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terça-feira, 22 de novembro de 2022

Underground Extremo Festival: evento evidencia que o domingo não é mais santo, ele é profano

No último domingo (20), a mídia independente Underground Extremo realizou seu primeiro festival. Denominado como Underground Extremo Festival, o evento reuniu amantes do Hardcore e Metal, na Casa da Mãe Pub, em Tubarão. No line-up, quatro bandas de estilos diversificados fincaram seus pés no palco do bar.

Fotos: Divulgação/ Leandra Sartor/ Urussanga Rock Music

Com um espaço amplo, a casa é um dos novos destinos para o underground tubaronense, uma vez que dispõe de um local para fogueira, um clima rústico e ao mesmo tempo aconchegante, além de ser objeto de curiosidade por quem passava pela rodovia próxima ao pub. As mídias se fizeram presentes e mostraram a convergência do trabalho que já é realizado há anos no estado. A Hora Hard, O Subsolo, Underground Extremo e Urussanga Rock Music registraram os momentos e detalhes de cada canto ou acontecimento do festival.

Oriunda da Cidade Azul, a Vetor Unitário levou seu Hardcore Melódico ao público presente. Em um repertório com Ratos de Porão, Dead Fish e Chuva Negra, o grupo também trouxe suas canções autorais, com destaque para as novas músicas que estarão no próximo disco da banda, o qual está em desenvolvimento.

Peso descomunal e uma pitada de vocais ásperos a lá Gorefest marcou a apresentação da criciumense Silent Empire. O grupo transbordou riffs crus e trouxe em sua nova formação, linhas de baixo sólidas executadas por Harley e também evidenciou a celeridade de Aline nas baquetas. No setlist, “Unique and Primordial”, “Hail The Legions” e outras canções que farão parte do novo material dos criciumenses.

De volta aos palcos após a pandemia, a Rest In Chaos estava ávida por um show e toda essa ansiedade foi substituída por uma apresentação memorável. Com seu tradicional thrashcore, os músicos mostraram que a violência continua sendo um de seus principais aditivos, sem contar com a presença de palco e a interação com o público na canção “Ego Raiser”, uma das principais dos florianopolitanos.

Inseridos em uma turnê pelo RS, a Cäbränegrä deixou sua marca no Sul do estado. O Power Trio blumenauense mostrou que a miscelânea de estilos, tais como o Doom, Powerviolence e o Grindcore pode nos reservar gratas surpresas. Com uma sonoridade ora arrastada, ora agressiva, os músicos tornaram o evento um pandemônio de canções curtas, autorais e coesas das quais trazem como pano de fundo a chama do antifascismo e o momento inóspito atual.



sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Underground Extremo: mídia independente realiza festival no próximo domingo (20)

No próximo domingo (20), a mídia independente Underground Extremo realiza seu primeiro festival. O evento que acontece na Casa da Mãe Pub, localizado na cidade de Tubarão, contará com quatro bandas, Cäbränegrä, Silent Empire, Vetor Unitário e Rest In Chaos, com ingressos a apenas R$ 20,00. Para a mídia, “o evento trata da consolidação de um sonho, o de promover um festival voltado ao som extremo e que carrega no nome a nossa marca”.


Oriunda de Blumenau – SC e movida pelo PowerViolence e Grindcore, a Cäbränegrä é um dos destaques da música extrema catarinense. Além disso, a banda carrega como bandeira a chama do antifascismo e o combate ao movimento retrógrado evidenciado pela ascensão do conservadorismo. Com dois EPs na bagagem, o grupo trará um som cru, direto e agressivo aos tímpanos tubaronenses.

Com onze anos de atividade e considerado como um dos expoentes do Death Metal na região, a banda criciumense Silent Empire aposta na solidez dos riffs e na sonoridade brutal e ao mesmo tempo técnica. Com dois materiais divulgados, o EP “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons”, a banda conta com Ivan na guitarra e vocal, Aline na bateria, Harley no baixo e Guilherme na guitarra.

Prata da casa, a Vetor Unitário trará guitarras distorcidas e arranjos mais melódicos ao evento. Com dois Eps difundidos, “Produção em Série” e o homônimo lançado em 2015, os músicos apresentarão além de suas canções já conhecidas, músicas inéditas que estão no seu novo projeto, que atualmente está em desenvolvimento.

