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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Iceberg Rock Festival: décima edição marca a volta dos festivais catarinenses

Nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, os roqueiros e amantes do Rock/Metal do Sul do país estiveram presentes no Iceberg Rock Festival - evento que comemorava seu décimo ano de atividades-, na cidade de Lontras, Alto Vale Catarinense. Juntamente com o canal Metal Valhalla, nos deslocamos ainda na sexta-feira em direção ao “Ice”, carinhosamente chamado pelos headbangers. 

Mais de 280 km, serras e condições climáticas diferentes marcaram seis horas de viagem. Chegamos ao tradicional Camping Paraíso, com o término da banda riosulense Captain Cornelius, que ávidos por uma diversão, contagiaram o público presente. Mesmo não estando presente nos shows das bandas anteriores, a atmosfera no festival, era só uma, a felicidade de acompanhar um evento depois de quase dois anos de pandemia. 

Com o amanhecer do dia, foi mais visível notar as modificações, seja no camping, com alterações precisas relacionadas ao palco, ao icônico morro, à piscina disponível e uma variedade de comidas e também de bebidas, podendo suprir a necessidade dos vegetarianos, abstêmios, bebuns profissionais, e de qualquer um que procurasse por um bom lanche. 

O organizador Marcos Valério, feliz e contagiado pelo clima do evento, conta que os resultados superaram as expectativas. “O Iceberg entrou com tudo no cenário dos festivais. O público comprou a ideia e houve venda recorde de ingressos, fato antes nunca ocorrido.”

Os atrativos naturais também foram um destaque desta edição. As trilhas regadas à conexão sinérgica com a natureza, os rios, cachoeiras e quedas d'águas nunca foram tão acionadas pelo público, que em estado de êxtase - e com muito calor- aproveitava as belezas do Camping Paraíso. 

Acostumado em realizar festivais, o organizador do Agosto Negro e do Laguna Metal Fest, Danniel Bala, lembrou da força dos eventos e da união dos mesmos. “Houve uma renovação do público. Um exemplo disso é o ICE, pois há muitos amantes do Death/Black Metal, dos estilos mais pesados que compareceram ao evento e retornarão nas próximas edições”. 

As barracas, gazebos, sacos de dormir e quiosques tinham pessoas que vieram de várias regiões do Sul, seja de Curitiba, Porto Alegre, ou cidades como Tubarão, Blumenau, Joinville e Brusque, que trouxeram muitos adeptos ao estilo. Além disso, bandas como Overblack, Soulthern, The Torment Horde, Juggernaut, Despair Shadow Void, Sodamned, Volkmort, Luciferiano e Apócrifos, mesmo sem se apresentarem, estiveram com alguns de seus integrantes presentes no evento. 

Cotado à primeira apresentação, o vocalista da Vlad V, Jean Carlo, por problemas pessoais não conseguiu comparecer, assim como a Saturno Alice de Lages (no qual um integrante testou positivo para Covid-19), e o músico escocês Jimi Jamieson Band, que também teve a apresentação cancelada. Mas nada abalou ou interferiu no andamento das atividades. 

A Pressure Gain de Blumenau foi o primeiro grupo a subir no palco do sábado. Com uma mescla de covers de Hard Rock e Classic Rock, a banda surpreendeu o público, ao apresentar suas canções autorais, Crazy Night, Lonely Soul e There Is No End com a presença de duas frontwomen. 

Enquanto isso, a garoa se instalava no Camping Paraíso, e a Battalion colocava seus 15 anos de atividades no palco, ao protagonizar uma catástrofe de riffs céleres e com o peso descomunal, que é característico da banda. 

A Carttada de Curitiba - PR fez um show surpreendente. Com suas músicas autorais, protagonizou rodas e moshes, que com a tradicional lama, turbinou ainda mais os metalheads. Como ninguém é de ferro, os integrantes que voltariam a se exibir com o Mortorbastards, deram espaço para uns riosulenses que a cada show estão melhores e mais síncronos, a Balboa’s Punch, que nocauteou os presentes com sua sonoridade agressiva. 

E mais agressivos do que nunca, a Motorbastards trouxe os clássicos do Motorhead. Como último show da banda, Carlos Nunes, evidenciou cada riff dos britânicos da maneira mais intensa possível, rendendo novamente, algumas rodas punks. 

