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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Posthumous: Banda criciumense revive as raízes do Black Metal em seu novo trabalho

Há aproximadamente um mês, a banda criciumense de Black Metal, Posthumous, divulgou seu novo trabalho, a canção “The Crown Belongs ToThe Bravest Knight”. A música estará inclusa no novo material do grupo denominado “Unholy Ceremony”, que contará com nove músicas e será lançado pela Hammer Of Damnation. 

Arte: Marcelo Vasco

A faixa divulgada recentemente personifica o amadurecimento do grupo, que com 28 anos de trajetória consegue exprimir o melhor do Metal noventista e suas especificidades, os riffs rústicos, os vocais encorpados e timbrosos, além de características que vão da fase mais pesada do Borknagar aos tempos áureos do Emperor.

A capa elaborada por Marcelo Vasco emite por si só, a mais pura das heresias, que aliadas ao clima medieval e sombrio da letra ratifica ainda mais a qualidade da canção apresentada. 

Sobre a banda

A Posthumous está na ativa desde 1993, passou por algumas reformulações e ficou um período em hiato. Durante seu tempo ativa, difundiu duas demos, a homônima “Posthumous” e “Lust Upon The Altars Of Blasphemy”, além de apresentar ao cenário do Metal brasileiro, o precioso disco “My Eyes They Bleed” e participar de uma Split de tributo a banda Bathory.

Foto/Divulgação

Em 2020, os criciumenses atenderam aos mais ávidos fãs e divulgaram “The Frightening Cold Tomb”, uma compilação de edição comemorativa dos 20 anos do seu disco. O material ainda incluía demos, covers e músicas inéditas. 

Plataformas virtuais:

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segunda-feira, 16 de março de 2020

II Metal Negro: O ponto de encontro das lendas do Black Metal Catarinense

No próximo sábado (21), a cidade de Tubarão- SC vai receber os amantes da arte negra. O II Metal Negro vai reunir clássicos do Black Metal catarinense, no Caverna Kilmister Underground & Cult Bar.

Cartaz
Originária de Lages- SC, a The Torment Horde volta com dois de seus integrantes antigos, Diabolous Insanous e Lord Mayhem. Mais ávidos do que nunca, expondo aquele Black Metal Cru recheado de blasfêmia e heresia, o grupo vem de uma caótica apresentação no Araucaria Metal Fest.

Representante criciumense no evento e uma das hordas mais antigas catarinenses, a Posthumous traz consigo a experiência e o peso de um Metal Extremo cru e ríspido. Seu full length “My Eyes They Bleed” é considerado uma obra-prima para o Black Metal de SC. Em 2019, os músicos participaram de uma Split em homenagem ao Bathory, com a canção “Reaper”.

A Infernal War 666 vem das terras frígidas e obscuras da Serra Catarinense. A banda lageana mais antiga de Metal Extremo, surge para destruir os pilares tradicionais e conservadores da sociedade atual e dos políticos fundamentalistas.  Envolvendo seu público a uma heresia ímpar, o grupo carrega dois grandes clássicos, “Hail To The Gods Of That World” e “Satanic Truth/Venomous Eternally”.

Criada em 2000, a Alocer de Jaraguá do Sul- SC mescla o Black Metal Cru com o paganismo. Se temática medieval e seu inconfundível estrondo sonoro, a colocam como um dos principais grupos ainda em atividade. Das profundezas de 2001, emanou seu disco “By Triumph Of The Eternal Conquest” e recentemente, os músicos estão na difusão do seu novo álbum “The Victory Of The Darkness Riders”.

A Luciferiano é mais um ícone extremo a se apresentar no Caverna. Um dos grupos mais expoentes do estado, chega com sua nova formação, Bia Cunha no baixo e Luciano nos vocais. A banda que já possui uma trajetória de 20 anos, é lembrada pelos grandes discos “A Face do Cão” e “O Opositor”, no entanto, mais firmes do que nunca, no ano passado, os joinvilenses divulgaram sua nova música de trabalho, “Esmegmática Teofania” que os deixou ainda mais obscuros e anticristãos.

