A
tarde de sábado estava muito fria, aconchegante e chuvosa casando muito
bem com os sons propostos pelas bandas que iriam se apresentar. Oito grupos
advindos de várias cidades distintas contemplando apenas um intuito, difundir a
música autoral e expor seus respectivos trabalhos.
É
preciso salientar que no evento, reuniram-se diversas mídias com seus
representantes, inclusive fora gravado um vídeo com todo pessoal da
imprensa. Representando a mídia O Subsolo estavam Jordana Aguiar, Maykon
Kjellin e Vinicius Albini-Saints, o Cultura Em Peso por Iuri Cremo. De Criciúma, A Hora
Hard com Daniel Russo e Michel Spadel, além do Eu Apoio O Rock/Metal Nacional
com Murilo França, do litoral sul Esporro Sonoro e Underground Extremo por
Carina Langa e Luiz Harley Caires, e por fim advindos de Lages nós e o Viva La
Cena por Hamon Ataide.
Outro
ponto a ser frisado são a presença de bandas que não estiveram no cast, porém
foram prestigiar e apoiar o festival. Desses grupos cabe destacar a AbomiNação
de Lages – SC, as Vetor Unitário, Attitude HC, DeadNation, P115 e a Texas
Funeral de Tubarão – SC e a Barba Rala de Santa Rosa do Sul – SC.
Ao
começar o fest, houveram alguns problemas elétricos relacionados ao mal
tempo, porém isso não influenciou no decorrer da noite. A Mary’s Secret Box, devido a alguns problemas de cunho pessoal, não pode se apresentar e em virtude
disso a Peltstrok foi a segunda banda a se exibir.
Os
lageanos da Cártamo foram os primeiros a subir ao palco do SubSolo Rock
Festival. Depois de mais de cinco horas de viajem, 160 km rodados e uma queda de
energia que atrasou o show, os músicos mostraram que ainda tinham disposição de
sobra. Trazendo uma reformulação da antiga New Drive, a banda apresentou uma sonoridade singular, que mescla Rock Alternativo e Hardcore. A banda
executou um repertório autoral, trazendo músicas de seu
primeiro trabalho, o EP “Poesias do Cárcere” (2017), além da faixa
“Incinerador”.
Logo
em seguida foi a vez da Dark New Farm entrar em cena. Com pouco mais de um ano
na estrada, os músicos de Nova Fazenda já possuem um público fiel e passagem em
grandes festivais e casas de shows (como Fatboo Studio, Laguna Metal Fest e
logo mais Rock In Hell do Campo). A banda não decepciona quando o assunto é
energia em palco, trazendo no setlist covers de Korn, Alkanza e Sepultura (que
contou com a participação de Calone, vocalista do Bonde do Metaleiro). Porém é
na performance das músicas autorias que a Dark New Farm demonstra todo seu peso
e originalidade. As faixas “La Patria! La Fábula!” e a recente “Madre” se
caracterizam pela composição e o instrumental marcantes, com visíveis
influencias do puro New Metal.
Depois
do vocalista Calone Monteiro dividir o palco com a Dark New Farm, os músicos
florianopolitanos do Bonde do Metaleiro deram início ao seu show. A banda, já
conhecida por sua típica irreverência, realizou uma apresentação repleta de
diversão, bom humor e clássicos conhecidos pelo público. Músicas como
“Diferentona”, “Fuck You Haters” e “Hino dos Virjão” não ficaram de fora do
setlist.
A
Eletromotriz trouxe músicas conhecidas, que compõem seu primeiro EP homonimo.
Músicas como: “Serial Killer”, “Até Quando Suportar”, “Queda Livre”, inclusive
cantada pelo público que aguardava a volta da banda. Destaque
para “Cuzão” uma das músicas novas apresentadas pela banda. O sangue nos olhos
dos membros, era evidente. Inclusive com equipamento da bateria voando. Com
toda a certeza é um show que marca a volta de uma grande banda do cenário! (Resenha da banda Eletromotriz, por Maykon Kjellin - O SubSolo)
Pesado,
bruto, violento, de Araranguá para Tubarão, eles trouxeram Heavy Metal com
pegadas e passadas muito rápidas e bem trabalhadas eles iniciaram seu show com
“Army of illusion” seguida de “Blast” e “And end to begin”. Destaque fica para
a excelente e limpa apresentação de Zolfer Figueiredo que manteve o baixo
sempre audível e destacável em cada som desempenhado naquela noite. (Resenha da banda Underworld Secret, por Iuri Cremo - Cultura Em Peso)
A
única representante fora do estado era a Boca Braba HC de Viamão - RS, pela
segunda vez em Santa Catarina. O grupo fez um show ímpar, caótico e destruidor
ao colocar os headbangers presentes baterem cabeça e fazer grandes rodas e moshes.
Um hardcore diferenciado lembrado por conter músicas de protestos e de descontentamento
social, como “Proteste Porco”, faixa essa destinada para o atual governador do
Rio Grande Do Sul que possui um grande descaso com seus funcionários públicos. Entretanto os gaúchos demonstraram todo o seu
potencial ao exporem suas músicas do novo disco “Hardcore de Galpão” e do
tradicional disco “Entre Ratos e Pulguedo”.

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