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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

15° River Rock Festival: A originalidade e miscelânea cultural fincaram raízes nessa edição


O Festival

Nos dias 07, 08 e 09 de setembro aconteceu um dos maiores festivais catarinenses, o River como é carinhosamente chamado configurou-se através da pluralidade de estilos, da ampliação e modificação da estrutura e do line-up repleto de atrações.



A nossa equipe saiu de Lages- SC na sexta-feira à tarde e chegou no período das 19h no Rota 66 em Indaial- SC. Durante o percurso, vale ressaltar a beleza do Vale, as cidades pequenas, porém bem desenvolvidas, a mescla da cultura alemã com a italiana e os trejeitos do interior catarinense.

Ao chegar ao local do evento, é nítido surpreender-se com a quantidade de veículos, pessoas e barracas logo no hall de entrada do mesmo. Lá no palco a banda Steel Warrior encerrava sua apresentação, fortemente caracterizada no Power Metal peculiar do grupo itapemense. Mesmo com alguns imprevistos relacionados a elétrica, os músicos conseguiram finalizar sua exibição muito bem.

Assim instalados e com a correria da sala de imprensa, do credenciamento e direcionamento das mídias, a URM intercalava em realizar entrevistas, fazer cobertura de fotos e vídeos, suprir dúvidas relacionados à imprensa e demais tarefas com o intuito de contribuir com o River Rock 2018. Todavia, perante a essa intensa jornada conseguimos prestigiar algumas apresentações.

A Flesh Grinder deu início ao primeiro show do “big 4 catarinense” formado pelos joinvilenses, pela Brasil Papaya, Khrophus e Rhestus. As quatro apresentações foram marcadas primeiramente por concentrar um grande número de pessoas em frente à grade, pela versatilidade da apresentação e inovação com resquícios de fogo e com pinturas faciais da Rhestus. Também é valido e notório a solidez da Khrophus e a harmonia e sincronia da Brasil Papaya.

Brasil Papaya
A alimentação era algo com múltiplas opções, desde variedades para o nicho vegano e vegetariano e a presença de um food truck com outros tipos de gastronomias.

A Leite de Velha encarou o evento como uma forma de expandir sua sonoridade às pessoas de outros estilos, como o Metal. O rock gaudério conseguiu trazer às atenções a músicas com temáticas cômicas e inusitadas.

As mídias presentes no evento mostraram profissionalismo e dedicação. Em conversa com Sidney do O Subsolo/Cultura Em Peso, o mesmo destacou a necessidade de profissionalizar o trabalho das mídias nos festivais e também ressaltou a importância dos canais para a divulgação. Vale ressaltar que a Vanessa Boettcher também estava lá cobrindo para o CEP.

Com a troca de horário, a Necrotério foi a primeira banda do Paraná a se exibir nessa edição. Um Death Metal Cru com riffs agressivos e céleres. Logo em seguida, a Slammer propagou a chama do anticristianismo, os curitibanos fizeram um altar mórbido e direcionavam mensagens diretas para a dogmática religiosa. O grupo reproduziu até um cover da banda Funeral, uma das primeiras de Black Metal no PR.  A Grimpha bradou “Death Metal Antifascista” e fez com que todos pudessem sentir a monstruosidade do seu respectivo instrumental assim como a potencialidade de suas letras.  

Slammer
Com a finalização da noite, pudemos ainda conhecer Guilherme Lindner do “Cena Livre” que estava executando seus trabalhos de difusão. E no bate-papo, o comunicador enfatizou a grandeza do evento e a simplicidade de cenas casuais que às vezes passa de forma impercebível a nossos olhos. Guilherme ainda concedeu algumas ideias para a continuidade do nosso trabalho e também sobre a elaboração do fest.

O sábado começou cedo, com alguns problemas relacionados à energia que rapidamente foram resolvidos. E o Carlão Fernandes que não tinha nada com isso se preparou e executou o Workshop que consistia em compartilhar suas técnicas, suprir as dúvidas e reproduzir alguns de seus sons da banda Khrophus.

Carlão Fernandes
Ao olhar para o camarim, ficava explícita a ideia de teatralidade dos músicos da Casa de Orates. Os itajaienses contagiaram os headbangers com suas músicas psicodélicas, com suas atividades artísticas de dança e diversidade musical.

Casa de Orates
A Escória de Timbó- SC mostrou o Punk Rock de protesto e de revolta. Com um repertório diferenciado, os músicos até divulgaram uma música para o antigo prefeito da cidade do vale. A sala de entrevistas estava a todo vapor, entrevistas com Casa de Orates, Xei e Sons In Black e Slammer estavam acontecendo, em virtude da execução das mesmas não foi possível acompanhar as demais apresentações.

