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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Metal Sunday: Evento ajuda o seu amigo de quatro patas

Depois de uma breve pausa, o Metal Sunday retornou suas atividades e está em prol da causa animal. O evento que acontecerá no próximo domingo (20), no Drakos Beer Pub em Imbituba- SC reunirá três bandas com o intuito de auxiliar a ONG “Protetores da Nova Brasília”.

Cartaz
A Hallten de Imbituba- SC é a prata da casa. O grupo se caracteriza pela presença simbólica do Stoner em suas músicas autorais.

De Laguna- SC, a Molitium é um dos destaques do Progressive Metal no estado. O grupo, antes denominado Diemordinate carrega consigo o disco “Progeny”, lançado no ano de 2018 e que foi condecorado como um dos melhores álbuns do ano pela mídia especializada, O Subsolo. A banda aposta numa sonoridade ímpar que vai de encontro de várias vertentes, como o Heavy, Metal e o Metal Moderno.

A Dark New Farm é originária de Nova Fazenda- SC e está na difusão do seu Ep “Farm News”, divulgado em agosto desse ano. O grupo investe no New Metal como principal elemento, personificado através de backing vocais, guturais e riffs céleres. Os músicos recentemente tocaram no River Rock Festival e gradativamente consolidam sua presença nos festivais catarinenses.

Dia: 20/10 (Domingo)
Horário: 18hrs
Ingressos: 1kg de ração ou 10 reais
Local: Drakos Beer Pub, Imbituba- SC

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Agosto Negro Rock Festival 2019: O Metal Sul Catarinense cada vez mais sólido

A cidade litorânea de Laguna, será palco de mais uma edição do Agosto Negro. O evento, que ocorre anualmente, será realizado nos dias 02, 03 e 04 de agosto no Clube de Campo. Com um cast de 30 bandas, o fest contará com nomes reconhecidos na cena do Sul e atrações de Minas Gerais e do Maranhão.

Foto 1: Facebook do Evento
Os hedbangers que estiverem presentes no festival serão congratulados por mais um dia de evento, visto que devido a pedidos abriu-se a sexta-feira para a apresentação das bandas e consequentemente no que tange a recepção ao público.

A Agosto Negro Produções tem como seu idealizador e produtor Danniel Bala, que também organiza o Laguna Metal Fest que movimenta o cenário catarinense há sete edições. O trabalho feito por Bala ganha uma característica que é evidenciada em suas respectivas produções, a de democratizar os estilos e ceder oportunidade a bandas de estados distintos.

Seguindo a marca registrada dos festivais catarinenses, possuirá uma área gratuita para camping, além de uma praça de alimentação no local. As excursões para prestigiar o festival estão saindo de toda Santa Catarina, e até mesmo de fora do estado.

Ficou interessado? Garanta seu ingresso no site www.minhaentrada.com ou vá até algum dos pontos de venda.

Foto 2: Facebook do Evento
A abertura dos portões irá ocorrer sexta-feira (02) às 16h, a banda Rastro de Pólvora será responsável por inaugurar os palcos dessa edição. Diretamente de Tubarão, os músicos iniciaram em 2017 o projeto de Crust Core que conta com influência de nomes de peso, como Brujeria e Napalm Death.

Logo em seguida a LasTTime inicia sua apresentação. A banda de Heavy Metal foi formada em 2018 inspirada nos clássicos do gênero. Surgem este ano com seu primeiro trabalho, o single “Priorities Upside Down”.

Representando o município de Braço do Norte, a Made In Porão foi formada em 2013 e interpreta músicas de nomes consagrados do Rock ‘n’ Roll e Heavy Metal além de possuírem material autoral.

A primeira atração de fora de SC é a Cerberus, de Torres - RS. Em atividade há dez anos, os músicos exibem um Heavy Metal clássico. O grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

Conhecida pelo público catarinense, a Red Razor está na estrada desde 2011 investindo em um Thrash Metal oldschool. Possuí dois trabalhos de estúdio (um EP e um disco), sendo a vencedora do prêmio de melhor banda independente pela Rock Hard Alemã. Atualmente trabalham na produção do seu segundo álbum.

Vindo da capital do estado, a banda Metal Gods será responsável por encerrar as atividades do primeiro dia do festival apresentando um tributo a Judas Priest.

No sábado, logo cedo, o cantor e instrumentista Little Joe Aaron chega de Garopaba- SC para sua exibição. O músico expõe releitura de clássicos do Blues e de suas ramificações.

A P115 de Tubarão- SC sobe aos palcos em seguida e explicita seu Punk Rock através de músicas autorais. O grupo tubaronense foi formado em 2015 e tem como seus trabalhos divulgados, a canção “O Palhaço” e “Se o Mundo Acabasse Hoje”.

Para quem é apaixonado por nostalgias não pode perder a Billie Jean, prata da casa. Os músicos exibem um Pop Rock com influências dos anos 70,80 e 90, apostando na versatilidade de suas releituras.

Com 34 anos de banda, a Reação promete incendiar o público lagunense. Através de músicas próprias como “Jogo da Morte”, “O Espiado”, “Só Na Maré”, “Dentro de Suas Cabeças”, entre outras, pretendem levar o Rock n Roll aos presentes.

Uma das representantes do RS, a Goaten foi formada há aproximadamente um ano e carrega consigo uma sonoridade que remete ao Heavy Metal. Com integrantes ligados ao Glam Metal e Hard Rock, os gaúchos divulgaram no início do ano, o single “Soul Decay”.