A florianopolitana Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo conta com os trabalhos “Worship Machines”, os singles “Look At Me” e “Ego Riser”, além do disco mais recente “Trapped By Yourself”.


terça-feira, 23 de março de 2021

100 Dogmas: “Corpo Fechado” transcende esoterismos, simbologias e o valor humano

A banda blumenauense 100 Dogmas divulgou no último sábado (20), o seu novo trabalho, denominado “Corpo Fechado”. O videoclipe foi gravado pela Lambreta Films e a música estará inclusa no Ep homônimo, que está sendo desenvolvido, e tem previsão de lançamento para novembro desse ano.

Cena extraída do videoclipe "Corpo Fechado"

Digno de uma peça audiovisual de destaque, o clipe emerge em uma atmosfera mística, no que tange aos seus simbolismos, pois traz em seus takes uma alusão ao vodu e aos elementos de água e fogo. Além disso, o vocalista Rafha se introduz com uma capa, Choco com pinturas faciais toma conta dos batuques, e uma figura feminina, fazendo referência aos esoterismos, que são os diferenciais das culturas de matriz africana e indígenas.

A mixagem e a masterização da música ficou por conta de Adair Daufembach, renomado produtor que é o responsável por trabalhar com bandas, como Ponto Nulo No Céu e Project 46. A canção é técnica, se desprende da linearidade sonora e exibe um instrumental agressivo e célere, com os vocais rasgados de Rafhael. Enquanto a letra, enfatiza um ritual de proteção, fazendo uma metáfora com a deturpação do valor humano.

Sobre a banda

O grupo formado em 2012 carrega um Groove Metal com referências de grandes nomes do estilo, como Pantera, Down e referências de outras bandas como Sepultura e Black Label Society. Os músicos têm em sua discografia, dois trabalhos, “A Caixa de Pandora” e o Ep “aMALdiçoado Seja”, além de possuir o single “Sic Mundus Creatus Est”.

Foto/Divulgação

Em 2019, no River Rock Festival, os blumenauenses foram entrevistados por nós em parceria com a mídia independente Underground Extremo.

 

Formação Atual:

Rafhael Jorge (Vocal)

André Luis (Guitarra)

Maycon Souza (Baixo)

Thiago Alves “Chocolate” (Bateria)

 

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Bisho Extreme Fest: O Reino Infernal Sul Catarinense Clama Por Metal

O estado de Santa Catarina vive o apogeu dos festivais e cada um tem a sua essência e respectiva peculiaridade, assim os eventos gradativamente vão surgindo e se estabilizando. O Bisho Extreme Fest idealizado por Gustavo Mendes traz a chama dos fests do Metal Negro, da blasfêmia, da catástrofe e da heresia habitual dos headbangers e nada melhor que escolher Tubarão, no sul catarinense para sediar.



Com a parceria da Sangue Frio Produções, apoio de R. Nandi e cobertura de cinco mídias, tais como O Subsolo, A Hora Hard, Urussanga Rock Music, Underground Extremo e Eu Apoio o Metal Nacional, o evento aos poucos se solidifica e para essa edição emerge com a banda Impiedoso de Jaraguá do Sul – SC, Lethal Sense de Bento Gonçalves – RS, Viletale de Blumenau – SC e com a prata da casa Distressed.

Inspirados por Sepultura, Carcass, Kreator e outros grandes nomes, a Distressed vai destruir os monumentos do Congas Music Beer. Os músicos montaram o projeto no ano de 2008 em Azambuja/Tubarão e preza em sua sonoridade, a celeridade e agressividade dos riffs fazendo com que cada metalhead presente possa fazer diversos moshes. O grupo é composto por André Wendhausen (Vocal e Baixo), Daniel Rosicky (Guitarra e Backing Vocal), Rafael Spilere (Guitarra) e Gustavo Oliveira (Bateria).

A Viletale originária da forte cena blumenauense(que contém nomes como Mastervoid, Perpetual Dreams, Desperate Soul, Nighthawk, Agony Voices, Lacrima Mortis entre outros grupos) desembarca nas terras tubaronenses pela primeira vez. O grupo do norte catarinense aposta no Horror Metal com pinceladas de Death/Black Metal através de canções que enfatizam o lado mais sombrio da parte literária, cinematográfica e audiovisual. Os músicos têm três Eps para difusão, são eles, o “Initiation”, “From The Depths Ov Mind” e “The Suicide Of Dei”, além do single “A Giftless December”. A formação é Bruno Jankauskas (Vocal/Guitarra Solo), Alan Ricardo (Guitarra Base), Filipe Oliveira (Baixo) e Matheus Lunge (Bateria).