A primeira banda do RJ a subir no palco foi a Cervical, um som pesado, díspar e totalmente expressivo. Era notável a proatividade e a interação do vocalista Pascoal Mello com os presentes que admirados acompanhavam o som dos músicos.

Cervical
A Affront tocava mais uma vez em SC. Acostumados com o clima catarinense, os músicos mantiveram mesmo com algumas falhas técnicas, o profissionalismo ao impulsionar suas canções presentes no álbum “Angry Voices”. E foi assim, com um petardo em cima do outro, solos sólidos e rápidos e a brutalidade do Death Metal. Logo em seguida, no bate-papo o vocalista Marcelo ressaltou e enalteceu o convite que foi feito para tocar no evento, o qual para ele é raro de se encontrar no estado do RJ.

Affront
E lá um Power Trio advindo do Centro Oeste brasileiro, executando suas músicas, uma a uma com a mesma intensidade da Demo “Infernal Domain”. A Armum encantada pelo evento manifestou uma condensação sonora, a presença dos vocais graves e timbrosos de Camila e as viradas de batera de Gesiel Coelho.

Armum
A Cartel Da Cevada fez uma das melhores performances, os gaúchos movidos pela energia da viagem e clima de festival, difundiram suas músicas com uma sincronização ímpar, com a sede de demonstrar seu máximo e é claro que não poderia faltar a aparição do “tinhoso” em “O Diabo é Da Fronteira”.

Cartel da Cevada
Fixos em frente ao palco, o público pode presenciar o show de duas headliners do fest, a Imago Mortis que fez um show surpreendente com seus arranjos peculiares, seu doom expressivo e a magia de suas canções. No entanto, sem muito esperar, os metalheads acompanharem depois da exibição dos cariocas, a apresentação do ReyToro (Uma das maiores bandas do Uruguai) que de forma caótica possibilitou vários moshes.

ReyToro (URU)
A grande atração da noite fez com que o festival inteiro pudesse cravar os olhos para o palco do Rota 66. O Sepultura se apresentou pela segunda vez no River e foi claro a performance de qualidade dos músicos, que traziam a divulgação do “Machine Messiah” em show único no estado. Evidente que relembraram clássicos como “Territory”, “Inner Self”, “Refuse Resist”, “Arise”, tal feito proporcionou rodas brutais, a fase épica de Eloy Casagrande, a mescla de sons com o novo álbum e a simpatia habitual de Derrick Green.

Sepultura
O projeto Cadaveric Hotel composto por apenas um integrante demonstrava gratidão ao Sepultura pelos músicos fazerem a abertura de seu show. Brincadeiras à parte, o músico enfatizou canções cômicas e de duplo sentido que deram um ar mais descontraído ao festival.

Cadaveric Hotel
A última banda a se exibir no sábado foi a Cassandra. O duo de Curitiba- PR enfrentou alguns imprevistos técnicos com o som inicialmente, mas logo tudo fora resolvido e puderam deixar fincada a passagem por Indaial. Com uma mistura de elementos, indo desde djent, stoner, doom e outras referências estabilizaram uma isocronia com suas composições autorais.

Cassandra

Casamento de Adriano e Ana Cláudia

O matrimônio entre o organizador e músico Adriano Ribeiro com Ana Cláudia Freitas personificou a singularidade do festival. Os recém cônjuges protagonizaram um momento de ternura em que os riffs das guitarras cederam à sutileza das palavras proferidas por Cláudio Tiberius. O mesmo coroou o casal e fez com que o público se comovesse com tal ato.

Casamento
Depois do agitado beijo, o noivo pulou para a galera e tudo isso exprimiu o carinho que os presentes mantêm com o guitarrista.

Com Enya sendo reproduzido através de Carla Domingues e Thiago Gonçalves, o recital Metal era composto por versos doces, simbólicos e eloquentes. O baile de debutantes iniciava-se, os headbangers dançavam com seus respectivos pares, inclusive alguns com garrafas de cerveja e assim caracterizou a parte romântica da aliança do River Rock Festival 2018 com você.

Bandas e Festivais Presentes

É de suma importância revelar as bandas que mesmo sem ter tocado no evento puderam otimizar seu tempo para locomover-se até o Vale. Alguns grupos presentes foram a Balboa’s Punch, Captain Cornelius, Homem Lixo, Juggernaut,  Mr Fear, Omnifarious, Plunder, Somberland, Tandra, They Come Crawling, entre outras.

