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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Laguna Metal Fest: nona edição do evento coloca Laguna no mapa dos festivais

No dia 30 de setembro, Laguna recebe a nona edição do Laguna Metal Fest. O tradicional festival que ocorre no Clube de Campo contará com dez bandas e irá dispor de um amplo acesso de camping. O Sul do estado passa a ter representação no cenário dos festivais catarinenses. 

Foto/Divulgação

Uma das bandas mais esperadas do evento, é a banda de Heavy Metal, Rhestus. O clássico grupo catarinense comemora seu trigésimo aniversário. Mais sórdidos e agressivos do que nunca, a banda trará seus clássicos ao público sul-catarinense. Canções como “Bullet In Point”, “Insane War”, “Games Of Joy, Games Of War”, “Hate! Is What I Feel” e “Big Anesthesia” não faltarão no repertório dos músicos. 


Originária de Santa Maria – RS, a Finita possui resquícios do carregado e grave, Gothic Metal. Com letras inspiradas na misantropia em detrimento ao existencialismo, o grupo que já possui treze anos de estrada, traz a Laguna, o novo disco “Above Chaos”. Lembrando que no início do ano, o grupo fez um show eletrizante no Otacílio Rock Festival. 


“Open the bar, Open the bar…” que os curitibanos do Tandra prometem incendiar as estruturas do Clube de Campo. O grupo foi fundado em 2013, com a ideia de criar um projeto inspirado em Finntroll, Korpiklaani, Equilibrium, entre outros grupos do estilo. Com uma proposta referenciada através do Folclore e das culturas em geral, a banda aposta na presença do acordeom, da flauta e da guitarra de sete cordas em uma sonoridade Folk/Viking Metal. 


A reformulação dos integrantes, o hiato e as referências de cada músico presente na Malice Garden, foi um dos fatores essenciais para a criação de uma nova identidade para a banda. Aquele Black Metal mais primitivo, sujo também dá espaço ao experimental, novos solos, novas linhas de baixo e principalmente um som mais arrastado e técnico. 


Um dos maiores expoentes do Grindcore/Gore nacional, a Zombie Cookbook retorna ao Sul do estado mais podres do que nunca. Recentemente, o grupo joinvilense difundiu os singles “Formless... Twisted... Shapeless…” e “Beauty in the Eyes of the Dead”. Além disso, toda a sonoridade crua e “trash”, e estética que remete aos assassinatos dos filmes “slasher” irão se convergir às “baladinhas sangrentas” do grupo, como “Motel Hell”, “Feasting Human at Dusk”, “Buried Beneath The Leachate” e “I Sell The Dead”. 


Após uma turnê na Europa, a banda Syn TZ de Balneário Camboriú aposta na versatilidade de suas performances, remetendo aos clássicos do Heavy Metal e também pela originalidade imposta em suas músicas. Em 2014, os músicos difundiram seu primeiro trabalho, a demo homônima “Syn TZ”, que os inseriu no cenário do Metal Catarinense. Três anos depois, a banda lançou seu primeiro disco, “Heavy Load”, com muitas críticas positivas da imprensa especializada e também grande aceitação dos fãs. Além desse material, o grupo ainda obtêm os singles “Voiceless” e “The Wraith”, além do EP “The Quarantine Tapes”.


A Noctus Arcanus é outra banda proveniente de Curitiba - PR. A banda carrega uma sonoridade Death/Black Metal que impulsionam um peso descomunal, riffs céleres e agressivos e a misantropia como centro de seu enredo lírico. Neste ano, os músicos já divulgaram “1478” e o mais recente “Minute of Silence For Those Who Were Burned”. 


Oriunda de Laguna, a banda de Thrash Metal, Alkanza já possui quase 10 anos de história. Suas canções remetem a músicas de protesto que falam sobre desigualdade social, política e hipocrisia, enquanto sua sonoridade é uma miscelânea de estilos que vão desde o poderoso Thrash até o Groove Metal e Metal Moderno. 


A Phalme de Garopaba - SC é formada por jovens e adolescentes de 14/15 anos. O grupo mescla cover com músicas autorais por meio de um instrumental que remete às raízes do Heavy Metal. E falando em raiz do Heavy Metal, a The Wickerman levará o melhor dos hits e clássicos da banda britânica, Iron Maiden. O festival que será idealizado pela Agosto Negro Produções já está na finaeira do 1º lote e pronto para ir ao segundo. 



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Rhestus: Banda chega ao fim, mas o legado continua

O grupo catarinense Rhestus divulgou na última sexta-feira (29), uma notícia que abalou as estruturas do Metal Catarinense e do cenário do underground nacional, o grupo em suas redes sociais, veio por nota divulgar o término das suas atividades.

Foto 1: Facebook da banda
Por 26 anos, SC cantou seus clássicos, “Bullet In Point”, “Games Of Joy, Games At War”, “Insane War”, “Hate, Is What I Feel”, “Eternal Sorrow”, “Paying With The Life”, que carinhosamente a banda Balboa’s Punch fez um videoclipe do tributo ou quaisquer outras canções que marcaram a ingressão dos headbangers no status de ícone do estilo.

As apresentações recheadas de manifestações artísticas, os riffs pesados, as turnês e festivais que estiveram presentes, além do carisma dos membros, hoje dá lugar a saudade. Diante de um cenário muitas vezes desafiador, que preconiza um nicho específico de estilo e oposto à predominantes estilos do mainstream, a Rhestus deixa seu legado como de dever cumprido.

