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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Underground Extremo: mídia independente realiza festival no próximo domingo (20)

No próximo domingo (20), a mídia independente Underground Extremo realiza seu primeiro festival. O evento que acontece na Casa da Mãe Pub, localizado na cidade de Tubarão, contará com quatro bandas, Cäbränegrä, Silent Empire, Vetor Unitário e Rest In Chaos, com ingressos a apenas R$ 20,00. Para a mídia, “o evento trata da consolidação de um sonho, o de promover um festival voltado ao som extremo e que carrega no nome a nossa marca”.


Oriunda de Blumenau – SC e movida pelo PowerViolence e Grindcore, a Cäbränegrä é um dos destaques da música extrema catarinense. Além disso, a banda carrega como bandeira a chama do antifascismo e o combate ao movimento retrógrado evidenciado pela ascensão do conservadorismo. Com dois EPs na bagagem, o grupo trará um som cru, direto e agressivo aos tímpanos tubaronenses.

Com onze anos de atividade e considerado como um dos expoentes do Death Metal na região, a banda criciumense Silent Empire aposta na solidez dos riffs e na sonoridade brutal e ao mesmo tempo técnica. Com dois materiais divulgados, o EP “Hail The Legions” e o disco “Dethronement Of All Icons”, a banda conta com Ivan na guitarra e vocal, Aline na bateria, Harley no baixo e Guilherme na guitarra.

Prata da casa, a Vetor Unitário trará guitarras distorcidas e arranjos mais melódicos ao evento. Com dois Eps difundidos, “Produção em Série” e o homônimo lançado em 2015, os músicos apresentarão além de suas canções já conhecidas, músicas inéditas que estão no seu novo projeto, que atualmente está em desenvolvimento.

A florianopolitana Rest In Chaos se denomina como um “Trashcore”, a qual junta elementos do Trash Metal oitentista e das linhas nova-iorquinas de Hardcore. O grupo conta com os trabalhos “Worship Machines”, os singles “Look At Me” e “Ego Riser”, além do disco mais recente “Trapped By Yourself”.


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Parceiros do Underground #8: Nathalia Neiva (Coletivo Brasa)

Dessa vez o Parceiros do Underground em sua oitava edição explicita um pouco da trajetória da Nathalia Neiva que é idealizadora do Coletivo Brasa, produtora independente responsável por movimentar o cenário do HC catarinense.

A designer nos contou acerca da sua trajetória no underground e sobre os novos projetos relacionados a música. 



Como foi o seu primeiro contato com o Rock/Metal?

Nathalia: Acho que foi assim como o de muita gente: família.
Lembro que eu tinha uns 7 anos quando comecei a escutar os meus primeiros “rocks”. Conheci bandas como Linkin Park e Cpm 22 (que estavam bem em alta na época) por meio de um primo mais velho. Depois do primeiro contato, nunca mais parei (risos).

Quando surgiu a ideia da criação do Coletivo Brasa?
Nathalia: Surgiu após uma proposta para armar um show do Bullet Bane (SP) há um ano. Três amigos que já haviam tido uma ou duas experiências com produção de shows, mas nunca se comprometido de fato como algo maior. Foi então que eu propus a ideia do Coletivo para meus sócios (na época), ambos toparam e seguimos com o planejamento para aquele show e para os demais que vieram a seguir.



Qual o intuito do surgimento da mídia e o procedimento de designação?
Nathalia: O Coletivo Brasa nunca foi visto como uma produtora de fato, tanto que trabalhamos sem fins lucrativos. O intuito do surgimento e o principal motivo de existência é a possibilidade de nos integrar e nos conectar com a cena independente e autoral brasileira, de maneira que pudessemos formar uma teia de relações com amigos, bandas, estúdios, casas de show e artistas em geral. Como nossa visão sempre foi muito fraternal, tudo foi fluindo de forma natural.

