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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Saturno Alice: em disco repleto de esoterismos, banda transcende psicodelia

“Surgida na festa do solstício sob a égide das estrelas e da Via Láctea”, assim se denomina a banda lageana de Acid Rock, Saturno Alice. Formado há três anos, o grupo que lançou seu disco “Auro” no período da pandemia, se apresentará no Iceberg Rock Festival, em torno da fogueira. A banda traz como influências, Rival Sons, Radio Moscow, Neil Young e artistas brasileiros como Mutantes, Secos e Molhados e O Terno.

Foto: Divulgação

Com sete canções, o disco traz elementos psicodélicos e arranjos progressivos, além de trazer à tona a vicissitude de composições ora complexas, ora imersivas. “Europa”, é o pontapé inicial nesta transcendental viagem que os lageanos nos proporcionam. A composição traz a história da Deusa que encantara Zeus.

Com 01:53 min, “Ametista” é a canção mais curta disco. Nela, há riffs constantes e a letra faz uma brincadeira com as palavras em uma espécie de aliteração. Já “Pacto de Fausto” – uma de minhas preferidas – traz uma sonoridade setentista e um solo descomunal.  A essência remete a figuras místicas ao enfatizar a lenda alemã de que “Fausto” faz um pacto com um demônio e se torna servo dele.

A quarta faixa denominada “Anjo Caído” é mais lenta e cadenciada. A composição salienta elementos e signos da natureza que mostram sua intensidade através de “um anjo alado e calado caído na rua”. Uma das poucas canções escrita em inglês, “Pressure”, traz influências da banda lageana, Jambock Sul. Na letra, a Saturno Alice evidencia referências de “Darth Vader” e “Homer Simpsons”, em detrimento de uma vida pacata mas cercada de angústias.

Com 06:38 min, a música mais longa do disco é “Saturnismo”. Ela possui uma Introdução psicodélica e a letra narra um estado alucinógeno em que o protagonista aos poucos vai esmorecendo. “Morning Star” é o encerramento do material. Aqui é possível perceber, uma faixa mais provocativa, mais rápida e que flerta com a simbologia esotérica.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Marenna: banda mostra que o Hard Rock continua mais vivo do que nunca

Formada em 2014 na frígida Serra Gaúcha em Caxias do Sul, a banda Marenna traz um novo conceito no que tange ao Hard Rock, uma vez que incorpora em sua sonoridade, elementos díspares desde o AOR, pinceladas de Heavy Metal e aditivos de Melody Rock. O fundador do grupo, Rod Marenna, possui mais de 30 anos de atividades e é considerado um dos grandes expoentes do estilo no país.

Foto: Roger Clots

Um ano após o surgimento, os músicos difundem seu primeiro trabalho, trata-se do EP “My Unconditional Faith”, no qual traz quatro canções, “You Need To Believe”, “Like an Angel”, “Keep On Dreaming” e “You Need To Believe” de forma acústica. Rapidamente o grupo ganhou notoriedade no cenário e com isso lançou o precioso “No Regrets”. Com arranjos incríveis, solos com grooves na dose certa e composições super bem construídas, a Marenna apresentou seu primeiro disco.

Em 2018, o grupo divulga “Livin’ No Regrets”, registro em formato ao vivo da “No Regrets Tour”, gravado em Caxias do Sul em 2016. Este material conta com 13 músicas, basicamente com o álbum “No Regrets” na íntegra, com exceção de “The Price”. As quatro restantes são as que integram o EP “My Uncoditional Faith”. No ano seguinte, a banda aceita convite para tocar no Iceberg Rock Festival, em Lontras, um dos maiores festivais de Santa Catarina.

Após três anos sem lançamentos, os músicos difundem “In Your Face”, um acústico com ênfase em arranjos simplificados de Voz e Violão, gravados totalmente ao vivo, sem edições, em um formato simples e underground. Em 2021, os gaúchos apresentam o EP “Pieces Of Tomorrow”, material este contendo oito faixas.

Recentemente, a banda difundiu “Voyager”, seu novo disco de estúdio, que trouxe canções inéditas, no entanto que já caíram no gosto dos metalheads e headbangers. Canções como “Breaking The Chains”, “Wait” e a mais recente “Out Of Line”, a qual ganhou um videoclipe e traz o que de mais cru pode ter no Hard Rock.

