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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Colher de Chá: O Sul Catarinense fica órfão de uma de suas principais casas de shows

Uma das maiores casas do underground catarinense fechará as portas. Por seis anos, a Casa de Arte e Cultura Colher de Chá foi um dos principais espaços para os boêmios, ativistas culturais, roqueiros e artistas sul catarinenses.

Foto/Divulgação

O casal Juliana Waterkemper e Alex Pizzetti sempre respiraram arte. E com a junção dos gostos mútuos pela música, surgira no final de 2014, o Colher de Chá. Dali em diante, Fresno, Cachorro Grande, Sepultura, Angra, Mato Seco, Acusticos e Valvulados, Djonga, Dazaranha, Dead Fish, Esteban Tavares, Tequila Baby, entre outros grupos se apresentaram nos palcos içarenses.

Além dos grandes nomes, o Colher dava oportunidade às bandas autorais da região, pois o pub era um assíduo apoiador e investidor do cenário independente. As festas típicas idealizadas pela casa serão eternizadas, desde a diversão do St Patricks Day, o arraiá do São João, o agitado bloquinho de Carnaval e o versátil e estiloso Salem.

Foto/Divulgação

A pandemia foi um dos principais agravantes para o encerramento das atividades do pub, pois o mesmo ficou seis meses fechado devido às medidas restritivas. Depois desse período, o casal tentou se adaptar e criar novos meios para tentar driblar a falta de shows, a aposta na gastronomia foi uma delas, uma vez que, passaram a criar novos pratos, principalmente no âmbito vegano/vegetariano e da gastronomia latina.

Todos que conheceram/conheciam o Colher de Chá levava-o em seu coração, era um lugar único, surreal, de uma atmosfera espetacular. Ali mesmo, era possível encontrar velhos amigos, conhecer novas pessoas, apreciar o trabalho de um artista independente e usufruir da hospitalidade e do aconchego da casa mais querida da cidade.

Em 2020, o pub foi um dos responsáveis para a criação do Bradamundo, festival multicultural que levou centenas de pessoas a acampar na cidade de Santa Rosa do Sul e aproveitar mais de 40 bandas brasileiras, sendo de uma ampla miscelânea de ritmos e estilos.

Foto por Juli Marques

De acordo com uma entrevista que um dos proprietários, Alex Pizzetti, cedeu ao Portal Litoral Sul recentemente: “Em 2022 vamos iniciar os trabalhos como produtora. Vamos fazer shows nacionais, festivais, inclusive já temos alguns programados, festas temáticas e produção de bandas com músicas autorais”.

Para quem deseja se despedir do local, nesse final de semana vai acontecer a última programação. Então com todo o cuidado, respeitando todas as medidas e sinalizações, o Colher de Chá convida para seu último final de semana.

Sexta-Feira 23/04 (Cama Brasileira)

Sábado 24/04 (Paulo Roberto, Duo Oito e Lady Die)

Domingo 25/04 (Redneck e Zinugi)


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

15° River Rock Festival: A originalidade e miscelânea cultural fincaram raízes nessa edição


O Festival

Nos dias 07, 08 e 09 de setembro aconteceu um dos maiores festivais catarinenses, o River como é carinhosamente chamado configurou-se através da pluralidade de estilos, da ampliação e modificação da estrutura e do line-up repleto de atrações.



A nossa equipe saiu de Lages- SC na sexta-feira à tarde e chegou no período das 19h no Rota 66 em Indaial- SC. Durante o percurso, vale ressaltar a beleza do Vale, as cidades pequenas, porém bem desenvolvidas, a mescla da cultura alemã com a italiana e os trejeitos do interior catarinense.

Ao chegar ao local do evento, é nítido surpreender-se com a quantidade de veículos, pessoas e barracas logo no hall de entrada do mesmo. Lá no palco a banda Steel Warrior encerrava sua apresentação, fortemente caracterizada no Power Metal peculiar do grupo itapemense. Mesmo com alguns imprevistos relacionados a elétrica, os músicos conseguiram finalizar sua exibição muito bem.