Dia: 21/03
Horário: 20h
Ingressos: 20,00
Local: Caverna Kilmister (Tubarão- SC)

domingo, 13 de outubro de 2019

Outubro Sombrio: A reunião das artes negras no Caverna Kilmister

No próximo sábado (19) vai acontecer o Outubro Sombrio, no Caverna Kilmister em Tubarão- SC. O evento contará com a participação de seis bandas catarinenses de Black Metal, a Posthumous, Somberland BM, Obscurity Vision, Malice Garden e Lord Amoth.

Cartaz
Proveniente de Capivari de Baixo- SC, a banda de Black Metal Lord Amoth, foi formada em 2015 e tem como trabalho divulgado, o full length “The Last Funeral”, o qual contém oito faixas.

A Malice Garden de Criciúma- SC carrega riffs agressivos através de seu Death Metal característico. O grupo está na difusão o seu novo Ep “Malice Garden”, que angaria regravações de quatro canções.

Depois de uma intensa apresentação no River Rock Festival, a Obscurity Vision de Balneário Rincão- SC carrega os pilares do Metal Extremo. Os músicos possuem dois trabalhos, o Ep “Obscurity Creation” e o álbum “Dark Victory Day”, além de recentemente difundirem seu novo Lyric Vídeo “Imperivm”.

Um dos grupos mais expressivos do Black Metal catarinense, a Somberland BM está no desenvolvimento de novos trabalhos. O grupo de Criciúma- SC obtêm dois materiais, o Ep “Dark Silence Of Death” e o disco mais recente “Pest’OLoggy”.

A Posthumous de Criciúma- SC carrega 26 anos de estrada e com isso traz a experiência e o peso de um Black Metal cru e ríspido. O grupo exibe três materiais, as demos “Posthumous” e “Lost Upon The Altar Of Blasphemy” e o clássico “My Eyes They Bleed”, um dos principais discos do Metal Extremo catarinense.

Dia: 19/10
Horário: 19h
Ingressos: 10 reais antecipados (15 reais na hora)
Local: Caverna Kilmister (Tubarão- SC)


segunda-feira, 18 de março de 2019

Laguna Metal Fest: A força do Sul Catarinense expressa em um festival

O Sul Catarinense tem em sua essência, a proximidade com o litoral, a conexão com o RS e uma economia baseada no desenvolvimento da cerâmica, metalurgia, descartáveis, entre outras fontes. Mas não só essas áreas que movimentam a região, o nicho cultural está muito bem representado. O organizador Danniel Bala está acostumado a criar eventos e fortalecer a cena da Amurel. Em seu portfólio estão o Agosto Negro Produções, o Laguna Metal Fest e o Tubarão Metal Fest.

Foto 1: Facebook do Evento
A sétima edição do Laguna Metal Fest irá mesclar ritmos e trazer a pluralidade musical como lema. No evento que acontecerá dia 27/04, se apresentarão dez bandas, divididas entre os três estados do Sul-Brasileiro. O local para a exibição do festival é o tradicional Clube de Campo em Laguna- SC que contará com uma ampla estrutura, bar e praça de alimentação.

A banda Imperiuos Malevolence vem de mais longe, no entanto nada que atrapalhe os paranaenses. O grupo traz consigo o Brutal Death Metal com pitadas de Thrash Metal oitentista. Os músicos possuem em sua bagagem cinco full length, o homônimo “Imperiuos Malevolence”, “HateCrowdead”, “Where Demons Dwell”, “Doomwitness”, além do mais recente “Decades Of Death”.

Segunda proveniente de fora do estado, é a Cerberus de Torres- RS. Os músicos já conhecidos pelo público catarinense, pretendem trazer o seu tradicional Heavy Metal. Desde 2009 na ativa, o grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

A Posthumous é uma das headliners do evento, os criciumenses aos poucos voltam a se estabelecer no cenário catarinense. Depois da caótica apresentação no OTA, os músicos mostraram que a intersecção entre gerações fez bem para a sua sonoridade. E as tradicionais canções do “My Eyes They Bleed”, assim como as novas músicas estarão no setlist do grupo.

Syn Tz é um nome que gradativamente se expande no cenário de SC. Os balneariocamboriuenses tem como principal fator, a agressividade e a celeridade que ativam um compressor instrumental. Para ouvir o som do grupo, cabe destacar o primeiro disco para difusão “Heavy Loud”.