Na nota, os músicos expõem essa escolha a uma série de fatores, como modificações na formação, a logística de shows e ensaios, dificuldades em manter uma estrutura para equipamentos, a relação com a vida pessoal e como consequência disso, a falta de apoio para o Heavy Metal.  No entanto, não é um adeus, pode ser um “até logo”, mas o encerramento do grupo exibe um assunto importantíssimo a ser debatido no espectro do Rock/Metal.

Foto 2: Facebook da banda
Alguns comentários trouxeram à tona experiências, vivências com os músicos, nostalgias e opiniões sobre o término do grupo:

“Parabéns Rhestus pelo grande legado e bela história na música de SC! Como amigo e admirador do trabalho e da postura da banda e dos amigos integrantes e ex-integrantes, parabenizo a todos, e espero que em breve possamos presenciar o ressurgimento da Rhestus! Foi uma honra e uma satisfação poder ter dividido o palco tantas vezes com vocês, e um legado de admiração, amizade e respeito que sempre estará presente! Muito obrigado, amigos! ” (Deny Rodrigo Bonfante, guitarrista da Perpetual Dreams)

“Putz, entendo bem os motivos, mas não deixo de ficar triste!!! Entram para a história e o legado permanece. ” (Alexei Leão, vocalista da Xei & Sons In Black)

“Amigos...uma grande perda, para todos, difícil, depois de todos esses anos acompanhando a banda, para mim algo muito triste...espero que retornem logo. ” (Tuka Hardt, baixista e vocalista da Volkmort).

“Neste momento que estou comentando esta notícia tem 47 compartilhamentos, se fosse divulgação de um show? Nem 5!” (Culver Yu, baterista da Steel Warrior)

“Ícone do metal nacional e catarinense, obrigado por todos esses maravilhosos álbuns, grandiosos shows, e a amizade de alguns componentes, quem sabe esse adeus, não seja um até logo, desejo a todos o melhor sempre Resthus” (Alexandre Ripper, vocalista da Witches Town)

“Cara, é uma grande perda não só para Cena Catarinense mas pro Brasil. O cenário apodrece e só ficam minhocas e sanguessugas.  Esperamos ver os membros ainda presentes nos roles e saber que muitas outras bandas que venham a surgir nesses próximos anos possam homenagear e segurar essa bandeira que vocês ergueram. ” (Bruno Jankauskas, guitarrista da Viletale)

A nós da Urussanga Rock Music fica a mais singela homenagem, a última entrevista que vocês concederam. O grande bate-papo que tivemos no 15° River Rock Festival, que renderam muitas risadas, brincadeiras, história sobre a trajetória e consequentemente o lema que vocês sempre nos deixaram. 




quinta-feira, 20 de setembro de 2018

15° River Rock Festival: A originalidade e miscelânea cultural fincaram raízes nessa edição


O Festival

Nos dias 07, 08 e 09 de setembro aconteceu um dos maiores festivais catarinenses, o River como é carinhosamente chamado configurou-se através da pluralidade de estilos, da ampliação e modificação da estrutura e do line-up repleto de atrações.



A nossa equipe saiu de Lages- SC na sexta-feira à tarde e chegou no período das 19h no Rota 66 em Indaial- SC. Durante o percurso, vale ressaltar a beleza do Vale, as cidades pequenas, porém bem desenvolvidas, a mescla da cultura alemã com a italiana e os trejeitos do interior catarinense.

Ao chegar ao local do evento, é nítido surpreender-se com a quantidade de veículos, pessoas e barracas logo no hall de entrada do mesmo. Lá no palco a banda Steel Warrior encerrava sua apresentação, fortemente caracterizada no Power Metal peculiar do grupo itapemense. Mesmo com alguns imprevistos relacionados a elétrica, os músicos conseguiram finalizar sua exibição muito bem.

Assim instalados e com a correria da sala de imprensa, do credenciamento e direcionamento das mídias, a URM intercalava em realizar entrevistas, fazer cobertura de fotos e vídeos, suprir dúvidas relacionados à imprensa e demais tarefas com o intuito de contribuir com o River Rock 2018. Todavia, perante a essa intensa jornada conseguimos prestigiar algumas apresentações.

A Flesh Grinder deu início ao primeiro show do “big 4 catarinense” formado pelos joinvilenses, pela Brasil Papaya, Khrophus e Rhestus. As quatro apresentações foram marcadas primeiramente por concentrar um grande número de pessoas em frente à grade, pela versatilidade da apresentação e inovação com resquícios de fogo e com pinturas faciais da Rhestus. Também é valido e notório a solidez da Khrophus e a harmonia e sincronia da Brasil Papaya.

Brasil Papaya
A alimentação era algo com múltiplas opções, desde variedades para o nicho vegano e vegetariano e a presença de um food truck com outros tipos de gastronomias.

A Leite de Velha encarou o evento como uma forma de expandir sua sonoridade às pessoas de outros estilos, como o Metal. O rock gaudério conseguiu trazer às atenções a músicas com temáticas cômicas e inusitadas.

As mídias presentes no evento mostraram profissionalismo e dedicação. Em conversa com Sidney do O Subsolo/Cultura Em Peso, o mesmo destacou a necessidade de profissionalizar o trabalho das mídias nos festivais e também ressaltou a importância dos canais para a divulgação. Vale ressaltar que a Vanessa Boettcher também estava lá cobrindo para o CEP.

