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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Palaces Festival: Sul do estado volta a ter protagonismo no cenário dos festivais

No próximo sábado (25), ocorre a primeira edição do Palaces Festival, evento que finca seus pés no cenário underground e que surge com o intuito de resgatar as raízes dos festivais de Metal do Sul do estado. A ideia é fomentar e criar um círculo de eventos que tem como propósito, a valorização da cultura headbanger e a difusão do estilo para mais pessoas. 

Foto/Divulgação

Após oito anos longe dos palcos sul catarinenses, o fenômeno do Death Metal mundial, Krisiun retorna com o peso descomunal que já lhe é característico, com a sincronia do Power Trio e com clássicos que se tornaram frequentes a cada show dos gaúchos, seja “Combustion Inferno”, “Blood Of Lions”, “The Will To Potency”, “Extinção Em Massa”, “Black Force Domain” ou “Devouring Faith”, o grupo mostra que Metal Extremo e Técnica podem caminhar juntos e ser um elo devastador. Ao todo, o Power Trio possui 12 álbuns de estúdio, em especial o novo disco, “Mortem Solis”, difundido ano passado. 


Oriunda das terras gaúchas, a banda Hibria traz a potencialidade do Speed Metal com traços convergentes do Power Metal. O grupo que recentemente contou com a inserção de Vicente Telles nas guitarras da banda vive uma nova era, principalmente com o lançamento do disco “Me7amorfosis”, full length cuja temática gira em torno de questões de autoconhecimento e superação de si mesmo. 


O Rio Grande do Sul está bem representado no evento, pois além das duas headliners, a banda portoalegrense Losna enfatiza a celeridade do Crossover e a intensidade do Thrash Metal. As irmãs mais headbangers do Sul do país irão exibir sem firulas, músicas que a tornaram referência no estilo nesses 25 anos em atividade. Tudo isso marcado por quatro discos desoladores e que de forma crua, exibem a rispidez do Power Trio. 


Considerada uma das bandas mais promissoras do Metal Alternativo/Groove Metal, a As The Palaces Burn carrega em sua bagagem diversos materiais, tais como, o disco “End'evour”, álbum lembrado por obter uma miscelânea de estilos e por abordar o existencialismo através das composições. Em maio do ano passado, o grupo criciumense difundiu “Offer The Gods”, um EP especial que homenageia Sepultura com a versão de “Mass Hypnosis”, Angra através de “Streets Of Tomorrow” e Dr.Sin por meio de “Fire”. 


Rock Setentista, Hard Rock, Doom e Stoner passam no crivo instrumental e lírico da banda Murdock de Tijucas. O grupo possui sete materiais, dentre eles, o EP “Entre Tigres e Lobos”. O quarteto aposta em músicas que abordam problemas comportamentais e consequentemente, batalhas mentais. 


Depois de um bom tempo em hiato, a banda Alkila de Tubarão retorna às atividades e aos poucos volta a se consolidar nos festivais do estado. Seja pelo Death e Thrash Metal, com influências específicas de Sepultura, Cavalera Conspiracy e Soulfly, os tubaronenses trazem singles autorais, contando com a sua demo homônima lançada em 2004, na qual  contém as músicas 'Hated by the Hate', 'Soldiers (Disturbed Minds)', 'Dying for the Master' e 'Mental Violence'.


A reformulação dos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente na Malice Garden, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico. E em 2021, o grupo nos entrega o precioso EP, Denying Creation. Última obra difundida dos criciumenses, que pretendem trazer o peso ao evento. 


Formada em 2018, outra prata da casa é a banda de Power Metal, Norium. O grupo investe em videoclipes e recentemente divulgou seu primeiro disco de estúdio, “A Journey Through The Soul”. A quarta representante da Cidade do Carvão, é a Milagro, banda esta que surgiu em 2005, passou por alguns hiatos e em 2020 voltou a ativa. A sua sonoridade é lembrada pela mescla do New Metal ao Stoner. 


Além das bandas, o evento se preocupou em fornecer gastronomia diversificada e que lembrasse a região, disponibilizou oficinas e contará com exposições. O festival começa às 14h (fique atento no cartaz de apresentações, não é pela ordem da matéria) e acontece no antigo Colher de Chá em Içara, agora com o nome de Garden Gastro Pub. 


quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Saturno Alice: em disco repleto de esoterismos, banda transcende psicodelia

“Surgida na festa do solstício sob a égide das estrelas e da Via Láctea”, assim se denomina a banda lageana de Acid Rock, Saturno Alice. Formado há três anos, o grupo que lançou seu disco “Auro” no período da pandemia, se apresentará no Iceberg Rock Festival, em torno da fogueira. A banda traz como influências, Rival Sons, Radio Moscow, Neil Young e artistas brasileiros como Mutantes, Secos e Molhados e O Terno.

Foto: Divulgação

Com sete canções, o disco traz elementos psicodélicos e arranjos progressivos, além de trazer à tona a vicissitude de composições ora complexas, ora imersivas. “Europa”, é o pontapé inicial nesta transcendental viagem que os lageanos nos proporcionam. A composição traz a história da Deusa que encantara Zeus.

Com 01:53 min, “Ametista” é a canção mais curta disco. Nela, há riffs constantes e a letra faz uma brincadeira com as palavras em uma espécie de aliteração. Já “Pacto de Fausto” – uma de minhas preferidas – traz uma sonoridade setentista e um solo descomunal.  A essência remete a figuras místicas ao enfatizar a lenda alemã de que “Fausto” faz um pacto com um demônio e se torna servo dele.

A quarta faixa denominada “Anjo Caído” é mais lenta e cadenciada. A composição salienta elementos e signos da natureza que mostram sua intensidade através de “um anjo alado e calado caído na rua”. Uma das poucas canções escrita em inglês, “Pressure”, traz influências da banda lageana, Jambock Sul. Na letra, a Saturno Alice evidencia referências de “Darth Vader” e “Homer Simpsons”, em detrimento de uma vida pacata mas cercada de angústias.