Proveniente de Florianópolis- SC, o projeto XEI & Sons In Black aos poucos se solidifica no cenário dos festivais catarinenses. A técnica, coesão e sincronia são elementos fundamentais para a composição dos materiais dos músicos e a versatilidade e presença de palco são características marcantes em sua performance. Uma das canções mais importantes para o grupo, é a baladinha “Believe What I Say”. 

Com uma bagagem de mais de 20 anos de estrada, a Malice Garden exibe um Black Metal maduro, seguro e conciso através de riffs agressivos e de uma atmosfera sombria. Os criciumenses possuem um repertório autoral e trarão seus clássicos para o Agosto Negro.

A DeadNation de Tubarão- SC bebe de influências extremas, como Dismember, Entombed, Grave, Carnation e coloca as referências para seus trabalhos próprios, como a canção “Redrum”, divulgada em 2016.

A Nativity In Black fará uma apresentação com releitura de clássicos da banda britânica, Black Sabbath.

Originária do estado do Maranhão, a Alchimist vem de longe para fincar suas raízes no sul-brasileiro. Os maranhenses mantêm em sua sonoridade, elementos progressivos, traços melódicos, um vocal forte e uma atmosfera ímpar evidenciada nas suas músicas autorais. Dentre suas canções, “The Wisher” e “Despair” são frequentemente pedidas em suas exibições.

A Somberland já é considerada uma das maiores bandas do cenário brasileiro. Esse fato se deve a qualidade de suas apresentações, a complexidade de suas letras e a maestria de um quarteto que explicita a heresia habitual do Black Metal e consequentemente a simbologia por trás do estilo obscuro. Os seus trabalhos “Dark Silence Of Death” e “Pest’o Loggy” são exemplos nítidos de materiais consistentes.

Logo em seguida sobe ao palco uma lenda do Metal gaúcho. A Leviaethan enfatiza um Thrash Metal há 36 anos e gradativamente emerge através dos seus clássicos. O álbum “Disturbed Mind” é uma obra-prima, nele está inclusa “Drinkin’ Death”, uma das canções mais lembradas. Com shows importantes em seu portfólio, como abertura para Krisiun e Sepultura, participação no Programa Radar TVE, os músicos consolidam-se através de riffs rápidos e céleres.

De Lages- SC, a Orquídea Negra figura entre os ícones da música catarinense. O grupo possui três full length, o “Who’s Dead”, o homônimo “Orquídea Negra” e o recente “Blood Of The Gods”. Com um vocal marcante de Boca, instrumental técnico e letras carregadas de histórias regionais, o Orquídea expande o Heavy Metal clássico a traços cadenciados. Seus sucessos “True Soldier”, “Surrender”, “Miss You” e “The Darkness” não poderão ficar fora do repertório dos lageanos.

A noite voltará a ficar extrema, pois a Paradise In Flames ingressará com seu respectivo Black Metal. A banda oriunda de Santa Luzia- MG traz a chama do anticristianismo e da misantropia, com vocais mórbidos e uma sonoridade fúnebre e arrastada. A banda possui dois álbuns, “Homus Morbus Est” e “Labirinto das Metáforas”, além de obter um videoclipe da canção “Has Never Seen a World Without Wars” que alcançou mais de 350 mil visualizações no YouTube.



No período da meia-noite, a Bad Bebop acalmará os ânimos dos Metalheads presentes. Os curitibanos provindos de bandas importantes do cenário, como Necropsya e Semblant criaram o projeto no ano de 2015. A partir disso, convites foram surgindo e os músicos puderam se apresentar na Argentina, em festivais importantes e divulgaram o álbum “Prime Time Murder”, trabalho bem elaborado com resquícios de experimentalismo e Heavy Metal.

A Breed será a encarregada de encerrar o sábado trazendo cover de Rock n Roll e de clássicos do Grunge.      

Para abrir o último dia de festival, a Overblack sobe aos palcos. Formada em Blumenau em 2008, os músicos expõem um Heavy/Thrash Metal de qualidade em seus trabalhos, que consistem no EP “Dying to Fight” e álbum “Still Burn” que será lançado ainda esse ano.

Em seguida, a Threzor vem direto da ilha de Florianópolis para exibir um Thrash Metal oitentista. Lançaram em 2017 o clipe da música "S.U.S", seguido pelo primeiro EP “Liberty Denied”. No ano seguinte, foi divulgado o lyric vídeo da música “Silent Execution”.

Com duas demos lançadas e três full lengths, a Losna é um Power Trio com 21 anos de estrada. Em sua trajetória já se apresentou em inúmeros festivais, como o Otacílio Rock Festival e hoje é considerada uma das maiores bandas do Rio Grande do Sul. As suas principais canções são “Back To The Grotto”, “Room 55”, “Grotesque Life” e “Slowness”, além de outros sons muito aclamados pelos headbagers.

Cada vez mais estabilizados na cena catarinense, a Dark New Farm trás o New Metal para os palcos do Agosto Negro. Marcando presença em mais um festival catarinense, os músicos de Nova Fazenda possuem entre seus materiais lançados as músicas “Madre”, “L.O.V.E” e “La Patria! La fábula!”.

O Death Metal da Silent Empire não poderia ficar de fora do festival. Há oito anos em atividade, os músicos fincam seu nome no metal nacional. Entre os trabalhos divulgados estão o EP “Hail The Legions” e o álbum “Dethronement Of All Icons”, que obteve uma resenha da URM.

Diretamente do litoral catarinense, a Syn TZ marca presença em mais um evento, os músicos exibem uma combinação de Heavy e Thrash Metal. Em 2018 lançaram o álbum Heavy Load, e este ano, nos concederam uma entrevista no OTA.



