando Metzger, no Sonority Studio, em Indaial- SC.

Batlle Desolation
O álbum é totalmente conceitual e sua arte da capa, ficou por conta de Emerson Maia e Fernando Atanázio. Além é claro, do design por Ernys e Cintia W. e as fotos pela mesma e também Larissa Z. Com seis faixas, o álbum foi desenvolvido com apenas músicas autorais.

A mais longa do material e uma das mais preciosas, “Sentenced To Death” possui uma intro descomunal, elaborada pela Orquestra Sinfônica de Moscou. Ao decorrer da canção, ela impulsiona a traçar caminhos arrastados e cadenciados, característicos no Doom Metal. A composição expõe a morte e o autoflagelo simbolizados através de uma agonizante batalha.

“The Beginning of the End, Prelude to Chaos” é o prelúdio para o começo do fim. Ou seja, ela explicita a continuidade do caos e do desespero, e a partir de 01:22min a mesma ingressa um instrumental constante, deixando a sonoridade anestesiada.

A terceira faixa “Destructive Obsession (World’s Funeral)” mantém riffs carregados e uma atmosfera obscura, o que pode ser comparado aos tempos áureos do My Dying Bride. Com gritos através da escuridão, a letra caminha entre o vazio e a destruição.

Com uma introdução, a qual faz referência ao longa-metragem “Coward”, dirigido por David Roddham, a canção “Frontline” como seu nome propõe, traz a beligerância de uma guerra insana, ocasionando a dor, o morticínio e sofrimento pelos homens que a lutam. A sonoridade é ríspida, inquietante e exibe um vocal rasgado e cru de Diogo Dunkell Traum.

Definida como a única instrumental do material e a mais curta de duração, “Abyss” é um prelúdio recheado de mistérios. “Triumphus Mortis (Rehearsal)” chega para encerrar o disco, a música foi gravada através de um ensaio e carrega em seu âmago sonoro, a rispidez, a brutalidade e o peso de um instrumental com riffs taciturnos e ao mesmo tempo mórbidos. A composição é em latim, e encerra o ciclo de catástrofes, ao qual faz menção a todo tipo de torturas, necromancia e atos de fúria propostos no vale da morte.

Assim como os shows do grupo, o álbum surpreende no quesito sonoro, toda a obscuridade, mistério e melancolia são propostos e o ouvinte entra num lapso de agonia, o que se torna explicito por riffs ora arrastados, ora mórbidos, uma conexão do Doom com o Death Metal.

Facebook da banda

Sobre a banda
Com 16 anos de história, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Os músicos possuem cinco trabalhos, a “Demo 2010”, os Eps “Supreme Evolution Of Fear” e “The Beginning Of The End”, a compilação “Traces Of Doom” e o disco “Battle Desolation”, este último consolidando ainda mais o nome dos timboenses no cenário catarinense do Metal Extremo.

Formação Atual:
Diogo “Dunkel Traum” Oliveira (Vocal)
Tuka “Deathos” Hardt (Baixo)
Junior “Unorthodox” Hardt (Guitarra)
Eduardo “Necro Abhorrence” Blumer (Guitarra)
Gabriel “Sepulchral” da Silva (Bateria)

Plataformas Virtuais:

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

14º Otacílio Rock Festival: O campo vira palco para o Metal

No último final de semana, a cidade de Otacílio Costa - SC recebeu a décima quarta edição do Otacílio Rock Festival, evento já consagrado no circuito brasileiro de festivais de Rock/Metal.

Cartaz
O OTA como é carinhosamente conhecido se conecta com o ambiente mágico proporcionado pelo quesito bandas, organização, mídias, funcionários e público em geral. Todos trabalhando de forma mútua para a realização de dois dias especiais.

Já na parte da manhã juntamente com alguns amigos, a Urussanga Rock Music se deslocou da cidade de Lages - SC para o fest. Pouco mais de 40 minutos separam os dois municípios que juntos estão inclusos, na gelada Serra Catarinense.

No entanto, ao chegar ao Otacílio Rock Festival foi possível se deparar com um clima bem ensolarado, perfeito para acampar e poder aproveitar o evento sem preocupação com chuvas. A Fazenda Cambará (local onde acontece o festival) já possuía um bom público, mesmo antes das apresentações. Isso também se deve ao fato de vários ônibus, que consigo traziam headbangers de todo o Brasil, sejam elas excursões de SC, RS, PR, SP ou MG.