Longe dos palcos de SC por 16 anos, a Lethal Sense de Bento Gonçalves – RS regressa em grande estilo na “Weeekend Tour”, gig que passará ainda por Florianópolis – SC. A banda comemora seu vigésimo ano de estrada e em toda essa trajetória já angaria quatro demos, “Morbid State”, “Succulent Rests of Human Flesh”, “Crushed Limbs”, “Crushed Brain”, o full length “Lethal”, os Eps “The Trip” e “Toxic Zombie”  e uma Split lançada em 2014 com as bandas Scatologic Madness, Possession e Endoscopyc Hemorrhage. O Death Metal cru com letras onde abordam o canibalismo é a marca registrada dos gaúchos que mantêm em sua formação Miro (Vocal), Ande (Guitarra), Douglas Dutra (Bateria) e Marciano (Baixo).

Uma das mais esperadas do evento é a jaraguaense, Impiedoso. Simplesmente são 20 anos de banda, três demos lançadas, a rara “Master of Darkness” e as preciosas obscuras “The Unholy Prophecy” e “Abismo da Desgraça” além de recentemente terem divulgado o primeiro full length denominado “Reign In Darkness”, material este mantendo o velho Black Metal cru, com o instrumental técnico e potencial agregando às letras anticristãs e hereges. O eterno vocalista Acácio se desligou da horda e há um mistério para quem assumirá os vocais do grupo, e no Bisho será a primeira aparição desse “demônio impiedoso”. A banda é Nahash (Baixo), Aldebaran (Bateria), Mortuum (Guitarra) e .... (Vocal).


sábado, 26 de maio de 2018

Subsolo Rock Festival II: Pluralidade Musical Marca Segunda Edição do Evento

A cidade de Tubarão, no Sul do estado, foi palco de mais uma edição do SubSolo Rock Festival, evento protagonizado pela mídia especializada independente O SubSolo. O lugar escolhido foi o preciossímo Congas Music & Beer, no bairro Congonhas.





A tarde de sábado estava muito fria, aconchegante e chuvosa casando muito bem com os sons propostos pelas bandas que iriam se apresentar. Oito grupos advindos de várias cidades distintas contemplando apenas um intuito, difundir a música autoral e expor seus respectivos trabalhos.

É preciso salientar que no evento, reuniram-se diversas mídias com seus representantes, inclusive fora gravado um vídeo com todo pessoal da imprensa. Representando a mídia O Subsolo estavam Jordana Aguiar, Maykon Kjellin e Vinicius Albini-Saints, o Cultura Em Peso por Iuri Cremo. De Criciúma, A Hora Hard com Daniel Russo e Michel Spadel, além do Eu Apoio O Rock/Metal Nacional com Murilo França, do litoral sul Esporro Sonoro e Underground Extremo por Carina Langa e Luiz Harley Caires, e por fim advindos de Lages nós e o Viva La Cena por Hamon Ataide.

Outro ponto a ser frisado são a presença de bandas que não estiveram no cast, porém foram prestigiar e apoiar o festival. Desses grupos cabe destacar a AbomiNação de Lages – SC, as Vetor Unitário, Attitude HC, DeadNation, P115 e a Texas Funeral de Tubarão – SC e a Barba Rala de Santa Rosa do Sul – SC.

Ao começar o fest, houveram alguns problemas elétricos relacionados ao mal tempo, porém isso não influenciou no decorrer da noite. A Mary’s Secret Box, devido a alguns problemas de cunho pessoal, não pode se apresentar e em virtude disso a Peltstrok foi a segunda banda a se exibir.

Os lageanos da Cártamo foram os primeiros a subir ao palco do SubSolo Rock Festival. Depois de mais de cinco horas de viajem, 160 km rodados e uma queda de energia que atrasou o show, os músicos mostraram que ainda tinham disposição de sobra. Trazendo uma reformulação da antiga New Drive, a banda apresentou uma sonoridade singular, que mescla Rock Alternativo e Hardcore. A banda executou um repertório autoral, trazendo músicas de seu primeiro trabalho, o EP “Poesias do Cárcere” (2017), além da faixa “Incinerador”.