Com 34 anos de carreira e um nome consagrado, a banda paulistana MX trará todo peso do seu Thrash Metal ao palco lagunense.  Com cinco álbuns lançados (incluindo o mais recente, “A Circus Called Brazil”), possuem também o EP “Again” e a compilação “Headthrashers”.

Os paranaenses da Motörbastards serão os responsáveis por encerrar essa edição do Agosto Negro. A banda que iniciou como um cover de Motörhead, possui influencias da banda pra as composições autorais que ganharam espaço nos trabalhos de estúdio.


segunda-feira, 18 de março de 2019

Laguna Metal Fest: A força do Sul Catarinense expressa em um festival

O Sul Catarinense tem em sua essência, a proximidade com o litoral, a conexão com o RS e uma economia baseada no desenvolvimento da cerâmica, metalurgia, descartáveis, entre outras fontes. Mas não só essas áreas que movimentam a região, o nicho cultural está muito bem representado. O organizador Danniel Bala está acostumado a criar eventos e fortalecer a cena da Amurel. Em seu portfólio estão o Agosto Negro Produções, o Laguna Metal Fest e o Tubarão Metal Fest.

Foto 1: Facebook do Evento
A sétima edição do Laguna Metal Fest irá mesclar ritmos e trazer a pluralidade musical como lema. No evento que acontecerá dia 27/04, se apresentarão dez bandas, divididas entre os três estados do Sul-Brasileiro. O local para a exibição do festival é o tradicional Clube de Campo em Laguna- SC que contará com uma ampla estrutura, bar e praça de alimentação.

A banda Imperiuos Malevolence vem de mais longe, no entanto nada que atrapalhe os paranaenses. O grupo traz consigo o Brutal Death Metal com pitadas de Thrash Metal oitentista. Os músicos possuem em sua bagagem cinco full length, o homônimo “Imperiuos Malevolence”, “HateCrowdead”, “Where Demons Dwell”, “Doomwitness”, além do mais recente “Decades Of Death”.

Segunda proveniente de fora do estado, é a Cerberus de Torres- RS. Os músicos já conhecidos pelo público catarinense, pretendem trazer o seu tradicional Heavy Metal. Desde 2009 na ativa, o grupo já abriu para bandas como Hibria, Dr Sin e Paul D’ianno, além de já ter participado do Steel Festival em Criciúma.

A Posthumous é uma das headliners do evento, os criciumenses aos poucos voltam a se estabelecer no cenário catarinense. Depois da caótica apresentação no OTA, os músicos mostraram que a intersecção entre gerações fez bem para a sua sonoridade. E as tradicionais canções do “My Eyes They Bleed”, assim como as novas músicas estarão no setlist do grupo.

Syn Tz é um nome que gradativamente se expande no cenário de SC. Os balneariocamboriuenses tem como principal fator, a agressividade e a celeridade que ativam um compressor instrumental. Para ouvir o som do grupo, cabe destacar o primeiro disco para difusão “Heavy Loud”.

A Raging War caminha entre Brusque- SC e Florianópolis- SC, a cada show apresentado, se mostram ainda mais incessantes, os riffs técnicos se estendem a uma atmosfera caótica que lustram o instrumental para a destruição anunciada.

De Timbó- SC, a Volkmort é um dos ícones do Metal Catarinense. Com 14 anos de trajetória, o grupo se faz presente em casts nos grandes festivais do estado, isso se dá pela solidez e coesão de riffs totalmente crus. A banda é caracterizada por um Death/Doom Metal e tem em sua discografia, dois eps, o “Supreme Evolution Of Fear”, e o “The Beginning Of Fear”.

Representante de Laguna- SC, o grupo de Thrash Metal Alkanza é um dos principais nomes do litoral. A banda aos poucos mostra gradativa evolução e recentemente difundiram o disco “Caos Codificado” que contém dez canções e está disponibilizado nas plataformas virtuais dos músicos.

Com uma sonoridade ímpar, influências diversas e músicos experientes na cena, a banda As The Palaces Burn de Criciúma já tem alguns materiais divulgados, como “The Devil’s Hand” que estará presente no primeiro trabalho do grupo, ainda sendo desenvolvido.

A Obscurity Vision quebra o estereótipo de que “cidade litorânea só tem Reggae”, os músicos originários do Balneário Rincão- SC impõe um Death Metal cru e com pitadas de Black Metal. Com 22 anos de atividade, eles têm como difusão uma demo chamada “Obscurity Creation” e o primeiro full length “Dark Victory Day” divulgado em 2017.

A Ozz Doctor Tribute veio para cadenciar o evento e fazer releituras de um dos maiores cantores mundiais, Ozzy Osbourne.

Para a cobertura do evento, os encarregados a registrar o festival são as mídias Cultura Em Peso, O Subsolo, Rifferama, Underground Extremo e Urussanga Rock Music, além é claro, do apoio cultural do Metal ‘n’ Roll.

Os ingressos para a entrada do fest são simbólicos, no primeiro lote disponível até 23/03 R$35,00, no segundo até 26/04 a R$ 40,00 e no dia do evento a R$50,00. Compartilhem, divulguem, curtam, compareçam e ajudem a valorizar o cenário do Metal brasileiro.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Cobertura: Agosto Negro 8 (Laguna/SC)

A parceria e amizade entre a mídia Urussanga Rock Music e O SubSolo é cada vez mais forte. Mesmo ocupado com as gravações das entrevistas em vídeo e o canal que será aberto oficialmente pelo 'O SubSolo na plataforma YouTube, não poderia recusar o convite de Guigo Romagna de registrar também em escrito como foi o festival.