Com a troca de horário, a Necrotério foi a primeira banda do Paraná a se exibir nessa edição. Um Death Metal Cru com riffs agressivos e céleres. Logo em seguida, a Slammer propagou a chama do anticristianismo, os curitibanos fizeram um altar mórbido e direcionavam mensagens diretas para a dogmática religiosa. O grupo reproduziu até um cover da banda Funeral, uma das primeiras de Black Metal no PR.  A Grimpha bradou “Death Metal Antifascista” e fez com que todos pudessem sentir a monstruosidade do seu respectivo instrumental assim como a potencialidade de suas letras.  

Slammer
Com a finalização da noite, pudemos ainda conhecer Guilherme Lindner do “Cena Livre” que estava executando seus trabalhos de difusão. E no bate-papo, o comunicador enfatizou a grandeza do evento e a simplicidade de cenas casuais que às vezes passa de forma impercebível a nossos olhos. Guilherme ainda concedeu algumas ideias para a continuidade do nosso trabalho e também sobre a elaboração do fest.

O sábado começou cedo, com alguns problemas relacionados à energia que rapidamente foram resolvidos. E o Carlão Fernandes que não tinha nada com isso se preparou e executou o Workshop que consistia em compartilhar suas técnicas, suprir as dúvidas e reproduzir alguns de seus sons da banda Khrophus.

Carlão Fernandes
Ao olhar para o camarim, ficava explícita a ideia de teatralidade dos músicos da Casa de Orates. Os itajaienses contagiaram os headbangers com suas músicas psicodélicas, com suas atividades artísticas de dança e diversidade musical.

Casa de Orates
A Escória de Timbó- SC mostrou o Punk Rock de protesto e de revolta. Com um repertório diferenciado, os músicos até divulgaram uma música para o antigo prefeito da cidade do vale. A sala de entrevistas estava a todo vapor, entrevistas com Casa de Orates, Xei e Sons In Black e Slammer estavam acontecendo, em virtude da execução das mesmas não foi possível acompanhar as demais apresentações.

A primeira banda do RJ a subir no palco foi a Cervical, um som pesado, díspar e totalmente expressivo. Era notável a proatividade e a interação do vocalista Pascoal Mello com os presentes que admirados acompanhavam o som dos músicos.

Cervical
A Affront tocava mais uma vez em SC. Acostumados com o clima catarinense, os músicos mantiveram mesmo com algumas falhas técnicas, o profissionalismo ao impulsionar suas canções presentes no álbum “Angry Voices”. E foi assim, com um petardo em cima do outro, solos sólidos e rápidos e a brutalidade do Death Metal. Logo em seguida, no bate-papo o vocalista Marcelo ressaltou e enalteceu o convite que foi feito para tocar no evento, o qual para ele é raro de se encontrar no estado do RJ.

Affront
E lá um Power Trio advindo do Centro Oeste brasileiro, executando suas músicas, uma a uma com a mesma intensidade da Demo “Infernal Domain”. A Armum encantada pelo evento manifestou uma condensação sonora, a presença dos vocais graves e timbrosos de Camila e as viradas de batera de Gesiel Coelho.

Armum
A Cartel Da Cevada fez uma das melhores performances, os gaúchos movidos pela energia da viagem e clima de festival, difundiram suas músicas com uma sincronização ímpar, com a sede de demonstrar seu máximo e é claro que não poderia faltar a aparição do “tinhoso” em “O Diabo é Da Fronteira”.

Cartel da Cevada
Fixos em frente ao palco, o público pode presenciar o show de duas headliners do fest, a Imago Mortis que fez um show surpreendente com seus arranjos peculiares, seu doom expressivo e a magia de suas canções. No entanto, sem muito esperar, os metalheads acompanharem depois da exibição dos cariocas, a apresentação do ReyToro (Uma das maiores bandas do Uruguai) que de forma caótica possibilitou vários moshes.

ReyToro (URU)
A grande atração da noite fez com que o festival inteiro pudesse cravar os olhos para o palco do Rota 66. O Sepultura se apresentou pela segunda vez no River e foi claro a performance de qualidade dos músicos, que traziam a divulgação do “Machine Messiah” em show único no estado. Evidente que relembraram clássicos como “Territory”, “Inner Self”, “Refuse Resist”, “Arise”, tal feito proporcionou rodas brutais, a fase épica de Eloy Casagrande, a mescla de sons com o novo álbum e a simpatia habitual de Derrick Green.

Sepultura
O projeto Cadaveric Hotel composto por apenas um integrante demonstrava gratidão ao Sepultura pelos músicos fazerem a abertura de seu show. Brincadeiras à parte, o músico enfatizou canções cômicas e de duplo sentido que deram um ar mais descontraído ao festival.

Cadaveric Hotel
A última banda a se exibir no sábado foi a Cassandra. O duo de Curitiba- PR enfrentou alguns imprevistos técnicos com o som inicialmente, mas logo tudo fora resolvido e puderam deixar fincada a passagem por Indaial. Com uma mistura de elementos, indo desde djent, stoner, doom e outras referências estabilizaram uma isocronia com suas composições autorais.

Cassandra

Casamento de Adriano e Ana Cláudia

O matrimônio entre o organizador e músico Adriano Ribeiro com Ana Cláudia Freitas personificou a singularidade do festival. Os recém cônjuges protagonizaram um momento de ternura em que os riffs das guitarras cederam à sutileza das palavras proferidas por Cláudio Tiberius. O mesmo coroou o casal e fez com que o público se comovesse com tal ato.