Com 06:38 min, a música mais longa do disco é “Saturnismo”. Ela possui uma Introdução psicodélica e a letra narra um estado alucinógeno em que o protagonista aos poucos vai esmorecendo. “Morning Star” é o encerramento do material. Aqui é possível perceber, uma faixa mais provocativa, mais rápida e que flerta com a simbologia esotérica.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Vlad V: "Rush Catarinense" retorna aos palcos e traz clássicos ao Iceberg Rock Festival

A icônica banda blumenauense de Rock Setentista, Vlad V, retornou aos palcos no ano de 2022. Com uma história linda e uma bagagem extraordinária, o grupo comemora seus 36 anos de história, de Blues, Psicodelia e Rock n Roll. E esses são ingredientes de sobra do Iceberg Rock Festival, evento que os músicos estarão se apresentando no início de janeiro, na cidade de Lontras – SC.

Foto/Divulgação

Conhecido como “Rush Catarinense”, a Vlad V coleciona clássicos, shows, aparições e videoclipes, além de manter acesa a chama do Rock Progressivo. Desde o disco homônimo de 93, aquele que despertou a efervescência blumenauense nos palcos estado afora ou por meio do belo material “A Espada e o Dragão”, no qual consolida os músicos como grandes expoentes do Rock Brasileiro. Em 1999, no álbum “O Quinto Sol”, o grupo incorpora à sonoridade, resquícios do Folk, da MPB e com a presença de instrumentos como a flauta e o bandolim.

No novo século, em “Vol. IV”,os blumenauenses optam por trazer hits de seus outros materiais, tais como, “Doce Lar dos Malucos”, “Cavaleiros na Paisagem”, “Plantar Colher”, “Vento Sul”, também por contar com a participação de Celso Blues Boy e trazer versões das canções "Thick as a Brick”, “My God”, “Heavy Horses” do Jehtro Tull, além de Move Over da estadunidense Janis Joplin. No ano de 2005, por meio do disco “Viagens Acústicas”, os músicos difundem novas faixas e versões acústicas de seus hits, como é o caso de “Entre as Nuvens”.

Um pouco mais pesado, “Sigo o Som” busca extrair mais as guitarras e com isso o material se torna mais denso. Logo de cara, a canção tema do disco é uma consequência disso, assim como “Borboletas da Noite” e a preciosa “Vinte e Poucos Anos”. Dois anos depois, o Rush Catarinense novamente nos surpreende, dessa vez com um álbum mais conciso, cru e com mais peso ainda, pois somos apresentados ao “Na Casa do Rock”.

Após um período de seis anos sem lançamentos, a Vlad V em 2017 difunde o conceitual “Stratovladis”. Com dez canções, o mesmo traz canções autorais, clássicos e uma releitura de “House Of The Rising Sun” da banda The Animals. Dois anos depois do full length o guitarrista e vocalista Jean Carlo decide focar na sua carreira solo e a banda entra em hiato. No entanto, recentemente, junto com Ralf Machado no Baixo, Irineu Lenzi nos teclados e Lucas Scoz na bateria, Jean – que continua com sua carreira acústica – trouxe a Vlad V de volta aos palcos.

O grupo além dos discos, mantém duas coletâneas, a primeira gravada em 2008 com a denominação “Coletânea Longe do Fim I” e a segunda intitulada “Longe do Fim II”, lançada em 2011.

Formação Atual:

Jean Carlo (Guitarra e Vocal)

Ralf Machado (Baixo)

Irineu Lenzi (Teclado)

Lucas Scoz (Bateria)


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domingo, 4 de dezembro de 2022

Goaten: quando a velha escola do Heavy Metal se encontra ao Hard Rock

Frequentemente em terras catarinenses, a banda Goaten traz diretamente do Vale dos Sinos - RS, um Heavy Metal diferente, ora com pinceladas que remetem ao Hard Rock, ora com aditivos que tornam os riffs mais céleres. Com duas datas no estado, o grupo se apresenta em janeiro, no Iceberg Rock Festival em Lontras e no mês de março, no Otacílio Rock Festival, na Serra Catarinense.

Foto: Divulgação

Formado em 2018, o Power Trio já possui diversos trabalhos em sua discografia, seja pelos singles “Soul Decay”, “Mistress Of Illusion”, “Bells”, “Sacrifice” ou através dos EPS, “The Following” e “Crimsom Moonlight”. Peso, coesão e arranjos técnicos são presentes em ambos materiais, o que proporciona aos músicos, a solidificação no cenário do Metal Gaúcho.

Recentemente, a Goaten difundiu por meio de suas plataformas, seu novo material, trata-se do single “Phantom Chaser” que conta com um “Lado B”, a canção “Finally Tree”.

Formação atual:

Francis Lima (Vocal e Baixo)

Rafael Drinkwine (Bateria)

Daniel Limas (Guitarra)

 

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Distraught: banda gaúcha de Thrash Metal retorna à SC no Iceberg Rock Festival

Há mais de 30 anos em atividade, a banda portalegrense de Thrash Metal, Distraught, é considerada um dos grandes expoentes do estilo no país. Os músicos que começaram o grupo no ano de 1990, voltarão ao estado de Santa Catarina para um show no Iceberg Rock Festival, evento que será realizado em janeiro de 2023, na cidade de Lontras.

Foto: Divulgação

Ao todo, o grupo já difundiu mais de 10 materiais, dentre eles, EPS, demos, live álbum, singles e discos. Em 98, foi divulgado “Nervous System” o primeiro full length dos gaúchos. Três anos depois, a banda lança “Infinite Abyssal”, disco condecorado entre os metalheads e conhecido principalmente pela diversificação nos riffs com quebradas nos compassos e executados por uma bateria pesadíssima.