Uma das headliners, a Hillbilly Rawhide ingressou no palco em um momento mágico para o evento, com o acendimento da fogueira e uma a quebra do clima, possibilitando uma atmosfera mais cadenciada, executada pelo Country Rock, Bluegrass e Psychobilly dos paranaenses. No show, os músicos tocaram seus maiores sucessos, “Vida de Bandoleiro”, “Caramuru Calibre 32”, “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “O Enxofre e a Cachaça” e canções do novo álbum. 

O domingo amanheceu com “um sol para cada um”, e a Pedrada que não tinha nada a ver com isso, acordou os headbangers e trouxe os menos acalorados para frente do palco, com a execução de seu Thrash Metal potencial. Logo em seguida, a Raging War deu continuidade na desgraceira, se consolidando como uma das maiores bandas de Santa Catarina. Durante a apresentação dos brusquenses, o vocalista Rudi Vetter dedicou a canção “Strength for Better Days” em homenagem ao headbanger Diego Luz, morto no ano passado, vítima de acidente de trabalho. Diego era um ávido frequentador dos festivais em SC, e nesse Iceberg com certeza estaria participando. 

A Gueppardo estava na divulgação do seu novo trabalho “I Am The Law”. Sempre bem técnicos e postados, os gaúchos trouxeram os metalheads para frente do palco através de seu Heavy Metal/Hard Rock. A última a se apresentar carregava consigo 36 anos de estrada e clássicos como “Surrender”, “Christmas Night”, “Miss You”, “The Darkness” e tantos outros que se situam entre os hits do Heavy Metal brasileiro até os dias de hoje. Oscilando entre os vocais de Boca e Felipe Holmack, o Orquídea Negra finalizou o festival com chave de ouro. 

Em março, nos dias 05 e 06 será a vez de mais um grande dos festivais de Santa Catarina. O Otacílio Rock Festival fará sua 15ª edição, e o line-up está cada vez mais completo e recheado de música de qualidade.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Iceberg Rock Festival: edição de 2022 será a mais grandiosa do evento

Comemorando o seu décimo ano de atividades, o Iceberg Rock Festival, tradicional evento que ocorre anualmente na cidade de Lontras, localizada no Alto Vale do Itajaí, ressurge os fests catarinenses depois de um momento marcado pela pandemia da Covid-19, no qual restringiu a possibilidade de realização dos mesmos.

Foto/Divulgação

Obviamente, ainda em um período de pandemia, com medidas cautelares e sanitárias vigentes, o festival gradativamente retorna, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro com todos os protocolos cumpridos. Inclusive no que tange a um amplo espaço, pois o Camping Paraíso, lugar que recebe o evento, tem uma enorme estrutura e o Iceberg será realizado de forma Open Air.

E falando no lugar que será idealizado o fest, o camping é simplesmente deslumbrante, pois possui várias trilhas, piscinas, fica localizado próximo às margens do Rio Itajaí-Açu e é caracterizado por ser detentor de uma estrutura ímpar, com um palco peculiar em cima de um morro, que proporciona moshes, rodas e diversões que engrandecem cada vez mais o evento. Seus organizadores já possuem um nome consolidado no cenário musical catarinense, Marcos Valério e Lu Oliveira sabem como ninguém, desenvolver shows e festivais. Desde as primeiras edições, promovidas através de um porão, em Rio do Sul, o Iceberg carrega em sua essência, o espirito Woodstock, seja pelo Paraíso, por sempre expor uma miscelânea de estilos e por receber pessoas de todas as raças, credos, orientações sexuais ou ideologias.

A Urussanga Rock Music está voltando à ativa ao cobrir novamente os festivais e deixar sempre o seu legado, de valorizar as iniciativas, contribuir com as bandas e ser um espaço necessário para a difusão da música autoral.

A headliner do fest é a Hillbilly Rawhide, tradicional banda curitibana que flerta com o Country Rock, o Bluegrass e com a música caipira. Junção de estilos que proporcionou ao grupo diversos álbuns, como os clássicos, “Ramblin' Primitive and Outlaw”, “Lost and Found” e “FNM”. Outro destaque da Hillbilly são seus videoclipes cinematográficos, como seu hit, “O Enxofre e a Cachaça”.