Enquanto isso, o palco estava sendo preparado antecipadamente e de forma muito organizada por roadies e equipe técnica da Armored Dawn, que se apresentaria no sábado à noite. Em conversa com Phill Lima (tour manager e mentor do Over Metal), o produtor cedeu algumas dicas relacionadas a desenvolvimento de festivais. Além disso, ele também expôs sua visão sobre o OTA, que de acordo com Phill se figura entre os principais fests do Brasil e também mantém seu público a cada edição.

A Overblack pontualmente subiu ao palco do Otacílio Rock Festival, o grupo blumenauense fez um repertório apenas de canções autorais e exibiu seu álbum “Still Burns”. Muito peso, agressividade e a celeridade de sempre marcaram a exibição dos músicos.

Overblack (SC)
De Timbó - SC, a Volkmort extasiou os presentes no evento e fincou seu Doom com presença nítida do Death/Black Metal. Mesmo com alguns pequenos problemas de retorno, por parte da sonorização, os músicos esboçaram a obscuridade, solidez e o experimentalismo natural nas suas apresentações.

Volkmort (SC)
Mais de 1300 km separam Belo Horizonte - MG de Otacílio Costa, e mesmo assim juntamente com sua excursão, os amigos Romagno e Karlon se surpreenderam com a estrutura do evento, que os remeteu ao tradicional Roça in Roll.

A Suburban Bastards subiu ao palco com atraso devido a problemas relacionados à van que os locomoveu. Isso foi um aditivo para os paraguaios, que puderam dar o melhor de si e fazer do palco um caos, com suas músicas próprias e sua sonoridade recheada de estilos díspares, do Punk ao Thrash Metal.

Suburban Bastards (PAR)
A Slammer de Curitiba - PR também se atrasou, pois, o baterista acabou se perdendo no caminho para o fest. Com a chegada de Bruno, os curitibanos tocaram cinco músicas em trinta minutos, para respeitar rigorosamente o horário do OTA e não atrasar as demais bandas.

Outro ponto a destacar, é a grande quantidade de bandas presentes no evento. Nomes como Ossos e Leviaethan se locomoveram de Caxias do Sul para a cidade, mesmo não estando no cast. Além dos gaúchos, integrantes dos grupos Carcanhá, Dark New Farm, Escória, Goatpenis, Juggernaut, Motorbastards, Orquídea Negra, Posthumous, Rhestus, The Torment e Vomitoxina foram alguns que presenciaram o OTA 2020.

A criciumense As The Palaces Burn enfoca o Heavy Metal com características um tanto quanto diferentes, principalmente com o peso colocado em cada canção. Recentemente, os músicos divulgaram o disco “End’evour”, seu primeiro material.

As The Palaces Burn (SC)
Seguindo a linha, porém com um viés mais tradicional, a Syn TZ de Balneário Camboriú - SC vêm tomando um grande espaço no cenário catarinense. Com canções bem trabalhadas, refrões fáceis de ser compreendidos e por uma presença de palco ímpar, o grupo trouxe um grande público a frente do palco do OTA.

Syn Tz (SC)
No evento, havia também muitos organizadores de festivais, como o Agosto Negro, Iceberg Rock Festival, Laguna Metal Fest, River Rock Festival, Rock in Hell do Campo, Rock in Santa, Rock no Lago e Um Dia Livre Rock Festival. Todos mostrando que a união tem que ser colocada na prática.

Uma das bandas mais aguardadas, a Drowned com seu Thrash Metal, estremeceu as estruturas do evento.  Pesado, rápido e coeso, os mineiros perambularam pelos seus álbuns clássicos, e a cada música uma catástrofe diferente, como o caso de “Bio-violence” que levou a um mosh literalmente violento.

Drowned (MG)
Com um mistério pairando o ar, as cortinas foram fechadas para o show do Armored Dawn. O fã-clube da banda denominado “Sou Dragon Club” tomou à frente do palco e cantavam a cada canção que os paulistas reproduziam. O frenesi ecoava na Fazenda Cambará e o Power Metal misturado a pinceladas de Heavy Metal eram executados no evento.

Armored Dawn (SP)
Durante a apresentação, a banda Armored Dawn em parceria com a Rádio Cidade cedeu uma guitarra a um jovem garoto chamado Murilo. O rapaz de 21 anos é otaciliense e tem uma vida humilde trabalhando na agricultura, ele precisa fazer uma cirurgia no joelho e não possui condições de pagar. Então, os organizadores do Headbangers Otacílio (Grupo de metalheads da cidade) estão no desenvolvimento de uma rifa para ajudar nos custos da locomoção de Murilo para São Paulo - SP. Enquanto na capital paulista, o jovem estará sob cuidados do vocalista da banda e também médico Eduardo Parras.