Logo em seguida foi a vez da Dark New Farm entrar em cena. Com pouco mais de um ano na estrada, os músicos de Nova Fazenda já possuem um público fiel e passagem em grandes festivais e casas de shows (como Fatboo Studio, Laguna Metal Fest e logo mais Rock In Hell do Campo). A banda não decepciona quando o assunto é energia em palco, trazendo no setlist covers de Korn, Alkanza e Sepultura (que contou com a participação de Calone, vocalista do Bonde do Metaleiro). Porém é na performance das músicas autorias que a Dark New Farm demonstra todo seu peso e originalidade. As faixas “La Patria! La Fábula!” e a recente “Madre” se caracterizam pela composição e o instrumental marcantes, com visíveis influencias do puro New Metal.

Depois do vocalista Calone Monteiro dividir o palco com a Dark New Farm, os músicos florianopolitanos do Bonde do Metaleiro deram início ao seu show. A banda, já conhecida por sua típica irreverência, realizou uma apresentação repleta de diversão, bom humor e clássicos conhecidos pelo público. Músicas como “Diferentona”, “Fuck You Haters” e “Hino dos Virjão” não ficaram de fora do setlist.

A Eletromotriz trouxe músicas conhecidas, que compõem seu primeiro EP homonimo. Músicas como: “Serial Killer”, “Até Quando Suportar”, “Queda Livre”, inclusive cantada pelo público que aguardava a volta da banda. Destaque para “Cuzão” uma das músicas novas apresentadas pela banda. O sangue nos olhos dos membros, era evidente. Inclusive com equipamento da bateria voando. Com toda a certeza é um show que marca a volta de uma grande banda do cenário! (Resenha da banda Eletromotriz, por Maykon Kjellin - O SubSolo)

Pesado, bruto, violento, de Araranguá para Tubarão, eles trouxeram Heavy Metal com pegadas e passadas muito rápidas e bem trabalhadas eles iniciaram seu show com “Army of illusion” seguida de “Blast” e “And end to begin”. Destaque fica para a excelente e limpa apresentação de Zolfer Figueiredo que manteve o baixo sempre audível e destacável em cada som desempenhado naquela noite. (Resenha da banda Underworld Secret, por Iuri Cremo - Cultura Em Peso)

A única representante fora do estado era a Boca Braba HC de Viamão - RS, pela segunda vez em Santa Catarina. O grupo fez um show ímpar, caótico e destruidor ao colocar os headbangers presentes baterem cabeça e fazer grandes rodas e moshes. Um hardcore diferenciado lembrado por conter músicas de protestos e de descontentamento social, como “Proteste Porco”, faixa essa destinada para o atual governador do Rio Grande Do Sul que possui um grande descaso com seus funcionários públicos. Entretanto os gaúchos demonstraram todo o seu potencial ao exporem suas músicas do novo disco “Hardcore de Galpão” e do tradicional disco “Entre Ratos e Pulguedo”.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Parceiros do Underground: Entrevista com Luiz Harley Caires (Underground Extremo) Ep01

Hoje faremos a entrevista com um dos maiores divulgadores do metal extremo catarinense, Luiz Harley Caires, professor, frontman na Evil Returns e idealizador do blog Underground Extremo. Na conversa foram explanados assuntos polêmicos e a respeito da carreira e de seus trabalhos referentes à Cena.




01- A primeira pergunta pode-se encará-la como pessoal. Pois quando começaste a ouvir Metal, e antes disso quais foram as influências até chegar ao Metal Extremo?

Harley: Hail irmão! Primeiramente satisfação enorme estar trocando ideia contigo, admiro e acompanho teu trabalho e sei que compartilhamos do mesmo amor pelo Underground e a cena em geral. Respondendo à pergunta, o Metal sempre me foi algo familiar, meu pai ouvia muito AC/DC e Stones Beatles, já minha mãe é a maior fã de Angra que eu conheço, além de Stratovarius, e claro Iron Maiden. Foi com o Slayer e o Sepultura que comecei ir atrás de som mais pesado, aí veio Venom, Cannibal, Krisiun e meu gosto só foi encaminhando para algo mais brutal.

02- Sabemos muito bem que as mídias para o estilo estão escassas no estado. Todavia em contrapartida encontraste uma motivação para poder seguir e trabalhar em prol das hordas, nisso surgiu o Underground Extremo. Tu poderias contar mais a respeito do início do blog?