Já em relação aos eventos, a parceria de festivais inclusos no River Rock Festival era vasta tendo nomes como o Agosto Negro, Fear Fest, Frai’n Hell Rock Festival, Iceberg Rock, Maniacs Metal Meeting, Otacílio Rock Festival, Rock In Hell Do Campo, Santana’s Sunday e Um Dia Livre Rock Festival.

Camping e Arredores

O camping estava bem acessível, com um amplo espaço para a colocação de barracas, gazebos e tendas. Também havia alguns stands de lojas especializadas em Rock/Metal, rádio e bancas de merchans dos grupos que se apresentavam.

Camping
A proximidade do palco foi algo a ser devidamente lembrado, pois normalmente conseguia-se a locomoção entre o espaço interior e exterior. Ao questionar o baterista Fernando Alfaro da Reytoro, o mesmo se mostrou admirado pela estrutura aos arredores do evento. De acordo com ele, são pouquíssimos festivais no Uruguai com essa base.

Organizadores e Produção

Com o convite do Patrick Souza da Sangue Frio Produções, nós ficamos encarregados por assessorar a parte da imprensa. O procedimento ocorreu de forma tranquila e foi uma experiência ímpar e gratificante.

Os idealizadores Adilson Frenzel, Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda se mostraram satisfeitos pelo resultado do fest e pela receptividade do público. Adriano ainda ressaltou algumas ideias a serem trabalhadas para a próxima edição e frisou pontos a aperfeiçoar-se, outros a continuarem e planos a serem colocados em prática.


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 1)

O município de Indaial vai estremecer nos dias 7, 8 e 9 de setembro com mais um River Rock Festival. Um cast de peso, formado por 35 atrações, somado a uma ampla estrutura é o que caracteriza essa 15° edição. São esperadas diversas excursões vindas para prestigiar as apresentações de ilustres nomes da música brasileira, como o Sepultura, Imago Mortis, Blues Etílicos, a banda internacional ReyToro e os grandes tesouros catarinenses Khrophus, Resthus, Brasil Papaya e Flesh Grinder. Além, é claro, de outros grandes grupos que marcarão presença no fest.




E as atrações não ficam por isso, o evento irá contar com um Baile de Debutante em comemoração aos 15 anos do River Rock, Workshop de Bateria com Carlos Fernandes, Recital Metal com Carla Rodrigues e Thiago Gonçalves. A cultura terá seu espaço com a poesia de Hugo Deigman e as exibições teatrais das bandas Casa de Orates, Paraverso e Cartel da Cevada. A aliança do festival não ficará apenas no slogan, durante o evento também ocorrerá o casamento de Adriano Ribeiro (guitarrista banda Khrophus) com Ana Cláudia. Vale lembrar que o cardápio será recheado de opções, inclusive de lanches veganos.

Prepare sua barraca e marque presença em um dos maiores festivais de Santa de Catarina!



Diretamente de Timbó, a banda de Death/Doom Metal Volkmort será a primeira a pisar nos palcos do River. Com seus 14 anos de estrada, os músicos possuem em sua discografia a Demo “Supreme Evolution of Fear” (2010), o Promo CD “The Beginning of The End” (2013) e a Tape “Traces of Doom” (2015). Atualmente o grupo trabalha na produção de seu primeiro álbum.

Em seguida os blumenauenses da Viletale irão expor seu trabalho, o qual busca inspiração nas variadas vertentes do Terror, mesclando a atmosfera do gênero ao Metal. A discografia dos músicos conta com os Eps “Initiation” (2016), “From The Dephts Ov Mind” e “The Suicide Of Dei” (2017).

O Hardcore também terá seu espaço, com 26 anos de atividade a banda Eutha é fruto da capital do estado. O grupo já se apresentou com diversos nomes da música, marcando presença em diversas coletâneas, lançaram em 2002 o álbum “Estileira Core Music Tarja Preta” e o Ep “Segundo Disco de Plasticore ou a Temporada no L.I.M.B.O.”, lançado em 2015.

Um dos maiores nomes do Power Metal nacional também estará presente na sexta-feira. Proveniente do litoral do estado, a banda Steel Warrior angaria em seus 22 anos de estrada diversos trabalhos notórios. Entre eles estão as Demo “Steel Warrior” (1996) e Beyond the Twilight Hills (2001), os álbum “Visions from the Mistland” (1999), “Army of the Time” (2002) e “Legends” (2008), além do Ep “Vodu” (2006) e o Split “Brazilian Steel - The Metal Survivors Volume I” (2018).

