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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Iceberg Rock Festival: edição de 2022 será a mais grandiosa do evento

Comemorando o seu décimo ano de atividades, o Iceberg Rock Festival, tradicional evento que ocorre anualmente na cidade de Lontras, localizada no Alto Vale do Itajaí, ressurge os fests catarinenses depois de um momento marcado pela pandemia da Covid-19, no qual restringiu a possibilidade de realização dos mesmos.

Foto/Divulgação

Obviamente, ainda em um período de pandemia, com medidas cautelares e sanitárias vigentes, o festival gradativamente retorna, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro com todos os protocolos cumpridos. Inclusive no que tange a um amplo espaço, pois o Camping Paraíso, lugar que recebe o evento, tem uma enorme estrutura e o Iceberg será realizado de forma Open Air.

E falando no lugar que será idealizado o fest, o camping é simplesmente deslumbrante, pois possui várias trilhas, piscinas, fica localizado próximo às margens do Rio Itajaí-Açu e é caracterizado por ser detentor de uma estrutura ímpar, com um palco peculiar em cima de um morro, que proporciona moshes, rodas e diversões que engrandecem cada vez mais o evento. Seus organizadores já possuem um nome consolidado no cenário musical catarinense, Marcos Valério e Lu Oliveira sabem como ninguém, desenvolver shows e festivais. Desde as primeiras edições, promovidas através de um porão, em Rio do Sul, o Iceberg carrega em sua essência, o espirito Woodstock, seja pelo Paraíso, por sempre expor uma miscelânea de estilos e por receber pessoas de todas as raças, credos, orientações sexuais ou ideologias.

A Urussanga Rock Music está voltando à ativa ao cobrir novamente os festivais e deixar sempre o seu legado, de valorizar as iniciativas, contribuir com as bandas e ser um espaço necessário para a difusão da música autoral.

A headliner do fest é a Hillbilly Rawhide, tradicional banda curitibana que flerta com o Country Rock, o Bluegrass e com a música caipira. Junção de estilos que proporcionou ao grupo diversos álbuns, como os clássicos, “Ramblin' Primitive and Outlaw”, “Lost and Found” e “FNM”. Outro destaque da Hillbilly são seus videoclipes cinematográficos, como seu hit, “O Enxofre e a Cachaça”.

Lembrada por ser um cover da banda britânica Motorhead, a Motorbastards de Curitiba mudou sua denominação e passa a se chamar “Carttada” e com isso, estão apostando no autoral. Inclusive, relançaram recentemente os dois discos de canções próprias, “We Are Bastards” e “Divisão Rock n Roll”.

Com trinta e cinco anos de atividades, o Orquídea Negra é considerado uma das maiores bandas do Heavy Metal brasileiro. “Who’s Dead”, “Orquídea Negra” e “Blood Of Gods” são três obras-primas do estilo e seus clássicos, como “Surrender”, “True Soldier”, “Miss You” e “The Darkness” não podem faltar nas playlists dos que comparecerão ao Iceberg Rock 2022.

A Battalion, Heavy Metal de Itajaí também possui uma bela trajetória, pois o grupo está desde 2005 na ativa e seus dois discos, “Empire Of Dead” e “Bleeding Till Death” mostram porque é considerada uma das bandas mais respeitadas de SC.

Os amantes do Hard Rock também estão representados, uma vez que, os porto-alegrenses da Gueppardo estarão em terras catarinenses mais uma vez difundindo seus trabalhos, com destaque para o baita disco, o recente “I Am The Law” lançado esse ano.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, os músicos difundiram seu novo trabalho, o Ep “The Last Tree” divulgado em junho desse ano.

Desde 2014 na ativa, a Captain Cornelius de Rio do Sul – SC, diverte e encanta o público em cada show que se apresentam, seja através do visual irlandês, das músicas dançantes ou da versatilidade dos integrantes. Com uma sonoridade que remete ao Irish Punk, os músicos trazem como referências, The Dreadnoughts, Flogging Molly, Dropkick Murphys, Wolfe Tones, Korpiklaani, Alestorm, além das suas canções autorais lançadas recentemente.

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.  O grupo possui três videoclipes disponíveis através da plataforma do YouTube, “Crazy Night”, “Lonely Soul” e o mais recente “There Is No End”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. O grupo lançou em 2019 o disco “Auro”, composto por sete canções.

Os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Imagine uma banda que mescle Groove e Thrash Metal. Isso só pode resultar em peso e celeridade, e é que promete os joaçabenses do Pedrada. Atualmente, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de canções autorais, como a faixa “Torture Engineering”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao Iceberg e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

O líder, guitarrista e vocalista Jean Carlo,  da banda clássica Vlad V irá executar seu projeto solo acústico, com novas canções e hits que marcaram a vida do cantor blumenauense.