Harley: Então sempre tive a ideia de fazer algo pela Cena, o metal me propicia momentos únicos de alegria, ir para uma roda, encontrar amigos ou até mesmo ouvir um CD de boas em casa. Comecei a escrever para blogs grandes, e para o Metal Militia, só que nesses blogs que eu citei eu percebi que o interesse era em número de acessos e não ajudar a Cena, então saí disso tudo, comecei do zero e decidi fazer um trabalho autoral. Nisso nasceu o Underground Extremo, a opção pelo Metal Extremo é um gosto pessoal, não quer dizer que não possa aparecer bandas mais leves, mas gosto de escrever na ótica do fã mesmo, então tudo que está lá no Blog é porquê antes de mais nada foi um trabalho que me chamou atenção.

03- Hoje tu representas muito para a cena catarinense pois além de escritor de Metal, tu és frontman numa banda de Death/Black metal que inclusive já fora divulgada aqui na Urussanga Rock Music. Como é lidar com a Evil Returns, e com o blog, há um momento de separação dos papeis, ou prefere mesclar as duas atividades? E a respeito de seu grupo, há algum projeto novo rolando?

Harley: Opa, obrigado pelo elogio irmão. Na verdade, nunca citei nada da Evil no Blog porque ia parecer imparcial demais, imagina que hilário eu elogiar a presença do vocalista em cena, ia ser no mínimo irônico. Na verdade, a Evil é um filho bastardo, ensaiamos a volta muitas vezes, mas só se for com a formação original, então se o guitarrista estiver lendo aqui se liga mané, para o mal retornar só depende de você (risos). Enquanto isso, estou com um projeto que é de levar o Metal para escolas onde nos intervalos vamos fazendo uns sons até um dia se apresentar no colégio, é algo mais levinho rola Metallica, Megadeth, mas estou ensaiando um Cannibal, vamos ver como os pequenos reagem (risos).


04- Nos conhecemos lá naquele show do Plataforma Rock Bar (Excelente pub, típico Underground) e percebi que você tem um conhecimento muito grande em relação a cena extrema catarinense. Dentre as que tocaram, estava a Impiedoso (horda ícone do Black Metal), a The Torment (Raw Black Metal) e a Silent Empire que está em ascensão no Death Metal local, além é claro da clássica Luxuria De Lilith. A respeito disso, visualizando o evento ocorrido, o público presente e as apresentações, realmente foram satisfatórias, ou o público ainda está tímido?

Harley: Sim irmão, grande show sem dúvida. O que falar da Impiedoso e do The Torment? São hordas clássicas da maldita Catarina, O Silent Empire a cada apresentação se supera já perdi a conta de quantas vezes assisti eles ao vivo e sempre me impressiona, e o Luxuria, basta dizer que comprei quase todo merchan da banda, sou fã deles desde o Início das Profanações. O Plataforma é guerreiro cara, a essência do Underground. Prefiro ir lá do que em casas de show que depois toquem Pagode ou Sertanejo. O público cara, é uma questão ambígua, porquê por um lado, são sempre os mesmos guerreiros isso é legal mostra fidelidade. Mas sempre fica além do esperado, não adianta 20 mil confirmarem presença e só 20 aparecerem.

05- Sobre o blog Underground Extremo 666, quais foram as maiores matérias, e mais satisfatórias?

Harley: Bem na verdade eu falo equipe, mas o Underground é editado escrito por mim já tentei formar equipe, mas são poucos que entendem a proposta, então cada texto ou resenha que você encontra lá são motivos de orgulho e satisfação. Quero destacar aqui as bandas que apoiam o trabalho, fico muito feliz de ver bandas do porte de Headhunter DC e Malefactor agradecendo e compartilhando nosso trabalho, quero destacar também a Creptum que foi minha primeira entrevista para o Blog, o que dá um gosto especial.

06- O Metal Catarinense se perpetua como um dos melhores do Brasil. Porém, também já foi maior, com a quantidade de eventos que tinha, open airs, festivais, e bandas consagradas. Muitos grupos estrangeiros já passaram por aqui, podemos listar Kreator, Dark Funeral e Hirax. Nossas hordas ascendendo, e outras emergindo. Até que chegou um momento que os festivais se tornaram escassos e as bandas mal conseguiam manter-se na ativa. Qual sua explicação para o ocorrido? E hoje seria a volta da chama Metal em SC, com o Maniacs Metal, OTA, Fear Fest, Inferno Metal Fest, Overgound Roots, Underbands, entre outros?