A Raging War caminha entre Brusque- SC e Florianópolis- SC, a cada show apresentado, se mostram ainda mais incessantes, os riffs técnicos se estendem a uma atmosfera caótica que lustram o instrumental para a destruição anunciada.

De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 14 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do estado, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”.

Representante de Laguna- SC, o grupo de Thrash Metal Alkanza é um dos principais nomes do litoral. A banda aos poucos mostra gradativa evolução e recentemente difundiram o disco “Caos Codificado” que contém dez canções e está disponibilizado nas plataformas virtuais dos músicos.

Com uma sonoridade ímpar, influências diversas e músicos experientes na cena, a banda As The Palaces Burn de Criciúma já tem alguns materiais divulgados, como “The Devil’s Hand” que estará presente no primeiro trabalho do grupo, ainda sendo desenvolvido.

A Obscurity Vision quebra o estereótipo de que “cidade litorânea só tem Reggae”, os músicos originários do Balneário Rincão- SC impõe um Death Metal cru e com pitadas de Black Metal. Com 22 anos de atividade, eles têm como difusão uma demo chamada “Obscurity Creation” e o primeiro full length “Dark Victory Day” divulgado em 2017.

A Ozz Doctor Tribute veio para cadenciar o evento e fazer releituras de um dos maiores cantores mundiais, Ozzy Osbourne.

Para a cobertura do evento, os encarregados a registrar o festival são as mídias Cultura Em Peso, O Subsolo, Rifferama, Underground Extremo e Urussanga Rock Music, além é claro, do apoio cultural do Metal ‘n’ Roll.

Os ingressos para a entrada do fest são simbólicos, no primeiro lote disponível até 23/03 R$35,00, no segundo até 26/04 a R$ 40,00 e no dia do evento a R$50,00. Compartilhem, divulguem, curtam, compareçam e ajudem a valorizar o cenário do Metal brasileiro.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: O Metal Emerge do Interior Catarinense

O Festival

Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC no Planalto Serrano Catarinense, recebeu milhares de headbangers munidos pela ávida vontade de rever os amigos, ouvir uma boa música e encontrar-se com a essência da natureza.

A Urussanga Rock Music se locomoveu a partir de Lages com uma excursão “faca na bota” que traziam amantes do Metal, reincidentes do OTA e a harmonia de um caminho tranquilo até a cidade.



Ao chegar na Fazenda Cambará, lugar tradicional onde ocorre o fest nos deparamos com uma organização entre os seguranças e funcionários, além da hospitalidade dos organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno que vieram nos encontrar e recepcionar-nos.

Sexta-Feira

Então, com um festival um tanto quanto diferente, agora que abriu mais um dia para a difusão das atrações, a tão sonhada sexta-feira. Na fazenda, um público impressionante acompanhava música a música à banda riosulense Balboa’s Punch que gradativamente se mostra mais madura, sólida e traz consigo uma ambiência vasta de estilos musicais.

Balboa's Punch (SC)
Após o grupo, quem tomou conta do palco do OTA foi a Pain Of Soul. A banda blumenauense com 19 anos de história mostrou a competência, o lirismo de Dani, a sincronia aliada com o misticismo habitual que faz o grupo ser um dos mais importantes do estado.

Pain Of Soul (SC)
Com os ânimos à flor da pele, o Black Metal imperou no festival. A Conspiracy 666 foi a primeira representante de Lages- SC a se apresentar nessa edição. Os músicos trouxeram consigo a experiência, a arte e a heresia com suas músicas autorais e alguns covers como o preciosíssimo Emperor.

Conspiracy 666 (SC)
Ao conversar com Luciano Wolf (Ex Conspiracy 666), o músico destacou a organização do festival, a nova “cara” da banda e nostalgicamente através do público cantou músicas de sua autoria e prestigiou os amigos.

Quando a Raging War se dirigiu aos palcos, era nítido a curiosidade dos presentes, visto que o grupo atualmente é um dos que mais se destacam no cenário do estado. Com as músicas contidas no álbum homônimo “Raging War” que gerou diversas críticas positivas (inclusive uma resenha do nosso site) os brusquenses fizeram o caos no OTA, a cada riff e solo extasiavam ainda mais os metalheads que ocupavam os lugares na frente para acompanhar os músicos.

