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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SC Metal Fest: Nasce um Novo Monstro dos Fests (Parte 1)

O município de Otacílio Costa reconhecido pelo consagrado Otacílio Rock Festival será palco de mais um grande festival. A primeira edição do SC Metal Fest ocorrerá nos dias 18 e 19 de novembro no Parque Cambará, e contará com 20 bandas. A organização ficou por conta de Nani Poluceno e Cleberson Oliveira, os quais recentemente cederam uma entrevista para Urussanga Rock Music.



No sábado a banda otaciliense Legado Frontal abrirá o festival com seu Metalcore. Há sete anos na estrada os músicos lançaram em 2015 seu primeiro trabalho, o EP intitulado “A Guerra Não tem Fim”.



Atho, prata da casa, será a segunda atração do cast. A banda de Hard e Havy Metal foi formada a partir de remanescentes das bandas Angels Guardian e da Dr Fantasy e atualmente possui diversas músicas gravadas.



Atlantis, a banda de Heavy Metal proveniente de Jaraguá do Sul, será a terceira atração. No cenário musical desde 2013 os músicos já possuem dois EPs gravados, “Summoning the Witch” (2014) e “Hotter Than A Burning Church” (2015).



Os tubaronenses da Alkanza também marcarão presença do fest com seu Thrash Metal típico. Caracterizado pelas críticas sociais, os músicos lançaram em 2014 o EP “Destroyed The System”, seguido pelo CD “Colonizado Pelo Sistema” (2015) e seu trabalho atual “O Céu da Boca do Inferno”.



A AbomiNação, banda lageana de Crossover e Grindcore, será a quinta atração a subir aos palcos. Em 2015 os músicos lançaram seu primeiro trabalho autoral, o EP “Ódio”, que conta com oito músicas.



Direto de São Bento do Sul a banda de Thrash Metal, Violent Curse, está há seis anos na atividade. Os músicos lançaram seu primeiro trabalho, uma Demo, em 2014. Seguido do EP “Total Extermínio” de 2016.



Direto da capital paulista, a Skinlepsy chega aos palcos com um Brutal Thrash Metal. Com toda agressividade caraterística, os músicos possuem a demo “Reign of Chaos” (2003), e os álbuns “Condemning The Empty Souls” (2014) e “Dissolved” (2017).



 Uma das bandas mais expoentes de SC se apresentará no SC Metal Fest, a Battalion carrega mais de 12 anos de estrada, possui influências de Grave Digger, Iron Angel, Pile Driver e outros clássicos além de trazerem ao festival seu respectivo Heavy Metal clássico, o que já proporcionou aos músicos lançarem, uma demo “Battalion”, três coletâneas “Underground Collection Vol.I e Vol II e Maximus Metallus, o renomado full length “Empire Of Dead” e o Ep “Tyrant Of Evil”.



O fenômeno do Heavy Metal paulistano Screams Of Hate retorna ao Sul do Brasil. E os músicos influenciados pelo HC e Metal vem divulgar o seu último álbum lançado em 2016 “Neorganic”, trabalho este que contém onze faixas, “Introorganic”, “Evil”, “Depression”, “Concept”, “Insane”, “Remorse”, a homônima “Neorganic”, “Follow”, “Spilling Hate”, “Your Soul Will Pay” e “Revenge”. O grupo é um dos headliners e incendiará o palco da Fazenda Cambará.



A Crucifixion é uma das maiores bandas brasileiras de Death Metal e os gaúchos originários de Rio Grande - RS trarão a heresia e destruição através de riffs céleres, rápidos e agressivos com seus mais de 21 anos. A banda possui sete trabalhos, entre eles demos, EPs, lives, splits e o caótico álbum “Destroying The Fucking Disciples Of Christ”. Em 2015 fizeram uma turnê europeia divulgando o mesmo.



Formada em 2010 a banda Black/Death Metal Revogar exibirá a crueza e rispidez de seu blasfemo instrumental. O quarteto já abriu para bandas renomadas como Marduk, Malevolent Creation, Krisiun, Vital Remains entre outros grupos. Uma das peculiaridades do grupo é o fato de cantarem a maioria de suas músicas em português e possuírem os seguintes materiais, “Vale dos Suicidas”, “Behind The Throne Of God” e “Astral Resosution Of The Inner Conflicts”.