Lembrada por ser um cover da banda britânica Motorhead, a Motorbastards de Curitiba mudou sua denominação e passa a se chamar “Carttada” e com isso, estão apostando no autoral. Inclusive, relançaram recentemente os dois discos de canções próprias, “We Are Bastards” e “Divisão Rock n Roll”.

Com trinta e cinco anos de atividades, o Orquídea Negra é considerado uma das maiores bandas do Heavy Metal brasileiro. “Who’s Dead”, “Orquídea Negra” e “Blood Of Gods” são três obras-primas do estilo e seus clássicos, como “Surrender”, “True Soldier”, “Miss You” e “The Darkness” não podem faltar nas playlists dos que comparecerão ao Iceberg Rock 2022.

A Battalion, Heavy Metal de Itajaí também possui uma bela trajetória, pois o grupo está desde 2005 na ativa e seus dois discos, “Empire Of Dead” e “Bleeding Till Death” mostram porque é considerada uma das bandas mais respeitadas de SC.

Os amantes do Hard Rock também estão representados, uma vez que, os porto-alegrenses da Gueppardo estarão em terras catarinenses mais uma vez difundindo seus trabalhos, com destaque para o baita disco, o recente “I Am The Law” lançado esse ano.

A Raging War vem gradativamente ganhando espaço no underground de SC. Depois de divulgar o primeiro álbum, o homônimo “Raging War” bem aceito pela crítica, os músicos difundiram seu novo trabalho, o Ep “The Last Tree” divulgado em junho desse ano.

Desde 2014 na ativa, a Captain Cornelius de Rio do Sul – SC, diverte e encanta o público em cada show que se apresentam, seja através do visual irlandês, das músicas dançantes ou da versatilidade dos integrantes. Com uma sonoridade que remete ao Irish Punk, os músicos trazem como referências, The Dreadnoughts, Flogging Molly, Dropkick Murphys, Wolfe Tones, Korpiklaani, Alestorm, além das suas canções autorais lançadas recentemente.

Criada em 2009, em Blumenau - SC, a Pressure Gain mescla entre o saudosíssimo Rock n Roll e o enérgico Hard Rock. Inspirada por Queen, Deep Purple, Van Halen, Kiss, Led Zeppelin, entre outros grupos, a banda insere sua identidade e conta com a singularidade de ter duas vocalistas como frontwoman.  O grupo possui três videoclipes disponíveis através da plataforma do YouTube, “Crazy Night”, “Lonely Soul” e o mais recente “There Is No End”.

A Saturno Alice é uma das duas representantes da cidade de Lages- SC. Com um viés totalmente psicodélico e experimental, os músicos apostam na versatilidade de suas performances, além do hermetismo das composições. O grupo lançou em 2019 o disco “Auro”, composto por sete canções.

Os riosulenses da Balboa’s Punch mesclarão o intenso Heavy Metal com pegadas alternativas de Thrash Metal. O grupo está trabalhando no desenvolvimento de canções autorais e conta com um videoclipe da canção “Paying With The Life” da banda catarinense Rhesthus.

Imagine uma banda que mescle Groove e Thrash Metal. Isso só pode resultar em peso e celeridade, e é que promete os joaçabenses do Pedrada. Atualmente, os músicos estão trabalhando no desenvolvimento de canções autorais, como a faixa “Torture Engineering”.

Uma das bandas mais tradicionais do estado, a riosulense Rhasalon volta ao Iceberg e também irá expor um Heavy Metal tradicional, para headbanger algum colocar defeito. Em 2016, os músicos lançaram o seu segundo disco, denominado “Doctor Death”.

O líder, guitarrista e vocalista Jean Carlo,  da banda clássica Vlad V irá executar seu projeto solo acústico, com novas canções e hits que marcaram a vida do cantor blumenauense.

Jimi Jamieson é um cantor escocês que está morando em Blumenau e através do seu trabalho, Jimi Jamieson Band pretende tocar clássicos do Rock n Roll. A banda Jordan de Taió fará a conexão entre o Folk e o Stoner, enquanto Woesley Johann tocará o precioso Rock dos anos 80. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

13° Otacílio Rock Festival: O Metal Emerge do Interior Catarinense

O Festival

Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, a cidade de Otacílio Costa- SC no Planalto Serrano Catarinense, recebeu milhares de headbangers munidos pela ávida vontade de rever os amigos, ouvir uma boa música e encontrar-se com a essência da natureza.