A Marenna se apresenta no dia 14 de janeiro (sábado) pela segunda vez no Iceberg Rock Festival 2023. O cast do evento contará ainda com Goaten, Attomica, Distraught, Saturno Alice, Affix HC, entre outras bandas do cenário Rock/Metal.

Formação Atual:

Rod Marenna (Vocais/Backing Vocals)

Luks Diesel (Teclados/Backing Vocals)

Edu Lersch (Guitarra)

Bife (Baixo)

Arthur Schavinski (Bateria/Backing Vocals)

 

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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Attomica: lendária banda de Thrash Metal é anunciada no Iceberg Rock Festival

Provenientes de São José dos Campos - SP, a banda de Thrash Metal, Attomica dispensa apresentações. Com 37 anos em atividades, o grupo é um dos tradicionais do estilo a nível nacional, pois a cada exibição traz seus clássicos “Deathraiser”, “Ways Of Death”, “Kill The Hero”, entre outros, que se convergem a um cenário caótico de riffs céleres.

Foto/Divulgação

Ao todo, os músicos carregam dez trabalhos, divididos entre demos, Eps e discos. Não há como nos esquecer do precioso homônimo “Attomica” ou do clássico “Limits Of Insanity”, material que impulsionou o reconhecimento da banda, a tornando um dos ícones do Thrash Brazuca. Mas no álbum de 91, o grupo chega a seu ápice e lança a obra prima “Disturbing The Noise”, juntando a técnica e o estrondo sonoro, já característico dos paulistas. Após uma longa pausa, os músicos voltaram à tona em 2009 e três anos depois lançaram o seu novo trabalho, denominado “4”.

Em 2017, os paulistas participam pela primeira vez do Otacílio Rock Festival em um show épico na Fazenda Cambará. Dois anos depois, os músicos voltariam ao estado, mas dessa vez para participar do Iceberg Rock Festival 2019. Com um CD lançado no ano anterior, “The Trick”, a banda mesclou seus velhos clássicos com as novas músicas presentes no material.

Desde o ano de 2020, com uma nova formação, o baixista e vocalista André Rod divide o palco junto com o baterista Marcelo Bozó e com o guitarrista Danilo Martins. Em janeiro de 2023, os músicos estarão mais uma vez em terras catarinenses, para mais uma edição do Iceberg Rock Festival, a primeira sob a atual formação.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Iceberg Rock Festival: décima edição marca a volta dos festivais catarinenses

Nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, os roqueiros e amantes do Rock/Metal do Sul do país estiveram presentes no Iceberg Rock Festival - evento que comemorava seu décimo ano de atividades-, na cidade de Lontras, Alto Vale Catarinense. Juntamente com o canal Metal Valhalla, nos deslocamos ainda na sexta-feira em direção ao “Ice”, carinhosamente chamado pelos headbangers. 

Mais de 280 km, serras e condições climáticas diferentes marcaram seis horas de viagem. Chegamos ao tradicional Camping Paraíso, com o término da banda riosulense Captain Cornelius, que ávidos por uma diversão, contagiaram o público presente. Mesmo não estando presente nos shows das bandas anteriores, a atmosfera no festival, era só uma, a felicidade de acompanhar um evento depois de quase dois anos de pandemia. 

Com o amanhecer do dia, foi mais visível notar as modificações, seja no camping, com alterações precisas relacionadas ao palco, ao icônico morro, à piscina disponível e uma variedade de comidas e também de bebidas, podendo suprir a necessidade dos vegetarianos, abstêmios, bebuns profissionais, e de qualquer um que procurasse por um bom lanche. 

O organizador Marcos Valério, feliz e contagiado pelo clima do evento, conta que os resultados superaram as expectativas. “O Iceberg entrou com tudo no cenário dos festivais. O público comprou a ideia e houve venda recorde de ingressos, fato antes nunca ocorrido.”

Os atrativos naturais também foram um destaque desta edição. As trilhas regadas à conexão sinérgica com a natureza, os rios, cachoeiras e quedas d'águas nunca foram tão acionadas pelo público, que em estado de êxtase - e com muito calor- aproveitava as belezas do Camping Paraíso. 

Acostumado em realizar festivais, o organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest, Danniel Bala, lembrou da força dos eventos e da união dos mesmos. “Houve uma renovação do público. Um exemplo disso é o ICE, pois há muitos amantes do Death/Black Metal, dos estilos mais pesados que compareceram ao evento e retornarão nas próximas edições”. 

