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domingo, 24 de dezembro de 2017

Tubarão Metal Fest II (Resenha)

          
         A Segunda Edição do Tubarão Metal Fest aconteceu no sábado (16) no Congas Music & Beer, evento o qual chegou mostrando todo o seu peso em um cast formado por 9 bandas da região. O apoio à cena ficou evidente, sendo que o festival contou com a presença de vários membros de outras bandas que foram prestigiar o som.
            
         Quando chegamos no Congas, atrasados devido à obras na estrada (pedimos desculpas à Underdog), Threzor, a segunda banda da noite, já estava no palco exibindo, com sua presença de palco impecável, todo o Thrash Metal oitentista influenciado por bandas que todos amamos, acompanhado de uma platéia cheia de headbangers batendo cabeça.
A próxima banda foi a criciumense They Come Crawling, que já subiu no palco trazendo equipamento diferenciado, o que souberam aproveitar muito bem, mostrando todo seu peso e mistura de influências, como Death Metal antigo e moderno, além de um tempero de Black Metal.
Depois veio a Shadow of Sadness, aquele Death Metal melódico com a pontinha do pé no Heavy Metal, que conseguiu facilmente envolver o público e transmitir a energia das músicas através de suas letras repletas de emoções e sentimentos. Todos ali presentes ficaram vidrados no palco enquanto o clima melancólico ia tomando conta do festival.
Aclamada na região, Alkanza subiu aos palcos, com o seu Thrash/Groove Metal, reunindo mais uma vez os bangers em sua frente prontos para começar a bateção de cabeça. As letras das músicas caracterizadas principalmente por críticas à sociedade levaram todos à loucura, e, em meio a banhos de cerveja e cotoveladas no mosh, o instrumental cru não decepcionou a quem o ouviu.
        Indo na onda das bandas oitentistas, tivemos também a presença da Battalion, que hoje no Brasil é uma das grandes promessas do Heavy/Speed Metal. O som sem nenhum tipo de modernismo joga a mente de quem o ouve direto para os primórdios do metal. As influências  das bandas de Speed com aquela mistura básica de Power dos anos 1980 fazem da Battalion uma banda extremamente promissora no uderground.
     Distressed chama a atenção por seu som, que primeiramente, se define em uma mistura de Death e Thrash Metal, o que o transforma em música pesada e rápida, atingindo todos os desejos dos presentes e deixando o ambiente perfeito para aquele mosh.
        Conforme o evento ia chegando ao fim, muitas das pessoas da platéia foram debandando de volta aos seus refúgios, o que nos leva à um final de festival quase vazio. A penúltima banda a se apresentar foi a Red Razor, que não se deixou levar pelo disperso de headbangers e detonou em mais um show da Beer Revolutour, nos trazendo aquele Thrash Metal Old School com o qual já estamos todos acostumados, tanto pela história que a banda escreve atualmente na cena underground, quanto pelas influências clássicas de bandas como Metallica, Exodus e Testament.
         A última banda foi a Norium, de Criciúma, que infelizmente foi vítima de atrasos acumulados e horário, mas até com seu tempo extremamente reduzido, conseguiu subir o tom e atingir o público com clássicos do Power Metal, mesmo tendo muitos membros na banda, foi claro o entrosamento e a sinergia no palco.

         E naquela madrugada quente e abafada, mais um Tubarão Metal Fest chegou ao fim, a escolha cuidadosa do cast serviu pra nos deixar ainda mais ansiosos por uma edição futura.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tubarão Metal Fest II: Evento Reacende a Chama Headbanger do Sul do estado

Sábado vai acontecer a segunda edição do Tubarão Metal Fest, evento este organizado por Danniel Bala (Antigo Organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest). O festival que em sua primeira apresentação já se consolidou na cena do Metal catarinense devido a mescla de estilos dentro do mesmo e pela organizada estrutura.



Para esse dia foram confirmadas nove bandas, tal como a Underdog, Threzor, They Come Crawling, Shadow Of Sadness, Alkanza, Battalion, Distressed, Red Razor e Norium. O preço dos ingressos é bem simbólico, 30 golpes. O evento contará com as mídias independentes A Hora Hard, Cultura em Peso e O Subsolo além é claro de nosso suporte.