Um dos momentos mais esperados do Fest é o encontro de renomados grupos da música do estado que comemoram seus 25 anos de carreira nesta edição do River Rock. O carinhosamente apelidado de “Big Four Catarinense” é composto pelas bandas Flesh Grinder, Brasil Papaya, Resthus e Khrophus.

A primeira peça desse quebra-cabeça é a banda de Splatter, Flesh Grinder. Os músicos de Joinville chamam atenção pelas letras com temáticas sangrentas, trazendo à tona o verdadeiro sentido da palavra “gore”. Entre os trabalhos do grupo estão os álbuns “Anatomy & Surgery” (1997), “S.P.L.A.T.T.E.R.” (1999), “Libido Corporis” (2001), “Coroner's Inquest Suit” (2005), “Crumb's Crunchy Delights Organization” (2008), “Nomina Anatomica” (2016). Possuem também as Splits “From Rotten Process... to Splatter / Malignant Cancerous Tumour in the Epithelial Tissue of the Intestine” (1999), “Unsatisfactory Doctors Report / Carn Morta” (2008), “First Time at Maggot Sessions” (2009), “Two Repulsive Eyes” (2010) e “Expurgo / Flesh Grinder” (2017). Além do Ep “Necrofiles” (2013) e a Demo “Rotten Process” (1994).

Outra grande atração que subirá aos palcos, é a banda florianopolitana Brasil Papaya. O grupo é caracterizado pela combinação de diferentes estilos que formam um som instrumental singular. A discografia da banda é composta pelos álbuns “Brasil Papaya Instrumental” (1997), “Esperanza” (2005), e “Clássicos com Energia” (2012) lançado em parceria com a orquestra Camerata Florianópolis. Além de contar com a Demo “Brasil Papaya” (1993), e o DVD “Emancipation” (2011).


Simplesmente descomunal será a apresentação da Rhestus que finca um pilar duradouro relacionado ao metal catarinense. Os músicos em seus respectivos shows garantem uma potencialidade de riffs que de forma caótica personificam o portfólio da banda. Trabalhos estes como “Bullet In Point”, “Games Of Joy... Games Of War”, “Insane War”, entre outros sons.

Encerrando o ciclo de exibições do “Big Four SC”, a Khrophus ressurge mais viva e intensa. O grupo de São José - SC explicita o death metal cru, ríspido e nada convencional que a tornam uma das destaques do River Rock Festival 2018. A banda carrega em sua jornada clássicos raros como “Tribulations”, “God From Dead Images” e “Symbols From Death” além dos aclamados “Presages” e “Eyes Of Madness”.

A Leite de Velha traz o experimentalismo, já que em seu estilo possuem a definição de Gaudrock de Bolicho. Um tanto quanto diferente, mas totalmente identitário, os músicos de Rancho Queimado pretendem trazer ao evento a psicodelia, o progressivo e suas músicas peculiares.

Com quase 20 anos de estrada, a Slammer mescla a experiência, a heresia e a sede pelo Black/Death Metal dos anos 80, época auge para o estilo que traz muitos resquícios para a elaboração dos sons dos curitibanos. E esse som é nítido em “Ignis Corpora” que recentemente com a volta do grupo ganhou um vídeo no Studio Tenda em Curitiba-PR.

Também proveniente das terras paranaenses, a Necrotério mostra os 25 anos através do Splatter, do Gore e do DeathGrind. São diversas demos divulgadas, splits, vídeos e três full lengths, sendo eles “Lament Of Flesh” de 1999, “A Rotten Pile Of Dead Humans” e o último lançado “Gory Visions And Hallucinations”. Esses materiais têm em seu âmago toda a temática cadavérica, odiosa e mutiladora que consequentemente será exibida no palco.

Realmente Curitiba está em peso e a encarregada a encerrar as atividades de sexta-feira é a Grimpha. O grupo de Death Metal teve sua formação no ano de 2016, onde reuniu músicos conhecidos ávidos a desenvolver um trabalho que pudesse expor ideias como conspirações mundiais, caos, violência e catástrofe, tudo isso é claro somado a riffs violentos. Para suas músicas autorais, destaca-se o EP “Induced Hate”.


quarta-feira, 7 de março de 2018

Laguna Metal Fest VI: A Chama Nunca se Apaga

Um dos festivais mais tradicionais do sul de SC está de volta, ao reacender das luzes. A Agosto Negro produções idealizada por Danniel Bala divulga a sexta edição do Laguna Metal Fest.