Jimi Jamieson é um cantor escocês que está morando em Blumenau e através do seu trabalho, Jimi Jamieson Band pretende tocar clássicos do Rock n Roll. A banda Jordan de Taió fará a conexão entre o Folk e o Stoner, enquanto Woesley Johann tocará o precioso Rock dos anos 80. 

segunda-feira, 18 de março de 2019

Laguna Metal Fest: A força do Sul Catarinense expressa em um festival

O Sul Catarinense tem em sua essência, a proximidade com o litoral, a conexão com o RS e uma economia baseada no desenvolvimento da cerâmica, metalurgia, descartáveis, entre outras fontes. Mas não só essas áreas que movimentam a região, o nicho cultural está muito bem representado. O organizador Danniel Bala está acostumado a criar eventos e fortalecer a cena da Amurel. Em seu portfólio estão o Agosto Negro Produções, o Laguna Metal Fest e o Tubarão Metal Fest.

Foto 1: Facebook do Evento
A sétima edição do Laguna Metal Fest irá mesclar ritmos e trazer a pluralidade musical como lema. No evento que acontecerá dia 27/04, se apresentarão dez bandas, divididas entre os três estados do Sul-Brasileiro. O local para a exibição do festival é o tradicional Clube de Campo em Laguna- SC que contará com uma ampla estrutura, bar e praça de alimentação.

A banda Imperiuos Malevolence vem de mais longe, no entanto nada que atrapalhe os paranaenses. O grupo traz consigo o Brutal Death Metal com pitadas de Thrash Metal oitentista. Os músicos possuem em sua bagagem cinco full length, o homônimo “Imperiuos Malevolence”, “HateCrowdead”, “Where Demons Dwell”, “Doomwitness”, além do mais recente “Decades Of Death”.

Segunda proveniente de fora do estado, é a Cerberus de Torres- RS. Os músicos já conhecidos pelo público catarinense, pretendem trazer o seu tradicional Heavy Metal. Desde 2009 na ativa, o grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

A Posthumous é uma das headliners do evento, os criciumenses aos poucos voltam a se estabelecer no cenário catarinense. Depois da caótica apresentação no OTA, os músicos mostraram que a intersecção entre gerações fez bem para a sua sonoridade. E as tradicionais canções do “My Eyes They Bleed”, assim como as novas músicas estarão no setlist do grupo.

Syn Tz é um nome que gradativamente se expande no cenário de SC. Os balneariocamboriuenses tem como principal fator, a agressividade e a celeridade que ativam um compressor instrumental. Para ouvir o som do grupo, cabe destacar o primeiro disco para difusão “Heavy Loud”.

A Raging War caminha entre Brusque- SC e Florianópolis- SC, a cada show apresentado, se mostram ainda mais incessantes, os riffs técnicos se estendem a uma atmosfera caótica que lustram o instrumental para a destruição anunciada.

De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 14 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do estado, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”.

Representante de Laguna- SC, o grupo de Thrash Metal Alkanza é um dos principais nomes do litoral. A banda aos poucos mostra gradativa evolução e recentemente difundiram o disco “Caos Codificado” que contém dez canções e está disponibilizado nas plataformas virtuais dos músicos.

Com uma sonoridade ímpar, influências diversas e músicos experientes na cena, a banda As The Palaces Burn de Criciúma já tem alguns materiais divulgados, como “The Devil’s Hand” que estará presente no primeiro trabalho do grupo, ainda sendo desenvolvido.

A Obscurity Vision quebra o estereótipo de que “cidade litorânea só tem Reggae”, os músicos originários do Balneário Rincão- SC impõe um Death Metal cru e com pitadas de Black Metal. Com 22 anos de atividade, eles têm como difusão uma demo chamada “Obscurity Creation” e o primeiro full length “Dark Victory Day” divulgado em 2017.

A Ozz Doctor Tribute veio para cadenciar o evento e fazer releituras de um dos maiores cantores mundiais, Ozzy Osbourne.

Para a cobertura do evento, os encarregados a registrar o festival são as mídias Cultura Em Peso, O Subsolo, Rifferama, Underground Extremo e Urussanga Rock Music, além é claro, do apoio cultural do Metal ‘n’ Roll.

Os ingressos para a entrada do fest são simbólicos, no primeiro lote disponível até 23/03 R$35,00, no segundo até 26/04 a R$ 40,00 e no dia do evento a R$50,00. Compartilhem, divulguem, curtam, compareçam e ajudem a valorizar o cenário do Metal brasileiro.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: O Metal Emerge do Interior Catarinense

O Festival

Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC no Planalto Serrano Catarinense, recebeu milhares de headbangers munidos pela ávida vontade de rever os amigos, ouvir uma boa música e encontrar-se com a essência da natureza.

A Urussanga Rock Music se locomoveu a partir de Lages com uma excursão “faca na bota” que traziam amantes do Metal, reincidentes do OTA e a harmonia de um caminho tranquilo até a cidade.