Pelo fato da cobertura d'O SubSolo ser de responsabilidade de Vinicius Saints, confesso que não prestei tanta atenção a ponto de resenhar e fazer uma análise mais precisa, ainda mais com a correria das entrevistas e contatos durante o festival. Mas vou conseguir destacar pontos importantes e minha visão sobre o evento.

Uma das pessoas que mais ficaram tristes com o anúncio de que talvez não teríamos mais o Agosto Negro Rock Festival, com toda certeza foi eu. A Agosto Negro Rock Produções foi (e basicamente ainda é), minha escola de como produzir eventos e mais do que isso, de como nunca desistir perante as dificuldades do underground. A jogada do evento foi genial, botando covers precisos para encerrar os dois dias de evento, segurando assim o público até o final.

Mal chegamos no Clube de Campo e muitas barracas estavam montadas, churrascos sendo preparados, muita cerveja, roda de amigos conhecidos e novos amigos. E foi no 5º Agosto Negro que eu fiz meus primeiros amigos da cena, interessante né? Talvez o maior êxito do evento seja esse, reunir pessoas que tem um gosto em comum.

Tivemos um cast recheado de bandas dos mais derivados estilos, desde o Hardcore até o Death Metal, tendo headliners compostas também por bandas regionais e uma das bandas que não decepcionou no sábado, foi AlkanzA.

Primeira vez que vi o AlkanzA foi no Agosto Negro, tocavam as 13h e de lá para cá, apenas evolução dos caras. Dessa vez tocando as 20h, casa cheia e o show foi um estouro. Pedrada atrás de pedrada, deixaram de lado a intro de "Em Coma" e iniciaram com música nova. E mesmo achando que não seria possível, AlkanzA tem tudo para lançar um disco ainda melhor futuramente, pois as novas músicas beiram a perfeição do Thrash e a única coisa que notei de diferente, é que as músicas são mais groovadas e cadenciadas.

Ainda no sábado, Rhestus subiu ao palco com um gostinho de nostalgia, pois, no Agosto Negro de 2016 a banda não pode se fazer presente e dessa vez chegaram com os dois pés. Um petardo atrás do outro, e mostram no palco o motivo de serem uma das bandas mais clássicas de Santa Catarina, uma verdadeira banda de Metal.

No domingo, os trabalhos se iniciaram com Chicospell, que voltam aos palcos após um pequeno hiato. Montando um set de músicas autorais e de releituras de Hall of Sinners, uma banda que era também de Imbituba/SC e subiu algumas vezes aos palcos do Agosto Negro. Infelizmente o vocalista Marcel veio a falecer em novembro do ano passado e tendo dois membros da Hall of Sinners em sua composição, Chicospell prestou uma homenagem emocionante, arrepiante e de gala. Rafael Freitas que é guitarrista e vocalista de Chicospell, sempre deixou claro sua admiração por Hall of Sinners e cantou as músicas com muita vontade e empolgação.

Tanatron está em turnê do seu novo disco e depois de passar por Argentina, Rio Grande do Sul e Paraná, tivemos a oportunidade de verem os maranhenses subirem em um palco catarinense e foi algo que dificilmente esquecerei. A humildade dos caras, tanto na conversa com o público, presença de palco e músicas de alta qualidade, o Tanatron provou o motivo de estar a mais de 20 anos na ativa, com toda a certeza deixou um gostinho de quero mais em Santa Catarina, ainda mais aos gritos de "mais um".

A única parte triste do evento, foi ter acabado. Mais uma vez o Agosto Negro fez um evento com maestria. Cerveja barata, gelada, preços de outras bebidas muito acessíveis, possibilidade de pagamento no cartão, várias opções de alimentação, stand de materiais de Rock, stand de docinhos caseiros, cabana para a imprensa (muito obrigado) e o melhor, agradecemos a oportunidade de vivenciar um final de semana de boa música, encontro de amigos e um momento de paz.

Aguardamos ansiosamente o Agosto Negro 9!



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Alucinia: Metal Identitário Com Novas Formas

Em 2017, no sul do estado de SC alguns amigos se reuniram para juntar os gostos em comuns pelo Metal e seus derivados. A partir disso visto a ascensão do cenário da região de Tubarão, resolveram colocar em prática o projeto.




O grupo juntou a experiência de músicos conhecidos na região como Lenita Cardoso e Erik Quinsler que ao lado de Thallys Machado, Marcio Caemerer, Vinicius Saints e Rafael Araújo fixaram a ideia e iniciaram o desenvolvimento de músicas autorais, objetivo este primordial para os lagunenses.

A sonoridade da banda caminha por várias vertentes, com a divisão de referências musicais dos membros é notável e evidente traços de Killswitch Engage, A Day To Remember e Bury Tomorrow. Todavia o Groove aparece, o Metalcore intensifica, O New Metal dá as caras e o Metal Alternativo personifica a conclusão do trabalho.

Para a difusão dos materiais, os músicos apostaram em uma ideia ímpar, que seria de lançar demos (precisamente três) e interliga-las de uma forma, criar um tipo de elo ou história. Por isso há 10 meses atrás fora publicado, a primeira intitulada “Sobre Viver”. Depois da boa visibilidade dela, a Alucinia divulgou “Sete Palmos” e recentemente fechou o ciclo com “Sombras”. Todas as canções estão disponibilizadas no YouTube.