Com 12 anos de surgimento, a “Soul Torment” advinda de Campo Bom – RS exibem um Thrash Metal com referências musicais de Accept, Motorhead, Exodus, Slayer, Black Sabbath entre outros nomes. Atualmente a banda está no desenvolvimento de músicas autorais e modificou sua formação, ingressando a vocalista Deise Wolff.



O encerramento do sábado ficará por conta da Lacrima Mortis de Blumenau. A horda de Death/Doom Metal formada em 2016 acabara de divulgar seu primeiro material, a demo “Optare Mortem”, a qual agrega três faixas, “Instrospectum”, “... Of Desolation” e “Optare Mortem”.  




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Otacílio Rock Festival (Parte I)

No último final de semana, aconteceu o Otacílio Rock Festival. A décima primeira edição contou com dezenove bandas do RS, PR, MG, DF, SP e de SC. Foram divididos por dois dias e em ambos notou-se uma grande quantidade de pessoas além de apresentações memoráveis de várias bandas.



A Urussanga Rock Music juntamente com a excursão que saiu de Criciúma chegou por volta das onze horas na Fazenda Cambará. Ao desenrolar do fest, conseguimos acompanhar a maioria das bandas. Perante a isso vamos cobrir aquelas em que assistimos durante toda a apresentação.



A cidade de Otacílio Costa com pouco mais de 16.000 habitantes está se figurando no Metal Catarinense. A 11° edição do Otacílio Rock Festival trouxe a tona uma ampla estrutura, tanto público quanto banda puderam aproveitar-se das atrações que o fest trouxe, como Open Air, gastronomia vegana, brindes e claro de muito Metal.

A primeira apresentação foi do grupo Legado Frontal que estava vindo de um hiato. A banda de Metalcore formada no município já conhece muito bem o festival. Em seu show expuseram alguns materiais próprios mesclando com cover de bandas conhecidas pelo público presente.





Logo depois entrou no palco a Sagrav de Chapecó. O show simplesmente foi destruidor. O grupo que se apresentou pela primeira vez no evento mostrou que gradativamente se perpetuará no Metal Catarinense. Zauza e companhia conseguiram mostrar a todos a força de Chapecó, e na temática da música The Lynching expor a história sangrenta marcada pelo domínio da Igreja Católica e atrocidades da mesma no município.





A Vermouth subiu no palco em seguida. O grupo de Lages-SC deu vida a grandes clássicos do Rock n Roll e Hard Rock.




Uma das mais esperadas foi a Axecuter. O grupo paranaense começou com “Attack” fazendo os headbanger baterem cabeça logo no início. “Raise The Axe” possibilitou uma grande roda, e nela os músicos mostraram a essência incitando todos a levantar o machado. Além desses clássicos, a Axecuter na música homônima chamou o “The Axecuter” para a apresentação artística. No set list não poderiam faltar ainda clássicos como “In For The Kill” e a “No God No Devil (Worship Metal) ”. Brutalidade de riffs, seguidos a um vocal cru de Danmented e linhas rápidas na batera foi um atrativo à parte.



A quinta banda veio de Porto Alegre-RS. A Losna, subiu ao palco as 17:50 e exibiu o melhor do Thrash Metal Old School.  Clássicos como “Slowness” e a recente “Back to The Grotto” não deixaram de faltar. As meninas Fernanda Gomes e Debora Gomes mostraram que o Metal não é um lugar exclusivamente masculino.



Outra estreante no evento foi a Older Jack de Pomerode. A banda que possui suas letras em alemão fez o público cantar junto e tornar a apresentação um verdadeiro espetáculo, pois misturou os diversos gêneros do Metal. Letras regadas a cerveja e aventuras, instrumental técnico e vocal afinadíssimo foram características marcantes no show.



Carregando 30 anos de banda, a Orquídea Negra realmente fez um estrago no OTA. Sua apresentação fora memorável.  Boca, Robson e companhia relembraram clássicos como “Blood Of The Gods”, “Rainbow Of The Dark” e “Surrender”. O grupo é emblemático, avassalador e principalmente de uma qualidade surreal. Tudo isso foi notado perante a movimentação do público.