Ao chegar na Fazenda Cambará, lugar tradicional onde ocorre o fest nos deparamos com uma organização entre os seguranças e funcionários, além da hospitalidade dos organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno que vieram nos encontrar e recepcionar-nos.

Sexta-Feira

Então, com um festival um tanto quanto diferente, agora que abriu mais um dia para a difusão das atrações, a tão sonhada sexta-feira. Na fazenda, um público impressionante acompanhava música a música à banda riosulense Balboa’s Punch que gradativamente se mostra mais madura, sólida e traz consigo uma ambiência vasta de estilos musicais.

Balboa's Punch (SC)
Após o grupo, quem tomou conta do palco do OTA foi a Pain Of Soul. A banda blumenauense com 19 anos de história mostrou a competência, o lirismo de Dani, a sincronia aliada com o misticismo habitual que faz o grupo ser um dos mais importantes do estado.

Pain Of Soul (SC)
Com os ânimos à flor da pele, o Black Metal imperou no festival. A Conspiracy 666 foi a primeira representante de Lages- SC a se apresentar nessa edição. Os músicos trouxeram consigo a experiência, a arte e a heresia com suas músicas autorais e alguns covers como o preciosíssimo Emperor.

Conspiracy 666 (SC)
Ao conversar com Luciano Wolf (Ex Conspiracy 666), o músico destacou a organização do festival, a nova “cara” da banda e nostalgicamente através do público cantou músicas de sua autoria e prestigiou os amigos.

Quando a Raging War se dirigiu aos palcos, era nítido a curiosidade dos presentes, visto que o grupo atualmente é um dos que mais se destacam no cenário do estado. Com as músicas contidas no álbum homônimo “Raging War” que gerou diversas críticas positivas (inclusive uma resenha do nosso site) os brusquenses fizeram o caos no OTA, a cada riff e solo extasiavam ainda mais os metalheads que ocupavam os lugares na frente para acompanhar os músicos.

Raging War (SC)
O colaborador do Cultura Em Peso (CEP) Tamanini estava presente no OTA, assim como na maioria dos fests de SC e nos deu dicas de divulgação e difusão do canal. Além disso, o bate-papo passou pelo reconhecimento de festivais às mídias presentes, o trabalho mútuo entre os mesmos com as bandas e sobre o futuro do Metal Catarinense.

A correria incessante nos dividia em acompanhar as bandas, tirar fotos e gravar vídeos comumente registrar os mínimos detalhes do evento. A Tressultor foi a encarregada por fechar á noite. Os músicos de São Bento do Sul- SC não deram sossego para o público e impuseram seu Thrash Metal com riffs agressivos, céleres e rápidos.

Tressultor (SC)
Antes de acabar a noite, pudemos encontrar o idealizador do Heavy Metal Online, Clinger Carlos Teixeira que saiu de Minas Gerais para fazer a cobertura do evento. O mineiro amante do Metal Brasileiro estava muito contente pela recepção, surpreso pela qualidade das bandas e ansioso para divulgar seu projeto sobre “Fascismo e Nazismo na Cena”.

Sábado

Após imprevistos como “perder o colchão inflável” tivemos uma mudança de planos e chegamos atrasados ao evento, impossibilitando de acompanhar os workshops de bateria de Carlão Fernandes (Khrophus) e João Ortiz (Frade Negro).

No entanto, a primeira banda a se apresentar no sábado, foi a lageana Jhonny Bus que trouxe releituras de clássicos, músicas autorais como “Shadow Walker” e a experiência de mais um OTA na bagagem.

Jhonny Bus (SC)
Com a abertura da sala de entrevistas, havia mais um motivo para o desdobramento entre o pavilhão e o Jeep Clube (Espaço de imprensa preparado para receber às bandas que se apresentavam no evento). Lá no palco, a Rest In Chaos impressionava, seja pelos excelentes equipamentos, pelo entrosamento e principalmente pela mescla entre o Hardcore, o Thrash e o Death Metal, totalmente sem estereótipos fazendo com quem o ouvisse criasse sua própria percepção.

Rest In Chaos (SC)
A fotógrafa Vanessa Boettcher estava na cobertura pelo CEP e também pôde dividir experiências de festivais, do cenário e das mídias. Além disso, apresentou-nos o frontman da Opus Tenebrae, Roberto Opus com que gentilmente concedeu um adesivo do grupo e um disco para resenha.

Enquanto isso, a Spiritual Devastation trazia na íntegra o álbum “War And Peace” no setlist. O grupo de Lages- SC deu abertura às primeiras rodas e do início ao fim exibiu a velha chama do Thrash Metal oitentista. Com uma formação diferente, Thiago Tigre (Ex Neófito) pôde complementar à sonoridade linhas de baixo densas e técnicas.