Raging War (SC)
O colaborador do Cultura Em Peso (CEP) Tamanini estava presente no OTA, assim como na maioria dos fests de SC e nos deu dicas de divulgação e difusão do canal. Além disso, o bate-papo passou pelo reconhecimento de festivais às mídias presentes, o trabalho mútuo entre os mesmos com as bandas e sobre o futuro do Metal Catarinense.

A correria incessante nos dividia em acompanhar as bandas, tirar fotos e gravar vídeos comumente registrar os mínimos detalhes do evento. A Tressultor foi a encarregada por fechar á noite. Os músicos de São Bento do Sul- SC não deram sossego para o público e impuseram seu Thrash Metal com riffs agressivos, céleres e rápidos.

Tressultor (SC)
Antes de acabar a noite, pudemos encontrar o idealizador do Heavy Metal Online, Clinger Carlos Teixeira que saiu de Minas Gerais para fazer a cobertura do evento. O mineiro amante do Metal Brasileiro estava muito contente pela recepção, surpreso pela qualidade das bandas e ansioso para divulgar seu projeto sobre “Fascismo e Nazismo na Cena”.

Sábado

Após imprevistos como “perder o colchão inflável” tivemos uma mudança de planos e chegamos atrasados ao evento, impossibilitando de acompanhar os workshops de bateria de Carlão Fernandes (Khrophus) e João Ortiz (Frade Negro).

No entanto, a primeira banda a se apresentar no sábado, foi a lageana Jhonny Bus que trouxe releituras de clássicos, músicas autorais como “Shadow Walker” e a experiência de mais um OTA na bagagem.

Jhonny Bus (SC)
Com a abertura da sala de entrevistas, havia mais um motivo para o desdobramento entre o pavilhão e o Jeep Clube (Espaço de imprensa preparado para receber às bandas que se apresentavam no evento). Lá no palco, a Rest In Chaos impressionava, seja pelos excelentes equipamentos, pelo entrosamento e principalmente pela mescla entre o Hardcore, o Thrash e o Death Metal, totalmente sem estereótipos fazendo com quem o ouvisse criasse sua própria percepção.

Rest In Chaos (SC)
A fotógrafa Vanessa Boettcher estava na cobertura pelo CEP e também pôde dividir experiências de festivais, do cenário e das mídias. Além disso, apresentou-nos o frontman da Opus Tenebrae, Roberto Opus com que gentilmente concedeu um adesivo do grupo e um disco para resenha.

Enquanto isso, a Spiritual Devastation trazia na íntegra o álbum “War And Peace” no setlist. O grupo de Lages- SC deu abertura às primeiras rodas e do início ao fim exibiu a velha chama do Thrash Metal oitentista. Com uma formação diferente, Thiago Tigre (Ex Neófito) pôde complementar à sonoridade linhas de baixo densas e técnicas.

Spiritual Devastation (SC)
A Frade Negro foi a quarta banda a se apresentar. A banda sul jaraguaense com 15 anos de estrada retornava ao Otacílio, e nesse reencontro personificou-se o peso, a coesão, e os vocais energéticos de Rodrigo Santos.  É claro que não faltaram os clássicos, uma vez que os músicos mesclaram faixas do “Black Souls In The Abbys” e do mais recente “The Attack Of Damned”.

Frade Negro (SC)
Lá do Jeep Clube podemos ouvir uma espécie de destruição, riffs com uma velocidade surreal e no momento que chegamos ao pavilhão, a Chaos Synopsis era quem presenteava com esses aditivos. O grupo paulista fez uma catástrofe no fest, a partir disso foram feitos vários moshes e rodas que levantavam quem estava próximo.

Chaos Synopsis (SP)
Dessa vez, quem assumiu o palco do OTA foram as mídias independentes e a imprensa especializada do fest. Além de nós, o CEP estava lá com Jonathan Dino e Vanessa Boettcher e o Heavy Metal Online pelo Clinger Carlos Teixeira.

A Posthumous que nada tem a ver com isso foi a sexta se exibir no sábado. A banda de Death/Black Metal praticamente fincou suas raízes, mesmo com alguns problemas técnicos. A cada música, uma sensação díspar, pois ali estavam gerações diferentes que reproduziam as canções do renomado disco “My Eyes They Bleed” e faixas do novo trabalho em desenvolvimento. Os criciumenses conseguiram atrair a atenção dos metalheads que ajudavam R.Satan a cantar os clássicos do grupo, como “Final Sacrifice”, “Fuckhrist” e “Crowley Hordes Attack”.