A banda Rhestus fez o fest tremer. Clássicos como “Fuck Off”, “Cancer” e “Guerras Insanas” não deixaram de faltar. Além dessas canções, a banda apresentou novos sons que farão parte do novo álbum. O grupo manteve a mesma pegada brutal em quase todas as canções e com toda a experiência fez o que esperava da banda ícone catarinense.



A brasiliense Violator era a atração mais esperada da noite e eletrizou o público ao trazer não apenas o Thrash Metal de qualidade clássico da banda, mas também um cativante discurso sobre agregação. O show foi embalado por clássicos, como “Respect Existence Or Expect Resistance”, “Futurephobia” e “Endless Tyrannies”. Os músicos fizeram questão de expor a ideologia do grupo, frisando que a Violator sempre apoiará qualquer tipo de minoria. Além disso, o discurso político feito por Poney (Vocal e Baixo) deixou o público tão extasiado que logo emergiu um coro em forma de vaias e protestos contra o Deputado Jair Bolsonaro.

Apesar do grande setlist e das mensagens admiráveis passadas pela banda o que chamou a atenção foram eventos isolados entre alguns seguranças e o público. Diversas pessoas da plateia tentaram pular a grade em frente ao palco, porém foram impedidas pelos seguranças. A banda, que sempre exalta a necessidade da união, se mostrou contrária a tal atitude e alertou isso aos seguranças do local. Porém mesmo após as reclamações os seguranças não recuaram, e o mesmo aconteceu com o público que ao fim do show destruiu a grade. Essa foi a premissa necessária para que o vocalista descesse do palco e se juntasse a plateia, que sucumbiu a uma explosão de harmonia e amor à música. O show foi finalizado em meio a abraços e com direto a crowd surfing.



De Caratinga-MG surge outra estreante, um Death Metal mesclado ao Thrash. A Venereal Sickness fez os headbangers se quebrarem com sua potencialidade sonora, o grupo mineiro começou a apresentação com a nova música “Burning The Laws”, que acabara de ganhar um videoclipe e estará no próximo disco dos músicos. O cast de oito faixas, ainda contou com os clássicos “Useless Commanders”, “The Path Of Execution” e “Human Plague”.  A peculiaridade exibida pela Venereal Sickness fez os fãs mesmo cansados, buscar energia e disposição das forças mais obscuras possíveis.



Após a apresentação da banda Veneral Sickness foi a hora da curitibana Imperious Malevolence entrar em palco. O grupo de Death Metal apresentou um setlist composto por 10 faixas, sendo iniciado pela homônima “Imperious Malevolence”, seguidas por “Nihilisticon”, “No Return”, “Priest Of Pestilence”, “Seek For Mephisto”, “Arquiteto da Destruição” um dos maiores sucessos da banda juntamente com “Doomwitness” a faixa tocada na sequência. As últimas músicas apresentadas foram “Where Demons Dwell”, “Ascending Holocaust” e “Perpetuação da Ignorância”, música que encerrou o show.  A banda mostrou que os 21 anos de estrada só corroboraram com a ideologia e com a particularidade do som apresentado. O público cantou do início ao fim, principalmente seu maior clássico, a música “Arquiteto Da Destruição”.




A criciumense Somberland foi a última atração da noite e representou muito bem o sul do estado. Mesmo sendo a última banda, boa parte do público se manteve fiel e o grupo com toda certeza não decepcionou. Este foi o segundo show da banda de War Black Metal, que deixou claro todo seu profissionalismo somado ao som de qualidade. Foram apresentadas as músicas do “Dark Silence Of Death” (primeiro EP lançado pela Somberland) juntamente com algumas das faixas que estarão no novo álbum. A banda também apostou na teatralidade, em meio a apresentação subiu ao palco uma pessoa trajada de um hábito negro que esmagou um punhado de hóstias e jogou-as no chão.  O show foi finalizado com chave de ouro ao som de “Into The Front”, a música mais conhecida da banda. Consequentemente os músicos mostraram toda a atmosfera oculta, sombria e maldita que carregam desde o início da horda. E com certeza se perpetuarão no cenário do Metal Extremo Catarinense. 





Obs: Foram perdidas a maioria das fotos do festival. E para sermos imparciais optamos por divulgar a logo ou foto de cada banda. Ao final publicaremos as fotos que conseguimos recuperar.

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