Quais as principais matérias que destacaria como as melhores?
Nathalia: Todas as experiências que eu tive por meio do Coletivo Brasa foram fantásticas, mas é claro que conforme o tempo foi passando as coisas iam melhorando de forma gradual. Acho que o grande marco foi o começo deste ano, onde realizamos, ao lado do amigo Felipe Conrad (Porão do Som), o “Hardcore Is Back 5”. A partir deste evento nossa visibilidade e nossa maneira de pensar/agir foi se tornando cada vez mais profissional. Começamos a acreditar de verdade que o tempo investido em nossos sonhos nos levaria a algum lugar.
Mas acredito que tudo começou a vingar de fato no segundo semestre de 2018, quando fechamos parceria com o O’brien’s Irish Pub de Balneário Camboriú. Lá já realizamos eventos inesquecíveis: Bullet Bane (SP), Menores Atos (RJ), End of Pipe (SC) + Bizibeize (SC) e a incrível 1ª edição do Festival de aniversário do projeto, o “Grrrls To The Front” com a participação do Miami Tiger (SP).

Como se dá o procedimento de elaboração das matérias? Há algum critério utilizado?
Nathalia: Fazemos tudo com muito amor, mas como trabalhamos sem fins lucrativos sempre optamos para eventos que sejam de total interesse nosso, envolvendo nossos gostos pessoais. Mas de qualquer maneira sempre tentamos ajudar quem nos procura. Se não conseguimos encaixar na nossa agenda, estamos sempre prontos para apoiar eventos de bandas amigas de alguma forma. Indicamos casas, realizamos divulgações em nossas mídias digitais e incentivamos a produção artística em nossa região.

O meio Rock/Metal tem certa predominância machista. Você já enfrentou algum preconceito relacionado a isso por ser mulher?
Nathalia: Particularmente não me lembro de ter enfrentado algum tipo de preconceito direto por ser mulher, na verdade comigo sempre teve muito carinho pelos amigos que fiz por meio do Coletivo Brasa. Mas, em contrapartida, sempre há o machismo indireto neste meio. Muita gente considera que se existe membro homem na equipe, supostamente é ele quem toma as frentes do projeto.

Há receptividade das bandas com o seu trabalho? Há alguma experiência negativa?
Nathalia: Desde o começo a receptividade foi enorme. Agradeço de coração por todo apoio e confiança que as bandas depositam no nosso projeto. Zero experiências negativas!

Como você enxerga o papel das mídias no cenário atual independente?
Nathalia: Eu acho de extrema importância! Nós nos criamos por meio de mídias digitais e continuamos vivos por elas. Resistimos juntos justamente pela conexão que mantemos uns com os outros virtualmente, já que não contamos mais com o apoio das grandes mídias de comunicação, como era no começo dos anos 2000. Infelizmente não existem mais espaços para as pessoas conhecerem o cenário independente de forma “mastigada” como acontecia na falecida MTV, por exemplo. Hoje as pessoas tem que procurar por isso.

Quais os novos projetos para o Coletivo Brasa?
Nathalia: Para este ano já temos confirmado:
19/10 - Hardcore Contra O Fascismo - Edição Baln. Camboriú: Bayside Kings (SP) + Fatal Blow (SC) + Ataq Coletivo (SC)

17/11 - Blackjaw (SP) + Wiseman (SP)
23/11 - Bullet Bane (SP) + Manual (SP) + Quazimorto (SC)

O cenário HC catarinense é unido?
Nathalia: Sim! Talvez um pouco espalhado, mas considero unido sim. Ao longo dessa curta jornada já conhecemos amigos que significam muito para a gente e para o projeto. Gente que agrega de uma maneira extraordinária para nossa vida profissional e só conhecemos por causa do meio. Na minha visão, é muito duro batalhar na cena sozinho. Quanto mais amizades e mais pessoas trabalhando nos mesmos ideais, melhor a caminhada. Sejamos cada vez mais Coletivo!

Cinco bandas com integrantes mulheres.
Nathalia: Vai oito!
Naome Rita (PR), Saint Pradier (SC), Ataq Coletivo (SC), Profasia (SC), Menage (SC), Miami Tiger (SP), Far From Alaska (RN), Deb and The Mentals (SP).