O evento que já trouxe nomes como Clasutrofobia, a lenda Blaze Bayley, Rhestus, Project 46, Krucipha, Fuzilador, Distraught, Voodopriest e Symbolica vem com o mesmo legado e com a conhecida estrutura. A cidade litorânea de Laguna recepcionará os headbangers de toda a região Sul e em abril se tornará a capital do festival.

Para essa edição, foram confirmadas oito bandas de diversas regiões do estado e uma de São Paulo. O fest contará com a cobertura de quatro mídias independentes, sendo elas, A Hora Hard, Cultura Em Peso, O Subsolo e Urussanga Rock Music.

Carregando seus 25 anos de atividade, a banda litorânea Khrophus (São José – SC) é uma das atrações mais esperadas do festival. Os músicos que se consagraram como um dos grandes expoentes do Death Metal brasileiro, realizando também turnês internacionais, possuem diversos trabalhos lançados ao longo de suas carreiras. Entre estes estão as demos “Khrophus” (1993) e “Tribulations” (1998), os álbuns “God from the Dead Images” (2003), “Presages” (2009) e “Eyes of Madness” (2013). Além do Ep “Symbols from Death” (2008) e a compilação “Presages / Eyes of Madness” (2016). Os integrantes são Hugo Deigman (Vocal/Baixo), Adriano Ribeiro (Guitarra) e Carlos Fernandes (Bateria).



A única banda de fora do estado é a Inherence que será uma das headliners. O grupo paulista formado em 2016 irá trazer seu peculiar Metal/Hardcore com influências nova-iorquinas de bandas como Hatebreed e Aborted. Recentemente os músicos divulgaram o álbum “Dogma” que enfatiza toda a brutalidade através de seus riffs rápidos. Ela é formada por Thiago Castor (Vocal), Marcelo Liam (Guitarra), B2 (Baixo) e João Limeira (Bateria).



A banda Dark New Farm (Nova Fazenda – SC) vem conquistando seu espaço no cenário musical catarinense. O grupo possui uma forte influência do New Metal, trazendo em seu repertório covers de bandas como Drowning Pool, Korn, Linkin Park e Sepultura. No final de 2017 o grupo lançou um lyric vídeo da faixa autoral “La Patria, La Fabula”. Os integrantes são Luiz Harley Caires (Vocal), Maykon Kjellin (Bateria), Fabiano Hamed (Baixo) e Sol Portela (Guitarra).



O power trio criciumense Somberland (que recentemente concedeu uma entrevista ao UrussangaRock Music), trará ao palco do Laguna Metal Fest um Black Metal cru referente a sonoridade típica do estilo nos anos 90. Desde 2015 na estrada, os músicos possuem dois trabalhos lançados, o Ep “Dark Silence Of Death” (2016) e o full-length “Pest’Ology” (2017). A banda é composta por E.Nargoth( Baixo e Vocal), Diavolous (Guitarra), DMortest (Guitarra) e W.A.G (Bateria)



A prata da casa #Figure é a estreante nos palcos. A banda foi formada no final de 2017 e carrega em sua essência o Death Metal Melódico feito por cinco amigos que decidiram juntar seus gostos em comum, referências como Soilwork, In Flames, At The Gates, Arch Enemy, Testament e incluir ao projeto. É composta por Renato Lopes (Vocal), André Medeiros (Guitarra), Jaison Junior (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).



De Tubarão, a Deadnation finca seu Death Metal técnico ao evento. O grupo que surgiu em 2016 divulgou no final do ano passado seu primeiro single “Redrum”. A banda é composta por Fabrício Wronski (Vocal), Rafael Spilere (Guitarra), Jefferson Pereira (Guitarra), Jadson Falchetti (Baixo) e Gustavo Oliveira (Bateria).



Outro ícone do metal catarinense é a banda de Power Metal itajaiense Steel Warrior que já carrega 22 anos em sua trajetória. Os músicos possuem seis trabalhos, dentre eles estão o homônimo “Steel Warrior”, “Visions From The Mistland”, “Beyond The Twillight Hills”, “Army Of The Time”, “Vodu” e “Legends”. A formação do grupo é André (Guitarra e Vocal), Culver Yu (Bateria e Vocal), Murilo Soares (Guitarra) e Anderson Agostinho (Baixo e Vocal).