As mídias independentes também demonstravam seu trabalho no OTA 2020, além da Urussanga Rock Music, o Underground Extremo (Luiz Harley Caires e Carina Langa), O Subsolo (Sidney Oss Emer), Cultura em Peso (Heide Luiza, Jonathan Dino e Paloma Melzzi), Metal Com Batata (Cristiano Souza), Sinners Rock Beer (Julio Cesar), Acesso Music (Clovis Roman), Valhala Metal (Rhamon Soratto Pedro e Thalia Soares) trabalhavam para registrar o que acontecia no evento.

A Hollow de Garibaldi - RS fez uma apresentação surpreendente, com os ingredientes certos para o Thrash Metal, a celeridade e a agressividade, além de resquícios de Groove. Com um setlist autoral, os músicos expuseram as músicas presentes nos seus dois trabalhos, “Spirit Soldier” e “Downfall”.

Hollow (RS)
Enquanto o evento acontecia, a Urussanga Rock Music em parceria também com o Underground Extremo realizava entrevistas com as bandas que se apresentavam. Em virtude disso, das fotos que eram tiradas e vídeos, algumas bandas não foram possíveis de acompanhar, tais como Carcinosi, Deadnation, Saturno Alice e Skyline. Por isso, caso alguma banda tenha gravado algum vídeo, podemos anexar com os devidos créditos ao vídeo oficial do Otacílio Rock Festival 2020.

No domingo, a Alkanza de Laguna - SC fez os headbangers baterem cabeça cedo. Com suas músicas em português, o grupo lagunense metralhou a todos com seus riffs rápidos.

Alkanza (SC)
A redatora do Cultura em Peso, Heide Luiza, definiu o festival em poucas palavras, como um “grande evento, com uma ótima estrutura, qualidade de som, preços acessíveis e uma admiração a todos os envolvidos”.

A Isla de La Muerte de Blumenau - SC, contagiou todo o público presente com a sua atmosfera pirata. O Folk apresentando pelos músicos se personifica também pelo espectro visual e artístico de sua performance. O elixir dos sete mares passava de mão em mão, enquanto os marujos e marujas se deliciavam com danças típicas do além-mar. Além das canções próprias que vão estar no Ep “Vagas Abertas Para Capitão”, o grupo encerrou a exibição com “Vodka” do Korpiklaani.

Isla de La Muerte (SC)
Comemorando 20 anos de estrada, a Rhasalon simplesmente dispensa comentários. Os riosulenses avançam num Heavy Metal com moldes totalmente tradicionais e num clima perfeito para os metalheads ingressarem nas rodas punks.

Rhasalon (SC)
Encerrando o Otacílio Rock Festival 2020, a headliner Korzus se apresentou pela segunda vez no evento. Depois de nove anos, o grupo paulista retorna à cidade com a sua pancadaria habitual, seus riffs técnicos e sólidos e em uma performance que dá inveja a muitas bandas. No show dos mesmos, não poderiam faltar “Legion”, “Discipline Of Hate”, “Guerreiros do Metal” “Truth”, além de “Correria” que possibilitou um mosh destruidor e com direito aos músicos descendo do palco para tocar com os headbangers.

Korzus (SP)
O editor e redator do Sinners Rock Beer de Curitiba - PR, Júlio César também deixou a sua impressão sobre seu primeiro Otacílio: “O OTA foi uma grande surpresa, o festival mostra um fôlego incomum, se levarmos em conta a dificuldade para se manter viva a chama do underground. Com uma seleção de bandas qualificadas, tais como o Korzus, o Suburban Bastards, a Slammer, além das bandas catarinenses e gaúchas, o OTA também se destacou pela organização.

Pela terceira vez no Otacílio Rock Festival, a headbanger Thatieli Heinzen se deslocou de Campos Novos - SC com sua excursão e definiu o OTA como um local ímpar. “O que mais me chama a atenção é o fato de sempre fazer novas amizades, o público simplesmente é o melhor, totalmente receptivos. E para fechar com chave de ouro esse ano, o Korzus, muita pancadaria envolvida no mosh, estou voltando para casa com vários hematomas e um gosto de quero mais”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

14° Otacílio Rock Festival: O interior catarinense respira Metal

Nos dias 15 e 16 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC vai receber a 14ª edição do Otacílio Rock Festival, tradicional evento do Rock/Metal brasileiro.