Posthumous (SC)
Em virtude da realização das entrevistas, organização das fotos e vídeos através do computador, perdemos boa parte do show da Genocídio. Entretanto, pudemos acompanhar uma grande presença do público, praticamente lotando o pavilhão e rodas incessantes ao longo das últimas canções.

Genocídio (SP)
A hora mais esperada chegou, a primeira apresentação da banda norte-americana no Brasil, e exclusivamente para Otacílio Costa- SC. Com um pequeno atraso, o Whiplash subiu ao palco da Fazenda Cambará. O show do grupo foi marcado pela preservação dos clássicos, por algumas faixas do “lado b” e principalmente pelo carisma dos músicos que durante a exibição, presenteavam os seus fãs com camisetas e palhetas. O frisson exalava no fest e o enigmático Tony Portaro mostrava que ainda estava em forma ao fazer solos descomunais e movidos a celeridade habitual.

Whiplash (EUA)
A Final Disaster de São Paulo- SP teve a difícil tarefa de segurar os metalheads depois do show dos norte-americanos. O que se pôde ver no show dos paulistanos foi uma qualidade única, uma notória presença de palco de Laura Borssatti, a interação de Kito Vallim e um hermetismo de elementos visuais, sonoros e consequentemente da difusão do hidromel do grupo.

Final Disaster (SP)
Com a parceria de Rubens Silva (Acidemia e Maquinários), contamos com a ajuda para registrar o show da Krucipha. De acordo com o músico, o show dos paranaenses foi mais rápido que os demais em relação à duração, obteve algumas falhas técnicas no início da performance, mas que rapidamente foram sanadas e deram lugar à pancadaria, a riffs velozes e a um brutal “Wall Of Death”.

Krucipha (PR)
A Carniça se apresentou pela segunda vez em SC. O grupo originário de Novo Hamburgo - RS mostrou que o Death Metal consegue ter várias facetas, seja pela similaridade com o Kreator em certas canções, em outras pela forte característica de Slayer ou até mesmo pela presença de um Heavy Metal Clássico. No entanto, o que funde ao instrumental são as letras que abordam assuntos ligados ao RS como na canção Carniça e elementos sociais nas restantes. Obviamente, não poderia deixar de citar a reprodução do clássico “Midnight Queen” responsável por um coro e um grande mosh no fim da apresentação.

Carniça (RS)
A Angry encerrou às atividades do sábado, quem estava presente no show dos paulistas notou que o horário, o cansaço e o público mais escasso não foram fatores que atrapalhassem a performance dos músicos. Foi um “descarrego” de potencialidades, riffs rápidos e de clássicos como “Future Chaos”.

Angry (SP)

Domingo

A primeira banda a se exibir foi a XEI & Sons In Black de Florianópolis, infelizmente não conseguimos acompanhar a apresentação dos músicos. No entanto, a segunda banda do dia foi a criciumense Silent Empire que fez o seu Death Metal tomar conta de quem acordava. A sonoridade ia de encontro com Gorefest e Massacre, vocais mórbidos, instrumental sólido e cru e claro as baquetadas descomunais de Israel Horstmann. Cabe destacar às canções “Among The Wolves”, “Hail The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”.

Silent Empire (SC)
O Subsolo também marcou presença através de Sidney Oss Emer da banda OmniFarious. No intervalo dos shows, o blumenauense nos levou até seu acampamento e lá juntamente com Thiago Correa (Festival Winter Knights) falamos a respeito do cenário do Oeste Catarinense, das edições anteriores do fest de Campos Novos- SC e sobre os principais empecilhos enfrentados em um evento.

Todavia, a Witches Town estava na metade de sua exibição. O grupo composto por músicos conhecidos e provenientes de outras bandas como Fuzilador, Mr Fear e Reggrety fizeram com que o Heavy Metal predominasse do início ao fim através das suas músicas autorais.

Witches Town (SC)
Quando a Syn Tz surgiu no palco, os metalheads pouco a pouco surgiam para assistir à apresentação dos balneariocamboriuenses. O grupo é um dos mais notáveis de SC, em sua forte característica tem a intensa presença de palco de Jay, os riffs agressivos de Marcos Aurélio Girardi e a sincronia entre baixo e bateria. Os fãs presentes, a cada canção cantavam os clássicos do grupo, principalmente “Louder”, “Mirror” e “The Decline”.