A primeira banda a se apresentar é a Underdog idealizada em julho de 2017 na cidade de Laguna. As influências musicais dos lagunenses são Stoned Jesus, Kyuss, Black Sabbath entre outras. O grupo tem como sua formação Arthur Eufrázio (Bateria), Handel Silveira (Guitarra) e Leoberto Bittencourt (Baixo e Voz).

No entanto a segunda já traz resquícios do Thrash Metal envolta de suas canções autorais. Cabe destacar o videoclipe da canção “S.U.S” lançada em setembro como crítica ao Sistema Único de Saúde. Os integrantes são Lucas Souza (Guitarra e Vocal), Gabriel Theofelo (Guitarra e Vocal), Matt Prusse (Baixo e Vocal) e John Kuntze (Bateria).

Depois de fazer uma grande atuação no Frain Hell Rock Festival, a They Come Crawling de Orleans/Criciúma volta a subir aos palcos. O grupo formado em 2017 carrega consigo influências de várias vertentes da música pesada, sempre mantendo a sonoridade coesa, crua e agressiva. A banda de Death/Thrash Metal é composta por Igor Pereira (Vocal), Wagner Barros (Baixo), Geison Frasson (Baixo) e Douglas Mattos (Guitarra).

Um clássico do Metal catarinense regressa ao sul do estado, a Shadow Of Sadness vem expor o Power/Heavy Metal peculiar característico. O grupo já lançou dois full length, sendo o primeiro em 2004 denominado “Way To Hell” que contém doze canções autorais e o álbum com as iniciais “SOS (Shadow Of Sadness) divulgado em 2015 o qual obtém onze faixas. Além desses trabalhos, os itapemenses angariam dois videoclipes das músicas “Suicide – (Open Solution)” e “Summoning Ocean’s Son”. A banda é Christian Avon (Vocal), Daniel Lahn (Baixo), Thiago Diniz (Bateria) e Rafael Schirrmann (Guitarra).

A banda Alkanza surgiu em 2012 na cidade de Laguna e desde o início os músicos sempre carcaterizaram suas respectivas músicas através de letras de descontentamento político-sociais e de protesto com riffs céleres e agressivos. Os lagunenses possuem três materiais  lançados, o “Desytroyed The System” difundido em 2014, o “Colonizado Pelo Sistema” de 2015 o qual possui oito faixas e o mais recente, divulgado ainda esse ano o álbum “Céu da Boca Do Inferno” que contém sete faixas. A banda é formada por Thiago Bonazza (Baixo e Vocal), Pedro Victor Souza (Guitarra), Ramon Scheper (Bateria) e o convidado Renato Lopes (Guitarra)

A Battalion, há 12 anos na estrada é um dos grandes nomes do Heavy Metal clássico catarinense, trazendo influência como Grave Digger, Iron Angel, Pile Driver e outros clássicos. A banda possui uma demo “Battalion”, três coletâneas “Underground Collection Vol.I e Vol II e Maximus Metallus, o renomado full length “Empire Of Dead” e o Ep “Tyrant Of Evil”. Os itajaienses também estiveram presentes na última edição do SC Metal Fest. Os integrantes são Marcelo Fagundes (Baixo e Vocal), Alvaro Santana (Guitarra) e Fabiano Barbosa (Bateria).

A banda Distressed, originária da cidade de Tubarão, surgiu em 2008 com o intuito de trazer uma sonoridade agressiva ao palco, mesclando Death e Thrash Metal. Eles possuem influências de grandes nomes da música, como Kreator, Carcass e Sepultura. Após uma pausa, os músicos voltaram a atividade esse ano. A formação atual conta com Andre Wendhausen (Vocal e Baixo), Daniel Rosick (Guitarra e Backing Vocal), Rafael Spilere (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).

A florianopolitana Red Razor surgiu em 2011 com o intuito de resgatar as raízes do Thrash Metal dos anos 80 e 90. Suas influencias são grandes nomes do cenário musical, como Slayer, Anthrax, Exodus e Kreator. Os músicos lançaram em 2013 o Ep ““Shark Attack” e no final de 2015 o full length “Beer Revolution”. A banda também participou da segunda edição do Frai’n Hell Rock Festival. Os integrantes são Fabrício Valle (Guitarra/Vocal), Felipe Ferreira (Guitarra), Gustavo Kretzer (Baixo) e Igor Thiesen (Bateria).