Cartaz
Sempre presente no calendário do início do ano dos metalheads, o OTA como é carinhosamente conhecido, explicita os sinônimos de trabalho, profissionalismo, dedicação e coragem, uma vez que o Metal gradativamente vem sofrendo críticas por parte de fundamentalistas religiosos.

E nessa edição, Denilson Luiz Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno trouxeram uma pluralidade de estilos, de bandas que aos poucos estão se fixando no cenário atual, sejam elas do estado, regionais ou de outras regiões do Brasil. Os clássicos também tiveram seu lugar lembrado, assim como os grupos que prestigiam outros festivais como público.

E com esses ingredientes somados a uma ampla estrutura, um vasto espaço para camping, barracas de merchs e toda a magia da Fazenda Cambará, os amantes do Metal se desfrutarão de um evento único e ímpar.

As mídias também se farão presentes para registrar os momentos, fotos, resenhas, vídeos e tudo aquilo que é proporcionado num festival. Os veículos independentes Cultura em Peso, Heavy Metal Online, Makila Crowley, O Subsolo, Over Metal TV, Underground Extremo e nós, estaremos valorizando cada detalhe sobre o fest.

O gigante Korzus retorna ao Otacílio depois de nove anos. O grupo paulista carrega em sua bagagem 37 anos de carreira, 14 materiais entre álbuns, eps, demos e splits. As suas obras-primas são o “Sonho Maníaco”, o “Mass Illusion” e o “Ties Of Blood”, esses discos auxiliaram a colocar os paulistanos num patamar de destaque, sendo uma das bandas mais expressivas do Metal nacional.


A Armored Dawn também é proveniente de São Paulo e recentemente se apresentou no Rock in Rio. Os músicos estão na ativa, desde 2011 e já possuem três discos, sendo o mais aclamado, o “Viking Zombie”, lançado no ano passado. O grupo se destaca na imersão de um Heavy/Power Metal com traços da cultura viking e pagã.


Pela primeira vez em Santa Catarina, a terceira headliner vêm de mais longe. A Drowned é originária de Belo Horizonte- MG e carrega consigo o âmago do Thrash/Death Metal e seus aditivos, o peso, a rapidez e a celeridade. A banda possui sete full lengths, sendo todos eles gravados pela Cogumelo Records, uma das maiores gravadoras do Brasil.


Oriunda de terras internacionais, a banda paraguaia Suburban Bastards traz a pegada oldscholl do MetalPunk e pretende surpreender o público presente com muito caos.

Com quase 20 anos de estrada, a Slammer mescla a experiência, heresia e a sede pelo Black/Death Metal dos anos 80, época auge para o estilo. Toda essa catástrofe sonora é evidenciada no seu Ep “Rage”, divulgado em 2018.

Os camboriuenses da Syn TZ são a sensação do Thrash Metal catarinense. Os músicos que compõem a banda são experientes e provenientes de outras bandas de SC, então com esse entrosamento e com o disco “Heavy Loud”, o grupo do litoral novamente sobe aos palcos da Fazenda Cambará.


Depois de um ano ímpar com a divulgação do primeiro disco “Resumption”, com passagem pela a Argentina e apresentações no River Rock Festival e no True Metal Fest, a Carcinosi volta ao estado.  O grupo de Porto Alegre- RS mostra que o conhecimento musical, o conteúdo das letras e suas ramificações são passos muito importantes para o desenvolvimento de um grande projeto.

De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 16 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do Sul, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, além de “Batlle Desolation”, disco lançado no ano passado.

A Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna- SC e desde o início, os músicos sempre caracterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto, com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem quatro materiais lançados, com destaque para o último álbum “Caos Codificado” difundido recentemente.

Um dos nomes mais fortes do Thrash Metal Catarinense atual, a Overblack de Blumenau- SC está com uma formação nova, uma vez que César Rahn assumiu o baixo. A banda se caracteriza por manter riffs rápidos e um instrumental agressivo. A sonoridade está personificada no novo disco do grupo “Still Burns”.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

Lembrados por elaborarem um som que remete à velha escola do Heavy Metal, a Hollow de Garibaldi- RS nesses 12 anos de atividade possui dois materiais divulgados, o “Spirit Soldier” e o “Downfall”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao OTA e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

Com uma sonoridade diferenciada, influências diversas e músicos experientes na cena, a banda As The Palaces Burn de Criciúma- SC, se apresenta pela primeira vez na Serra Catarinense. No ano passado, o grupo divulgou o seu primeiro material, “End’evour”, o qual possui doze faixas.