As barracas, gazebos, sacos de dormir e quiosques tinham pessoas que vieram de várias regiões do Sul, seja de Curitiba, Porto Alegre, ou cidades como Tubarão, Blumenau, Joinville e Brusque, que trouxeram muitos adeptos ao estilo. Além disso, bandas como Overblack, Soulthern, The Torment Horde, Juggernaut, Despair Shadow Void, Sodamned, Volkmort, Luciferiano e Apócrifos, mesmo sem se apresentarem, estiveram com alguns de seus integrantes presentes no evento. 

Cotado à primeira apresentação, o vocalista da Vlad V, Jean Carlo, por problemas pessoais não conseguiu comparecer, assim como a Saturno Alice de Lages (no qual um integrante testou positivo para Covid-19), e o músico escocês Jimi Jamieson Band, que também teve a apresentação cancelada. Mas nada abalou ou interferiu no andamento das atividades. 

A Pressure Gain de Blumenau foi o primeiro grupo a subir no palco do sábado. Com uma mescla de covers de Hard Rock e Classic Rock, a banda surpreendeu o público, ao apresentar suas canções autorais, Crazy Night, Lonely Soul e There Is No End com a presença de duas frontwomen. 

Enquanto isso, a garoa se instalava no Camping Paraíso, e a Battalion colocava seus 15 anos de atividades no palco, ao protagonizar uma catástrofe de riffs céleres e com o peso descomunal, que é característico da banda. 

A Carttada de Curitiba - PR fez um show surpreendente. Com suas músicas autorais, protagonizou rodas e moshes, que com a tradicional lama, turbinou ainda mais os metalheads. Como ninguém é de ferro, os integrantes que voltariam a se exibir com o Mortorbastards, deram espaço para uns riosulenses que a cada show estão melhores e mais síncronos, a Balboa’s Punch, que nocauteou os presentes com sua sonoridade agressiva. 

E mais agressivos do que nunca, a Motorbastards trouxe os clássicos do Motorhead. Como último show da banda, Carlos Nunes, evidenciou cada riff dos britânicos da maneira mais intensa possível, rendendo novamente, algumas rodas punks. 

Uma das headliners, a Hillbilly Rawhide ingressou no palco em um momento mágico para o evento, com o acendimento da fogueira e uma a quebra do clima, possibilitando uma atmosfera mais cadenciada, executada pelo Country Rock, Bluegrass e Psychobilly dos paranaenses. No show, os músicos tocaram seus maiores sucessos, “Vida de Bandoleiro”, “Caramuru Calibre 32”, “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “O Enxofre e a Cachaça” e canções do novo álbum. 

O domingo amanheceu com “um sol para cada um”, e a Pedrada que não tinha nada a ver com isso, acordou os headbangers e trouxe os menos acalorados para frente do palco, com a execução de seu Thrash Metal potencial. Logo em seguida, a Raging War deu continuidade na desgraceira, se consolidando como uma das maiores bandas de Santa Catarina. Durante a apresentação dos brusquenses, o vocalista Rudi Vetter dedicou a canção “Strength for Better Days” em homenagem ao headbanger Diego Luz, morto no ano passado, vítima de acidente de trabalho. Diego era um ávido frequentador dos festivais em SC, e nesse Iceberg com certeza estaria participando. 

A Gueppardo estava na divulgação do seu novo trabalho “I Am The Law”. Sempre bem técnicos e postados, os gaúchos trouxeram os metalheads para frente do palco através de seu Heavy Metal/Hard Rock. A última a se apresentar carregava consigo 36 anos de estrada e clássicos como “Surrender”, “Christmas Night”, “Miss You”, “The Darkness” e tantos outros que se situam entre os hits do Heavy Metal brasileiro até os dias de hoje. Oscilando entre os vocais de Boca e Felipe Holmack, o Orquídea Negra finalizou o festival com chave de ouro. 

Em março, nos dias 05 e 06 será a vez de mais um grande dos festivais de Santa Catarina. O Otacílio Rock Festival fará sua 15ª edição, e o line-up está cada vez mais completo e recheado de música de qualidade.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Iceberg Rock Festival: edição de 2022 será a mais grandiosa do evento

Comemorando o seu décimo ano de atividades, o Iceberg Rock Festival, tradicional evento que ocorre anualmente na cidade de Lontras, localizada no Alto Vale do Itajaí, ressurge os fests catarinenses depois de um momento marcado pela pandemia da Covid-19, no qual restringiu a possibilidade de realização dos mesmos.