Assim instalados e com a correria da sala de imprensa, do credenciamento e direcionamento das mídias, a URM intercalava em realizar entrevistas, fazer cobertura de fotos e vídeos, suprir dúvidas relacionados à imprensa e demais tarefas com o intuito de contribuir com o River Rock 2018. Todavia, perante a essa intensa jornada conseguimos prestigiar algumas apresentações.

A Flesh Grinder deu início ao primeiro show do “big 4 catarinense” formado pelos joinvilenses, pela Brasil Papaya, Khrophus e Rhestus. As quatro apresentações foram marcadas primeiramente por concentrar um grande número de pessoas em frente à grade, pela versatilidade da apresentação e inovação com resquícios de fogo e com pinturas faciais da Rhestus. Também é valido e notório a solidez da Khrophus e a harmonia e sincronia da Brasil Papaya.

Brasil Papaya
A alimentação era algo com múltiplas opções, desde variedades para o nicho vegano e vegetariano e a presença de um food truck com outros tipos de gastronomias.

A Leite de Velha encarou o evento como uma forma de expandir sua sonoridade às pessoas de outros estilos, como o Metal. O rock gaudério conseguiu trazer às atenções a músicas com temáticas cômicas e inusitadas.

As mídias presentes no evento mostraram profissionalismo e dedicação. Em conversa com Sidney do O Subsolo/Cultura Em Peso, o mesmo destacou a necessidade de profissionalizar o trabalho das mídias nos festivais e também ressaltou a importância dos canais para a divulgação. Vale ressaltar que a Vanessa Boettcher também estava lá cobrindo para o CEP.

Com a troca de horário, a Necrotério foi a primeira banda do Paraná a se exibir nessa edição. Um Death Metal Cru com riffs agressivos e céleres. Logo em seguida, a Slammer propagou a chama do anticristianismo, os curitibanos fizeram um altar mórbido e direcionavam mensagens diretas para a dogmática religiosa. O grupo reproduziu até um cover da banda Funeral, uma das primeiras de Black Metal no PR.  A Grimpha bradou “Death Metal Antifascista” e fez com que todos pudessem sentir a monstruosidade do seu respectivo instrumental assim como a potencialidade de suas letras.  

Slammer
Com a finalização da noite, pudemos ainda conhecer Guilherme Lindner do “Cena Livre” que estava executando seus trabalhos de difusão. E no bate-papo, o comunicador enfatizou a grandeza do evento e a simplicidade de cenas casuais que às vezes passa de forma impercebível a nossos olhos. Guilherme ainda concedeu algumas ideias para a continuidade do nosso trabalho e também sobre a elaboração do fest.

O sábado começou cedo, com alguns problemas relacionados à energia que rapidamente foram resolvidos. E o Carlão Fernandes que não tinha nada com isso se preparou e executou o Workshop que consistia em compartilhar suas técnicas, suprir as dúvidas e reproduzir alguns de seus sons da banda Khrophus.

Carlão Fernandes
Ao olhar para o camarim, ficava explícita a ideia de teatralidade dos músicos da Casa de Orates. Os itajaienses contagiaram os headbangers com suas músicas psicodélicas, com suas atividades artísticas de dança e diversidade musical.

Casa de Orates
A Escória de Timbó- SC mostrou o Punk Rock de protesto e de revolta. Com um repertório diferenciado, os músicos até divulgaram uma música para o antigo prefeito da cidade do vale. A sala de entrevistas estava a todo vapor, entrevistas com Casa de Orates, Xei e Sons In Black e Slammer estavam acontecendo, em virtude da execução das mesmas não foi possível acompanhar as demais apresentações.

A primeira banda do RJ a subir no palco foi a Cervical, um som pesado, díspar e totalmente expressivo. Era notável a proatividade e a interação do vocalista Pascoal Mello com os presentes que admirados acompanhavam o som dos músicos.