Harley: Cara eu vim de São Paulo, lá você encontra show em cada canto e fica quase na miséria se quiser assistir tudo, quando vim morar aqui em SC fiquei feliz de ver uma Cena pequena, mas fiel. Tive a chance de ver essas bandas que você citou, além do maldito Rotting Christ. Estou escrevendo um livro sobre a Cena catarinense, acho que até ano que vem ele deve sair, estou usando a minha tese do mestrado como apoio. Os festivais são aquela coisa, depende da organização, tivemos a vergonheira do Zoombie, mas ao mesmo tempo o Otacílio, Fear, Inferno, estão aí além do Maniacs que tem potencial e o Agosto Negro na figura do Guerreiro Daniel Bala. O único problema é público cara, como eu disse anteriormente, marcar presença no Face é fácil, se você é banger mesmo tem que ir para grade bater cabeça a Cena depende disso.

07- 5 grupos de Metal Catarinense?
Harley: Alkanza, Sodamned, Shadow of Sadness, Luciferiano, Khrorphus, entre tantas outras.

08- 5 grupos de Metal Nacional?

Harley: Headhunter DC, Symphony Draconis, Amazarack, Em Ruínas, Nervochaos e Patria.

       09- 5 grupos de Metal internacional?

Harley: Vou indicar bandas que venho ouvindo recentemente (não que não curta os medalhões como Death, Judas, Iron, Etc...) Chaoslace, Bessat, Eutanos, Obscura, War.

10- Atualmente há uma maior participação do cristianismo na política, mesmo com o estado se mantendo laico. Como o Black Metal sempre teve origem antirreligiosa, e prega em suas letras misantropia, erotismo, liberdade, e respeito a todas as classes, gêneros e orientação sexual, contudo muitos fãs e adaptadores do estilo carregam apoio a fascistas e pessoas como Marco Feliciano e Jair Bolsonaro. Qual sua opinião a respeito disso?

Harley: Como professor de História, é cada coisa que a gente lê na internet e ouve de amigos que até assusta cara, Intervenção militar, tão de brincadeira né? Nosso país não tem direita nem esquerda, tem panelas voltadas para os próprios interesses e o povo que se exploda.
Na cena Metal, enfatizo meu total apoio ao Violator, esse estilo, liberdade, e gritar contra as correntes e modinhas. Cada um tem o direito de ser o que quiser, mas antes de sair apoiando alguém, vai ver o que ele diz nas entrelinhas. Por exemplo, eu sou ateu e acho ridículo um país laico ter bancada evangélica, mas essa é minha opinião, as pessoas podem concordar ou discordar, agora usar isso para separar um estilo que já não é unido, aí é foda. 

11- Como se sucedeu a escolha para as melhores bandas do ano?

Harley: Muita pesquisa irmão, fiz uma lista com mais de 20 lançamento de cada estilo e ouvi muitas vezes até chegar naqueles que dei um destaque especial, foi muito difícil faltou bandas como Cemitério e Ancestral, mas que em breve aparecem no Blog.
O mais legal foi a participação do Cristiano do Os Capial, que me deu uma lista enorme de banda de Grind para eu poder conhecer mais a fundo o estilo. Deu uma puta dor de cabeça selecionar tudo, mas o resultado foi positivo demais.

12-  Novos projetos e matérias para o blog?

Harley: Sim muitas, minha ideia é aumentar a rotatividade do Blog divulgando pelo menos 3 textos por semana, como disse é um trabalho de um Homem só então às vezes fica corrido, mas vamos na luta. Em 2017 tenho o plano de fazer cobertura de todos os grandes festivais catarinenses, tirando grana do bolso mesmo, não peço entrada. Sou um banger como todos os outros, então faço questão de pagar, Otacílio, Inferno, Maniacs... estaremos lá. Além disso, estou com planos de fechar parcerias agora que estou na equipe da Black Legion Produções, é uma porta que se abre. Além disso pretendo gravar podcasts com parcerias de outros Blogs e bandas, abrir espaço para o Hardcore e Metal na américa do Sul, sempre o Underground é logico, enfim muitos planos que vamos colocar em prática.