Foto/Divulgação

Obviamente, ainda em um período de pandemia, com medidas cautelares e sanitárias vigentes, o festival gradativamente retorna, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro com todos os protocolos cumpridos. Inclusive no que tange a um amplo espaço, pois o Camping Paraíso, lugar que recebe o evento, tem uma enorme estrutura e o Iceberg será realizado de forma Open Air.

E falando no lugar que será idealizado o fest, o camping é simplesmente deslumbrante, pois possui várias trilhas, piscinas, fica localizado próximo às margens do Rio Itajaí-Açu e é caracterizado por ser detentor de uma estrutura ímpar, com um palco peculiar em cima de um morro, que proporciona moshes, rodas e diversões que engrandecem cada vez mais o evento. Seus organizadores já possuem um nome consolidado no cenário musical catarinense, Marcos Valério e Lu Oliveira sabem como ninguém, desenvolver shows e festivais. Desde as primeiras edições, promovidas através de um porão, em Rio do Sul, o Iceberg carrega em sua essência, o espirito Woodstock, seja pelo Paraíso, por sempre expor uma miscelânea de estilos e por receber pessoas de todas as raças, credos, orientações sexuais ou ideologias.

A Urussanga Rock Music está voltando à ativa ao cobrir novamente os festivais e deixar sempre o seu legado, de valorizar as iniciativas, contribuir com as bandas e ser um espaço necessário para a difusão da música autoral.

A headliner do fest é a Hillbilly Rawhide, tradicional banda curitibana que flerta com o Country Rock, o Bluegrass e com a música caipira. Junção de estilos que proporcionou ao grupo diversos álbuns, como os clássicos, “Ramblin' Primitive and Outlaw”, “Lost and Found” e “FNM”. Outro destaque da Hillbilly são seus videoclipes cinematográficos, como seu hit, “O Enxofre e a Cachaça”.

Lembrada por ser um cover da banda britânica Motorhead, a Motorbastards de Curitiba mudou sua denominação e passa a se chamar “Carttada” e com isso, estão apostando no autoral. Inclusive, relançaram recentemente os dois discos de canções próprias, “We Are Bastards” e “Divisão Rock n Roll”.

Com trinta e cinco anos de atividades, o Orquídea Negra é considerado uma das maiores bandas do Heavy Metal brasileiro. “Who’s Dead”, “Orquídea Negra” e “Blood Of Gods” são três obras-primas do estilo e seus clássicos, como “Surrender”, “True Soldier”, “Miss You” e “The Darkness” não podem faltar nas playlists dos que comparecerão ao Iceberg Rock 2022.

A Battalion, Heavy Metal de Itajaí também possui uma bela trajetória, pois o grupo está desde 2005 na ativa e seus dois discos, “Empire Of Dead” e “Bleeding Till Death” mostram porque é considerada uma das bandas mais respeitadas de SC.

Os amantes do Hard Rock também estão representados, uma vez que, os porto-alegrenses da Gueppardo estarão em terras catarinenses mais uma vez difundindo seus trabalhos, com destaque para o baita disco, o recente “I Am The Law” lançado esse ano.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, os músicos difundiram seu novo trabalho, o Ep “The Last Tree” divulgado em junho desse ano.

Desde 2014 na ativa, a Captain Cornelius de Rio do Sul – SC, diverte e encanta o público em cada show que se apresentam, seja através do visual irlandês, das músicas dançantes ou da versatilidade dos integrantes. Com uma sonoridade que remete ao Irish Punk, os músicos trazem como referências, The Dreadnoughts, Flogging Molly, Dropkick Murphys, Wolfe Tones, Korpiklaani, Alestorm, além das suas canções autorais lançadas recentemente.

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.  O grupo possui três videoclipes disponíveis através da plataforma do YouTube, “Crazy Night”, “Lonely Soul” e o mais recente “There Is No End”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. O grupo lançou em 2019 o disco “Auro”, composto por sete canções.