A Urussanga Rock Music se locomoveu a partir de Lages com uma excursão “faca na bota” que traziam amantes do Metal, reincidentes do OTA e a harmonia de um caminho tranquilo até a cidade.



Ao chegar na Fazenda Cambará, lugar tradicional onde ocorre o fest nos deparamos com uma organização entre os seguranças e funcionários, além da hospitalidade dos organizadores Denilson Luís Padilha, Elienai Souza e Nani Poluceno que vieram nos encontrar e recepcionar-nos.

Sexta-Feira

Então, com um festival um tanto quanto diferente, agora que abriu mais um dia para a difusão das atrações, a tão sonhada sexta-feira. Na fazenda, um público impressionante acompanhava música a música à banda riosulense Balboa’s Punch que gradativamente se mostra mais madura, sólida e traz consigo uma ambiência vasta de estilos musicais.

Balboa's Punch (SC)
Após o grupo, quem tomou conta do palco do OTA foi a Pain Of Soul. A banda blumenauense com 19 anos de história mostrou a competência, o lirismo de Dani, a sincronia aliada com o misticismo habitual que faz o grupo ser um dos mais importantes do estado.

Pain Of Soul (SC)
Com os ânimos à flor da pele, o Black Metal imperou no festival. A Conspiracy 666 foi a primeira representante de Lages- SC a se apresentar nessa edição. Os músicos trouxeram consigo a experiência, a arte e a heresia com suas músicas autorais e alguns covers como o preciosíssimo Emperor.

Conspiracy 666 (SC)
Ao conversar com Luciano Wolf (Ex Conspiracy 666), o músico destacou a organização do festival, a nova “cara” da banda e nostalgicamente através do público cantou músicas de sua autoria e prestigiou os amigos.

Quando a Raging War se dirigiu aos palcos, era nítido a curiosidade dos presentes, visto que o grupo atualmente é um dos que mais se destacam no cenário do estado. Com as músicas contidas no álbum homônimo “Raging War” que gerou diversas críticas positivas (inclusive uma resenha do nosso site) os brusquenses fizeram o caos no OTA, a cada riff e solo extasiavam ainda mais os metalheads que ocupavam os lugares na frente para acompanhar os músicos.

Raging War (SC)
O colaborador do Cultura Em Peso (CEP) Tamanini estava presente no OTA, assim como na maioria dos fests de SC e nos deu dicas de divulgação e difusão do canal. Além disso, o bate-papo passou pelo reconhecimento de festivais às mídias presentes, o trabalho mútuo entre os mesmos com as bandas e sobre o futuro do Metal Catarinense.

A correria incessante nos dividia em acompanhar as bandas, tirar fotos e gravar vídeos comumente registrar os mínimos detalhes do evento. A Tressultor foi a encarregada por fechar á noite. Os músicos de São Bento do Sul- SC não deram sossego para o público e impuseram seu Thrash Metal com riffs agressivos, céleres e rápidos.

Tressultor (SC)
Antes de acabar a noite, pudemos encontrar o idealizador do Heavy Metal Online, Clinger Carlos Teixeira que saiu de Minas Gerais para fazer a cobertura do evento. O mineiro amante do Metal Brasileiro estava muito contente pela recepção, surpreso pela qualidade das bandas e ansioso para divulgar seu projeto sobre “Fascismo e Nazismo na Cena”.

Sábado

Após imprevistos como “perder o colchão inflável” tivemos uma mudança de planos e chegamos atrasados ao evento, impossibilitando de acompanhar os workshops de bateria de Carlão Fernandes (Khrophus) e João Ortiz (Frade Negro).

No entanto, a primeira banda a se apresentar no sábado, foi a lageana Jhonny Bus que trouxe releituras de clássicos, músicas autorais como “Shadow Walker” e a experiência de mais um OTA na bagagem.

Jhonny Bus (SC)
Com a abertura da sala de entrevistas, havia mais um motivo para o desdobramento entre o pavilhão e o Jeep Clube (Espaço de imprensa preparado para receber às bandas que se apresentavam no evento). Lá no palco, a Rest In Chaos impressionava, seja pelos excelentes equipamentos, pelo entrosamento e principalmente pela mescla entre o Hardcore, o Thrash e o Death Metal, totalmente sem estereótipos fazendo com quem o ouvisse criasse sua própria percepção.