“Behind The Veil” de 2004 trouxe uma Distraught ainda mais diferente, com novos elementos e arranjos. E dessa forma seguiu para o disco “Unnatural Display Of Art”, material lembrado pela técnica descomunal e pela agressividade das 12 canções. Em 2012, “The Human Negligence is Repugnant” fez o peso se convergir a celeridade dos riffs.

Já consolidada no cenário, a Distraught lança em 2015, o preciosíssimo disco “Locked Forever”, de longe uma das obras primas do grupo. Deste material, surgem clássicos que viraram videoclipes e se tornaram frequentes nos shows da banda, tais como a homônima “Locked Forever”, “Dehumanized”, “Shortcut To Escape” e “The Last Trip”, essa última com direito a um Lyric Vídeo.

Recentemente, os músicos difundiram o single “Crucified Fire”, que traz em sua composição, traços de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, estresse e reclusão. Além disso, a banda divulgou um vídeo para versão ao vivo da música “Locked Forever”.


Formação Atual:

André Meyer (Vocal)

Ricardo S. Silveira (Guitarra)

Everton Acosta (Guitarra)

Alan Holz (Baixo)

Thiago Caurio (Bateria)

 

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Marenna: banda mostra que o Hard Rock continua mais vivo do que nunca

Formada em 2014 na frígida Serra Gaúcha em Caxias do Sul, a banda Marenna traz um novo conceito no que tange ao Hard Rock, uma vez que incorpora em sua sonoridade, elementos díspares desde o AOR, pinceladas de Heavy Metal e aditivos de Melody Rock. O fundador do grupo, Rod Marenna, possui mais de 30 anos de atividades e é considerado um dos grandes expoentes do estilo no país.

Foto: Roger Clots

Um ano após o surgimento, os músicos difundem seu primeiro trabalho, trata-se do EP “My Unconditional Faith”, no qual traz quatro canções, “You Need To Believe”, “Like an Angel”, “Keep On Dreaming” e “You Need To Believe” de forma acústica. Rapidamente o grupo ganhou notoriedade no cenário e com isso lançou o precioso “No Regrets”. Com arranjos incríveis, solos com grooves na dose certa e composições super bem construídas, a Marenna apresentou seu primeiro disco.

Em 2018, o grupo divulga “Livin’ No Regrets”, registro em formato ao vivo da “No Regrets Tour”, gravado em Caxias do Sul em 2016. Este material conta com 13 músicas, basicamente com o álbum “No Regrets” na íntegra, com exceção de “The Price”. As quatro restantes são as que integram o EP “My Uncoditional Faith”. No ano seguinte, a banda aceita convite para tocar no Iceberg Rock Festival, em Lontras, um dos maiores festivais de Santa Catarina.

Após três anos sem lançamentos, os músicos difundem “In Your Face”, um acústico com ênfase em arranjos simplificados de Voz e Violão, gravados totalmente ao vivo, sem edições, em um formato simples e underground. Em 2021, os gaúchos apresentam o EP “Pieces Of Tomorrow”, material este contendo oito faixas.

Recentemente, a banda difundiu “Voyager”, seu novo disco de estúdio, que trouxe canções inéditas, no entanto que já caíram no gosto dos metalheads e headbangers. Canções como “Breaking The Chains”, “Wait” e a mais recente “Out Of Line”, a qual ganhou um videoclipe e traz o que de mais cru pode ter no Hard Rock.

A Marenna se apresenta no dia 14 de janeiro (sábado) pela segunda vez no Iceberg Rock Festival 2023. O cast do evento contará ainda com Goaten, Attomica, Distraught, Saturno Alice, Affix HC, entre outras bandas do cenário Rock/Metal.

Formação Atual:

Rod Marenna (Vocais/Backing Vocals)

Luks Diesel (Teclados/Backing Vocals)

Edu Lersch (Guitarra)

Bife (Baixo)

Arthur Schavinski (Bateria/Backing Vocals)

 

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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Attomica: lendária banda de Thrash Metal é anunciada no Iceberg Rock Festival

Provenientes de São José dos Campos - SP, a banda de Thrash Metal, Attomica dispensa apresentações. Com 37 anos em atividades, o grupo é um dos tradicionais do estilo a nível nacional, pois a cada exibição traz seus clássicos “Deathraiser”, “Ways Of Death”, “Kill The Hero”, entre outros, que se convergem a um cenário caótico de riffs céleres.

Foto/Divulgação

Ao todo, os músicos carregam dez trabalhos, divididos entre demos, Eps e discos. Não há como nos esquecer do precioso homônimo “Attomica” ou do clássico “Limits Of Insanity”, material que impulsionou o reconhecimento da banda, a tornando um dos ícones do Thrash Brazuca. Mas no álbum de 91, o grupo chega a seu ápice e lança a obra prima “Disturbing The Noise”, juntando a técnica e o estrondo sonoro, já característico dos paulistas. Após uma longa pausa, os músicos voltaram à tona em 2009 e três anos depois lançaram o seu novo trabalho, denominado “4”.

Em 2017, os paulistas participam pela primeira vez do Otacílio Rock Festival em um show épico na Fazenda Cambará. Dois anos depois, os músicos voltariam ao estado, mas dessa vez para participar do Iceberg Rock Festival 2019. Com um CD lançado no ano anterior, “The Trick”, a banda mesclou seus velhos clássicos com as novas músicas presentes no material.