Casamento
Depois do agitado beijo, o noivo pulou para a galera e tudo isso exprimiu o carinho que os presentes mantêm com o guitarrista.

Com Enya sendo reproduzido através de Carla Domingues e Thiago Gonçalves, o recital Metal era composto por versos doces, simbólicos e eloquentes. O baile de debutantes iniciava-se, os headbangers dançavam com seus respectivos pares, inclusive alguns com garrafas de cerveja e assim caracterizou a parte romântica da aliança do River Rock Festival 2018 com você.

Bandas e Festivais Presentes

É de suma importância revelar as bandas que mesmo sem ter tocado no evento puderam otimizar seu tempo para locomover-se até o Vale. Alguns grupos presentes foram a Balboa’s Punch, Captain Cornelius, Homem Lixo, Juggernaut,  Mr Fear, Omnifarious, Plunder, Somberland, Tandra, They Come Crawling, entre outras.

Já em relação aos eventos, a parceria de festivais inclusos no River Rock Festival era vasta tendo nomes como o Agosto Negro, Fear Fest, Frai’n Hell Rock Festival, Iceberg Rock, Maniacs Metal Meeting, Otacílio Rock Festival, Rock In Hell Do Campo, Santana’s Sunday e Um Dia Livre Rock Festival.

Camping e Arredores

O camping estava bem acessível, com um amplo espaço para a colocação de barracas, gazebos e tendas. Também havia alguns stands de lojas especializadas em Rock/Metal, rádio e bancas de merchans dos grupos que se apresentavam.

Camping
A proximidade do palco foi algo a ser devidamente lembrado, pois normalmente conseguia-se a locomoção entre o espaço interior e exterior. Ao questionar o baterista Fernando Alfaro da Reytoro, o mesmo se mostrou admirado pela estrutura aos arredores do evento. De acordo com ele, são pouquíssimos festivais no Uruguai com essa base.

Organizadores e Produção

Com o convite do Patrick Souza da Sangue Frio Produções, nós ficamos encarregados por assessorar a parte da imprensa. O procedimento ocorreu de forma tranquila e foi uma experiência ímpar e gratificante.

Os idealizadores Adilson Frenzel, Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda se mostraram satisfeitos pelo resultado do fest e pela receptividade do público. Adriano ainda ressaltou algumas ideias a serem trabalhadas para a próxima edição e frisou pontos a aperfeiçoar-se, outros a continuarem e planos a serem colocados em prática.


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 1)

O município de Indaial vai estremecer nos dias 7, 8 e 9 de setembro com mais um River Rock Festival. Um cast de peso, formado por 35 atrações, somado a uma ampla estrutura é o que caracteriza essa 15° edição. São esperadas diversas excursões vindas para prestigiar as apresentações de ilustres nomes da música brasileira, como o Sepultura, Imago Mortis, Blues Etílicos, a banda internacional ReyToro e os grandes tesouros catarinenses Khrophus, Resthus, Brasil Papaya e Flesh Grinder. Além, é claro, de outros grandes grupos que marcarão presença no fest.




E as atrações não ficam por isso, o evento irá contar com um Baile de Debutante em comemoração aos 15 anos do River Rock, Workshop de Bateria com Carlos Fernandes, Recital Metal com Carla Rodrigues e Thiago Gonçalves. A cultura terá seu espaço com a poesia de Hugo Deigman e as exibições teatrais das bandas Casa de Orates, Paraverso e Cartel da Cevada. A aliança do festival não ficará apenas no slogan, durante o evento também ocorrerá o casamento de Adriano Ribeiro (guitarrista banda Khrophus) com Ana Cláudia. Vale lembrar que o cardápio será recheado de opções, inclusive de lanches veganos.

Prepare sua barraca e marque presença em um dos maiores festivais de Santa de Catarina!



Diretamente de Timbó, a banda de Death/Doom Metal Volkmort será a primeira a pisar nos palcos do River. Com seus 14 anos de estrada, os músicos possuem em sua discografia a Demo “Supreme Evolution of Fear” (2010), o Promo CD “The Beginning of The End” (2013) e a Tape “Traces of Doom” (2015). Atualmente o grupo trabalha na produção de seu primeiro álbum.

Em seguida os blumenauenses da Viletale irão expor seu trabalho, o qual busca inspiração nas variadas vertentes do Terror, mesclando a atmosfera do gênero ao Metal. A discografia dos músicos conta com os Eps “Initiation” (2016), “From The Dephts Ov Mind” e “The Suicide Of Dei” (2017).

O Hardcore também terá seu espaço, com 26 anos de atividade a banda Eutha é fruto da capital do estado. O grupo já se apresentou com diversos nomes da música, marcando presença em diversas coletâneas, lançaram em 2002 o álbum “Estileira Core Music Tarja Preta” e o Ep “Segundo Disco de Plasticore ou a Temporada no L.I.M.B.O.”, lançado em 2015.

Um dos maiores nomes do Power Metal nacional também estará presente na sexta-feira. Proveniente do litoral do estado, a banda Steel Warrior angaria em seus 22 anos de estrada diversos trabalhos notórios. Entre eles estão as Demo “Steel Warrior” (1996) e Beyond the Twilight Hills (2001), os álbum “Visions from the Mistland” (1999), “Army of the Time” (2002) e “Legends” (2008), além do Ep “Vodu” (2006) e o Split “Brazilian Steel - The Metal Survivors Volume I” (2018).