Rest In Chaos (SC)
A fotógrafa Vanessa Boettcher estava na cobertura pelo CEP e também pôde dividir experiências de festivais, do cenário e das mídias. Além disso, apresentou-nos o frontman da Opus Tenebrae, Roberto Opus com que gentilmente concedeu um adesivo do grupo e um disco para resenha.

Enquanto isso, a Spiritual Devastation trazia na íntegra o álbum “War And Peace” no setlist. O grupo de Lages- SC deu abertura às primeiras rodas e do início ao fim exibiu a velha chama do Thrash Metal oitentista. Com uma formação diferente, Thiago Tigre (Ex Neófito) pôde complementar à sonoridade linhas de baixo densas e técnicas.

Spiritual Devastation (SC)
A Frade Negro foi a quarta banda a se apresentar. A banda sul jaraguaense com 15 anos de estrada retornava ao Otacílio, e nesse reencontro personificou-se o peso, a coesão, e os vocais energéticos de Rodrigo Santos.  É claro que não faltaram os clássicos, uma vez que os músicos mesclaram faixas do “Black Souls In The Abbys” e do mais recente “The Attack Of Damned”.

Frade Negro (SC)
Lá do Jeep Clube podemos ouvir uma espécie de destruição, riffs com uma velocidade surreal e no momento que chegamos ao pavilhão, a Chaos Synopsis era quem presenteava com esses aditivos. O grupo paulista fez uma catástrofe no fest, a partir disso foram feitos vários moshes e rodas que levantavam quem estava próximo.

Chaos Synopsis (SP)
Dessa vez, quem assumiu o palco do OTA foram as mídias independentes e a imprensa especializada do fest. Além de nós, o CEP estava lá com Jonathan Dino e Vanessa Boettcher e o Heavy Metal Online pelo Clinger Carlos Teixeira.

A Posthumous que nada tem a ver com isso foi a sexta se exibir no sábado. A banda de Death/Black Metal praticamente fincou suas raízes, mesmo com alguns problemas técnicos. A cada música, uma sensação díspar, pois ali estavam gerações diferentes que reproduziam as canções do renomado disco “My Eyes They Bleed” e faixas do novo trabalho em desenvolvimento. Os criciumenses conseguiram atrair a atenção dos metalheads que ajudavam R.Satan a cantar os clássicos do grupo, como “Final Sacrifice”, “Fuckhrist” e “Crowley Hordes Attack”.

Posthumous (SC)
Em virtude da realização das entrevistas, organização das fotos e vídeos através do computador, perdemos boa parte do show da Genocídio. Entretanto, pudemos acompanhar uma grande presença do público, praticamente lotando o pavilhão e rodas incessantes ao longo das últimas canções.

Genocídio (SP)
A hora mais esperada chegou, a primeira apresentação da banda norte-americana no Brasil, e exclusivamente para Otacílio Costa- SC. Com um pequeno atraso, o Whiplash subiu ao palco da Fazenda Cambará. O show do grupo foi marcado pela preservação dos clássicos, por algumas faixas do “lado b” e principalmente pelo carisma dos músicos que durante a exibição, presenteavam os seus fãs com camisetas e palhetas. O frisson exalava no fest e o enigmático Tony Portaro mostrava que ainda estava em forma ao fazer solos descomunais e movidos a celeridade habitual.

Whiplash (EUA)
A Final Disaster de São Paulo- SP teve a difícil tarefa de segurar os metalheads depois do show dos norte-americanos. O que se pôde ver no show dos paulistanos foi uma qualidade única, uma notória presença de palco de Laura Borssatti, a interação de Kito Vallim e um hermetismo de elementos visuais, sonoros e consequentemente da difusão do hidromel do grupo.

Final Disaster (SP)
Com a parceria de Rubens Silva (Acidemia e Maquinários), contamos com a ajuda para registrar o show da Krucipha. De acordo com o músico, o show dos paranaenses foi mais rápido que os demais em relação à duração, obteve algumas falhas técnicas no início da performance, mas que rapidamente foram sanadas e deram lugar à pancadaria, a riffs velozes e a um brutal “Wall Of Death”.