Desde o ano de 2020, com uma nova formação, o baixista e vocalista André Rod divide o palco junto com o baterista Marcelo Bozó e com o guitarrista Danilo Martins. Em janeiro de 2023, os músicos estarão mais uma vez em terras catarinenses, para mais uma edição do Iceberg Rock Festival, a primeira sob a atual formação.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Otacílio Rock Festival: organização emite nota cancelando o evento devido ao crescimento de casos de Covid-19

A organização do Otacílio Rock Festival emitiu uma nota nesta quarta-feira (02), cancelando a décima quinta edição do evento. Com o crescimento da variante Ômicron e seu potencial de transmissibilidade, os produtores decidiram por adiar respeitando a integridade física dos seus frequentadores.

Foto/Divulgação

“Foi uma decisão difícil, mas muito discutida entre nós, infelizmente o risco ainda é alto pra um evento desse tamanho custeado com recursos próprios, não era o que queríamos, mas o cenário atual não tínhamos outra saída”, afirma a organização.

Obviamente que todos estamos ávidos por um festival e principalmente o OTA, que se tornou um dos maiores eventos do estado. Porém, ainda estamos em pandemia e os números relacionados a nova variante são assustadores, mesmo que não haja tanta letalidade. O festival mostrou consciência, responsabilidade, coerência e profissionalismo, ao expor cada item e serem transparentes na questão sanitária. Em respeito a todas às vítimas e pessoas que foram acometidas pela Covid-19 e pensando no bem-estar do público, o OTA decidiu por não realizar sua edição.

Para 2023, o Otacílio retornará com a qualidade de sempre, com um cast descomunal e trazendo os headbangers de volta à Fazenda Cambará, para aproveitar o evento da maneira mais intensa possível.


Confira a nota que a organização emitiu:

NOTA DE CANCELAMENTO DO OTACILIO ROCK FESTIVAL EDIÇÃO 2022

CONSIDERANDO a atual situação da pandemia com elevado número de infectados,

CONSIDERANDO um possível aumento de casos a curto e médio prazo,

CONSIDERANDO possibilidade de restrição de público e uma possível restrição de eventos;

CONSIDERANDO um aumento considerável nos custos do evento (equipe de fiscalização e infraestrutura),

CONSIDERANDO o curto espaço de tempo para divulgação, organização e execução do evento, com qualidade e responsabilidade para que o público sinta-se seguro;

CONSIDERANDO uma porcentagem significativa de pessoas não vacinadas;

CONSIDERANDO que sempre prezamos pela transparência e responsabilidade e, não será agora, neste momento tão incerto que agiremos de forma diferente.

Diante de todos estes fatores, vimos através deste anunciar o cancelamento da 15ª edição do OTA que se realizaria 05 e 06 de março do corrente ano.

Seguindo as recomendações e todos os protocolos da vigilância sanitária, convictos que estamos tomando a decisão correta, certamente nos encontraremos em 2023!


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Iceberg Rock Festival: décima edição marca a volta dos festivais catarinenses

Nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, os roqueiros e amantes do Rock/Metal do Sul do país estiveram presentes no Iceberg Rock Festival - evento que comemorava seu décimo ano de atividades-, na cidade de Lontras, Alto Vale Catarinense. Juntamente com o canal Metal Valhalla, nos deslocamos ainda na sexta-feira em direção ao “Ice”, carinhosamente chamado pelos headbangers. 

Mais de 280 km, serras e condições climáticas diferentes marcaram seis horas de viagem. Chegamos ao tradicional Camping Paraíso, com o término da banda riosulense Captain Cornelius, que ávidos por uma diversão, contagiaram o público presente. Mesmo não estando presente nos shows das bandas anteriores, a atmosfera no festival, era só uma, a felicidade de acompanhar um evento depois de quase dois anos de pandemia. 

Com o amanhecer do dia, foi mais visível notar as modificações, seja no camping, com alterações precisas relacionadas ao palco, ao icônico morro, à piscina disponível e uma variedade de comidas e também de bebidas, podendo suprir a necessidade dos vegetarianos, abstêmios, bebuns profissionais, e de qualquer um que procurasse por um bom lanche. 

O organizador Marcos Valério, feliz e contagiado pelo clima do evento, conta que os resultados superaram as expectativas. “O Iceberg entrou com tudo no cenário dos festivais. O público comprou a ideia e houve venda recorde de ingressos, fato antes nunca ocorrido.”

Os atrativos naturais também foram um destaque desta edição. As trilhas regadas à conexão sinérgica com a natureza, os rios, cachoeiras e quedas d'águas nunca foram tão acionadas pelo público, que em estado de êxtase - e com muito calor- aproveitava as belezas do Camping Paraíso. 

Acostumado em realizar festivais, o organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest, Danniel Bala, lembrou da força dos eventos e da união dos mesmos. “Houve uma renovação do público. Um exemplo disso é o ICE, pois há muitos amantes do Death/Black Metal, dos estilos mais pesados que compareceram ao evento e retornarão nas próximas edições”. 

As barracas, gazebos, sacos de dormir e quiosques tinham pessoas que vieram de várias regiões do Sul, seja de Curitiba, Porto Alegre, ou cidades como Tubarão, Blumenau, Joinville e Brusque, que trouxeram muitos adeptos ao estilo. Além disso, bandas como Overblack, Soulthern, The Torment Horde, Juggernaut, Despair Shadow Void, Sodamned, Volkmort, Luciferiano e Apócrifos, mesmo sem se apresentarem, estiveram com alguns de seus integrantes presentes no evento. 

Cotado à primeira apresentação, o vocalista da Vlad V, Jean Carlo, por problemas pessoais não conseguiu comparecer, assim como a Saturno Alice de Lages (no qual um integrante testou positivo para Covid-19), e o músico escocês Jimi Jamieson Band, que também teve a apresentação cancelada. Mas nada abalou ou interferiu no andamento das atividades. 

A Pressure Gain de Blumenau foi o primeiro grupo a subir no palco do sábado. Com uma mescla de covers de Hard Rock e Classic Rock, a banda surpreendeu o público, ao apresentar suas canções autorais, Crazy Night, Lonely Soul e There Is No End com a presença de duas frontwomen. 