Atualmente o grupo está focado no processo de criação de uma nova canção que será a primeira em estúdio.

Formação Atual:
Erik Quinsler (Vocal)
Lenita Cardozo (Vocal)
Márcio Caemerer (Guitarra
Thallys Machado (Guitarra)
Vinicius Saints (Baixo)
Rafael Araújo (Bateria)

Plataformas Virtuais:


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Dark New Farm: Em Tempos de Ódio, “L.O.V.E” Emerge

No último final de semana, a banda Dark New Farm de Nova Fazenda/SC deu mais um passo para seu crescimento evolutivo. Os músicos divulgaram a canção “L.O.V.E" (Level Of Violence Extremist) que trata de assuntos cautelosos como a homofobia.



Atualmente o Brasil lidera o ranking como país que mais mata travestis e transexuais no mundo, sem contar os diversos crimes de ódio movidos pelo preconceito contra a comunidade LGBTQ+. Visando contestar esse cenário, os músicos da Dark New Farm trouxeram em sua mais recente composição questionamentos acerca da hostilidade e discriminação contra relações homoafetivas. O instrumental bem trabalho casa com a letra por conta da agressividade nos riffs, além dos guturais rasgados mesclados a um backing vocal grave. A faixa foi gravada, masterizada e mixada no TG Homestudio, sendo composta por Vinicius Saints.

O grupo do litoral sul finca cada vez mais seu pé no cenário catarinense de Metal. Com o intuito de transpassar músicas de caráter social, a banda exibe em suas composições temáticas delicadas sobre questões a serem debatidas, como a agressão à mulher em “Madre” e sobre a desigualdade gritante e o poder econômico e comercial dos EUA na música “La Patria!, La Fábula!”.

Recentemente ao ser interpelados acerca da rápida ascensão no underground, o baterista Maykon Kjellin citou o fato de misturarem composições em espanhol com inglês fazendo assim algo peculiar e ao mesmo tempo inédito no estilo. “A primeira música que a gente lançou, a “La Patria La Fabula”, a galera estranhou muito o inglês com o espanhol, só que na “Madre” que é só inglês, eles reclamaram de não conter espanhol. Aí virou um negócio característico nosso que não tem na região. ”

A banda é composta por:
Formação Atual:
Luiz Harley (Vocal)
Sol Portella (Guitarra / Vocais)
Vinicius Saints (Guitarra)
Fabiano Hamed (Baixo)
Maykon Kjellin (Bateria)

Plataformas Virtuais:


quarta-feira, 7 de março de 2018

Laguna Metal Fest VI: A Chama Nunca se Apaga

Um dos festivais mais tradicionais do sul de SC está de volta, ao reacender das luzes. A Agosto Negro produções idealizada por Danniel Bala divulga a sexta edição do Laguna Metal Fest.



O evento que já trouxe nomes como Clasutrofobia, a lenda Blaze Bayley, Rhestus, Project 46, Krucipha, Fuzilador, Distraught, Voodopriest e Symbolica vem com o mesmo legado e com a conhecida estrutura. A cidade litorânea de Laguna recepcionará os headbangers de toda a região Sul e em abril se tornará a capital do festival.

Para essa edição, foram confirmadas oito bandas de diversas regiões do estado e uma de São Paulo. O fest contará com a cobertura de quatro mídias independentes, sendo elas, A Hora Hard, Cultura Em Peso, O Subsolo e Urussanga Rock Music.

Carregando seus 25 anos de atividade, a banda litorânea Khrophus (São José – SC) é uma das atrações mais esperadas do festival. Os músicos que se consagraram como um dos grandes expoentes do Death Metal brasileiro, realizando também turnês internacionais, possuem diversos trabalhos lançados ao longo de suas carreiras. Entre estes estão as demos “Khrophus” (1993) e “Tribulations” (1998), os álbuns “God from the Dead Images” (2003), “Presages” (2009) e “Eyes of Madness” (2013). Além do Ep “Symbols from Death” (2008) e a compilação “Presages / Eyes of Madness” (2016). Os integrantes são Hugo Deigman (Vocal/Baixo), Adriano Ribeiro (Guitarra) e Carlos Fernandes (Bateria).



A única banda de fora do estado é a Inherence que será uma das headliners. O grupo paulista formado em 2016 irá trazer seu peculiar Metal/Hardcore com influências nova-iorquinas de bandas como Hatebreed e Aborted. Recentemente os músicos divulgaram o álbum “Dogma” que enfatiza toda a brutalidade através de seus riffs rápidos. Ela é formada por Thiago Castor (Vocal), Marcelo Liam (Guitarra), B2 (Baixo) e João Limeira (Bateria).



A banda Dark New Farm (Nova Fazenda – SC) vem conquistando seu espaço no cenário musical catarinense. O grupo possui uma forte influência do New Metal, trazendo em seu repertório covers de bandas como Drowning Pool, Korn, Linkin Park e Sepultura. No final de 2017 o grupo lançou um lyric vídeo da faixa autoral “La Patria, La Fabula”. Os integrantes são Luiz Harley Caires (Vocal), Maykon Kjellin (Bateria), Fabiano Hamed (Baixo) e Sol Portela (Guitarra).