Cinco bandas catarinenses.
Nathalia: Bizibeize, End of Pipe, O Mundo Analógico, Quazimorto, Próspera.

Cinco festivais.
Nathalia: Hardcore is Back (SC), Oxigênio Fest (SP), Curitiba HC Fest (PR), SWU – Starts With You (SP), Rock City Festival (SC).

Em nome da Urussanga Rock Music, agradeço a disponibilidade pela entrevista. Se puder, deixe um recado para nossos leitores.
Nathalia: O que há de mais precioso nos dias em que vivemos – e, principalmente na situação política em que nos encontramos – é mostrar e sentir que ainda existem pessoas que pensam diferente. Poder construir laços com pessoas só pelo fato de compartilhar dos mesmos sentimentos é incrível. Melhor ainda é poder confiar e depositar as energias positivas em quem você chama de amigo.
A gente vive em um sistema em que o dinheiro se torna necessário sim, mas jamais podemos deixar que um pedaço de papel controle nossas vidas. A partir deste posicionamento começamos a nos questionar: Será que basta ter dinheiro?
Na minha visão, existem moedas muito mais valiosas que o dinheiro. São moedas abstratas que preenchem espaços que o dinheiro não pode comprar. E posso afirmar: não há dinheiro no mundo que pague o sentimento de fazer a diferença!

Obrigada Urussanga Rock Music pela oportunidade e pela visibilidade.
“Tamo junto!”


terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Subsolo: Mídia Independente Comemora Seus Três Anos

No dia 01/09 em plena independência do Uzbequistão, só que 17 anos depois no litoral sul de SC surge O Subsolo.



A mídia até então idealizada por Maykon Kjellin começou de forma gradativa a fincar seus pés no underground. Tudo isso fora somado a um profissionalismo, competência, trabalho árduo e dedicação nas postagens.

Não obstante, deixa-se claro aqui toda a equipe, os colaboradores que compartilham seu tempo em desenvolver ideias, vídeos, entrevistas, releases e demasiadas matérias. Trabalhadores estes como Vinicius Saints, Thabata Solazzo, André Bortolai, Marcel Caldeira, Thabata Vieira, Sidney Oss, Luiz Harley Caires, Caio Botrel, Rony, Alison Netto e Wendell Pivetta.

Nessa repentina caminhada, a mídia figura-se como uma das principais em geração de conteúdo musical em SC. Obviamente isso se personifica na aceitação e receptividade perante o público. Já aconteceram dois festivais, ambos com oito bandas autorais, seis encontros de bandas O Subsolo, três coletâneas físicas e mais de 40 eventos com a logo do site.

Um dos motivos da Urussanga Rock Music voltar à ativa, foi a criação da imprensa. O mentor Maykon Kjellin concedeu um apoio surreal, com feedbacks positivos, construtivos e sempre mantendo o espírito coletivo e explicitando uma ajuda, um auxílio para que nós pudéssemos regressar essa caminhada. E lá se vai anos de parceria, amizade e colaboração.

O site teve outros personagens muito importantes ao longo de sua trajetória que infelizmente vieram a desligar-se do quadro dos escritores. Nomes como Jordana Aguiar e Karine Nunes, além do colunista Hermes Gregório e do “quebra-galho” Michel Spadel. Esse último com uma visão muito ampla e progressista sobre o cenário, e pelo fato de manter um conhecimento sobre esses aspectos traz consigo a bagagem do underground.

Como é o aniversário do O Subsolo, aqui eu listo as cinco melhores matérias na minha humilde opinião, o “Top Five” da URM (é claro que tem mais matérias bacanas, apenas citei algumas):

0    01- 10 dicas para bandas iniciantes (Maykon Kjellin)
0    03- Top Five Mulheres no Underground (Maykon Kjellin)
0    04- Flesh Grinder- Nomina Anatomica (Luiz Harley Caires)
0    05- Feminismo na música: She Hoos Go (Thabata Solazzo)