Syn Tz (SC)
A Metal Gods foi a única representante de tributo/cover. O grupo florianopolitano fez uma ótima performance com canções da banda inglesa Judas Priest.

Tinha que ter “prata da casa” e teve. A Legado Frontal de Otacílio Costa- SC mostrou que o Metalcore ainda está vivo no âmago dos músicos. A banda mesclou músicas autorais e covers de grupos referências para os mesmos.

Legado Frontal (SC)
Uma das apresentações mais esperadas, a Hillbilly Rawhide era uma das headliners do evento. Os músicos paranaenses trouxeram o Country Rock para catalisar os nervos dos já cansados headbangers. Com direito a banjo e a violino exibiram seus hits “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “Vida de Bandoleiro” e com gritos contínuos do público, a preciosa “O Enxofre e a Cachaça”. O encerramento do OTA fez com que a multiculturalidade estivesse presente durante todo o fest e a pluralidade de ritmos personificasse a essência que mantém 13 anos viva no underground do Sul Brasileiro.

Hillbilly Rawhide

Up Rock

O estado de SC tem como característica a difusão de festivais e eventos com camping, ampla estrutura e a conexão com a natureza. No entanto, uma ideia surgida a partir de Adriano Ribeiro (Khrophus, River Rock) fez com que organizadores de festivais se reunissem para manter um elo, estruturar e ampliar a imagem de SC no Metal Brasileiro.

Up Rock (SC)
Com isso, na noite de sábado integrantes do coletivo subiram ao palco do OTA e lá expuseram seus projetos, suas ideias e um pouco sobre o futuro dessa reunião. Estiveram presentes, Danniel Bala (Agosto Negro e Laguna Metal Fest), Denilson Luís Padilha (Otacílio Rock Festival), Ivan Fabio Agliatti (United Forces Fest), Cleiton Falcaozinho e Tailana Furni (Rock In Hell Do Campo), Adilson Frenzel (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Fest) e Ana Carla Gabriel e Karen Schneider (Um Dia Livre Rock Festival).

Bandas presentes

Hoje para se fazer um festival, são necessários muitos fatores e um deles é o de público. E para ser justo, tem que lembrar as bandas presentes no evento que mesmo sem ter se apresentado, estiveram apoiando trazendo integrantes para contribuir com o evento.

Algumas das bandas são Acidemia, Cerebral Cannibal, Imago Mortis, Jelly Shots, Lacrimae Tenebris, Malice Garden, Maquinários, OminiFarious, Opus Tenebrae, Overblack, Red Razor, Rhestus, Simphony Draconis, Somberland, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort e Vultorn. (se sua banda esteve no evento, nos contate que divulgaremos)

Experiências

Na 13° edição do Otacílio Rock Festival, uniu diversas tribos, distintos costumes, variados sotaques e uma única similaridade, o amor ao Rock/Metal e aos tradicionais eventos de camping.

Em conversa com um motociclista de Rio Claro- SP, o mesmo explicitou a honra de viajar 1000 km até o festival. Com um grupo de amigos do moto clube, ele veio pela primeira vez e se surpreendeu com a quantidade de pessoas, com as bandas que se apresentaram e pela simplicidade e acolhimento dos otacilienses.

Outras cidades como São Carlos- SP, São Paulo- SP, Santos- SP, Macaé- RJ, interior do Paraná, interior do RS, e lugares distintos de SC fizeram parte do OTA 2019. Cada um com sua experiência, sua forma de contar para seus amigos e consequentemente a sensação de pegar a estrada para valorizar o underground. Isso com certeza não tem preço!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: A Serra é caminho dos grandes


Um dos festivais mais queridos do Sul do país chega a sua 13° edição. O Otacílio Rock Festival tem como costume proporcionar para seu público fiel, a grata hospitalidade e receptividade do povo de Otacílio Costa, na Serra Catarinense.

Com um nome consagrado, o evento já trouxe bandas como Master (EUA), Krisiun, Miasthenia, Ratos de Porão, Shadowside, Violator, MX, Rhesthus além de outros grupos importantíssimos para o cenário underground brasileiro.