A banda Mechanix vem diretamente da cidade de Florianópolis, e será responsável por trazer ao festival um tributo ao Megadeth. O grupo, que está na ativa desde 2016 conta com os músicos Giuliano Schmidt no vocal e guitarra (Syn TZ, Still Life), Gabriel Barreto (Selvagens da Monareta) no baixo, Gabriel Porto (Enarmonika, M26, Matriarca, Exception) na bateria e Diogo Mafra (Almah, Dynahead) na guitarra.



Então prepare sua jaqueta, monte seus patches, junte seus amigos e pegue o rumo do Clube de Campo em Laguna, onde por apenas 30 reais antecipados você irá desfrutar de oito grandes bandas do cenário underground. Laguna te espera para mais um LAGUNA METAL FEST.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Frai'n Hell Rock Festival: Reacendendo a Chama dos Festivais Lageanos (Parte II)

Depois de um sábado bem agitado, com bandas de várias vertentes do Metal, com pirofagias, moshs, rodas punks e destruição, o Frain’ Hell Rock Festival despertou o seu púbico com a beleza exuberante da paisagem do Refúgio do Lago.



A primeira banda a se apresentar no domingo foi uma surpresa, já que a Jhonny Bus (grupo que estava no cast) cancelou a participação depois de um problema grave na coluna de um dos guitarristas, impossibilitando o mesmo de tocar. Então diretamente de Lages, a Curto Circuito trouxe o Hard Rock/Rock n Roll através de clássicos e da música “Cerveja Ou Gasolina”.

Também lageana, a Blood Eyes expôs o Metal autoral em português. Essa peculiaridade propiciou aos músicos grandes elogios vindos do público que começava a se movimentar ao entorno do palco. As canções próprias “Minha História”, “Olhos de Sangue” e “Seres da Mente” foram algumas das nove reproduzidas pelo grupo.

O Xakol propôs o Power Metal aos headbangers. Músicas como “Restless Hunter”, “Dawn Of Insanity” e “Rise Of A New Sun, Part 2: Sunrise” não deixaram de faltar no repertório dos florianopolitanos.

Com 24 anos de estrada, diversos álbuns, demos e splits lançadas, a Khrophus era um dos headliners do evento. O grupo era um dos três provenientes da primeira edição em Fraiburgo. Com a formação sólida e entrosada na entrada de Hugo Deigman nos vocais, a banda de Death Metal colocou o Refúgio do Lago abaixo com a ferocidade e técnica nos riifs céleres de Adriano Ribeiro. As músicas expostas foram “Smoke Screen”, “Master Of Shadows”, “Dead Face”, “Lost Iniciations”, “Testimony Of Illusions”, “Statues”, “Interposition”, entre outras.  

O Orquídea Negra fez um show grandioso, sendo uma das bandas mais reconhecidas do estado, trouxe à tona clássicos como “Surrender” e “Miss You” o que deixou o público extasiado.

Representando o cenário Crossover/Grindcore no evento, a AbomiNação de Lages praticamente acelerou os ânimos dos Metalheads. Munidos pelo som rápido e veloz intercalado com discursos revoltosos e de descontentamento sociopolítico exibiram a fúria musical. As canções “Tradicional Família Brasileira”, “Heróis Sem Capa”, “Deus Diligit Hominem” e “País de Tolos” (donde o vocalista Mateus Biazoto discursou contra o separatismo e a influência conservadora que isso tem na sociedade) estavam presentes no setlist.

A última de Black Metal a se apresentar foi a Somberland de Criciúma. Desde a entrada dos músicos ao palco foi notória a qualidade e técnica instrumentais presentes. O grupo que recém havia chegado de um show em Joinville incendiou o Refúgio do Lago. Com um som herege, blasfemo e antirreligioso, foram reproduzidas músicas do Ep “Dark Silence Of Death” como “Forever Dark Wood”, a homônima “Dark Silence Of Death” e “Into The Front” e também as novas canções, “Here As No Place For God”, “Fallen Angel”, “Pest’ oLogy”, “Sadistic Instinct Arise”, “Their Suffering, My Pleasure”, “When The Future No Matter” e “Wrath Of The Tyrant”.

Mesclada a Orleans e Criciúma, a They Come Crawling surpreendeu o Frai’n Hell Rock Festival com seu respectivo Death/Thrash Metal. Os músicos mantiveram a velocidade e rispidez constantes nas músicas tocadas, “Rapture”, “CBE”, “Live Fast, Die Faster”, “If It Kills You”, “David Lynch Sucks”, “Ignorance”, “Shape Of Things To Come” e “Guilty Conscience”.


