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domingo, 22 de março de 2020

Volkmort: Agonizante e obscuro, “Battle Desolation” é o primeiro disco do grupo

Em 2019, a banda Volkmort de Timbó- SC, divulgou seu primeiro full length “Battle Desolation” e quinto trabalho do grupo. O material produzido de forma independente contou com a masterização e mixagem de José Fernando Metzger, no Sonority Studio, em Indaial- SC.

Batlle Desolation
O álbum é totalmente conceitual e sua arte da capa, ficou por conta de Emerson Maia e Fernando Atanázio. Além é claro, do design por Ernys e Cintia W. e as fotos pela mesma e também Larissa Z. Com seis faixas, o álbum foi desenvolvido com apenas músicas autorais.

A mais longa do material e uma das mais preciosas, “Sentenced To Death” possui uma intro descomunal, elaborada pela Orquestra Sinfônica de Moscou. Ao decorrer da canção, ela impulsiona a traçar caminhos arrastados e cadenciados, característicos no Doom Metal. A composição expõe a morte e o autoflagelo simbolizados através de uma agonizante batalha.

“The Beginning of the End, Prelude to Chaos” é o prelúdio para o começo do fim. Ou seja, ela explicita a continuidade do caos e do desespero, e a partir de 01:22min a mesma ingressa um instrumental constante, deixando a sonoridade anestesiada.

A terceira faixa “Destructive Obsession (World’s Funeral)” mantém riffs carregados e uma atmosfera obscura, o que pode ser comparado aos tempos áureos do My Dying Bride. Com gritos através da escuridão, a letra caminha entre o vazio e a destruição.

Com uma introdução, a qual faz referência ao longa-metragem “Coward”, dirigido por David Roddham, a canção “Frontline” como seu nome propõe, traz a beligerância de uma guerra insana, ocasionando a dor, o morticínio e sofrimento pelos homens que a lutam. A sonoridade é ríspida, inquietante e exibe um vocal rasgado e cru de Diogo Dunkell Traum.

Definida como a única instrumental do material e a mais curta de duração, “Abyss” é um prelúdio recheado de mistérios. “Triumphus Mortis (Rehearsal)” chega para encerrar o disco, a música foi gravada através de um ensaio e carrega em seu âmago sonoro, a rispidez, a brutalidade e o peso de um instrumental com riffs taciturnos e ao mesmo tempo mórbidos. A composição é em latim, e encerra o ciclo de catástrofes, ao qual faz menção a todo tipo de torturas, necromancia e atos de fúria propostos no vale da morte.

Assim como os shows do grupo, o álbum surpreende no quesito sonoro, toda a obscuridade, mistério e melancolia são propostos e o ouvinte entra num lapso de agonia, o que se torna explicito por riffs ora arrastados, ora mórbidos, uma conexão do Doom com o Death Metal.

Facebook da banda

Sobre a banda
Com 16 anos de história, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Os músicos possuem cinco trabalhos, a “Demo 2010”, os Eps “Supreme Evolution Of Fear” e “The Beginning Of The End”, a compilação “Traces Of Doom” e o disco “Battle Desolation”, este último consolidando ainda mais o nome dos timboenses no cenário catarinense do Metal Extremo.

Formação Atual:
Diogo “Dunkel Traum” Oliveira (Vocal)
Tuka “Deathos” Hardt (Baixo)
Junior “Unorthodox” Hardt (Guitarra)
Eduardo “Necro Abhorrence” Blumer (Guitarra)
Gabriel “Sepulchral” da Silva (Bateria)

Plataformas Virtuais:

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Parceiros do Underground #5: Guilherme Lindner (Cena Livre)

A quinta edição do Parceiros do Underground deu voz a Guilherme Lindner, um dos mentores e idealizadores do Projeto Cena Livre de Rio do Sul que contou-nos um pouco sobre sua experiência no cenário catarinense cultural.

O comunicólogo tem apreço pelas bandas de SC, é amante do Rock Clássico e atualmente é membro do Coletivo Comova, produtor da feira Se Essa Rua Fosse Minha, Grito Rock (Timbó e Rio do Sul) e Tarde do Blues. 




Como foi seu início no Rock/Metal?

Guilherme: O início foi bastante estranho, na realidade eu sempre fui influenciado pelo meu pai por Rock N' Roll nacional: Capital Inicial, Legião, Garotos da Rua, Celso Blues Boy e um pouco do internacional como Deep Purple, Creedence, Led Zeppelin.