Cervical
A Affront tocava mais uma vez em SC. Acostumados com o clima catarinense, os músicos mantiveram mesmo com algumas falhas técnicas, o profissionalismo ao impulsionar suas canções presentes no álbum “Angry Voices”. E foi assim, com um petardo em cima do outro, solos sólidos e rápidos e a brutalidade do Death Metal. Logo em seguida, no bate-papo o vocalista Marcelo ressaltou e enalteceu o convite que foi feito para tocar no evento, o qual para ele é raro de se encontrar no estado do RJ.

Affront
E lá um Power Trio advindo do Centro Oeste brasileiro, executando suas músicas, uma a uma com a mesma intensidade da Demo “Infernal Domain”. A Armum encantada pelo evento manifestou uma condensação sonora, a presença dos vocais graves e timbrosos de Camila e as viradas de batera de Gesiel Coelho.

Armum
A Cartel Da Cevada fez uma das melhores performances, os gaúchos movidos pela energia da viagem e clima de festival, difundiram suas músicas com uma sincronização ímpar, com a sede de demonstrar seu máximo e é claro que não poderia faltar a aparição do “tinhoso” em “O Diabo é Da Fronteira”.

Cartel da Cevada
Fixos em frente ao palco, o público pode presenciar o show de duas headliners do fest, a Imago Mortis que fez um show surpreendente com seus arranjos peculiares, seu doom expressivo e a magia de suas canções. No entanto, sem muito esperar, os metalheads acompanharem depois da exibição dos cariocas, a apresentação do ReyToro (Uma das maiores bandas do Uruguai) que de forma caótica possibilitou vários moshes.

ReyToro (URU)
A grande atração da noite fez com que o festival inteiro pudesse cravar os olhos para o palco do Rota 66. O Sepultura se apresentou pela segunda vez no River e foi claro a performance de qualidade dos músicos, que traziam a divulgação do “Machine Messiah” em show único no estado. Evidente que relembraram clássicos como “Territory”, “Inner Self”, “Refuse Resist”, “Arise”, tal feito proporcionou rodas brutais, a fase épica de Eloy Casagrande, a mescla de sons com o novo álbum e a simpatia habitual de Derrick Green.

Sepultura
O projeto Cadaveric Hotel composto por apenas um integrante demonstrava gratidão ao Sepultura pelos músicos fazerem a abertura de seu show. Brincadeiras à parte, o músico enfatizou canções cômicas e de duplo sentido que deram um ar mais descontraído ao festival.

Cadaveric Hotel
A última banda a se exibir no sábado foi a Cassandra. O duo de Curitiba- PR enfrentou alguns imprevistos técnicos com o som inicialmente, mas logo tudo fora resolvido e puderam deixar fincada a passagem por Indaial. Com uma mistura de elementos, indo desde djent, stoner, doom e outras referências estabilizaram uma isocronia com suas composições autorais.

Cassandra

Casamento de Adriano e Ana Cláudia

O matrimônio entre o organizador e músico Adriano Ribeiro com Ana Cláudia Freitas personificou a singularidade do festival. Os recém cônjuges protagonizaram um momento de ternura em que os riffs das guitarras cederam à sutileza das palavras proferidas por Cláudio Tiberius. O mesmo coroou o casal e fez com que o público se comovesse com tal ato.

Casamento
Depois do agitado beijo, o noivo pulou para a galera e tudo isso exprimiu o carinho que os presentes mantêm com o guitarrista.

Com Enya sendo reproduzido através de Carla Domingues e Thiago Gonçalves, o recital Metal era composto por versos doces, simbólicos e eloquentes. O baile de debutantes iniciava-se, os headbangers dançavam com seus respectivos pares, inclusive alguns com garrafas de cerveja e assim caracterizou a parte romântica da aliança do River Rock Festival 2018 com você.

Bandas e Festivais Presentes

É de suma importância revelar as bandas que mesmo sem ter tocado no evento puderam otimizar seu tempo para locomover-se até o Vale. Alguns grupos presentes foram a Balboa’s Punch, Captain Cornelius, Homem Lixo, Juggernaut,  Mr Fear, Omnifarious, Plunder, Somberland, Tandra, They Come Crawling, entre outras.