Um dos momentos mais esperados do Fest é o encontro de renomados grupos da música do estado que comemoram seus 25 anos de carreira nesta edição do River Rock. O carinhosamente apelidado de “Big Four Catarinense” é composto pelas bandas Flesh Grinder, Brasil Papaya, Resthus e Khrophus.

A primeira peça desse quebra-cabeça é a banda de Splatter, Flesh Grinder. Os músicos de Joinville chamam atenção pelas letras com temáticas sangrentas, trazendo à tona o verdadeiro sentido da palavra “gore”. Entre os trabalhos do grupo estão os álbuns “Anatomy & Surgery” (1997), “S.P.L.A.T.T.E.R.” (1999), “Libido Corporis” (2001), “Coroner's Inquest Suit” (2005), “Crumb's Crunchy Delights Organization” (2008), “Nomina Anatomica” (2016). Possuem também as Splits “From Rotten Process... to Splatter / Malignant Cancerous Tumour in the Epithelial Tissue of the Intestine” (1999), “Unsatisfactory Doctors Report / Carn Morta” (2008), “First Time at Maggot Sessions” (2009), “Two Repulsive Eyes” (2010) e “Expurgo / Flesh Grinder” (2017). Além do Ep “Necrofiles” (2013) e a Demo “Rotten Process” (1994).

Outra grande atração que subirá aos palcos, é a banda florianopolitana Brasil Papaya. O grupo é caracterizado pela combinação de diferentes estilos que formam um som instrumental singular. A discografia da banda é composta pelos álbuns “Brasil Papaya Instrumental” (1997), “Esperanza” (2005), e “Clássicos com Energia” (2012) lançado em parceria com a orquestra Camerata Florianópolis. Além de contar com a Demo “Brasil Papaya” (1993), e o DVD “Emancipation” (2011).


Simplesmente descomunal será a apresentação da Rhestus que finca um pilar duradouro relacionado ao metal catarinense. Os músicos em seus respectivos shows garantem uma potencialidade de riffs que de forma caótica personificam o portfólio da banda. Trabalhos estes como “Bullet In Point”, “Games Of Joy... Games Of War”, “Insane War”, entre outros sons.

Encerrando o ciclo de exibições do “Big Four SC”, a Khrophus ressurge mais viva e intensa. O grupo de São José - SC explicita o death metal cru, ríspido e nada convencional que a tornam uma das destaques do River Rock Festival 2018. A banda carrega em sua jornada clássicos raros como “Tribulations”, “God From Dead Images” e “Symbols From Death” além dos aclamados “Presages” e “Eyes Of Madness”.

A Leite de Velha traz o experimentalismo, já que em seu estilo possuem a definição de Gaudrock de Bolicho. Um tanto quanto diferente, mas totalmente identitário, os músicos de Rancho Queimado pretendem trazer ao evento a psicodelia, o progressivo e suas músicas peculiares.

Com quase 20 anos de estrada, a Slammer mescla a experiência, a heresia e a sede pelo Black/Death Metal dos anos 80, época auge para o estilo que traz muitos resquícios para a elaboração dos sons dos curitibanos. E esse som é nítido em “Ignis Corpora” que recentemente com a volta do grupo ganhou um vídeo no Studio Tenda em Curitiba-PR.

Também proveniente das terras paranaenses, a Necrotério mostra os 25 anos através do Splatter, do Gore e do DeathGrind. São diversas demos divulgadas, splits, vídeos e três full lengths, sendo eles “Lament Of Flesh” de 1999, “A Rotten Pile Of Dead Humans” e o último lançado “Gory Visions And Hallucinations”. Esses materiais têm em seu âmago toda a temática cadavérica, odiosa e mutiladora que consequentemente será exibida no palco.

Realmente Curitiba está em peso e a encarregada a encerrar as atividades de sexta-feira é a Grimpha. O grupo de Death Metal teve sua formação no ano de 2016, onde reuniu músicos conhecidos ávidos a desenvolver um trabalho que pudesse expor ideias como conspirações mundiais, caos, violência e catástrofe, tudo isso é claro somado a riffs violentos. Para suas músicas autorais, destaca-se o EP “Induced Hate”.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Agosto Negro 8: Ressurge um dos Maiores Festivais Catarinenses

O evento tradicional que já trouxe nomes como Matanza, Cachorro Grande, Dark Avenger, Os Replicantes, Tequila Baby, entre outros grupos retorna às suas atividades. O mesmo historicamente tem mostrado grande importância para a economia lagunense e da região, já que recebe centenas de headbangers vindo de vários cantos do Brasil que sedentos pelo estilo, se locomovem até o sul-catarinense.

A edição do fest ocorrerá no Clube de Campo nos dias 18 e 19 de agosto e contará com praça de alimentação, camping liberado, estacionamento gratuito, além da cobertura de cinco mídias independentes, Rifferama, O Subsolo, A Hora Hard, Cultura em Peso e Urussanga Rock Music.

A Agosto Negro Produções apostou em um repertório distinto, mantendo a pluralidade musical como critério apresentado para a escolha do cast. A partir disso foi confirmado a presença de 20 bandas.



Inicialmente haverá um acústico com Xandy que depois passará os microfones para o grupo Attitude HC que é prata da casa. Eles mantêm em sua sonoridade influência de Raimundos e Matanza. Os integrantes são Erik Quinsler (Voca), Edir Junior (Guitarra) e Fernando Garcia (Bateria).