Spiritual Devastation (SC)
A Frade Negro foi a quarta banda a se apresentar. A banda sul jaraguaense com 15 anos de estrada retornava ao Otacílio, e nesse reencontro personificou-se o peso, a coesão, e os vocais energéticos de Rodrigo Santos.  É claro que não faltaram os clássicos, uma vez que os músicos mesclaram faixas do “Black Souls In The Abbys” e do mais recente “The Attack Of Damned”.

Frade Negro (SC)
Lá do Jeep Clube podemos ouvir uma espécie de destruição, riffs com uma velocidade surreal e no momento que chegamos ao pavilhão, a Chaos Synopsis era quem presenteava com esses aditivos. O grupo paulista fez uma catástrofe no fest, a partir disso foram feitos vários moshes e rodas que levantavam quem estava próximo.

Chaos Synopsis (SP)
Dessa vez, quem assumiu o palco do OTA foram as mídias independentes e a imprensa especializada do fest. Além de nós, o CEP estava lá com Jonathan Dino e Vanessa Boettcher e o Heavy Metal Online pelo Clinger Carlos Teixeira.

A Posthumous que nada tem a ver com isso foi a sexta se exibir no sábado. A banda de Death/Black Metal praticamente fincou suas raízes, mesmo com alguns problemas técnicos. A cada música, uma sensação díspar, pois ali estavam gerações diferentes que reproduziam as canções do renomado disco “My Eyes They Bleed” e faixas do novo trabalho em desenvolvimento. Os criciumenses conseguiram atrair a atenção dos metalheads que ajudavam R.Satan a cantar os clássicos do grupo, como “Final Sacrifice”, “Fuckhrist” e “Crowley Hordes Attack”.

Posthumous (SC)
Em virtude da realização das entrevistas, organização das fotos e vídeos através do computador, perdemos boa parte do show da Genocídio. Entretanto, pudemos acompanhar uma grande presença do público, praticamente lotando o pavilhão e rodas incessantes ao longo das últimas canções.

Genocídio (SP)
A hora mais esperada chegou, a primeira apresentação da banda norte-americana no Brasil, e exclusivamente para Otacílio Costa- SC. Com um pequeno atraso, o Whiplash subiu ao palco da Fazenda Cambará. O show do grupo foi marcado pela preservação dos clássicos, por algumas faixas do “lado b” e principalmente pelo carisma dos músicos que durante a exibição, presenteavam os seus fãs com camisetas e palhetas. O frisson exalava no fest e o enigmático Tony Portaro mostrava que ainda estava em forma ao fazer solos descomunais e movidos a celeridade habitual.

Whiplash (EUA)
A Final Disaster de São Paulo- SP teve a difícil tarefa de segurar os metalheads depois do show dos norte-americanos. O que se pôde ver no show dos paulistanos foi uma qualidade única, uma notória presença de palco de Laura Borssatti, a interação de Kito Vallim e um hermetismo de elementos visuais, sonoros e consequentemente da difusão do hidromel do grupo.

Final Disaster (SP)
Com a parceria de Rubens Silva (Acidemia e Maquinários), contamos com a ajuda para registrar o show da Krucipha. De acordo com o músico, o show dos paranaenses foi mais rápido que os demais em relação à duração, obteve algumas falhas técnicas no início da performance, mas que rapidamente foram sanadas e deram lugar à pancadaria, a riffs velozes e a um brutal “Wall Of Death”.

Krucipha (PR)
A Carniça se apresentou pela segunda vez em SC. O grupo originário de Novo Hamburgo - RS mostrou que o Death Metal consegue ter várias facetas, seja pela similaridade com o Kreator em certas canções, em outras pela forte característica de Slayer ou até mesmo pela presença de um Heavy Metal Clássico. No entanto, o que funde ao instrumental são as letras que abordam assuntos ligados ao RS como na canção Carniça e elementos sociais nas restantes. Obviamente, não poderia deixar de citar a reprodução do clássico “Midnight Queen” responsável por um coro e um grande mosh no fim da apresentação.

Carniça (RS)
A Angry encerrou às atividades do sábado, quem estava presente no show dos paulistas notou que o horário, o cansaço e o público mais escasso não foram fatores que atrapalhassem a performance dos músicos. Foi um “descarrego” de potencialidades, riffs rápidos e de clássicos como “Future Chaos”.

Angry (SP)

Domingo

A primeira banda a se exibir foi a XEI & Sons In Black de Florianópolis, infelizmente não conseguimos acompanhar a apresentação dos músicos. No entanto, a segunda banda do dia foi a criciumense Silent Empire que fez o seu Death Metal tomar conta de quem acordava. A sonoridade ia de encontro com Gorefest e Massacre, vocais mórbidos, instrumental sólido e cru e claro as baquetadas descomunais de Israel Horstmann. Cabe destacar às canções “Among The Wolves”, “Hail The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”.