Com uma proposta única e inovadora, a Isla de La Muerte de Blumenau- SC retrata o folk e sua respectiva mitologia através de canções bem-humoradas. Os piratas possuem um material para difusão, o álbum “Vagas Abertas Para Capitão”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. Outro nome da princesinha catarinense, é a banda de Hard Rock Skyline.

A Cosmic Soul trará ao evento clássicos da lendária banda de Death Metal, Death.

Confirmar Presença:
Dia: 15 e 16 de fevereiro
Ingressos: 150,00
Local: Fazenda Cambará, Otacílio Costa- SC

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Araucária Metal Fest: A catástrofe se incendeia em terras paranaenses

Nos dias 08 e 09 de fevereiro de 2020, a cidade paranaense de Araucaria vai ser a capital do Metal nacional. Com a realização de Marcos Schneider, o evento que acontece no Clube de Campo reunirá headbangers e metalheads de todo o sul-brasileiro.

Cartaz
Com uma atmosfera regada aos festivais antigos, disponibilizando uma ampla estrutura, espaço para camping e piscina, o Araucaria Metal Fest vem para se fixar e deixar seu nome no tradicional circuito dos festivais brasileiros.


Ordem das bandas
Com uma mistura peculiar do Crust ao Folk, a Decadência abrirá os portões do fest com sua performance única e totalmente díspar, que faz um duo se utilizar de elementos experimentais para expor os podres do homem e da sociedade hipócrita.

Logo em seguida, a Chubasa também personifica seu diferencial, o fato de não haver guitarra no instrumental e apenas baixo. O primeiro disco “Obscenário Necrológico” está no processo de desenvolvimento e em breve será lançado pelos curitibanos.

De Campina Grande do Sul- PR, a Atrocitus mescla entre o DeathCore e o Thrash. Em 2018, a banda divulgou seu primeiro single “Epitaph” e mostra um pouco do peso de suas canções.

Com 20 anos de estrada, a Unholy Outlaw de Mogi das Cruzes- SP será a quarta banda a se apresentar. Os músicos têm em sua discografia dois materiais divulgados, “Dark Wings” de 2016 e o recente “Kingdom Of Lost Souls”, considerado um dos maiores discos de 2019.


A Lacrimae Tenebris se caracteriza por incluir uma pluralidade de elementos distintos na linguagem sonora, além de utilizarem um visual ímpar e artístico. O Doom Metal é explícito na canção, “Casa de Espelhos”, já que traz uma atmosfera totalmente arrastada e sombria.

Proveniente de Lages- SC, a The Torment Horde volta com dois de seus integrantes antigos, Diabolous Insanous e Lord Mayhem e mais ávidos do que nunca expondo aquele Black Metal Cru recheado de blasfêmia e heresia.

Uma lenda do Doom Metal brasileiro de 24 anos, a HellLight retorna ao Sul do país trazendo toda a melancolia e o ocultismo habitual. Detentor de seis discos, tais como os clássicos “In Memory Of Old Spirits” e “Funeral Doom”, o trio paulistano está cada vez mais sombrio e técnico, provado isso também no último álbum “As We Slowly Fade”.


Continuando a catástrofe e ingressando riffs crus, rapidez e vocais sólidos, a Great Vast Forest exibirá suas batalhas ancestrais e o paganismo através do seu habitual Black Metal. O último trabalho do grupo foi “From The Dark Times To The Black Metal Legions”, divulgado em 2017.



De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 16 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do Sul, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”, além de “Batlle Desolation”, disco lançado no ano passado.

Com um nome destacado no Black Metal paranaense, a Profane Souls vai encerrar as atividades da noite de sábado. A sua demo “Na Terra de Satã” é um dos carros chefes da horda, que preconiza suas canções em português, difundindo assim ainda mais sua misantropia.



No domingo, a prata da casa Damn Lies subirá aos palcos às 14:00h. O grupo de New Metal é recente, se formou em meados de 2019 mas pretende surpreender no evento.

O Heavy Metal ganhará corpo através da Hell Gun. O grupo de São José dos Pinhais- PR, explicita riffs céleres e solos rápidos, evidente na canção “Pride To The Nations”, presente no primeiro Ep “Southern Hell”.