A Montauk Project será a próxima a subir aos palcos. Com um projeto de Power Metal remetendo a bandas como Shaman, Avantasia, Dream Theater e Stratovarius os tubaronenses arriscam na versatilidade. O grupo é composto por Jhony Wernck, Realdo Fontana, Richard Bittencourt de Souza, Theo Steban e Victor Elias.

Uma das bandas regionais mais esperadas, a Redneck vem de Urussanga- SC e traz consigo o lema da “pior banda do mundo”. Só que a titulação não condiz com a música expressa pelo grupo da benedetta. Os urussanguenses que surgiram em 2013 personificam um Southern Rock com um estilo identitário, bebem das vertentes de Lynyrd Skynyrd, Almann Brothers e ZZ Top além de conter algumas canções autorais. A formação é composta por Henrique Preve (Guitarra/Vocal), Ricardo Spilere (Baixo/Vocal) e Fernando Jesus (Bateria).

O grupo de Thrash Metal Skombrus é originário de São José – SC e surgiu em 2010, a banda era inicialmente apenas um passatempo, mas essa proposta acabou se modificando. Em 2012 lançaram o Ep “Soco Na Cara”, seguido pelo “Crack Massacre”, de 2014. O primeiro álbum da banda foi lançado no início deste ano, intitulado “Betrayal of The Breed". Os integrantes são Luis Henrique (Guitarra e Vocal), Robson Echeli (Guitarra e Backing Vocal), Ronaldo Pereira (Baixo e Backing Vocal) e Luis Maddrumer (Bateria).

A The Undead Manz de Criciúma- SC mistura arte, visual sombrio e Modern Metal através de suas canções autorais que mesclam com influências de Rob Zombie e The 69 Eyes. O grupo divulgou em 2017 o primeiro material intitulado “The Rise Of The Undead” que contém oito faixas, “Deum Tempus”, “Seeds Of...”, “... Evil”, “OBM”, “Ad Clamor Clavium”, “Fearless”, “The Death” e “Destiny Out”. A banda é composta por Z (Vocal e Guitarra), Ravenge (Guitarra), A.K (Baixo) e Jaws (Bateria).

O Rock 'n roll e progressivo exibem a trajetória da Na Veia da Velha também provinda da cidade do carvão. Os músicos são André Cardozo (Bateria), Rob Brigido (Guitarra), Gustavo Cechinel (Vocal) e Fernando Back (Baixo) e pretendem incendiar os palcos lagunenses de 2018.

Mais um grupo de Rock 'n Roll dessa vez experimental se apresenta. A Red Wine é natural de Laguna e conta na sua formação com Léo (Vocal), Will (Guitarra), Tchacka (Baixo) e Macuco (Bateria).

A banda Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre caracterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais lançados, o “Destroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado ainda esse ano o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas. A banda é formada por Thiago Bonazza (Baixo e Vocal), Pedro Victor Souza (Guitarra), Artur Zamberlan Jr (Bateria) e Renato Lopes (Guitarra).

Um dos headliners, a paranaense Axecuter possui uma trajetória extensa no underground. Os músicos montaram o projeto em 2010 e já lançaram a demo “Bangers Prevail”, os Eps “Innocence Is Our Recuse”, “Raise The Axe” e “The Axecuter”, além disso a compilação “Anthology”, os splits “From Hell Comes The Storm Of The Axecuter”, “Headbanger After Life, o precioso Full Length “Metal Is Invincible” e o recente material “A Night Of Axecution”. Então levantem seus machados e compareçam ao inferno eu será feito por Daniel Danmented (Vocal), Victor Rascal (Baixo) e Jeff Verdani (Bateria).

A Rhestus novamente retorna para o sul do estado. O grupo do norte catarinense está presente há 25 anos no cenário independente e é considerada uma das maiores bandas brasileiras de Thrash Metal. Como trabalhos lançados, os músicos possuem o “Had a World”, “Heroes Of The Doomsday”, “Embryo Of The Endless Sands”, “Rest Of Old, New And Rare Of 15 Years”, o precioso “Games of Joy... Games of War” e “Heavy Metal” divulgado em 2013. A banda é composta por Fantasma (Vocal e Guitarra), Valda (Baixo), Gabriel Klein de Carvalho (Bateria) e Tiago A. Sestrem (Guitarra e Backing vocal).

Representada através de uma miscelânea, a Molitium vem gradativamente crescendo na cena catarinense. Formada em 2011 com o nome de Diemordinate, os músicos ingressaram no underground com o coeso Ep “Fight For Freedom” lançado dois anos após a criação do grupo. No entanto, houve um processo de transição, mudança de integrante e consequentemente firmado no primeiro full length “Progeny” recentemente difundido. A formação é Lucas Pavei (Baixo), João Kuntze (Bateria), Renato Campo (Guitarra) e Egvar Hermann (Vocal/Guitarra).



O encerramento das atividades do sábado fica pelo Especial The Doors que vai remeter clássicos da banda estadunidense.

A primeira banda a se apresentar no domingo é a Chicospell de Imbituba- SC, os músicos apresentam um Stoner Rock com letras contendo temáticas existenciais e comportamentais. Como música autoral destaca-se para “No One’s Happy”. A banda é formada por Rafael Freitas (Vocal e Guitarra), Andrei Garcia (Baixo) e Éder Freitas (Bateria).