A última banda, a criciumense Norium, relembra os melhores clássicos do Power Metal Melódico. O grupo pretende iniciar suas próprias composições e possivelmente lança-las no ano que vem. A banda é formada por Saimon Domingos (Bateria), Rhamon Soratto (Teclados), Diego Francisco (Baixo), Davi Martins (Vocal), Vagner dos Passos (Guitarra) e André Medeiros (Guitarra).

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Frai'n Hell Rock Festival: Reacendendo a Chama dos Festivais Lageanos (Parte II)

Depois de um sábado bem agitado, com bandas de várias vertentes do Metal, com pirofagias, moshs, rodas punks e destruição, o Frain’ Hell Rock Festival despertou o seu púbico com a beleza exuberante da paisagem do Refúgio do Lago.



A primeira banda a se apresentar no domingo foi uma surpresa, já que a Jhonny Bus (grupo que estava no cast) cancelou a participação depois de um problema grave na coluna de um dos guitarristas, impossibilitando o mesmo de tocar. Então diretamente de Lages, a Curto Circuito trouxe o Hard Rock/Rock n Roll através de clássicos e da música “Cerveja Ou Gasolina”.

Também lageana, a Blood Eyes expôs o Metal autoral em português. Essa peculiaridade propiciou aos músicos grandes elogios vindos do público que começava a se movimentar ao entorno do palco. As canções próprias “Minha História”, “Olhos de Sangue” e “Seres da Mente” foram algumas das nove reproduzidas pelo grupo.

O Xakol propôs o Power Metal aos headbangers. Músicas como “Restless Hunter”, “Dawn Of Insanity” e “Rise Of A New Sun, Part 2: Sunrise” não deixaram de faltar no repertório dos florianopolitanos.

Com 24 anos de estrada, diversos álbuns, demos e splits lançadas, a Khrophus era um dos headliners do evento. O grupo era um dos três provenientes da primeira edição em Fraiburgo. Com a formação sólida e entrosada na entrada de Hugo Deigman nos vocais, a banda de Death Metal colocou o Refúgio do Lago abaixo com a ferocidade e técnica nos riifs céleres de Adriano Ribeiro. As músicas expostas foram “Smoke Screen”, “Master Of Shadows”, “Dead Face”, “Lost Iniciations”, “Testimony Of Illusions”, “Statues”, “Interposition”, entre outras.  

O Orquídea Negra fez um show grandioso, sendo uma das bandas mais reconhecidas do estado, trouxe à tona clássicos como “Surrender” e “Miss You” o que deixou o público extasiado.

Representando o cenário Crossover/Grindcore no evento, a AbomiNação de Lages praticamente acelerou os ânimos dos Metalheads. Munidos pelo som rápido e veloz intercalado com discursos revoltosos e de descontentamento sociopolítico exibiram a fúria musical. As canções “Tradicional Família Brasileira”, “Heróis Sem Capa”, “Deus Diligit Hominem” e “País de Tolos” (donde o vocalista Mateus Biazoto discursou contra o separatismo e a influência conservadora que isso tem na sociedade) estavam presentes no setlist.

A última de Black Metal a se apresentar foi a Somberland de Criciúma. Desde a entrada dos músicos ao palco foi notória a qualidade e técnica instrumentais presentes. O grupo que recém havia chegado de um show em Joinville incendiou o Refúgio do Lago. Com um som herege, blasfemo e antirreligioso, foram reproduzidas músicas do Ep “Dark Silence Of Death” como “Forever Dark Wood”, a homônima “Dark Silence Of Death” e “Into The Front” e também as novas canções, “Here As No Place For God”, “Fallen Angel”, “Pest’ oLogy”, “Sadistic Instinct Arise”, “Their Suffering, My Pleasure”, “When The Future No Matter” e “Wrath Of The Tyrant”.

Mesclada a Orleans e Criciúma, a They Come Crawling surpreendeu o Frai’n Hell Rock Festival com seu respectivo Death/Thrash Metal. Os músicos mantiveram a velocidade e rispidez constantes nas músicas tocadas, “Rapture”, “CBE”, “Live Fast, Die Faster”, “If It Kills You”, “David Lynch Sucks”, “Ignorance”, “Shape Of Things To Come” e “Guilty Conscience”.


A The Four Horsemen ficou responsável pelo encerramento do festival. O grupo paulistano tocou músicas bem conhecidas do Metallica e o público em meio ao cansaço ainda fez moshs e rodas personificando o sucesso do festival. 

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