Silent Empire (SC)
O Subsolo também marcou presença através de Sidney Oss Emer da banda OmniFarious. No intervalo dos shows, o blumenauense nos levou até seu acampamento e lá juntamente com Thiago Correa (Festival Winter Knights) falamos a respeito do cenário do Oeste Catarinense, das edições anteriores do fest de Campos Novos- SC e sobre os principais empecilhos enfrentados em um evento.

Todavia, a Witches Town estava na metade de sua exibição. O grupo composto por músicos conhecidos e provenientes de outras bandas como Fuzilador, Mr Fear e Reggrety fizeram com que o Heavy Metal predominasse do início ao fim através das suas músicas autorais.

Witches Town (SC)
Quando a Syn Tz surgiu no palco, os metalheads pouco a pouco surgiam para assistir à apresentação dos balneariocamboriuenses. O grupo é um dos mais notáveis de SC, em sua forte característica tem a intensa presença de palco de Jay, os riffs agressivos de Marcos Aurélio Girardi e a sincronia entre baixo e bateria. Os fãs presentes, a cada canção cantavam os clássicos do grupo, principalmente “Louder”, “Mirror” e “The Decline”.

Syn Tz (SC)
A Metal Gods foi a única representante de tributo/cover. O grupo florianopolitano fez uma ótima performance com canções da banda inglesa Judas Priest.

Tinha que ter “prata da casa” e teve. A Legado Frontal de Otacílio Costa- SC mostrou que o Metalcore ainda está vivo no âmago dos músicos. A banda mesclou músicas autorais e covers de grupos referências para os mesmos.

Legado Frontal (SC)
Uma das apresentações mais esperadas, a Hillbilly Rawhide era uma das headliners do evento. Os músicos paranaenses trouxeram o Country Rock para catalisar os nervos dos já cansados headbangers. Com direito a banjo e a violino exibiram seus hits “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “Vida de Bandoleiro” e com gritos contínuos do público, a preciosa “O Enxofre e a Cachaça”. O encerramento do OTA fez com que a multiculturalidade estivesse presente durante todo o fest e a pluralidade de ritmos personificasse a essência que mantém 13 anos viva no underground do Sul Brasileiro.

Hillbilly Rawhide

Up Rock

O estado de SC tem como característica a difusão de festivais e eventos com camping, ampla estrutura e a conexão com a natureza. No entanto, uma ideia surgida a partir de Adriano Ribeiro (Khrophus, River Rock) fez com que organizadores de festivais se reunissem para manter um elo, estruturar e ampliar a imagem de SC no Metal Brasileiro.

Up Rock (SC)
Com isso, na noite de sábado integrantes do coletivo subiram ao palco do OTA e lá expuseram seus projetos, suas ideias e um pouco sobre o futuro dessa reunião. Estiveram presentes, Danniel Bala (Agosto Negro e Laguna Metal Fest), Denilson Luís Padilha (Otacílio Rock Festival), Ivan Fabio Agliatti (United Forces Fest), Cleiton Falcaozinho e Tailana Furni (Rock In Hell Do Campo), Adilson Frenzel (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Fest) e Ana Carla Gabriel e Karen Schneider (Um Dia Livre Rock Festival).

Bandas presentes

Hoje para se fazer um festival, são necessários muitos fatores e um deles é o de público. E para ser justo, tem que lembrar as bandas presentes no evento que mesmo sem ter se apresentado, estiveram apoiando trazendo integrantes para contribuir com o evento.

Algumas das bandas são Acidemia, Cerebral Cannibal, Imago Mortis, Jelly Shots, Lacrimae Tenebris, Malice Garden, Maquinários, OminiFarious, Opus Tenebrae, Overblack, Red Razor, Rhestus, Simphony Draconis, Somberland, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort e Vultorn. (se sua banda esteve no evento, nos contate que divulgaremos)

Experiências

Na 13° edição do Otacílio Rock Festival, uniu diversas tribos, distintos costumes, variados sotaques e uma única similaridade, o amor ao Rock/Metal e aos tradicionais eventos de camping.

Em conversa com um motociclista de Rio Claro- SP, o mesmo explicitou a honra de viajar 1000 km até o festival. Com um grupo de amigos do moto clube, ele veio pela primeira vez e se surpreendeu com a quantidade de pessoas, com as bandas que se apresentaram e pela simplicidade e acolhimento dos otacilienses.

Outras cidades como São Carlos- SP, São Paulo- SP, Santos- SP, Macaé- RJ, interior do Paraná, interior do RS, e lugares distintos de SC fizeram parte do OTA 2019. Cada um com sua experiência, sua forma de contar para seus amigos e consequentemente a sensação de pegar a estrada para valorizar o underground. Isso com certeza não tem preço!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: A Serra é caminho dos grandes


Um dos festivais mais queridos do Sul do país chega a sua 13° edição. O Otacílio Rock Festival tem como costume proporcionar para seu público fiel, a grata hospitalidade e receptividade do povo de Otacílio Costa, na Serra Catarinense.