Enquanto isso, a garoa se instalava no Camping Paraíso, e a Battalion colocava seus 15 anos de atividades no palco, ao protagonizar uma catástrofe de riffs céleres e com o peso descomunal, que é característico da banda. 

A Carttada de Curitiba - PR fez um show surpreendente. Com suas músicas autorais, protagonizou rodas e moshes, que com a tradicional lama, turbinou ainda mais os metalheads. Como ninguém é de ferro, os integrantes que voltariam a se exibir com o Mortorbastards, deram espaço para uns riosulenses que a cada show estão melhores e mais síncronos, a Balboa’s Punch, que nocauteou os presentes com sua sonoridade agressiva. 

E mais agressivos do que nunca, a Motorbastards trouxe os clássicos do Motorhead. Como último show da banda, Carlos Nunes, evidenciou cada riff dos britânicos da maneira mais intensa possível, rendendo novamente, algumas rodas punks. 

Uma das headliners, a Hillbilly Rawhide ingressou no palco em um momento mágico para o evento, com o acendimento da fogueira e uma a quebra do clima, possibilitando uma atmosfera mais cadenciada, executada pelo Country Rock, Bluegrass e Psychobilly dos paranaenses. No show, os músicos tocaram seus maiores sucessos, “Vida de Bandoleiro”, “Caramuru Calibre 32”, “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “O Enxofre e a Cachaça” e canções do novo álbum. 

O domingo amanheceu com “um sol para cada um”, e a Pedrada que não tinha nada a ver com isso, acordou os headbangers e trouxe os menos acalorados para frente do palco, com a execução de seu Thrash Metal potencial. Logo em seguida, a Raging War deu continuidade na desgraceira, se consolidando como uma das maiores bandas de Santa Catarina. Durante a apresentação dos brusquenses, o vocalista Rudi Vetter dedicou a canção “Strength for Better Days” em homenagem ao headbanger Diego Luz, morto no ano passado, vítima de acidente de trabalho. Diego era um ávido frequentador dos festivais em SC, e nesse Iceberg com certeza estaria participando. 

A Gueppardo estava na divulgação do seu novo trabalho “I Am The Law”. Sempre bem técnicos e postados, os gaúchos trouxeram os metalheads para frente do palco através de seu Heavy Metal/Hard Rock. A última a se apresentar carregava consigo 36 anos de estrada e clássicos como “Surrender”, “Christmas Night”, “Miss You”, “The Darkness” e tantos outros que se situam entre os hits do Heavy Metal brasileiro até os dias de hoje. Oscilando entre os vocais de Boca e Felipe Holmack, o Orquídea Negra finalizou o festival com chave de ouro. 

Em março, nos dias 05 e 06 será a vez de mais um grande dos festivais de Santa Catarina. O Otacílio Rock Festival fará sua 15ª edição, e o line-up está cada vez mais completo e recheado de música de qualidade.


segunda-feira, 29 de novembro de 2021

“Acorda Que Eu Tô Voltando” marca estreia do Colher de Chá como produtora

No último sábado (27), a Colher de Chá realizou seu primeiro evento como produtora. Denominado como “Acorda Que Eu Tô Voltando”, o festival resgatou a essência da Casa, mesmo sendo realizado no Paço Municipal, pois em tempos protagonizados por discursos de ódio, desmonte sociocultural e assolados por uma pandemia que ceifou milhares de vida dos brasileiros, o dia 27 teve outro sentido, mais intimista, mais emocionante e totalmente artístico e representativo.

Foto: Juli Marques Fotografia

A Urussanga Rock Music estava lá (de corpo presente hahaha), mas infelizmente chegamos tarde no festival e ficamos impossibilitados de assistir Ana Rima, Preta Keity, Veveto, Bruno Mariani, Banda Oito e Maryna B2B e Redux, que tocaram anteriormente. Porém, como de praxe, podemos falar sobre aquilo que presenciamos, o público renovado, com muitas “caras novas” e se desfrutando de um espaço destinado a toda prática cultural, mas que em virtude do pouco auxílio da gestão pública a manifestações do tipo, se encontra ao léu. Por isso, ações como as que foram desenvolvidas pela Juliana Waterkemper e pelo Alex Pizzetti tem um valor simbólico surreal, além da importância da valorização ambiental.

A Machete Bomb de Curitiba encantou os criciumenses, um som a lá Rage Against The Machine ou uma sonoridade que remete ao Chico Science e Nação Zumbi, isso é interpretativo, mas o que dá pra mencionar é o fato da potencialidade instrumental, da riqueza sonora e do clima performático dos músicos. Era um grito de resistência no meio de arranjos musicais.

De Santa Rosa do Sul – SC, a Barba Rala focou na difusão de suas músicas autorais. Com uma bela sincronia, o grupo executou um Rock com riffs quentes, grooves pesados e referências diversas nos arranjos das composições. Ah, e a cerveja da banda (presente do integrante Weskley Raupp) é muito boa por sinal.

Com uma grande quantidade de pessoas no evento, o espaço foi dominado pelo Pop contagiante e singular de Nicow, e também pela DJ Yandra com clássicos do Funk, da música eletrônica, do Pop Farofa e também da rica música brasileira. Ao término do evento, a saudade pulsou firme, mas é ainda o primeiro passo da produtora Colher de Chá, que com certeza, não nos deixará órfãos desses grandes “rolês”. No próximo fest, a Urussanga Rock Music estará novamente com todos seus equipamentos, preparada, para difundir as entrevistas e transpassar tudo aquilo que acontece no underground criciumense. Assim como o Colher de Chá, nós estamos de volta.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

14º Otacílio Rock Festival: O campo vira palco para o Metal

No último final de semana, a cidade de Otacílio Costa - SC recebeu a décima quarta edição do Otacílio Rock Festival, evento já consagrado no circuito brasileiro de festivais de Rock/Metal.