A The Four Horsemen ficou responsável pelo encerramento do festival. O grupo paulistano tocou músicas bem conhecidas do Metallica e o público em meio ao cansaço ainda fez moshs e rodas personificando o sucesso do festival. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Entrevista com Hugo Deigman: Novo vocalista da Khrophus


1      01-    Primeiramente agradeço pela entrevista. Se puderes fale um pouco de sua experiência no underground mineiro e a sua importância para a cena de Ipatinga – MG.

Salve Guigo! Eu quem sou grato pela oportunidade que está me dando para
me apresentar ao público daqui, considerando a importância da Khrophus para a cena local. Valeu mesmo! Na real, eu sou de Timóteo, fica a cerca de 25km de Ipatinga. Ambas são cidades do Vale-do-Aço, sendo Ipatinga a cidade mais “central”. Por um bom tempo mantive a cena de Timóteo bem ativa. De uns anos para cá tenho me concentrado nos saraus de rua, o último evento que fiz na pegada das bandas foi a “Festa da Morte” há dois anos, que contou com bandas de HxCx, RAP, metal, groove instrumental, bem no dia de finados. Esses eventos me fizeram me inteirar da cena no Leste de Minas Gerais, em Belo Horizonte e em outras cidades do interior, assim fiz minha rede, grandes amigos, tendo me apresentado bastante por esses locais com várias bandas, a última delas a Atomic Fear, que também foi a primeira banda que formei com o Carlinhos Gárgula (grande riffman!!) e retornamos às atividades há uns anos com os membros remanescentes da Gungnir e Infarto, e acredito ter sido o momento de maior maturidade musical de todos nós. Mas, como disse, dada falta de oportunidades na região do Vale do Aço nos restringiu a apresentações mais pela capital. A minha importância é a mesma que a de todos que fizeram e ainda fazem tudo acontecer por lá, a galera que hoje estar por trás do Garajão e Cult Music Pub é remanescente destes tempos e tem feito um esforço fudido para que coisas do tipo ainda rolem por lá.

2      02-    Os seus trabalhos com a Atomic Fear, Gungnir, Amnost, Atheistc e Baurette Trio estão todos finalizados? E há algum grupo desses que está ou voltará à ativa?

Cara, não sei se rio ou se lamento. A Gungnir por nossa própria decisão resolvemos que não continuaria mais, era uma banda de viking metal na época e a coisa virou toda meio que uma moda, e a gente curtia mesmo death metal e resolvemos criar a Infarto, existe apenas uma demo da Gungnir em algum lugar na internet. A Amnost foi uma oportunidade que tive de fazer parte de uma das formações onde toquei com o Cantídio Fontes, da Bloody Violence, na época ele ainda andava lá pelas minhas áreas. Eu acabei NÃO participando da gravação do EP que a banda soltou, mas fiz parte de uma formação brilhante, com vários shows interessantes tendo um deles sido com o Khrophus! A Atheistc, do Dilpho Castro (Silent Cry) foi também uma oportunidade. Havia o interesse da banda fazer uma tour europeia e o Dilpho é um grande irmão meu, assim ele me fez o convite para fazer parte daquela formação, mas fiz apenas um show e o cretino voltou com o Silent Cry, gravando disco, marcando shows, eles não ficam sem tocar! Mas foi uma experiência incrível, o Dilpho, além de amigo e parceiro de muitos outros trabalhos, é um professor dos melhores, sempre aprendi muito com ele. O Baurette Trio foi uma situação inusitada. O Francisco Petrônio, produtor lá da região dos mais ativos, me fez a proposta para formar a banda com outros dois músicos, todos de universos musicais diferentes, e o Baurette Trio resistiu uns seis meses, tocando quase todo fim de semana mais de uma vez, todos os shows diferentes uns dos outros. Com eles eu também tocava a gaita de fole e pude explorar melhor a sonoridade do baixo fretless, o que hoje faz uma diferença significativa no meu trabalho com o Khrophus, mas a banda não deixou nenhum registro a não ser uns vídeos ruins. Por último, a Atomic Fear é a minha “filha”. Primeira banda que formei, ali aprendi a usar o gutural, posteriormente a tocar o baixo, e ultimamente estava tocando “exatamente o que gosto de tocar”. Mas a cena na região e consequentemente a própria banda estavam sem perspectivas e me surgiu a oportunidade de tocar com o Khrophus. Não foi dado um “ponto final” na Atomic Fear, e creio que nem vai ser. É uma banda que merece ter um disco gravado, eu particularmente acho uma sonzeira! Temos um EP na internet, só falar comigo que “tá na mão! ”.