Um dos melhores grupos criciumenses da atualidade, a Antítese destaca-se pela presença de Rock N Roll, Rock Clássico e Hard Rock através de composições que mantém um cunho sócio-político de descontentamento e revolta, isso é nítido no clipe de “Ser Igual” difundido em 2016 que traz em seu âmago o preconceito enfrentado por minorias. A banda já divulgou dois trabalhos, o full length “Ser Igual” e o recente “Despertar”. Os integrantes são Talita Oliveira (Voz), Leandro Oliveira (Guitarra), Fabrício Biava (Guitarra), Guilherme Oliveira (Teclado), Sandro Vidotto (Baixo) e Kevin Saviski (Bateria).

O projeto acústico Nós idealizado por Julia Maurício e Leandro Silveira fará sua apresentação na Praça de Alimentação. O duo exibe covers renomados de Nando Reis, The Beatles, Mallu Magalhães, Pitty, Nirvana, entre outros artistas.

Emergindo o Rock n Roll, a Muddy Boots de Florianópolis- SC visa o rock sessentista e setentista como Cream, Rush, Trapeze. Entretanto o grupo obtém duas canções próprias, são elas, “The Colour Out of Space” e “Empty Bottle”. O Power Trio é formado por Lucas Hilsendeger (Baixo e Vocal), Gabriel Fernandes (Guitarra) e Martin Vincent Bloedorn (Bateria e Backing Vocal).

A outra headliner do evento vem do Nordeste do país, mais precisamente São Luiz- MA, a Tanatron está realizando a turnê “The Machine Is On Tur” que passará por sete estados e também pela Argentina. Com 22 anos de trajetória, os maranhenses têm alguns trabalhos divulgados como as demos, “Primitive Behaviour” e “Trivial Chaos”, o single “Tanatron” e o full length homônimo. Tudo isso é somado a um Death Metal cru, agressivo e ríspido característico do quarteto que conta em sua formação com Nyelson Weber (Baixo e Vocal), Weeslem Lima (Bateria), Nynrod Weber (Guitarra) e Daniel Azevedo (Guitarra).

Representante de Canoas – RS, a Horror Chamber exibirá o poderoso e árduo Death Metal. O grupo está na ativa desde 2004 e obtém um grande reconhecimento no cenário do Metal Extremo devido as duas demos lançadas e ao seu álbum “Eternal Torment” divulgado o ano passado. A banda é formada por Guilherme Lannig (Baixo/Vocal), Felipe Pujol (Guitarra), Paulo Hendler (Guitarra) e Rafael Machado Kniest (Bateria).

Em seguida entrará em palco a banda Texas Blues, originária da cidade de Tubarão o grupo busca inspiração nos clássicos do Rock n' Roll e Blues. Com seus 12 anos de estrada e um nome reconhecido no cenário musical, possuem em sua discografia o EP “Harley Davidson” e Full Length “Hoje eu vou beber”, além da demo “Garota Rock n Roll”. A formação atual conta com Andboy (Guitarra), Paulista (Vocal), Ratão (Baixo) e Chubaca (Bateria).

Para os amantes de Heavy Metal, em especial Iron Maiden ficarão congratulados com a exibição da banda Children Of The Beast que trará grandes sucessos dos ingleses e encerrará os shows do Agosto Negro 2018.

Compareçam e apoiem o cenário de sua região, todos nós precisamos de você!


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte I)

No último final de semana, aconteceu o Otacílio Rock Festival. A décima primeira edição contou com dezenove bandas do RS, PR, MG, DF, SP e de SC. Foram divididos por dois dias e em ambos notou-se uma grande quantidade de pessoas além de apresentações memoráveis de várias bandas.



A Urussanga Rock Music juntamente com a excursão que saiu de Criciúma chegou por volta das onze horas na Fazenda Cambará. Ao desenrolar do fest, conseguimos acompanhar a maioria das bandas. Perante a isso vamos cobrir aquelas em que assistimos durante toda a apresentação.



A cidade de Otacílio Costa com pouco mais de 16.000 habitantes está se figurando no Metal Catarinense. A 11° edição do Otacílio Rock Festival trouxe a tona uma ampla estrutura, tanto público quanto banda puderam aproveitar-se das atrações que o fest trouxe, como Open Air, gastronomia vegana, brindes e claro de muito Metal.

A primeira apresentação foi do grupo Legado Frontal que estava vindo de um hiato. A banda de Metalcore formada no município já conhece muito bem o festival. Em seu show expuseram alguns materiais próprios mesclando com cover de bandas conhecidas pelo público presente.





Logo depois entrou no palco a Sagrav de Chapecó. O show simplesmente foi destruidor. O grupo que se apresentou pela primeira vez no evento mostrou que gradativamente se perpetuará no Metal Catarinense. Zauza e companhia conseguiram mostrar a todos a força de Chapecó, e na temática da música The Lynching expor a história sangrenta marcada pelo domínio da Igreja Católica e atrocidades da mesma no município.





A Vermouth subiu no palco em seguida. O grupo de Lages-SC deu vida a grandes clássicos do Rock n Roll e Hard Rock.




Uma das mais esperadas foi a Axecuter. O grupo paranaense começou com “Attack” fazendo os headbanger baterem cabeça logo no início. “Raise The Axe” possibilitou uma grande roda, e nela os músicos mostraram a essência incitando todos a levantar o machado. Além desses clássicos, a Axecuter na música homônima chamou o “The Axecuter” para a apresentação artística. No set list não poderiam faltar ainda clássicos como “In For The Kill” e a “No God No Devil (Worship Metal) ”. Brutalidade de riffs, seguidos a um vocal cru de Danmented e linhas rápidas na batera foi um atrativo à parte.