Cartaz
O OTA como é carinhosamente conhecido se conecta com o ambiente mágico proporcionado pelo quesito bandas, organização, mídias, funcionários e público em geral. Todos trabalhando de forma mútua para a realização de dois dias especiais.

Já na parte da manhã juntamente com alguns amigos, a Urussanga Rock Music se deslocou da cidade de Lages - SC para o fest. Pouco mais de 40 minutos separam os dois municípios que juntos estão inclusos, na gelada Serra Catarinense.

No entanto, ao chegar ao Otacílio Rock Festival foi possível se deparar com um clima bem ensolarado, perfeito para acampar e poder aproveitar o evento sem preocupação com chuvas. A Fazenda Cambará (local onde acontece o festival) já possuía um bom público, mesmo antes das apresentações. Isso também se deve ao fato de vários ônibus, que consigo traziam headbangers de todo o Brasil, sejam elas excursões de SC, RS, PR, SP ou MG.

Enquanto isso, o palco estava sendo preparado antecipadamente e de forma muito organizada por roadies e equipe técnica da Armored Dawn, que se apresentaria no sábado à noite. Em conversa com Phill Lima (tour manager e mentor do Over Metal), o produtor cedeu algumas dicas relacionadas a desenvolvimento de festivais. Além disso, ele também expôs sua visão sobre o OTA, que de acordo com Phill se figura entre os principais fests do Brasil e também mantém seu público a cada edição.

A Overblack pontualmente subiu ao palco do Otacílio Rock Festival, o grupo blumenauense fez um repertório apenas de canções autorais e exibiu seu álbum “Still Burns”. Muito peso, agressividade e a celeridade de sempre marcaram a exibição dos músicos.

Overblack (SC)
De Timbó - SC, a Volkmort extasiou os presentes no evento e fincou seu Doom com presença nítida do Death/Black Metal. Mesmo com alguns pequenos problemas de retorno, por parte da sonorização, os músicos esboçaram a obscuridade, solidez e o experimentalismo natural nas suas apresentações.

Volkmort (SC)
Mais de 1300 km separam Belo Horizonte - MG de Otacílio Costa, e mesmo assim juntamente com sua excursão, os amigos Romagno e Karlon se surpreenderam com a estrutura do evento, que os remeteu ao tradicional Roça in Roll.

A Suburban Bastards subiu ao palco com atraso devido a problemas relacionados à van que os locomoveu. Isso foi um aditivo para os paraguaios, que puderam dar o melhor de si e fazer do palco um caos, com suas músicas próprias e sua sonoridade recheada de estilos díspares, do Punk ao Thrash Metal.

Suburban Bastards (PAR)
A Slammer de Curitiba - PR também se atrasou, pois, o baterista acabou se perdendo no caminho para o fest. Com a chegada de Bruno, os curitibanos tocaram cinco músicas em trinta minutos, para respeitar rigorosamente o horário do OTA e não atrasar as demais bandas.

Outro ponto a destacar, é a grande quantidade de bandas presentes no evento. Nomes como Ossos e Leviaethan se locomoveram de Caxias do Sul para a cidade, mesmo não estando no cast. Além dos gaúchos, integrantes dos grupos Carcanhá, Dark New Farm, Escória, Goatpenis, Juggernaut, Motorbastards, Orquídea Negra, Posthumous, Rhestus, The Torment e Vomitoxina foram alguns que presenciaram o OTA 2020.

A criciumense As The Palaces Burn enfoca o Heavy Metal com características um tanto quanto diferentes, principalmente com o peso colocado em cada canção. Recentemente, os músicos divulgaram o disco “End’evour”, seu primeiro material.

As The Palaces Burn (SC)
Seguindo a linha, porém com um viés mais tradicional, a Syn TZ de Balneário Camboriú - SC vêm tomando um grande espaço no cenário catarinense. Com canções bem trabalhadas, refrões fáceis de ser compreendidos e por uma presença de palco ímpar, o grupo trouxe um grande público a frente do palco do OTA.

Syn Tz (SC)
No evento, havia também muitos organizadores de festivais, como o Agosto Negro, Iceberg Rock Festival, Laguna Metal Fest, River Rock Festival, Rock in Hell do Campo, Rock in Santa, Rock no Lago e Um Dia Livre Rock Festival. Todos mostrando que a união tem que ser colocada na prática.

Uma das bandas mais aguardadas, a Drowned com seu Thrash Metal, estremeceu as estruturas do evento.  Pesado, rápido e coeso, os mineiros perambularam pelos seus álbuns clássicos, e a cada música uma catástrofe diferente, como o caso de “Bio-violence” que levou a um mosh literalmente violento.

Drowned (MG)
Com um mistério pairando o ar, as cortinas foram fechadas para o show do Armored Dawn. O fã-clube da banda denominado “Sou Dragon Club” tomou à frente do palco e cantavam a cada canção que os paulistas reproduziam. O frenesi ecoava na Fazenda Cambará e o Power Metal misturado a pinceladas de Heavy Metal eram executados no evento.

Armored Dawn (SP)
Durante a apresentação, a banda Armored Dawn em parceria com a Rádio Cidade cedeu uma guitarra a um jovem garoto chamado Murilo. O rapaz de 21 anos é otaciliense e tem uma vida humilde trabalhando na agricultura, ele precisa fazer uma cirurgia no joelho e não possui condições de pagar. Então, os organizadores do Headbangers Otacílio (Grupo de metalheads da cidade) estão no desenvolvimento de uma rifa para ajudar nos custos da locomoção de Murilo para São Paulo - SP. Enquanto na capital paulista, o jovem estará sob cuidados do vocalista da banda e também médico Eduardo Parras.