O power trio criciumense Somberland (que recentemente concedeu uma entrevista ao UrussangaRock Music), trará ao palco do Laguna Metal Fest um Black Metal cru referente a sonoridade típica do estilo nos anos 90. Desde 2015 na estrada, os músicos possuem dois trabalhos lançados, o Ep “Dark Silence Of Death” (2016) e o full-length “Pest’Ology” (2017). A banda é composta por E.Nargoth( Baixo e Vocal), Diavolous (Guitarra), DMortest (Guitarra) e W.A.G (Bateria)



A prata da casa #Figure é a estreante nos palcos. A banda foi formada no final de 2017 e carrega em sua essência o Death Metal Melódico feito por cinco amigos que decidiram juntar seus gostos em comum, referências como Soilwork, In Flames, At The Gates, Arch Enemy, Testament e incluir ao projeto. É composta por Renato Lopes (Vocal), André Medeiros (Guitarra), Jaison Junior (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).



De Tubarão, a Deadnation finca seu Death Metal técnico ao evento. O grupo que surgiu em 2016 divulgou no final do ano passado seu primeiro single “Redrum”. A banda é composta por Fabrício Wronski (Vocal), Rafael Spilere (Guitarra), Jefferson Pereira (Guitarra), Jadson Falchetti (Baixo) e Gustavo Oliveira (Bateria).



Outro ícone do metal catarinense é a banda de Power Metal itajaiense Steel Warrior que já carrega 22 anos em sua trajetória. Os músicos possuem seis trabalhos, dentre eles estão o homônimo “Steel Warrior”, “Visions From The Mistland”, “Beyond The Twillight Hills”, “Army Of The Time”, “Vodu” e “Legends”. A formação do grupo é André (Guitarra e Vocal), Culver Yu (Bateria e Vocal), Murilo Soares (Guitarra) e Anderson Agostinho (Baixo e Vocal).



A banda Mechanix vem diretamente da cidade de Florianópolis, e será responsável por trazer ao festival um tributo ao Megadeth. O grupo, que está na ativa desde 2016 conta com os músicos Giuliano Schmidt no vocal e guitarra (Syn TZ, Still Life), Gabriel Barreto (Selvagens da Monareta) no baixo, Gabriel Porto (Enarmonika, M26, Matriarca, Exception) na bateria e Diogo Mafra (Almah, Dynahead) na guitarra.



Então prepare sua jaqueta, monte seus patches, junte seus amigos e pegue o rumo do Clube de Campo em Laguna, onde por apenas 30 reais antecipados você irá desfrutar de oito grandes bandas do cenário underground. Laguna te espera para mais um LAGUNA METAL FEST.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Alkanza Thrash Metal - "O Céu da Boca Do Inferno" (Resenha)

No final de junho os lagunenses da banda Alkanza lançaram o novo álbum denominado “O Céu Da Boca do Inferno” contendo sete faixas. O mesmo foi gravado no B&C Estúdios e contou a produção do vocalista Thiago Bonazza Fernandes e de Fabrício Eufrásio, além da arte gráfica por Marcio Saviano.


O disco foi divulgado nas plataformas virtuais do grupo no YouTube e no site da banda para download. Então leia, ouça, baixe, divulgue, compartilhe e vá aos shows do grupo.



O peso e agressividade foram mantidos em cada música. A primeira faixa é a caótica “Em Coma” que é fortemente caracterizada com riffs céleres e rápidos representando a disparidade social que predomina em nossa sociedade desigual.

A segunda canção é “Paciência V.T.N.C”, e já de cara percebe-se a brutalidade ao redor da mesma. Os vocais de Thiago são ainda mais nítidos e complementam a abordagem do descontentamento e da verdadeira “falta de paciência” com as questões atuais cotidianas em nosso país.

“Escolhas” começa cadenciada e a sonoridade vai alternando com o decorrer da mesma. A música fala sobre a hipocrisia enrustida nas pessoas que a impedem de seguir os próprios sonhos.

A quarta faixa “É Só??” nos questiona sobre a situação dramática das periferias antagonizando com o poder e a ganância que a burguesia detém sobre os mesmos. O Instrumental é totalmente cru e ríspido personificando uma das melhores do disco.

A canção “Com Força” ingressa-se em uma catástrofe violenta com timbres sólidos. Sua letra explicita a exploração, a destruição e o individualismo em prol do poder.

A ferocidade é exposta na música “Sorria” onde obtém um peso exacerbado e uma temática que abrange assuntos relacionados a alienação, como no refrão “Sorria, Mas Permaneça Calado, Sorria, Mas Continue Dopado...”. Essa faixa é um grito de revolta em relação as pessoas que sorriam mesmo sendo manipuladas.

Fechando o disco, a intensa “Se Comovem Mas Não Se Movem” surge como uma surpresa e se instala em nossos ouvidos. Rapidamente podemos notar grandes influências, desde o Groove, Thrash tradicional até o Thrash moderno. A sonoridade mostra a potencialidade da Alkanza que sempre nos surpreende.

Plataformas Virtuais:


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Alkanza Thrash Metal - Em Coma (Lançamento)

Mais agressivo do que nunca, o novo som “Em Coma” da banda Alkanza acabou de ser lançado. 



Com 03:30 min, a faixa começa com um instrumental lento e técnico, todavia segundos depois, uma catástrofe de riffs céleres e rápidos toma conta da canção. A mesma possui abordagens do momento defasado sociopolítico brasileiro. O coma representa a disparidade social que predomina em nossa nação, onde os ricos detêm grande parte do poderio financeiro, conquanto os pobres são determinados por míseras economias, fazendo a diferença entre classes ser absurdamente gritante e revoltante.

A música fará parte do novo álbum do grupo, denominado “O Céu da Boca do Inferno” que será lançado no dia 01 de julho.


Então acompanhe o Promo da destruição sonora e caótica proposta pelos lagunenses!