O local para que isso aconteça é a tradicional Fazenda Cambará, que por sua beleza, fácil acesso e ampla área de camping, promove uma conexão ímpar com a natureza.  Os organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno mostram que é preciso determinação, coragem e garra para continuar a transpassar a mensagem do Metal/Rock ‘n’ Roll.



Para essa edição, os headbangers foram contemplados com mais um dia de festival, a tão sonhada “sexta-feira” passou a entrar no calendário do evento. Além disso, os presentes acompanharão 23 bandas nacionais e uma banda internacional, os norte-americanos do Whiplash.



Sexta-Feira

Já na sexta, os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Uma das bandas mais notáveis de Santa Catarina, a Pain Of Soul de Blumenau- SC é a segunda a se apresentar. A banda exibe um Gothic/Doom Metal regado a letras melancólicas e solitárias que retratam o vazio existencial. Os músicos têm duas demos lançadas, um single e dois full lengths, o “The Cold Lament” e o “The Rustle Of The Leaves”. O show manterá o misticismo habitual regado de riffs fúnebres.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, farão do evento uma forma de maximizar seus trabalhos.

A lageana Conspiracy 666 agrega vários fatores, ou seja, traz um Black Metal com músicos experientes e conhecidos do meio musical. O grupo tem como seu carro chefe, a música “My Soul In Dressed In Ice”, a qual possibilitou um Ep de mesmo nome.

Ao encerrar da noite, a Tressultor vem com um Thrash Metal carregado de letras de cunho de revolta e contestatório. O grupo de São Bento do Sul possui dois materiais, as demos “Epidemia” e “Cartel de Juarez”.

Sábado

No sábado, as atividades começarão cedo, já que os bateristas Carlão Fernandes (Khrophus) e João Olivo (Frade Negro) exibirão um workshop mostrando algumas técnicas de bateria. Porém, logo em seguida, a Jhonny Bus de Lages- SC volta ao OTA para apresentar o Rock ‘n’ Roll habitual com algumas releituras de clássicos e com seu repertório autoral, com destaque para a já conhecida, “Shadow Walker”.

A Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo florianopolitano conta com os trabalhos “Worship Machines” e recentemente com o single “Look At Me”.

O terceiro grupo a subir ao palco da Fazenda Cambará, é a Spiritual Devastation de Lages- SC. O grupo recentemente divulgou o álbum “War And Peace” e contou com uma modificação em sua formação, o baixista Henrique Pereira Nunes dá lugar à Thiago Tigre (Mercenary Tales e Neófito).

São 15 anos de estrada com dois full lengths divulgados, os renomados “Black Souls In The Abbys” e “The Attack Of Damned”, assim a Frade Negro de Jaraguá do Sul - SC se mostra para os presentes. O grupo de Heavy Metal é um dos mais notórios do estado e carrega consigo a agressividade nos riffs e a potencialidade nos solos.

Formada em São José dos Campos- SP, a Chaos Synopsis manterá os níveis de adrenalina dos headbangers nas alturas. O Death/Thrash Metal será nítido nos moshes e rodas enquanto os músicos estiverem no palco. Os paulistas já lançaram nove trabalhos, sendo quatro full lengths, “Kvlt OV Dementia”, “Art Of Killing”, “Seasons Of Red” e recentemente “Gods Of Chaos”.

A Posthumous é um dos grupos mais antigos de SC. A banda foi formada em 1993 na cidade de Criciúma- SC e aos poucos tomou conta do cenário de Death/Black Metal da época. Como consequência disso, vieram duas demos e o preciosíssimo “My Eyes They Bleed”, eleito como um dos melhores discos nacionais de 1999. No entanto, a banda passou por um hiato e por algumas reformulações, e agora ao lado de R. Satan e R. Mutilator, estão os novos integrantes João Vitor Accordi, Otávio Schönhofen e Duda Alves (Somberland).

Tidas como uma das headliners do evento, a Genocídio carrega uma trajetória enorme de conquistas e reconhecimento no Metal Brasileiro. Os paulistanos possuem 17 materiais divulgados, sendo oito discos, os quais cabe destaque os clássicos, Depression de 1990 “Posthumous” de 1996 e o último “Under Heaven None”.