13-  Seu trabalho com certeza é muito importante para toda a cena nacional. Sou um leitor e divulgador assíduo pois a qualidade é demonstrada pelos mais de 10.000 visitantes. As matérias escritas de maneira imparcial, correta e conteudista. A Urussanga Rock Music tem o maior orgulho de entrevista-lo e será o começo de uma grande parceria, onde quem ganha é o Metal e nós todos. Se puderes deixar um recado para os leitores do Blog.

Harley: Mais uma vez agradeço as palavras, devo confessar que quando me deu a ideia de montar o U.E o Urussanga Rock e O Subsolo são os sites que mais me inspirei, acredito que tudo que fizermos é por amor à Cena, ninguém quer se promover e sim fortalecer o estilo. Meu recado para os leitores é obrigado para quem curtiu o trabalho, a página e quem ainda não conhece dá uma passada lá, estamos abertos a criticas e sugestões e se esbarramos por aí para tomar uma gelada e cair no stage diving, força Extrema. Hail Urussanga Rock! 

As mídias sociais estão abaixo:

domingo, 25 de dezembro de 2016

Urussanga Rock Music (4 anos)


Amanhã a Urussanga Rock Music comemorará seu 4° ano na cena catarinense. Foram centenas de postagens, de grandes, médias e pequenas bandas do Underground. Desde o Hardcore, Punk ao Rock n Roll e a todas as vertentes do metal, em específico o Metal Extremo.

Desde o começo em 26 de dezembro de 2012, sempre mantivemos o apoio e a divulgação do rock em si para o maior alcance possível sempre enraizando o Underground e autoral. Nunca sequer segregamos algum estilo ou desrespeitamos uma banda. Fazemos as postagens, releases, resenhas, entrevistas e coberturas de eventos com o maior profissionalismo.

Ao falar do alcance do nome Urussanga Rock Music, surpreendemo-nos com tamanha repercussão, mas claro tudo isso não aconteceria sem ajuda de amigos e amantes do rock em geral. Em especial ao nosso amigo querido e parceiro de mídia Daniel Teixeira (Russo) idealizador da A Hora Hard (veículo este que influenciou nossa ingressão na mídia catarinense do Underground). Não esquecemos do Maykon Kjelin idealizador do O Subsolo, que também sempre nos apoiou com cds, resenhas e com divulgação de nossas matérias. Fernando Cardoso (Pânico) do Fanzine Amigos Punks, um irmão para mim que considero demais e que sempre estava comigo nos eventos e me aconselhando acerca sobre a página. Um agradecimento especial ao André Cardozo do Rock N Show que sempre nos apoiou em toda trajetória, ao Gleison Junior da Roadie Metal e a parceria com o blog.  Quero agradecer o amigo Harley que conheci esse ano, mas que também faz com que o metal catarinense torne visível com seu blog 666 Underground Extremo. E a todos os parceiros que já tiveram suas bandas resenhadas, entrevistadas e escritas por mim, aos leitores e curtidores assíduos e a todos que apoiam o Underground Catarinense.

Para 2017 terão novos projetos, inclusive de entrevistas em vídeo e de mudança de layout e logo. Consequentemente mais algumas, e mais bandas a serem expostas e divulgadas, seja de Metal, Punk ou Rock n Roll, de Santa Catarina ou de qualquer outro lugar do Brasil, somos todos unidos em prol da Cena Nacional Underground.

 Para quem não agrega ou não apoia a Cena Brasileira ou Catarinense, melhor nem curtir a página, pois nós da Urussanga Rock Music abominamos qualquer tipo de crítica destrutiva sobre o nosso trabalho ou das bandas.

Seria complicado colocar todas as bandas divulgadas aqui, pois poderia faltar alguma e para que isso não aconteça, simplesmente deixarei um recado. Agradeço do fundo do meu coração a todos os amigos, integrantes, parceiros, idealizadores e amantes do Metal por destinar um pouco do seu tempo para ler as postagens e poder divulgar o meu trabalho. Isso é gratificante, não importa se uma pessoa visualizou ou nenhum, o importante é que disponho de muito tempo e estudo ao máximo a fazer o melhor para os leitores.

O ano de 2016 obteve 26.500 visualizações no blog, isso é mais do que a população da pequena Urussanga. No Facebook obtivemos 1170 curtidas na página e um alcance de mais de 30 mil pessoas.



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