Terceira a se exibir, a Tandra aposta no Folk Metal com presença de acordeom, flauta e guitarra de sete cordas. Essa peculiaridade se caracteriza nos seus singles já divulgados, “Open The Bar”, “Time to Eternity” e “Winter Days”. Todas as faixas estarão inclusas em seu primeiro full length “Time to Eternity”.

A banda caxiense de Infected Sphere explicita um caótico Death Metal. Os músicos em seu âmago, caminham entre as vertentes de Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Disgorge, Carcass e outros sons na mesma linha. Em 2018, o grupo divulgou seu primeiro material, o álbum “Abbys Ov Flesh”.

Com quinze de estrada levando o Heavy Metal para os palcos, a Battalion será mais uma banda catarinense marcando presença no cast. Os itajaienses somam em sua discografia, o Ep “Empire of Dead” seguido pelo álbum de mesmo nome lançado um ano depois. O trabalho mais recente do grupo é o Ep “Tyrants of Evil”, divulgado em 2015.



A Axecuter possui uma trajetória extensa no underground. Os músicos montaram o projeto em 2010 e possuem oito trabalhos, divididos entre demos, eps, splits e discos. O precioso full length “Metal Is Invincible” é um clássico e o novo álbum “Surrounded By Decay” expõe a evolução musical dos curitibanos.  Então levantem seus machados e compareçam ao inferno qeu será feito por Daniel Danmented (Vocal), Victor Rascal (Baixo) e Jeff Verdani (Bateria).

Encerrando o Araucária Metal Fest e carregando uma bagagem de 35 anos, a Anthares é uma das pioneiras no estilo Thrash/Speed Metal, sua sonoridade agressiva e riffs céleres a colocaram como em um patamar de destaque. A obra-prima “No Limite da Força” mostrou o potencial dos paulistas e dali surgiram clássicos como a faixa homônima do disco, “Vingança” e “Batalhas Ocultas. Depois de um hiato, o grupo regressou e está na ativa há quase quinze anos.



Dia: 08 e 09 de fevereiro de 2020
Ingressos: 3°Lote (70 reais)
Local: Clube de Campo, Araucária- PR

segunda-feira, 18 de março de 2019

Laguna Metal Fest: A força do Sul Catarinense expressa em um festival

O Sul Catarinense tem em sua essência, a proximidade com o litoral, a conexão com o RS e uma economia baseada no desenvolvimento da cerâmica, metalurgia, descartáveis, entre outras fontes. Mas não só essas áreas que movimentam a região, o nicho cultural está muito bem representado. O organizador Danniel Bala está acostumado a criar eventos e fortalecer a cena da Amurel. Em seu portfólio estão o Agosto Negro Produções, o Laguna Metal Fest e o Tubarão Metal Fest.

Foto 1: Facebook do Evento
A sétima edição do Laguna Metal Fest irá mesclar ritmos e trazer a pluralidade musical como lema. No evento que acontecerá dia 27/04, se apresentarão dez bandas, divididas entre os três estados do Sul-Brasileiro. O local para a exibição do festival é o tradicional Clube de Campo em Laguna- SC que contará com uma ampla estrutura, bar e praça de alimentação.

A banda Imperiuos Malevolence vem de mais longe, no entanto nada que atrapalhe os paranaenses. O grupo traz consigo o Brutal Death Metal com pitadas de Thrash Metal oitentista. Os músicos possuem em sua bagagem cinco full length, o homônimo “Imperiuos Malevolence”, “HateCrowdead”, “Where Demons Dwell”, “Doomwitness”, além do mais recente “Decades Of Death”.

Segunda proveniente de fora do estado, é a Cerberus de Torres- RS. Os músicos já conhecidos pelo público catarinense, pretendem trazer o seu tradicional Heavy Metal. Desde 2009 na ativa, o grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

A Posthumous é uma das headliners do evento, os criciumenses aos poucos voltam a se estabelecer no cenário catarinense. Depois da caótica apresentação no OTA, os músicos mostraram que a intersecção entre gerações fez bem para a sua sonoridade. E as tradicionais canções do “My Eyes They Bleed”, assim como as novas músicas estarão no setlist do grupo.

Syn Tz é um nome que gradativamente se expande no cenário de SC. Os balneariocamboriuenses tem como principal fator, a agressividade e a celeridade que ativam um compressor instrumental. Para ouvir o som do grupo, cabe destacar o primeiro disco para difusão “Heavy Loud”.