Com um nome consagrado, o evento já trouxe bandas como Master (EUA), Krisiun, Miasthenia, Ratos de Porão, Shadowside, Violator, MX, Rhesthus além de outros grupos importantíssimos para o cenário underground brasileiro.

O local para que isso aconteça é a tradicional Fazenda Cambará, que por sua beleza, fácil acesso e ampla área de camping, promove uma conexão ímpar com a natureza.  Os organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno mostram que é preciso determinação, coragem e garra para continuar a transpassar a mensagem do Metal/Rock ‘n’ Roll.



Para essa edição, os headbangers foram contemplados com mais um dia de festival, a tão sonhada “sexta-feira” passou a entrar no calendário do evento. Além disso, os presentes acompanharão 23 bandas nacionais e uma banda internacional, os norte-americanos do Whiplash.



Sexta-Feira

Já na sexta, os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC é a segunda a se apresentar. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas e solitárias que retratam o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full lengths, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual regado de riffs fúnebres.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos.

A lageana Conspiracy 666 agrega vários fatores, ou seja, traz um Black Metal com músicos experientes e conhecidos do meio musical. O grupo tem como seu carro chefe, a música “My Soul In Dressed In Ice”, a qual possibilitou um Ep de mesmo nome.

Ao encerrar da noite, a Tressultor vem com um Thrash Metal carregado de letras de cunho de revolta e contestatório. O grupo de São Bento do Sul possui dois materiais, as demos “Epidemia” e “Cartel de Juarez”.

Sábado

No sábado, as atividades começarão cedo, já que os bateristas Carlão Fernandes (Khrophus) e João Olivo (Frade Negro) exibirão um workshop mostrando algumas técnicas de bateria. Porém, logo em seguida, a Jhonny Bus de Lages- SC volta ao OTA para apresentar o Rock ‘n’ Roll habitual com algumas releituras de clássicos e com seu repertório autoral, com destaque para a já conhecida, “Shadow Walker”.

A Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo florianopolitano conta com os trabalhos “Worship Machines” e recentemente com o single “Look At Me”.

O terceiro grupo a subir ao palco da Fazenda Cambará, é a Spiritual Devastation de Lages- SC. O grupo recentemente divulgou o álbum “War And Peace” e contou com uma modificação em sua formação, o baixista Henrique Pereira Nunes dá lugar à Thiago Tigre (Mercenary Tales e Neófito).

São 15 anos de estrada com dois full lengths divulgados, os renomados “Black Souls In The Abbys” e “The Attack Of Damned”, assim a Frade Negro de Jaraguá do Sul - SC se mostra para os presentes. O grupo de Heavy Metal é um dos mais notórios do estado e carrega consigo a agressividade nos riffs e a potencialidade nos solos.

Formada em São José dos Campos- SP, a Chaos Synopsis manterá os níveis de adrenalina dos headbangers nas alturas. O Death/Thrash Metal será nítido nos moshes e rodas enquanto os músicos estiverem no palco. Os paulistas já lançaram nove trabalhos, sendo quatro full lengths, “Kvlt OV Dementia”, “Art Of Killing”, “Seasons Of Red” e recentemente “Gods Of Chaos”.

A Posthumous é um dos grupos mais antigos de SC. A banda foi formada em 1993 na cidade de Criciúma- SC e aos poucos tomou conta do cenário de Death/Black Metal da época. Como consequência disso, vieram duas demos e o preciosíssimo “My Eyes They Bleed”, eleito como um dos melhores discos nacionais de 1999. No entanto, a banda passou por um hiato e por algumas reformulações, e agora ao lado de R. Satan e R. Mutilator, estão os novos integrantes João Vitor Accordi, Otávio Schönhofen e Duda Alves (Somberland).

Tidas como uma das headliners do evento, a Genocídio carrega uma trajetória enorme de conquistas e reconhecimento no Metal Brasileiro. Os paulistanos possuem 17 materiais divulgados, sendo oito discos, os quais cabe destaque os clássicos, Depression de 1990 “Posthumous” de 1996 e o último “Under Heaven None”.

Ás 21:00h, pela primeira vez no Brasil, a Whiplash se apresentará. Os nervos dos metalheads estarão à flor da pele porque os norte-americanos trarão seus maiores hits, como “Burning Of Atlanta”, “Red Bomb”, “Stage Dive”, “Spit On Your Grave” e outras já conhecidas pelos thrashers. Recentemente os músicos anunciaram contrato com a gravadora Metal Blade Records e em breve estarão divulgando mais um trabalho, com a velha agressividade, celeridade e brutalidade de sempre.