Já em relação aos eventos, a parceria de festivais inclusos no River Rock Festival era vasta tendo nomes como o Agosto Negro, Fear Fest, Frai’n Hell Rock Festival, Iceberg Rock, Maniacs Metal Meeting, Otacílio Rock Festival, Rock In Hell Do Campo, Santana’s Sunday e Um Dia Livre Rock Festival.

Camping e Arredores

O camping estava bem acessível, com um amplo espaço para a colocação de barracas, gazebos e tendas. Também havia alguns stands de lojas especializadas em Rock/Metal, rádio e bancas de merchans dos grupos que se apresentavam.

Camping
A proximidade do palco foi algo a ser devidamente lembrado, pois normalmente conseguia-se a locomoção entre o espaço interior e exterior. Ao questionar o baterista Fernando Alfaro da Reytoro, o mesmo se mostrou admirado pela estrutura aos arredores do evento. De acordo com ele, são pouquíssimos festivais no Uruguai com essa base.

Organizadores e Produção

Com o convite do Patrick Souza da Sangue Frio Produções, nós ficamos encarregados por assessorar a parte da imprensa. O procedimento ocorreu de forma tranquila e foi uma experiência ímpar e gratificante.

Os idealizadores Adilson Frenzel, Adriano Ribeiro, Ariel Frenzel, Larissa Giovanella, Regiane Santos e Valdecir Valda se mostraram satisfeitos pelo resultado do fest e pela receptividade do público. Adriano ainda ressaltou algumas ideias a serem trabalhadas para a próxima edição e frisou pontos a aperfeiçoar-se, outros a continuarem e planos a serem colocados em prática.


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

River Rock Festival 2018: A Aliança Se Consolida (Parte 2)

Continuando a saga da divulgação das bandas presentes no River Rock Festival, o sábado começará cedo para os headbangers. Carlos Fernandes (Baterista da Khrophus) fará o seu workshop de bateria expondo técnicas e formas de utilizar o instrumento.




O teatro ingressará no palco e a arte em meio ao momento caótico em que vivemos dará sua resposta. A Casa de Orates mistura música, dança, performances únicas através do conceito Art-Rock. Os itajaienses possuem três álbuns, sendo eles o “Artesão dos Sonhos”, “Luaria” e o recente “Sr Orates”. Preparem-se para uma viagem psicodélica que percorrerá o seu existencial.

A banda Alkanza é a terceira a exibir no dia. O grupo surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre caracterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais lançados, o “Destroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado em 2017, o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas.

O projeto Xei & Sons In Black é de autoria do produtor, compositor e vocalista Alexei Leão (Ex Stormental). O trabalho exibe uma roupagem a temas acústicos com uma aposta no instrumental diferenciado através de uma miscelânea de estilos.

A banda Escória é originária da cidade vizinha, Timbó e traz consigo desde 1991 um Punk Rock, cru com letras autorais mescladas a cover. A banda é formada por Davi (Bateria), Nilson (Vocal), Paul (Guitarra) e Valda (Baixo). Os músicos em 2015 gravaram o single “Vida Vulgar” e para esse ano pretendem preparar novas músicas.

Formada em 2008, a Fatal Encarnad é a prata da casa. O grupo possui influências de Morbid Angel, Cannibal Corpse, Entombed, Sarcofago e Sodom além de outros renomados grupos. A banda de Death Metal aposta na versatilidade, na agressividade de riffs e em letras que fomentam a temática comportamental.

Os cariocas da Cervical serão os sétimos a se apresentar. Com a junção do Hardcore, do Metal e do Crossover, os músicos têm em sua discografia, o álbum “Caminhos de Dor”, “Arquetipo” e canções como “Dar o Sangue” e a recente “Guerra”. Realmente a sonoridade traz resquícios céleres, sólidos e rápidos.

Uma das bandas mais destacadas atualmente do cenário brasileiro, a Affront volta para Santa Catarina. O grupo carioca foi formado em 2016 e logo no ano de estreia, difundiram “Angry Voices”, primeiro material autoral. A receptividade foi notória e a característica do Thrash/Death Metal deles propiciou alavancarem um som identitário, ríspido e coeso.

