“Surgida na festa do solstício sob a égide das estrelas e da Via Láctea”, assim se denomina a banda lageana de Acid Rock, Saturno Alice. Formado há três anos, o grupo que lançou seu disco “Auro” no período da pandemia, se apresentará no Iceberg Rock Festival, em torno da fogueira. A banda traz como influências, Rival Sons, Radio Moscow, Neil Young e artistas brasileiros como Mutantes, Secos e Molhados e O Terno.
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| Foto: Divulgação |
Com sete canções, o disco traz elementos psicodélicos e
arranjos progressivos, além de trazer à tona a vicissitude de composições ora
complexas, ora imersivas. “Europa”, é o pontapé inicial nesta transcendental
viagem que os lageanos nos proporcionam. A composição traz a história da Deusa
que encantara Zeus.
Com 01:53 min, “Ametista” é a canção mais curta disco.
Nela, há riffs constantes e a letra faz uma brincadeira com as palavras em uma
espécie de aliteração. Já “Pacto de Fausto” – uma de minhas preferidas – traz uma
sonoridade setentista e um solo descomunal. A essência remete a figuras místicas ao
enfatizar a lenda alemã de que “Fausto” faz um pacto com um demônio e se torna
servo dele.
A quarta faixa denominada “Anjo Caído” é mais lenta e
cadenciada. A composição salienta elementos e signos da natureza que mostram
sua intensidade através de “um anjo alado e calado caído na rua”. Uma das
poucas canções escrita em inglês, “Pressure”, traz influências da banda
lageana, Jambock Sul. Na letra, a Saturno Alice evidencia referências de “Darth
Vader” e “Homer Simpsons”, em detrimento de uma vida pacata mas cercada de
angústias.
Com 06:38 min, a música mais longa do disco é “Saturnismo”. Ela possui uma Introdução psicodélica e a letra narra um estado alucinógeno em que o protagonista aos poucos vai esmorecendo. “Morning Star” é o encerramento do material. Aqui é possível perceber, uma faixa mais provocativa, mais rápida e que flerta com a simbologia esotérica.
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