A Rádio Web Subsolo também foi outro passo importante para a mídia que enquanto esteve no ar mantinha um elo muito grande conosco e com todos os demais integrantes do cenário musical brasileiro. E em uma das transmissões, tivemos a honra de sermos entrevistados e contamos um pouco dos projetos, ideias e planos futuros. #VoltaWebRádioOSubsolo

Sem mais delongas, venho fortalecer o elo e que O Subsolo continue mais ativo do que nunca!


quinta-feira, 25 de maio de 2017

13 anos A Hora Hard

13 anos difundindo o underground



Em 25 de maio de 2004 estreava na Radio DCE Unesc, um programa de propagação da música independente regional. Sete anos depois do surgimento, obteve programas gravados em HD e postados no YouTube

Em seus programas eram entrevistados integrantes de bandas, organizadores de eventos, mídias independente e apoiadores da cena. As apresentações sempre em tom humorístico, jornalístico, musical, indagador e de aprendizagem. Sintonizávamos e sempre podíamos obter mais conhecimento, interagir com os entrevistados e depois conferir novamente em uma plataforma virtual. Destaque para o Baú do gato, para as notícias bizarras ao longo do mundo, e pela irreverência, espontaneidade, suporte e dedicação do Daniel Russo Teixeira. Às vezes o Maragato (Mauricio Zanoni) nas câmeras, a Daisa TJ tímida nas mídias digitais e nos comentários dinâmicos de Mariana Matsuoka e Marcelo Rosseto, foi assim que o nome A Hora Hard ficou enraizado.

A Parceria da Urussanga Rock Music com a A Hora Hard é desde 2013, firmamos um elo de divulgações e apoios à nossa música regional, e onde nos encontrávamos fazíamos aquela festa, troca de materiais, de matérias, várias cervejas, muitas conversas e sempre munidos para fazer mais ainda pelo rock sul catarinense. Despedida da Umseteuns no Ventuno, foi uma homenagem mútua entre o Russo e eu, Lê Benincá e companhia, nem esperavam pelas palavras sinceras, honestas e que personificou toda a trajetória do grupo. Outros eventos também ganham destaque como o Leopoldo e Valéria abrindo para o Velhas Virgens, o Grito Rock Criciúma 2014 no Go Park, principalmente o A Hora Hard 10 anos que auxiliamos o Daniel no evento com difusões e na organização. Houveram mais eventos, mas destes eu friso como os mais cruciais da URM com AHH.  

Não vamos destacar uma banda em particular, tanto que não seria justo com as outras. Todavia,foram dezenas de bandas que já passaram pela A Hora Hard, bandas de todo o Brasil, nos mais variados estilos, nunca segregando as vertentes.

O comprometimento, dedicação e humildade são peculiaridades do fundador e idealizador, que sempre possuiu empatia com os grupos autorais iniciantes e respeito com as bandas que já tem seu nome no cenário catarinense.  As três coletâneas lançadas expressam o amor que Russo tem à cultura underground, diversificados grupos onde alguns não tinham plataformas para expor seus trabalhos, isso foi um sustentáculo em relação ao marketing dos materiais das bandas.

O futuro é prospero, e como atualmente, vocês possuem um apreço significativo em todos os cantos do Brasil, em todos os estados do sul, e pelo que vi em todos os festivais catarinenses, do HC ao Black Metal, todos tem um imenso carinho e admiração pela garra, coragem e determinação. Que voltem os programas de rádio para encher-nos de conhecimento e sabedoria em relação ao cenário.


Para a Hora Hard, a equipe Urussanga Rock Music deseja um feliz aniversário, com muitas cervejas, matérias e publicações, todo o sucesso do mundo para vocês que são a maior inspiração para o desenvolvimento do nosso projeto. Hoje estamos em Lages, e aqui carece de mídias, então desse jeito fazendo referência a vocês, vamos tentar construir esse elo de união entre os grupos e revolucionar o cenário lageano e, claro, de todo o Brasil. Por isso, ficamos a disposição para quaisquer inovações e suporte. Como vocês sempre expuseram em seu slogan, “Atitude para viver! Viver e morrer para o cenário underground, entrevistando e valorizando o que é daqui”. 

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