Plataformas Virtuais:

sábado, 21 de janeiro de 2017

Parceiros do Underground: Entrevista com Luiz Harley Caires (Underground Extremo) Ep01

Hoje faremos a entrevista com um dos maiores divulgadores do metal extremo catarinense, Luiz Harley Caires, professor, frontman na Evil Returns e idealizador do blog Underground Extremo. Na conversa foram explanados assuntos polêmicos e a respeito da carreira e de seus trabalhos referentes à Cena.




01- A primeira pergunta pode-se encará-la como pessoal. Pois quando começaste a ouvir Metal, e antes disso quais foram as influências até chegar ao Metal Extremo?

Harley: Hail irmão! Primeiramente satisfação enorme estar trocando ideia contigo, admiro e acompanho teu trabalho e sei que compartilhamos do mesmo amor pelo Underground e a cena em geral. Respondendo à pergunta, o Metal sempre me foi algo familiar, meu pai ouvia muito AC/DC e Stones Beatles, já minha mãe é a maior fã de Angra que eu conheço, além de Stratovarius, e claro Iron Maiden. Foi com o Slayer e o Sepultura que comecei ir atrás de som mais pesado, aí veio Venom, Cannibal, Krisiun e meu gosto só foi encaminhando para algo mais brutal.

02- Sabemos muito bem que as mídias para o estilo estão escassas no estado. Todavia em contrapartida encontraste uma motivação para poder seguir e trabalhar em prol das hordas, nisso surgiu o Underground Extremo. Tu poderias contar mais a respeito do início do blog?

Harley: Então sempre tive a ideia de fazer algo pela Cena, o metal me propicia momentos únicos de alegria, ir para uma roda, encontrar amigos ou até mesmo ouvir um CD de boas em casa. Comecei a escrever para blogs grandes, e para o Metal Militia, só que nesses blogs que eu citei eu percebi que o interesse era em número de acessos e não ajudar a Cena, então saí disso tudo, comecei do zero e decidi fazer um trabalho autoral. Nisso nasceu o Underground Extremo, a opção pelo Metal Extremo é um gosto pessoal, não quer dizer que não possa aparecer bandas mais leves, mas gosto de escrever na ótica do fã mesmo, então tudo que está lá no Blog é porquê antes de mais nada foi um trabalho que me chamou atenção.

03- Hoje tu representas muito para a cena catarinense pois além de escritor de Metal, tu és frontman numa banda de Death/Black metal que inclusive já fora divulgada aqui na Urussanga Rock Music. Como é lidar com a Evil Returns, e com o blog, há um momento de separação dos papeis, ou prefere mesclar as duas atividades? E a respeito de seu grupo, há algum projeto novo rolando?

Harley: Opa, obrigado pelo elogio irmão. Na verdade, nunca citei nada da Evil no Blog porque ia parecer imparcial demais, imagina que hilário eu elogiar a presença do vocalista em cena, ia ser no mínimo irônico. Na verdade, a Evil é um filho bastardo, ensaiamos a volta muitas vezes, mas só se for com a formação original, então se o guitarrista estiver lendo aqui se liga mané, para o mal retornar só depende de você (risos). Enquanto isso, estou com um projeto que é de levar o Metal para escolas onde nos intervalos vamos fazendo uns sons até um dia se apresentar no colégio, é algo mais levinho rola Metallica, Megadeth, mas estou ensaiando um Cannibal, vamos ver como os pequenos reagem (risos).


04- Nos conhecemos lá naquele show do Plataforma Rock Bar (Excelente pub, típico Underground) e percebi que você tem um conhecimento muito grande em relação a cena extrema catarinense. Dentre as que tocaram, estava a Impiedoso (horda ícone do Black Metal), a The Torment (Raw Black Metal) e a Silent Empire que está em ascensão no Death Metal local, além é claro da clássica Luxuria De Lilith. A respeito disso, visualizando o evento ocorrido, o público presente e as apresentações, realmente foram satisfatórias, ou o público ainda está tímido?

Harley: Sim irmão, grande show sem dúvida. O que falar da Impiedoso e do The Torment? São hordas clássicas da maldita Catarina, O Silent Empire a cada apresentação se supera já perdi a conta de quantas vezes assisti eles ao vivo e sempre me impressiona, e o Luxuria, basta dizer que comprei quase todo merchan da banda, sou fã deles desde o Início das Profanações. O Plataforma é guerreiro cara, a essência do Underground. Prefiro ir lá do que em casas de show que depois toquem Pagode ou Sertanejo. O público cara, é uma questão ambígua, porquê por um lado, são sempre os mesmos guerreiros isso é legal mostra fidelidade. Mas sempre fica além do esperado, não adianta 20 mil confirmarem presença e só 20 aparecerem.

05- Sobre o blog Underground Extremo 666, quais foram as maiores matérias, e mais satisfatórias?

Harley: Bem na verdade eu falo equipe, mas o Underground é editado escrito por mim já tentei formar equipe, mas são poucos que entendem a proposta, então cada texto ou resenha que você encontra lá são motivos de orgulho e satisfação. Quero destacar aqui as bandas que apoiam o trabalho, fico muito feliz de ver bandas do porte de Headhunter DC e Malefactor agradecendo e compartilhando nosso trabalho, quero destacar também a Creptum que foi minha primeira entrevista para o Blog, o que dá um gosto especial.