Os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Imagine uma banda que mescle Groove e Thrash Metal. Isso só pode resultar em peso e celeridade, e é que promete os joaçabenses do Pedrada. Atualmente, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de canções autorais, como a faixa “Torture Engineering”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao Iceberg e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

O líder, guitarrista e vocalista Jean Carlo,  da banda clássica Vlad V irá executar seu projeto solo acústico, com novas canções e hits que marcaram a vida do cantor blumenauense.

Jimi Jamieson é um cantor escocês que está morando em Blumenau e através do seu trabalho, Jimi Jamieson Band pretende tocar clássicos do Rock n Roll. A banda Jordan de Taió fará a conexão entre o Folk e o Stoner, enquanto Woesley Johann tocará o precioso Rock dos anos 80. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

IV Iceberg Rock Open Air: (Resenha)

No último final de semana aconteceu o IV Iceberg Rock Festival (Open Air). Os organizadores Marcos Valério e Lu Oliveira predestinados a surpreender o público novamente trouxeram grandes atrações, algumas inéditas, outras já conhecidas e umas que levantaram o palco do evento.


E por falar em paisagem, o Camping Paraíso é um verdadeiro cenário deslumbrante. Lá encontra-se uma parte do Rio Itajaí Açu (Um dos Maiores de SC), uma piscina gigante, um amplo espaço para acampamento, chuveiros elétricos, bangalôs e tudo de mais belo que a natureza nos proporciona.

O dia de sexta-feira começou corrido, tanto para o público, quanto para às bandas, de nada a forte chuva atrapalhou, pois, todo o campo ficou coberto de lama, o que deixou ainda mais extasiados os metalheads e headbangers presentes. A primeira banda a se apresentar apenas personificou a distinção dos estilos presentes no saudoso ICE, a Deeroots de Rio Do Sul – SC regionalizou Lontras com cover de Dazaranha e John Bala Jones além de suas canções autorais, como “De Boa Na Lagoa” que recentemente angariou um clipe no YouTube.

Em seguida, a Tosse Harmônica mesclou Punk, Hardcore e Rock N Roll através de suas músicas ímpares e icônicas. O frissom foi tomado e o público viu de perto a performance do guitarrista Jhonatan e seus riffs céleres como a Johnny B Good do Chucky Berry e também, o clássico dos riosulenses “De Uma Jam Te Copiei”. Assim foi o show dos músicos, alternando entre cover e autoral, entretanto expondo para todos a musicalidade peculiar da Tosse.

A Tanger Tap fez juz ao lema do Iceberg, “Feito Por Quem Gosta Para Quem Gosta de Rock” devido às suas releituras clássicas da música, nomes como The Doors, Pink Floyd, Buddy Guy, Ozzy Osbourne, Led Zeppelin e até Celso Blues Boy não faltaram no repertório da terceira banda de Rio Do Sul – SC a tocar. Outro ponto a ser levantado é a voz rouca e sólida do vocalista Marcio Cardozo que impressionou os presentes.

Sábado nasceu o sol em Lontras e os headbangers foram lavar suas roupas totalmente cheias de lamas e também é claro desfrutar-se da extensa piscina. Nós da Urussanga Rock Music perambulamos o festival e encontramos pessoas notórias para o Metal Catarinense, uma delas é a Vanessa Boetcher, uma frequentadora assídua e escritora da mídia independente Cultura Em Peso que também estava a fazer a cobertura sobre o evento.

O festival também contou com acústicos em um segundo palco ao lado do bar. E o primeiro músico a dar as caras foi Pedro D’Almada, assim seguido por Flavio Jofrée e Paninho de Roupa Velha. As três apresentações foram díspares, enquanto o primeiro apresentou mais músicas autorais, o segundo exibiu uma performance acústica que relembrou clássicos como Blues Etílicos, Raul Seixas, Zeca Baleiro e Nando Reis e o trio que fechou às apresentações do Palco 2 nos mostrou a preciosidade do Rock n Roll clássico como Led Zeppelin e The Doors.

A chuva caiu novamente de forma torrencial e nós tentamos se abrigar perto da barraca e com isso perdemos uma das atrações mais esperadas que consistia na Um-Banda, o qual um rapaz era um multi-instrumentista que interagia com o público mostrando todas as características de seu estilo inovador e que constitui em transpassar a arte através de uma roda que aos poucos entrava no clima do espetáculo.