Krucipha (PR)
A Carniça se apresentou pela segunda vez em SC. O grupo originário de Novo Hamburgo - RS mostrou que o Death Metal consegue ter várias facetas, seja pela similaridade com o Kreator em certas canções, em outras pela forte característica de Slayer ou até mesmo pela presença de um Heavy Metal Clássico. No entanto, o que funde ao instrumental são as letras que abordam assuntos ligados ao RS como na canção Carniça e elementos sociais nas restantes. Obviamente, não poderia deixar de citar a reprodução do clássico “Midnight Queen” responsável por um coro e um grande mosh no fim da apresentação.

Carniça (RS)
A Angry encerrou às atividades do sábado, quem estava presente no show dos paulistas notou que o horário, o cansaço e o público mais escasso não foram fatores que atrapalhassem a performance dos músicos. Foi um “descarrego” de potencialidades, riffs rápidos e de clássicos como “Future Chaos”.

Angry (SP)

Domingo

A primeira banda a se exibir foi a XEI & Sons In Black de Florianópolis, infelizmente não conseguimos acompanhar a apresentação dos músicos. No entanto, a segunda banda do dia foi a criciumense Silent Empire que fez o seu Death Metal tomar conta de quem acordava. A sonoridade ia de encontro com Gorefest e Massacre, vocais mórbidos, instrumental sólido e cru e claro as baquetadas descomunais de Israel Horstmann. Cabe destacar às canções “Among The Wolves”, “Hail The Legions” e “Destroy Doctrine Divine”.

Silent Empire (SC)
O Subsolo também marcou presença através de Sidney Oss Emer da banda OmniFarious. No intervalo dos shows, o blumenauense nos levou até seu acampamento e lá juntamente com Thiago Correa (Festival Winter Knights) falamos a respeito do cenário do Oeste Catarinense, das edições anteriores do fest de Campos Novos- SC e sobre os principais empecilhos enfrentados em um evento.

Todavia, a Witches Town estava na metade de sua exibição. O grupo composto por músicos conhecidos e provenientes de outras bandas como Fuzilador, Mr Fear e Reggrety fizeram com que o Heavy Metal predominasse do início ao fim através das suas músicas autorais.

Witches Town (SC)
Quando a Syn Tz surgiu no palco, os metalheads pouco a pouco surgiam para assistir à apresentação dos balneariocamboriuenses. O grupo é um dos mais notáveis de SC, em sua forte característica tem a intensa presença de palco de Jay, os riffs agressivos de Marcos Aurélio Girardi e a sincronia entre baixo e bateria. Os fãs presentes, a cada canção cantavam os clássicos do grupo, principalmente “Louder”, “Mirror” e “The Decline”.

Syn Tz (SC)
A Metal Gods foi a única representante de tributo/cover. O grupo florianopolitano fez uma ótima performance com canções da banda inglesa Judas Priest.

Tinha que ter “prata da casa” e teve. A Legado Frontal de Otacílio Costa- SC mostrou que o Metalcore ainda está vivo no âmago dos músicos. A banda mesclou músicas autorais e covers de grupos referências para os mesmos.

Legado Frontal (SC)
Uma das apresentações mais esperadas, a Hillbilly Rawhide era uma das headliners do evento. Os músicos paranaenses trouxeram o Country Rock para catalisar os nervos dos já cansados headbangers. Com direito a banjo e a violino exibiram seus hits “Cavaleiros da Morte”, “Uma Cachaça, Uma Cerveja e Um Remedinho”, “Vida de Bandoleiro” e com gritos contínuos do público, a preciosa “O Enxofre e a Cachaça”. O encerramento do OTA fez com que a multiculturalidade estivesse presente durante todo o fest e a pluralidade de ritmos personificasse a essência que mantém 13 anos viva no underground do Sul Brasileiro.

Hillbilly Rawhide

Up Rock

O estado de SC tem como característica a difusão de festivais e eventos com camping, ampla estrutura e a conexão com a natureza. No entanto, uma ideia surgida a partir de Adriano Ribeiro (Khrophus, River Rock) fez com que organizadores de festivais se reunissem para manter um elo, estruturar e ampliar a imagem de SC no Metal Brasileiro.