Ás 21:00h, pela primeira vez no Brasil, a Whiplash se apresentará. Os nervos dos metalheads estarão à flor da pele porque os norte-americanos trarão seus maiores hits, como “Burning Of Atlanta”, “Red Bomb”, “Stage Dive”, “Spit On Your Grave” e outras já conhecidas pelos thrashers. Recentemente os músicos anunciaram contrato com a gravadora Metal Blade Records e em breve estarão divulgando mais um trabalho, com a velha agressividade, celeridade e brutalidade de sempre.

Inspirados na literatura, em filmes de terror e em lendas urbanas, a Final Disaster de São Paulo – SP pretende surpreender o público presente. Nessa semana os músicos divulgaram o hidromel da banda, “a bebida dos deuses”, além dessa doce novidade, o grupo também difundiu o clipe de “Dark Passenger”.

A Krucipha faz do seu som uma mescla de elementos, seja no seu instrumental rico, no Groove Metal ou nas composições recheadas de metáforas, revolta social e questões comportamentais. O álbum “Inhuman Nature” foi lançado em 2017 e obteve críticas positivas, várias resenhas e feedbacks acerca da técnica presente no mesmo.

A Carniça voltará pela segunda vez em SC. Os músicos são originários de Novo Hamburgo e fundaram a banda no ano de 1991, de lá pra cá foram 27 anos e 10 materiais divulgados, sendo cinco demos, uma split e quatro full lengths, “Rotten Flesh”, “Temple’s Fall... Time To Reborn”, “Nations Of Few” e o recente “Carniça”. Eles misturam em suas composições temas sociopolíticos e obscuros mantendo em sua formação Mauriano Lustosa (Vocal), Parahim Neto (Guitarra e Backing Vocal), Marlo Lustosa (Bateria) e Vinicius Durli (Baixo).

Para encerrar a noite de sábado, mais uma proveniente dos caminhos do Thrash Metal. A Angry de Mauá- SP carrega em sua sonoridade influências de Slayer, Anthrax, Sepultura, Razor, Coroner, Sodom, entre outros grupos. Com essas referências tangem um instrumental rápido e célere, os quais é possível evidenciar no álbum “Future Chaos” de 2014.

Domingo

Depois de um longo sábado, os headbangers vão conferir Xei & Sons In Black que será a primeira banda a se exibir. O projeto é de autoria do produtor, compositor e vocalista Alexei Leão (Stormental). O trabalho exibe uma roupagem a temas acústicos com uma aposta no instrumental diferenciado através de uma miscelânea de estilos.

Com vasta experiência em festivais, a Silent Empire é outra banda que regressa ao Otacílio Rock Festival. O grupo já possui oito anos de estrada e carrega consigo dois trabalhos, o Ep “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons” divulgado no início de 2018. Um Death Metal sem firulas com gratas influências de Gorefest, Terrorizer e Kreator.

A Witches Town é um projeto que surgiu de músicos conhecidos, como Alexandre Ripper e Bruno Baldessari, Rafael Rau e Wellington Conte que juntaram as influências de várias vertentes do Metal e resolvera colocar em um projeto. A banda tem referências de Grave Digger, Accept, Judas Priest, entre outros grupos.

Os camboriuenses da Syn TZ são a sensação do Thrash Metal catarinense. Os músicos que compõem a banda são experientes e provenientes de outras bandas de SC, então com esse entrosamento e com o disco “Heavy Loud”, o grupo do litoral pretende surpreender os headbangers.

Diretamente da capital de SC, a Metal Gods fará um cover da lendária banda inglesa Judas Priest, trazendo aquele gostinho do tradicional Heavy Metal ao evento.

A Legado Frontal irá expor seu Metalcore, com suas referências vastas, indo de bandas nacionais a grupos internacionais. Em seu repertório, o grupo mescla composições autorais e covers e mostrará sua identidade no OTA.

Encerrando a edição de 2019 e outra headliner do evento, a Hillbilly Rawhide representará o estado do Paraná no fest. O grupo de Country Rock está na estrada há mais de 25 anos e traz músicas que remetem a cultura local e a tradições de seus conterrâneos e antepassados. A banda já tem lançado, vários trabalhos, mas consequentemente os mais pedidos são do disco “Ramblin, Primitive and Outlaws” e do “F.N.M”.



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