As mídias independentes também demonstravam seu trabalho no OTA 2020, além da Urussanga Rock Music, o Underground Extremo (Luiz Harley Caires e Carina Langa), O Subsolo (Sidney Oss Emer), Cultura em Peso (Heide Luiza, Jonathan Dino e Paloma Melzzi), Metal Com Batata (Cristiano Souza), Sinners Rock Beer (Julio Cesar), Acesso Music (Clovis Roman), Valhala Metal (Rhamon Soratto Pedro e Thalia Soares) trabalhavam para registrar o que acontecia no evento.

A Hollow de Garibaldi - RS fez uma apresentação surpreendente, com os ingredientes certos para o Thrash Metal, a celeridade e a agressividade, além de resquícios de Groove. Com um setlist autoral, os músicos expuseram as músicas presentes nos seus dois trabalhos, “Spirit Soldier” e “Downfall”.

Hollow (RS)
Enquanto o evento acontecia, a Urussanga Rock Music em parceria também com o Underground Extremo realizava entrevistas com as bandas que se apresentavam. Em virtude disso, das fotos que eram tiradas e vídeos, algumas bandas não foram possíveis de acompanhar, tais como Carcinosi, Deadnation, Saturno Alice e Skyline. Por isso, caso alguma banda tenha gravado algum vídeo, podemos anexar com os devidos créditos ao vídeo oficial do Otacílio Rock Festival 2020.

No domingo, a Alkanza de Laguna - SC fez os headbangers baterem cabeça cedo. Com suas músicas em português, o grupo lagunense metralhou a todos com seus riffs rápidos.

Alkanza (SC)
A redatora do Cultura em Peso, Heide Luiza, definiu o festival em poucas palavras, como um “grande evento, com uma ótima estrutura, qualidade de som, preços acessíveis e uma admiração a todos os envolvidos”.

A Isla de La Muerte de Blumenau - SC, contagiou todo o público presente com a sua atmosfera pirata. O Folk apresentando pelos músicos se personifica também pelo espectro visual e artístico de sua performance. O elixir dos sete mares passava de mão em mão, enquanto os marujos e marujas se deliciavam com danças típicas do além-mar. Além das canções próprias que vão estar no Ep “Vagas Abertas Para Capitão”, o grupo encerrou a exibição com “Vodka” do Korpiklaani.

Isla de La Muerte (SC)
Comemorando 20 anos de estrada, a Rhasalon simplesmente dispensa comentários. Os riosulenses avançam num Heavy Metal com moldes totalmente tradicionais e num clima perfeito para os metalheads ingressarem nas rodas punks.

Rhasalon (SC)
Encerrando o Otacílio Rock Festival 2020, a headliner Korzus se apresentou pela segunda vez no evento. Depois de nove anos, o grupo paulista retorna à cidade com a sua pancadaria habitual, seus riffs técnicos e sólidos e em uma performance que dá inveja a muitas bandas. No show dos mesmos, não poderiam faltar “Legion”, “Discipline Of Hate”, “Guerreiros do Metal” “Truth”, além de “Correria” que possibilitou um mosh destruidor e com direito aos músicos descendo do palco para tocar com os headbangers.

Korzus (SP)
O editor e redator do Sinners Rock Beer de Curitiba - PR, Júlio César também deixou a sua impressão sobre seu primeiro Otacílio: “O OTA foi uma grande surpresa, o festival mostra um fôlego incomum, se levarmos em conta a dificuldade para se manter viva a chama do underground. Com uma seleção de bandas qualificadas, tais como o Korzus, o Suburban Bastards, a Slammer, além das bandas catarinenses e gaúchas, o OTA também se destacou pela organização.

Pela terceira vez no Otacílio Rock Festival, a headbanger Thatieli Heinzen se deslocou de Campos Novos - SC com sua excursão e definiu o OTA como um local ímpar. “O que mais me chama a atenção é o fato de sempre fazer novas amizades, o público simplesmente é o melhor, totalmente receptivos. E para fechar com chave de ouro esse ano, o Korzus, muita pancadaria envolvida no mosh, estou voltando para casa com vários hematomas e um gosto de quero mais”.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

3° Portinho Rock: Evento reúne oito bandas e se destaca pela a ação social

No próximo domingo (09), a cidade de Imbituba- SC recebe a terceira edição do Portinho Rock. O evento mantém o apoio da Associação Cultural Portinho da Vila.

Cartaz
Com entrada gratuita, o festival começará às 10h e contará com a exposição de artesões locais, oito bandas, além de ter um viés social com a arrecadação de fraldas e produtos de higiene pessoal para o asilo de Imbituba- SC.

Os fazendeiros da Dark New Farm trazem ao evento, músicas que já conhecidas pelo público da região. Com forte influência de New Metal, a banda de Nova Fazenda tem como material, o Ep “Farm News” que é recheado de músicas com o contexto político-social.


A criciumense Antítese carrega consigo o tradicional Rock n Roll, através de canções autorais. A banda possui três trabalhos, o disco “Ser Igual”, o ep “Despertar” e o videoclipe da faixa homônima “Ser Igual”.


Uma das principais bandas da zimba, a Fishmen está na ativa desde os anos 90 e é um destaque no litoral sul catarinense. Em 2012, o grupo divulgou o videoclipe da música “Before We Call For Help”.

Criada em 2019, a Violent Crisis de Criciúma- SC é formada por integrantes experientes e conhecidos do cenário musical. O grupo expões canções autorais e covers de Thrash Metal.

A Faith No Men de Garopaba- SC fará um cover da banda Faith No More e trará clássicos do grupo. E as pratas da casa The Folks e The Basement irão expor clássicos do Rock n Roll. Enquanto a Hallten aposta na versatilidade do Stoner Rock.