Up Rock (SC)
Com isso, na noite de sábado integrantes do coletivo subiram ao palco do OTA e lá expuseram seus projetos, suas ideias e um pouco sobre o futuro dessa reunião. Estiveram presentes, Danniel Bala (Agosto Negro e Laguna Metal Fest), Denilson Luís Padilha (Otacílio Rock Festival), Ivan Fabio Agliatti (United Forces Fest), Cleiton Falcaozinho e Tailana Furni (Rock In Hell Do Campo), Adilson Frenzel (River Rock Festival), Marcos Valério (Iceberg Rock Fest) e Ana Carla Gabriel e Karen Schneider (Um Dia Livre Rock Festival).

Bandas presentes

Hoje para se fazer um festival, são necessários muitos fatores e um deles é o de público. E para ser justo, tem que lembrar as bandas presentes no evento que mesmo sem ter se apresentado, estiveram apoiando trazendo integrantes para contribuir com o evento.

Algumas das bandas são Acidemia, Cerebral Cannibal, Imago Mortis, Jelly Shots, Lacrimae Tenebris, Malice Garden, Maquinários, OminiFarious, Opus Tenebrae, Overblack, Red Razor, Rhestus, Simphony Draconis, Somberland, They Come Crawling, Verbal Attack, Volkmort e Vultorn. (se sua banda esteve no evento, nos contate que divulgaremos)

Experiências

Na 13° edição do Otacílio Rock Festival, uniu diversas tribos, distintos costumes, variados sotaques e uma única similaridade, o amor ao Rock/Metal e aos tradicionais eventos de camping.

Em conversa com um motociclista de Rio Claro- SP, o mesmo explicitou a honra de viajar 1000 km até o festival. Com um grupo de amigos do moto clube, ele veio pela primeira vez e se surpreendeu com a quantidade de pessoas, com as bandas que se apresentaram e pela simplicidade e acolhimento dos otacilienses.

Outras cidades como São Carlos- SP, São Paulo- SP, Santos- SP, Macaé- RJ, interior do Paraná, interior do RS, e lugares distintos de SC fizeram parte do OTA 2019. Cada um com sua experiência, sua forma de contar para seus amigos e consequentemente a sensação de pegar a estrada para valorizar o underground. Isso com certeza não tem preço!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SC Metal Fest: Nasce Um Novo Monstro dos Fests (Parte II)

No domingo (19) se apresentarão oito bandas na Fazenda Cambará, a Curto Circuito, a Ódio Mensal, Balboa’s Punch, 355, Embrio, Fire Strike, Slasher e a recém confirmada Captain Cornelius.




A primeira banda a se exibir é a lageana Curto Circuito que trará um Hard Rock/Rock n Roll mesclando clássicos do estilo e músicas autorais como “Cerveja ou Gasolina” já reconhecida pelo público da região.



Inspiradas por Cólera, L7, Replicantes e Bulimia, a Ódio Mensal de Joinville irá expor o preciosíssimo Punk Rock. No ano de 2017 a banda lançou a demo “Contra o Sistema” o qual contou com três músicas, a homônima “Contra o Sistema”, “Leis Sujas” e “Prisioneiros da Fé” música esta que possui um videoclipe.



A banda riosulense de Thrash Metal Balboa’s Punch fincará suas raízes no SC Metal Fest. Os músicos enfatizam em suas letras questões político-sociais pelo caráter falho do ser humano, além de temáticas referenciadas ao folclore. O grupo possui duas músicas para audição no Soundcloud, trata-se de “Open Season” e “Portrait Of War”.



A psicodelia experimental estará presente no festival com a 355 se apresentando. O quarteto lageano mescla o Jazz, o Blues e o tradicionalíssimo Rock n Roll com influências de bandas como Cascavalletes, Mutantes, TNT, Raul Seixas, Di Melo entre outros artistas. Referências à parte, os músicos pretendem surpreender o público com suas respectivas canções autorais.



Há doze anos em atividade, a banda de Thrash Metal paranaense Embrio, marcará presença no segundo dia de fest. O grupo possui diversos trabalhos lançados, as demos “Earth in Flames” (2006), “We Made” e “Morbid Creation” (2007). Os álbuns “Prophets of Doom” (2008), “Corporation Is a Cancer” (2010), “Testify” (2012), “Revolt Against the System” (2013), “Karmadoom” (2017), além da compilação em comemoração aos dez anos de banda em 2015, intitulada “Déjà Vu”.