O Centro Oeste também tem seu representante, a Armum lida com o Death Metal oldschool com referências de Nile, Vader, Krisiun, Suffocation entre outros grupos. A banda fora formada em 2011 e possui a demo “Infernal Domain” divulgada em 2016.

Outro grupo a se exibir de forma com que a teatralidade possa ser um agente agregador ao espetáculo é a gaúcha Cartel da Cevada. Com 13 anos de estrada, a banda mescla a característica forte do estilo gauchesco, do rock setentista e de contos inusitados que complementam-se a um Rock n Roll com riff enfurecidos. Os músicos possuem dois discos lançados e um Ep para divulgação.

A imagem da morte resplandecerá o evento e a Imago Mortis entrará nos palcos como uma das headliners do fest de 2018. O grupo carioca carrega em sua bagagem 23 anos de carreira e com isso personifica a quantidade de materiais difundidos, são duas demos, quatro singles, um Ep e quatro full lengths com destaque para o novo “LSD” recentemente exposto. O Doom Metal característico, a filosofia, a literatura, o oculto e o esotérico entrarão em estado sinestésico em Indaial.

Uma das bandas mais influentes do Uruguai fará seu primeiro show em palcos catarinenses. Formada em 1998 a ReyToro tem suas músicas regadas a bebidas, política, drogas e cotidiano, os mesmos obtêm um live álbum três full lengths, o homônimo “ReyToro”, “ReyToro II” e “III”. Consequentemente com seu Heavy Metal, os uruguaios incendiaram o festival e exibirão a qualidade respectiva conhecida em toda a América do Sul.

Ás 21:00h o guitarrista Adriano Ribeiro da banda Khrophus e também um dos organizadores do festival fará seu casamento com Ana Cláudia com a presença dos metalheads e headbangers presentes. Em seguida terá o Baile Debutante.  Para a arte exalar nos âmbitos do River, Clara Domingues e Thiago Gonçalves farão um Recital Metal com muitas surpresas.




A atração mais esperada do fest traz seu peso na grandiosidade do nome. Formada em 1984, o Sepultura está cravado no Metal brasileiro. Fruto da capital mineira, o grupo conquistou palcos internacionais, angariando discos de ouro na França, Austrália e Estados Unidos. Com uma extensa discografia que conta com 17 álbuns, cinco Eps e quatro coletâneas, os músicos se encontram na turnê de “Machine Messiah”. Lançado em janeiro de 2017 pela renomada gravadora alemã Nuclear Blast, o último álbum dos músicos traz uma crítica a ascensão desenfreada da tecnologia. É claro, sem deixar para trás a mistura de Groove e Thrash Metal que consolidou o som da banda como algo tão particular.

O talentoso artista e compositor Heriberto Werner estará exibindo seu portfólio musical através do projeto Cadaveric Hotel. Com influências vastas e referências um tanto quanto díspar que vão desde o Grindcore até o Rockabilly, o músico estará mostrando todo o talento das suas músicas que ressaltam histórias de terror, ironias, cemitérios e protestos.

Para o festival ficar ainda mais vasto, é claro que não podia faltar o preciosíssimo Gothic Metal e a Save Our Souls de Porto Alegre- RS sabe executar muito bem. O grupo originou-se em 2006 e tem lançado em seus 12 anos de estrada, três materiais, o Ep “Find The Way”, o single “Soul Domination” e o disco “The Otherside” divulgado em 2015.

O encerramento da noite ficará com o duo Cassandra que carrega um esoterismo através de um som diferenciado, o instrumental é caracterizado por mesclas de Stoner, Dark Ambient e Metal Experimental além de agregar em suas composições, temática ímpar evidenciadas de forma catastrófica. O grupo já lançou uma demo ao vivo em 2014, e um Full Length intitulado “Antumbra”. O projeto é composto por Karine D’alessandre (Bateria) e Daniel Silveira (Vocal e Baixo).


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