06- O Metal Catarinense se perpetua como um dos melhores do Brasil. Porém, também já foi maior, com a quantidade de eventos que tinha, open airs, festivais, e bandas consagradas. Muitos grupos estrangeiros já passaram por aqui, podemos listar Kreator, Dark Funeral e Hirax. Nossas hordas ascendendo, e outras emergindo. Até que chegou um momento que os festivais se tornaram escassos e as bandas mal conseguiam manter-se na ativa. Qual sua explicação para o ocorrido? E hoje seria a volta da chama Metal em SC, com o Maniacs Metal, OTA, Fear Fest, Inferno Metal Fest, Overgound Roots, Underbands, entre outros?

Harley: Cara eu vim de São Paulo, lá você encontra show em cada canto e fica quase na miséria se quiser assistir tudo, quando vim morar aqui em SC fiquei feliz de ver uma Cena pequena, mas fiel. Tive a chance de ver essas bandas que você citou, além do maldito Rotting Christ. Estou escrevendo um livro sobre a Cena catarinense, acho que até ano que vem ele deve sair, estou usando a minha tese do mestrado como apoio. Os festivais são aquela coisa, depende da organização, tivemos a vergonheira do Zoombie, mas ao mesmo tempo o Otacílio, Fear, Inferno, estão aí além do Maniacs que tem potencial e o Agosto Negro na figura do Guerreiro Daniel Bala. O único problema é público cara, como eu disse anteriormente, marcar presença no Face é fácil, se você é banger mesmo tem que ir para grade bater cabeça a Cena depende disso.

07- 5 grupos de Metal Catarinense?
Harley: Alkanza, Sodamned, Shadow of Sadness, Luciferiano, Khrorphus, entre tantas outras.

08- 5 grupos de Metal Nacional?

Harley: Headhunter DC, Symphony Draconis, Amazarack, Em Ruínas, Nervochaos e Patria.

       09- 5 grupos de Metal internacional?

Harley: Vou indicar bandas que venho ouvindo recentemente (não que não curta os medalhões como Death, Judas, Iron, Etc...) Chaoslace, Bessat, Eutanos, Obscura, War.

10- Atualmente há uma maior participação do cristianismo na política, mesmo com o estado se mantendo laico. Como o Black Metal sempre teve origem antirreligiosa, e prega em suas letras misantropia, erotismo, liberdade, e respeito a todas as classes, gêneros e orientação sexual, contudo muitos fãs e adaptadores do estilo carregam apoio a fascistas e pessoas como Marco Feliciano e Jair Bolsonaro. Qual sua opinião a respeito disso?

Harley: Como professor de História, é cada coisa que a gente lê na internet e ouve de amigos que até assusta cara, Intervenção militar, tão de brincadeira né? Nosso país não tem direita nem esquerda, tem panelas voltadas para os próprios interesses e o povo que se exploda.
Na cena Metal, enfatizo meu total apoio ao Violator, esse estilo, liberdade, e gritar contra as correntes e modinhas. Cada um tem o direito de ser o que quiser, mas antes de sair apoiando alguém, vai ver o que ele diz nas entrelinhas. Por exemplo, eu sou ateu e acho ridículo um país laico ter bancada evangélica, mas essa é minha opinião, as pessoas podem concordar ou discordar, agora usar isso para separar um estilo que já não é unido, aí é foda. 

11- Como se sucedeu a escolha para as melhores bandas do ano?

Harley: Muita pesquisa irmão, fiz uma lista com mais de 20 lançamento de cada estilo e ouvi muitas vezes até chegar naqueles que dei um destaque especial, foi muito difícil faltou bandas como Cemitério e Ancestral, mas que em breve aparecem no Blog.
O mais legal foi a participação do Cristiano do Os Capial, que me deu uma lista enorme de banda de Grind para eu poder conhecer mais a fundo o estilo. Deu uma puta dor de cabeça selecionar tudo, mas o resultado foi positivo demais.

12-  Novos projetos e matérias para o blog?

Harley: Sim muitas, minha ideia é aumentar a rotatividade do Blog divulgando pelo menos 3 textos por semana, como disse é um trabalho de um Homem só então às vezes fica corrido, mas vamos na luta. Em 2017 tenho o plano de fazer cobertura de todos os grandes festivais catarinenses, tirando grana do bolso mesmo, não peço entrada. Sou um banger como todos os outros, então faço questão de pagar, Otacílio, Inferno, Maniacs... estaremos lá. Além disso, estou com planos de fechar parcerias agora que estou na equipe da Black Legion Produções, é uma porta que se abre. Além disso pretendo gravar podcasts com parcerias de outros Blogs e bandas, abrir espaço para o Hardcore e Metal na américa do Sul, sempre o Underground é logico, enfim muitos planos que vamos colocar em prática.

13-  Seu trabalho com certeza é muito importante para toda a cena nacional. Sou um leitor e divulgador assíduo pois a qualidade é demonstrada pelos mais de 10.000 visitantes. As matérias escritas de maneira imparcial, correta e conteudista. A Urussanga Rock Music tem o maior orgulho de entrevista-lo e será o começo de uma grande parceria, onde quem ganha é o Metal e nós todos. Se puderes deixar um recado para os leitores do Blog.

Harley: Mais uma vez agradeço as palavras, devo confessar que quando me deu a ideia de montar o U.E o Urussanga Rock e O Subsolo são os sites que mais me inspirei, acredito que tudo que fizermos é por amor à Cena, ninguém quer se promover e sim fortalecer o estilo. Meu recado para os leitores é obrigado para quem curtiu o trabalho, a página e quem ainda não conhece dá uma passada lá, estamos abertos a criticas e sugestões e se esbarramos por aí para tomar uma gelada e cair no stage diving, força Extrema. Hail Urussanga Rock! 

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