A paulistana Fire Strike trará todo vigor do Heavy Metal tradicional ao SC Metal Fest. Em atividade há treze anos e com forte influência oitentista, os músicos possuem duas demos, “Our Life Is the Heavy Metal” (2008) e “Fire Strike” (2009), em 2013 lançaram seu primeiro Ep “Lion and Tiger”. Além disso, em 2013 e 2014, lançaram respectivamente os splits “Panzer Fest” 2 e “Metal das Ruas Vol. II”, seguido pelo primeiro álbum “Slaves of Fate” (2017).



Reconhecida no cenário musical, a banda de Thrash Metal Slasher, originário de Itapira – SP, traz em suas letras temáticas sociais e políticas. Desde de 2008 nos palcos, possuem três trabalhos lançados, o Ep “Broken Faith” (2009) e os full-lengths Pray for the Dead (2011) e Katharsis (2014).



A última banda confirmada no domingo já é conhecida na região por sua sonoridade peculiar e letras características remetendo a cultura irlandesa e suas tradições alcoólicas. Se você pensou, a Captain Cornelius (os marujos e piratas bebuns riosulenses com histórias do alto mar e conselhos sobre a vida), a sua resposta foi correta. Então se apronte, traga seu chifre (opa, sua bebida), suas danças típicas e simbólicas e encontrem os bêbados de todo o estado lá em Otacílio Costa. 



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Balboa's Punch

Peso e brutalidade advindo de Rio do Sul – SC



Em 2010 na cidade do alto vale catarinense cinco amigos, Juarez (Guitarra), Jaca (Bateria), SaintClair (Vocal), Adriano de Souza (Guitarra) e Douglas (Baixo) resolveram se reunir e criar um projeto com intuito de transpassar músicas autorais compostas pelos mesmos.

Durante a trajetória, a banda passou por algumas modificações entre os integrantes, Guilherme entrou no lugar de Douglas assumindo o baixo e recentemente Cícero ingressou no lugar de Adriano nas guitarras.

O grupo possui vasta referências musicais, dando destaque para as bandas mais influentes como Megadeth, Kreator, Metallica, Testament, Sodom e Amon Amarth.

O processo de designação ocorreu de maneira simples já que Balboa’s Punch faz menção ao personagem Rocky Balboa interpretado por Sylvester Stalone. Portanto assim se caracteriza o “Soco de Balboa”.

A banda obtém duas músicas para a audição no Soundcloud, trata da “Open Season” e Portrait Of War”, o grupo em breve lançará “Only Me” e mais duas que já estão no processo de gravação.

Atualmente os músicos estão no desenvolvimento do primeiro EP que será lançado no segundo semestre desse ano.

O processo de composições dos riosulenses é caracterizado por abordar questões político-sociais, pelo caráter falho do ser humano além de ressaltar assuntos como folclore e o poder que a natureza exerce sobre nós. O instrumental mescla velocidade e potencialidade como foi visto na grande apresentação no Rock In Hell Do Campo desse ano.

Dentre os sete anos de história, o grupo angaria diversas participações em eventos e festivais, tal como, duas vezes no Iceberg Rock em Lontras – SC, Takio e Motosul.

Formação Atual:
"JACA" Jailson de Oliveira (Bateria)
Juarez Souza (Guitarra solo e Back vocal)
Saintclair Schneider (Vocal)
Guilherme Lungen (Baixo e Back Vocal)
Cicero Smanioto (Guitarra Base )

A banda tem um recado:
“O mundo não é um grande arco íris, é um lugar sujo e cruel que não quer saber o quanto você é durão, vai colocar você de joelhos e você ficará de joelhos para sempre se você deixar.
Você, eu, ninguém vai bater tão duro quanto a vida, mas não se trata de bater duro, se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de tentar e continuar tentando! É assim que se consegue vencer! ” (Rocky Balboa)

“Que todos curtam nossas músicas como nós curtimos.
Pois a Balboa´s é assim
Um vocal Agressivo e cadenciado inconfundível
Nas guitarras dedilhados e bases pesadas como uma porrada no seu ouvido
Ataques insanos no baixo” (Balboa’s Punch)

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