A Raging War caminha entre Brusque- SC e Florianópolis- SC, a cada show apresentado, se mostram ainda mais incessantes, os riffs técnicos se estendem a uma atmosfera caótica que lustram o instrumental para a destruição anunciada.

De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 14 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do estado, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”.

Representante de Laguna- SC, o grupo de Thrash Metal Alkanza é um dos principais nomes do litoral. A banda aos poucos mostra gradativa evolução e recentemente difundiram o disco “Caos Codificado” que contém dez canções e está disponibilizado nas plataformas virtuais dos músicos.

Com uma sonoridade ímpar, influências diversas e músicos experientes na cena, a banda As The Palaces Burn de Criciúma já tem alguns materiais divulgados, como “The Devil’s Hand” que estará presente no primeiro trabalho do grupo, ainda sendo desenvolvido.

A Obscurity Vision quebra o estereótipo de que “cidade litorânea só tem Reggae”, os músicos originários do Balneário Rincão- SC impõe um Death Metal cru e com pitadas de Black Metal. Com 22 anos de atividade, eles têm como difusão uma demo chamada “Obscurity Creation” e o primeiro full length “Dark Victory Day” divulgado em 2017.

A Ozz Doctor Tribute veio para cadenciar o evento e fazer releituras de um dos maiores cantores mundiais, Ozzy Osbourne.

Para a cobertura do evento, os encarregados a registrar o festival são as mídias Cultura Em Peso, O Subsolo, Rifferama, Underground Extremo e Urussanga Rock Music, além é claro, do apoio cultural do Metal ‘n’ Roll.

Os ingressos para a entrada do fest são simbólicos, no primeiro lote disponível até 23/03 R$35,00, no segundo até 26/04 a R$ 40,00 e no dia do evento a R$50,00. Compartilhem, divulguem, curtam, compareçam e ajudem a valorizar o cenário do Metal brasileiro.


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 1)

O município de Indaial vai estremecer nos dias 7, 8 e 9 de setembro com mais um River Rock Festival. Um cast de peso, formado por 35 atrações, somado a uma ampla estrutura é o que caracteriza essa 15° edição. São esperadas diversas excursões vindas para prestigiar as apresentações de ilustres nomes da música brasileira, como o Sepultura, Imago Mortis, Blues Etílicos, a banda internacional ReyToro e os grandes tesouros catarinenses Khrophus, Resthus, Brasil Papaya e Flesh Grinder. Além, é claro, de outros grandes grupos que marcarão presença no fest.




E as atrações não ficam por isso, o evento irá contar com um Baile de Debutante em comemoração aos 15 anos do River Rock, Workshop de Bateria com Carlos Fernandes, Recital Metal com Carla Rodrigues e Thiago Gonçalves. A cultura terá seu espaço com a poesia de Hugo Deigman e as exibições teatrais das bandas Casa de Orates, Paraverso e Cartel da Cevada. A aliança do festival não ficará apenas no slogan, durante o evento também ocorrerá o casamento de Adriano Ribeiro (guitarrista banda Khrophus) com Ana Cláudia. Vale lembrar que o cardápio será recheado de opções, inclusive de lanches veganos.

Prepare sua barraca e marque presença em um dos maiores festivais de Santa de Catarina!



Diretamente de Timbó, a banda de Death/Doom Metal Volkmort será a primeira a pisar nos palcos do River. Com seus 14 anos de estrada, os músicos possuem em sua discografia a Demo “Supreme Evolution of Fear” (2010), o Promo CD “The Beginning of The End” (2013) e a Tape “Traces of Doom” (2015). Atualmente o grupo trabalha na produção de seu primeiro álbum.

Em seguida os blumenauenses da Viletale irão expor seu trabalho, o qual busca inspiração nas variadas vertentes do Terror, mesclando a atmosfera do gênero ao Metal. A discografia dos músicos conta com os Eps “Initiation” (2016), “From The Dephts Ov Mind” e “The Suicide Of Dei” (2017).

O Hardcore também terá seu espaço, com 26 anos de atividade a banda Eutha é fruto da capital do estado. O grupo já se apresentou com diversos nomes da música, marcando presença em diversas coletâneas, lançaram em 2002 o álbum “Estileira Core Music Tarja Preta” e o Ep “Segundo Disco de Plasticore ou a Temporada no L.I.M.B.O.”, lançado em 2015.