Inspirados na literatura, em filmes de terror e em lendas urbanas, a Final Disaster de São Paulo – SP pretende surpreender o público presente. Nessa semana os músicos divulgaram o hidromel da banda, “a bebida dos deuses”, além dessa doce novidade, o grupo também difundiu o clipe de “Dark Passenger”.

A Krucipha faz do seu som uma mescla de elementos, seja no seu instrumental rico, no Groove Metal ou nas composições recheadas de metáforas, revolta social e questões comportamentais. O álbum “Inhuman Nature” foi lançado em 2017 e obteve críticas positivas, várias resenhas e feedbacks acerca da técnica presente no mesmo.

A Carniça voltará pela segunda vez em SC. Os músicos são originários de Novo Hamburgo e fundaram a banda no ano de 1991, de lá pra cá foram 27 anos e 10 materiais divulgados, sendo cinco demos, uma split e quatro full lengths, “Rotten Flesh”, “Temple’s Fall... Time To Reborn”, “Nations Of Few” e o recente “Carniça”. Eles misturam em suas composições temas sociopolíticos e obscuros mantendo em sua formação Mauriano Lustosa (Vocal), Parahim Neto (Guitarra e Backing Vocal), Marlo Lustosa (Bateria) e Vinicius Durli (Baixo).

Para encerrar a noite de sábado, mais uma proveniente dos caminhos do Thrash Metal. A Angry de Mauá- SP carrega em sua sonoridade influências de Slayer, Anthrax, Sepultura, Razor, Coroner, Sodom, entre outros grupos. Com essas referências tangem um instrumental rápido e célere, os quais é possível evidenciar no álbum “Future Chaos” de 2014.

Domingo

Depois de um longo sábado, os headbangers vão conferir Xei & Sons In Black que será a primeira banda a se exibir. O projeto é de autoria do produtor, compositor e vocalista Alexei Leão (Stormental). O trabalho exibe uma roupagem a temas acústicos com uma aposta no instrumental diferenciado através de uma miscelânea de estilos.

Com vasta experiência em festivais, a Silent Empire é outra banda que regressa ao Otacílio Rock Festival. O grupo já possui oito anos de estrada e carrega consigo dois trabalhos, o Ep “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons” divulgado no início de 2018. Um Death Metal sem firulas com gratas influências de Gorefest, Terrorizer e Kreator.

A Witches Town é um projeto que surgiu de músicos conhecidos, como Alexandre Ripper e Bruno Baldessari, Rafael Rau e Wellington Conte que juntaram as influências de várias vertentes do Metal e resolvera colocar em um projeto. A banda tem referências de Grave Digger, Accept, Judas Priest, entre outros grupos.

Os camboriuenses da Syn TZ são a sensação do Thrash Metal catarinense. Os músicos que compõem a banda são experientes e provenientes de outras bandas de SC, então com esse entrosamento e com o disco “Heavy Loud”, o grupo do litoral pretende surpreender os headbangers.

Diretamente da capital de SC, a Metal Gods fará um cover da lendária banda inglesa Judas Priest, trazendo aquele gostinho do tradicional Heavy Metal ao evento.

A Legado Frontal irá expor seu Metalcore, com suas referências vastas, indo de bandas nacionais a grupos internacionais. Em seu repertório, o grupo mescla composições autorais e covers e mostrará sua identidade no OTA.

Encerrando a edição de 2019 e outra headliner do evento, a Hillbilly Rawhide representará o estado do Paraná no fest. O grupo de Country Rock está na estrada há mais de 25 anos e traz músicas que remetem a cultura local e a tradições de seus conterrâneos e antepassados. A banda já tem lançado, vários trabalhos, mas consequentemente os mais pedidos são do disco “Ramblin, Primitive and Outlaws” e do “F.N.M”.



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Raging War: Banda anuncia guitarrista Rafael Zang (Ex Mastervoid e Juggernaut)


A Urussanga Rock Music começou uma parceria com a VP Produtora. O projeto consiste em divulgar matérias e notícias sobre bandas que compõem o cenário do Metal brasileiro.


E para iniciar as postagens, a banda de Thrash Metal Raging War da cidade de Brusque - SC, anunciou essa semana seu novo guitarrista, confira o post oficial na fanpage da banda:


"Salve thrashers! Esta é a nova formação da Raging War, com Rafael Zang (ex-Juggernaut, ex-Mastervoid) na Guitarra! Sua estréia nos palcos será no próximo Otacílio Rock Fest em 15/02 às 22:30h. Aguardamos vocês lá! Stay Thrash!"

Vale ressaltar que o grupo irá se apresentar em fevereiro no 13° Otacílio Rock Festival, evento tradicional na cidade de Otacílio Costa- SC. 