A quinta banda veio de Porto Alegre-RS. A Losna, subiu ao palco as 17:50 e exibiu o melhor do Thrash Metal Old School.  Clássicos como “Slowness” e a recente “Back to The Grotto” não deixaram de faltar. As meninas Fernanda Gomes e Debora Gomes mostraram que o Metal não é um lugar exclusivamente masculino.



Outra estreante no evento foi a Older Jack de Pomerode. A banda que possui suas letras em alemão fez o público cantar junto e tornar a apresentação um verdadeiro espetáculo, pois misturou os diversos gêneros do Metal. Letras regadas a cerveja e aventuras, instrumental técnico e vocal afinadíssimo foram características marcantes no show.



Carregando 30 anos de banda, a Orquídea Negra realmente fez um estrago no OTA. Sua apresentação fora memorável.  Boca, Robson e companhia relembraram clássicos como “Blood Of The Gods”, “Rainbow Of The Dark” e “Surrender”. O grupo é emblemático, avassalador e principalmente de uma qualidade surreal. Tudo isso foi notado perante a movimentação do público.



A banda Rhestus fez o fest tremer. Clássicos como “Fuck Off”, “Cancer” e “Guerras Insanas” não deixaram de faltar. Além dessas canções, a banda apresentou novos sons que farão parte do novo álbum. O grupo manteve a mesma pegada brutal em quase todas as canções e com toda a experiência fez o que esperava da banda ícone catarinense.



A brasiliense Violator era a atração mais esperada da noite e eletrizou o público ao trazer não apenas o Thrash Metal de qualidade clássico da banda, mas também um cativante discurso sobre agregação. O show foi embalado por clássicos, como “Respect Existence Or Expect Resistance”, “Futurephobia” e “Endless Tyrannies”. Os músicos fizeram questão de expor a ideologia do grupo, frisando que a Violator sempre apoiará qualquer tipo de minoria. Além disso, o discurso político feito por Poney (Vocal e Baixo) deixou o público tão extasiado que logo emergiu um coro em forma de vaias e protestos contra o Deputado Jair Bolsonaro.

Apesar do grande setlist e das mensagens admiráveis passadas pela banda o que chamou a atenção foram eventos isolados entre alguns seguranças e o público. Diversas pessoas da plateia tentaram pular a grade em frente ao palco, porém foram impedidas pelos seguranças. A banda, que sempre exalta a necessidade da união, se mostrou contrária a tal atitude e alertou isso aos seguranças do local. Porém mesmo após as reclamações os seguranças não recuaram, e o mesmo aconteceu com o público que ao fim do show destruiu a grade. Essa foi a premissa necessária para que o vocalista descesse do palco e se juntasse a plateia, que sucumbiu a uma explosão de harmonia e amor à música. O show foi finalizado em meio a abraços e com direto a crowd surfing.



De Caratinga-MG surge outra estreante, um Death Metal mesclado ao Thrash. A Venereal Sickness fez os headbangers se quebrarem com sua potencialidade sonora, o grupo mineiro começou a apresentação com a nova música “Burning The Laws”, que acabara de ganhar um videoclipe e estará no próximo disco dos músicos. O cast de oito faixas, ainda contou com os clássicos “Useless Commanders”, “The Path Of Execution” e “Human Plague”.  A peculiaridade exibida pela Venereal Sickness fez os fãs mesmo cansados, buscar energia e disposição das forças mais obscuras possíveis.



Após a apresentação da banda Veneral Sickness foi a hora da curitibana Imperious Malevolence entrar em palco. O grupo de Death Metal apresentou um setlist composto por 10 faixas, sendo iniciado pela homônima “Imperious Malevolence”, seguidas por “Nihilisticon”, “No Return”, “Priest Of Pestilence”, “Seek For Mephisto”, “Arquiteto da Destruição” um dos maiores sucessos da banda juntamente com “Doomwitness” a faixa tocada na sequência. As últimas músicas apresentadas foram “Where Demons Dwell”, “Ascending Holocaust” e “Perpetuação da Ignorância”, música que encerrou o show.  A banda mostrou que os 21 anos de estrada só corroboraram com a ideologia e com a particularidade do som apresentado. O público cantou do início ao fim, principalmente seu maior clássico, a música “Arquiteto Da Destruição”.




A criciumense Somberland foi a última atração da noite e representou muito bem o sul do estado. Mesmo sendo a última banda, boa parte do público se manteve fiel e o grupo com toda certeza não decepcionou. Este foi o segundo show da banda de War Black Metal, que deixou claro todo seu profissionalismo somado ao som de qualidade. Foram apresentadas as músicas do “Dark Silence Of Death” (primeiro EP lançado pela Somberland) juntamente com algumas das faixas que estarão no novo álbum. A banda também apostou na teatralidade, em meio a apresentação subiu ao palco uma pessoa trajada de um hábito negro que esmagou um punhado de hóstias e jogou-as no chão.  O show foi finalizado com chave de ouro ao som de “Into The Front”, a música mais conhecida da banda. Consequentemente os músicos mostraram toda a atmosfera oculta, sombria e maldita que carregam desde o início da horda. E com certeza se perpetuarão no cenário do Metal Extremo Catarinense. 





Obs: Foram perdidas a maioria das fotos do festival. E para sermos imparciais optamos por divulgar a logo ou foto de cada banda. Ao final publicaremos as fotos que conseguimos recuperar.

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