Dia: 09 de fevereiro
Ingressos: Gratuito
Local: Portinho da Vila, Imbituba- SC

domingo, 10 de novembro de 2019

Grito da Terra: A arte, a cultura e a música resistem e permanecem sinérgicas

A cidade de Concórdia- SC vai receber mais uma edição do tradicional evento psicodélico, Grito da Terra Rock Festival.

Cartaz
O festival lembrado por seu âmago artístico e também pela conexão com a natureza traz a todos uma atmosfera ímpar e saudosista em meio a um momento caótico vivido com a ascensão do conservadorismo.

O Grito da Terra Rock Festival vai receber 19 bandas, intervenções culturais, espetáculos teatrais, oficinas, tarô, yoga com musicoterapia, o grupo Marreca Blues Brothers e a participação de Gabi Leal explorando o Blues, a MPB e outros estilos. O show da artista independente vai acontecer ao redor de um rio.

A banda Ave Sangria trará uma bagagem de 50 anos de atividade. Com clássicos como “Pirata”, “Dois Navegantes”, “Vendavais” e “Seu Waldir”, os pernambucanos ainda apostam na psicodelia, na sinestesia e nas metáforas literárias características em suas composições.


Originários de João Pessoa, a Glue Trip é um duo experimental que carrega as nuances de um projeto inovador e totalmente conceitual. O grupo já possui em sua discografia, dois trabalhos, o Ep “Just Trippin” e o seu disco homônimo.


A Mulamba de Curitiba- PR carrega nas temáticas de suas letras o emponderamento, a desconstrução e uma linguagem poética. As músicas explicitam o Rock e a MPB através de uma performance representativa que também é presente nos seus audiovisuais divulgados. 


Formada em 2012, por Adriano “Baga” Rottini e Leandro “Pirata” Rosa, a Baga-Pirata é instrumental e tem em sua sonoridade uma miscelânea de estilos, indo desde Rock, Blues, Funk, Soul, Jazz, Reggae e muito mais.

A Bike de São Paulo é um Power Trio que enfatiza o Psych Rock e suas facetas. O grupo possui diversos materiais, tais como “1943” e “A Montanha Sagrada”, em ambos é possível perceber o misticismo e o hermetismo.

Com aquela atmosfera gostosa de uma melodia suave e ao mesmo tempo sólida, a Carlota Joaquina de Chapecó- SC chega ao Grito na difusão do seu novo videoclipe “Dirigível”. Os chapecoenses possuem três materiais, o álbum “Vou te Roubar”, um DVD e o ep “De Volta ao Início” que intencionalmente preserva características do início da banda.


A Gepetos carrega um viés experimental ao ingressar em sua sonoridade elementos de Jazz, Rock, Brasilidades e Música Erudita. A banda de Passo Fundo- RS trabalha com dois materiais, seu primeiro disco homônimo e “Tudo Lá”, divulgado em 2013.

O projeto instrumental Mar de Marte de Erechim- RS é um dos mais promissores do interior do estado. Com um estilo próprio, um clímax minimalista e investindo no cósmico e no intimista, o grupo inova através do seu Ep e de seus videoclipes.


Ativa desde 2014, a banda Não Alimente os Animais exibe um Rock Alternativo com um instrumental síncrono e totalmente técnico. Os sul-caxienses possuem destaque no cenário musical do Sul e isso se dá através do seu álbum homônimo que contém oito faixas.

A representante internacional é a Naked de Belgrado- Sérvia. Com uma proposta diferenciada, os músicos apostam numa mistura de Grooves Mundiais e de Jazz. A identidade musical diferenciada é encontrada por arranjos ricos e enérgicos.


Naturais de Porto Alegre- RS, os músicos da Nobs exibirão um Rock com pitadas clássicas ao entorno de composições em inglês. “Lab Album”, “Starmachine” e “Tragic Magic” são os discos da banda porto-alegrense.  

A Pevê e os Postulados irão expor canções próprias do Folk Rock ao Rock Clássico. As músicas em português são uma das peculiaridades do projeto.

Com nome um tanto quanto sugestivo, a Pepe Mujica Band traz o Rock Alternativo e suas especificidades.

A Picanha de Chernobill é experimental e cria sua própria atmosfera, com seus nomes incomuns para composições, criatividades nos audiovisuais e a versatilidade nos arranjos do instrumental. Os músicos possuem quatro materiais, “Picanha de Chernobill”, “O Velho e o Bar”, “O Conto, a Selva e o Fim” e o mais recente “Sobrevive”.


Advindos de Rio Grande- RS, a The Experience Nebula Room é instrumental e carrega referências setentistas e psicodélicas. Com uma sonoridade muito bem apresentada, os músicos esboçam três eps e um disco denominado “Ouroboros”.

Com uma ideia diferenciada sem a ingressão da guitarra, a Two Step Flow é uma explosão elementar de Jungle Rock. O baixo e a bateria cadenciam-se e criam uma nova atmosfera que devidamente introduz à sonoridade um Rock californiano swingado e traços do Metal Moderno.

Com influências do Rock Gaúcho e Britânico além de ter um nome consolidado no cenário catarinense musical, a chapecoense Variantes carrega quase 15 anos de carreira. Na divulgação do seu novo álbum “Pra Variar”, o grupo pretende usar o Grito Da Terra para solidificar as músicas atuais.


A Vlad V é um ícone do Rock Catarinense e misturará sua renomada psicodelia ao projeto Máquina Seca que também enfatiza músicas em português e releituras de grandes artistas nacionais. O show vai ser único e consequentemente enérgico, subterfúgios alguns poderão tirar o clima da bela performance dos grupos.

Dia: 14/11 a 17/11
Ingressos: R$150,00
Local: Linha 24 de fevereiro, Concórdia- SC 

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