Instagram: @ragingwarofficial




domingo, 16 de dezembro de 2018

Raging War: A Coesão e Técnica do Thrash Metal Catarinense

Há um ano, alguns amigos se reuniram para firmar uma parceria e criar uma nova banda. E das cinzas da renomada Monster Of Truck surgiu a Raging War, um grupo com metade dos integrantes da capital catarinense e outros dois da cidade de Brusque- SC.

Os músicos através de seus conhecimentos acerca sobre Thrash Metal mesclaram influências às suas canções, referências consagradas como Slayer, Destruction, Dark Angel, The Mist, Testament, Anthrax, Death Angel e Forbidden são algumas responsáveis pelo som característico dos mesmos.

No mesmo ano de surgimento divulgaram o Live Ep contendo quatro músicas, sendo estas “Enforced System”, “Third World”, “Corroding Chemistry” e “Black Forest”. O material foi produzido de maneira independente e trouxe consigo o âmago peculiar até então conhecido pelo público, a celeridade.

No entanto, em junho de 2018 movidos pela vontade de difundir um trabalho mais conciso e completo, fora anunciada a divulgação do disco homônimo “Raging War” contendo dez faixas, com versão limitada, produzido e mixado de maneira independente e tendo arte feita por Márcio Aranha e fotos por Vanessa Boettcher.



Logo na primeira faixa, a introdutória “Prelude To War” já mesclou o estrondo e uma sinfonia ao término da mesma fazendo a conexão com “Strength For Better Days”. Essa, por conseguinte traz um instrumental mais cadenciado personificado através da sincronia entre guitarra e bateria em grande parte da música, além do solo descomunal no final. A composição ressalta traços da urbanização desenfreada como consequência da violência, pobreza, individualismo e pressa.

A terceira canção “Third World” é o reflexo do subdesenvolvimento. Um país emergente que não respeita a liberdade, não preserva a fauna e flora e vive a dependência dos exploradores mundiais. A sonoridade caminha por riffs agressivos e rápidos.

“Enforced System” ingressa de forma mais harmônica e depois de um gutural grave alterna a um instrumental encorpado e cru com vocais explícitos rasgados nos refrães. A música fala sobre a ganância e ambição pelo dinheiro, o resultado dessas escolhas.

A quinta canção gradativamente se torna o carro-chefe dos músicos. “The Meaning” possui um videoclipe com quase 3.000 visualizações no YouTube. É a mais técnica do material, possui sonoridade ímpar e sólida com um solo ágil e pela intensidade do refrão faz com que quem a ouça, acabe por cantar os trechos “What’s The Meaning of Real Love?, What’s The Meaning Of Real Hate...”. A letra ressalta a forma como as pessoas propagam o ódio às outras e qual o real significado disso. Será que uma escultura de barro é mais importante que a vida humana?



A potencialidade e brutalidade de riffs são facilmente encontradas na faixa “Hell On Earth”. A mesma é uma metáfora aos dias atuais e retrata toda a intolerância, intransigência e opressão gerenciadas por uma geração massiva que não consegue ter o viés crítico e indagativo.

Com um solo desolador e um instrumental célere, “Black Forest” é uma das mais preciosas do full length. A faixa expõe traços da floresta negras que carrega consigo animais que vivem à beira dos seus nevoeiros e que se moldam as leis e formas da natureza.

Quando um petardo sonoro toma conta dos seus ouvidos, você não consegue negar ou deixar de ouvir. “Corroding Chemistry” tem esse poder, pois a cada baquetada de Roberto Barth e solos de Wellington Oliveira faz com que o caos tome conta do instrumental. Já a composição, exibe perspectivas e pré-julgamentos através de uma vida de sorrisos falsos. Ou seja, ela mostra as atitudes de algumas pessoas tóxicas com que temos que conviver rotineiramente.

“Entrails Of A Corrupted Mind” é mais um destaque no disco, ela é marcada pelos backing vocals de Ricardo Lima e pelos vocais firmes e sólidos de Rudi Vetter. Ela entra num solo longo e totalmente agressivos e perambula por riffs rápidos e intensos. A letra cria uma conexão entre o capitalismo e suas mazelas com o egoísmo e com a concupiscência do ser humano.

Encerrando o álbum, “Bastard Dogs” finaliza-o de maneira com que fica o “gostinho de quero-mais”. A técnica e a sincronia são vívidas na canção, o refrão é forte e expressivo e a sonoridade busca o resultado final que seria, peso somado a melodia potencial. Ela diretamente retrata sobre religião e poder, e o efeito que os mesmos produzem. O terror, a insanidade e o desespero causado pela dogmática religiosa.

Formação Atual:
Rudi Vetter (Vocal)
Ricardo Lima (Baixo e Backing Vocal)
Roberto Barth (Bateria)
Wellington Oliveira (Guitarra)

Plataformas Virtuais:
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCz0LnWkQ7MXp33c3y0YIg0A/featured

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