Um dos maiores nomes do Power Metal nacional também estará presente na sexta-feira. Proveniente do litoral do estado, a banda Steel Warrior angaria em seus 22 anos de estrada diversos trabalhos notórios. Entre eles estão as Demo “Steel Warrior” (1996) e Beyond the Twilight Hills (2001), os álbum “Visions from the Mistland” (1999), “Army of the Time” (2002) e “Legends” (2008), além do Ep “Vodu” (2006) e o Split “Brazilian Steel - The Metal Survivors Volume I” (2018).

Um dos momentos mais esperados do Fest é o encontro de renomados grupos da música do estado que comemoram seus 25 anos de carreira nesta edição do River Rock. O carinhosamente apelidado de “Big Four Catarinense” é composto pelas bandas Flesh Grinder, Brasil Papaya, Resthus e Khrophus.

A primeira peça desse quebra-cabeça é a banda de Splatter, Flesh Grinder. Os músicos de Joinville chamam atenção pelas letras com temáticas sangrentas, trazendo à tona o verdadeiro sentido da palavra “gore”. Entre os trabalhos do grupo estão os álbuns “Anatomy & Surgery” (1997), “S.P.L.A.T.T.E.R.” (1999), “Libido Corporis” (2001), “Coroner's Inquest Suit” (2005), “Crumb's Crunchy Delights Organization” (2008), “Nomina Anatomica” (2016). Possuem também as Splits “From Rotten Process... to Splatter / Malignant Cancerous Tumour in the Epithelial Tissue of the Intestine” (1999), “Unsatisfactory Doctors Report / Carn Morta” (2008), “First Time at Maggot Sessions” (2009), “Two Repulsive Eyes” (2010) e “Expurgo / Flesh Grinder” (2017). Além do Ep “Necrofiles” (2013) e a Demo “Rotten Process” (1994).

Outra grande atração que subirá aos palcos, é a banda florianopolitana Brasil Papaya. O grupo é caracterizado pela combinação de diferentes estilos que formam um som instrumental singular. A discografia da banda é composta pelos álbuns “Brasil Papaya Instrumental” (1997), “Esperanza” (2005), e “Clássicos com Energia” (2012) lançado em parceria com a orquestra Camerata Florianópolis. Além de contar com a Demo “Brasil Papaya” (1993), e o DVD “Emancipation” (2011).


Simplesmente descomunal será a apresentação da Rhestus que finca um pilar duradouro relacionado ao metal catarinense. Os músicos em seus respectivos shows garantem uma potencialidade de riffs que de forma caótica personificam o portfólio da banda. Trabalhos estes como “Bullet In Point”, “Games Of Joy... Games Of War”, “Insane War”, entre outros sons.

Encerrando o ciclo de exibições do “Big Four SC”, a Khrophus ressurge mais viva e intensa. O grupo de São José - SC explicita o death metal cru, ríspido e nada convencional que a tornam uma das destaques do River Rock Festival 2018. A banda carrega em sua jornada clássicos raros como “Tribulations”, “God From Dead Images” e “Symbols From Death” além dos aclamados “Presages” e “Eyes Of Madness”.

A Leite de Velha traz o experimentalismo, já que em seu estilo possuem a definição de Gaudrock de Bolicho. Um tanto quanto diferente, mas totalmente identitário, os músicos de Rancho Queimado pretendem trazer ao evento a psicodelia, o progressivo e suas músicas peculiares.

Com quase 20 anos de estrada, a Slammer mescla a experiência, a heresia e a sede pelo Black/Death Metal dos anos 80, época auge para o estilo que traz muitos resquícios para a elaboração dos sons dos curitibanos. E esse som é nítido em “Ignis Corpora” que recentemente com a volta do grupo ganhou um vídeo no Studio Tenda em Curitiba-PR.

Também proveniente das terras paranaenses, a Necrotério mostra os 25 anos através do Splatter, do Gore e do DeathGrind. São diversas demos divulgadas, splits, vídeos e três full lengths, sendo eles “Lament Of Flesh” de 1999, “A Rotten Pile Of Dead Humans” e o último lançado “Gory Visions And Hallucinations”. Esses materiais têm em seu âmago toda a temática cadavérica, odiosa e mutiladora que consequentemente será exibida no palco.

Realmente Curitiba está em peso e a encarregada a encerrar as atividades de sexta-feira é a Grimpha. O grupo de Death Metal teve sua formação no ano de 2016, onde reuniu músicos conhecidos ávidos a desenvolver um trabalho que pudesse expor ideias como conspirações mundiais, caos, violência e catástrofe, tudo isso é claro somado a riffs violentos. Para suas músicas autorais, destaca-se o EP “Induced Hate”.


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