Um dos momentos mais aguardados foi quando houve uma reunião de produtores de festivais de todo o estado, que haviam se deslocado até lá com o intuito de decidir o futuro do Rock/Metal do estado. O guitarrista da banda Khrophus, Adriano Ribeiro exibiu um projeto de uma associação de organizadores que mantém o propósito de formalizar uma verdadeira união em prol do estilo. Ou seja, a pauta focou-se na exposição dos “gargalos” dos festivais e de suas soluções e de como SC poderia se tornar o estado dos festivais de Metal. Muitas opiniões, detalhes e ideias foram ouvidas, porém todas as mesmas serão gradativamente divulgadas pelos presentes associados. Na reunião estavam além de nós, os organizadores Adriano Ribeiro (Khrophus, River Rock), Ariel Frenzel, Larissa, Regiane e Adilson Frenzel (River Rock), Danniel Bala (Agosto Negro, Laguna Metal Fest e Tubarão Metal Fest), Denilson Luis Padilha e Elienai Souza (Otacílio Rock Festival), Nani Poluceno (Também integrante do Otacílio e do SC Metal Fest), Simone (Demone In Hell), Marcos Valério (Iceberg Rock), Cleiton Falcaozinho e Tailana Furni Torres (Rock In Hell Do Campo), Thomas Michel Antunes (Santana’s Sunday) e Dorneles Pereira, Douglas e Henrique (Um dia Livre Rock Festival).

A todo vapor seguiu-se o festival, a Soulthern mostrou ser um dos prodígios do Heavy/Thrash Metal do estado. Com majoritariamente de suas canções reproduzidas de forma autoral, tais como “Pillage The City”, “Midnight Wild”, “Christine The Killer” entre outras. Os brusquenses nos apresentaram o caos e a destruição através do instrumental técnico e conciso evidenciado em cada riff reproduzido.

Logo em seguida subiu aos palcos a banda Código de Bar, originária de Schoreder. Os músicos apresentaram covers de diversos nomes clássicos do Rock n Roll, como AC/DC, Raimundos e Velhas Virgens. A banda chamou atenção especialmente por tocar uma versão do clássico sertanejo "As Andorinhas".

Pela segunda vez o Krucipha se apresentou no ICE e novamente os paranaenses realmente devastaram o Camping Paraíso. Com uma mistura de Groove Metal e Death/Thrash Metal, os músicos praticamente só apresentaram canções próprias, tais como as tradicionais “FOMO”, “Acceptance” e “Reason Lost”. Um dos destaques do show foi quando o vocalista André Nisgoski da banda Macumbazilla subiu ao para cantar a canção “Bureaucrap” ao lado de Fabiano Guollo. Do outro lado, os fãs realmente faziam rodas destruidoras somadas ao barro, a agressividade dos riffs e aos moshes avassaladores.


A Captain Cornelius trouxe consigo seu som característico, e é claro, os singulares trenzinhos e danças que não podem faltar em uma noite de show. Os músicos mostraram para todos os bebuns, a magia, diversão e descontração através das suas releituras Folk Metal de clássicos como Dropkick Murphys, Korpiklaani, Flogging Molly, Paddy And The Rats, Matanza, entre outras bandas. Durante a apresentação dos riosulenses, a violinista Tamiris Battisti pôde agregar à sonoridade do grupo uma vez que a mesma fez uma grande performance no show inteiro. 

Enfim, subiu ao palco um dos grupos mais esperados. A Motorocker fez seu primeiro show no fest e relembrou grandes clássicos do Rock n Roll brasileiro como “Rock Na Veia”, “Homem Livre”, “Igreja Universal do Reino do Rock”, “Blues do Satanás”, entre outras canções. Os paranaenses fizeram um show extenso, movimentando todo o público, interagindo com os headbangers e expondo toda a espontaneidade já conhecida dos músicos.

Acendeu-se uma fogueira e mulheres ciganas trouxeram suas canções peculiares. A Dannah de Kayla em uma de suas vertentes exibiu-nos um encantamento e uma magia surreal ao reproduzir canções diferentes, porém que casavam muito bem com o clima. Todas as pessoas presentes na roda puderam desfrutar e dançar com as músicas que as curitibanenses tocavam. Foi simplesmente encantador ver em plena madrugada depois de um dia grande com várias atrações, o público mutuamente participando da apresentação.
No domingo, nós deslocamo-nos para Lages ainda cedo e isso impossibilitou de vermos a última apresentação, que seria da banda Groove Brothers de Rio do Sul – SC no Palco 2 (Acústico).


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