3      03-    Em nossa conversa, em Fraiburgo-SC há alguns meses, eu o indaguei sobre a gradativa ascensão da segregação de estilos no meio do Rock/Metal. O que você acha desse empecilho ainda estagnado no underground?

Acho uma pobreza de espírito. Música é música! Eu nunca fui do tipo “panelinha”, daqueles “eu só ando com os metaleiros”. Sempre fui bicho solto, ouço o que eu quiser, misturo com o que eu quiser, e percebo que é isso que deixa as coisas interessantes. As próprias linguagens musicais “dentro” do universo do metal são fruto disso. A gente tem que “fazer uma limpa” nas condutas, principalmente nas que identificamos como fascistas, fora isso, não vejo por que “segregar” nem “por fora”, quando o assunto são outras expressões musicais, muito menos segregar “por dentro”, quando estamos tratando do Rock/Metal.

4      04-    Onde você teve o primeiro contato com a Khrophus?

Quando o Alex me procurou para fazer um show da Khrophus no Vale fazem uns 8 anos, creio eu. Vieram duas vezes no mesmo ano e até hoje comenta-se deste show por lá!

5      05-    Já como integrante da Khrophus, como foi o processo de entrosamento com os demais integrantes? E como se deu o seu deslocamento para Florianópolis, houve alguma dificuldade relacionada a isso?

Eles já haviam ficado na minha casa, quando ainda morava com meus pais. Souberam entrar e sair, da minha casa e na minha cidade, foram impecáveis e desde cedo demonstraram uma boa amizade. Então as impressões sempre foram das mais positivas e mantivemos algum contato pelas redes desde então. Quando vi o anúncio e me candidatei a ser membro, só tive incentivo e apoio. Logo que acertamos minha entrada na banda, vim morar na casa do Carlos, que mora na Palhoça, e lá fiquei por três meses e agora que estou mais estabilizado estou vivendo na Ilha. As dificuldades estão sendo ir atrás de trabalho, mas o tempo na casa do Carlos me possibilitou fazer uma rede de clientes que tem me mantido com meus trabalhos culinários. Musicalmente, estamos nos saindo bem! Indo para a terceira música nova e conviver com o Adriano tem me feito crescer muito na parte musical.

6      06-    Você está ingressando agora no cenário catarinense, como você enxerga a “cena” e os festivais no estado? E quais são as maiores diferenças de MG e SC nesse âmbito?

A cena de Santa Catarina me parece mais “próxima”, e realmente aqui é a terra dos festivais! A quantidade de bons eventos é mesmo um diferencial. Mas em se tratando de bandas, sem querer fazer demagogia, ambos os dois lugares são bastante expressivos, mas cresci vendo as bandas de Beagá! Gosto muito do Chakal, Pathologic Noise, Divine Death, Mortifer Rage, cara…  Então, sou mais próximo do som das bandas de lá, meu gosto fala mais alto lá, mas tem muita banda foda nessas áreas.

7      07-    Musicalmente falando, se puderes cite algumas bandas que são referências para você, ou até mesmo estilos díspares que você agrega na sonoridade do seu baixo.

Hoje minhas principais referências continua sendo o Black Sabbath, o Cannibal Corpse e o Death, que foram as bandas que me despertaram o interesse em tocar contrabaixo. O Six Feet Under e o Vader me influenciaram muito também. O que tem me entortado a cabeça são o Are You God, o Gutalax, Test, Primus, tem muito mais coisa ae… para além disso, posso citar o Elomar Figueira, o Cordel do Fogo Encantado, Alceu Valença, Zé Ramalho, Cátia de França, Pedro Santos e Raul Seixas. Quanto ao que eu agrego ao som do baixo, não faço nada “intencionalmente” para “soar isso ou aquilo”, acaba saindo naturalmente graças a estas influências. Tem muito de música latina ali, mais do que o tradicional “blues”.

8      08-    Quais os seus novos projetos com a Khrophus?

O de sempre! Viajar, tocar, gravar, criar, produzir. Entrei para somar em tudo que a banda já faz!

9      09-    Eu gostaria de agradecer em nome da Urussanga Rock Music, a disponibilidade para a entrevista. Boa sorte na banda Hugo e conte sempre com nossa força e apoio.

Que isso, meu véio! Não é só apoio, é troca! Ambos partilhamos da mesma responsabilidade. Tamo na área e meus cumprimentos pelo trabalho incessante e incentivo que a Urussanga dá às bandas! Avante, camarada!



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