Pode parecer tosco, mas o dividir de águas do meu interesse no rock foi o Filme Escola de Rock, lá em 2004 exatamente. Jack Black me mostrou o que era Rock, tanto que copiei todas os créditos do filme para baixar e ouvir depois.

Quais as primeiras influências que o levaram a acompanhar o estilo?

Guilherme: A principal influência foi meu pai, mas como dito anteriormente, o filme Escola de Rock foi um divisor de águas na minha vida, assim como o Festival Tchumistock que rolava lá em Rio do Sul na época de pré-adolescência.

A origem do Cena Livre. A ideia partiu através de qual propósito?

Guilherme: A ideia veio de uma necessidade coletiva e nasceu dentro da Oca Cultura, Coletivo de Cultura da época em Rio do Sul, que reunia produtores, músicos, comunicadores e várias outras pessoas do meio. O propósito do Cena Livre era criar materiais profissionais para os músicos terem também uma forma de venda do trabalho, através de vídeo e eternizar as bandas da região.

Quais matérias você destacaria como as melhores do site?

Guilherme: O melhor que fizemos, além das matérias do blog, foram os programas com as bandas e acompanhamento dos festivais. O registro de vídeo faz toda a diferença e está todo aqui registrado >> https://www.youtube.com/channel/UCwNOr9o7RDQxvXsNZi-rhIA

Mas o Ato Político no Morrostock foi sensacional >> http://cenalivre.art.br/morrostock-2017-ato-politico-ou-festival-os-dois/

Há algum critério a ser utilizado na realização das matérias?

Guilherme: É da Cena, a gente tá falando! O critério é ser produção de Santa Catarina, de preferência autoral.

O Cena Livre conta com quantos colaboradores atualmente?

Guilherme: Somos cerca de 10 pessoas hoje entre videomakers, fotógrafos, editores de conteúdo, produtores.

Como você avalia o crescimento durante a trajetória do site?

Guilherme: O crescimento foi interesse, pois mudamos totalmente a abordagem do Cena Livre para um blog do Underground e da cultura, antes a ideia era apenas eternizar os momentos das bandas de Rio do Sul.

Qual sua visão sobre o papel das mídias independentes atuantes na cena catarinense?

Guilherme: As mídias independentes fazem total diferença no meio, pois concentram realmente quem participa da cena, quem está envolvido no processo e não apenas como alguém que escreve e não tira a bunda do sofá para ir nos festivais, eventos, etc.

Há receptividade das bandas acerca das postagens/fotos/vídeos expostos? Já houve algum imprevisto?

Guilherme: Sempre houve muita receptividade das bandas, inclusive quando pediam a divulgação mais ágil dos materiais criados. Existe uma conexão bem forte entre o Cena Livre e toda a parte de produção cultural independente.

Os festivais de camping em SC gradativamente estão crescendo visto o momento atual desfavorável em nosso país. Na sua opinião, qual o principal motivo para essa ascensão de criação de eventos?

Guilherme: A galera quer sair para desligar, esfriar a cabeça, curtir com os amigos, sem se preocupar com a vida que começa na próxima semana. O momento desfavorável do país faz com que cada vez mais produtores criem eventos pra todo mundo conseguir ao menos se desligar por alguns dias.

Quais os novos projetos para o Cena Livre.

Guilherme: O grande projeto do Cena Livre para esse ano é acompanhar os festivais, feiras de ruas e eventos em geral em todo o estado.

Cinco bandas riosulenses.

Guilherme: Para mim, as mais apaixonantes são LISS, Fulgass, Apicultores Clandestinos, Fronte e Tosse Harmônica (rapaziada nova).

Cinco bandas catarinenses.

Guilherme: Vlad V, Burn, Rhestus, Eletromotriz e Orquídea Negra.

Cinco mídias independentes.

Guilherme: Cena Livre (haha, santo de casa), O Subsolo, Whiplash, A Hora Hard e Urussanga Rock Music

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade pela entrevista. Se puder, deixe um recado para quem nos acompanha.

Guilherme: A cena nunca vai morrer, ela sempre será atual enquanto houve alguém ouvindo algo novo. Só não podemos deixar de lado nosso próprio som regional e nos voltar apenas para o som internacional antigo, ou mesmo nacional. O Rock tá vivo, a união dos festivais tá mostrando isso não só pra Santa Catarina, mas pra todo país. Viva longa ao Rock, vida longa a produção autoral!!


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